Meteu bordoada no bacuri irritante

Nossa, meu. Olha só esta notícia:
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Um homem de sessenta e um anos de idade da Geórgia chamado Roger Stephens perdeu a linha com uma criança chorando enquanto fazia compras no Walmart. Stephens não é um sujeito do tipo que sofre calado (basta olhar para a cara feia!) Roger assumiu a responsabilidade de seus atos e conseqüências- literalmente:

A criança estava chorando de modo insistente. (manha de supermercado)  Fato que, aparentemente, perturbou muito o homem e os pais da criança.

“Se você não calar esse bebê, eu vou calar a boca dele  para você”, Alertou Stephens, de acordo com um relatório de Gwinnett County Police Department. Momentos depois, Stephens realmente perdeu a linha e cumpriu a palavra,  batendo no rosto da criança cerca de quatro ou cinco vezes. Após o fato inusitado que espantou todos no mercado, a “criança começou a chorar e gritar” após os golpes, Stephens disse aos pais boquiabertos, “Veja, eu disse que eu ia fazer isso”.

Fonte via Neatorama

Eu sei que o cara é maluco, um anormal e alguns poderiam dizer: “Um monstro”, mas sabem de uma coisa? Volta e meia eu tenho ânsia de fazer isso.

Meu filho quando entra no modo pirraça é foda. Eu fico ali desejando que ele tenha um desmaio, mas nunca funciona. Meu sonho era ter o apertão do Spock nessas horas e desligar o chorãozinho irritante.

Outro dia eu tava numa fila do banco. Uma fila grande bragarai, eu com fome, puto, cansado e surge uma dona arrastando uma criança fazendo manha. Sabe aquela manha chata que não é nem um choro de verdade? Pior que a maldita mãe via que a porra da criança queria irritar a ela – e irritava todo o banco – mas fingia que nada estava acontecendo. E a criança gritavam, esperneava, tentava cuspir na mãe, gritava a plenos pulmões. Todo mundo olhando pra mãe do bacuri pra ver se ela tomaria uma atitude e ela com cara de paisagem, no melhor estilo “não está acontecendo nada, tra-lá-lá-lá-lá…”

É nessas horas que a gente sente falta de um doido assim pra dar uma animada na vida.

Falando nisso, eu não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma sensação clara que existe uma salinha no inferno com a placa na porta: “Exclusivo para vendedores de algodão doce”.

O vendedor de algodão doce é o tipo de pessoa mais filho da puta que se pode imaginar.

corrda-trabdor07 (12)
-Chora! Chora que o papai compra! – Ele sussurrava.

Fantasiado de palhaço, chapolim ou mesmo usando apenas uma camisa do flamengo, ele vai atrás da criança onde ela estiver. Basta divisar no meio da multidão (em praça, festa, quermesse, zoológico, circo, parquinho, porta de shopping, porta de teatro infantil, varanda de restaurante, porta de escola)  alguma criança com olho comprido para algodão doce, que ele imediatamente começa a se mover sorrateiramente e colocar aquela porra de árvore de algodão doce na reta do bacuri.Quando não desce o nível, abaixando o algodão ao alcance das mãos do pequeno, no colo dos pais.

-Pede que o papai compra pra você, hehehehe.

Já cansei de testemunhar, em silêncio, impotente, a cena acima. A criança vê o algodão e pede para o pai. O pai não quer/não pode comprar e tenta distrair o filho.
Eu me coloco logo no lugar dopai, sem grana, com contas atrasadas para pagar, tendo que sair para distrair o filho, e surge o maldito vendedor de algodão doce. É um jogo de gato e rato onde o pai tenta manobrar a atenção do filho de modo o mais hábil possível, enquanto o diabo velho vestido de palhaço se contorce entre os transeuntes para exibir aquele monte de algodões cor de rosa na frente do menino. Há lógico, existem variações, como os vendedores de infláveis e de brinquedinhos baratos. Basta a criança olhar para o produto e pronto.

Aí o filho da mãe do vendedor dá a volta no que quer que seja, até mesmo no curral da girafa para ficar bem NA CARA da criança.

E este é o estopim para o pai perder a estribeira com o infante, gritar que não vai comprar e se iniciar o lento monólogo de “eu querooooooooooo, huááááááá, huáááááá, huááááá (imitando a Chiqinha)”

Meu, isso só pode gerar karma.

