O futuro das estradas de Ferro no Brasil

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Ontem foi o lançamento do livro do meu pai. O lançamento aconteceu na Coppe e estavam presentes diversas pessoas, pricipalmente um representante da secretaria de transportes do Estado do Rio de Janeiro que reafirmou com todas as letras, ao vivo e à cores, que o Estado enxerga no Maglev Cobra a melhor solução para as ligações intermodais necessárias para os eventos que vem por aí: Copa do mundo, Olimpíadas e os Jogos Militares (um evento de maior porte que o PAN do Rio).

Toda a equipe ficou bastante feliz com esta notícia e na ocasião um modelo conceitual em escala desenvolvido pela Divisão de Desenho Industrial do Instituto Nacional de Tecnologia foi presenteado ao diretor da Coppe.

autografos O futuro das estradas de Ferro no Brasil

O livro fez o maior sucesso. Meu pai autografou vários exemplares. Esta obra é fruto de alguns anos de estudo e do relatório final dele no pós-doutorado na Alemanha, onde se dedicou a estudar minuciosamente os modais ferroviários de alta velocidade para transporte de passageiros.

O título, pomposo é o mesmo de um livro publicado em 1859 por Cristiano Otoni, o Patrono das Ferrovias no Brasil, quando presidia a Cia. da Estrada de Ferro D. Pedro II. Divide-se em três partes: passado, presente e futuro, traçando novas perspectivas para as estradas de ferro no país 150 anos depois, com base nos acertos e erros que caracterizam o atual sistema ferroviário nacional.

De acordo com as teorias dos Longos Ciclos Econômicos, que se repete no período de duas gerações humanas, como a do russo Nikolai Kondratieff, após cada onda há uma revolução tecnológica. No final do século XVIII o transporte evoluiu da tração animal para os canais artificiais; em meados século XIX surgiram as ferrovias; no princípio século XX as rodovias começam a dominar o transporte e em meados do século XX foi a vez do transporte aéreo de passageiros.

Passada a atual crise deste início de século XXI, a solução de transporte pode ser a levitação magnética (Maglev), repleta de novas oportunidades.

No livro cerca de 30 mil km de vias para Trens de Alta Velocidade (TAV) com tecnologia Maglev foram propostas, interligando todas as capitais e principais cidades brasileiras, em um programa de longo prazo. Mais de 200 km de vias do sistema Maglev-Cobra desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foram traçados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, como exemplo para outras regiões.

O livro analisa a implantação do TAV RJ-SP em cinco anos a um custo estimado na metade do TAV roda-trilho, propondo um Maglev capaz de atingir 450 km/h e cumprir o percurso em 1h:27m. São seis estações intermediárias para atender pólos populacionais e econômicos: Seropédica e Nova Iguaçu; Barra Mansa e Volta Redonda; Resende e Porto Real; Aparecida e Guaratinguetá; Taubaté e Pindamonhangaba; São José dos Campos e Jacareí – sem provocar atrasos  porque o Maglev atinge 450 km/h em 83 segundos e 5,2 km, que é impossível para o TAV roda-trilho.. As estações-shopping previstas interligam-se às cidades servidas por um Maglev urbano, como o verdadeiro metrô do século XXI.

O livro instiga o leitor a repensar as ferrovias brasileiras, alertando para que se evite cometer os erros do passado, quando interesses políticos e empresariais menores foram capazes de atrasar o desenvolvimento do transporte ferroviário em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Não é porque o livro é do meu pai não, mas acho que tá aí uma leitura bastante interessante para todos aqueles que gostam do assunto transporte urbano e veículos futuristas.  O livro do meu pai traz uma parte histórica bem interessante que dá um panorama de compreensão do por que o Brasil sucateou as ferrovias, e o que Juscelino Kubitschek tem a ver com tudo isso. O livro tem 262 páginas e muitas fotos.

Acho que o Lasup vai vender o livro via correios. Caso alguém curta o assunto ferrovia-maglev-tecnologias do futuro e esteja interessado, pode entrar em contato através do formulario de contato aqui do blog, informando seus dados que eu vou repassar a Dani e ela entrará em contato para o envio da Obra. O preço do livro é R$ 30,00.

produto9798543880 O futuro das estradas de Ferro no BrasilUma outra dica: Quem curte história pode dar uma olhada nas bancas. Tem uma coleção da revista Historia Viva que conta a evolução da ferrovia no Brasil. A última revista , que fecha a coleção especial “Caminhos do Trem” é quase toda escrita pelo meu pai, que ja escreveu vários livros sobre a história da Ferrovia no Brasil. A última edição da revista também vem com uma matéria de 4 paginas sobre o Maglev Cobra. Confira aqui.

