O cara que ganhou na loteria mais de 500 vezes e outros sortudos

Dizem que as chances de ganhar na loteria são de aproximadamente uma em cinquenta milhões. Isso torna o ato de ganhar na loteria algo tão sensacional e único que é MUITO mais fácil você ser o escolhido para viver a fúria de Zeus e levar um raio na cabeça do que ganhar na loto, Megasena ou abiscoitar qualquer outro prêmio da loteria.

No entanto… E se eu te contasse que existe um cara no Brasil que ganhou na loteria nada menos que 550 vezes? Acredite se puder, esse ser sortudo existe e mora no Brasil.

O homem que ganhou na loteria 550 vezes

No Brasil de hoje, se você for maluco de sequer sugerir que essa pessoa tão sortuda esteja mancomunado com um esquema de fraudes sistemáticos na Loteria Federal você vai ser processado. E se isso é um sintoma de fraude ou não, não sou eu quem vai dizer e muito menos acusar qualquer pessoa que seja de estar fazendo malandragens na Caixa. No entanto, como diz Nelson Rodrigues, evoquemos “A brutalidade do fato”.

Não existem argumentos diante da brutalidade do fato. E o fato é: O cara ganha 550 vezes num troço onde as chances de ganhar uma vez são de 1/50.000.000. É de tirar o chapéu. Cada um que tire o seu e também as conclusões.

UM apostador pode ganhar mais de uma vez na loteria de verdade, por ação unica do inexorável véu do destino, é claro. Já postei casos aqui assim, e existe por aí toda sorte de histórias sensacionais envolvendo vencedores dos prêmios de loteria pelo mundo. Um dos que eu mais gosto é o do cara que ganhou na loteria americana (raspadinha) e naquele mesmo dia, após ficar milionário foi mostrar, numa recriação para o canal de televisão local como foi o dia em que ele ganhou. Ele vai ao mercadinho compra umas coisas e pede uma raspadinha. Nisso a câmera filmando a reconstituição… Ele raspa e… NÃÃÃÃO! Ele ganhou DE NOVO e dessa vez, ao vivo,  na televisão!

Por algum erro da maquina do sistema de loterias, dois prêmios saíram juntos, em números seguidos. Assim, o cara ganhou de manhã e como saiu o premio lá, ninguém comprou o bilhete seguinte. Só ELE mesmo, quando o telejornal pediu que ele refizesse a cena de quando ganhou…  Sorte assim é coisa digna de aparecer em blogs como este meu, mas no Brasil, a Ilha da Fantasia, nego quebra toda e qualquer noção. Apesar da caixa negar veementemente que existe um esquema de fraude nas loterias brasileiras, um estudo do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Fazenda mostrou que somente 200 pessoas ganharam, acredite se quiser,  9.095 vezes em loterias da Caixa Econômica Federal entre março de 1996 e fevereiro de 2002. Isso significa que cada um desses apostadores teve em média 45 bilhetes premiados, o que nos leva a uma constatação curiosa: Esse é um número praticamente impossível de ser alcançado caso os jogadores não se disponham a gastar com apostas sempre muito mais do que poderia eventualmente ganhar. E assim, novamente apelo para o argumento da brutalidade do fato: O grupo ficou com R$ 64,8 milhões.

Estão em andamento diversas investigações da Polícia Federal  para apurar como pode haver tanto sortudo nesse país.

Mas o relatório total de 228.794 premiações, ao qual a reportagem teve acesso, revela outros casos de número de premiações acima da média. Pelo menos dois casos são de parlamentares. Eles não são investigados a respeito. Segundo a matéria conta, o parlamentar Fernando Lucio Giacobo (PL-PR), 30, acertou 12 vezes em oito jogos num único e reduzido espaço de tempo: de 5 a 19 de junho de 1997, levando R$ 134 mil de pura sorte.

Neste artigo da Folha, há alguns casos interessantes de vencedores contumazes nas loterias. Entre parlamentares e outras pessoas, está o caso de um um delegado da Polícia Civil de São Paulo que pode tirar a onda de que venceu 17 vezes na loteria num único e curto período: de 8 de agosto a 16 de novembro de 2001.

Trata-se, como diz a matéria, do delegado de Polícia Civil Luiz Ozilak Nunes da Silva, 50, da Decap (Delegacia de Capturas) da Capital que teve prêmios com sete bilhetes da Mega Sena, três da Federal, dois da esportiva, dois da instantânea, dois da Lotomania e um da Supersena.

Sortudo, hein? O curioso é que apesar dessa bizarra maré de sorte sem precedentes, logo a sorte o abandonou. Tal qual ocorreu com outro vencedor contumaz em pouco tempo, o deputado Giacobo, Luiz Ozilak nunca havia vencido antes daquele período de súbita prosperidade e nem nunca mais voltou a vencer depois daquela janela de tempo.

Segundo ele disse, parou de jogar em seguida, muito embora tivesse recebido R$ 355 mil. “Eu não acredito na sorte. Eu não aconselho isso [jogar]. Cada um tem sua vida, cada um sabe o que faz com o seu dinheiro”, disse.

