Criaturas inacreditáveis do fundo do mar

O Átila me mandou o link e eu não pude resistir a fazer mais um daqueles posts gigantes abarrotados de fotos com as criaturas mais estranhas-bonitas-intrigantes do fundo do mar. E se tratando de invertebrados, o visual fica ainda mais bizarro. Com vocês, os mais estranhos bichos do fundo do mar!

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Isso é só uma amostra. Ao clicar no continue lendo, prenda a respiração, porque vamos fundo em busca desses animais. (se sua conexão é discada, só faça isso se você for louco, porque tem foto que não acaba mais!)


 

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Estes animais chama-se nudibrânquios. Nudibrânquio significa literalmente “com as brânquias ao nu”. Basicamente, este bicho é um caracol sem concha. Ele tem o aspecto de um babado, mas com muita mobilidade, sendo impelido por meio de movimentos ondulatórios de seu corpo. Esta sinuosidade de movimentos e as cores vistosas do seu manto, lhes deram o apelido de “dançarino espanhol”.

À primeira vista a pessoa poderia acreditar que é uma isca fácil mas não é como parece. O nudibrânquio não tem armas próprias que assegurem sua defesa perante os predadores, por isso deverá pedir emprestado. Com este fim, o nudibrânquio vai à procura de uma anêmona, animais imóveis que vivem fixos ao fundo e que são conhecidos por suas células urticantes. O nudibrânquio não só é imune ao veneno poderoso das anêmonas mas, ao ingerir o mesmo, acumula-o em suas brânquias onde trabalhará como um poderoso urticante aos que o atacarem para comer.

Existem cerca de 3000 espécies conhecidas no Mundo, quase todas de água salgada, desde as regiões tropicais até aos mares da Antártida. O seu tamanho varia entre os 3 mm e os 28 cm, medindo a maioria entre 5 a 7 cm.Os hábitos alimentares e as estratégias utilizadas por este grupo de seres vivos na defesa contra predadores, e no ataque a presas, são extremamente eficazes. Estão muito bem preparados para se defenderem dos predadores, normalmente peixes de pequeno e médio porte, uma vez que podem assumir a cor das suas presas, onde se refugiam. Esta característica é também extremamente útil quando pretendem atacar anêmonas, esponjas, etc.

Todas as espécies de nudibrânquios conhecidas são carnívoras, e a maioria são predadores especializados, muito selectivos no tipo de presas. Dentro de uma mesma família é normal encontrar diferentes espécies a alimentarem-se de presas muito semelhantes.

A reprodução do nudibrânquios não é menos espetacular. São animais hermafroditas onde cada metade é beneficiária simultânea de óvulos e espermas, ou seja, na cópula entre dois animais, ambos são fecundados mutuamente e ambos procriarão. Isso faz da vida de um nudibrânquio uma sacanagem espetacular. O hermafroditismo aumenta o potencial reprodutivo das espécies, uma vez que todos os indivíduos têm procriações e não apenas a metade deles.

Durante o acasalamento, dois nudibrânquios se posicionam lado a lado e introduzem uma massa, repleta de espermatozóides, no interior de uma abertura reprodutiva situada na região anterior do corpo. Dependendo da espécie, a cópula pode levar apenas alguns segundos ou então se prolongar por horas. Existe até mesmo o registro de um acasalamento que durou cerca de cinco dias!

Os espermatozóides são armazenados no interior do organismo até que os óvulos estejam maduros e a fecundação ocorra. Milhares de ovos são então liberados na água do mar. Uma espécie de muco envolve os ovos, mantendo-os unidos, e permitindo que esta massa ovígera se fixe a um substrato, que, geralmente, é o corpo da presa predileta do adulto.

 

 

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No caso dos nudibrânquios, os filhotes quando nascem, já possuem veneno que os pais o transmitem de forma que podem se defender até achar sua própria anêmona fornecedora de veneno.

Talvez a coisa mais surpreendente é que os nudibrânquios não matam a anêmona, ficando satisfeitos ao consumir um ou dois dos seus braços, permitindo então ela se regenere. O por que desta atitude é uma pergunta que os cientistas procuram responder há muitos anos. Talvez a capacidade de seu estômago não lhe permite devorar uma anêmona inteira, ou seja algum tipo de evolução inteligente que faça com que o nudibrânquio queira preservar viva a fonte abastecedora do veneno que o mantém vivo. Talvez um raciocínio muito complicado para um caracol. Um raciocínio que os homens parecem não aplicar ou pelo menos não entender.
Todos os animais mostrados aqui são venenosos. Sua variação de cores, padrões e formas é tão grande que especialistas acreditam que apenas um percentual muito pequeno desses animais é conhecido pelo homem.

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