Mistérios e lendas urbanas da minha infância

Todo mundo que eu conheço cresceu ouvindo certas lendas urbanas. Quando a gente era pequeno, ouvia esses casos e depois na hora de dormir era um cagaço só.
Eu morei em Juiz de Fora, em Três Rios e em Niterói.
Em JF, eu era muito pequeno para me impressionar com histórias de fantasmas e lendas urbanas, mas de Três Rios pra frente, sempre ouvia umas histórias assustadoras que “o povo conta”.
As histórias de medo em Três Rios nunca me causaram medo realmente. Basicamente, a única figura que realmente me aterrorizava, era o “Mijado” (tente não rir).

O Mijado

Basicamente o Mijado era o “homem do saco”, mas não sei porque estranha razão, minha vó deu uma nova roupagem ao homem do saco, chamando-o de Mijado, ao mesmo tempo em que manteve toda a conversa que ele pegava as crianças para fazer sabão.
O lance do Mijado era tão bem construído para colocar medo na gente que havia até um infeliz dum mendigo que passava TODO DIA na porta da casa da minha vó e INCORPORAVA o Mijado. Ele se divertia com o medo pandêmico que produzia nas crianças da Rua. E o pior, ele era mijado MESMO! O cara fedia a urina mais que banheiro de bar.
Uma vez vi minha vó dar comida ao Mijado e as coisas se tornaram muito confusas pra mim. Como ela poderia se aliar a tamanho crápula, com aparência de zumbi? Ao invés de perceber aquilo como caridade, comecei a temer que talvez ela estivesse confabulando com o Mijado, armando um plano para se livrar de todos os netos “no atacado”. Aquilo me perturbou por um bom tempo, até poque quando estávamos aporrinhando muito, ela gritava que “ia chamar o Mijado pra nos pegar”.

Havia também algumas histórias escabrosas do meu avô, como a vez que ele deu carona a dois fantasmas, e quando fugiu de um lobisomem, viu um caixão flutuando em cima de uma porteira, ouviu os fantasmas dos escravos no quartel… (algumas dessas eu ja escrevi aqui)

Depois que fui para Niterói, descobri o paraíso das lendas urbanas. Não sei porquê, o povo daqui adorava essas coisas, e sempre tinha um que jurava ja ter dado de cara com a Joana Dark no espelho do banheiro do colégio. Fora isso, Niterói tem casos muito bizarros, sendo um que colocou a cidade no mapa mundi dos misterios.

O caso das máscaras de chumbo.

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Basicamente, o caso das máscaras de chumbo foi um CASO REAL envolvendo dois tecnicos em eletrônica que não moravam em Niterói, mas vieram pra cá no dia 20 de agosto de 1966. Eles traziam dinheiro consigo e compraram capas de chuva amarelas. Esses dois sujeitos foram encontrados mortos em circunstâncias incrivelmente esquisitas no alto do Morro do Vintém, ainda vestindo as capas, mas usando estranhas máscaras de chumbo grossas. O lugar parecia contaminado com radiação, e na noite em que eles supostamente morreram, testemunhas avistaram um Ovni pairando no alto do morro. Um estranho bilhete que marcava horas e dizia que em certo momento eles deveriam “ingerir cápsulas” tornava tudo ainda mais estranho. Ninguém, NUNCA descobriu o que eles foram fazer lá, nem a razão das máscaras. Durante anos a vegetação não cresceu no lugar.

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Não tinha sinal de violência nem luta. Eles tinham uma garrafa de água, um papel aluminio com o qual improvisaram um copo, um papel com equações de eletrônica. Um par de óculos com uma aliança numa das hastes e um marco de cimento. Eles estavam deitados no que parecia ser uma “cama” feita com folhas de palmeira, onde estavam mortos deitados de costas. Não havia sinal nehum de envenenamento e ninguém sabia com certeza o que seria a tal “capsula” que eles ingeriram.

