O mistério do satélite vermelho

 

Eventualmente me encontro lendo algumas discussões de grupos e comunidades na internet sobre o tema ufologia.

Eu me interesso bastante pelo assunto, e devo estar (não fiz as contas) há cerca de uns oito ou dez anos lendo sobre isso, provavelmente. Talvez bem mais, pois eu já gostava do assunto e lia tudo que podia sobre ele antes mesmo de conhecer a Nivea e com ela já estou Há 17 anos.  Nessas quebradas da Internet é fácil encontrar discussões idiotas, como “será que extraterrenos fazem sexo nas mesmas posições humanas?” ou coisas do tipo: “qual a composição química do sol interno do planeta Terra, que ilumina o mundo dos intraterrenos?”

A Ufologia, por sua característica multidisciplinar, sua falta de critérios científicos de construção de uma “verdade”, esbarra em crendices, suposições, erros de interpretação e julgamento, brigas de egos, (que na minha opinião de observador externo é a parte da Ufologia mais parecida com a Academia)  ficções deliberadas, estelionatários, ignorantes em processo de aculturação, confusões religiosas, e outras coisas mais. Assim, todos sabemos que a pesquisa de Objetos Voadores não Identificados é um terreno pantanoso. Com base nessa mutueira de viagens, dá pra entender quando uma pessoa decreta que ufologia é coisa de bandido, pateta, idiota e maluco, sendo que eventualmente, um ou outro autointitulado “ufólogo” consegue ser os todos ao mesmo tempo.

Então, uma vez que é fácil vermos esse tipo de condenação pública daquele que dedica seu tempo livre a tentar descobrir uma verdade, mesmo que por ignorância pecando em não compreender a aplicação do método científico e contaminando e influenciando suas observações de campo com análises e teorias já prontas,  também é comum vermos alguns outros “decretos” dos sabidos superiores que consideram-se acima dos demais crédulos do planeta. Uma delas é a alegação de que ufólogos defendem a hipótese extraterrestre. (A famosa HET)

É importante não perder de vista que a análise de objetos voadores não identificados é uma coisa, e as Hipóteses que advém dessa observação podem ser múltiplas, não necessariamente sendo uma verdade absoluta. Mas me causa espanto a pecha de “contaminação” que a HET adquiriu nos circuitos céticos. Ela pode estar errada, pode ser disparatada, pode não encaixar na forma como nós pressupomos que a vida se desenvolve, ela pode ser limitada ao extremo, mas sendo tão e unicamete uma hipótese, ela não tem o poder de mudar um dado quantitativo, uma observação ou uma eventual evidência concreta.

Eu não sei porque deveríamos desprezar a Hipótese Extraterrestre  somente porque algumas pessoas pensam que ela é improvável. É como se coisas improváveis não acontecessem, e elas acontecem o tempo todo. Mas vamos apenas supor que a HET estivesse completamente errada. Precisaríamos formular uma teoria unificada que encaixasse com perfeição no vácuo gerado pela defenestrada HET. Posso estar enganado, mas ao imaginar essa hipótese, (vou chamar de hipótese X) que justificaria o monumental volume de casos, gravações de radar de solo e de aeronaves, registros civis e militares de coisas estranhas nos céus, eu acho que a Hipótese  X acabaria sendo defenestrada também, pois pareceria excessivamente improvável.

Precisamos entender que uma coisa improvável não significa uma coisa impossível.  É claro que há coisas tão improváveis, mas tão improváveis que chegam bem perto de uma impossibilidade concreta, pelo menos em determinada escala. Imagine a hipótese do doppelganger.

Doppelgänger , segundo as lendas germânicas de onde provém, é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar (como dando uma ideia de que cada pessoa tem o seu próprio). Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo as suas características internas mais profundas. O nome Doppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duploréplica ou duplicata) e gänger (andanteambulante ou aquele que vaga). fonte

Um doppelganger no mundo real parece coisa de filme B de hollywood, mas no nível atômico, a ciência já presenciou isso. Chama-se princípio da superposição quântica:

 

A imagem quântica no espelho

Ao se olhar em um espelho, você não terá dificuldade em distinguir entre o que é você mesmo e o que é sua imagem.

