Os homens-rato do Paquistão

Os homens-rato do Paquistão

Paquistão. Uma área distante dos grandes centros urbanos mundiais. Um lugar perdido entre montanhas intransponíveis, cavernas misteriosas e no meio de uma região semi-estéril, quase totalmente desolada pela guerra religiosa fanática. O Paquistão deu o azar de ficar no meio de uma região de interesses múltiplamente antagônicos. Um país do subcontinente indiano, ele faz fronteira com a Índia, China comunista, o Irã e o mar arábico. Este lugar cheio de deuses, crenças e conflitos é também o berço das mazelas humanas, que esconde um de seus mais bizarros segredos: Os homens rato.

Obviamente, os homens rato como são chamados não são de forma alguma cruzamentos genéticos mutantes de pessoas com animais, mas uma interpretação rudimentar e culturalmente deformada de uma doença genética rara, chamada microcefalia. a doença como o nome já diz, é quando a pessoa nasce com um crânio pequeno em relação a suas demais medidas. Chamados e “chuas” ou “povo rato” na tradução ao pé da letra, os portadores dessa síndrome, quase sempre retardados mentais, acabam sendo levados para uma cidade chamada de Gujrat. Um lugar horrível, que tem como principal característica ser o maior exportador de ventiladores do Paquistão. Neste lugar está o templo de Shua Dulah, um lugar que há séculos é um depósito para crianças com esta anomalia estranha.

Atualmente, a maioria de chuas são pedintes nômades. Eles vão viajando pela beira das estradas empoeiradas do Paquistão, segundo rotas predefinidas pelos calendários sazonais regidos pelos múltiplos festivais religiosos. Cada chua é possuído, ou talvez “alugado”, por um místico, freqüentemente, um raffish, que é algo como um bruxo-cigano. O mestre-Chua como o Raffish passa a ser chamado, explora o pobre chua, que carrega seus apetrechos como se faz com um asno. Porém juntos, podem ganhar tanto quanto 400 rúpias/dia. Algo como 12 reais (eu acho). Aparentemente, existem aproximadamente 1.000 chuas no Punjab, mas ninguém pode dizer com certeza, uma vez que não existem as estatísticas mais básicas no Paquistão.

De onde o povo rato provêm? Há, como seria de se esperar, uma mitologia local para esclarecer origens macabras dos chuas.

As mulheres, quando inférteis (imagina o valor que uma mulher infértil tem no Paquistão!) vem ao templo em Gujrat para pedir que o santo local interceda em seu favor, de maneira que ela possa conceber crianças. Então o deus concede o desejo, mas tudo tem um preço. O primogênito será um chua.

E como manda a profecia, essa criança tem que ser dada ao templo onde lhe será dada comida e trapos, e ela viverá como um acólito, um serviçal pouco favorecido. Se a mulher aceita o trato e concebe filhos, porém se recusa a cumprir seu lado no acordo, a ira do deus recai sobre ela e sua família como uma poderosa maldição e então todos os seus filhos nascem chuas.

Fonte

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13 comentários em “Os homens-rato do Paquistão”

  1. Realmente é a cara (incluso o nariz) do Ir. Colpani.
    Agora sabemos da onde vieram seus genes dominantes.

    PS: Philipe, parabéns pelo blog, excelente layout!

  2. Otimo layout, muito bonito e zilhoes de vezes mais agradavel de ler do que o anterior! E o anterior nao estava ruim ;P
    Quanto ao numero de visitas, que voce reclamou num post anterior, será que nao se enganou com alguma coisa? Eu, embora nao comente muitas vezes, acesso o blog 2x por dia, uma do serviço e uma de casa… nao é possivel que no brasil inteiro só existam mais 29 gumper´s.

    Mas se for verdade, nao se preocupe, com o tempo as coisas melhoram!!!

    abraços,

  3. No dia que você parar de escrever tudo baseado em superstições eu vou respeitar mais seu blog e você.

    Ou você colou o post como estava? Se sim você ganha dinheiro não fazendo nada. Se não poderia ter cortado a parte dos deuses e esse blablatório todo.

  4. Gostei do layout novoe e deste post super interessante sobre os Homens Rato do Paquistão, mas gostei mesmo foi do delicado fora que deu no leitor Daniel. Um dia ele aprende.

    Atualizei a URL do Mundo Gump lá.

    Abraço!

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