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O pajé e a onça
Já caía a tarde. Aquele dia transcorrera normalmente até aquela hora, quando uma gritaria despertou a atenção de todos os índios. As mulheres da aldeia, que eram naturalmente escandalosas vinham fazendo um enorme fusuê. Elas choravam aos berros. Vinham correndo todas juntas dando um tipo de ataque histérico. Ocorre que uma das crianças, ao voltar do banho de rio, havia sido atacada e devorada por uma onça. As únicas pessoas brancas que estavam naquela aldeia eram Orlando Villas Boas e o irmão dele, Cláudio. Ao ver a confusão, eles saíram da Oca e tentaram saber o que ocorria. As índias em meio aos prantos histéricos contaram o fato para o líder deles. Imediatamente, o cacique mandou chamar o pajé. O tal pajé, um índio bem velho e rude, prontamente atendeu ao chamado e tomou conhecimento do que se passara. Elas contavam e ele apenas ouvia em silêncio profundo. No dia determinadio pelo pajé, na hora marcada, Orlando viu todos os índios, até as crianças arrumarem-se e perfilarem-se formando um tipo de corredor comprido que ia até o tronco. Eles não eram parte da tribo, mas aceitaram ficar naquele lugar, cedendo ao estranho ritual. Então Orlando conta que ficou lá por um longo tempo, em posição ereta até que suas costas doessem. Mas nenhum índio ousou sair da posição. O pajé ainda estava em sua casa. Muito tempo se passou até que o pajé finalmente surgiu carregando um enorme tacape. Ele veio e prostrou-se no final do corredor, atrás do grosso e baixo tronco. E ali se manteve, imóvel, como toda a tribo. Orlando estranhou. ele esperava um discurso ou uma história. Um cerimonial fúnebre, qualquer coisa. Mas não aconteceu nada. O velho índio lá ficou com o tacape na mão. Foi quando Orlando tentava compreender a bizarra situação que ele ouviu um barulho no mato. E ante seu olhar de estupefação e a cara de medo de seu irmão que surgiu no meio da mata uma onça enorme. Ela andou lentamente na direção dos índios. Ela vinha em silêncio, com a cabeça baixa. Andou calmamente, atravessando o longo corredor de índios, índias, velhos e crianças. Todos no mais absoluto e solene silêncio. A onça veio até o pedaço de madeira no centro da aldeia e com carinho posicionou sua cabeça sobre o tronco. Fechou os olhos e lá ficou. O pajé levantou o tacape no ar e desferiu um único golpe na cabeça do animal, que morreu instantâneamente. Os índios comemoraram. A criança havia sido vingada. Isto não é um conto. Isto é um fato real que o próprio Orlando Villas Boas contava com muitos detalhes até o dia de sua morte. Esta história ele contou no programa “Conexão Roberto D´Avila”, na TVE. Naquele dia, eles eram os únicos homens que viram a cena e não sabiam como explicar. Todos os demais índios entenderam completamente o que havia se passado. 8 CommentsLeave a Reply |
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Os índios possuem uma cultura, um mistério encantador…a humilhação que o Brasil está fazendo com eles é vergonhosa.
bela história….
parabens
História pra boi,digo onça, dormir.
incompreensível pra gente
Nada a ver… mas um site faz action figure de sua pessoa hehehe
quais seriam os items q vem com a sua ?
http://highlyflammabletoys.com/hft.php
[ ]s
POis é. esta história aí dele sempre me intrigou, desde que eu o vi contando com grande riqueza de detalhes. O cara viveu aquilo lá, sem dúvida. Mas não faz sentido. Meu lado racional teima em não aceitar aquilo lá porque é totalmente ilógico. Mas eu vi o cara contar, e acredito que ele realmente passou por aquilo. Úm cara da envergadura moral e respeitabilidade do Orlando Villas Boas não precisava de mentiras para se promover e era suficientemente respeitado para não necessitar disso. Além deste fato, ele contava outras ainda mais bizarras, como o do índio que avisou a hora que ia morrer. Orlando estava com ele bem na hora marcada e o índio virou-se pra ele e disse: – Agora eu morro.
E plá. Caiu durinho. Mortinho da silva. Bem na frente dele. Como que pode?
Essas coisas no limiar do impossível são extremamente estranhas. Comigo já aconteceram algumas coisas tão estranhas que até hoje não sei explicar também.
que bizarro