03
Sep
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Meu avô conta um caso de uma época onde ele trabalhava com o pai dele. Eles estavam levando um material de caminhonete de Petrópolis para Três Rios durante a noite.
No início da descida da serra meu avô e o pai dele avistam um casal parado na beira da estrada. Ambos de branco.
Achando se tratar de um acidente ou coisa do tipo, meu bisavô para o carro para oferecer ajuda. O estranho casal pede uma carona até a entrada de Três Rios.
Prontamente, os dois aceitam dar carona ao casal que parece meio aflito. Mas como é uma caminhonete que estava levando madeira, só há lugar na caçamba atrás, junto com as toras.
Os dois aceitam e correm para a traseira do veículo (tipo uma rural Willys)
Nessa parte da história, meu avô faz um adendo para um detalhe curioso. Os dois subiram no carro e eles sentiram o carro afundar, como se realmente o peso deles tivesse aumentado a carga do veículo.
Então eles começam a descer a serra.
De vez em quando, meu bisavô mandava meu vô olhar pelo vidro pra ver como estavam os caronas.
Era sempre a mesma coisa. Os dois parados, sem expressão, olhando para ele através do vidro. A mulher encolhida com frio (devia estar um frio do cacete mesmo) e o homem ao lado dela, com o braço ao redor.
- Estão bem - Dizia meu avô de tempos em tempos.
Quando começou a chegar perto do lugar em que os caronas iam descer, o meu bisavô avisou que era pro meu vô bater no vidro pra avisar ao casal que já estava chegando no lugar.
Quando meu avô virou-se para bater no vidro, para total supresa dele, não havia ninguém na caçamba. Apenas as toras. Meu avô contou afoito ao meu bisavô que meteu o pezão no freio. Acharam primeiro que o casal havia caído. Depois pensaram se eles não teriam pulado. Nada.
Não havia absolutamente nenhum sinal do casal de branco.
Meu bisavô resolveu seguir viagem, pois já estava tarde. Quando chegaram a Três Rios, souberam que um carro com um casal recém-casado havia se espatifado contra um paredâo de rocha após perder a direção na serra de Petrópolis. Os dois corpos foram encontrados totalmente dilacerados nas ferragens. A mulher conolhida e o homem com o braço ao lado dela - como estavam na carroceria da caminhonete.
Ao que parece eles iam para Três Rios.
No início da descida da serra meu avô e o pai dele avistam um casal parado na beira da estrada. Ambos de branco.
Achando se tratar de um acidente ou coisa do tipo, meu bisavô para o carro para oferecer ajuda. O estranho casal pede uma carona até a entrada de Três Rios.
Prontamente, os dois aceitam dar carona ao casal que parece meio aflito. Mas como é uma caminhonete que estava levando madeira, só há lugar na caçamba atrás, junto com as toras.
Os dois aceitam e correm para a traseira do veículo (tipo uma rural Willys)
Nessa parte da história, meu avô faz um adendo para um detalhe curioso. Os dois subiram no carro e eles sentiram o carro afundar, como se realmente o peso deles tivesse aumentado a carga do veículo.
Então eles começam a descer a serra.
De vez em quando, meu bisavô mandava meu vô olhar pelo vidro pra ver como estavam os caronas.
Era sempre a mesma coisa. Os dois parados, sem expressão, olhando para ele através do vidro. A mulher encolhida com frio (devia estar um frio do cacete mesmo) e o homem ao lado dela, com o braço ao redor.
- Estão bem - Dizia meu avô de tempos em tempos.
Quando começou a chegar perto do lugar em que os caronas iam descer, o meu bisavô avisou que era pro meu vô bater no vidro pra avisar ao casal que já estava chegando no lugar.
Quando meu avô virou-se para bater no vidro, para total supresa dele, não havia ninguém na caçamba. Apenas as toras. Meu avô contou afoito ao meu bisavô que meteu o pezão no freio. Acharam primeiro que o casal havia caído. Depois pensaram se eles não teriam pulado. Nada.
Não havia absolutamente nenhum sinal do casal de branco.
Meu bisavô resolveu seguir viagem, pois já estava tarde. Quando chegaram a Três Rios, souberam que um carro com um casal recém-casado havia se espatifado contra um paredâo de rocha após perder a direção na serra de Petrópolis. Os dois corpos foram encontrados totalmente dilacerados nas ferragens. A mulher conolhida e o homem com o braço ao lado dela - como estavam na carroceria da caminhonete.
Ao que parece eles iam para Três Rios.
Sinisto, hien?
Aproveitado esse clima da história - verídica - do meu vô, aqui vai um video interessante:
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September 5th, 2006 at 11:26 am
Sinistro hein Philipe. Um tio meu, irmão de minha avó, uma vez me contou que ele, em Santa Catarina, quando era piá, vinha cavalgando após um baile (aqueles de interior). Nisso que ele viu, em disparada, um outro cavaleiro atrás dele, como se o estivesse perseguindo. Meu tio cravou as esporas na anca do cavalo e com um chicotada em seu lombo também disparou. Nunca me falou quem era.
Conversando com minha avó sobre o acontecimento relatado, ela me disse que em sua juventude meu tio era muito ruim e que, naquela noite, quem o estava perseguindo era o capeta, o gramunhão, o coisa ruim. Cavalgando em seu cavalo, querendo pegar a alma de meu tio.
Deve ser uma dessas história de moral contadas para crianças (pois também era novo quando a ouvi). Mas daí nasceu algumas expressões que eu uso como “o cavalo do capeta” e “a vingança vem a cavalo”.
É isso.