28 Comentários

  1. wagner a. r.

    vish, ta tenso o negocio cara, muito massa essa historia Philipe, e o que mais curto nos seus contos é que você não inventa nomes nem nada, o tal do William Mumler realmente existiu e fotografou “espíritos” mesmo, muito top cara, parabéns.

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    1. John Doe

      “Realmente existiu”? Sim, Mumler existiu. “Fotografou espíritos”? Só que…. NÃO. Confira:

      William H. Mumler, o homem que não fotografava espíritos
      14/04/2009 @2:13 | MARCO SANTOS
      Fotogénicos fantasmas

      No estúdio de William H. Mumler, os milagres aconteciam. Os abastados membros da sociedade norte-americana podiam tirar uma fotografia na companhia dos fantasmas dos entes queridos. Só Mumler possuía a capacidade mediúnica de fotografar os espíritos – e foi graças a esta maravilhosa competência que ganhou fama e muito dinheiro.

      Na década de 1860 nunca faltaram mortos para Mumler fotografar. Só a guerra civil americana – a chamada Guerra da Secessão, ocorrida entre 1861 e 1865 – fizera desaparecer três por cento da população americana: 970 mil pessoas, dos quais 618 mil eram soldados.

      A guerra não era a única a devastar o coração dos vivos: não existiam condições sanitárias para grande parte da população, havia muita doença e a Medicina era insuficiente. Morriam muitos antes de tempo, principalmente crianças.

      O Espiritismo Espiritualismo – de uma forma simplificada, a crença segundo a qual é possível estabelecer contacto com os mortos e conhecer pormenores sobre o Além – tinha ocupado a mente do grande público a partir de 1850, com as célebres sessões espíritas mediúnicas das irmãs Fox. Trinta e oito anos depois, a 21 de Outubro de 1888, uma das irmãs, Margaret, admitiu as fraudes e explicou os truques numa confissão escrita para o New York World, mas a maioria dos crentes considera que Margaret Fox mentiu ou foi forçada a mentir.

      Mumler sempre estivera interessado em fazer experiências com uma nova e intrigante tecnologia – a fotografia.

      Tinha 29 anos quando notou que uma anterior exposição tinha permanecido na placa reveladora, provocando acidentalmente uma dupla exposição de fotos, ou seja, a sobreposição de duas figuras na imagem.

      Viu-se então na companhia do sujeito feminino da foto anterior. Mostrou-a a amigos, garantindo que a figura esbatida era o espectro de uma prima já falecida.

      Madame Lincoln
      Mary Todd Lincoln
      Mary Todd Lincoln e o fantasma do marido
      Encorajado pela reacção crédula que obteve, levou-a a um especialista em Espiritismo – este caiu que nem um patinho. Em breve, a foto corria as publicações espíritas americanas, bem como cartões de visita distribuídos em Boston com uma reprodução do retrato de Mumler na companhia da Além-prima. E Mumler acabou por deixar a profissão de joalheiro para se dedicar ao lucrativo negócio dos fantasmas fotogénicos.

      O que deu verdadeira notoriedade a William H. Mumler foi a visita ao seu estúdio de uma misteriosa senhora de negro que se veio a saber mais tarde ser a ex-primeira-dama Mary Todd Lincoln, viúva do presidente Abraham Lincoln.

      Mary Todd era uma conhecida participante de sessões espíritas e a cruel tragédia da sua vida contribuíra para que procurasse no Além o consolo que não conseguia encontrar no mundo terreno: o filho Edward Baker Lincoln, nascido em 1846, morreu aos quatro anos, vítima de cancro medular da tiróide; o filho William Wallace, nascido em 1850, morreu de febre tifóide aos 11; a 15 de Abril de 1865, o marido foi assassinado; cinco anos depois perdia o terceiro filho, Ted, levado pela tuberculose aos 18. O único que ela não viu morrer foi o quarto filho, Robert Tod.

      Física miséria
      Mary Todd tinha problemas psicológicos graves – os primeiros sinais surgiram após a morte do filho William. Os sintomas de esquizofrenia agravaram-se com o tempo e a ex-primeira dama chegou a ficar internada num hospital psiquiátrico.

      Foi portanto a esta senhora doente e fragilizada pela tragédia que Mumler revelou um assombroso retrato onde o fantasma do falecido marido a consolava das suas perdas.

      Muitos outros notáveis se seguiram, incluindo o editor Moses A. Dow, da Waverley Magazine, que se deixou fotografar na companhia do espírito de uma antiga assistente pessoal.

