1 comentário

  1. Matheus

    Por um lado, é digno que escritores sejam reconhecidos por um período de tempo muito maior do que jogadores de futebol. Escrever é uma arte atemporal, histórica, de registro, e portanto é compreensível que bons artistas, mesmo estando mortos, sejam bem vendidos (Machado do Assis, Clarice Lispector e afins). Por outro lado, o mercado literário mais recente, em especial com a literatura fantástica e policial em crescimento, tornou-se uma indústria milionária e concentrada e, como apontado no artigo, de pouco espaço para novos escritores. Críticas de lado, escrever hoje é muito menos sobre expressão pessoal, reflexões, críticas sociais e inteligentes e mais sobre histórias que atraiam o público jovem. São os últimos que cada vez mais ocupam as prateleiras. É uma pena que a arte esteja cada vez mais elitizada em alguns nomes e polarizada em alguns gêneros.

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