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Confesso a quem interessar possa: Ontem eu vi Tv.
Não só isso. Eu vi o SUPERPOP, com Luciana Gimenez.
O programa é meio bizarro, mas olha só, tinha uma mulher de cabelo vermelho e voz meio esganiçada numa cadeira e umas pessoas que eu primeiro achei que eram jornalistas a esculachar a mulher. Depois pela linguarem e forma de falar vi que eram uns pela-sacos e uma mulher linda lá era a tal da garota trocada pela Bruna Surfistinha.
Como eu gosto de um auê, parei pra ver o que era na hora.
A mulher ruiva era uma ex-prostituta que largou a mais antiga das profissões e agora está lançando um livro contando suas aventuras. Qualquer semelhança com a Bruna Surfistinha é mera… copiação mesmo.
O brasileiro tem a franca habilidade de “ir no vácuo”. Deu certo pra Surfistinha, deve dar pra tudo quanto é puta.
Beleza, acho legal as histórias escalafobéticas de pais de família, hipócritas e políticos que virarm moça e gostam de ser sodomizados pelas prostitutas ou tem taras das mais malucas, como comer o vômito da puta (sim, existe isso malandro) mas… calmaí. Essa fórmula já foi explorada. Nelson Rodrigues inventou isso aí, minha gente.
Se há alguma novidade em puta escrever livro com memórias de alcova está no fato de que são casos reais. Mas como sabê-lo?
O que me intrigou no tal programa, é ver a mulher sendo esculhambada de todo jeito. Olha só, eu não tenho nada contra as putas e vou aproveitar meu espaço aqui pra dar o meu apoio a elas.
Pra mim puta é uma profissional. Tem que ser tratada com respeito.
Nunca comi uma puta. Será que é legal? Não sei, e pelo que vejo, nunca vou saber. Minha vida tá boa como está. Digo isso pra voc~es não pensarem que defendo porque sou consumidor.
Defendo porque acho que as putas são uma classe injustiçada em todos os países latinos, sobretudo os de forte presença religiosa.
A prostituição seguramente foi a primeira profissão do planeta. Algumas mulheres dão em troca de dinheiro e sempre darão. Como alguns homens matam pelo mesmo motivo e sempre matarão. Entenda dinheiro como quiser.
Poder, prestígio, influência?
Alguém que dorme com um famoso em busca de engravidar e conseguir uma polpuda pensão para o filhote não é em última instância um comportamento prostituto?
Pra mim é. Outra, a garota que se submete aos caprichos sexuais de diretores de televisão em busca de poder e um papel de destaque na emissora é o quê? Esperta?
Pois bem, putas são espertas.
A garota do cabelo vermelho era esculhambada por todos os presentes como uma defensora do trabalho da prostituição.
No Brasil, prostituição é um problema complicado. Existem vvárias esferas da prostituição. Desde as caras (e lindas) garotas com curso superior do café Photo de São Paulo a aquela puta anônima das ruas do centro do Rio.
Não há uniformidade. Não há controle. As putas não tem sindicato, nem direitos trabalhistas. Se o trabalho da prostituta fosse reconhecido ela teria chance de se aposentar. Ela pagaria imposto. Daria nota fiscal.
A lei brasileira é uma comédia mesmo…
Para a lei, a prostituição no Brasil não é crime porque não há legislação referente a venda de serviços sexuais. A atividade é tolerada, mas a lei é clara com relação ao Lenocínio. Lenocínio é o incentivo de qualquer tipo á atividade de prostituição. E isso envolve outdoors de termas, envolve casas de massagem, cafetões boates com garotas disponíveis, como aquelas de Copacabana.
Em dez minutos de entrevista com a mulher de cabelo vermelho, a senhora hipócrita que mais tacava pedra berrou de plenos pulmões:
- Você vende o corpo! - Em tom acusatório. O dedo em riste e olhar superior.
Ora, Calma lá, titia. Quem é que não vende o corpo na sociedade moderna? As mulheres que same nas capas e pôsteres da playboy? O jornalista que usa o cérebro dele pelo dinheiro? O operário que vende os músculos para cavar ou carregar sacos de cimento? O político que vende as idéias de causas e representa uma parcela da sociedade?
Ou o médico? Este último tão importante, mas que COBRA para muitas vezes salvar a vida às pessoas?
É certo isso? mesmo com o juramento de Hipócrates, muitos médicos parecem ter feito juramento de Hipócritas! Sem a carteirinha do plano de saúde, você morre na frente dele, xará. Ou se quer colocar um peito nas costas, pague ali no caixa que eu boto.
É a prostituição profissional.
E o que dizer da prostituição política? è justo se eleger dizendo uma coisa e ganho o dinheiro do povo mudar de lado? Trocar de partido conforme o dinheiro que te pagam?
A sociedade é uma putaria generalizada. Religiosos que professam a fé do dinheiro são os primeiros a acusar. Deviam se olhar no espelho e tomar vergonha.