E a relação entre você e a imagem é unívoca: mexa-se e a imagem se mexerá; pare e a imagem parará. O inverso nunca acontecerá, ou seja, a imagem jamais afetará o seu próprio movimento.

Mas isto é no muitas vezes entediante mundo clássico – no mundo quântico, as coisas podem ser muito mais surpreendentes.

O simples fato de uma partícula “olhar no espelho” pode ser o suficiente para criar uma crise de identidade e tornar quase impossível a identificação positiva de quem é o sujeito e quem é o reflexo.

Em um feito impressionante, um grupo de físicos alemães e austríacos conseguiu realizar em laboratório o que até hoje era apenas um experimento mental, idealizado por Albert Einstein, e que mostra o quanto a imagem quântica no espelho pode afetar a partícula que se observa.

Seguindo por dois caminhos ao mesmo tempo

Quando um átomo emite luz (ou seja, um fóton) em uma direção particular, ele recua na direção oposta. Se o fóton for medido, fica-se conhecendo também o movimento do átomo.

Os cientistas então colocaram o átomo muito perto de um espelho. Neste caso, há dois caminhos possíveis para qualquer fóton que viaje rumo ao observador: ele pode ser emitido diretamente na direção do observador, ou ele pode viajar na direção oposta, refletir-se no espelho e então chegar ao olho do observador.

Se não houver nenhuma maneira de distinguir entre estes dois cenários – qual caminho o fóton realmente fez – não se consegue determinar o movimento do átomo, ou seja, qual é a rota do seu recuo realizado em razão da emissão do fóton.

Com isto, o átomo se move em uma superposição de dois caminhos – ele estaria seguindo, ao mesmo tempo, os dois caminhos, ou recuando nas duas direções simultaneamente.

“Se a distância entre o átomo e espelho é muito pequena, é fisicamente impossível fazer a distinção entre estes dois caminhos,” explica Jiri Tomkovic, da Universidade de Heidelberg.

fonte

Como podemos ver, a própria ciência estabelecida se depara com situações onde o improvável acontece. E se acontece, passa a ser provável, isso é, capaz de ser compreendido.

Já a questão ufologica, no que se refere a hipóteses de visitantes alienígenas está a ser provada talvez um dia. Porém, a questão que se coloca é: Se a ciência acadêmica que temos hoje não se aboletar sobre o assunto, como esperaremos que um dia o mistério seja elucidado? Conspirações à parte, a quem interessa manter o atual estado das coisas com relação a isso? Revistas continuarão a defender que “eles estão aqui”, exércitos de pessoas de boa fé recitarão o mantra do “Eu quero acreditar” enquanto permanecerão sendo os alvos de chacota mais fáceis daqueles que desejam se sentir superiores. Os babacas continuarão a fazer papel de babaca, fantasiando-se em eventos de comércio travestidos de encontros “ufológicos-científicos” para debater os assuntos, para felicidade de alguns (caso existam) que sabem de boa parte da verdade e rezam toda noite para que as coisas continuem como estão, apesar de ruins, mas que pelo menos não piorem.

Mas se você acessou este post, deve estar mais interessado no que eu tenho para contar acerca do misterioso caso do satélite vermelho.

Realmente eu já ia me esquecendo de falar sobre ele, e o que me levou a tal preâmbulo. Ocorre que num desses momentos virtuais de “pancadaria intelectual”, me deparei com uma alegação cética de que somente a chamada Hipótese Psicossocial poderia explicar a questão ufologica em sua quase totalidade. (convenientemente fechando seus olhos para registros eletrônicos como gravações, análises mineralógicas e etc) Há quem sustente inclusive, que o fenômeno se restringe ao espaço de visão humana, e portanto, está preso ao julgamento humano – que todos sabemos ser terrivelmente falho. Essa alegação que surge sem um amparo teórico qualquer, estabelece que as pessoas vêem discos voadores porque eles voam na atmosfera da Terra, perto do solo, e portanto, são algo cuja observação direta dependem para existir.