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16 comentários em “O futuro das estradas de Ferro no Brasil”

  1. Parabéns Sr Pai do Philipe!!!

    Dá muito orgulho em saber que um brasileiro desenvolveu uma tecnologia tao fantastica que pode mudar os transportes no mundo! Um brasileiro!

    Me sinto quando vejo isso igualzinho quando vejo um brasileiro carregar uma taça de campeão do mundo ou uma medalha olimpica de ouro.

    Admiro estas pessoas que batalham e dão seu tempo, consagram suas vidas a criar melhorias na vida das outras pessoas. Imagino que longas noites acordado e muito sacrificio foram necessarios para o senhor chegar a este resultado magnifico! Eu sei porque meu pai tambêm era cientista, como o senhor.

    Imagino o Brasil sendo cruzado de norte a sul por linhas do maglev que o senhor criou possibilitando que as pessoas se locomovam de um jeito mais eficiente, e polpem a natureza que já é tao maltratada!

    Maglev é o futuro! Parabéns!

    • POdemos enviar o livro para POrtugal, Me passe seus dados de contato (email) via formulario de contato que eu repasso para a Dani e ela combina com você.

  2. Que legal! Parabéns!
    Que bom que o livro não só oferece uma opção de futuro como também alerta para que os erros do passado não se repitam.
    Quanto a revista, tenho a coleção completa, até a mencionei num comentário sobre um post anterior do maglev.
    Mas não tinha me dado conta de que o autor da maioria das matérias desse último fascículo era o seu pai!
    Vou reler a revista!
    Mas por que minha cidade, Guarulhos, onde está o aeroporto internacional de São Paulo, a segunda maior em população deste estado não teria uma das estações intermediárias?
    Mas Aparecida, sim?! Só pra levar romeiro, né?

  3. PKD, quero o meu autografado, me fala quanto é o Livro que eu compro!

    Detalhe, voltei a estudar, estou fazendo desenho industrial, desde o começo, para ser designer de fato… olha o investimento que resolvi fazer…

    E gostaria de levar o projeto do seu pai, para o conhecimento de mais pessoas! Sabe que sou entusiasta da tecnologia Maglev!

    Parabéns ao Tio Gump, e desculpa não ter ido ao lançamento, que tinha prometido ir… vou por no meu blog o porquê!

  4. Semana passada, numa roda de boteco, estávamos falando justamente sobre isso. Vc já imaginou o tamanho da economia que se faria com a implementação de ferrovias por todo o País. Nossa!!! Um absurdo!!! Mas péra aí… Vc já imaginou o tamanho do prejuízo que teriam uns e outros se acabassem as licitações, privatizações de rodovias, etc… Sei não, Philipe… a idéia é magnífica, brilhante, mas vai de encontro a alguns interesses. Tô falando besteira?

    • Não, tá falando a mais triste verdade. O que nós podemos fazer com isso é tentar achar pessoas ainda mais interesseiras, de modo que o nosso interesse se agregue ao interesse de outros mais poderosos e assim (infelizmente) caminha a humanidade. No fim das contas, empresário só pensa em dinheiro, político só pensa em propina e cientista só pensa em paper e bolsa. O segredo da coisa funcionar é fazer o produto certo para os interesses certos. Se a gente conseguir mostrar que os caras conseguem ganhar mais dinheiro (ou deixar de perder) adotando outra tecnologia, a mudança é mais difícil de conter do que (como diz o meu avô ) “fogo de morro acima, água de morro abaixo e mulher quando quer dar”, hehehe.

  5. Olá, meu nomme é Valdelis Gubiã Antunes, sou jornalista e trabalho na produção de conteúdo do site da Cimento Itambé. Eu tenho uma pauta sobre o transporte ferroviário e preciso entrevistar o senhor Eduardo Guilherme David. Mas não consegui contato por telefone. Você teria um email dele para eu mandar a pauta ou um outro número para eu combinar a entrevista?
    Obrigado

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