Sobre Philipe Kling David

Designer, blogueiro, escritor e escultor. Seu passatempo preferido é procurar coisas interessantes e curiosas para colocar neste espaço aqui. Tem uma grande atração por assuntos que envolvam mistérios, desconhecido e tecnologia. Gosta de conversar sobre qualquer coisa e sempre tem um caso bizarro e engraçado para contar.
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  • Carolsmille

    È complicado doação porque eu penso assim, somos brasileiros temos que nos ajudar porque não sei o dia de amanhã. Ao mesmo tmepo lembro -me quando doamos pra SC e foi feito brechó pelas orupas o povo passando frio chovendo sem parar e ficavam vendendo as melhores roupas, se doar $$ será que vai chegar pra ajudar mesmo?
    Bom, sei que o melhor mesmo é doar água, e o resto só basta rezar.

  • Mollrimbaud

    Minha solidariedade a todos que foram tocados pela tragedia. Mesmo os que estao vivos e bem de saude, deve ser horrivel perder tudo que se tem, e o trauma da situaçao.

    Infelizmente, nao da pra confiar no envio das doacoes. Lembro que, meses apos o tsunami da Indonesia encontraram containers com doaçoes nao enviadas. No Haiti, ha ma distribuiçao. Tanta boa vontade disperdiçada…

  • Kamperbmx

    Agora seria um excelente momento para se repensar nas questoes políticas de distribuição de recursos, planejamento e planos de ação. Pelos mineiros chilenos foi feita uma corente mundial, vio gente até de outro planeta para ajudar. Agora, os brasileiros que ficam isolados, à mingua, vendo seus parentes mortos, ou a morrer por falta de socorro, deveriam recber toda a assistencia possível. Doações ajudam, doações minoram o sofrimento. Mas o planejamento para que isso nao ocorra de novo, inluindo aí todas as esferas de poder estatal deve ser implantado o mais urgente possível.

    Será que ainda nao deu pra aprender? Será que é necessário que em todos os anos que se dê alterações climáticas morra mais e mais gente por deslizamentos?

    Onde fica a vergonha na cara do povo que nao vai protestar contra essa falta de interesse político? Quando se foi para invadir o morro do Alemão no rio, vimos a parafernália estatal inteira a disposição, mídia, o circo todo armado para o espetáculo. Num piscar de olhos as operações foram realizadas, o aparelhamento cedido, o dinheiro liberado, as prisões efetuadas (algumas nem tanto, nem tanto…existe o esgoto, não é mesmo?) os blindados e helicópteros apareceram com o que por magia….

    Agora, é liberado um helicóptero, um milhão aqui e outro acolá, e o povo morrendo. Caro leitor, caro Philippe, poderia ser com você a tragédia. Poderia ser comigo. Pode ser com qualquer um.

    O dinheiro publico é desviado por que nao há PROJETOS, PROJETOS que demandem orçamentos para este tipo de estudo e de disponibilização de informações.

    Creio que chega de ouvirmos insistentemente este tipo de noticia, que só é boa para as emissoras de televisão hipócritas e que servem apenas para emburrecer aqueles que nao pensam e nem tem essa coragem. Me enoja a falsidade de repórteres que se mostram penalizados com a situação como se nao pudessem fazer nada.

    É hora de aprender.

    Em 2012, teremos esse tipo de noticia de novo? Espero que nao.

    Para todos os que perderam parentes neste desastre evitável, no mínimo um abraço consternado.

    E um protesto contra esse governo (municipal, estatal e federal)que nao faz nada e com o povo que também nao faz.

    • Philipe3d

      Infelizmente, não temos como mudar séculos de descaso de uma só vez. Seria bom se fosse possível, mas não é. O que deveria ser feito é uma coisa, o que é feito na verdade, é outra.
      Quer um exemplo que mostra claramente isso? Um cara vai e faz um barraco num morro. No dia seguinte são dois. No outro, quatro. No mês seguinte, são noventa. No outro seiscentos. Quem vai tirar os caras de lá? Deveria ser o Estado, mas o estado não faz isso, porque o estado funciona na base do voto. O que acontece é que o político não quer macular sua imagem de bom amigo dos pobres que mostra nas campanhas eleitorais. Então é aí que surge a brecha para vereadores oportunistas levarem luz, água, esgoto para o morro. O que era um monte de cabana precária ganha status de bairro, vira comunidade. As construções de tábuas e telhas vima quadradinhos de alvenaria, a cada mês mais e mais. E isso se espalha numa dizima periódica de miséria, e dali eclode um enorme curral eleitoral que vai eleger certos políticos ao qual não interessa tirar as pessoas da pobreza. Para o político, a pobreza e a desgraça do favelado é o que lhe garante a boa fé quando ele promete melhorar a vida do cara. De quatro em quatro anos, é o que vemos por aí. É o ciclo perverso.
      O povo é mantido na ignorância porque convém. Já falamos disso aqui antes em outros posts, né?

      Isso é um fato. E não vejo como isso vai mudar. Sinceramente.
      Agora o que eu vi foi uma catástrofe que transcende muita coisa o descaso do poder publico. Casas que não estavam em áreas de risco foram varridas do mapa, meu. O troço foi uma desgraceira que eu nunca vi igual. E pensar que eu passei dentro da nuvem que causou esse dilúvio!