      Harper’s Weekly
      Este cartoon publicado no Harper’s Weekly em Abril de 1869 reflecte a importância do fotógrafo no folclore mediático da época: a noiva do senhor Dobbs, um viúvo, quer um retrato do futuro marido. O senhor Dobbs cede aos desejos da noiva sem saber que está no estúdio de William Mumler. «Oh, horror», exclama a noiva depois de ver a foto. As anteriores cinco mulheres do senhor Dobbs aparecem todas na fotografia…
      Os problemas na carreira de William Mumler começaram quando se descobriu que alguns dos rostos convenientemente desvanecidos dos mortos pertenciam a pessoas que ainda estavam vivas. E a situação piorou quando começou a circular a suspeita de que o fotógrafo dos espíritos tinha por hábito arrombar as casas de alguns dos seus clientes à procura de fotos que pudesse sobrepor.

      Finalmente, em fins de Março de 1869, já com estúdio montado em Nova Iorque, William foi detido pela polícia sob a acusação de fraude.

      O julgamento foi um dos acontecimentos mais mediáticos da época, com dezenas de jornalistas de todo o país destacados para cobrir o acontecimento. Dezenas de fotógrafos testemunharam em tribunal, mostrando ao juiz como a fraude podia ser feita através da dupla exposição dos retratos.

      Dezenas de testemunhas também foram a tribunal defender a idoneidade de Mumler, sobretudo os seus clientes, gratos pela possibilidade de se reunirem com os queridos mortos através de uma fotografia.

      O juiz acabou por determinar que as provas apresentadas pela acusação não eram suficientes para o acusar de fraude, mas também deu a entender que pessoalmente considerava Mumler um vigarista.

      Mumler foi libertado, abandonou Nova Iorque e regressou a Boston, escreveu uma autobiografia na qual nunca assumiu a marosca, mas a sua reputação sofreu um rombo extraordinário e ele nunca mais conseguiu retomar a sua carreira de fotógrafo do Além. Morreu na miséria. E depois disso nunca mais se deixou fotografar.

      Fonte: http://www.bitaites.org/fotografia/william-h-mumler-homem-nao-fotografava-espiritos

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  2. darles

    Tu é lindao cara! Se hollywood soubesse desse seu talento com certeza ja estaria nadando em uma piscina de dinheiro por la, hahaha. NUNCA PARE DE ESCREVER HEIN uahuahauau. Conto ta excelente! parabens.

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  3. Rodrigonez

    O que são essas fotos? Que cagaço!
    Ta muito massa essa estória. Posta tudo de uma vez! Hahahah!

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    1. Não posso postar tudo de uma vez pq só posto ela quando escrevo. Eu não sei o que vai acontecer. Eu escrevo e publico.

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  4. Leon

    Felipe, Eu te ODEIO!
    ODEIO por me deixar tão ansioso pra ver a continuação dessa história! Caralho, muito boa! Sua escrita impecável e seu roteiro que cria mais e mais curiosidade sobre a continuação.
    A propósito, voltaremos a ter Gumpcast? Saudade!

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    1. Valeu mesmo. Tb estou curioso pelo que vai acontecer. Sobre o gumpcast, creio que voltarei a fazer o gumpcast no mês que vem.

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  5. Carlos felipe

    Estava quase dormindo,deitado no escuro,e decido dar uma olhada no mundo gump,pra que kkkk,agora me deu um puta cagaço,esse conto vai ficando cada vez mais macabro,phillipe,ja pensou em escrever um livro só de contos? Pelo menos uma venda garantida você ja teria rsrsrs

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  6. John Doe

    Philipe, a coisa tá cada vez mais caminhando para um final “à La Lost”. Sem desmerecer o trabalho, claro, mas… fica meio que previsível demais. O Mumler bem que poderia ser o Mum…Rá… dá-lhe Thundercats.
    Por outro lado, essas supostas fotos de pessoas com “espíritos” sempre produziram mais controvérsias do que explicações. Uma delas reside no fato de que as supostas “aparições” apenas surgiam depois da foto revelada, e não durante a “pose”. Então, como se explica o enquadramento praticamente perfeito dos dois? O fotógrafo tinha que “adivinhar” onde o “espírito” apareceria e posicionar a câmera? Observe as fotos acima e constate. Muitas fotos foram desmascaradas como sendo simples “dupla exposição” de imagens… algo fácil de fazer, até mesmo com equipamentos da época.
    Outra questão seria o fato de que o espírito, em não sendo “matéria”, não refletiria luz. Logo, não seria visível no espectro da visão humana, pois sempre vemos a luz que os objetos refletem, e não o objeto em si. Se o espírito se tornasse matéria, a ponto de refletir luz, teria “voltado” ao mundo material… logo, deixou de ser espírito, e seria qualquer outra coisa, mesmo espírito, no sentido literal.
    Não tenho conhecimento, de momento, se algum desses “eventos” foram reproduzidos sob os critérios científico, em laboratório. Creio que não passariam por um exame rigoroso.
    Ademais, mesmo sendo “representações” etéreas de pessoas que já foram vivas, do “outro lado” é preciso usar roupas? Pelos braços, principalmente, dá para notar o vestuário. Ou a energia precisaria assumir uma forma que fosse familiar aos observadores, como fazem os ETs na ficção científica?