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Em detalhes está aqui.
http://www.infa.com.br/mascaras_de_chumbo.html

O assassino da mão de gancho

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Na década de 50, as moças saíam para namorar nos carros (como ocorre até hoje lá do lado do Clube Naval, na praia de Charitas, no lugar famoso como o Motel das estrelas). Estava então um casal namorando num estacionamento e a moça escutou um barulho como um arranhão na porta. Ela ficou com medo e falou com o namorado, mas ele não queria ir pra embora. Ela insistiu tanto, que ele acabou levando-a para casa. Quando chegaram lá, encontraram um gancho ensanguentado, pendurado na maçaneta da porta do carona.

O busto mal assombrado

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Outra famosa é o Busto de Dom pedro na pracinha em frente à Cantareira. Dizem que pra onde ele olha dá um problema bizarro qualquer. Ele já esteve virado pra esquerda, pra direita e só parou de dar problema quando apontaram o busto lá para a Cantareira.

O Fantasma do theatro municipal

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Tem tb o fantasma la do Theatro municipal. E são dois, na verdade. Um é um menino que ja apareceu para algumas pessoas. Outra é uma loura que surge na madrugada e mata de medo os vigias.

Assombrações da Ponta D´areia

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Há tb uma lenda que diz que a Ponta D´areia é mal assombrada. Dizem que naquela área, os transeuntes de vez em quando escutam pessoas gemendo, gritando e pedindo socorro, mas não há ninguém. Ocorre que ali havia um sanatório, asilo ou convento (não lembro bem) que teria sido fundado por Dom Pedro. Depois, foi demolido ou pegou fogo, mas ainda os berros podem ser ouvidos.

A lenda dos índios

Outros seres misteriosos envolvem a lenda dos índios apaixonados. Conta a lenda que a Índia Jurema estava prometida a um índio de sua tribo. Mas como em toda boa lenda, ela apaixonou-se por um homem de uma nação estranha. O romance gerou uma luta, em que os dois morreram. Então o deus Tupã colocou os amantes dentro da Pedra de Itapuca para viverem juntos para sempre.
Cabô. É só isso. Não sei se tem mais algum aspecto assustador nessa lenda.

A velha da janela

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Outra fantasma famosa é a velha da janela. Ela é a primeira moradora de São Francisco. Ao que parece, essa dona teria sido uma francesa que morava em uma casa bem grande, no alto da colina. Após sua morte, a residência foi derrubada. Surgiram então relatos de gente que via a mulher aparecendo debruçada em outras janelas! Cruzes!

A noiva do Fonseca

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Os moradores do Fonseca contam que, em noites de lua cheia, pode-se ver o fantasma de uma noiva. É uma visão macabra e tenebrosa de uma mulher que morreu no dia de seu casamento. Ela ainda está vestida de noiva e fica vagando em busca do marido. (Essa lenda urbana lembra até uma pegadinha do Sílvio que eu ja vi)

Curiosamente, há uma outra versão desse fantasma que o porteiro do meu prédio me contou certa vez. Esse fantasma é uma mulher de branco que surge numa curva antes de dar um acidente. Ela supostamente ja teria aparecido para uma penca de infelizes que batem seus carros nos postes em Pendotiba e Badu. (a mulher de branco na curva é uma lenda urbana que esta espalhada no Brasil todo, tendo inúmeros casos com ela, principalmente na Dutra)

O monstro marinho de Itacoatiara

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Nos meus tempos de escola, a galera contava de um monstro marinho que havia no fundo da praia de itacoatiara. Era tipo um polvo preto do tamanho dum carro. Lembro que um cara lá da minha sala na sétima série era surfista e disse para a galera que chegou a ver os tentáculos pretos saindo da água e tentando agarrar um amigo dele. Ele gritou e o cara conseguiu escapar. Na época, geral se cagou de medo e eu parei de ir naquela praia, hahaha. Hoje eu sei que era caô, mas é um caô bem legal, até pq morre nego lá com certa regularidade em situações estranhas de afogamento até hoje. Esse mês mesmo, morreram dois lá.

