No bolso dos outros é refresco -Ownando geral!

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Uma matéria publicada no JB online com data de 17 de maio de 2009, revela problemas na utilização da tecnologia dos VLTs na recuperação dos centenários bondinhos de Santa Tereza.
Mesmo após gastar 22 milhões de reais dos cofres públicos, não funciona a contento. Confira a reportagem na íntegra:

A espera pelos bondes da história

Ana Paula Verly, JB Online

RIO – Os dois bondes que circulam em Santa Teresa têm 112 anos e carregam até 80 passageiros. Na garagem, há mais quatro, modernizados com tecnologia VLT (ideal para metrôs e trens), que estão para entrar em circulação desde 2007. Em agosto, vence a promessa do estado de devolver oito bondes reformados ao bairro, mas até agora nenhum deles se adaptou às curvas sinuosas e às ladeiras íngremes. A fim de questionar a reforma da frota, que desde 2004 consume R$ 22 milhões dos cofres públicos, a Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast) convocou a Comissão de Cultura da Alerj para uma audiência pública, nesta quinta-feira à noite.

– A modificação tecnológica se mostrou uma aventura. São quatro bondes, quatro anos de contrato de financiamento com o Banco Mundial (Bird) e até agora não existe solução para a falta de veículos. Os erros são infindáveis, e quem paga é a população – ataca o ex-vice-presidente da Amast, Sérgio Amaral. –

O secretário (estadual de Transportes, Julio Lopes) tem que responder a uma ação pública, e a empresa (TTrans) deve ser proibida de participar de outra concorrência.

Frankensteins

Sérgio apelidou os bondes reformados de Frankensteins, por causa da carcaça centenária com operação informatizada. Cada um deles custou R$ 1 milhão. O simples reparo na própria garagem do bairro, acredita, colocaria toda a frota analógica na rua de novo por um terço do valor. O gasto foi motivo de uma ação da Amast no Ministério Público, que autorizou a reforma depois de o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac), que tombou os bondes em 1984, se posicionar a favor.

– O governo sucateou os bondes e argumentou que não havia peças de reposição para levá-los para uma empresa particular (TTrans), em Três Rios, que cobrou uma fortuna. Nada disso foi explicado. Pode o estado reformar um bem tombado para não funcionar? – questiona Sérgio Amaral.

O primeiro bonde VLT chegou a Santa Teresa no fim de 2007 e ficou preso no trilho. Sérgio diz que, por ser informatizado, qualquer impacto tem o efeito de “chute em um computador”. Depois do fim da garantia de um ano dada pela TTrans, caberá ao estado pagar o reparo das peças quebradas. A manutenção dos dois bondes antigos, por outro lado, é feita por um grupo de funcionários no próprio bairro.

– No impacto, o veículo perde as informações e para de obedecer. Funcionaria muito bem no asfalto do Centro. Em Santa Teresa, só o de 112 anos – defende.

O coordenador do sistema dos bondes, José Duarte, confirma a dificuldade em adaptar o software à topografia do bairro, com curvas de até oito metros de raio e ladeiras de 14 graus de inclinação. Por causa disso, ainda não há previsão para entrarem definitivamente em circulação.

– É um trajeto com muitas variáveis, difícil de tirar do papel e executar na prática. Em lugar nenhum do mundo os bondes são VLTs – argumenta. – Um trem elétrico, por exemplo, só consegue subir uma rampa de dois graus.

Fonte: JB Online

Gastar 22 milhões do dinheiro publico para concluir que não funciona é foda.

Enquanto isso, na FRJ, com recursos da Faperj, o MagLev Cobra, a mais moderna tecnologia de levitação urbana do mundo, está sendo construído com apenas 4,7 milhões de reais.

Falando em Maglev Cobra, na última sexta-feira foi ao LASUP uma comissão de especialistas internacionais em transportes que está examinando a candidatura do Brasil para sediar um evento internacional de transportes em 2013. Essas pessoas tiveram a oportunidade de levitar no nosso módulo de demonstração.