Falando em criança e manhas, aqui está um video legal que o meu amigão Brunno lá do Virou Zona me mandou outro dia.

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19 comentários em “Meteu bordoada no bacuri irritante”

  1. Bem feito para os pais que não tomam nenhuma atitude
    Existe louco pra tudo e era de se esperar que alguem num mau dia faria algo a respeito
    Axo q não foi nem taum bom e nem taum ruim para os pais
    veja só, na proxima vez em que a criança pensar em fazer manha
    ela vai pensar umas 5x pelo menos 😛

  2. Eu, como mãe, sei o quanto manha de criança alheia irrita os outros. Mas cara… às vezes o bacuri está tão enfezado (sono, carência, cansaço, fome, sei lá o que) que JURO que a gente não consegue fazer nada para evitar.
    E na maioria das vezes não dá para largar a criança em casa, afinal a vida continua, né… todo mundo tem supermercado pra fazer, conta pra pagar, etc. Não é mole não, rs…
    Mas AI se alguém encostasse a mão na minha filhotinha!!! :X

  3. Quanto eu tinha uns 2 pra 3 anos fiz um escândalo na padaria. Minha mãe diz que me levou no banheiro lá mesmo, me deu aquela boa e velha Surra [com S maiúscula, que é pra dar ênfase] e falou uma frase que deve ter ficado no meu subconsciente: – Vai fazer manha de novo?
    Foi a última vez que eu fiz drama na minha vida hahahaha.
    E viva a minha mãe e suas técnicas educacionais.

    • Menos mal. Pelo menos era sua mãe. E por mais que a palmada tenha doído, acredito que seja menos que um estranho vir lá da casa do aralho bater em você. Pensou no que sua mãe fez? ANTES de te dar a surra, te levou pra dentro do banheiro, onde ninguem veria e aplicou o castigo. Até na hora da raiva ela pensou no seu bem estar…

  4. Realmente já passei por situações (leia-se “a época em que eu ia pra casa no busão escolar”) onde a criança chegava e falava “Deixa eu jogar Sonic no teu celular?”, isso durante meu querico Rock Metálico Japones Escalafobético que eu escutava, bem, depois desse periodo foi onde começer a odiar Sonic. Pro resto da vida!

    E o pior era que se o celular estivesse descarregado ou eu não deixasse, começava o caralho da manhã! Mas eu nunca perdi a linha, o melhor de eu ter enfrentado isso foi eu ter ganhado jeito com crianças.

  5. Ah sim, sobre “a época em que eu ia pra casa no busão escolar”, ela já foi embora faz tempo, hoje eu ando de “Montanha Russa”! (Leia-se busão, ônibus de linha, bús ou o que mais você quiser chamar.)

  6. Por mais manha que uma criança tenha, SEMPRE É POSSÍVEL EDUCAR SEM BATER. Que me atirem uma pedra digital aqueles que nunca fizeram isso quando criança.

    Agora, um estranho bater no meu filho ou na minha filha simplesmente porque não está com paciência ou problemas pessoais, aí é outra coisa.”Olha vou bater no teu filho, viu?” Só o fato do cara ameaçar meu filho ou qualquer um da minha familia, já era motivo suficiente pra cinco minutinhos de alegria batendo com a cabeça desse vagabundo no chão. Se ele batesse no meu filho, aí nem se fala. Do jeito que tem coisa util pra agredir alguem no supermercado, era um prato cheio…

    Acho que faltou testículos no pai da criança. E instinto materno na mãe.

    Se tudo fosse resolvido na porrada, porque os leitores danadinhos (que disseram ser bemfeito para os pais e a criança agredida…) não vão para as ruas fazer passeatas protestando contra o arquivamento das denuncias arquivadas contra certos políticos?

    Resolver na porrada é bom, né? Vamo lá dar uma peia na turminha do CHOQUE…

  7. Só um adendo ao post. Gente, o velho é maluco. E maluco, como se sabe é uma verdadeira caixa de improbabilidades. No Brasil e em qualquer outro lugar ele talvez fosse linchado.

    Também sou contra bater em criança. Já pensei diferente, mas hoje penso que qualquer violência contra a criança não é bom. O problema é que pais são seres humanos e não raro perdem a capacidade de julgamento e cometem erros, usando de violência contra as crianças. Seja o tapinha para não botar a mão na tomada, seja a surra de deixar todo marcado de cinta.