O homem sangrento

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Outra lenda que marcou muito a minha infância quando eu morava ao lado do clube de Regatas e o IPC na praia de Icaraí. É a lenda do “Homem Sangrento”. Trata-se de uma aparição de um homem horrível, sangrando dos pés à cabeça, que surgiu no play do edifício Varandas de Icaraí no inicio dos anos 90. Minha ex-namorada viu ao vivo e à cores o homem sangrento. E ele foi incorporado à memória assustadora da infância de algumas gerações do prédio e adjacências. A origem do caso é real. Trata-se de um bandido que teria levado tiros da polícia, e fugiu pelo morro que tem ali atrás do clube, buscando abrigo no meu prédio. Ele se escondeu na escada e minha namorada na época, viu a trilha de sangue e seguiu. Ela teve uma crise nervosa e o mito se espalhou. (a propósito, o homem sangrento conseguiu fugir)

O bode preto

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Antigamente, (os velhos de Niterói devem lembrar) contavam que havia um bode preto de chifres grandes que seguia e corria atras dos infelizes lá na Ponta D´Areia, mas sempre de noite.

Mendigos canibais

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Outra lenda urbana que se espalhou muito na época que eu tava na escola, na sexta série, é que havia mendigos canibais morando naquela carcaça de hotel abandonado perto do Parque da Cidade:

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Mortos da Ponte Rio-Niterói

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Não exatamente em Niterói, essa lenda está na divisa, sendo uma lenda urbana mista, tanto do Rio quanto de Niterói. Ela diz que há pessoas mortas nas estruturas da Ponte.
Durante a construção da ponte Costa e Silva, houve muitos acidentes, alguns graves, provocando até a morte de operários. Às vezes por algum descuido um homem caia do alto da ponte, outro caia da embarcação…. Cerca de 5 funcionários morreram atropelados na Av. Brasil quando faziam sinalização da obra. E outras centenas de cortes, fraturas e luxações somaram-se a estes números…
Durante a fundação submarina da ponte, vários mergulhadores teriam se afogado. SEGUNDO A LENDA existem nas colunas da ponte, centenas e centenas de homens “nordestinos’ que por inexperiência teriam ficado presos e ali morreram no concreto”.
Dizem que quando se caminha na parte interna da ponte, (área restrita a manutenção), é possível ouvir os gritos de socorro dos fantasmas daqueles pobres trabalhadores..
Um adendo a esta lenda ouvi de um tio meu que trabalhava com projetos. Segundo ele, havia um grande rochedo no fundo da Baía, onde era preciso cortar para fazer os pilares. Só que a tecnologia daquele tempo era bem precária. As empreiteiras usavam um expediente canalha, de contratar com salários altos vários nordestinos. Esses caras desciam ate o fundo da Baía, dentro de grandes tambores de aço emborcados, (os sinos) e usavam britadeiras comuns para partir a rocha. Eventualmente havia um vazamento ou outro no sino (uma das versões que já ouvi diz que a empresa malandramente usava um sino armado para vazar quando estava prestes a chegar a data do pagamento) e ele enchia de água e o peão morria lá em baixo. Assim a empresa avançada as obras sem precisar pagar os salários.

Lendas urbanas são um barato. E na sua cidade? Tem?

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31 comentários em “Mistérios e lendas urbanas da minha infância”

  1. ahahaha, aki em recife há algumas lendas urbanas mas como nunca me interessei mto, as unicas q eu escutava e ainda assim continuava sem interesses era a do papa figo, ou homem do saco, a da perna cabeluda e a do teatro santa isabel q tb é bem conhecida.. é so pesquisar no google q se acha

    • É… moro em Recife também, e tem a Emparedada da Rua Nova… que diz que uma moça engravidou (a versão que ouvi) de um rapaz na época em que as pessoas moravam em sobrados no centro do Recife. O pai dela era muito rígido e como castigo a emparedou no porão da casa. Dizem que quem se atreve a passar na Rua Nova à noite ainda ouve os gritos dela…

  2. Lendas sobre trabalhadores sendo concretados nos paredões da usina de Itaipu e presos políticos da época da ditadura sendo jogados vivos nos fornos da Siderúrgica Nacional também tem aos montes.

