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Buzz Lightyear realista

February 26th, 2010 6 Comments

Meu amigo, leitor aqui do blog e ex-aluno Raoni Nery fez este interessante  retrato do Buzz Lightyear em 3d. NA visão dele, se o personagem fosse real ele seria assim.

Segundo o Raoni falou, o Diretor da Pixar, Lee Unkrich disse pelo twitter dele e pelo da Pixar que o pessoal na Pixar adorou.

Bem legal mesmo.

Estranhas esculturas do século XVIII

February 25th, 2010 16 Comments

Olha que maravilha pra decorar a sua estante da sala.

Imagina só como estas esculturas podem ficar fantasmagóricas à meia luz. Colocar isso no criado-mudo é garantia de pesadelo por muitos anos, hehe.
Eu não fazia a mínima ideia da razão dessas cabeças bizarras, que achei acidentalmente no google. Comecei a pesquisar e acabei achando outras. Daí eu pensei que por alguma estranha razão, teria sido moda este tipo de escultura no século XVIII.

São faces esculpidas em bronze, mármore e outros materiais mostrando homens contorcendo os músculos da face de modo tão estranho que só vemos este tipo de expressão em duas situações: Prisão de ventre e exame de próstata. Se alguém tiver alguma pista da razão pelo qual uma pessoa coloca este tipo de busto para decorar a casa, me avise, ok?

Então eu comecei a pesquisar e me impressionei com a história delas.
Se você ficou curioso, saiba que estas esculturas são todas de um mesmo artista.

Franz Xaver Messerschmidt era um escultor austríaco que morreu em 1783. O trabalho dele era barroco, mas ficou realmente famoso após ter feito essas cabeças malucas aí. Cada uma dessas deve valer uma nota preta hoje em dia.

Mas se você acha que a bizarrice acaba aqui, espere só até eu contar a você a história por trás dessas estranhas esculturas: Franz Xaver Messerschmidt era apenas mais um escultor que trabalhava em Viena. Seus trabalhos corriqueiros eram retratos de pessoas abastadas e nobres. Ele vivia de trabalhos comissionados quando finalmente em 1769, ele foi nomeado para o cargo de professor assistente na Academia Imperial de Viena.

Tudo ia bem na vida de Franz, um homem robusto, de aparência muito simples e formal, quando o professor titular da cadeira de escultura morreu. Franz ficou feliz, pois sendo o professor assistente, era lógico que ele ocupasse o lugar de mestre escultor da real Academia.
“Mas a vida é uma caixinha de surpresas…”
E bem na hora em que Franz iria atingir o cargo de seus sonhos, foi preterido por outro aventureiro. Ocorre que Franz havia tido uns episódios de loucura passageira (algo comum naquela época pré Freudiana) e a Imperatriz da Áustria não achou que seria muito sensato dar o cargo a ele.
Óbvio que de “passageira” a loucura do cara não tinha muito para que isso acontecesse, né?
Então, com o orgulho ferido e a mente ainda um pouco confusa, ele pegou seus trapos e foi embora de Viena. O escultor foi parar ao sul da Alemanha, onde se candidatou a uma posição na Academia de Munique. Ele obteve o emprego em 1775, e finalmente se fixou em Pressburg em 1777.
Foi em Pressburg que Franz Messerschmidt criou estas estranhas cabeças. Só sabemos como ele fez estas coisas porque coincidentemente, durante esta fase do artista ele foi visitado por um estudioso chamado Friedrich Nicolai, que acompanhou e posteriormente relatou o estranho processo que culminava nessas caretas grotescas e assustadoras. Quando Nicolai visitou Franz, este vivia recluso, numa casa que era praticamente um único cômodo, sem conforto nenhum. O homem vivia para o trabalho e o trabalho era esculpir caretas.
Quando Nicolai perguntou a Franz a razão das cabeças, ele escutou um relato confuso, que poderia ser resumido da seguinte forma: embora tivesse vivido casto desde a sua juventude, Franz Messerschmidt era freqüentemente visitado por fantasmas!
Sim, meu amigo. Fantasmas apareciam pra ele e eram os espectros que causavam-lhe dores no abdômen e nas coxas. Felizmente, Franz conseguiu desenvolver um sistema para afastar esses algozes. Este sistema foi baseado no conhecimento de proporções universais, que Franz aprendeu com o estudo do egípcio Hermes Trismegisto , de cuja estátua sem braços, Franz mantinha num desenho preso sobre a cama dele. Segundo Messerschmidt foi o conhecimento da proporção que deu a ele o poder de resistir aos tais espíritos.
A teoria de Franz se baseava na idéia de que todas as coisas têm sua proporção adequada, e todos os efeitos provenientes disso. Logo, quem pode reproduzir em si as proporções de um outro ser, deve ser capaz de produzir efeitos iguais aos efeitos do outro.
Confuso? Não esqueça que ele foi recusado em Viena por ser maluco.
Na lógica torta de Franz, Hermes Trimegistro continha a chave para o segredo de proporção, que por sua vez, conteria uma espécie de “norma” do corpo humano. Daí ele concluiu (nesta parte acho que ele foi mais feliz) que a cabeça e o corpo se correspondem de modo direto: cada parte do rosto, por exemplo, está relacionada a alguma outra parte do corpo, por analogia secreta.
Daí que Franz Messerschmidt teria tido esta “iluminação”, um insight fenomenal que de certa forma liga a arte da escultura com a anatomia, aos cálculos das proporções e até a acupuntura, nesta época ainda completamente desconhecida na Europa. O insight teria sido tão legal que ele percebeu que isso despertou a ira de um dos mais poderosos fantasmas, o fantasma da proporção. O espírito da proporção não era apenas o mais poderoso, mas era o chefe de toda uma legião de espíritos que o atormentavam.

Mas sem se deixar intimidar pelas dores que o espírito maléfico infligida a ele, Franz resolveu aprofundar a reflexão sobre o mistério da proporção, a fim de sair vitoriosos na contenda contra o fantasma. Franz passou a observar num espelho as dores que sentia em sua parte inferior do corpo. Foi com estas expressões que ele trabalhou nos rostos de seus bustos que ele chegou à conclusão de que, se ele se beliscasse de forma suficientemente violenta, em diferentes partes do corpo, ele obteria como resultado caretas diferentes, que de uma maneira com o qual apenas ele conseguia entender, Atingiriam a proporção correta do Egito, e portanto assim ele chegaria a perfeição em matéria de proporção.