Os direitos individuais sobre o corpo asseguram o lívre arbítrio para optar pela atividade profissional que melhor lhe convier.
Mas sempre vai ter aquele que pergunta:
Se você tivesse uma filha… Ia querer que ela fosse puta?
Típica pergunta do hipócrita.
Não, claro que não. Ninguém, nem as putas querem. Mas se ELA - a filha, quiser, não tem como impedir. Eu não gostaria que ela fosse não pelo fato de ser a prostituição o trabalho. Mas por ser trabalho de risco. Igual a ser polícia. Também não gostaria que ela fosse bombeiro ou alpinista, nem mergulhadora de profundidade, lutadora de boxe ou cobaia.
Mas essas profissões existem e existem pessoas que são felizes vivendo a poucos centímetros da morte.
Muito pior é bungee jump, que é arriscar a vida sem lucro. Aliás, pagando!
Há uma idéia ( na minha opnião sem qualquer fundamento) de que a prostituição é uma das causas da prostituição infantil, que é um crime dos mais horríveis.
Se os caras estão com putas mais velhas, quem está pegando as criancinhas?
São os PEDÓFILOS. Não sei quem pensa essas merdas e fez essa relação tosca, mas pedófio tem desejo sexual por CRIANÇAS.
Se alguém tem culpa da prostituição infantil são os PEDÓFILOS, que são doentes.
Sim, isso é uma doença. Proibir a prostituição das mulheres adultas não vai fazer com que os pedófilos sumam, gente. É ruim, mas é fato.
O pedófilo por sua mecânica psíquica, teme o contato sexual com mulheres adultas, por medo de não estar no controle. Para o pedófilo a criança por ser um ser mais frágil, e portanto não ameaçador é seu objeto de desejo. O prazer do pedófilo está no controle da relação de poder. ISSO NUNCA NÂO VAI ACABAR.
Lamento. È a vida. O mundo é uma merda assim e assim continuará.
As pessoas doentes continuarão a existir.
As putas levam a culpa por um monte de mazelas do mundo. Uma delas é a AIDS.
Isso sim me deixa realmente puto. Colocar a culpa na puta quando estamos na era das gerações do sexo livre, do “ficar com” rolando solto. Da exploração comercial do sexo fácil em todas as midias, das bandas, ícones sociais dos pré-adolescentes vendendo ideologias do sexo irresponsável, culpar putas parece uma caça às bruxas.
Devemos pregar a castidade? Devemos pregar a monogamia? na minha opnião, não. Monogamia nem castidadae funciona para todo mundo. Também não acredito na máxima de que “…O homem que não encontra em casa vai procurar na rua”.
Típico papo para forçar o sexo anal.
Pra mim o cara procura na rua quando a estrutura do relacionamento já tá ferrada. Se a puta separa o casal, como aconteceu com a Bruna Surfistinha, não é por nenhum poder sobrenatural do sexo dessa garota (eu acho) mas sim porque o relacionamento do carinha com a aeromoça já tava falido, embora ela teime em negar este fato.
Mas dá pra entender. negar este fato é assumir perder o homem para outra. Pior, outra socialmente, preconceituosamente detestada. É um tiro de doze no ego, meu amigo. Ainda mais que a mulher do cara é LINDA. Mil vezes mais gata que a tal Surfistinha.
Beleza não põe mesa. Mas o amor… Não dá pra entender o amor.
Posso estar sendo pessimista, mas acho que regulamentar a profissão, como aconteceu com a Holanda, também não resolve tudo - como se iludem alguns. Lá, mesmo com as putas legalizadas, dando nota fiscal para o carinha descontar no imposto de renda e tudo mais, só 12% em média estão nas áreaas legais.
Porém, legalizar a profissão possa ter um impacto mais sobre a psicologia social do que diretamente ao ato de se prostituir.
O estigma de prostituta nos países católicos como o nosso, são uma marca profunda que muitas mulheres carregam. Talvez com a profissão regulamentada isso se reduza e elas possam tentar um novo emprego.
O desejo pelo sexo continuará. É parte fundamental da humanidade.
Vamos entender, a puta usa o corpo como bem quer. Ela é livre para escolher se vai com o cliente ou não. Ela combina o preço, faz o que se propôs e recebe. Ponto.
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4 Comentaram sobre “Em defesa DASPU”
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July 20th, 2006 at 5:29 pm
Pegou pesado quando falou dos médicos. Tem muitos hipocritas, mas vc deu uma generalizada.
July 21st, 2006 at 10:39 am
Toda generalização é perniciosa. Não quis generalizar, como pareceu. Muitos médicos são humanos e cuidadosos com seus pacientes, sejam eles ricos ou pobres.
Até políticos, existem os sérios. O mundo também não é tão ruim assim, hehe.
August 12th, 2006 at 5:02 am
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August 17th, 2006 at 10:16 am
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