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Maglev operando em Shangai
Eu estou com um PDF do meu pai aqui já tem um tempo. Mas um cara que soube do projeto do Maglev pelo Orkut me pediu mais dados e eu achei que já tava na hora de disponibilizar essas informações para qualquer um que queira saber -ou divulgar- sobre isso.
Muita gente que lê o Mundo Gump a mais tempo, sabe que eu sou filho de um pesquisador do ramo dos transportes ferroviários, que faz parte da equipe de desenvolvimento do trem de levitação por supercondutores do LASUP -Coppe- UFRJ. Atualmente meu pai está na Alemanha, em Dresden, apresentando as inovações do Maglev Cobra no Leibniz-Institut für Festkörper und Werkstoffforschunge, costurando uma parceria tecnológica Brasil-Alemanha para a criação do primeiro modelo em escala real do sistema de levitação brasileiro, já que a NOSSA tecnologia é considerada por especialistas a mais avançada NO MUNDO neste campo.
Este PDF apresenta uma proposta concreta de viabilização de uma ligação ferroviária entre as cidades Rio de Janeiro e São Paulo por levitação, de modo que o Brasil poderia encontrar uma potencial solução viária para um enorme fluxo de pessoas entre as duas maiores capitais do país, e não só isso. Será possível estudar comparativamente a tecnologia proposta por grupos privados estrangeiros do TAV (trem de alta velocidade sobre trilhos) e imediatamente apadrinhada por políticos com diferentes interesses neste aspecto com o inovador sistema maglev, que ficou em 5o lugar no prêmio de inovação tecnológica do Santander, disputando com milhares de inovações em todos os ramos imagináveis.
Este PDF deve ser tornado público para ajudar as pessoas a refletirem sobre os rumos que queremos para a tecnologia do nosso país. Se você é ou conhece algum jornalista, mande o Pdf para ele, que eu tenho certeza que ele vai saber o que fazer quando der uma boa olhada no que está escrito neste relatório.
19 Comentaram sobre “Maglev Cobra - Como ligar o Rio a São Paulo de um jeito mais barato”
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December 29th, 2007 at 2:47 am
Sem comentários, seu pai é genial!
Vamos divulgar amplamente.
Além de todas as vantagens propostas tem o lance do preço que sairia praticamente a metade se consideramos a construção de um projeto similar com as atuais tecnolgias empregadas.
Parabéns
December 29th, 2007 at 3:39 am
Aposto que vai ser mais caro que andar de avião =X
December 29th, 2007 at 8:44 am
Bruno, isso é relativo. O preço poderia ser igual, mas considerando que o avião é mais rápido você poderia pensar então que de fato o avião é mais barato. Porém o avião é mais poluente, e no avião você não pode trabalhar. Como mais de 50% dos passageiros da ponte aérea estão a trabalho, o maglev permite que seja criado verdadeiros escritórios com computadores, fax, copiadoras, cafezinho, sala de reunião, etc.
Sem falar que ele não vibra, não balança, etc.
Quanto custa para uma empresa um alto executivo limitado, praticamente ilhado por 50 minutos de avião (considerando que não tenha caos aéreo e depois mais sabe-se lá quantas horas de engarrafamentos na saída do aeroporto?
No fim das contas, o que parece caro pode ser bem mais barato.
Com o lance de não ser poluente, é possível negociar subsídios de créditos de carbono, que poderiam reduzir o preço por pessoa. Aí, o maglev poderia ficar bem mais barato que a passagem de avião.
December 29th, 2007 at 9:14 pm
Cara, na boa - poderia ser Rio - SP no início, mas isso merecia ir de norte a sul, ia revolucionar o transporte no Brasil (e infelizmente ou felizmente acabar com o transporte aereo)
December 30th, 2007 at 3:46 pm
Eu acho que um dos grandes problemas do Brasil, o que nos impede de um maior desenvolvimento, é a restrição de transporte, o que faz que tenhamos uma região industrial extremamente saturada, sudeste (e parte da sul e nordeste)e o resto do país, com grande potencial de mão-de-obra e matéria prima totalmente abandonado.