Após explicar esta bizarra teoria ao visitante inglês, o artista precisou fazer o processo, ao vivo e à cores, porque Nicolai tinha dificuldade de entender o alemão do artista austríaco. Satisfeito com o seu sistema, Messerschmidt resolveu passá-lo para a posteridade por meio de suas cabeças esculpidas, das quais que ele planejava executar sessenta e quatro, já que em sua opinião, havia apenas sessenta e quatro “caretas canônicas”.

Nicolai reconheceu que as cabeça esculpidas dividiam-se em três grupos. Havia um pequeno número de cabeças bastante “naturais” que mostravam as características de seu criador ligeiramente enobrecido por um toque de estilização, ou animada pela expressão bastante comedida, ou distorcidas por espasmos tão normais como são produzidos por espirros ou por um simples bocejo.

Em contraste com este grupo havia duas esculturas que eram de uma pessoa fazendo um enorme bico. A aparência era deveras monstruosa em que, em cima de pescoços dolorosamente prolongados e contraídos, as formas do queixo, boca e nariz foram empurrados para cima e reunidos em uma forma pontiaguda.

Messerschmidt parecia ter muito medo dessas cabeças e admitiu à Nicolai que elas representavam o maléfico Espírito de proporção. O espírito havia machucado Franz violentamente, mas ele revidou, se beliscando de volta, O_o  até que finalmente conseguiu esculpir essas duas cabeças em mármore, mas quase morreu na tentativa. Na última, o espírito derrotado desapareceu, deixando no ambiente um terrível mau cheiro.

O terceiro e maior grupo de cabeças, era constituído por 54 bustos. Todas elas eram caretas e pareciam ser auto-retratos. Nicolai observou que em muitos deles, a boca estava bem fechada e os lábios desenhados em modo a formar uma linha fina. Messerschmidt explicou essa característica curiosa, salientando que os homens não devem mostrar o vermelho de seus lábios, uma vez que os animais não faziam isso e os animais, como lembrou ao visitante, eram superiores aos homens em todos os aspectos ocultos da natureza.
Da série “Coisas que levariam ao êxtase qualquer psicanalista clássico”.

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A cena de ação mais bem feita do século!

February 24th, 2010 25 Comments

Eu sei que a esta altura todo mundo já viu. Mas não posso deixar de postar isso para caso alguém tenha viajado no tempo ou tenha sido abduzido por ets e não tenha visto esta obra prima do cinema.

Bollywood Rules!
Dica do Tiago, do Robson, da Carla, do Reinaldo Augusto e do DeLuca

Aranha lobo com filhotinhos

February 24th, 2010 9 Comments

Veja que coisa mais tchutchuca… Uma aranha cheia de aranhazinhas em cima.

Você pegaria isso na mão com essa tranquilidade toda?
Se você fosse um mexicano tradicional certamente que sim. Lá eles comem aranhas. (e também moscas, baratas, escorpiões e toda sorte de bichos que nós temperamos com Baygon)
Dá só uma olhada no detalhe da banquinha da feira lá:
VariedadeEles comem insetos por lá porque a dieta do mexicano costuma ser pobre. Os insetos complementam a dieta dos mexicanos mais pobres porque são bastante calóricos e contém vitaminas essenciais.

Hummm. E tem gosto de frango!

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Fotos de fantasmas

February 23rd, 2010 32 Comments

Você já viu um fantasma? Eu acho que já (leia em detalhes neste post) vi um, mas minha mente semi-racional muitas vezes busca explicações para o caso e de fato, embora já tenha passado por situações bastante estranhas na vida, este lado racional, talvez burro, talvez inteligente, da minha personalidade continua a não acreditar que certas situações sejam possíveis.

Quando eu estava na faculdade de Psicologia, eu estudei bastante sobre os temas da percepção. Mas não precisa ser psicólogo para saber que a mente humana é trinada ao longo de milhares de anos para buscar certos padrões.

Chamamos a isso de pareidolia.

Pareidolia é quando você olha uma imagem e reconhece algo que parece estar ali. Por exemplo, rostos demoníacos na fumaça do World Trade center:

Você vê um capeta sorridente aí? Tem quem veja. Pior, tem que associe o capeta com a desgraça e morte de centenas de pessoas no ato terrorista.

Pessoas crédulas tendem a achar que a pareidolia é uma “prova” de que demônios existem, que santas como a  Virgem Maria demonstram sua realidade através de mofo na parede de um barraco ou em manchas nos vidros das janelas.

Mas as pessoas céticas observam estas coisas com o pé atrás e buscam na ciência explicações para estas visões. É inegável que a ampla maioria dessas situações são causadas pela interpretação mental do que a forma aleatória sugere. Basta olharmos para as nuvens com o estado de espírito correto que encontraremos nelas formas tão interessantes que não demora iremos associar a coisas que conhecemos: Carros, cabeças de animais, objetos do dia-a-dia, etc. A mesma coisa acontece com demônios, espíritos e fantasmas.

Mas a questão deste post é: Será que todos os casos de alegações de fotografias e fantasmas são produtos de fraudes, erros de interpretação, defeitos do equipamento fotográfico ou pareidolia?

Vamos examinar algumas dessas fotografias.

Desde a invenção da fotografia que casos de fantasmas são relatados. Talvez uma potencial explicação para isso é que a fotografia é contemporânea do Espiritismo. A primeira fotografia data de 1826. Mas ela só foi realmente se estabelecer como uma técnica mundialmente difundida nas duas décadas posteriores. O espiritismo é algo que acompanha o ser humano desde suas mais antigas origens, porém, o espiritismo do ponto de vista, doutrinário e metodológico, desvinculado de uma religião específica, surge com o trabalho de Allan Kardec na França. Parece-me óbvio que não podemos precisar que a doutrina espírita surge com a publicação do Livro dos Espíritos em 1857. Certamente que os conteúdos que deram origem ao livro que serviu como base para a cristalização da doutrina fundada por Kardec é anterior a isso, mas se olharmos para a janela de tempo do aparecimento e popularização da fotografia e cruzarmos isso com o aparecimento e popularização do espiritismo veremos que as técnicas fotográficas e o espiritismo compartilharam a mesma fatia de tempo em sua gênese.

