13 Comentários

  1. Felipe

    Sou paraibano e entendi perfeitamente o texto.

    Mas é fato que o cara aí deu uma forçada de barra federal, pois ninguém mais, hoje em dia, fala desse jeito. Nem minha avó (sertaneja nascida e criada) falava desse jeito.

    A verdade é que o texto usou um vocabulário antigo, com mistura de termos usados por todo o nordeste, principalmente Paraíba, Cerá e Bahia.

    Agora o autor devia preocupar-se mais com a pronúncia desses termos, pois não falamos “periquita”, mas sim “priquito”, nem “estupor”, mas sim “ixtopô”, nem “infeliz das costas ocas”, mas sim “infiliz das coxta ôca”, entre outros.

    Acredito que o texto ficaria mais bacana e mais original, se ele utilizasse apenas termos ainda em uso, e grafasse as palavras utilizando a pronúncia correta.

    Obs¹.: O termo “maluvido” foi utilizado de forma incorreta, pois este significa “mal ouvido” (que ouve, mas finge que não) e é usado para designar criança desobediente.

    Obs².: “Traduziram” “ingrisia” como sendo alco complicado e está correto, mas a origem da palavra vem de “Inglesia” (coisa de inglês (o inglês para o sertanejo antigo, era muito complicado realmente).

    Para aprender, recomendo escutar o “Programa do Mução”, que passa na rádio das 17:00h às 18:00h (via satélite para todo o Brasil), ou então pelo site http://www.mucao.com.br, onde também poderão baixar gravações e “pegadinhas” feitas pelo locutor e equipe.

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    1. UmPonto

      Concordo que forçou um tanto, mas no interior de alagoas tem quase todos estes termos… em uso.
      trabalhei com pescadores e eles usam quase todos os do texto.
      agora é como voce falou, ficava melhor se mantivesse a pronuncia original.

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  2. Mme. Danica

    De boa, Philipe…
    Não gostei. 🙁
    Nem Guimarães Rosa misturava tantas palavras assim!

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  3. Luiz Fernando

    nao gostei, sou do interior de Minas, entendi perfeitamente, mas achei muito forçado

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  4. Patricia

    ué,eu sou carioca e tb entendi… claro que talvez 1 palavra ou outra tenha que ser lida 2 vezes, e talvez eu tenha entendido errado,mas acho que não.
    Agora, eu prefiro os textos originais do Gump!

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  5. Rodrigo

    acho que ele tentou seguir o estilo do Jessier Quirino mas realmente o vocabulário ficou muito carregado não ficou natural.

    Aliás, Jessier Quirino é muito bom mesmo recomendo, se conseguirem
    achar o cd pra comprar vale a pena =D

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  6. filipe r.o (TakoMijo)

    nao sei se posso²

    esta letra(uma parte dela, pois é muito grande) é de jayme caetano braun, o nome é bochincho pra quem quiser escutar, uma lenda do RS.

    A um bochincho – certa feita,

    Fui chegando – de curioso,

    Que o vicio – é que nem sarnoso,

    nunca pára – nem se ajeita.

    Baile de gente direita

    Vi, de pronto, que não era,

    Na noite de primavera

    Gaguejava a voz dum tango

    E eu sou louco por fandango

    Que nem pinto por quireral.

    Atei meu zaino – longito,

    Num galho de guamirim,

    Desde guri fui assim,

    Não brinco nem facilito.

    Em bruxas não acredito

    ‘Pero – que las, las hay’,

    Sou da costa do Uruguai,

    Meu velho pago querido

    E por andar desprevenido

    Há tanto guri sem pai.

    No rancho de santa-fé,

    De pau-a-pique barreado,

    Num trancão de convidado

    Me entreverei no banzé.

    Chinaredo à bola-pé,

    No ambiente fumacento,

    Um candieiro, bem no centro,

    Num lusco-fusco de aurora,

    Pra quem chegava de fora

    Pouco enxergava ali dentro!

    Dei de mão numa tiangaça

    Que me cruzou no costado

    E já sai entreverado

    Entre a poeira e a fumaça,

    Oigalé china lindaça,

    Morena de toda a crina,

    Dessas da venta brasina,

    Com cheiro de lechiguana

    Que quando ergue uma pestana

    Até a noite se ilumina.

    Misto de diaba e de santa,

    Com ares de quem é dona

    E um gosto de temporona

    Que traz água na garganta.

    Eu me grudei na percanta

    O mesmo que um carrapato

    E o gaiteiro era um mulato

    Que até dormindo tocava

    E a gaita choramingava

    Como namoro de gato!

    A gaita velha gemia,

    Ás vezes quase parava,

    De repente se acordava

    E num vanerão se perdia

    E eu – contra a pele macia

    Daquele corpo moreno,

    Sentia o mundo pequeno,

    Bombeando cheio de enlevo

    Dois olhos – flores de trevo

    Com respingos de sereno!

    Mas o que é bom se termina

    – Cumpriu-se o velho ditado,

    Eu que dançava, embalado,

    Nos braços doces da china

    Escutei – de relancina,

    Uma espécie de relincho,

    Era o dono do bochincho,

    Meio oitavado num canto,

    Que me olhava – com espanto,

    Mais sério do que um capincho!

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