Caso essa hipótese fosse viável, num conceito amplo do que chamamos de realidade (vamos pensar em algo como a Matrix) é o nosso pensamento que dá existência e “molda” a experiência do contato. Então é como se vivêssemos presos num tipo de sonho, em que nossa consciência produz resultados em algum nível perante esse universo todo. Somente após projetarmos mentalmente o contato ele ocorre. Parece lindo, e mais lindo fica quando pensamos sobre isso vindo de um  sujeito que usa esse tipo de recurso para refutar a HET.

Aí é melhor chutar o pau da barraca e assumir logo a teoria dos múltiplos universos.

Veja, se isso fosse assim, teríamos um problema para explicar registros ufológicos ocorridos quando não há ninguém olhando. Claro que temos que reconhecer que em 90% das situações que a ufologia se depara, se dá quando alguém, seja uma só pessoa ou muitas, estão olhando. Mas o que dizer em observações fortuitas e estranhas ocorrendo no espaço, longe dos olhos da massa? E é aqui que largo esta conversa fiada de lado e passo a contar mais sobre o curioso caso do Saltélite vermelho.

 

O SATÉLITE VERMELHO

  Registros de um objeto orbital não identificado feito pelos astronautas à bordo do Skylab

 

Trata-se do avistamento de Alan Bean, Owen Garriott e Jack Lousma, do que parecia ser (nas palavras deles)  um “satélite” vermelho. A inusitada situação na órbita da Terra ocorreu em 20 de setembro de 1973 (dia 263 de 1863 revoluções orbitais) .

 

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Owen Garriot

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 Jack Lousma

 

O Skylab era a estação espacial norte-americana que foi lançada ao espaço em 14 de maio de 1973, a uma altitude de 435 km, e reentrou na atmosfera, destruindo-se prematuramente, em 1979. O nome também designa a missão Skylab I, que colocou a estação em órbita, e as três missões tripuladas, Skylab II, III e IV que foram lançadas para trabalhar na estação espacial e usavam a nave Apollo.

A Skylab era composta de cinco partes: um telescópio (ATM); um adaptador para acoplagem múltipla (MDA); um módulo selado (AM); uma unidade de instrumentos (IU); e um espaço de trabalho orbital (OWS).

O avistamento foi registrada no diário de vôo por Alan Bean, sendo descrito em detalhes poucas horas após o evento. Ele escreveu:

“Fora da janela wardroom vimos uma luz vermelha brilhante com um período de brilho variável de 10 segundos. Ficou mais claro e se moveu junto com a gente por 20 minutos ou mais …. Ele também estava se movendo em relação às estrelas. Ele pode ter estado muito próximo. Era o objeto mais brilhante que já vi.”

A próxima menção do avistamento se deu em uma conversa de rádio com o controle de solo. Isto é relatado no seguinte documento compilado por James Oberg, em 1977:

A segunda visita tripulada Skylab estava próxima de cinco dias de retornar à Terra depois de uma quebra de recorde de 59 dias no espaço. A tripulação tinha despertado em 0700 GMT e iria dormir em 2300 GMT. Eles almoçaram no wardroom (compartimento de convivência) e estavam fazendo um “procedimento de revisão” no wardroom antes de iniciar uma nova série de experimentos no período da tarde. Durante o avistamento, a tripulação estava sem contato com o controle de solo. O gravador de bordo não estava ligado e a primeira menção registrada do incidente ocorreu numa ligação com a equipe de solo cerca de 4,5 horas após o evento. Garriott tinha efetuado quatro fotografias.

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Durante a discussão gravada a conversa foi a seguinte:

LOUSMA: “Você disse a eles sobre o satélite que vimos?
ALAN: Sim, nós vimos um grande satélite. Nós não sabíamos se falaríamos sobre ele.
LOUSMA: O mais próximo e mais brilhante que já vi.
ALAN: Um enorme.
LOUSMA: Temos visto vários. Esse foi vermelho.