Durante a apresentação do sistema, o especialista japonês, completamente bolado com o que fazemos com pouca grana ( A toshiba ficou dez anos estudando a tecnologia e não construiu nada. A Ford idem.)  questionou o professor Richard:

– Por que os outros países não estão fazendo isso? Eu nunca vi nada igual… – Questionou o japonês em tom provocativo.

-Porque os outros países não estão fazendo eu não sei. Mas por que só os japoneses e alemães podem ter boas idéias? – Ownou o professor Richard.

O japonês ownado teve que colocar a viola no saco e passou todo o resto da visita de cara emburrada. Hahahaha.

Achei a resposta do Richard muito bem colocada. É bem assim mesmo que os gringos olham pra nós. O maior desdém. Só eles são os fodões que podem inovar. Nós não temos esse direito.

Muitos estrangeiros olham para nós como se fossemos meros macacos ou índios primitivos que só sabem balançar a bunda no carnaval. Tudo bem que temos mesmo um monte de paspalhos idiotas que só sabem rebolar a bunda no carnaval, mas não dá pra pensar que todo brasileiro é assim.

É bom lembrar também que grandes inovações mundiais na área do transporte nasceram no Brasil. O expoente mais famoso é sem dúvida, Santos Dumont. Mas pouca gente sabe que o câmbio automático, que dá conforto e está em quase todo carro dos americanos, foi inventado aqui.

O Richard é mestre em dar um “pra trás” nos outros.  Meu pai conta que quando eles dois foram no ùltimo congresso MAGLEV 2008, em Sandiego, CA, uma cientista americana deu uma tirada de onda dizendo que o mundo será melhor “…quando os demais países estiverem no nosso nível de motorização e defesa do ambiente…”

O Richard nem esperou a maluca terminar. Ele mandou logo na cara:

-E desde quando vocês são exemplo para o mundo em preservação do ambiente?

TOOOOMA!

Os americanos se acham muito. Mas na hora de assinar o tratado de Kioto, cadê? Na hora de reduzir os carros poluentes o que eles fazem? Lançam SUVs cada vez mais fumacentos. Os caras até criam guerra para arrumar mais petróleo, que terá como resultado direto, mais poluição.  Depois vem querendo cagar goma de bons moços.

Adoro quando eles ownam os malucos assim. Sobretudo gringos metidos à besta.

Outro dia meu pai teve o prazer de Ownar a reporter da Veja. (puts isso não tem preço)

A repórter, depois de ouvir todas as vantagens do Maglev perguntou em tom jocoso: – E qual o defeito do projeto?

-Ser brasileiro. – Respondeu meu pai. E completou: – Se fosse gringo estava todo mundo batendo palmas. Principalmente a imprensa brasileira.

owwwwned!

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50 comentários em “No bolso dos outros é refresco -Ownando geral!”

  1. Será que ninguém da prefeitura percebeu que é o velho golpe da obra que não termina nunca, com preços acima de qualquer tabela daqui até Júpter, apenas para comer dinheiro público e encher os bolsos de “alguems”?…
    Ou são todos chapas entre eles…com o fim de meterem a mão na grana, lógico…
    Se formos contar o tento de pontes, viadutos e estradas que fizeram saindo do nada e indo para lugar nenhum no Brasil, iríamos passar vários dias…

    • Pois é. A lição que podemos tirar disso é simples: Não adianta maquiar o cocô. Gasta-se muito mais dinheiro tentando arrumar algo velho usando tecnologia nova do que investir em inovação. Muitas vezes, a tecnologia velha, com o modus operandi velho usando tecnologia embarcada nova resulta em desastres.
      É como querer acelerar uma maquina de escrever colocando um giga de memória nela. Na prática, a longo prazo, compensa mais investir num computador direito.

  2. Realmente, uma delícia saber das ownadas. Por falar em japoneses, vc sabia que os japoneses consideram o bico do tucano um remédio afrodisíaco e bom para os ossos e, por conta disso, chegam a importar ilegalmente mais de 100 tucanos brasileiros por dia?

