Homossexuais e a burrice

Num pequeno espaço de tempo do mesmo mês ocorrem duas grandes paradas em São Paulo. A “Marcha para Jesus” e a “Parada do Orgulho Gay”. Ambos eventos polarizam opiniões e movimentam muita gente pelas ruas, trazendo bônus e ônus.

Ontem teve parada do orgulho gay. Paradas gays são divertidas. Paradas gays movem milhões de reais, lotam hoteis, alimentam e geram empregos. Paradas gays causam uma balbúrdia feladaputa e deixam um monstruoso rastro de sujeira. Paradas gays conclamam héteros, transgêneros, assexuados e toda miríade de subgrupos que possam ser arregimentados sob a sigla LGBT.
Sob músicas como “Its Raining Man” e hits da Gloria Gaynor, como “I will Survive”, a galera se esbalda num carnaval fora de época, meio trio elétrico baiano, com beijaços de todos os tipos, meio blocos cariocas com suas fantasias, mães pela Igualdade (formada por mães orgulhosas de seus filhos gays), muita cerveja, pegação, danças e bagunça. No discurso, a festa importada de São Francisco, justifica-se como uma ocupação do espaço afim de reivindicação de direitos, demonstração de que a “minoria” não é tão nanica assim. Os gays, com o perdão da expressão, querem botar o pau na mesa. Assim o fazem, com a festa, sempre muito colorida e cheia de personagens marcantes, como as drag queens, os barbie fortões, as meninas que se auto-intitulam “do velcro” e etc. E claro, não faltam os estúpidos:

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Como toda arregimentação popular, é óbvio que ali estão os inteligentes, os cultos, os ignorantes, os que só querem aparecer a qualquer custo e os estúpidos. Acho que estamos maduros o suficiente para reconhecermos que sim, a burrice não tem NADA A VER com a condição sexual da pessoa. Existem burros em todos os lugares, (menos em Brasilia, como meu pai costuma dizer, pois lá só tem “espertos”).

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Não poderia ser diferente que entre os gays querendo aparecer estivessem os provocadores. Os gays, principalmente suas representações políticas, tem passado aperto com os conflitos deflagrados pelas bancadas evangélicas e outras bancadas associadas, como a CNBB e outros agrupamentos políticos alinhados ao conservadorismo.
Esse acirramento de posições vem usando as midias sociais como um terreno conflagrado, em que sobram porrada para todos os lados, e basta qualquer um emitir qualquer opinião que seja para acabar acusado de homofóbico, racista, sexista, ou de carola, bicha enrustida ou hipócrita.

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No fundo, é sempre mais do mesmo. As redes sociais criaram clusters de identificação que produzem força. Os movimentos pequenos vão atraindo adeptos e crescendo. O problema é que nunca crescem de um lado só. Se crescem de um lado os simpatizantes das causas das ditas minorias, do outro lado também crescem os incomodados. A discussão filosófica sobre o espaço social, os direitos, o respeito e etc é sempre interessante e é bom que seja fomentado. Mas a merda dá é com aqueles que não satisfeitos com um debate no alto nível, partem para agressões. O foda é quando essa agressão parte de uma meia duzia de cinco e resultam em prejuízo para todo o grupo.

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Os homossexuais deveriam parar um minuto sua espetacular auto-celebração para refletir acerca do que “convém e o que não convém” a eles mesmos.

Recolha sua indignação que vou passar com minha liberdade de expressão

Sempre que surgem certas situações aparecem também aqueles que eclodem à reboque da ideia de “liberdade de expressão”. Isso é inegável. Tanto há liberdade de expressão que ninguém matou essa ativista (que eu saiba). Não questiono aqui o direito a liberdade de expressão. Questiono somente que se use da liberdade de expressão para expressar a própria babaquice. E isso vale tanto para os gays quanto os héteros.

Quando um religioso como o Malafaia ou similares (que estão por aí às baciadas, tentando capitalizar em cima da expansão dos direitos dos gays uma bandeira para chegar ao poder para beber na cornucópia do dinheiro público que nunca seca) surge dizendo que o homossexual é uma aberração, e etc e tal, ele também exerce seu direito à imbecilidade e à liberdade de expressão.

Hoje o que mais tem aí é fiscal do cu alheio e faltam-me adjetivos para qualificar o quão tacanha é toda essa discussão. Gays sempre existiram, querer exigir que eles desapareçam porque a ideia de que eles existam te incomoda, deveria ser resolvida não na igreja, mas num consultório, numa terapia, porque se você pensa assim, você tem problemas, meu chapa.