Talvez isso ajude a entender a profusão de fotografias de espíritos. Ocorre que nos anos iniciais da doutrina espírita era natural que as pessoas buscassem a todo custo obter evidências que a corroborassem.  Até o aparecimento da fotografia e posteriormente a ela, o filme (que nada mais é que uma sequência linear de fotografias), todas as alegações envolvendo fantasmas ou espíritos, ou forças do além (demônios, anjos, fadas, leprechaus, gnomos, monstros marinhos e etc) eram apenas relatos, e quando muito, ilustrados de forma esmerada para dar a sensação de realidade. Obviamente que as ilustrações nunca eram suficientemente credenciadas para converter alegações em algo que se pudesse acreditar. Como exemplo, aqui está uma ilustração de 1515, do artista alemão Albrecht Dürer que mostra um rinoceronte baseado apenas na descrição de um indiano, que de fato viu o animal um ano antes. Dürer não viu a criatura que desenhou, mas se aproximou o suficiente para registrá-la para sempre.

Parece, né?

Quando surge a fotografia, isso muda radicalmente. O que vemos na realidade é o que sai registrado no papel. Em seu início, a fotografia passa a se prestar como elemento de mero registro, e não há ainda a percepção de que é possível manipular o equipamento para produzir fotos artísticas ou com efeitos. Não se tem ainda a sacação de que seria possível usar a câmera para criar. Durante décadas a fotografia apenas registra e nada mais.

Nesta fase de uso como registro, surgem as primeiras fotos alegadamente de espíritos ou fantasmas. Uma das primeiras fotografias de fantasmas que se conhece, é a “Lady Brown”. Lay Brown seria na verdade o espírito de Lady Dorothy Townshend, esposa de Charles Townshend, segundo visconde de Raynham, que moraram em Raynham Hall em Norfolk, Inglaterra no início de 1700.
Desconfiado da fidelidade da mulher, o visconde teria a torturado e trancado em um cômodo da casa até que ela morreu em terrível sofrimento, vítima de inanição. Em seguida o marido revoltado teria queimado o corpo da mulher. Tempos depois os criados teriam visto a senhora Dorothy vestindo um tipo de túnica, descendo as escadas. O fantasma dela, teria sido visto por várias testemunhas, perambulando pela casa em várias situações.
A senhora dorothy foi vista por pessoas comuns e por celebridades. Até por um rei. O rei George IV, esteve hospedado em Raynham, e viu com os próprios olhos uma mulher de vestido marrom aparecer catatônica, ao lado de sua cama e depois sumir.
A mulher de vestido marrom também foi vista novamente num corredor, no ano de 1835 pelo Coronel Loftus, que visitava a casa durante as festas de natal. Foi Luftus que pôde dar uma boa olhada no espírito e a descreveu como uma mulher que batia exatamente com a descrição da senhora Dorothy. A única estranha peculiaridade é que não haviam olhos. O fantasma tinha apenas as orbitas oculares. Ela emitia uma espécie de luminosidade fraca. Anos depois, o capitão Frederick Marryat na companhia de amigos testemunhou nova aparição da mulher de marrom subindo as escadas, e carregando um candelabro. Assim que a aparição surgiu, Marryat sentiu muito medo, e temendo ser uma manifestação diabólica, sacou sua pistola e disparou tiros sobre a mulher. Mas as balas atravessaram a aparição e perfuraram a parede. A aparição sumiu no ar de forma tão surpreendente quanto apareceu.
Em setembro de 1936 o capitão Provand e Indre Shira,dois fotógrafos que foram contratados para registrar Raynham Hall para a revista Country Life deram de cara com a aparição. Inicialmente, o Capitão Provand estava preparando a câmera para obter uma foto, quando Indre Shira percebeu que alguma coisa estranha estava surgindo no meio da escadaria. Indre gritou para que Provan batesse logo a foto da escada. Provand disparou o flash e ficou intrigado com Indre sobre seu entusiasmo em bater a foto. Ele não vira nada.


Quando a foto foi revelada, finalmente surgiu o primeiro registro fotográfico do fantasma famoso. Ela foi publicada na revista em dezembro de 1936. Desde então foi a mulher de marrom já foi vista por várias outras testemunhas.

Outro caso curioso é esta foto abaixo:

Segundo consta, esta foto de 1891 teria sido obtida da biblioteca pessoal do Lord Combermere. É possível inclusive, ver o Lord sentado em sua cadeira preferida. Mas há um pequeno problema: Quando a foto foi tirada, Lord Cobenbermere já estava morto, sendo enterrado, num local muito distante dali. Seria um caso de pareidolia? Fraude ou um fantasma real registrado quando sentava-se pela última vez em sua cadeira preferida?

Nesta foto acima podemos ver o registro fotográfico de um grupamento militar. Esta foto foi obtida em 1919, e teria sido publicada pela primeira vez em 1975 por Sir Victor Goddard, um oficial reformado da RAF.
A foto é um retrato de grupo da esquadra de Goddard, que serviu na Primeira Guerra Mundial, no centro de treinamento do HMS Daedalus.
Curiosamente, um rosto extra fantasmagórico aparece na foto.
Na parte de trás do aviador posicionado na linha superior, o quarto da esquerda, pode ser claramente visto o rosto de outro homem.
Pesquisadores acreditam que trata-se da face de Freddy Jackson, um mecânico de ar que tinha sido morto acidentalmente por uma hélice de avião dois dias antes.
O seu funeral teve lugar no dia em que tiraram esta foto. Os membros do esquadrão reconheceram facilmente o rosto de Jackson na foto.

Outra foto assustadora é a que mostra um fantasma se agarrando a uma escada antiga. Foi um padre aposentado de White Rock, na Columbia Britãnica, que tirou esta foto em 1966.
Ele só queria fotografar a elegante escada em espiral conhecida como o “Tulip Staircase”. Esta escada fica  na seção da casa da rainha, no National Maritime Museum, em Greenwich, na Inglaterra.
Quando a foto foi revelada, não havia apenas a escada, mas uma estranha figura agarrada a ela surgira.  Especialistas, incluindo alguns da Kodak, examinaram os negativos originais e concluíram que não havia sido adulterado.

O local é conhecido por apresentar certos fenômenos. Aparições já foram vistas no museu e passos misteriosos surgem nas escadas, sem que ninguém esteja ali. Esta foto não é a única evidência de atividade fantasmagórica na Casa da Rainha. Várias testemunhas afirmaram que figuras femininas estranhas aparecem transitando pelo museu. Acredita-se que um dos fantasmas seja uma empregada que se acidentou e morreu despencando da escada em questão, há 300 anos atrás. O fantasma é famoso por bater violentamente as portas e até mesmo beliscar turistas.