    Falando agora dos americanos, eles são sim, especialistas em preservarção ambiental. Existem mais de 200 ongs internacionais “preservando” nossa amazonia, agora pra quem preservam? Para eles, exploração futura. O mesmo se da na áfrica, onde os USA tem usado MUITO dinheiro para impedir a criação de usinas hidreletricas em solo africano, alegando que, a despeito de todo o benefício que a energia elétrica proporcionaria ao povo africano, o alagamento de vales e savanas africanas seria PASME: ” um dano irreparável à riquesa ESPIRITUAL histórica da região!” Esse é o espírito americano.

    Eu gosto da Veja, acho que presta muitos serviços, mas não é a unica empresa com rabo preso no capital extrangeiro. Nossos políticos sao assim, quem vc acha que financiou os 210 milhoes de reais DECLARADOS para a campanha do Lula? Boa sorte com o Maglev. Muito me surpreende que, a exemplo das pesquisas financiadas em universidades públicas com dinheiro público, algum país não tenha comprado o projeto do seu pai. Sim, é outro custo Brasil. Usam nossos impostos para financiar pesquisas maravilhosas que são vendidas para grandes empresas americanas e japonesas depois – e esses países ficam com o crédito de tudo. E nosso dinheiro? Chora, viola! x_x x_x

  3. Putaquipario. Não falta boa vontade nem inteligência do povo, mas desse jeito o Brasil não vai pra frente, a politicada não tá nem aí em melhorar o país, se pudessem tirar todas as riquezas daqui e fugir com tudo para outro lugar assim o fariam! Governante aqui não é alguem que coordena e impoe a ordem. É alguém que nos explora o máximo que puder e sai fora. Lamentável. Até uma monarquia seria melhor do que nossa política nojenta…

  4. Se eu ganhar na Megasena, invisto nesse negócio. Não é possível que falte visão ao governo ou ao empresariado brasileiro…

    …pensando melhor, é possível sim. :*(

    • dinheiro de megasena nao da pra isso nao… talvez comprar ações kkk. Bom, isso se realmente for do interesse de alguem implementar. Pq coisa muito boa nao da muito lugro, é ou nao é,Philipe? O negocio é dar muita manutençao para licitações, muita obra para empreiteira, gastar pneu, gasolina, sangrar o osso do povo!!! 🙁

      • Exatamente. Este é o maior problema.
        Por conta dele, nós sabíamos que enfrentaríamos problemas ao aparecer com uma tecnologia de ponta que gasta menos, não polui e é mais barato (quase de graça) e eficiente que o ônibus. Nós sabiamos que eles iam tentar dar tapetada na gente (ainda estão tentando). Nossa estratégia é diferente de 90% das estratégias comerciais de veículos de massa do mundo. Em geral as pessoas ficam na moita, tentando vender o projeto para quem decide na sudina, tentando ficar incógnito dos inimigos.
        Nós partimos de peito aberto para o enfrentamento. Nosso foco é o povo. O que nós queremos com o maglev é que todo mundo saiba que isso existe e que é uma alternativa. Assim, se não emplacar, todo mundo vai saber que foi POR SAFADEZA e não por competência. É por isso que eu sou chato aqui falando do maglev toda hora. Eu quero que pelo menos os meus leitores saibam desse troço. Assim fica mais difícil os caras sacanearem a gente.
        Nossa estratégia de defesa é fazer todo mundo saber que o maglev existe e que está aí como uma alternativa. Os caras podem querer nos tirar da jogada (como fizeram com o motor movido a água e tantas outras inovações fodas criadas no Brasil)

    • Bom, na verdade, até agora o projeto Maglev tem sido fortemente apoiado. Toda hora surgem propostas de apoios políticos. Nós estamos tentando não vincular o invento a um partido ou a outro. O nosso mote é: Se o político quer o bem da população, ele tem que ser a favor da idéia espontaneamente e não para usar os benefícios do veículo em causa própria.

  5. Olha, Philipe… O motivo pelo qual os gringos nos olham com desdém é simples. Responda qual imagem a gente vende pra eles: a de um povo que batalha, pesquisa, inova, corre atrás, cria, etc; ou de um povo vagabundo que só sabe mexer a bunda no carnaval e jogar bola?