Penso que a sensatez se tornou item escasso nas prateleiras cerebrais nos últimos anos. O que seu livro sagrado, ídolo, Deus ou seja lá que crendice, fé ou folclore você professe, deveria manter-se restrito a SUA vida. A do outro é do OUTRO, não é a sua. Assim, acho que Moisés perdeu uma ótima oportunidade de meter um décimo primeiro mandamento nas Tábuas la lei:

“11- Metei-vos com a vossa vida”.

Por outro lado, sempre tem aquele que gosta de provocar. Vestir-se de Jesus, Alá ou seja lá quem for para tentar incomodar seus desafetos é não apenas um exemplo de insensatez, como também demonstra uma infantilidade na causa que chega a dar nevoso. Será que o movimento que se organiza para uma festa dessas não consegue autocontrole o suficiente para saber onde está o limite do ridículo? Exigir respeito fazendo isso será o caminho?

Há quem pense que sim. Setores mais inflamados dessa guerra por espaços, (talvez, no fundo, gente sendo manipulada por interesses políticos) querem partir para a porrada. Qual será o próximo capítulo da novela? Gays sendo espancados até a morte, ou igrejas pegando fogo? Ambos talvez.

Só ontem vi o tão polemico comercial do Boticário. Senti uma tristeza profunda com aquela porra de comercial.
Minha tristeza se justifica pelo fato de que “tanto fusuê por esta merdinha?”

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Merdinha para fusuê

Eu não consigo entender. Serião. Estou na classe A, homem, branco, heterossexual, não trabalho pro governo. Eu sou tudo o que muitas minorias odeiam como obrigação existencial. Eu não vejo ABSOLUTAMENTE MERDA NENHUMA de chocante numa moça dar um perfume para a namorada, e um cara para o namorado dele.
Quando eu ainda não tinha visto o comercial, me impressionei com o tamanho do auê na internet. Aquilo me deixou intrigado. Será que o publicitário foi longe demais? Acionaram até o CONAR… Pensei, “porra devem ter mostrado alguma coisa bem cabulosa, como a centopeia humana” (dica: não procure) na Tv, ou talvez pior, contrataram as meninas do site MFX (absolutamente não procure sob hipótese alguma a menos que você tenha todas as estrelinhas Gump no seu prontuário) para fazer o comercial do Boticário. Se bem que se fosse, o Boticário já estaria fazendo perfume com cheiro de cocô.
Fiquei intrigado com o grau de caretice do Brasil. Nem sempre foi assim. Será que estamos nos talibãnizando?

Se somos excessivamente caretas (Talvez melhor, Hipócritas) de um lado, você chega numa festa de casamento que depois das duas da manhã vai ver meia duzia de tiozão com caipirinha à pampa na cabeça, requebrando até o chão e se bobear, dando beijinho no ombro. Porra, véio! Quando toca gloria Gaynor então, fodeu.

Estamos vivendo uma esquizofrenia muito louca.

Hoje, com esse galinheiro institucionalizado com Jean Willys de um lado e Pastor Marco Feciliano do outro, só tem um lado que ganha: è a imprensa.
A mídia não gosta quando dizemos isso, mas eles são abutres, cara. Eles gostam que dê alguma merda, pois se tudo estiver bom, eles vão colocar o que na capa do jornal para vender? O povo, desde o tempo dos romanos quer ver sangue, porrada, morte! Era isso que enchia o coliseu, e é o que ainda enche as estimativas do Ibope.

Quando uma mocinha tira a roupa e se fantasia de Jesus no maior evento Gay do Brasil, ela não está somente fazendo um ataquezinho chinfrim à fé alheia, ela está dando munição para o conflito. Está jogando aquela garrafinha de álcool marota na fogueira. A imprensa vai lamber os beiços, porque é isso que ela quer, afinal.

Pessoalmente, reservo-me ao direito de ser a favor dos direitos e deveres dos gays, mas principalmente quero poder dizer que um GLS é imbecil quando ele de fato for. E isso é a mais pura imbecilidade. É como pegar e dizer, ah, você me odeia? Então toma isso aqui pra odiar mais. Ainda não entendi a vantagem dessa merda.

Fica claro que o movimento gay é em grande parte caótico e no mínimo desorganizado. Permitir esse tipo de coisa, é erguer o telhado de vidro. Um telhado que a ampla maioria é óbvio que não gostaria de ter.
No vácuo da liberdade de expressão sobra espaço para a burrice. Lembro que a primeira coisa que eu pensei quando os terroristas mentecaptos passaram fogo nos cartunistas do tablóide Charlie Hebdo, é que: “Quem procura acha”, e “passarinho que come pedra tem que saber o cu que tem”. Os cartunistas se revestiram no poder de criticar e esculhambar a fé dos outros e se foderam. Mudou o que para o Islã? Nada, mas certamente, para a família deles mudou muito. Valeu à pena? Quem disser que sim deve ter um certo déficit cognitivo.