Nesta foto acima, podemos ver o rosto de uma pessoa  de óculos sentando no banco de trás do carro. Passaria como uma foto comum se não fosse pelo simples fato de que não havia ninguém ali quando a  foto foi obtida. No caso, a Sra.
Mabel Chinnery foi visitar o túmulo de sua mãe um dia em 1959.  Ela tinha consigo uma câmera para tirar fotos da sepultura. Após tirar algumas fotos do túmulo de sua mãe, a Sra. Mabel ela tirou uma foto improvisada de seu marido, que estava esperando sozinho no carro.
Quando o filme foi revelado, o casal ficou mais do que surpreso ao ver uma figura de óculos sentado no banco de trás do carro. A Sra. Chinnery reconheceu imediatamente a imagem de sua mãe – a mulher cujo túmulo tinham visitado nesse dia.
Um perito fotográfico que examinou a impressão determinou que a imagem da mulher não era nem uma reflexão, nem um caso de dupla exposição.
“Eu jogo a minha reputação no fato de que a foto é verdadeira”, declarou.

O misterioso cowboy do além surgiu nesta foto, de Terry Ike Clanton. A foto foi tirada em preto e branco, porque Terry ele queria um estilo velho oeste. eles foram ao cemitério de Boothill. Quando Clanton levou o filme para uma loja de revelação e viu o resultado da foto, ele quase caiu para trás ficou de tão assustado com o que viu. Entre as lápides, à direita de seu amigo, está a perturbadora imagem do que parece ser um homem magro com um chapéu escuro. Pela altura, o homem parece estar sem as pernas, ou ajoelhando… ou se levantando do chão.
“Eu sei que não havia nenhuma outra pessoa nesta fotografia quando eu tirei”, insiste em Clanton. O autor da foto acredita que o pálido e magro sujeito ao fundo está segurando uma faca.
Clanton notou mais um estranho detalhe: “Se você não está convencido de que há algo estranho aqui, olhe para a sombra do meu amigo na foto. Parece estar indo para trás ligeiramente para a direita dele. A figura na parte de trás deveria ter a mesma sombra, mas não tem!”

A foto da menina da casa pegando fogo é bastante famosa e circulou em jornais e revistas por todo o mundo.
Em 19 de novembro de 1995, o edifício Wem Town Hall, em Shropshire, na Inglaterra queimou até o chão.  Muitos espectadores se reuniram para assistir ao edifício antigo, construído em 1905, quando ele estava sendo consumido pelas chamas.
Tony O’Rahilly, um residente local, foi um dos espectadores que tiraram fotos do espetáculo com uma lente teleobjetiva de 200 milímetros. Em apenas uma das fotos, há o que parece ser uma menina, calmamente parada, observando da porta a multidão que se espantava em ver o prédio em que ela estava ser consumido pleas chamas.
Nem O’Rahilly, nem qualquer um dos outros espectadores ou bombeiros recordou ter visto a moça lá.Ao revelar e constatar o estranho incidente,  O’Rahilly enviou a foto para a Associação para o Estudo Científico de fenômenos Anômalos, por sua vez, apresentou-o para análise ao Dr. Vernon Harrison, um especialista em fotografia e ex-presidente da Royal Photographic Society.
Harrison cuidadosamente examinou o material impresso e seu respectivo negativo, e concluiu que era uma foto genuína.
Mas  então, quem é a menina?

Seria insanidade colocar alguém no meio de um incêndio de grandes proporções para sair numa foto, então mutos tiveram certeza de que acidentalmente o jovem fotógrafo tinha obtido um registro de um fantasma local.
Wem é uma cidade tranquila, ao norte de Shropshire, que havia sido devastada por um incêndio no passado.
Os registros históricos relatam que em 1677, um incêndio destruiu muitas casas de madeira da velha cidade.
Segundo contam, uma jovem chamada Jane Churm, teria causado o incêndio, quando acidentalmente ateou  fogo a um teto de palha, com uma vela. A menina morreu queimada.
Muitas pessoas da cidade acreditavam que o fantasma dela assombrava a região e já tinha sido visto inclusive em algumas outras ocasiões.

Fantasmas são constantemente vistos em lugares sombrios, como castelos, casas antigas, lugares ermos e abandonados. Principalmente em cemitérios. Este foi o caso da foto acima.

Esta foto foi tirada durante uma investigação paranormal no cemitério Bachelor’s Grove, perto de Chicago pelo Grupo de pesquisas de espíritos (GRS).

Em 10 de agosto de 1991, vários membros da GRS estavam investigando um pequeno cemitério abandonado à beira do Rubio Woods Forest Preserve, perto do subúrbio de Midlothian, Illinois.
Famoso por ser um dos cemitérios mais assombrado dos EUA,  Bachelor’s Grove tem sido palco de mais de 100 relatórios diferentes que registram todo tipo de fenômenos estranhos, incluindo aparições, visões inexplicáveis e sons, além de estranhas bolas de luz.
A investigadora Mari Huff foi tirar fotos em preto e branco com uma câmera infravermelha de alta velocidade  em uma área onde o grupo já tinha experimentado algumas anomalias com seus equipamentos.
O cemitério estava vazio, exceto para os membros da GRS. Quando revelada uma das fotos mostrava uma mulher sentada sobre uma lápide. A foto mostrava o que parece ser uma mulher solitária de aparência jovem vestido de branco.
Partes do seu corpo são parcialmente transparentes eo estilo do vestido parece estar desatualizado.

Outros fantasmas supostamente visto em Bachelor’s Grove incluem figuras com roupas de monges e do espírito de um homem brilhante amarelo.