    Várias vezes falei (e ainda falo) com estrangeiros e a resposta de TODOS, sem exceção, quando eu digo de onde sou é sempre a mesma: “Oh, Brasil? Futebol! Samba! Bom!”
    Esta é a nossa realidade…

    • Pois é. eu não lembro quem foi que me contou que uma vez, em um intercâmbio no exterior, no primeiro dia de aulas o professor perguntou de onde era e ela disse que era do Brasil. Mais tarde, uns alunos vieram todos curiosos saber se ela conhecia o Pelé e ao descobrir que ela tinha orkut perguntaram como que no Brasil a gente ligava os notebooks nas árvores.
      SIM, meu… NAS ÁRVORES!!!! Caralho… Tsc,tsc.

      • Philipe, eu já viagei para alguns países e creio que essa visão do Brasil só existe no oriente e extremo oriente europeu. A verdade sobre essa propaganta massiva propagando o Brasil como uma angola sulamericana serve a interesses financeiros de uma indústria de políticos lobystas e organizaçoes pilantrópicas que conseguem financiamentos para projetos no exterior. Deleta essa birosca pq nao tenho seu peito aberto nao… Só quero que vc saiba.

  6. Muito boa as respostas. Os gringos ainda precisam ouvir muito, pra começar a ter um pensamento crítico. A inteligência deles é só para lucar o maximo possivel, com o mínimo de esforço e o máximo de exploração e passar por cimas dos outros e o que estiver a sua frente e pronto. Não são todos lógico, Nicolai Tesla que o diga.

  7. Philipe, seria possível adaptar o Maglev pra rodar, desculpe… digo, FLUTUAR em Santa Teresa? Imagino eu que o único problema seria arrumar uma maneira dos trilhos magnéticos não influenciarem a rodagem dos automóveis de passeio que compartilham o mesmo trajeto.
    Vocês já pensaram numa solução pra isso, ou não tem problema em um automóvel passar por cima dos trilhos sem deixar pra trás um protetor de carter grudado? 🙂

    • Hahahaha Boa pergunta Catu.
      Não tem nenhum estudo nem planos neste sentido. pessoalmente, eu penso que o melhor em Santa Tereza é deixar a porra do bonde que tá há 100 anos funcionando do jeito que é. As minhas razões para isso são:
      1- É histórico e tombado culturalmente
      2-As vias são estreitas, já estão prontas e os cabos aéreos de aliementação fazem parte da paisagem (embora feios pra caralho)
      3- Se São Francisco ainda tem, se Lisboa tem, um monte de países do mundo ainda usam os bondes do século passado, pra que fazer marola de VLT ali?
      4- Adaptar o Maglev para Santa Tereza é loucura. O Maglev usa vias elevadas. Não há espaço pra elas ali. Para ele circular na via, seria necessário colocar o motor linear na via e os ímãs no trem. Só que os vagabundos vão roubar o cobre da via e o troço vai ficar sem motor. (efeito Brazilzilzil)

      Em suma, este caso de Santa tereza é o seguinte: Safadeza pura. Os caras tinham que pegar o bonde como ele era (PORRA O TROÇO É TOMBADO) e não mudar o miolo do aparelho. Apenas arrumar as peças com problema e pronto. Mas não… Neguinho tentou SER MALANDRO e empurrar a bosta que é a tecnologia VLT guela abaixo do povo, sem que as pessoas soubessem. Maquiaram um VLT com aparência antiga e ele não aguentou a trolha. A verdade é essa. O problema todo reside aí. Em uma tentativa de implantar uma via de VLT (que muitos babacas arrotam que é alta tecnologia e não passa de bondinhos de cem anos atrás com aparência moderna) em uma via que não é preparada para o veículo.
      Quem andar no bondilho ali vai entender porque os trens da Ttrans não funcionaram. Aquela porra é louca. Os motorneiros dirigem aquele troço feito doidos. Nas duas vezes que andei ali teve aventura. Na primeira dois pivetes entraram em um violentissimo fight em plenos arcos da lapa. Um quase jogou o outro lá de cima. Maior gritaria no bondinho, hehehe.
      Na outra vez o bonde perdeu o freio e desceu despinguelado uma grimpa. Novamente a maior gritaria. eu pensei que ia morrer, principalmente quando vi um ônibus aparecer no fim da grimpa. O bondinho deu uma bela porrada na lateral do ônibus, abrindo um buraco de quase 1,60m na lateral do ônibus.
      pessoas machucadas, mulheres chorando. Um caos.
      Nunca mais fui naquilo. Se é pra andar de montanha russa eu prefiro ir a um parque, hehehe.
      Sem sacanagem, para aqueles bondes do século XIX aguentarem os motorneiros que dirigem aquilo até hoje, é porque eles são muito, muito bons mesmo.