De volta aos conflitos dos homossexuais na Tv, vejo com estarrecimento certas coisas. A mais palpável é a reação quase desesperada dos que se sentem agredidos por certas cenas, como a das idosas se beijando na novela. Outra coisa que me causa espanto é ninguém ser contra isso no universo homossexual, (pelo menos não que eu tenha visto) comprando a “linda” cena como uma declaração de apoio da Globo à causa gay.

Não, velho. Não é. Nunca foi.

Isso é o USO da questão Gay como alavanca de audiência, pura e simples. Eles não dão ponto sem nó. Eles sabem que isso gera fusuê, e tal qual o marketeiro lá do comercial também sabia. O gay certamente está sendo usado, mas grande parte faz uma vista grossa, pois sabem que estão sendo usados, mas isso tudo trabalha em prol de uma dessensibilização social que é útil à causa gay. Aí vale.

Talvez seja mesmo. Mas nada me tira da cabeça que é coisa planejada, de caso pensado, para pegar carona no auê dos trouxas na internet. Não me lembro de ter visto na vida nenhuma cena de novela com idosos hétero se beijando – o que acho um erro, pois eles certamente se beijam. Assim, não sou nem nunca fui contra beijo gay em novela, mas sou contra o uso que a TV faz disso. Hoje, ao que parece, toda novela da Globo tem que ter Gay. Será que é cota?

Novamente, não sou ter gay em tudo que é novela, mas acho que serei se isso for cota. Se for, o gay está ali como um objeto e não como um efetivo personagem necessário para a trama. Eu, como autor, imagino que merda deve ser trabalhar num projeto onde alguém te obriga a botar um personagem assim/assado porque agora virou regra da emissora, porque “pega bem”. Deve ser um cu. Talvez resulte em personagens caricatos e rasos.

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Até o bichinha da piada do Costinha era melhor interpretado

 

Gays na novela não me causa NADA. Lhufas, porra nenhuma. Não entendo quem fica puto com isso.

Acho que vão acabar fazendo uma novela com o elenco todo de gays (tenho quase certeza que isso um dia ainda vai acontecer). Só me preocupo com um fator: Ela vai ser boa como foi Roque Santeiro e Pantanal? Se for, está valendo.

Me incomoda muito mais as gritarias, socos, tiros, porradas em novelas cada vez mais cedo. Me incomoda pra caralho é tentar mudar de canal e a cada canal que eu passo tem um pastor diferente pedindo dinheiro, e o R.R. Soares, cunhadão do Edir Macedo,  está onipresente em três canais ao mesmo tempo! Me incomoda ligar o radio e ao vagar pelo dial, constatar que das 12 rádios que até mês passado estavam tocando musica ou passando uma entrevista ou reportagem, agora nove estão gritando aleluia e pedindo dízimo. Eu fico bem mais impressionado com o que rola em Malhação do que com as colegas de trabalho se beijando. Como disse Zé Simão “O famoso beijo das Coregas”.

De volta a parada do orgulho gay, fico pensando sobre essa coisa de querer direitos, de protestos pela opressão e tal. Sou sempre a favor de protestos contra a opressão e principalmente de protestos pelos direitos.

Há quem diga que a Parada gay é só uma desculpa para carnaval fora de época e muita putaria. De fato, acho difícil de negar que rola uma certa lascívia naquele evento. Quem argumenta isso para ser contra esquece ou não sabe como são certos bailes de carnaval por aí. Alguns colocariam o imperador Calígula ruborizado.

A parada do orgulho gay, que eu saiba, nunca foi um evento “familiar”. Ela surgiu no gueto, dos travestis, michês e drag queens que vem sendo oprimidos desde sempre. Há de se reconhecer que a parada surge como um alívio da pressão social, como a válvula de uma panela de pressão – como o carnaval também é em grande parte. A parada gay reveste-se de festa mas é um grito de liberdade sexual e de direitos civis, que tenta romper com um moralismo idealizado que cerceia liberdades em todas as esferas sociais.

Eu realmente não sei se a ampla maioria ali tem clareza da dimensão política do ato em que se encontram. Ao meu ver os homossexuais estão lutando por respeito, respeito este que é garantido constitucionalmente em teoria, mas na prática não é o que acontece.

Não sei se muitos LGBTs ali entendem que existem outras pessoas que também precisam ser respeitadas. Em uma sociedade plural, e até mesmo dentro do próprio micro universo homossexual existe uma enorme pluralidade, como gays religiosos, gays reprimidos, e até mesmo os gays enrustidos – que não raro são vítimas de bulling de outros gays, mas que também deveriam merecer respeito, afinal não conhecemos os motivos deles ainda estarem no armário.

O fato é que embora seja marcada por excessos, a parada gay é um local democrático e político, talvez até anárquico e com grande visibilidade e isso é uma força que opera para o bem e para o mal dos homossexuais. Há muitos gays que acreditam que só vão se impor socialmente metendo o pé na porta e chegando com tudo, com direito até a boquete na avenida.

