E se a gente bombardear a Amazônia?

Seria necessário milhares de anos para reflorestar completamente a Amazônia, porque muitas das árvores nativas do Brasil levam séculos para atingir sua “maioridade”, com um crescimento super lento. Algumas sementes só germinam quando são queimadas e depois submersas por um longo tempo, é uma loucura. Mas no geral, a ideia de usar bombas para espalhar sementes não é uma novidade.  Falei disso antes neste post. Muitas vezes, equipamentos de combate que estejam encostados por falta de guerra (que bom, né?) poderiam ser usados para fazer um replantio de sementes e mudas nativas. Hoje existem dois projetos. Um de sementes, usando uma especie de bola que envolve a semente e é derramada por grandes aviões de carga de grande altura, semeando a selva e esperando que a natureza faça sua parte. Outro método também eficaz e mais acelerado envolve “projetis” de plantas já germinadas que são enraizadas com um cone de material biodegradável que ainda ajuda a planta ao fertilizar o solo ao redor da raiz.

Estima-se que o uso desse tupo de bombardeio de mudas poderia gerar um bilhão de árvores por ANO.

Mesmo que nego esteja chutando isso muito pra cima, ainda vale a pena pensar isso como uma forma valida de repor mata ciliar ou mesmo mata nativa em áreas devastadas por queimadas intencionais ou naturais/sazonais, não apenas na Amazônia, mas onde quer que se necessite de rápida reposição florestal.
A ideia veio de um piloto aposentado da RAF, Jack Walters, que pensou em plantas selecionadas, capazes de crescer ate três metros por ano, para rapidamente “fechar coberturas vegetais em áreas desflorestadas, fazendo com que logo esse espaço acabe produzindo uma floresta subsequente. O projeto não foi pensado para a Amazônia, mas sim para qualquer lugar do mundo, por isso é fundamental que o país a ser bombardeado com sementes trabalhe em conjunto para  planejar que tipo de planta deverá ser espalhada, e a ordem com que isso poderia ser feito.

Eu achei legal essa ideia do cone que é planejado para resistir à queda e ao impacto, penetrar no solo e manter a raiz intacta o tempo necessário para que ela se espalhe e consiga se fixar.

E se a gente bombardear a Amazônia?

Segundo o The Guardian, a LockHeed Martin gostou dessa ideia e começou a trabalhar em adaptar aviões de combate para aviões de plantio. Acho valido e poético que maquias criadas para espalhar a morte sejam convertidas em maquinas capazes de espalhar a vida.

Uma empresa criada para comercializar a idéia, a Aerial Forestation Inc, de Newton, Massachusetts, acredita que empresas com usinas poluidoras serão forçadas pelos governos a plantar florestas para compensar o efeito do aquecimento global do dióxido de carbono que emitem. O plantio via C-130 reduzirá pela metade o custo dos métodos manuais.

“Existem 2.500 aeronaves de transporte C-130 em 70 países, de modo que o sistema de entrega para o plantio de florestas está amplamente disponível – na maior parte, desativado em cabides militares à espera de alguém para contratá-los.

“As possibilidades são incríveis. Podemos voar a 1.000 pés a 130 nós, plantando mais de 3.000 cones por minuto em um padrão através da paisagem – assim como fizemos com minas terrestres, mas neste caso cada cone contém uma muda. São 125.000 árvores para cada surtida e 900.000 árvores em um dia “.

O Dr. Walters disse: “Estou satisfeito que a ideia tenha sido levada a sério. Fiz os testes preliminares para me certificar de que as árvores sobreviveram ao outono e tudo funcionou. Mas eu não tinha dinheiro para um orçamento para desenvolvimento.

“Moshe leu sobre o meu trabalho na literatura científica e veio me ver.”

Ele disse que um homem trabalhando duro no chão pode plantar até 1.000 árvores por dia. É pouco. 

“Se vamos combater o aquecimento global coletando carbono na madeira das árvores, vamos querer milhões de plantas por ano. O plantio direto no ar é provavelmente o único caminho.”

Alamaro acredita que o sistema funcionará em qualquer área que contenha árvores, e até mesmo em áreas desérticas onde os cones possam ser adaptados para plantar arbustos adequados. Ele tem um projeto piloto planejado para o deserto do Sinai no Egito. 

fonte fonte

 

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3 comentários em “E se a gente bombardear a Amazônia?”

  1. “Que nada. Desmatamento não existe! É fake news gerado pelos esquerdistas. INPE é uma instituição contaminada que só quer denegrir o atual governo. O MITO sabe o que faz.”
    Enquanto estarmos sob o comano desse câncer a Amazônia, e todo o resto do país está em rota de destruição.

    • Desmatamento sempre existiu e sempre existirá. Tanto faz neste governo ou nos anteriores, ou nos próximos. O mimimi midiático apenas reproduz e inculca nas mentes aquilo que seus controladores desejam. A relação homem natureza será sempre predatória. Sempre. Você não será autosuficiente, NUNCA . Observe a taxa PRODES, para você ter uma idéia. É dificilimo equilibrar esse binômio sustentabilidade/sustento humano. Antes de condenar, lacrar, e ditar a regra da exceção, filtre e verifique suas fontes.

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