  8. bom meu caro amigo.. vc disse tudo.. as pessoas que vendem a imagem do pais do futebol acham que este pais eh o pais do futebol e samba bla bla bla..isso.. eu vendo a de monteiro Lobato e o petróleo com suas principais previsões sobre a atual crise, tecnologia bicombustivel MM, a detroit brasileira da Volkswagen, a embraer.. ou simplesmente vamos ficar choramingando como cabritos ? eh isso ai.. Santos Dumont apenas nós o reconhecemos.. lá eles dizem dos irmaos wright.. voltando ao assunto, vc mora no rio, vc deve conhecer de pertinho pessoas q compoem musicas ateh pra ex beatles(Paul Mcartney) tocarem.. ninguem no Brasil reconhece os grandes.. Marcelo Camelo.. apenas concordam com o q qqer gringo disser.. certa vez conversava com um estrangeiro q veio falar mal do samba(ate samba defendo).. ai disse p ele se ele conhecia toquinho e tds outros.. nem da musica do pais deles gostam, preferem a cumbia.. ah pombas ! fala mal do meu Brasil naum !

    • Veja, eu não estou atacando o samba e quem gosta do samba. Só acho que a idéia de que mulheres brasileiras são um bando de frívolas devassas que ficam sambando dia e noite e que o homem brasileiro só pensa em jogar bola é um puta dum estereótipo derrotista, que recorrentemente a grande mídia colabora para manter.
      Nós, aqui dentro, sabemos que não é assim. Mas o peso dos esterótipos é foda. Por exemplo, ao pensar no méxico, o que vem à nossa mente não raro é o sujeito com sombrerio, preguiçoso, dormindo à sombra de um cacto. Ora, é óbvio que existem cientistas de primeira classe no méxico. Pessoas trabalhando para melhorar o mundo.
      Temos que buscar uma identidade própria e essa identidade deveria ser algo que desse orgulho na gente, não vergonha.
      Pessoalmente eu adoro samba. Eu já até compus um sambinha ou outro… Mas há uma diferença enorme entre nós querermos avançar e pessoas de outros países entendendo que nós não temos o direito de fazer isso porque passamos mais de cinco séculos sendo subservientes ao poderio internacional.
      Sei que este tipo de frase soa xenofóbica, mas não sei como tocar no assunto sem não sê-lo.

  9. Mas vocês esqueceram que a maioria dos brasileiros que vivem nas grandes cidades acham que nada que é feito no Brasil presta, se for americano, europeu ou japonês é ótimo (mesmo que seja pneu velho), mas se for brasileiro é porcaria mesma que tenha tecnologia superior.
    Porque será que os maiores cientistas brasileiros estão em universidades no exterior?
    Porquê eles sabem que no Brasil jamais serão reconhecidos.
    x_x

    • Realmente isso é uma coisa que acontece. Muitos deles (muitos mesmo. Tem casos na minha família) após estudarem e se formarem de graça, a custas do herário público nas universidades federais, não encontram incentivo ou apoio financeiro e vão parar em empresas privadas no exterior, ganhando fábulas de dinheiro, greencard e o escambau a 4.

  10. Mandou bem! Eu era só reader, mas depois desse “ownado” preciso dizer que vou virar teu fã. Que gay!. Pensando bem, acho que não, mas vou continuar fiel — m*rda de futebol.