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Este “Bola-gato” na parada gay no Acre gerou polêmica

Os homossexuais sofrem tanta pressão social que nesses eventos rola uma sensação coletiva de vácuo do controle social. Isso é certo? Não, véio, não é. Você pode ser gay, lésbica, transsex, pode trepar com a árvore como o cantor Serguei, mas, meu, ao tirar o teu bilau pra fora no meio do evento para seu amigo mamar, tu está assinando atestado de sem noção.

Infelizmente estamos num país onde andar de biquíni ou sunga na praia é normal, mas calcinha, sutiã ou cueca é atentado ao pudor. Querendo ou não, todos os que lutam pelos direitos sociais dos homossexuais, transgêneros e etc precisam RESPEITAR ESTA CULTURA, o que não significa dizer que terão que concordar com ela, e nem mesmo quer dizer que devam aceitá-la.

Mas por respeito às pessoas que vão à parada gay, e por entender que é um local de política, e de apoio ao ser humano, seria bom que certos indivíduos parassem e pensassem que devem respeitar as diferenças, principalmente as diferenças culturais, e ensinar, não de forma agressiva que alguns valores podem e devem ser melhorados, principalmente na aceitação do diferente.

A parada do orgulho gay, hoje pode estar no mesmo problema de confusão generalizada que assola o país. Se você perguntar os motivos dos participantes estarem lá, muitos, não todos, evidentemente, irão responder que é uma FESTA linda, uma grande rave na rua, que podem encontrar um “boy magia”; porque vai estar cheio; e poucos dirão que foram pra lá pela luta em si. Mas claro, no Brasil, este país festeiro do caralho, poderia ser diferente? Acho que não. O povão, a massa, que é o que realmente enche aquele lugar está lá pela festa.

Assim, fica a questão sobre os símbolos religiosos na parada gay como mecanismos de enfrentamento. É justo pedir respeito mesmo desrespeitando o outro? Quando eu digo que a burrice caminha entre nós, isso se torna palpável quando vejo que muitos perdem o foco que é ganhar a guerra para centrar-se no combate improdutivo que só levará ao ódio. Com o crescimento descontrolado das facções religiosas nesse país, cada vez mais ignorante, ressalvemos, corre-se o risco de vermos conquistas obtidas pelos LGBTs com suor e sangue serem demolidas por atitudes irracionais de uns poucos posers.

E a vida segue seu curso perverso. A Tv quer Ibope, o jornal quer manchete, o político quer voto e poder. Os foliões só querem festejar, os candidatos a subcelebridade querem os holofotes.

Para o gay pobre, sobram tiro, porrada e bomba.

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37 comentários em “Homossexuais e a burrice”

  1. Pois bem… Eu não entendo a necessidade das pessoas serem tão idiotas.
    Eu creio em Deus e daí!?
    Nem por isso vou sair aí crucificando uma imagem de referência LGBT, para chamar a atenção! –‘
    Cara.. Deus deu o Livre arbítrio pq existe tanta violência contra as opiniões alheias?
    Com respeito as coisas andam.. Infeliz ideia, porém não me revolto, não me incomodo com bobeira.

    Todos tem meu respeito até esses caras com ideias sem criatividade.. Fazer o que!

  2. Li alguns comentários interessantes sobre a perspectiva de muitos endossadores deste ato (e veja, interessante não é sinônimo de correto – não quero fazer juízo de valor sobre um assunto que não me toca), e ao que me parece a intenção não era de deliberadamente provocar a cólera dos religiosos.
    Segundo esta perspectiva alternativa, o ato encenado na parada gay procura estabelecer uma analogia entre o martírio de Cristo (pregador do amor sobre todas as demais coisas e um claro párea das instituições de poder de seu tempo – na leitura LGBT) e a martirização dos homossexuais por outras formas parecidas de rejeição social (ferramentas distintas – segregação social e violência institucional fulcrada no preconceito), portanto o ato foi de repúdio à crucificação do “diferente”, assim como Cristo foi crucificado por ser diferente do paradigma social de seu tempo (pregação de amor universal e igualdade entre os indivíduos), e não uma provocação no sentido de menosprezar, debochar, ridicularizar ou fazer pouco caso do sacrifício do precursor do cristianismo.
    Lembro, ainda, que a cruz é um instrumento de segregação, de humilhação e de exposição do crucificado ao mais nefasto grau de rebaixamento social (afinal, era reservada aos piores dos marginalizados), e que portanto faz sentido associar a sua figura, de maneira análoga, à submissão de um indivíduo ou grupo de indivíduos à degradação perante a sociedade em que está inserido.
    Se é “certo ou errado” o que foi feito, não cabe dizer sem antes saber a intenção do idealizador da encenação, mas que foi uma puta burrice do ponto de vista dos efeitos colaterais e circunstanciais (partindo da premissa de que a ideia era sensibilizar, e não provocar), isso foi.
    Compartilho da mesma visão do Autor: não me afeta nem me toca em nada a questão do homossexualismo, até porque sou heterossexual e de forma nenhuma o fato de alguém ser homossexual interfere na minha vida. Aliás, para mim é até melhor: quanto mais homossexuais, mais mulheres sobram no mercado. Agora, com tanto cara dito hétero convicto se incomodando com o que o cidadão faz do próprio briocó, não consigo achar esta situação senão no mínimo suspeita.
    O que me incomoda é que levemos qualquer forma de discriminação à qualidade de instituição de certos estamentos da sociedade: aqueles que insistem em recriminar o comportamento de outros grupos, ainda que este não afete em nada a sua esfera pessoal de direitos. Coisa de sociedade involuída, retrógrada e fanática. O que me dá medo, mesmo, são os evangélicos e a sua sanha de enfiar goela abaixo da sociedade as suas convicções.
    Nunca um homossexual bateu à minha porta me convidando a virar viado, mas perdi as contas de quantos evangélicos o fizeram querendo me levar às suas igrejas.

