O demônio da caixa

Só quem já se deparou com a insólita situação de ter que lidar com um demônio sabe a MERDA que é.

Um amigo meu certa vez me disse que um demônio é parecido com um convidado chato de festa. Convidar é fácil, mas quando ele vem, puta merda, que bosta. Se livrar dele é um transtorno tão grande que raramente um sujeito só resolve. Eventualmente, não dá MESMO para mandar de volta o “convidado”, para o local de onde ele veio, de modo que uma das formas de solucionar a questão é se livrando dele, atrelando o demônio a uma casa, um cômodo, uma garrafa ou jarra (como faziam os árabes) ou outro recipiente e escondendo esta joça num lugar beeeem seguro, como uma Arca da Aliança. É por essas e outras que as pessoas correm riscos comprando toda sorte de badulaques em mercados das pulgas. Lógico, isso partindo do princípio que demônios existam. Se você não acredita nessas forças ocultas, vai se divertir com esta “historinha de ficção”:

O demônio da Caixa

Em 2001 um marceneiro chamado Kevin Mannis comprou uma caixa com inscrições em hebreu numa venda de garagem realizada por parentes de uma sobrevivente do Holocausto.

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Sua neta afirmava que na caixa tinha um Dibbuk, um Demônio da mitologia hebraica. O marceneiro, incrédulo, achou a caixa legal e levou para casa, onde deixou a caixa no porão. Então as lâmpadas explodiram sem explicação, vozes falaram palavrões e um cheiro de xixi de gato apareceu e entranhou na casa.

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O cara ainda não estava convencido, e deu a caixa a sua mãe, que sofreu um derrame 5 minutos depois. Em seguida, ele começou a ter pesadelos em que era perseguido por uma mulher horrorosa.

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Em 2003, desesperado, o cara colocou a caixa à venda no ebay por 280 dólares. Um estudante a comprou. Ele logo começou a ter os mesmos pesadelos, começou a perder o cabelo e ter manchas na visão periférica!

O estudante ficou tão bolado com a caixa que a vendeu em 2004 para Jason Haxton, que era diretor de um Museu.

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Nesta foto histórica, Jason analisava o conteúdo da caixa sem imaginar que ela o atormentaria.

No primeiro dia com a caixa, Jason já sentiu dor de estômago e sonhou com a mulher horrorosa.
Sua família passou a reclamar que a casa estava sempre fria mesmo com o aquecedor ligado, e ele e seu filho passaram a ver sombras vagando pela casa. Então vieram as doenças.

Do nada ele começava a sufocar. Jason e seu filho notaram vultos vagando pela casa. Doente e tomado por feridas pelo corpo, o diretor procurou Kevin, o marceneiro que havia comprado a caixa na venda de jardim e juntos tentaram identificar a origem da mesma.

Eles encontraram uma prima de Havela, a sobrevivente do Holocausto. Ela contou a eles que nos anos 40 Havela invocou um demônio na tentativa de combater os Nazistas. Mas o demônio era incontrolável. Sem conseguir submeter o demônio à sua vontade, ela aprisionou ele na caixa.

A saúde do diretor do museu só melhorou em 2004, quando ele fez um ritual de exorcismo Wiccano e guardou a caixa numa arca de acácia folheada de ouro. Antes de trancafiar a caixa, eles fizeram uma cópia fiel dela, inclusive tirando o molde dos apliques em resina. É esta caixa (a cópia) que é usada para divulgação da história. Assim que foi replicada, a caixa original foi escondida num lugar secreto. Logo após replicar a caixa, uma árvore centenária desabou sobre a casa do sujeito que a replicou.

 

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A história do demônio na caixa até foi notícia no Los Angeles Times. Dá para ver o anuncio dela no ebay AQUI.

A história da misteriosa caixa que guardava um demônio deu origem ao filme Possessão do diretor Sam Raimi.

Existe até um site dedicado à caixa assombrada: www.dibbukbox.com

Obs: Neste link, tem na seção livros, alguns livros que “ensinam como são as praticas de invocação em hebraico, com a tradução fonética ajustada para o inglês”.

SÓ IDIOTAS LÊEM INVOCAÇÕES EM OUTRAS LÍNGUAS SEM SABER O QUE ESTÃO FAZENDO.  