Com o desenvolvimento de uma rede de transporte nacional que possa integrar todas as regiões do país, o Brasil cresceria de forma mais homogêneo. A grande herança inglesa na Índia, China (Hong Kong), Austrália e outros países de colonização angla é a malha ferroviária que permite transporte de pessoas e bens.
Imagine um país tão imenso como o nosso, que precisa de milhões de caminhões para transportar todos os bens e igualmente um sem fim de ônibus, extremamente poluentes, perigosos (a tempo: nosso trânsito é o que mais mata no mundo) e com rodovias terríveis (é claro, que governo consegue bancar um fluxo tão grande de veículos?!?).
Enquanto não houver uma preocupação séria com transporte, esse país não crescerá, pois não temos tecnologia nem para transportar pessoas ou bens, numa possível invasão estrangeira (Chaves e Morales são lobos na pele de cordeiros).
O discurso do alto custo é uma estupidez (ou resquício do xenofobismo idiota nacionalista)! Tenho certeza que muitos grupos estrangeiros privados teriam o maior interesse em investir por meio de uma Parceria Público Privada que garanta isenção de tributos por um período determinado (o próprio serviço pagaria o investimento).
O sucateamento da nossa rede ferroviária e fluvial foi uma imposição imperialista dos anos 40/60, quando as grandes montadoras de automóveis se instalaram no Brasil, bem como os grupos petroleiros.
Já estamos em desvantagem frente a outros emergentes (nesse ponto até agradeço, pois o custo da China e Índia crescerem a índices superiores a 10% é que tais Estados não são Democráticos e nem de Direito e o trabalho escravo é a regra). No entanto, nossos favoráveis recursos naturais devem ser somados a um sistema de logística que possa ser competitivo, coisa que está longe de ser.
O autor desse projeto PDF é um visionário que me orgulha em ser brasileiro. São pessoas assim que deveriam estar na mídia e serem reverenciadas como exemplos, não artistas ou desportistas que não contribuem substancialmente para que o mundo seja um lugar melhor.
Embora meu discurso pareça marxista, sou capitalista e acredito nesse sistema. Só acho que o Brasil precisa de pensadores, críticos, pessoas que façam a diferença. O pai deste rapaz fez, quem dera eu pudesse fazer também.
January 2nd, 2008 at 7:22 pm
Realmente São Paulo e Rio está precisando de uma ponte-aérea, a cobra voadora ou uma centopéia papa-léguas.
O projeto deve ter algo acima do nível da terra, de forma que não prejudique as rodovias, anéis-viários ou o tráfego aéreo, senão vira merda!
Um trem desse seria tuuuuuudo!
January 2nd, 2008 at 7:49 pm
Tudo e muito bonito, mas nao devemos nos esquecer que esse país e o Brasil. Se nem os trens convencionais que nao prestam e o governo nao tem interesse algum em sequer manter a malha que existe, vai gastar absurdo pra ter trem que levita? Fala sério! Se bem que aqui tudo e possível…gastança, superfaturamento, propina,arrogância e por ai vai, Nós devíamos devolver o Brasil para os índios e pedir desculpa!
January 2nd, 2008 at 11:08 pm
Na música “Milho aos Pombos” Interpretada por Zé Geraldo, há um trecho que diz:…
Eu já nem sei o que mata mais
Se o trânsito, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar
vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra
+
January 3rd, 2008 at 7:50 am
Vai faltar coragem para fazer, sob o pretesto de falta de verbasde ser muito caro, obra faraonica etc. Ha muito tempo nossos goverantes nao tem tido coragem de fazer uma obra de porte, se dependessemos deles, hoje estariamos no escuro, com ainda menos infraestrutura que temos, nao haveria itaipu, estradas, pontes, redes de transmissao nada.
January 3rd, 2008 at 4:04 pm
Sabe o que é o mais triste disso tudo? A supercondutividade é o futuro da tecnologia. Ela é usada em sensores, em hds em tomografos e o caramba a 4. Os próximos anos serão anos da revolução dos materiais. A nanotecnologia começa a mostrar que revolucionará tudo que conhecemos. Esta tecnologia que o maglev cobra propõe afetará de forma dramática tudo que envolva supercondutividade por magnetismo.
O Brasil contém uma das maiores jazidas das terras raras necessárias para fabricar os ímãs que propiciam isso.