    Não é pra ficar espantado com essa historia de mais uma extorquida-no-dinheiro-publico-que-vira-pizza.
    Ainda somos “educados” para achar que somos inferiores aos outros, menos aos argentinos. Achar que tudo acaba em pizza e está tudo bem, sempre foi assim. Achar que o mais esperto é melhor que o mais inteligente.
    Somos bombardeados diariamente pela mesma técnica ridicula com doses homeopaticas de “futebol/mulher/previsão do tempo”, que eu chamo de “cultura de passageiro de taxi”.

    E isso não vai mudar tão cedo, mesmo sendo otimista. A mudança tem que ser na cabeça da criançada que vem ai. Despopotizar! Despopotizar! Ipiti-Ipit-Pow!
    Esse seu novo personagem, o “Tom Jocoso” daria uma bela série de histórias de ownação! 🙂

  11. detesto a veja -.-
    e adoro esses owneds, eu entendo perfeitamente como é isso de métodos e criações estrangeiras.. No meu curso, os poucos brasileiros que pesquisam, fazem muito bem seu serviço, só nao temos tantas publicações de artigos (químicos) como em países europeus e os EUA, por falta de incentivo do governo, em países desenvolvidos, para o “E.M.” é obrigatório aula prática, aqui nem escola particular costuma ter… Chega ser vergonhosa a falta de incentivo

  12. Como diria meu primo: Para ajustarmos o Brasil, somente com um format B:
    Mudanças ocorrem no Brasil, mas são quase que imperceptiveis, acobertadas pela midia da massa. Grandes descobertas são ignoradas, sendo que as notícias do futebol tem mais impacto que descobertas científicas ou repercussão internacional.
    O Brasil é feito de médias e infelizmente, a média é ignorante. Vivemos ainda o antiquado pão e circo. Mas ficar lamentando realmente não ajuda em nada. Só para terem uma idéia, somos o 13º colocado em produção científica mundial(publicação de artigos). Mas não vendemos essa imagem, pq isso não faz parte da cultura de massa. Peça pra alguem aleatoriamente na rua se ele sabe o que é um artigo?!
    Para conseguirmos destaque e respeito tanto internacional, quanto nacional somente com talentos individuais e estes somente serão reconhecidos por uma minoria do próprio meio. Creio que a “esperança” não reside no Brasil, mas sim no brasileiro.
    O Brasil não mudará tão cedo, pelo menos creio eu, não enquanto eu estiver vivo, mas eu, como brasileiro posso ser um diferencial na minha área e talvez trazer um pouco de orgulho para um país que raramente me oferece isso.

    • Concordo. Mas embora temos uma publicação cientifica grande, nossa capacidade de inovar é pífia.

      “Atualmente o Brasil é responsável por 2% das publicações científicas no mundo, e por 0,2% das patentes – isso significa que a inovação no país é 10 vezes menor que a produção científica. E, sendo um país que inova menos, tende a ter mais dificuldades para competir no mercado.”

      Nós fazemos menos patentes anualmente do que a Argentina ou o México. É estranho o Brasil ter aumentado em 133% o numero de papers acadêmicos na última década e não ultrapassarmos os 0,2% de patentes no mundo.

  13. Acho que generalizar que todo americano ou europeu e arrogante, e tao errado quando achar que no brasil so tem macaco, carnaval e florestas. Sim, os americanos nao sao os bonzinhos da historia, mas tb nao querem o mau do brasil. Isso e puro argumento socialista.
    Moro no exterior, e conheco a visao do brasil aqui fora. Toda vez que volto ao brasil levo um susto. A violencia so aumenta, e a falta de educacao, sim educacao. Ta o Brasil e um pais grande, e bla bla bla. Mas pq e muito mais facil achar um Brasileiro fazendo merda no exterior que um Frances ou Alemao?
    Problema do brasil e so de educacao, da cultura brasileira. Que so valoriza a lei do menor esforco. Pq brasileiro tem jeitinho? Isso nao e muito valorizado no exterior, gambiarra. Vai ver que foi p isso que o brasil nao tem um programa espacial decente, que ate India tem. Vai perguntar p as pessoas o que eles acham do programa espacial? Nah, vao querer saber do futebol da novela. Eh alienacao geral.