    • Vi a encenação dessa forma, principalmente porque não é a primeira vez que me deparo com esse tipo de silogismo.
      Aqui temos apenas um exemplo:
      http://www.hypeness.com.br/2013/07/artista-denuncia-diferentes-tipos-de-abusos-crucificando-criancas-em-ensaio-polemico/

      Se somos capazes de ter empatia com as crianças, porque não podemos ter com a travesti?

    • Ótimo comentário Sinatra, concordo com você, tive a mesma interpretação quanto a encenação, de fato, o verdadeiro objetivo só a própria manifestante poderia dizer.

      A melhor parte foi essa:
      “Nunca um homossexual bateu à minha porta me convidando a virar viado, mas perdi as contas de quantos evangélicos o fizeram querendo me levar às suas igrejas.”

      Deixo claro que isso não se trata de qualquer forma de discriminação da religião, mas convenhamos, não é perceptível a tentativa de pregar uma verdade “absoluta” para as pessoas? impor como, onde e porque devem viver…..enfim, quanto mais penso, mais desapontado fico com o egoismo das pessoas, e infelizmente esse tipo de conflito só ocorre pela má aceitação da diversidade, seja de religião ou gênero.

      Mesmo não me afetando isso é triste de se ver, pessoas tentando viver livremente e um regime religioso empregando o que é certo e errado…tentando comandar a vida de outros…é ridículo.

      Não sou evangélico, homossexual, ateu, agnóstico, etc, etc…só alguém que acha mais importante as pessoas vivendo suas vidas como querem.

      No mais, ótimo comentário e ótimo texto Felipe!

      • Vi uma vez que era um bom negócio guardar 10% do que se ganha, não importando o salário. Era, segundo o economista, garantia de uma aposentadoria tranquila. Agora, imaginem guardar 10% do que os outros ganham… para uma pessoa sem escrúpulos, é o paraíso, correto? Acredito que quando a pessoa consegue fazer a distinção entre fé e comércio, ela tem a obrigação de também fazer a distinção entre os que professam a fé, e os que a comerciam. E ninguém gosta de vendedor batendo a porta. Mas não generalizem. Vendedores são uma coisa. Fiéis são outra. Estamos num momento em que o comércio está tão grande e tão descarado, que o termo “evangélico” ficou pejorativo. Então Sinatra e Giovani, vocês tem razão: quando cristãos tentam impor sua doutrina a quem não quer escutar, eles incorrem em dois erros : O primeiro é esquecer do livre arbítrio. O segundo é se igualar a algumas minorias, homossexuais inclusos, quando exigem que concordemos com seus termos, quando devemos apenas respeitar. Abraço.

  3. “Quando uma mocinha tira a roupa e se fantasia de Jesus no maior evento Gay do Brasil, ela não está somente fazendo um ataquezinho chinfrim à fé alheia, ela está dando munição para o conflito.”
    Por mim tá bacana Philippe. Como cristão meu problema é com a atitude, nunca com a pessoa.
    Se o que acredito está correto, então tenho pena de quem organizou essa cena grotesca. Se estiver incorreto, tenho pena do mesmo jeito, porque foi de uma infelicidade magistral.
    Agora, a parte que realmente me revolta não foi comentado por você : Patrocínios públicos da Caixa, da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Prefeitura Municipal de São Paulo. É um acinte à imensa maioria da população brasileira, que é cristã, e mais um dos milhões de motivos que temos, como pagadores de impostos, para nos revoltarmos. NUNCA DEVERIA TER DINHEIRO PÚBLICO ALI! Se eles não tem bom senso numa questão de tamanho disparate, como confiar em outras, singelas, do dia a dia?
    Sugestão : Fica ruim se centralizar o texto na tela? É melhor pra ler no pc, com a cadeira e monitor centralizados.