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    1. È claro que no mundo real, o esquema do Mumler era fraude fotográfica. (embora tenhamos que reconhecer que ele era fodão nisso) Mas no conto não.

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  7. John Doe

    Em tempo, na quarta foto, de cima para baixo, a do senhor de costeletas avantajadas, o rosto do “espírito” se sobrepõe ao rosto dele… já o corpo, é transparente e deixa entrever o corpo do vivo…. rsssssss…. “espíritos” com densidades diferentes? Claro que não, né… farsa, mesmo!

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  8. Aline Carneiro

    Eu gostei bastente da referencia ao Mumler. Eu sempre achei que ele foi um farsante mas que em algum momento “alguma coisa” apareceu para ele e fz ele pirar. Meu palpite sobre o conto é que agora vem as menininhas boas pra lutar com a menininha má.

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      1. John Doe

        Em tempo: Aline, a “coisa” que surgiu e fez o Mumler pirar chamava-se “método científico”, que desmascarou os embustes. Depois disso, ele se enterrou de vez. E nunca fez questão, depois de morto, de aparecer em qualquer outra foto conhecida que fosse, só para se lembrarem dele…

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  9. Carina

    Philipe, a história estava muuuuito foda desde o início, ao fim de cada parte eu estava doida pra ver a próxima parte, ia dormir imaginando o que iria acontecer. No serviço eu e um amigo ficávamos discutindo o que iria acontecer, se a menina é boa ou má, o porque de perseguir tanto, de quem era a mão sangrenta no porão, ficava só no F5 pra saber se já havia postado a próxima parte. Mas confesso que me decepcionei um pouco nessa parte. A história estava fantástica, estávamos VIDRADOS MESMO, só que achei a parte 7 com muita informação meio desnecessária, na hora do jornal com as coisas sobre Mumler acabou desviando um pouco do foco “aterrorizar” e deixar a pessoa ansiosa. Estou amando a história, só achei que essa parte ficou com algumas coisas desnecessárias.
    De qualquer forma, parabéns, sua história é maravilhosa! *–*

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    1. Mme. Danica

      Desnecessário?! Mas, é a partir das citações do Mumler que a gente vai ter um gancho para saber o que está acontecendo ali!

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    2. Então, como a história não é algo pronto, que eu estou servindo, pense em mim como um cara fazendo o jantar na mesa do restaurante, e sem saber exatamente que receita é. Pode ser que uma parte fique doce, outra mais salgada… Isso é o ônus de criar em tempo real. Se fosse um livro, eu poderia parar, voltar, mudar, reescrever coisas do passado para encaixar no futuro. Aqui não. Aqui é o “se vira nos trinta” literário. As chances de dar merda são substancialmente maiores do que de ficar legal.

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  10. Carina

    Mme. Danica, concordo contigo, mas acho que só algumas citações sobre o jornal já ajudaria, não precisava de tanta coisa.

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    1. John Doe

      Uma “enchidazinha de linguiça” básica, de leve…. rsssss…. na boa, tá Philipe! Penso que que quis dar um ar mais dramático na coisa, e para justificar tanta informação, a “coisa” vai girar em torno desse falsário…ops, fotógrafo, de agora em diante.Quem sabe algo do tipo: o cara estava tentando repetir as experiências e além de captar a “imagem”, acabou trazendo o “espírito” para o lado de cá, mesmo. Abriu um “portal” entre os mundos e agora a “alma penada” busca um jeito de “voltar”…

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      1. Eu precisava explicar quem era o Mumler, pois ficaria meio solto só citar ele, ja que nem todo mundo vai atras pra ver se existe mesmo.

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  11. BEZALEL

    John Doe, matou à pau, parabéns!
    Munler o “PAI DO FOTOSHOP”, hahaha!

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