CAPCOM: Não, você pode ter dito a alguém, mas não foi esta equipe. Não me lembro de ouvir sobre isso.

LOUSMA: Eu acho que nós não reportamos. Parecia refletir uma luz vermelha e oscilando em períodos mais brilhante do que tênues, de cerca de dez segundos entre eles. Ele nos acompanhou até o pôr do sol. Isso foi cerca de três rotações atrás, eu acho. Algo assim, não foi Owen?

(Não houve nenhuma resposta de Owen. Mudaram de assunto.)

Nota: “Três voltas atrás”, em cerca de 1,5 horas por revolução é um período de 4,5 horas antes. Garriott disse mais tarde que o objeto não acompanhou a Skylab no por do sol, mas seguiu o Skylab até o pôr do sol. (Ver abaixo) Segue-se o documento original de Oberg.

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Note-se que o documento acima indica que o encontro se deu sobre o Oceano Índico sudoeste durante a volta numero 1863 na Terra.

Durante o debriefing havia duas seções em que o “satélite vermelho” foi discutido. A primeira discussão é apresentada a partir da página 7-4:

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LOUSMA: As coisas que vimos pela janela.

GARRIOTT: Por exemplo, vimos o satélite cerca de uma semana antes do pouso. Esse foi um das coisas mais incomuns que vimos e acho que Jack percebeu olhando pela janela. Esta objeto avermelhado brilhante estava lá fora e nós rastreamos por cerca de 5 ou 10 minutos. Era, obviamente, um satélite em uma órbita muito semelhante ao nosso. Era rotativo e tinha um período de quase exatamente 10 segundos, porque você podia ver o brilho variando de acordo com esse período. Seguimos ele até anoitecer e foi fora da luz solar apenas 5 a 7 segundos depois de nós. Ele manteve a sua posição praticamente a mesma na janela do passadiço por aquele intervalo de 10 minutos. Era de cor avermelhada mesmo quando estávamos bem acima do horizonte. Quando nos aproximamos do sol ficou mais avermelhado, presumivelmente por causa da mudança da luz solar. O satélite estava lá e como ele veio parar numa órbita tão semelhante à nossa nunca ninguém nos explicou. E eu gostaria de ouvir algumas palavras de alguém sobre o satélite.

BEAN: Pode apostar. Nós nunca o vimos novamente. Você pensaria que iria vê-lo na noite seguinte ou seria por outro ciclo de tempo. Talvez ele até estivesse lá e nós não estávamos olhando pela janela.

LOUSMA: Você pode notar que ele assumiu a forma de um objeto conhecido, mas estava sempre mais brilhante do que qualquer outra estrela ou planeta no céu à noite. Ele era muito mais brilhante.

BEAN: Nós tentamos monitorar tudo sobre ele, mas nunca poderíamos reportá-lo como outra coisa senão uma luz brilhante.

LOUSMA: Ao fazer T002 tive em pelo menos uma ou duas vezes, oportunidade de ver outros satélites que pareciam com estrelas ou pontos de luz.

O debriefing depois passou para outros tópicos. Na página 20-1, durante o interrogatório no visual, o avistamento do misterioso satélite vermelho foi discutido novamente:

GARRIOTT: Pode falar sobre aquele satélite?

LOUSMA: Eu vi um par de satélites que pareciam com satélites da Terra. Eu vi um que não parecia com aqueles que você viu e que são da Terra, então por que você não menciona isso?