  4. É isso aí.. assim caminha a humanidade rsrs….
    Quando vc se pergunta se a grande maioria tem ideia da dimensão do ato politico que a parada representa, eu não tenho duvidas que pra não dizer todos, quase ninguém vai com esse pensamento… fato.
    Enfim, pelo menos ao ler isso sei que temos esperança, muita gente lê o blog, pode fazer outros refletirem um pouco…
    E obrigado por dizer condição…

    abs

  5. Philip, você é inteligente cara, admiro suas opiniões de uma forma geral, mas neste acho que cabe uma segunda reflexão sobre o assunto. Não vou entrar em detalhes, pois geraria uma discussão infinita, só peço que você tente enxergar o cenário por outros prismas.

    Concordo contigo sobre alguns excessos como a felação pública, mas, não sobre a ilegitimidade(ou burrice) do “chocar”, por exemplo. Enfim, não cabe a mim convencer a você ou aos leitores de algo, só peço que tente enxergar um pouco além do óbvio.

    • Claro cara. Tem razão, eu sempre estou aberto a ver por outros ângulos. Não sou do tipo que acho que devo estar sempre certo. O post é sempre o reflexo de um momento, e esse momento muda no milionésimo de segundo após publicar. Geralmente, após ler as opiniões dos outros leitores sobre diversos fatos, eu mudo completamente de opinião. Dou ré a 200Km por hora na moral.

  6. o maior problema do mundo moderno, é que todos querem cuidar da vida de todos, e se esquecem de cuidar da própria…
    sou Católico, e não me senti nem um pouco ofendido pela cena, muito pelo contrário, foi de uma coragem imensa…parabéns..tenho certeza que esta pessoa que esta ai, tem o coração melhor que muitos que estão apontando o dedo e julgando…
    a imbecilidade tomou conta desta geração, e se alastrou para outros setores da sociedade…infelizmente…
    o futuro parece cada vez mais sombrio.

  7. Acho que vale lembrar que o simbólico ali foi a crucificação dos LGBT feita diariamente. Lembrar as mortes que ocorrem diariamente por conta de convicções religiosas (elas existem, infelizmente) e o discurso desses canalhas/ladrões/pastores.

    Outra coisa: Quem crucificou Jesus foram os homens. E ele de longe não foi o primeiro a ser crucificado. Assim como estava do lado de dois ladrões, Jesus foi crucificado como um marginal, assim como os gays são muitas vezes tratados, faltando-lhes os direitos básicos (como segurança) dentro de uma sociedade. Acho que interpretar o que foi feito é mais interessante do que julgar o “uso de um símbolo”. Não foi desrespeito, mas sim uma forma de reflexão. Não era Jesus na cruz, eram milhões de LGBTs representados ali. Sabe quantos jovens homossexuais morrem por dia? Quantos se suicidam pois não aguentam o bullying ou a pressão da sociedade heteronormativa?

    Foi chocante? Claro. Mas gera um debate na sociedade. Mas desrespeitoso? De modo algum. (ao contrário das fotos da Marcha das Vadias, por exemplo)

    • Nâo acho tão desrespeitoso colocar uma moça crucificada, mas não sei se foram pesados os fatores como todos os opositores usando isso como arma contra os gays. Sei lá. Não achei muito vantajoso. Realmente, botar um Jesus gay beijando outro cara na boca é meio foda, mas acho até pior aquele protesto simbólico da mulher que enfiou a estátua da santa no cu do namorado (sério!) quando o Papa veio ao Brasil. Tem uns protestos que se excedem completamente e até botam a perder muitas vezes denúncias realmente pertinentes.

  8. Pessoalmente acho os personagens gays muito divertidos nas telenovelas, normalmente adotam uma característica humorística. Mas filosoficamente falando considero a condição homo-sexual antinatural. Mas, por outro lado se não se pode (e não se consegue nem que se tente) acabar com essa festa, então que pelo menos se organize de forna decente e não agressiva.

    • Acho que quando eles seguem para o humor, eles fazem isso tentando tornar o gay o alívio cômico (tipo o Clô) porque tradicionalmente, o personagem cujo arquétipo é o pícaro nunca sofre de ataques numa estrutura de roteiro, e ele geralmente é um personagem cômico ou cheio de características incomums, é o famosos “tipo”, com o qual o espectador se identifica. Colocar o gay como este arquétipo de roteiro é uma artimanha para que baixe a rejeição a ele junto ao público mais tradicional. Só que no fundo, também podemos ver isso (e só isso) como uma certa covardia em mostrar um gay verdadeiro na novela. A Globo já fez isso há muitos anos atrás, num personagem adolescente que descobria que estava apaixonado por um amigo que era negro. Era um personagem do Andre Gonçalves. Foi uma inovação um gay de verdade e não pícaro numa novela.