Hoje existem ate grupos de discussão para debater onde a caixa está e como se livrar definitivamente do demônio que Havela invocou com a melhor das intenções. Mas é como dizem, de boas intenções o inferno está cheio.

fonte

 

Comments

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42 comentários em “O demônio da caixa”

  1. Muito interessante! (Mas que medo que da da morte uma historia dessas… Quem sabe onde a gente vai parar?)

    Na mesma linha, me impressionei com o making off de O Exercista. A equipe contando tudo o que aconteceu, é realmente intrigante…

  2. Engraçado é que sempre existe um idiota que lê pensando assim: eu quero ver esse demonio aparecer pra mim! Mas mais incrivel ainda é ter idiotas que compram itens amaldiçoados ¬¬

  3. Eu não entendo porque uma pessoa em “sã consciência” decide invocar um capiroto!

    Todo mundo sabe que esses bichos são do mal e só querem matar e destruir, aí vai um retardado mental inventar de invocar… Sei não, viu? Francamente… ¬¬

  4. Eu não acredito nessas coisas não, mas quero distância dessa caixa.

    Tava torcendo por um já clássico “Mas é tudo mentira”, e não veio. :X

    É só a variância, é só a variância…

  5. Esse tipo de coisa não é uma “ciência exata” (desculpem o lugar comum, mas não achei outro termo mais apropriado, no momento). Muitas pessoas acreditam que o novo “proprietário” da entidade tem de aceitá-la conscientemente, mesmo que de forma consciente (o que geralmente acontece) – ao exemplo do personagem Judas Coyne de ‘A Estrada da Noite’ (ou ‘A Caixa em Forma de Coração’), de Joe Hill.

    • Putz! Qu’qu’eu escrevi ali?!?

      “(…) tem de aceitá-la conscientemente, mesmo que de forma consciente (…)”.

      Onde eu escrevi “consciente”, eu queria escrever “incrédula” – no caso, alguém aceita a entidade em função de ser um cético (pelo menos no começo).

    • Provavelmente não vou, porque pessoas envolvidas não querem que eu conte sobre isso. Não tem como florear, ou contornar, porque envolve ordens místicas e segredos de tradição. Mas posso dizer que essa caixa é café pequeno.

      • Uma colega bibliotecária também me contou uma história que aconteceu com ela sobre um livro que ela pegou na biblioteca. Só de o tal livro ficar na casa, coisas estranhas aconteceram. Vai que é o mesmo livro.

  6. Eu sou muito ateu e não acredito em nada disso, no entanto não iria querer essa caixa (a menos que fosse de graça e pra revender, pois como tá famosa renderia uma grana boa…).

    Quando digo que não iria querer a caixa é pelo simples motivo que pessoas são tão facilmente suscetíveis a estímulos externos que mesmo sabendo que nada disso pode ser real, a tensão, pelo fato de em algum momento ter lido a história, já seria capaz de me fazer sentir mal. Tudo de ruim que me acontecesse seria atribuído à caixa, também: bati o dedo na quina da mesa? Culpa da caixa! Tive diarreia? Culpa da caixa! Um palhaço se aproxima de mim pra vender alguma coisa? Culpa da caixa! Perdi na Mega da Virada? Culpa da caixa… e por aí vai, ignorando que todas essas coisas acontecem com mais frequência que os esotéricos tentam fazer parecer.

    Essa influência é tão fácil de notar que posso dar um exemplo breve.

    É como quando precisamos fazer alguma apresentação de trabalho na escola, faculdade ou em reunião no emprego: sabemos que as chances de sofrermos algo enquanto fazemos isso é mínima, mas, só a existência da possibilidade (imaginada em algum momento, com as pessoas reagindo mal à apresentação), comumente já dá um frio na barriga (entre outras reações comuns: como a dor na base do crânio ou mãos frias, que remetem à expectativa de precisar “entrar em ação”).

    Eu me sinto incapaz de acreditar em algo impossível de ser provado, ainda mais quando todas evidências são na base do falatório, mas é uma história divertida (e muito possivelmente insistem mais na história recentemente como um viral pro filme que adaptou ela… XD) e que remete a muitos elementos comuns do folclore judaico: a invocação do “demônio” para proteger os judeus já é uma citação às histórias de golens, bastante antigas, por sinal!

    Um bom post!

    • Sua argumentação é extremamente logica e coerente. Tudo pode se tratar de mera sugestão. As pessoas que compram a caixa, todas elas, tem isso em comum. Ao adquirirem a caixa o fazem sabendo da história pregressa da mesma. Seria interessante dar a caixa a uma pessoa que não saiba de sua história apenas para verificarmos se a “manifestação oculta” que hoje é atribuída a entidade presa na caixa iria se manifestar em algum nível. É provável que não. Mas isso não eliminaria as portas de argumentação dos credulos, que sempre poderiam dizer que a caixa teria sido dada a uma pessoa com baixa “sensibilidade”…

      • … ou que a entidade não se manifesta porquê “não foi aceita conscientemente”.

        A tradição hebraica diz que um demônio só pode mudar de “proprietário” se o novo “dono” souber o que está recebendo e aceitar (mesmo que não acredite, mas há uma espécie de contrato de passagem).

        Não vou dizer se acredito ou não, só quis mostrar que sempre haverá argumentos para céticos e crentes.

