Novo processo usa tecnologia 3d para gerar pele de silicone usada em animatrônicos

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Um animatrônico é uma espécie de robô, controlada por alguém, onde um artista faz uma “pele” sobre ele. Os animatrônicos são muito usados nos filmes, para expandir os limites entre seres totalmente gerados por computador e a boa e velha maquiagem.

Um dos problemas clássicos envolvendo animatrônicos está no fato de que por serem estruturas metálicas bem básicas cobertos de borracha, eles nem sempre oferecem uma gama de movimentos suficientemente realistas para atender a certas demandas de cena.

Este trabalho tem por objetivo apresentar uma nova tecnologia de construção de pele para cobrir animatrônicos que usa dados capturados no mundo real como elementos de base para gerar uma pele que tenha rigidez e flexibilidade nos pontos certos, o que faz com que sua defiormação se dê de modo muito mais parecido com a deformação da pele do que os processos anteriores permitiam.

Basicamente, eles usam um ator para se movimentar. Um scanner 3d captura seu movimento facil e interpreta, gerando dois modelos 3d do rosto. O primeiro modelo, é uma replica do rosto do ator numa pose standard, sem expressão. Esse modelo é usado para produzir um molde de cabeça dele. Até aqui é igual ao que se faz em Hollywood desde os tempos do Dick Smith, só que ao invés de um artista meter a mão na massa e esculpir o sujeito, ou o monstro, ou o que quer que seja, o computador manda imprimir a fôrma já com o mais alto grau de detalhe obtido no escaneamento ou na modelagem digital.

Então (não sei se o video diz isso) computador esculpe através de prototipagem rapida, uma versão um pouco reduzida da cabeça. Essa versão tem sutis diferenças de topologia em relação a primeira cabeça, impressa em negativo para formar um molde. Essa segunda cabeça é então adicionada no interior do molde. O espaço gerado entre o “berço” formado entre o molde e o espaço ocupado da cabeça é em alguns lugares quase tão fino quanto um fio de cabelo. Depois que o molde é lacrado, uma pistola derrama uma formula especial de silicone ali dentro. Quando o silicone cura, o molde é aberto e a cabeça 2 recoberta de uma pele de silicone é então removida do molde. Posteriormente, a pele é removida da segunda cabeça, e pode ser usada para recobrir a estrutura robótica que simula o rosto.

Quando comparamos o resultado de pele de silicone com o ator real, notamos diferenças, mas é importante ter em mente que a finalidade da técnica não é reproduzir cabeças humanas em comparativo, mas sim produzir criaturas fantásticas e impressionantes com mais realismo. Dá uma olhada neste video e veja o atual estágio da tecnologia de animatrônicos.

Maneiraço, né?

3 comentários em “Novo processo usa tecnologia 3d para gerar pele de silicone usada em animatrônicos”

  1. Ouvi dizer que está confirmado um novo filme do “Boneco assassino”… Será que usarão CG no filme, ou permanecerão no bom e velho animatrônico melhorado do Chucky? Na época já era foooda, imagine então agora. Só para as expressões faciais, eram necessários três controladores!!!

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  2. Big things have small beginnings…
    Imagina se tivesse mais sensores ali na área da boca. A área “morta” nos lábios do animatronic é exatamente o pedaço que falta na máscara digital. Seria bacana ver aquela área funcionando, quem sabe eles podiam passar um adesivo bem diluído pra simular o jeito que os lábios ficam um pouco grudados por causa da saliva… Mas do jeito que está, já é incrível.
    Mas eu imagino que ficaria 10 mesmo um animatronic com uma trama daquele tecido que responde a impulsos elétricos entrelaçada no silicone. Aí vc dava um choquinho numa área e ela se contraía. Ou então já faz uma mistura de silicone com algum pó de metal magnético e manda uns eletroímas em cima… Seria bacana.

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