    • Óbvio que nem todo estrangeiro é babaca. Estou falando apenas dos mais otários.
      O Brasil tem um problema crônico que envolve corrupção, má gestão de recursos públicos e alienação popular. A combinação destes três fatores produzem o catastrófico resultado de caos social que nos separa do sonho de ver o Brasil melhorar.

  14. Cara a nossa imagem nunca vai mudar para o mundo, por que é o que vende, senão como vamos ter dinehrio gringo aqui nessas épocas do ano?

    Como odeio tudo isso…
    *carnaval, esteriotipação, gringos metidos a besta…*

    Enfim…
    Adorei teu pai ter ownado a repórter, foi lindo, brilhante! *-*
    O projeto Maglev Cobra colocou as grandes empresas no chão! ^^

  15. é meu caro, bem que vc disse! Olha aí essa notícia:

    http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/06/23/ult1859u1137.jhtm

    foi mal deixar aqui no comentário desse post.
    abraço

  16. Aqui em Campinas o VLT também foi um tremendo fracasso e um baita gasto de dinheiro público por nada. Pior: durante anos os vagões abandonados foram usados por viciados em crack e outras drogas, aumentando os crimes na região. Uma comédia, né?

  17. Phelipe, aqui em Brasília, o governador Arruda, democrata (já viu, né) quer implantar o VLT como uma das obras essenciais para a Copa de 2014. Será que não vale a pena mostrar esse projeto pra ele?

  18. Nem preciso dizer que o projeto é foda demais!
    Parabéns.
    Philipe, gostaria de saber qual é a sua parcela de participação no projeto do Maglev?
    Vc é envolvido na parte de design ou coisa assim???

  19. Nem preciso dizer que o projeto é foda demais!
    Parabéns.
    Philipe, gostaria de saber qual é a sua parcela de participação no projeto do Maglev?
    Vc é envolvido na parte de design ou coisa assim???

    Putz, aquela tirada final na mulher da Veja foi Espetacular

    Abraço0

    • Sou totalmente envolvido. Desde o início. Eu faço parte da equipe de design. O Lasup efetuou uma parceria com o INT que por sua vez contatou a minha empresa para realizar o design do veículo e elementos correlatos (site, material impresso, divulgação, etc) dentro das instalações do instituto, sob supervisão deles e das pessoas do LASUP. Óbvio que não faço sozinho. Há uma equipe enorme trabalhando no projeto de design, que é multidisciplinar separado em partes como – Engenharia, Refrigeração, Design de interior, Ergonomia e design externo, gerência administrativa e Programação Visual. Fora a galera que vai construir à vera mesmo. Fica pronto no fim de 2010.

  20. Esse preconceito com brasileiro é incrivel mesmo, outro dia quando estava esperando para assistir um episodio de heroes onlines e entrei em um chat do canal um porto riquenho começou a conversar comigo em pvt e tals. No meio da conversa ele me perguntou quanto custava a gasolina aqui e eu falei mais ou menos o preço em dollar na epoca, mas tambem falei que agente usava mais alcool do que gasolina as vezes e ele ficou impressionado perguntando como o Brasil tinha uma tecnologia dessas. Fiquei tão irritado que falei tudo que o Brasil inventou que ele usa no cotidiano desde o avião até o relogio de pulso (ambos invenções do Santos Dumont) ele impressionado me perguntou onde nós inventavamos esse tipo de coisa no meio da selva!!!!! Fiquei tão irritado que desisti de assistir o heroes. (Desculpem-me pelos erros de pontuação, acentuação e português que posso ter cometido. Mas sou um aluno de cursinho pré vestibular que usa muito o msn)

    • Eu costumo jogar MMORPG, e muitos dos gringos quem eu converso acham incrível quando eu digo que sou do Brasil.
      Infelizmente nós somos vistos como selvagens ainda, mas se no lugar de só mostrar futebol e bunda pelada, mostrassem a verdadeira cultura brasileira não seria assim.
      Por isso não adianta ficar P da vida porque isso vai acontecer muito. Até hoje somente um egípcio não me falou de selva pois ele já visitou o Brasil, de resto já viu.