        • Também pensei nisso num primeiro momento, então reli o texto com calma:

          “(…) Sua neta afirmava que na caixa tinha um Dibbuk, um Demônio da mitologia hebraica. O marceneiro, incrédulo, achou a caixa legal e levou para casa (…)”.

          Ele sabia. Não acreditava, mas sabia (ou foi avisado, pelo menos: maldições são “flexíveis”) neste aspecto.

    • Sou ateu e extremamente cético com toda manifestação inexplicável, lembrando que um mero raio era atribuído à fúria divina, por falta de explicação racional.

      Tenho a mesma opinião quanto a este caso, pois a mente tem estratos não regulados pela racionalidade e, portanto, que nos levam a ver aquilo que nos é sugerido, mesmo que saibamos ser impossível racionalmente.

  7. muitos comentários muitas brincadeiras, mas a verdade é que com coisas espirituais não se brinca. Demônios existem e não sou eu que digo isto, mas sim a Bíblia( para quem crê em sua mensagem.)

  8. Mas tem uma coisa que não entendi… se o “bicho” foi aprisionado na caixa, no momento em que ela foi aberta, ele não deveria sair, ou escapar? ou mesmo assim ele continua ligado à caixa?
    Outra coisa, as manifestações se deram pelo simples fato do cara ter comprado a caixa ou foi ao abrí-la? se ele não abrisse a caixa aconteceria algo?

    Ps: essa história lembra mto o filme Arraste-me para o Inferno…

  9. Ah, Philipe! Conta tua historia!!!!!

    Quanto a “so idiotas leem invocaçoes em outras linguas sem saberem o que estão fazendo” nao vale pra pessoas que nao acreditam. A pessoa que nao acredita nao consegue ter uma ideia de que pode ter consequencias reais…

    _____________

    Eu tava pensando sobre isso, porque tava lendo trechos de “Minhas Vidas”, da Shirley McLaine, onde ela fala que os seres humanos perderam o senso do espiritual; que antes havia.

    Fiquei me perguntando onde começamos isso; acho que começou com um legado grego, de racionalismo, que continuou com Descartes. Era preciso, no final da Idade Média ,que se fizesse um corte com tudo que era religioso (e portanto espiritual), porque massacrava o pensamento racional. Mas acabou que hoje nossa Ciência nao é somente racional – ela é materialista. E se nega a pegar pra si tudo que ela pensa que é do terreno espiritual.

    Eu acho que um dia, tudo que hoje chamamos “espiritual” sera compreendido de maneira racional.

      • A menos que sejam duas coisas excludentes: se só há uma verdade, no sentido mais estrito, não faz sentido conciliar duas coisas opostas.

        Se ciência trabalha em busca do que é provável e verdadeiro (de modo que a mesma experiência tenha o mesmo resultado em qualquer ponto do universo que cumpra os requisitos iniciais) e se espiritualidade, no sentido que entendemos no Ocidente atualmente (quase sinônimo de “cristianismo”), for uma mentira, unir ciência e espiritualidade só dará origem a mais uma das tantas pseudociências que existem por aí.

        Agora, se entendermos espiritualidade no sentido mais oriental (ou helênico/romano), do entendimento da consciência e busca por um senso ético a ser seguido, mas que a consciência cessa de existir ao morrer (o que eu acredito), é possível que as duas andem lado a lado.

        Há uma terceira possibilidade, entretanto: eu estar completamente errado nas minhas crenças e realmente existir vida pós-morte e céu, inferno e tudo que vem junto com isso. Nesse caso ciência não teria muito o que dizer: iriam usar ciência pra fazer máquinas pra viajar pro “além”? Iriam usar a ciência pra capturar fantasmas e usá-los na geração de energia sustentável? XD

        No máximo, o impacto da comprovação da existência do sobrenatural seria a diminuição da quantidade de ateus…

        … creio que o Edir Macedo, o pastor Valdomiro, e todos os outros dessa corja, iriam arrumar um jeito de arrancar mais dinheiro dos trouxas em cima disso, também.

        • Como dizia meu professor de História, “A verdade não existe”.
          O que é a religiosidade? Tradições histórico-culturais que buscam de alguma forma traduzir um conjunto de percepções humanas numa espécie de códice. Há várias, e todas são baseadas em observações extrínsecas, interpretações intrínsecas e visões de mundo ligadas ao tempo passado. Há um monte de coisas em que diversas religiões e tradições culturais separadas em sua origem, compartilham. Quando não existia ciência, o que havia para explicar o complexo mundo que nos rodeia? As tradições religiosas. Com o surgimento da ciência, os que recorriam ao sistema de crenças para buscar conforto e compreensão acerca do universo encontram nela uma nova fonte de informação, e é compreensível que eles se desgarrassem da religiosidade. Mas como a função da religiosidade não era somente de exprimir o funcionamento do universo, é por isso que elas ainda estão por aí.