Igrejas antigas também são terreno fértil para misteriosas aparições. Uma das mais assustadoras figuras que surgiram em fotos de igrejas é esta criatura abaixo:

Esta foto foi tirada em 1963 pelo reverendo KF Lord em Newby Church em North Yorkshire, Inglaterra.
Foi uma foto polêmica, porque é assustadora e suficientemente misteriosa. O rosto do espectro parece encoberto e a forma como ela está olhando diretamente para a câmera faz com que pareça que estava posando para a foto, o que sugeriria um caso de dupla exposição.
No entanto, a foto foi analisada por peritos fotográficos  que dizem que a imagem não é o resultado de uma dupla exposição.
O padre disse que ao bater a foto, nada era visível a olho nu. Ele só queria obter um instantâneo do seu altar.
No entanto, quando o filme foi revelado, havia esta estranha figura encapuzada olhando fixamente para ele.
A Igreja Newby foi construída em 1870 e, ao que se sabe, não tinha uma história de fantasmas, assombrações ou outros fenômenos peculiares associados a ela.
As pessoas que  cuidadosamente investigaram a foto calcularam que o espectro tem  cerca de nove metros de altura.

Uma foto curiosa e perturbadora é a foto acima, que mostra uma reunião de amigos.
Estas duas fotos foram tiradas em 1988 no Hotel Vierjahreszeiten em Maurach, Áustria.
Vários turistas se reuniram para uma festa de despedida no hotel e decidiram tirar uma foto do grupo.
Uma das pessoas, o Sr. Todd, posicionou a  câmera de filme sobre uma mesa próxima e apontou-a para o grupo.
Ele estabeleceu o temporizador da câmera e correu de volta para a mesa.
O obturador clicou e o filme  foi girado, mas o flash não disparou. Então Todd ajustou a câmera para uma segunda foto.
Desta vez, o flash disparou.
Quando finalmente o  filme foi revelado, tudo parecia certo até que alguém notou que havia uma cabeça ali que não pertencia a nenhum dos amigos. E a cabeça estranha só aparecia num das fotos.  (Na seqüência acima, o flash (segunda foto) é realmente mostrada em primeiro lugar por uma questão de comparação.)
A foto foi mostrada a todos os que dela participaram, mas ninguém reconheceu a mulher fantasma, e não foi possível entender como a sua imagem apareceu na foto.
Além de estar um pouco fora de foco, a cabeça da mulher também é muito grande em comparação com os turistas, a menos que ela está sentada perto da câmera, que iria colocá-la no meio da mesa. Um aspecto mais estarrecedor é que ela parece estar completamente de acordo com a foto, inclusive aparece uma taça de bebida na frente do fantasma.
A foto foi examinada pela Royal Photographic Society, o departamento fotográfico da Universidade de Leicester, e da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, que descartaram se tratar de um caso de dupla exposição. A foto do fantasma da mulher sorridente permanece envolta em mistério até hoje.


Esta interessante fotografia acima foi tirada por volta do ano de 2000, em Manilla, nas Filipinas.
Segundo o The Ghost Research Society, duas amigas saíram para uma caminhada de uma noite quente.
Uma delas resolveu registrar o momento e pediu a uma pessoa que passava para bater uma foto delas usando o  celular. O resultado é este. devido a foto ser de celular, tinha baixa resolução, mas não poderia se tratar de um caso de dupla exposição. Neste caso os investigadores pensaram que talvez poderia se tratar de uma fraude, feita digitalmente. Até hoje o caso está em aberto. As mulheres negaram haver mais um participante no momento da foto. Algumas pessoas estranharam que a “aparição” não parecia usar roupas, o que sugeria se tratar de um fantasma ou espectro. Não é possível ver a forma completamente, o que causa ainda mais estranheza, devido a alta velocidade das fotos digitais do celular usado na época, que não tem controle de exposição.  Pela forma como o espectro segura o braço da moça, algumas pessoas pensaram se tratar do registro do anjo da guarda dela e outros levantaram a possibilidade de ser um “encosto”. A foto é misteriosa pois é possível ver que parte da aparição está atrás da moça e parte na frente dela.

Fenômenos estranhos e aparições são algo que parecem ter vindo para ficar. Hoje a tecnologia está permitindo que cada pessoa tenha uma maquina fotográfica consigo o tempo todo, então é de se esperar que com o aumento da oferta de equipamentos de registro, apareçam mais e mais fotos e videos assustadores.

Um exemplo disso é este video em que um garoto documenta a casa para onde eles acabaram de se mudar. O video vai bem até que um estranho “inquilino” da o ar da graça, atravessando a parede bem na frente do moleque, que solta um assustador “Oh, My GOD!”

Grupos ligados ao estudo dos desencarnados tem obtido resultados bastante intrigantes com o uso de equipamentos eletrônicos. Segundo alegam, seria possível obter um contato com os mortos usando a transcomunicação instrumental, ou TCI. Basicamente, a Transcomunicação Instrumental (TCI), é o nome dado à gravação de vozes e até filmagem de pessoas que já morreram.

Será um rosto de gente desencarnada na foto de TCI acima ou apenas mais um caso de pareidolia?

Segundo a Wikipedia, a moderna fase da TCI iniciou-se com o crítico de arte sueco Friedrich Jüergenson (1903-1987) que, em seus momentos de lazer, em sua casa de campo em Molbno, tinha o hábito de gravar o canto dos pássaros da região. Em 1959, ao escutar uma dessas gravações, deparou-se com vozes humanas entre os cantos gravados. Estranhou o fato, uma vez que estivera absolutamente só ao realizar a gravação, no meio de um bosque. Ao ouvir com mais cuidado, notou que se tratava de vozes de pessoas e que podiam ser percebidas palavras em vários idiomas, o que descartava a hipótese de interferência de alguma emissora de rádio. Aprofundando-se em novas gravações, assombrou-se ao perceber que as vozes o chamavam pelo nome, por apelidos e que podiam responder a perguntas feitas no local, o que também descartava a hipótese de captação de rádio-amador ou outro tipo de transmissão à distância. Indagando de quem seriam aquelas vozes, a resposta não tardou: Somos os mortos…“.

Desde então, a pesquisa e documentação de gravações e videos de pessoas mortas vem sendo levada a cabo e recebe apoio de grupos de investigação em todo o mundo. Com o avanço da tecnologia, os métodos de registro vem sendo aperfeiçoados.

Sonia Rinaldi é uma especialista brasileira nesta técnica e alega que o primeiro caso brasileiro de TCI já foi autenticado por um laboratório internacional.

