Maglev Cobra é destaque no G1

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Vista lateral do trem Maglev Cobra em teste na UFRJ

Lembra daqueles filmes de ficção científica onde os trens deslizam silenciosamente, sem tocar os trilhos? Pois é, essa tecnologia saiu da telinha e tá rolando de verdade aqui no Brasil, mais especificamente na UFRJ. O Maglev Cobra voltou a ser destaque, dessa vez com direito a vídeo no G1, e a gente não podia deixar passar batido. Saca só que maneiro esse projeto!

O vídeo da reportagem mostra o protótipo em ação, e é difícil não ficar de queixo caído. O trem parece que tá flutuando – porque, bem, é exatamente isso que ele faz. Mas como? A mágica (ou melhor, a ciência) por trás disso se chama levitação magnética, ou “maglev” para os íntimos.

Como funciona essa mágica da levitação?

Em vez de rodas e trilhos tradicionais, que geram atrito, barulho e desgaste, o Maglev Cobra usa ímãs. Muitos ímãs. A ideia básica é usar a força de repulsão entre ímãs de mesma polaridade para fazer o veículo levitar alguns centímetros acima do guia. Sem contato físico, a resistência é mínima. O resultado? Um transporte que pode ser absurdamente mais rápido, silencioso e eficiente energeticamente do que os trens convencionais.

O curioso é que a ideia não é nova não. Os primeiros conceitos e patentes de trens maglev surgiram lá no início do século XX, por volta dos anos 1910. Mas foi só nas décadas de 60 e 70 que os protótipos começaram a sair do papel de verdade, com Japão e Alemanha liderando a corrida. Hoje, países como China, Japão e Coreia do Sul já operam linhas comerciais de maglev de alta velocidade. O trem maglev de Xangai, por exemplo, chega a impressionantes 430 km/h! É coisa de outro mundo, literalmente.

E o nosso Cobra? Ele tem uma pegada diferente. Enquanto os maglevs de alta velocidade são como jatos sobre trilhos, o foco aqui é o transporte urbano. A ideia é criar um veículo mais leve, modular (que pode ser acoplado como vagões de uma cobra, daí o nome) e com um custo de implantação mais baixo, ideal para desafogar o trânsito das grandes cidades. Imagina cruzar o Rio de Janeiro sem o stress do engarrafamento, num trem silencioso e suave? Seria um sonho, né.

O desafio de inovar no Brasil

Aqui é onde a história fica ainda mais interessante – e onde minha opinião entra. Desenvolver uma tecnologia de ponta dessas no Brasil é um feito e tanto. A gente sabe que a ciência e a inovação por aqui muitas vezes precisam nadar contra a maré, com orçamentos enxutos e uma certa descrença crônica. Ver um projeto como o Maglev Cobra, nascido e desenvolvido dentro de uma universidade pública, ganhar visibilidade é um baita alívio e motivo de orgulho.

Claro, da bancada do laboratório até se tornar uma linha operacional no seu bairro, o caminho é longo e cheio de obstáculos. A questão do financiamento para escalar o projeto é enorme. Mas o simples fato de estarmos testando, aprimorando e mostrando que somos capazes já muda o jogo. É uma prova de que a engenhosidade brasileira existe, e é potente. As vezes a gente esquece disso.

Falando em mostrar, você pode conferir a reportagem completa do G1 aqui. E pra quem quer se aprofundar mais nos detalhes técnicos e na trajetória do projeto, o site oficial do Maglev Cobra é parada obrigatória.

No fim das contas, o Maglev Cobra é mais do que um trem. É um símbolo. Um lembrete de que o futuro do transporte pode ser mais limpo, silencioso e inteligente, e que o Brasil tem, yes, um assento nessa jornada. Mesmo que a viagem seja um pouco mais devagar do que a gente gostaria. Mas seguimos na trilha – ou melhor, flutuando acima dela.