  9. Eu sempre achei que unir o útil e o agradável era uma tarefa complicada, mas eu tenho que parabenizar essa cidadã ali na cruz por conseguir algo que eu nem imaginava possível, unir o inútil com o desagradável.

  10. Fico intrigado com uma coisa: no oriente médio gays são enforcados e jogados de prédios e ninguém fala nada! É muito fácil provocar quando o outro lado é a do “dê a outra face”.

    • Diego, ninguem fala nada pois lá essa é a cultura…. em termos HUMANOS, os muçulmanos são PODRES por fazerem esse tipo de coisa, são cegos religiosos e o serão pra sempre.. Isso nos lembra o evento do ataque terrorista ao jornal que fazia charges com Maomé, recorda? Todos são livres para falar e fazer o que quiser, e para aguentar as consequêcias também. Achei sensacional a idéia da cruz, mesmo porque quase todos, quando vemos uma oferenda na esquina, falamos “chuta que é macumba”. Por que não falar “prega o barbudinho?”.. não tem absolutamente nenhuma diferença.

      • Daniel, esse é o problema do multiculturalismo, fazer com que se aceite hábitos bárbaros e cruéis. E outra coisa, essa não é nossa realidade, AINDA. Os muçulmanos estão se espalhando pela Europa e EUA, impondo sua cultura (vide a atual ‘polêmica’ envolvendo Neymar e sua faixa 100% Jesus). Não me surpreenderia se eles voltassem a atenção para um país onde as pessoas usam trajes sumários, ouvem música vulgar e fazem danças lascivas.

  11. Eu acho que rede social virou uma bagunça tão grande, quanto o próprio Brasil é!! No geral em meio dessas discussões banais, eu avalio que já demos um passo grande… quando o povão passou a entender que tem direitos, e deve lutar por eles! Agora estamos passando pela fase de entender que seu direito termina quando começa o do outro e quem sabe um dia… o povão entende que também tem DEVERES a cumprir em prol da sociedade! Como por exemplo não aceitar os desmandos do governo, a falta de estrutura para trabalhar e etc.

  12. Estamos voltando à Idade Média com essa mistura de Poder e Religião. O povo, de maioria simples e de pouco acesso à Educação, está comprando essa ideia ao eleger governantes que pregam aos gritos em discursos contraditórios. Não entendem que seu maior exemplo não deixou nada escrito, nem fundou nenhuma religião, apenas deixou ensinamentos de amor, de caridade e de tolerância aos demais. Não entendem, também, que enquanto o Congresso perde tempo discutindo questões mais próprias a templos religiosos, as questões que realmente importam ao povo e ao desenvolvimento do país ficam em segundo plano. E, infelizmente, a contradição ocorre também do outro lado, que grita de forma ofensiva por mais respeito.

    Não se enganem. Não estamos muito longe dos países que sofrem governados por extremistas religiosos.

  13. Philipe, sobre essa cena da parada gay, gostaria de dizer que a pessoa da encenação não o fez com a intenção de simplesmente provocar religiosos, mas sim quis trazer uma alegoria de história contra a homofobia. Jesus defendia os oprimidos, foi considerado transgressor pela maioria e então crucificado. É dessa maneira que alguns cristãos enxergam os homossexuais, como transgressores. A imagem pode parecer chocante para alguns, porém não foi construída com o objetivo de desrespeitar. Nessa reportagem você pode conferir uma explicação dada pela própria Viviany que me poupa mais palavras: http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/viviany-beleboni-transexual-crucificada-na-parada-gay-amor-gerou-odio,59ef16e30388b8f197e4bd2cdb733b50l78qRCRD.html

    • Eu não concordo. Acho que usar simbolo religioso na parada gay é provocação pura. A provocação pode vir repleta de desculpas ou justificativas, racionalizações. Mas na base está dar aquela porradinha. POr que Jesus e não Ghandi? Por que Jesus e não hórus, ou Mitra?