GARRIOTT: OK. Cerca de uma semana ou 10 dias antes da recuperação e ainda estávamos à espera de informações para ser enviadas a nós sobre a identificação. Jack percebe então pela primeira vez esta “estrela” vermelha grande na janela do passadiço. Olhando mais de perto, era muito mais brilhante do que Júpiter ou qualquer outro planeta. A coisa tinha uma tonalidade avermelhada própria, apesar de estar bem acima do horizonte. A luz da Sol não estava passando perto do limbo da Terra naquele momento. Observou-se por cerca de 10 minutos antes do pôr do sol. Era lentamente rotativo devido a uma variação no brilho com um período regular de 10 segundos.
Como eu estava dizendo, observou-se por cerca de 10 minutos, até que fomos para a escuridão, e a coisa também seguiu-nos na escuridão por cerca de 5 segundos depois. A partir do delay de 5 a 10 segundos, em que ocorreu a perda do contato visual, nós estimamos que não estava mais do que 30 a 50 milhas náuticas [35-58 milhas terrestres ou 56 a 93 km] da nossa localização. A partir da sua posição original na janela do passadiço, ela não se moveu mais de 10 ou 20 graus durante os 10 minutos que pudemos observá-lo. Sua órbita era muito próxima a nossa. Nunca vi aquilo em nenhum órbita anterior ou posterior e nós estaríamos muito interessados em receber mais informações para identificarmos o que de fato era aquilo. Os dados de cronologia estão todos no registrados no canal A, de modo que o exato horário e local podem ser obtidos lá.”

NOTA: de acordo com Oberg o gravador do canal A não estava gravando, de modo que o tempo exato não pode ser determinado.

NOTA: Logo após este esclarecimento Garriott disse durante uma entrevista que o sua melhor estimativa de intervalo de tempo entre o Skylab entrar em pôr do sol e o objeto vermelho sumir foi de cerca de 5 a 6 segundos. Garriott explicou exatamente como ele contou os segundos “um mil, dois mil, etc”

NOTA: Alan Bean escreveu em seu diário de vôo que o satélite vermelho “deriva junto com a gente para 20 minutos ou mais. “Por isso, o objeto pode ter sido visto por muito mais tempo do que os 10 minutos declarados por Garriott durante o inquérito interno, realizado várias semanas depois.

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Posteriormente, na investigação do caso, usando os dados obtidos pelo NORAD, foi possível estimar a posição do Skylab em relação à Terra ao longo de seu avistamento daquele estranho “companheiro celeste”:
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Este foi o encontro. Agora vamos às fotos:

As primeiras fotos e última apresentados aqui são imagens obtidas na Terra, com a mesma câmera, antes e após o avistamento. Estas fotos são mencionados numa publicação da NASA, Index ” NASA-TM-69780-X, que foram tabulados por Richard Underwood e colegas de trabalho em novembro de 1973.
Link

Segundo a documentação, estas fotos foram tiradas em baliza com uma câmara Nikon de mão fixada em f/4.5 para f8 e com um tempo de obturador de 1/500 a 1/250 de segundo.
As fotos de interesse são SL3 – 118 – 2138, 2139,2140 e 2141.
O ìndice oficial relaciona essas quatro fotos como “de satélite, não tripulado”, na página 41 e como “branco” na página 245. Há uma discrepância nas descrições.
A foto seguinte, SL3 – 118-2142 é identificado como “Lage Erie, Ohio, Ontário, nuvens”.

As Fotografias 2137,38,39,40,41 e 42 são mostradas abaixo.

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A primeira foto do objeto mostra um inexpressivo pontinho vermelho no espaço.

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A segunda foto mostra uma imagem um pouco maior, sendo que vemos melhor o “satélite” agora como vermelho por fora e amarelado no centro. A cor amarelada no centro é típica de uma foto colorida em superexposição de um ponto distante, emissor de luz vermelha. (Curiosamente, nesta chapa, podemos ver também duas outras imagens tênues de ponto vermelho. Elas não parecem ser
reflexões internas da câmara. Também parecem muito brilhante para ser reflexos no vidro da janela. A hipótese dos investigadores é que poderia ser mais dois satélites “vermelhos” porém, mais longe).

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Esta aqui é uma ampliação do estranho objeto da imagem acima.

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Na foto seguinte, o objeto parece mais tênue (provavelmente devido a tal rotação periódica de dez segundos notada pelos astronautas) assim fizeram um circulo para marcá-lo

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A foto 2141 saiu tremida, mas contém um detalhe interessante, pois permite uma estimativa do tamanho representado pelos espaçamentos entre as bolhas de vermelho na mancha.