  3. Moro em Brasília e aqui já ouvi falar de algumas lendas urbanas, acredito que muitas até sejam “importadas” de outros estados, mas têm uma que me chamou a atenção, (admito que morria de medo desta lenda) que foi a da Maria Fumaça; não aquele trem a vapor super lento da antiguidade mas sim uma entidade em forma de fumaça que sai dos vasos sanitários e mata as pessoas que estão ali no banheiro, atochando os corpos pra dentro do vaso de onde ela veio pra comer depois (não me perguntem a lógica disso).
    Pelo que eu me lembro, assim como na lenda da Loira do Banheira, é preciso fazer uma série de trecos malucos para invocar o espírito de dentro do vaso, coisas como chutar o vaso, dizer o nome dela, bater na porta do banheiro e até mijar dentro do vaso (todos esses repetidos 3 vezes).
    Dizem que a Maria Fumaça era uma professora que foi morta e esquartejada por um aluno psicopata que jogou seus restos no vaso sanitário e deu descarga. Dizem que hoje ela assombra os banheiros de todas as escolas.
    Interessados que quiserem tentar e tiverem coragem rsrs.

    Abraços!

  4. Aqui em Blumenau/SC tem duas lendas urbanas bem conhecidas. Uma diz respeito ao teatro da cidade, do qual o topo da fachada se parece com um quepe nazista. E interessante é que bem lá em cima tem uma portinha e uma varandinha. Dizem que se Hitler tivesse ganhado a 2ª Guerra, seria em Blumenau que ele instalaria o início da expansão nazista no Brasil, e que naquela varanda ele iria dar seu primeiro discurso no Brasil.

    E outra mais interessante ainda diz respeito a túneis que supostamente existem na região central da cidade. Aí as hipóteses são várias. Uns dizem que esse complexo de túneis serviria para abrigar Hitler, que tinha planos de vir se esconder pra cá. Outros dizem que nesses túneis os padres e freiras dos colégios franciscanos tinham encontros amorosos. Tem algumas outras teorias também, nenhuma comprovada. Já fizeram até “expedições” procurando os tais túneis, existem algumas fotografias inconclusivas e até agora ninguém conseguiu encontrar um desses túneis. 😛

  5. Ótima matéria! Me lembrei quando era criança aqui no Méier, tinha a lenda da “goida” uma velha gorda que aterrorizava as crianças que arrumavam algum tipo de confusão na rua. Teve uma vez em que estávamos jogando futebol na rua e um menino (o dono da bola em que estávamos jogando) pegou sua bola e queria ir para sua casa acabando com a partida! Pegamos o garoto como se fosse um ritual macabro e o levamos para essa tal de Goida!
    O menigo chorava de tanto de medo que tivemos que largar ele antes de chegar a casa da goida pois ele tava todo mijado !!!!

  6. Lembro da mulher de branco, na época da novela Tieta, 1989. Diziam que ela aparecia em banheiros de escolas, com algodão nos olhos e na boca e uma faca encravada na sua barriga (era outra versão da big loira). No colégio onde eu estudava, no horário do recreio, juntava a mulecada na frente do banheiro masculino pra ver quem tinha coragem de tentar invocar a tal da mulher de branco. Teve muleque que até fez xixi nas calças, na sala de aula, por medo de ir ao banheiro e encontrar a dita cuja lá!! KKKKKK

    Era uma época em que nos reuníamos na calçada de casa pra contar histórias bem sinistras, íamos pra cama no maior cagaço, com medo de coisas que, hoje, sabemos que não existem e a violência urbana era muito menor. Infelizmente, hoje, nossos medos são bem maiores, de coisas reais, que acontecem o tempo inteiro, como assaltos, sequestros, assassinatos, tiroteios, balas perdidas, jovens usando drogas, e nem ousamos mais ficar na porta de casa, conversando. Saudades daquela época…!!!