  14. Opinião sensata. Até agora só tinha lido artigos de um lado ou outro, ambos horrorizados com a opinião inversa, mas aqui encontrei uma definição perfeita da minha posição. Parabéns

  15. Nao sei o que leva as pessoas a serem tao rigidas com rotulos e definicoes, “se eu fizer isso e aquilo sou legitimo evangelico/catolico/direitista/esquerdista” algum fenomeno social ta acontecendo no pais, pra esse tipo de reacao xiita crescente, eu nao sei se passei a prestar mais antecao nisso, ou se sempre foi assim, na epoca das eleicoes nunca tinha visto tanta briga por escolha de partido, vi amigos e familiares se odiarem por conta disso, depois que passou parece que o povo sentiu falta dessa constante batalha de ideais de auto afirmacao, e foi so a globo botar o beijo gay(que ja tinha acontecido a pouco tempo naquela novela do felix) que voltaram os combates ideologicos so que agora religiao X lgbt.
    Sou leigo em sociologia mais deve ter alguma observacao bem logica pra isso e se alguem souber eu gostaria de saber tambem.

    • Rodrigo também n~´ao sou expert e não domino muito essas questões,mas eu se tivesse que apostar apostaria minhas fichas no fato dessa polarização ser decorrente da explosão de novas denominações neopentescostais que surgiram nas últimas duas décadas. Pense nessa explosão como a explosão do cambriano. Cada uma dessas igrejas surge num mercado supersaturado de igrejas (em grande parte porque a nossa política fisiológica depende delas e concede benefícios para que existam, como ausência de imposto). A igreja virou um ótimo negócio, na verdade. Sem produto obvio e nem governo comendo imposto, elas são praticamente só lucro. O resultado disso é uma disputa acirradíssima entre elas pelos fiéis. Na busca por se diferenciar, muitas igrejas estão ficando cada vez mais rigidas e controladoras. Uma igreja, para justificar sua existência precisa por natureza condenar o mundo. Ela precisa mostrar que o que está lá fora é errado e imundo para justificar que ela é o único caminho a ser seguido. Assim, com tantas igrejas disputando entre si, o brasil vai aos poucos se encaretando. Tal qual a seleção natural, as igrejas estão tendo uma explosão de crescimento. A cada dia uma nova surge, uma morre e outras se fundem. Nessa dinâmica, algumas igrejas viram verdadeiros dinossauros gigantes (ou cânceres, por exemplo) estendendo seus tentáculos para todos os lados, inclusive para o exterior e SOBRETUDO para Brasília. Uma igreja funciona sem inimigos, mas sabemos por experiência que um dos mais vantajosos métodos de estimular o crescimento e coesão de qualquer gruipo social e através da criação de um opositor. As igrejas escolhem minorias para atacar, gerando assim um mecanismo de identidade entre os membros. O mesmo (exatamente o mesmo) mecanismo que o Tio Sam usa fazendo guerras toda vez que a economia dos EUA começa a patinar.

  16. Olá a todos, a tempos acompanho este blog e sempre percebi comentários céticos, porem respeitosos, também idéias e ideais alheios entretanto filosóficos.
    Pois bem sou católico apostólico romano e minha família é tradicionalissimamente católica. Maria, Jose, Antonio, Fátima, Lourdes, Aparecida são alguns nomes de tios e tias. E obviamente manifestações como esta acima fotografada causam grande dor e revolta em todos nos, mas o mais triste de fato é saber que alguns imbecis escandalosos podem de fato causar revoltas e guerras populares. A educação se reflete em atitude, e hoje vemos isto bem estampado nas manchetes dos jornais, e isso é o Brasil do futuro. Ser gay não é crime, mas transar na rua, deturpar crenças e impor a força opinião é hediondo. Não cheguei a ver, mas dizem haver um vídeo onde um destes loucos chega a introduzir um crucifixo no anus. E graças a imbecis assim que ainda veremos novas cruzadas e novos templários. Nossa ainda pouca sorte é que atacam cristãos, mas duvido que fariam o mesmo com Maomé ou o islamismo.

  17. Considero o uso de símbolos religiosos em protestos bem menos agressivo que as sucessivas tentativas de cerceamento dos direitos dos homossexuais. Concordo que essa atitude traz mais efeitos negativos que positivos. Entretanto, satirizar uma crença deveria causar menos ódio que agredir, não ceder direitos ou menosprezar um ser humano que simplesmente nasceu com uma orientação sexual diferente dos costumes religiosos. O que você acha?

  18. algo similar acontece com os ateus, existem ateus que ficam na deles sem polemizar mas outros que polemizam e criam organizações que me parecem estarem virando religiões atéias.Claro que ateus e gays tem que lutar por seus direitos, afinal pagam impostos e impostos no Brasil não são poucos e baratos.Mas essa radicalização e vontade de polemizar tanto dos gays, ateus e religiosos, essa briga, essa guerrinha infantil de egos e jogo de poder, acho que não é legal.Parece que se politizou partidariamente isso tudo.Tudo tem que ter bom senso e tolerãncia. Mas o Brasil está ficando um país de intolerantes em todos os setores sociais, não vai demorar muito alguém vai processar outro no elevador por soltar flatulência, só no Brasil mesmo onde tudo se leva na ponta da faca e nada se leva na esportiva.

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