O caso estudado cientificamente por Sonia é o de Cleusa Julio, uma mãe como outra qualquer: não suportava a dor pela perda da filha adolescente, Edna, que morreu há três anos, atropelada por um carro enquanto andava de bicicleta. Dilacerada, procurou a Associação Nacional de Transcomunicadores, presidida por Sonia, e conseguiu estabelecer comunicação com a menina. Uma das conversas gravadas entre mãe e filha foi enviada há seis meses a um centro de pesquisas em Bolonha, na Itália, o Laboratório Interdisciplinar de Biopsicocibernética, único na Europa totalmente dedicado ao exame e análise científicos de fenômenos paranormais. Junto, foi encaminhada outra fita com um recado deixado por Edna, antes de morrer, numa secretária eletrônica. O resultado, que acaba de chegar, é um surpreendente laudo técnico de 52 páginas, cuja conclusão diz: a voz gravada por meio da transcomunicação é a mesma guardada na secretária eletrônica. fonte

Evidentemente, que como todo assunto que envolve o lado oculto, a morte e espíritos, a TCI é vista com reservas e desconfiança por parte dos céticos. Muitos investigadores céticos alegam que é impossível provar que a TCI funcione realmente, pois suas evidências  ainda se misturam com a pareidolia.

Pessoalmente, eu não tenho uma opinião completamente formada quanto a realidade ou não do fenômeno de contato com os mortos. Não duvido que seja impossível, mas reconheço que tudo o que investiguei até aqui tem cara de pura pareidolia, quando não tem cara de fraude. Mas não nego que posso estar errado, ou tendendo a manipular minha percepção sobre estes fatos devido ao meu medo de reconhecer que fantasmas existem. Quanto às fotos, existem milhares delas por aí. O numero de fotos de fantasmas só perde para o de relatos. Conheço pessoas seríssimas que me confidenciaram já terem visto pessoas mortas bem na sua frente. Eu mesmo já vi uma pessoa completamente igual a amigo meu que havia morrido (e que combinou aparecer pra mim se morresse) e depois sumiu. Então, é um assunto curioso e instigante, que pode dar pano para manga.

fonte

Estará a Matemática por trás dos sucessos cinematográficos?

February 21st, 2010 13 Comments

Eu estava lendo um artigo muito interessante da news Scientist sobre a matemática oculta atrás de filmes blockbusters. O artigo original está aqui.

Basicamente ele trata do trabalho de um psicólogo norte-americano chamado James Corte, da Universidade de  Cornell em Ithaca, Nova York.
O cara analisou 150 filmes de Hollywood e descobriu que quanto mais recentes eles eram, mais a duração de suas cenas tendiam a seguir um modelo matemático. Segundo ele, este modelo matemático teria uma curiosa propriedade de atrair e manter a atenção humana.

Na década de 90, uma equipe da Universidade do Texas estudou o potencial de atenção de várias pessoas enquanto elas realizaram centenas de testes consecutivos.
Quando eles alteraram as medidas usando uma série de ondas chamadas “transformada de Furrier”, as ondas de atenção aumentaram em magnitude na medida em que sua frequência diminuía.

Esta propriedade é conhecida como flutuação 1/f, ou “ruído rosa”. Neste caso específico ele significou que o uso do 1/f provocava comprimentos de atenção especial, de forma recorrente em intervalos regulares.
O gênio da matemática Benoit Mandelbrot (aquele cara que descobriu um dos mais famosos fractais do mundo e o batizou com seu sobrenome) descobriu que os níveis anuais de inundação do rio Nilo, seguiam esse padrão. Outros pesquisadores também observaram que o ruído rosa está presente na música e até mesmo na turbulência do ar.

Para saber se o comprimento de tomadas de câmera em filmes realmente poderia seguir 1/f, James Corte mediu a duração de cada tomada de 150 filmes de Hollywood em vários gêneros lançadas entre 1935 e 2005. James então compilou as tomadas em uma série de ondas de cada filme.
Observando as ondas resultantes, ele descobriu que os filmes mais recentes, sobretudo os block busters, foram mais propensos a obedecer ao 1/f enquanto os antigos não seguiam a métrica à risca. James Corte salientou para a News Scientist, que não se trata apenas de filmes de ação como Duro de Matar II, recheados de cenas rápidas que seguem o padrão 1/f. Na verdade é o contrário. Ao que parece, a fórmula mágica do sucesso influi diretamente na duração das tomadas ao longo do filme, de modo que elas sigam um padrão uniforme e regular ao longo de toda a obra.

O pesquisador James Corte sugere que obedecer a 1/f pode fazer os filmes ficarem mais emocionantes, na medida em que eles ressoam com o ritmo de extensões de atenção humana.

A Psicologia conhece há décadas que a atenção humana não se mantém contínua por longos períodos. Ao contrário, ela oscila em ondas. Saber isso foi fundamental para o aperfeiçoamento dos processos pedagógicos e de trabalho, e este conhecimento hoje está implícito nas palestras, nas aulas e até mesmo nos videogames.

Ao contrário do que a idéia da fórmula mágica o sucesso poderia sugerir, James Corte duvida que os diretores estão deliberadamente usando a matemática para fazer filmes. Em vez disso, ele acredita que a coisa acontece de fato, mas por outra via. Segundo Corte, após ser filmado o produto audio-visual vai para um longo processo de edição. É ali que a mágica acontece. Ao ser editado desta forma, pode ser mais provável que ele seja bem sucedido, que por sua vez incentivaria outros filmes a copiar seu estilo, no melhor estilo “Não questione o que ele fez para chegar ao sucesso. Apenas copie e funcionará”.

A busca por uma metodologia científica que justifique os milhões de dólares obtidos com os grandes sucessos de bilheteria é algo que Hollywood sempre perseguiu. Acredito que os estúdios não poupem recursos de preparação para fazer seus investimentos terem maior retorno. Isso envolve muitas técnicas, como por exemplo, apresentar o filme para plateias diversas, uma espécie de ensaio que é feito antes de se lançar o filme. A reação da platéia é monitorada ao longo de toda a obra. Ao fim, as pessoas preenchem questionários e são entrevistadas.  A forma como a platéia de teste reage ao filme pode dar indícios do que é necessário alterar para a película fazer mais sucesso, e obter ganhos com a divulgação boca-a-boca. Outro exemplo da metodologia hollywoodiana de se fazer filmes pode ser encontrado na metodologia de construção de roteiros.