Como a corregedoria da polícia não é da opinião que a sorte chega, se aboleta e depois se esvai do nada, ele está sendo investigado a pedido do Ministério Público por supostos “indícios de crime de lavagem de dinheiro por meio de loterias”.

O deputado Francisco Garcia Rodrigues e seu filho receberam R$ 811 mil em jogos federais. Num período de apenas 14 dias –26 de maio a 9 de junho de 1998–, seu filho firmou uma marca inesquecível. Venceu em três concursos seguidos da loteria esportiva, os de número 227 (R$ 22 mil), 228 (R$ 10,6 mil) e 229 (R$ 14,3 mil). Em outra seqüência, já havia acertado no 192 e no 193 (R$ 132 mil). Poucos dias antes, no concurso de número 185, seu pai havia recebido R$ 409 mil.

O deputado disse que jogava toda semana e hoje “não joga mais”, mas não se lembrou do endereço da lotérica em que fazia as apostas.

É no minimo curioso que alguém consiga acertar tanto, até porque as estatísticas nos mostram que os vencedores dos prêmios em média (184.000 sortudos) só dão a sorte no máximo duas vezes na vida, esses casos são 95,8%.

De acordo com as investigações do Coaf o mestre da sorte no grupo dos 200, é um apostador paulistano que foi premiado 353 vezes! O que indica que ele abiscoitou R$ 2,8 milhões.

No primeiro relatório do Coaf, a imprensa divulgou que o comerciante Amauri Gouveia havia sido premiado em 25 concursos. O relatório integral, contudo, mostrou que a sorte de Gouveia era muito, muito maior! Ele acertou em 96 concursos da Quina, em 33 concursos na Mega Sena, em 25 da Loteria Federal e em 9 da loteria esportiva, além de outras modalidades. Até na raspadinha Gouveia impressiona: ele acertou nos concursos de número 60, 61, 64, 78, 88, 89, 90 e 91.

Uma história gump, né? Mas espere só… Isso mesmo! É tão gump que este é um caso de sorte em família!

Gouveia e seus irmãos possuem um supermercado na Vila Nova Cachoeirinha, na periferia de São Paulo. Alécio Pedro e Adilson, os irmãos dele, também estão entre os seis maiores vencedores da lista, com 332 e 297 premiações. Ao todo, os irmãos levaram para casa R$ 7 milhões.

A Folha comparou os números dos concursos dos três, e encontrou poucas coincidências, o que afasta a hipótese de os altíssimos números de acertos se tratarem de vitórias em bolões familiares.

Não faz muito tempo, o parlamentar Garotinho apresentou na Câmara Federal a denúncia abaixo:

Segundo a denuncia de Antony Garotinho, um cidadão fez a façanha de vencer 107 prêmios de loteria NUM MESMO DIA em sete modalidades de loteria e em diversos estados do Brasil.

O autor de um projeto que obrigava a Caixa a divulgar a identidade dos ganhadores de loteria, o ex-senador Gerson Camata (PMDB-ES) sofreu várias ameaças. A Caixa alega “questão de segurança” para manter o segredo. Só no Brasil apostadores de loteria não têm direito de saber quem venceu.

Projeto de Álvaro Dias (PSDB-PR), sobre o qual se senta o relator José Pimentel (PT-CE), prevê “banco de dados” identificando ganhadores. Álvaro Dias apresentou seu projeto após o tal cara ganhar mais de 500 vezes. “Um outro ganhou mais de 240 vezes em um mês”, diz.

Pessoalmente acredito que uma pessoa pode dar uma sorte épica sim, mas casos como este, me cheiram a truques engenhosos, como disse o então deputado Garitinho para “lavar dinheiro”. Não é impossível que funcionários corruptos da Caixa Econômica Federal vendam os nomes dos ganhadores para outras pessoas afim de que corruptores entrem em contato com elas para a troca do dinheiro. O cara compra um bilhete premiado de R$1.000,00 paga R$ 1.200,00 por ele e pronto! Lavou 1 milhão com 20% de ágio e nem precisou abrir igreja pentecostal.
Não penso em uma fraude no sorteio e sim fraudes pós-sorteios, o que seria bem mais fácil e discreto. Acho que essa apuração dos números pode ser isenta, até porque, para descobrir se houve ou não roubo nela, é facílimo. Não me admiraria que a reticência da Caixa em entregar os nomes dos ganhadores se dê em função de que isso pode chegar nos próprios funcionários da estatal.
No entanto, eu também não descartaria a manipulação dos sorteios, porque sabe como é o Brasil. Isso explicaria uma ou outra bizarrice, como a que ocorreu no dia 28/10/2010 quando a Mega-Sena repetiu quatro números de concurso anterior Isso ocorreu durante o concurso número 1.226 da Mega-Sena, quando quatro dezenas que já haviam sido sorteadas no concurso anterior.
O primeiro sorteio foi feito em Juazeiro do Norte (CE) e tirou as dezenas: 10, 31, 40, 50, 55 e 56. Já no concurso posterior, realizado em São Raimundo Nonato (PI), os números sorteados foram: 31, 32, 34, 40, 50 e 55.

Seria só coincidência? Acredite ou não, pode ser apenas coincidência. Isso também já ocorreu na Bulgária, e lá foi pior, pois o numero completo do sorteio se repetiu.

fonte fonte

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