          • Sério que vocês entendem religião como um antigo arremedo da ciência, quando esta não estava disponível? A religião e a ciência nunca falaram da mesma coisa, e quando falam, falam sob sentidos totalmente diferentes. Colocar a religião no caminho da ciência como se religião fosse explicar trovões pelo mito de Thor é confundir crendice com religião, ou seja, é não ter a menor ideia do que seja religião.

          • Como eu disse em meus comentarios, ela fez isso também, foi o estepe da ciência quando não havia ciência, mas não apenas isso. Ou já não haveria mais religião no mundo.

    • Infelizmente eu não posso.
      Mas eu não encaro a ciência como uma opositora de qualquer tradição. Minha mente separa o universo materialista do universo imaterial. Minha opinião é que estamos numa sopa complexa de dimensões. E eventualmente, elas se cruzam. Reconheço o direito de acreditar que só o materialismo existe que algumas pessoas tem. Mas no meu ponto de vista a maior prova de que temos algo imaterial que permeia nosso mundo é a informação. A informação não é material. E ninguém pode alegar que a informação não existe. A informação é capaz de saltar de mente para mente, ela pode se fixar num arcabouço físico, como bits, tinta sobre papel, som gravado, radio… Mas a informação não é nada desses elementos físicos, ela é imaterial, e ela pode passar de uma mente para outra, mantendo-se indefinidamente ou não em memórias. A informação pode inclusive atravessar as limitações físicas conhecidas, num contexto que é estudado como telepatia.
      As pessoas podem ter suas vidas direcionadas mais para o lado imaterial ou para o material. Há aqueles que abdicam da sociedade para imergir em mundos espirituais, como monges, sadduhs, e até loucos. Igualmente, há milhares de pessoas que interessam-se apenas pelo lado material da existência. Não julgo nenhum deles. Cada um tem que saber seu caminho.

  10. Philipe, voltei para comentar novamente esse post. Ontem vi um episódio muito interessante do Paranormal Witness no SyFy, tinha ”entrevista” com os envolvidos e uma ”dramatização” do que ocorreu. Achei muito, muito interessante. Realmente existem coisas que a ciência não explica, por isso mantenho a minha mente aberta, quem sou eu pra dizer que tal coisa existe e tal coisa não existe? Adorei o episódio e o post também. Só vou fazer uma correção de amiga, rs.(Na revista mundo estranho também cometeram esse erro) Na verdade, o demônio não foi invocado durante o holocausto para combater os nazistas. A verdade é que Havela, era uma das adeptas das famosas sessões espíritas da época, onde espíritos eram invocados através de pêndulos ou de um medium, a fim de responder perguntas. E em uma dessas sessões, Havela acidentalmente invocou um demônio, que descobriu ser um dibukk, e por não conseguir se livrar dele, o aprisionou em uma caixa. Isso foi contado pelo primeiro dono da caixa depois de Havela, no SyFy.

  11. Eu não quero nem de graça, já basta minha casa pra me dar medo XD
    Mas é uma especie de efeito placebo não? Por exemplo: eu como algo tipo um chocolate e a pessoa diz que aquele chocolate estava estragado, não sabendo que a pessoa estava sentindo, vou começar a me sentir mal. É a mesma coisa que aconteceu as pessoas que compraram a caixa. Gostaria de saber se aconteceria a mesma coisa com alguém que não saberia nada sobre a caixa.
    Adorei o post XD

  12. Eu acho essas histórias interessantes. Não quero fazer “a chata”, mas vamos lá. Lamentavelmente não há qualquer comprovação de que esses fenômenos são realmente provocados por seres “de outro plano” (entre aspas porque não achei palavra melhor para definir). Isso não significa que todos esses fenômenos estranhos sejam uma grande mentira. Não mesmo! É que nosso cérebro é capaz de nos pregar peças que envergonhariam aquela já clássica pegadinha da menina do elevador. O simples fato da caixa ter uma áurea de assombrada já pode despertar a auto-sugestão, assim, eventos corriqueiros podem ser interpretados como paranormais. Para não me alongar no comentário, sugiro dois livros para quem quiser saber um pouco mais sobre:

    1. “O Mundo Assombrado pelos Demônios”, do Carl Sagan;
    2. “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu”, do Oliver Sacks.

  13. Engraçado como as pessoas são né, vendem a caixa e que se dane o próximo que comprar, é tipo como vender plutônio e dizer que é enfeite de natal.

  14. Só não consegui entender porque a Havela guardou a caixinha do mal consigo e não a enviou de presente para Adolf Hitler (que, segundo dizem, era ligadão nessas coisas). Só para atucanar o sujeito…

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