  7. Essas lenda urbans tem em toda parte e todo mundo já teve contacto com inúmera delas de e de muitos tipos diferentes.
    Mas tem aquelas mais atualizadas que aparecem de um tempo mais recente por algum acontecimento mais recente também. Por exemplo: na minha cidade construiram uma ponte que ligava um bairro populoso e que se fazia necessário porque as pessoas tinham que cruzar uma rodovia movimentada. E essa ponte em algum momento se tornou um recurso eficiente para aquelas pessoas desesperadas e que queriam cometer suicídio. E teve alguns casos famosos de suicídas que se atiraram dessa ponte e se espatifaram no asfalto que passava lá embaixo. Bem, um belo dia aconteceu um grave acidente logo após ou durante a passagem de um carro sobre a ponte (esse carro trafegava pela rodovia) . o intrigante nessa história é que o motoriata justificou o acidente dizendo que tentou desviar de uma pessa que caia (ou se atirava da ponte) naquele momejto, vestido de vermelho. Não foi encontrado, é claro nenhum corpo, além dos destroços dos carro que se envolveram no acidente. Mas curiosamente uma mulher vestindo vermelho havia se atirado lá da ponte algunas dias antes. E outros casos semelhantres envolvendo a tal ponte.

  8. Loira do banheiro e homem do saco sempre! A medusa (bom, a versão brasileira ne) era prima da loira do banheiro e da bloody mary, pq era ‘só’ dizer medusa 3 vezes no espelho que ela aparecia! Não posso atestar que não, pois em 23 anos de vida não tive coragem de fazer sozinha, e segundo a lenda vc tem que estar sozinho hahahahaha.. Maria Feijão tb era uma! Uma mulher esfomeada que pegava os dedinhos das crianças que dormiam com o pé pra fora da cama pra botar no feijão. Eu e meus amigos passávamos boa parte das férias numa casa muito antiga, todos juntos e com MUITO tempo livre, dá pra imaginar quantas lendas não passaram por ali hahahaaha

  9. Cara, eu moro em Belém/PA, e aqui tem várias histórias bizarras…

    Perto da sede da Arquidiocese de Belém, no chamado “Largo da Sé”, os velhos dizem que tem um ser humanóide, todo peludo, que vive nos esgotos e ataca transeuntes à noite. Fora as velhas histórias da Matinta Perera, Lobisomem, homens e mulheres que viram porcos…

    • Cara, esse bicho peludo que ataca as pessoas tem caso PRA CARALHO dele em tudo que é lugar. Lembro vagamente de um caso do bicho peludo, enorme, que pulou e tentou agarrar um carteiro, saltando sobre ele de cima de um barranco. O cara lutou com o bicho que descreveu como um tipo de macaco enorme. O carteiro era bom de porrada, porque após socar, chutar e rolar com o bicho no chão, a coisa largou ele e saiu correndo para a mata. O carteiro ficou todo ferido. Uma busca foi feita mas não localizaram o animal. Esse bicho peludo é descrito há tempos, e inclusive, o volume de registros é tão grande que ele entrou na escala de morfologias extraterrestres. Ninguém sabe com certeza se isso é mesmo um Et, mas tem uma categoria que é de bicho peludo lá.

  10. A história da Ponte Rio-Niterói (nome oficial Ponte Costa e Silva) é clássica e verdadeira.
    Minha mãe teve um colega de formação, psicólogo, que ele trabalhou pra Mendes Junior construtora atendendo alguns operários e engenheiros.
    Oficialmente foram 5 mortes por causa dos famosos pilares de concreto. Mas esse colega disse que morreram em media 40 funcionários nos 05 anos da obra onde trabalhavam 10 mil operários, Só em um acidente morreram 10 funcionários incluído 3 engenheiros. E muitos corpos foram enterrados nos pilares (seria inviável resgatar os corpos, tendo de reconstruir os mesmos).
    Existem também assombrações de pessoas que morreram em acidentes na ponte. Já pude conversar com uma funcionária que fica monitorando as cameras, no mês de agosto ela é categorica ao afirmar que sempre aparece um vulto numa área do vão central, já trocaram cameras, mexeram na fiação, não adianta, o vulto sempre aparece

  11. E os casos mal explicados dos fenômenos ocorridos na ilha de marajó desde 2010?

    Alguns amigos que estão locados em bases aéreas próximas disse que a situação é real e que até Super Tucano já decolou pra perseguir objetos.