  21. Aí Kling! Tudo beleza?
    Cara, não possui muita ligação com o tópico, mas é uma dúvida que surgiu enquanto eu o lia:
    Como é o funcionamento do Maglev em subidas íngremes? Existe alguma limitação quanto ao ângulo de inclinação suportado? Pois sem atrito a gravidade fica livre para trabalhar.

    Só isso.

    Abraço

      • Sobre a inclinação da rampa, pelo que vi nas demonstrações em menor escala, nao parecia ser necessário seguir o modelo padrao de “trilho” sob o modulo. Talvez a resposta esteja ai.

        Sobre sermos a república do futebol e samba. Mto mais do samba do que do futebol. Isso já vem de educação sexista e sexualização infantil. Hoje o status vem da bunda q a menina tem e não é nada raro ver CRIANÇAS sendo fotografadas pelos pais em poses carnavalescas. Isso é um absurdo. Funk e samba NÃO é pra criança e isso é fato.

        Sobre produtos nacionais x produtos importados, bom, tudo hoje vem da china, nao duvide, mas não duvide tb de que muito industrial segue políticas de qualidade pobres, mta empresa que alarda ter ISO isso e aquilo certificou outros departamentos que não o de produção.

        Nao da pra generalizar nem pro bem, nem pro mal.

        • O sistema depende não de um trilho, mas de uma via magnética. Temos que colocar os ímãs de neodímio um atrás do outro, para formar a via. Isso faz parecer um trilho, e de certa forma é, né?

  22. Não tinha como você tentar entrar em contato com o governo de Fortaleza e tentar vender? Estão tentando fazer um metrô a moda antiga, e como você esse magleve sai mais barato que os clássicos, acho que iria consegui convencer, principalmente também por causa da copa que vai ter em 2014, e precisamos de infraestrutura e modernidade.

    • Ainda estamos trabalhando no veículo. É muito cedo para tentar vender ele. Provavelmente ele estará em ponto de venda lá pra dezembro do ano que vem, quando vai ser um estardalhaço o lançamento. Até lá ele já estará homologado para transportar gente, já teremos todo o knowhow desenvolvido, teremos errado e consertado muitos erros. Aí sim, iremos vender o equipamento por aí. Até lá, é precipitado falar em venda, mas já sabemos que estamos no radar de uma série de municípios. E até de outros países, como Dubai.

  23. Pessoal, acaba de acontecer uma coisa maravilhosa para o projeto. Senacional mesmo. Ainda não posso falar o que é, porque não está fechado, mas se der certo, PQp!

  24. Philipe,

    Formo-me este ano em direito, aqui na UFPR. Sempre fui apaixonado por fisica, quimica e matematica. E uma pena eu nao ter seguido esta area. Lembro-me que fiquei em 2o lugar da olimpiada de fisica de Sao Paulo.

    Enfim, parabens pelo projeto. Desejo toda a sorte do mundo para o teu grupo de desenvolvimento. Espero realmente que consiga dar um ‘shut up’ para todos estes gringos e que consiga, em tempo habil, colocar o maglev nas ruas.

    So tenho uma duvida: “15%” corresponde a que grau de elevacao em linguagem leiga? Digo, entre zero e noventa, 15% equivale a 13,5 graus ?

    VR.

    • Não, é tipo assim. O maglev anda 1,5 metros e nesse percurso ele sobe 1%. Daí, no próximo 1,5m ele sobe mais 1% e estará no total a 2% e assim vai até chegar a 15% de inclinação. Então é uma subida gradual. É diferente do carro que encara uma rampa de 15% de cara. Na verdade, o maglev subiria isso também, mas há uma limitação na questão do design, porque ele levita sobre os criostatos (as caixas seladas a vácuo onde estão os supercondtores e o nitrogênio), que são caixas e numa rampa inclinada, ele acabaria batendo. Para evitar isso ele teria que levitar a uma altura mais alta. Mas para isso, precisaria de mais criostatos, aumentando o preço. Como a maior parte dos demais veículos ferroviários sobem rampas de só 2%, os 15% do maglev estão de bom tamanho.

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