Syd Field, escritor, roteirista e professor de roteiro era um dos responsáveis por selecionar roteiros para os grandes estúdios. Ele mesmo era um roteirista e por suas mãos passaram grandes sucesso do cinema. Syd foi um dos primeiros a tentar encontrar um padrão nos roteiros dos filmes de grande sucesso. Pesquisou tantas obras que conseguiu enfim descobrir um padrão. Tudo se baseava na colocação dos plot points, ou pontos de virada. “Pontos de virada” são pontos chave dos filmes, que aparecem na estrutura do roteiro. É o momento em que algo acontece que desencadeia toda uma situação de conflito. Geralmente os filmes de sucesso contém dois desses pontos. O local onde eles aparecem foi escrutinado durante décadas, para se estabelecer que havia uma certa “proporção áurea” na colocação dos pontos de virada dos filmes.

A Proporção áurea ou segmento áureo, foi durante centenas de anos tema de estudo. Foi suado pelos gregos em sua arquitetura e pelos mestres do período renascentista. Muitos acreditam que seja “a forma matemática de se compreender a beleza”.

Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colmeia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.

Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão frequente. E justamente por haver essa frequência, o número de ouro ganhou um status de “quase mágico”, sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar desse status, o número de ouro é apenas o que é devido aos contextos em que está inserido: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático é que o torna fascinante. fonte

Dessa forma, podemos ver que não é de hoje que a busca numérica por uma fórmula mágica que explique certos mistérios é lugar comum nas pesquisas científicas. Voltando ao que o psicólogo dizia, James Corte é o primeiro a admitir que a estimulação por cena não é tudo: ele descobriu que os comprimentos de cenas nos filmes noir são tipicamente aleatórios e não correlacionados com os outros em qualquer escala de tempo.

Se apenas a proporção 1/f  fosse a razão de sucesso, nenhum filme noir seria bem sucedido.

Ele cita Star Wars Episódio III, que ele descreve como “simplesmente terrível”, e que segue rigidamente a metodologia de 1/f em suas cenas.
Segundo o psicólogo, há aí um elemento interessante que mostra que embora o sistema 1/f ajude a manter a atenção do público, uma boa narrativa e fortes atuações são provavelmente mais importantes.

Tim Smith, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, monitora o movimento dos olhos dos espectadores nas salas de projeção. Tim Smith tem demonstrado que no estilo de edição dos filmes mais modernos, o olhar das pessoas centrou-se numa mesma área da tela ao mesmo tempo em comparação com os filmes antigos.
Segundo Tim Smith, isso poderia corroborar a teoria de James Corte de que o estilo de edição que segue 1/f tem obtido sucesso em manter a atenção do público focado ao longo da película.

Pessoalmente, eu considero que pode de fato haver uma chave para o aumento da atenção, mas isso teria um efeito mínimo sobre o resultado prático das bilheterias.

Eu encaro o sucesso dos block busters em grande parte pelos altos investimentos em marketing e também pela hegemonia cinematográfica dos norte-americanos em quase todo o mundo.

Numa amostragem gigantesca, a chance de sucesso aumenta muito. Pra se ter uma ideia, no ano de 2001, os filmes norte-americanos faturaram 8,4 bilhões de dólares no mundo. Segundo dados da Adams Media Research, os americanos gastaram US$ 9,87 bilhões nas bilheterias em 2009. (dados apenas do faturamento nos EUA)
Isso simboliza o crescimento da indústria de cinema do Tio Sam. O aumento na audiência soma-se ao aumento do faturamento.

Historicamente, as salas de projeção sofreram uma dramática mudança de estilo com o passar dos anos. No Brasil dos anos 70, com uma população cerca de três vezes menor do que a que temos hoje, o Brasil tinha três vezes mais cinemas. O ingresso era e se manteve durante décadas na faixa de 1 dólar em média. No passado, o cinema era um divertimento popular, com salas grandes, de 500, 600, 800 lugares, mesmo em cidades relativamente pequenas e, nas grandes, com incontáveis cinemas espalhados pelos bairros. Um exemplo disso é a “Cinelândia”, área do centro do Rio que ganhou este nome devido ao grande numero de salas de cinema que havia lá. Na década de 70, o público anual rondava a casa dos 400 milhões de espectadores. Foi na vidada da década de 80 que a Motion Pictures Association obrigou a grande mudança. Os filmes seriam exibidos em poucos cinemas. Os preços dos ingressos subiriam muito, saltando da faixa de um dólar para seis dólares, limitando o acesso das pessoas aos filmes. Então a indústria trocou milhões pagando pouco por milhares pagando muito.
De modo paradoxal, no mercado interno dos EUA o numero de salas chegou a 36 mil, que posteriormente acabou se reduzindo.
Na pratica não parecia mudar tanto, mas se você imaginar o custo de cópias e investimentos associados para abastecer milhares de cinema, isso tem efeito claro. Some-se a isso que os objetivos da MPA (estou supondo) eram estratégicos e de longo prazo, pensados para recuperar uma industria que estava sob risco. O advento da Tv colorida tirou muito publico dos cinemas. A grande oferta de salas obrigava os preços a baixarem. A indústria precisou se reinventar para sobreviver. Daí surgiram as mudanças. Era necessário faturar mais no mercado externo para manter o “status quo”.

Isso explica porque o cinema americano tentou por fim ao efeito que as chanchadas tinham no Brasil. Ocorre que na década de 60 e 70, as chanchadas faziam muito sucesso. Tamanho sucesso que nos anos 70, um grande executivo da indústria de Hollywood, Jacques Valente, visitou o Brasil para pressionar o governo brasileiro para segurar o apoio dado ao cinema, inclusive ameaçando com retaliação.

As chanchadas estavam fazendo sucesso contínuo fazia cerca de duas décadas e isso incomodou bastante os planos da MPA para o Brasil.
A estratégia de reduzir os cinemas que exibiriam os filmes do tipo “A” parecia contraditória à primeira vista, mas gradualmente, sem uma contínua produção de filmes locais para suprir a demanda, muitos exibidores começaram a falir. Dois ou três estavam sendo constantemente abastecidos pelas produções americanas e ao longo dos anos 80 o numero de salas encolheu assustadoramente. O encolhimento de número de salas associado ao aumento do valor do ingresso gerou mais e mais dinheiro para certos exibidores, o que implicou numa adoção imediata da cinematografia norte-americana.

Paralelamente, a indústria de cinema nacional (que nunca foi santa) passou por diversas crises no setor, chegando a literalmente morrer completamente no Governo Collor.
As salas que restaram passaram a ser praticamente o quintal dos americanos, onde eles passaram a ganhar mais com menos espectadores.