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A foto a seguir, 2142 já tem como “alvo” a Terra.
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ANÁLISE

É importante ser capaz de calcular o tamanho do objeto. Não há dúvida de que havia alguma coisa “lá fora” para os astronautas e também para o equipamento fotográfico que o registrou. Temos que lembrar também, que por pior que seja o grau de confiabilidade da observação humana, estamos lidando aqui com três pessoas TREINADAS INTENSAMENTE para discernir corpos celestes de objetos em órbita. Não é a mesma coisa de um agricultor que vê uma luz estranha no céu. São, portanto, especialistas e encontram-se equipados adequadamente para efetuarem registros.
Considerando a baixa probabilidade de três astronautas terem um delírio simultâneo passageiro somado com um defeito no equipamento que registra o delírio, eu vejo como sensata a possibilidade de lidar com isso como algo REAL que estava fora da nave. Era “grande”, brilhante e vermelho. A questão então é: o que era? A informação disponível não permite uma identificação específica do objeto, e portanto estamos amparados em dizer que se trata de um UFO, mas se fosse possível estimar o tamanho daquilo, talvez fosse viável pelo menos eliminar algum eventual erro de interpretação acerca da natureza do objeto observado. Como sabemos, não há oxigênio no espaço, condição sine quanon para haver fogo, e portanto um meteorito queimando não encaixa nem nas fotos e nem na descrição dos astronautas.
Como a luz emitida continuou na penumbra e na escuridão, podemos anular a possibilidade de flare ou reflexo solar. Isso exclui em partes (pelo menos às partes conhecidas na nossa atual fase de compreensão de fenômenos físicos nesta altitude) a possibilidade de ser uma luz proveniente do Sol, ou de outra fonte natural.
Assim, considerando a emissão luminosa como uma fonte artificial, a pergunta mais importante é: Poderia ter sido um satélite artificial Terra?

Os satélites artificiais enviados ao espaço pelas agências espaciais da Terra tinham na ocasião dessa observação, (exceto o próprio Skylab) dimensões da ordem de 10m em sua dimensão máxima. A razão para isso é que o custo de emissão de um satélite é (literal e figurativamente) astronômico, sendo medido quase equivalentemente em seu peso em ouro. Há também as questões técnicas de lançamento, como o compartimento de carga dos foguetes. Dessa forma, se o tamanho estimado a partir dos dados disponíveis for muitas vezes maior do que 10m, poderíamos inferir que o objeto luminoso vermelho que girava em velocidade estável no espaço não era um satélite feito pelo homem.

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Ampliação da quarta foto.

Com relação aos demais pontos luminosos de menor intensidade que aparecem nas fotos, os investigadores estabeleceram como metodologia a mesma forma que é empregada no cálculo de distância das estrelas. Estrelas mais próximas apresentam brilho mais intenso, de modo que isso talvez explique se tratar não de um, mas de vários objetos iguais voando em distâncias relativas ao Skylab diferentes.

É a Ampliação da quarta foto que deixa as coisas realmente esquisitas. Qualquer um que fotografa, sabe que exposições prolongadas sem tripé estão sujeitas quase que com certeza a distorções. Dá até para usar isso a favor da criatividade e escrever no ar com uma lanterna, mantendo a câmera fixa. No entanto, segundo os dados das fotos, essas imagens todas foram feitas numa configuração só: 1/250 de segundo. Isso é rápido pra danar. mesmo segurando a câmera na mão, em 1/250 de segundo, não era pra ter esse tremido na imagem a menos que: Bizarramente a coisa tenha se movido incrivelmente rápido. A outra hipótese é de uma falha na lente ou na câmera, que foi refutada por haverem fotos normais antes e depois da foto quatro.

Usando uma equação baseada em triângulos semelhantes, foi possível dividir o tamanho de imagem (largura, comprimento, espaçamento de “bolhas”, como medido no plano focal) pela distância focal mostrando que o valor é igual à dimensão (largura ou o comprimento, medido num plano que é perpendicular à linha de visão ) para o objecto, dividido pela distância dele.