Mas como não há ainda um parque de consumo para tais componentes, nós extraímos este minério tão precioso é JOGAMOS FORA por considerarmos ele como “impureza” da extração mineral.
Com este mole nosso, a China está “fazendo a festa”, vendendo os ímãs de terras raras que NÓS devíamos estar vendendo. Enquanto isso, a gente enterra dinheiro.
January 5th, 2008 at 3:23 am
Celios, pedir desculpa aos ìndios e devoler o Brsil foi óóóóótimo!
Mas que Índios?
Ir pra onde, deserto do Saara?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
May 17th, 2008 at 11:59 pm
[...] quem não entendeu nada sobre o que tem o meu pai a ver com o príncipe deste lugar incrível, recomendo uma lida no post do maglev cobra, que explica a invenção patenteada do meu pai e sua aplicação na questão dos sistemas de [...]
June 11th, 2008 at 10:19 pm
Philipe, há uma lei que vai ser dura de quebrar, que diz “tudo se regula por baixo”. Tal lei se refere ao fato do que é ruim tende a se instalar com facilidade, enquanto as melhores soluções necessitam de pessoas incansáveis que as defenda. Vivemos (não é de hoje) no Brasil uma inversão de valores, onde o um projeto melhor, mais barato, mais eficiente é olhado com desconfiança. É que, acostumados com o noticiário das propinas e das obras onerosas, tendemos a desacreditar em soluções reais que possam nos tirar do atoleiro do atraso tecnológico. Graças a Deus existem pessoas que se recusam a permanecer na zona de conforto que é o deixa como está. São imprescindíveis em uma sociedade. Seu pai está entre elas. Parabéns.
June 13th, 2008 at 7:08 pm
Para melhor compreensão do que representa esta tecnologia (de levitação magnética) no mundo, vejam a notícia que saiu hoje mesmo sobre a construção de uma linha maglev que ligaria a Disney e Las Vegas. Acorda Brasil.
June 13th, 2008 at 7:09 pm
Desculpe, esqueci de citar o site (rimou). Lá vai: http://www.dailytech.com/US+Maglev+System+One+Step+Closer/article12020 .htm
September 16th, 2008 at 12:41 am
Philipe, acho que vc não apresentou seu pai… Seu nome é Eduardo, engenheiro elétrico formado pela UFRJ, com doutorado na alemanha, homem com muita desenvoltura no falar, de raciocínio rápido e muita, mas muita persistência e vontade de somar para o bem estar da sociedade. Sou estudante de física e quando ouvi seu pai falar em um seminário na física do tal projeto não perdi tempo.. começo a estudar com ele terça-feira(16/09). Essa tecnologia brasileira, assim como muitas outras pouco famosas, é a mais avançada no ramo maglev, só pra enteder: a tecnologia alemã e japonesa trabalha com temperaturas -240C , enquanto a brasileira trabalha em torno de -160C que é uma diferença considerável e uma economia de N liquido(substancia que baixa temperatura do supercondutor e que o faz ter “poderes mágico”.) O meu medo é que seu pai se revolte com a ignorância do povo e das autoridades, e vá implantar seu projeto em algum país que esteja com pelo menos um olho aberto.
September 16th, 2008 at 11:23 am
OI Jefferson. Meu pai é engenheiro civil, pós graduado em economia, tem mais de 30 anos de experiência em ferrovia e é mestre e doutor em engenharia de transportes. Está com o Phd sendo finalizado na Alemanha. Ele é pesquisador convidado do Lasup na UFRJ.
Ele é persistente pra caramba e não vai desistir enquanto não implantar pelo menos um modelo 1:1 no Brasil.
October 17th, 2008 at 5:47 pm
Besteira.
Esse MagLev Cobra pretende ser um trem de baixa-média velocidade e não um trem de alta velocidade.
Um MagLev de alta velocidade sairia caríssimo, a ponto de ser proibitivo até mesmo para países como Alemanha e Japão.
November 15th, 2008 at 2:28 pm
Cara, seu pai é muito show, eu to cursando engenharia elétrica e to loco pra poder chegar no eletromagnetismo, seu pai está de parabens a UFRJ também, cara seu pai invento um negocio melhor do que os do orientais, ele é o kra!!!