Hoje, no Brasil, o cinema atinge menos de 10% da população. Cerca de 15 milhões de espectadores vão ao cinema ao menos uma vez por ano – fonte: relatório da Warner Bros, 2005
Para reagir à hegemonia americana, países como França e Canadá utilizam a imposição de quotas mínimas de telas para exibição de filmes nacionais. Já a Noruega, Austrália e Inglaterra financiam diretamente a produção privada de audiovisuais, por meio de programas que apoiam a co-produção e distribuição de filmes.

No Brasil, a regulamentação do cinema estrangeiro é um oba-oba danado. A MPA (Motion Pictures Association) manda em tudo e conseguir salas para exibir o recém ressuscitado cinema nacional é uma batalha constante. Graças a isso tudo que eu falei, sabe-se que o mercado do Brasil é um dos mais promissores mercados para o cinema americano, com a ocupação de 90% das salas só pra eles.

A média anual é de trinta filmes brasileiros, que enfrentam a pressão das distribuidoras pela marcação de salas.
Segundo o cineasta Leopoldo Nunes, “a produção nacional entra em cartaz e rapidamente as distribuidoras pressionam para entrar um americano. Sem nenhum pudor, chantageiam os exibidores, que acabam comprando pacotes com oito filmes ruins e dois “bons”. Todos já chegam ao país pagos.
Me parece que o  “sucesso” dos block busters é o resultado de fatores que envolvem o domínio de 90% ou mais das salas de cinema nos mercados mundiais, somado com maciços investimentos de marketing.
Segundo o que eu levantei em dados da MPAA, o custo médio de produção de um filme tipo “A” nos EUA foi de US$ 63,8 milhões, e os custos de marketing para lançá-lo chegaram a US$ 39 milhões por filme.

Me aponte apenas um único país que gasta praticamente a metade do valor total de um filme em publicidade?

Acho que só so americanos fazem isso. E pelo que vejo, dá resultado.

Uma boa metáfora é a bola de pedra que perseguiu Indiana Jones

A cada dia as pessoas são mais e mais bombardeadas pelo marketing. É ele que diz que uma coisa é boa. Aprendemos a acreditar no marketing e seguir o que ele nos doutrina.

O Marketing chegou ao ponto de se estabelecer como parâmetro único de discernimento para a acefalia das massas. As pessoas compram certos livros porque são os mais vendidos. Precisam ver os filmes que mais faturam, pois do contrário, estarão se sentindo excluídas da manada. Não há como fugir. Uma hora a bola gigante do marketing te pega e te esmaga.

Até no rádio o marketing mostra sua força. As pessoas são bombardeadas com jabás, tocando infinitamente as mesmas musicas, até que de tanto ouvir começamos a pensar que a musica é boa, daí compramos os discos da banda.  O povo lê a revista que todo mundo lê para poder ter sobre o que conversar, e assiste no noticiário praticamente as mesmas notícias, independentemente do canal que escolhe.

Estamos ficando cada vez mais pasteurizados.
O marketing te diz o que você deve comer e beber,  a Tv diz como você deve se comportar, como vai se vestir, o que irá ouvir e que atitude ter. Os jornais e revistas, lhe dirão o que você deve pensar. Fugir a isso é ser excluído, é ser cuspido para a periferia do que é “cool”.

Neste mundo em que vivemos, onde o dinheiro é o resultado prático e meta de todas as iniciativas, a questão da qualidade está tão atrelado ao retorno financeiro que não duvido que muitas pessoas normatizem sua vida pelo seguinte parâmetro:

“Não interessa se é bom. Todo mundo viu, eu tenho que ver.”

Me lembro agora de uma frase emblemática da Tati quebra-barraco: “Sou feia mas tô na moda.”

Estar na moda, e portanto ser consumido em massa é a redenção de todo e qualquer produto. Quando isso atinge as pessoas a coisa se torna preocupante.  Hoje temos as celebridades que se destacam apenas por serem celebridades.

Assim, enquanto os críticos atacam os Block Busters por sua baixa profundidade de conteúdo e simplicidade rascante ao nível do intelecto, os executivos dão de ombros e meio que repetem o bordão da Tati: “O filme é tosco mas faturou tanto!”

Enquanto alguns se iludem de que cinema é “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” ou que “cinema é a maior diversão”, os números globais da indústria mostram que cinema é na verdade um negócio sério para faturar e nada mais.

É óbvio que existem resistências, que buscam a todo custo a libertação dos modelos estabelecidos. Não nego que admiro os que tentam fazer jus ao apelido “sétima arte”, porém, na prática, os números mostram que o título deste post pode estar certo. Há uma Matemática do sucesso oculta por trás das grandes produções. Se ela está na taxa de cenas, na estrutura áurea baseada na lei de três atos dos roteiros ou nos números dos investimentos, não sou eu quem vai dizer. Acredito que a Matemática oculta esteja em tudo isso, cuidadosamente sendo articulada para capturar cada vez mais o meu e o seu dinheiro.

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Video 3d

February 20th, 2010 16 Comments

É difícil de acreditar, mas este video é todo feito em 3d.

The Third & The Seventh from Alex Roman on Vimeo.

Caso você esteja achando que é mentira, que este video é real. Aqui está a prova. É ver, sentar e chorar.

Compositing Breakdown (T&S) from Alex Roman on Vimeo.

Feito no 3dsmax, after effects e premiére. Tudo (até a musica) feito no computador por um único cara (tarado) chamado Alex Roman.
Aqui está o site da produção

Livrinho caro, hein?

February 20th, 2010 7 Comments

Acabo de receber uma graninha inesperada de um dos serviços de afiliados do meu blog. Estou ganhando uma boa graninha com o mercado livre, uhuuu!

Acho que já dá pra comprar mais um videogame. Mas enquanto isso, resovi comprar uns livros de arte da Ballistic, que eu estou querendo comprar faz muito tempo. Meu sonho era juntar uma boa grana, (cerca de 2 mil dolares) para comprar TODOS os livros da editora e fazer bonito na minha biblioteca aqui, mas como pintou esta grana, eu reslvi ir comprando aos poucos. Os livros da Ballistic são absolutamente sensacionais, e nem são muito caros (para livros de arte) custando na faixa dos 60 dolares.

Fui dar uma olhada na Amazon e eis que descubro que os livros USADOS lá estão custando cerca de MIL DOLARES cada. Alguns até mais. Olha só:

Deve ser bug, né?

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