  12. Foi uma péssima ideia ler isso de noite o.O Procure o livro “O Recife Assombrado”. Uma vez eu morei num sítio aqui em Maceió e inventei de perguntar ao marido da empregada se ele conhecia lendas da região… ele disse que muita gente já foi perseguida por lobisomem e até por um… CENTAURO!!! Ele não sabia o nome certo, mas disse que um “homem cavalo da cintura pra baixo perseguiu Fulano, que se escondeu na copa de uma árvore até amanhecer e o bicho sumir”… o.O

  13. Só pra acrescentar, Philipe…

    O caso do Gran Circo Norte-Americano. Bom, pra quem não lembra, na década de 60 atearam fogo em um circo em Niterói. O Gran Circo Norte-Americano. Conheço várias versões sobre como o fogo começou, algumas sugerem acidente com malabaristas, outras sugerem vingança, outras sugerem traquinagens, enfim.
    A questão é que foi um dos casos de incêndio com mais vítimas no mundo. Mais de 500 mortos e mais de 600 feridos gravemente.
    A lenda começa com a construção da Policlínica Militar de Niterói. Ela foi construida no local onde o circo outrora existiu. Durante as construções houveram relatos de várias coisas bizarras.
    Bom, minha mãe trabalhou lá durante longos anos. Sempre no turno da manhã/tarde. Cansou de ouvir as histórias dos soldados que tinham passado a noite de plantão. A policlínica não funcionava a noite, portanto, ficavam aqueles longos corredores vazios, onde muitos soldados afirmavam ter visto e ouvido pessoas correndo e gritando. Além de muitas lamúrias partindo de dentro dos consultórios vazios.
    Se as histórias eram verdadeiras ou se era pura sacanagem não tem como ninguém provar, mas quando eu era criança, e ia pra lá, adorava ouvir essas histórias contadas pelo pessoal!

    Aliás, antes de construir a policlínica, aquela área foi morada do Profeta Gentileza. Que viveu alí, acho que por uns quatro anos depois do incêndio. Pelo menos é o que o pessoal daqui conta.

  14. Apesar de morar no Rio há 30 anos, nasci em Belém e lá ouvi diversas lendas urbanas. Minha mãe contava a história da Rasga-mortalha – um pássaro que emite um trinado bem alto semelhante a uma roupa [mortalha] sendo rasgada. Dizem que quando ela trina [rasga a mortalha] bem acima de alguma casa ou moradia, alguém irá morrer. E de fato, quando criança, toda a família dela ouviu a Rasga-mortalha dar seu gorjeio mortal bem em cima da casa da vizinha. Não é que de manhã cedinho, ao acordarem com o burburinho na vizinhança, a véia tinha batido as botas? True story!

  15. Meu pai trabalha há muitos anos em usinas hidroelétricas, e conta que a lenda de concretar pessoas nas barragens é muito comum em todas as usinas.
    Ele pessoalmente acha bem provável que sim e sempre toma aquela distância segura pra evitar virar parte da barragem.

  16. queria saber é a origem daquela carcaça de hotel la do parque da cidade, que aparece ai como a ''morada dos mendigos''
    esse para mim é o maior misterio

  17. Aqui em Recife tem um monte. Na UFPE, especificamente no CAC (Centro de Artes e Comunicação), tem a Galega Chupona, um fantasma de um cara loiro que fica no banheiro masculino do segundo andar do prédio (chamado de banheiro dos encontros), esperando um desavisado que queira “alguma coisa”… só que sempre acontece besteira, pq a Galega Chupona é um fantasma… 😕

    Enfim. Aqui tem tanta lenda urbana que tem um site especializado, o Recife Assombrado (www.orecifeassombrado.com.wp)

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