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11 Comentários

  1. Woody St.

    Caramba véi, muito lindo esse Maglev Cobra, eu nao tinha visto ainda xD

  2. Agarabidulscopoldo

    Eu só acho que há um pequeno defeito na construção do maglev cobra. Sabendo que o Brasil é o que é, acho que a sintese da maquina exubera pontos fracos, entre quais a armação exterior. Solicito que voltem a pensar em um maglev mais robusto em questões de blindagem, porque o maglev como qualquer outro veiculo que bonito seja pela sua concepção, atrai atenção dos mais malogrados, inevitavelmente fazendo com que lhe sejam atiradas pedras e consequente atos de vandalização por parte das simplórias almas tupiniquins mais desfavorecidas.

    A solução seria um Maglev Caveirão, ou seja, eficiente pelo que é, e robusto na couraça que abriga tamanho engenho audaz.

    Obrigado

    1. Philipe

      Hahaha. Pode crer. Mas a tecnologia permite a construção de um maglev blindado, cara. Todo em kevlar e fibra de carbono. Os vidros são do material que se faz vidros a prova de balas. Se o cliente quiser a gente faz um maglev à prova de tiro de fuzil. Lógico que ele sai mais caro. Mas que é possível, é.

  3. Débora

    Olá! Sempre leio e nunca comentei.. (E sempre vejo essa mesma frase por aí escrito…) kkkkkkkk
    enfim, jah li (poucas) coisas sobre o malev e sinceramente naum sei de onde surgiu a idéia. Moro em Lisboa e aki tem uma “cápsulazinha” idêntica a essa por aki.. faz ainda pequenos trajetos, é automático e ainda não polui (quase) nada, fora ser bem baratinho e rápido. Aki tem o nome de SATU. http://m180.photobucket.com/image/satu%20oeiras/alentejolover/satu_oeiras1.jpg.html?src=www

    o bom dele é que não dá akeles arrancos típicos de onibus, são bem silenciosos, não tem goteiras… enfim.. eh mesmo prático..
    :B

    1. Philipe

      OI Debora. O Maglev parece uma capsulazinha porque a verba de pesquisa não deu para pagar mais de quatro vagões, hehe. Mas a idéia é fazer um trem, todo modular. O trem aumenta de tamanho de acordo com o aumento da demanda, colocando-se mais módulos. Ou diminui, retirando modulos. E ele levita.

  4. Jeny Jeny

    é um maravislhoso projeto :D
    creio que veremos Maglev Cobra além de nossos horizontes :3

    1. Philipe

      Eu espero que sim, se os percalços da vida (politicagem, vaidade institucional e a “lei de Gerson”) não atrapalharem, vai dar certo.

  5. Giovanna

    Mas Phillipe, me diga uma coisa, quando os passageiros entram ele consegue manter o equilibrio caso um baita gordinho sente de um lado e no outro uma magricela?
    Sei que ficou ridícula a pergunta, mas é deu pra entender o mérito da questão não é?rs.

    1. Philipe

      Consegue sim. Eu enetendi bem o que você quis dizer. O modulo fica coladaço ao campo. Nem se fosse o chuck norris sairia do lugar… Bem, quer dizer. Talvez só com o Chuck saia, hehehe.

  6. José

    Eu fiquei realmente impressionado com esse veículo, de longe é o que realmente precisamos. Em que estágio está a construção dele na UFRJ? A ultima vez que lí sobre ele eles iriam começar a construir um protótipo na cidade universitária…
    Em quanto diminuiriam os custos adotando uma estrutura já existente da ferrovia?

    1. Philipe

      José, nós estamos construindo o veículo. Como é o primeiro, está dando muito (MUUUUITO) trabalho mesmo, pois temos que projetar tudo e não apenas construir. Estamos usando a mais avançada tecnologia de infusão de fibra de vidro e fibra de carbono na fabricação dos módulos. As borrachas que interligam os conjuntos são especialmente formuladas, desenvolvidas e fabricadas para o projeto. Os criostatos são importados da Alemanha e levam meses para serem feitos com tecnologia de precisão. Enfim, é um mundo de inovações que estão agregadas neste projeto, como a construção do motor linear, por exemplo.
      Em paralelo, muitas aplicações potenciais para a tecnologia surgiram. A nossa previsão de inauguração para a primeira linha é de março de 2010.
      A questão da redução de custos é variável, pois depende fundamentalmente do trecho, da demanda, do tipo de carga e outros fatores. Mas para se ter uma idéia da escala de custos, podemos dizer que ele custa UM TERÇO do valor do metrô por Km instalado.

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