Em forma de equação é: I / F = O / D, o qual, baseado na lei de triângulos semelhantes, tem em comum um vértice no centro da lente. (lembrando que se tratava de um equipamento de excelente qualidade para ser usado oficialmente numa missão da NASA, portanto, com baixa tendência a problemas decorrentes de uma má qualidade de construção)

A análise que se segue é repleta de muitos calculos, o que tornaria extremamente chato este post, de modo que indo em “Fonte” ao final do artigo você poderá exercitar sua mente analisando em detalhes cada uma das dezenas de contas que o investigador realizou para chegar à suas conclusões.

Já que o radar interno não identificou o objeto, Garriott, o primeiro cientista da Skylab, teve a presença de espírito de contar os segundos entre o momento em que quando o Skylab foi para a sombra da Terra e o objeto, que parecia estar seguindo o Skylab, desapareceu. Garriott estava partindo da premissa de que a luz do objeto era visível apenas pela luz solar refletida, uma suposição muito razoável em se tratando de espaço e órbita. Ele também assumiu que o objeto vermelho estava por trás do Skylab e viaja à mesma velocidade que eles. A velocidade do skylab era de cerca de 7,64 km / s.
Com base nestes pressupostos, e seu tempo estimado até que desapareceu, 5 – 10 segundos, o cálculo da distância entre o objeto e o Skylab foi (5 a 10 segundos) vezes 7,64 km / s = 38-76 km.
Assumindo que a quarta foto foi tirada pouco antes Skylab entrar na zona da sombra e utilizando a estimativa de menor distância, juntamente com a relação I / F = 0,0029 encontramos O = D (I / F) = D (0,0029) = 38 km x 0,0029 = 0,11 km = 110 m como projetado em um plano perpendicular à linha de visão. Se D era 76 km, o tamanho calculado seria duas vezes maior.

A largura da imagem, medida a partir do meio “ponto” para o fim da “extensão”, no lado esquerdo do ponto médio, é de cerca de 1/3 do espaçamento
entre a parte superior e os pontos mais baixos. Assim, a largura do estranho satélite vermelho seria de cerca de 37 m se a distância dele fosse de 38 km ou 74 m se ele estivesse a 76 km de distância.

Outro problema consistente com a estranheza da situação foi a não confirmação pelo NORAD. O NORAD varre o espaço marcando e cadastrando toda sorte de lixo e porcariadas, satélites militares e de comunicação, etc. É importante a confirmação do NORAD, porque uma encostadinha no espaço causa um dano fenomenal e pode destruir completamente um satélite, já que eles viajam a grandes velocidades. Esse controle é bastante preciso, de modo que a não conformação do que era aquilo aumentou a complexidade da coisa. Há também uma hipótese possível, de que os órgãos oficiais sabiam do que se tratavam e se calaram, mas é dado como certo que naquele período não havia nada maior que o Skylab na órbita da Terra.
Para enviar relatórios à NASA o NORAD usa projeções de um programa de computador da USAF/NORAD chamado COMBO. O programa COMBO não exige que os satélites sejam diretamente visíveis pelos radares do NORAD e outros sensores no momento de uma aproximação estreita – as projeções são feitas de qualquer ponto nas órbitas dos satélites em qualquer lugar do mundo usando o princípio de que uma vez feitos pelo homem, os satélites seguirão trajetórias previsíveis.

Sabemos também, que mesmo que se tratasse de um objeto terrestre em órbita, ele não teria razão para emitir luz. Se considerarmos que a intensa luz vermelha vista e registrada pela tripulação do Skylab fosse mesmo o reflexo do por do Sol, o objeto teria que ser pintado de vermelho. O problema é que objetos lançados ao espaço obedecem padrões, não é um fusu~e onde qualquer um pinta da cor que acha bonito. Os satélites são Pretos, Brancos ou de cores metálicas.
Não há registro técnico de satélites que só emitam luz, de modo que isso também foi descartado.