    Vejo muitas pessoas alegarem que no tempo da pedagogia do chinelo e da psicologia da surra, as crianças eram mais educadas do que agora. Concordo em termos. De fato, vivemos numa época de profunda crise de educação. Mas a pergunta que quero deixar no ar é: Antes as crianças eram mais educadas ou apenas viviam com medo?

  8. Se fosse com um filho meu, o véio tava procurando a dentadura até hoje. Hehehe.

    Agora, quanto ao algodão doce, não sei se ninguém reparou pra pensar em como o vendedor enche o saquinho com ar.

    Vocês acham que é com bombinha de encher pneu?

    Não.

    É COM A B-O-C-A!!!

    Ele assopra lá dentro, jogando bilhões de bactérias, hálito de cigarro, de cachaça, de vagina de puta, de esperma (vai saber?), de qualquer outra porcaria…!!

    Deurmilivreguarde de comprar algodão doce de saquinho!!

    🙁

  9. Philipe, maluco é voce que faz esse post facista. É o mesmo que dizer que a culpa dos assaltos não é do ladrão, é da vítima que deixou a carteira a mostra.

    Que feio…

    Juntando a fome com a vontade de comer, nesses 2 anos que acompanho quase diariamente o MG, posso dizer com plena consciência que a maestria dos textos não corresponde a 1/3 do que já foi. Ou eu fiquei mais exigente, ou eu era mais imbecil, ou o MG esta definhando. Refute (ou não)

    • Eu acho que você ficou mais exigente, ou espera de mim algo que não posso oferecer. O post não é fascista. Na verdade eu digo que sinto vontade de fazer o que o velho maluco fez, mas isso não quer dizer que eu faça, pelo simples motivo que sou um cara normal. Se você perder dois minutos lendo os meus comentários perceberá a minha opinião sobre o assunto.
      Sobre a questão da maestria dos textos, eu tenho uma boa suposição: Antes eu tinha mais tempo e podia me dedicar mais aos mesmos, logo eles saíam -talvez – melhores que um ou outro post atual. è normal haver altos e baixos na medida em que tento manter este blog sozinho, com uma média de três posts diários. Mas é tudo uma questão de pontos de vista. Se for me basear por exemplo, pelos elogios que recebo, posso chegar a conclusão de que o blog melhorou ao longo do tempo, pois hoje recebo mais feedback positivo que antes.
      Mensurar a qualidade de um blog não é muito simples, pois existem diversas variáveis a se levar em conta. A primeira delas é o numero de visitas únicas. Como isso é uma métrica que vem crescendo progressivamete ao longo dos anos, eu penso que é um resultado positivo. Outra é o feedback individual, que oscila bastante em função de N fatores, como por exemplo o assunto abordado – ex: posts de religião geram quebra-pau e tendem a trazer esta métrica para baixo – já outros posts são sempre efetivos em trazer prazer ao leitor, como os posts de bonecos. Então, eu tento temperar o blog.
      Se há uma queda de qualidade ou nçao, eu não sei dizer, mas a julgar pelas métricas de avaliação que tenho à minha disposição eu diria que o blog parece estar indo super bem.

      • Ainda assim, fica aquela sugestao, de vc ter alguem pra te ajudar.

        A patroa podia dar uma forcinha, pelo menos postando pra ti, Lipe?

        Pensa ai, cara, tem de haver uma segunda pessoa atras de vc, pelo menos (ow trocadilho ruim…), pra te dar uma força nas postagens… Sei que vc eh um cara ocupado pra caramba… mas que podiam ajudar vc, podiam…

      • Pois é, acho que eu me precipitei ao escrever de forma tão espontanea a crítica anterior. Mas de qualquer forma, é muito bom ver posts mega interessantes quanto esse último dos ets do méxico, ou de narrativas divertidas como aquela em que os Marshals apontaram armas para vc no aeroporto americano.
        Outro ponto inportante, vc é um comunicador, logo tem poder de persuasão. Seje prudente com suas palavras, e geralmente você é.

        Seu blog ta indo bem em audiência, assim como a Record e o pânico na TV. Mas tente ajustar melhor um pouco o tradeoff entre qualidade e popularidade.

        PS. Quando eu posto comentário, é para vc, não faço muita questão que publique.

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