Aqui em baixo temos uma análise potencial do que poderia ser a taxa de distância e aproximação entre o satélite vermelho e o skylab. Essas distâncias se encaixariam perfeitamente nas equações de estimativa dimensional entre as fotos e a contagem do astronauta quando o skylab entrou na sombra da Terra. Vendo esta imagem, podemos supor que o satélite vermelho estava se aproximando perigosamente do Skylab pouco antes de desaparecer.

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Com base em suas observações, Bruce Maccabee e Brad Sparks afirmam que não foi possível atribuir qualquer indício de que a coisa registrada fosse de natureza Terrestre. Qualquer que fosse aquele objeto, ele viajou uma longa distância com o Skylab. Eles estiveram muito próximos por cerca de 10 minutos ou mais. Durante esse tempo, e o Skylab percorreu 4.600 km ou mais. A grande questão, então, é a seguinte:

Seria possível provar que não poderia ter sido um objeto terrestre refletindo a luz solar como uma luz vermelha (considerando ainda a ausência de avermelhamento atmosférica da luz solar)
ou que era composto de várias luzes vermelhas brilhantes e que poderia ter estado a poucos quilômetros do Skylab durante muitos minutos sem que o NORAD/USAF/NASA detectassem-no?
Se aquilo fosse um satélite artificial, e uma vez que sua órbita era claramente “desconfortável”, (estava em rota de colisão com à órbita do Skylab) certamente deveria ter sido pego por equipamentos de rastreio do NORAD, em algum momento durante a sua órbita.

Com base nas informações disponíveis, os autores da investigação concluíram que não havia um satélite artificial que poderia explicar aquela observação e, portanto, o objeto era verdadeiramente anômalo.

Fonte

 

 

 

 

 

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11 comentários em “O mistério do satélite vermelho”

    • Thiago, eu estou em fase de testes com a propaganda sobre as imagens. Ja essa da Oi tá foda mesmo, mas estou sob contrato com ela. Eu já estou conversando com os caras para ver como solucionar essas questões intrusivas da publicidade sobre os textos.

  1. Não conhecia esse caso. Intrigante isso, poderia ser um satelite espião do proprio EUA,mas satelites ao que eu sei não emitem luz, muito menos dessa cor… um bom misterio

    Que me desculpem os outros leitores mas acho que essa propaganda da oi não incomoda tanto, tem um botão no canto direito da barra da propaganda que permite ocultar ela.

  2. De tudo, o que mais me impressionou, foi:

    “antes mesmo de conhecer a Nivea e com ela já estou Há 17 anos.”

    Isso é incrível, um casamento que dura tanto! Parabéns aos dois! (Fora de brincadeira, fico feliz quando vejo um casal junto por bastante tempo : )

  3. Boas, e parabens adoro os seus post muito informativos e voce tem sempre manter-se insento e ceptico.

    Contudo neste post tenho um ideia diferente da sua.

    Porque não podia ser um satelite secreto?
    -> A NASA apesar de ser pioneira em muitas coisas os Russos atigiram patamares que a NASA muitas vezes esteve longe de alcançar, por isso é provavel que pudesse haver satelites maiores do que se pensava.
    -> a questão da cor do satelite tb não axo que seja relevante, pois o que é secreto não tem que obedecer a convenções nenhumas
    -> Na questão dos radares apesar de estarmos a falar de tecnologia de ponta, a qualidade e os resultados que tinham era muito inferior ao que existe hj em dia. E por vezes davam falso positivos ou falsos negativos (detecções)

    Como tal esta historia vejo mais como um possivel satelite/estação militar secreta que teve o seu tempo e nunca se ficou a saber da sua existencia.

    Mas quero tb esclarecer que gosto destes temas, pois sou um ceptico que acredita que não estamos sozinhos.

    PS: Lembrei-me de uma “historia” de umas estações espaciais Russas para espionagem que foram lançadas como estações civis e que até tinha canhões a bordo. Depois de pesquisar o modulo principal tinha cerca de 11 m e a estação era composta por 3 modulos e era verde. O projecto chama-se ALMAZ

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