Olha que curioso este truque:
Ao que parece, isso é feito colocando o copo por dez minutos no freezer. Mas não fume. Fumar faz mal. O truque passa, o vício fica.
Se eu te perguntar quem é o criador do ursinho Pooh, que ilustra meigamente nosso post, você com 99% de chance dirá:
Walt Disney
Afinal, Disney era mesmo genial. Um cara capaz de criar o Mickey mouse, o Pateta, o Pato Donald, Pluto e tantos outros personagens tem que ter a nossa admiração. Minha admiração pessoal por Walt está mais em sua habilidade de fabricar um império com um rato do que na sua habilidade como desenhista.
O problema é que: Walt não criou Pooh.
O ursinho Pooh, na verdade Winnie the Pooh, é o nome de um personagem de histórias infantis, escrito por A. A. Milne.
A história do ursinho odiado por seu criador e como ele chegou no ponto de render UM BILHÃO DE DÓLARES POR ANO para a Disney – tanto quanto o Mickey! – com a venda de bichinhos de pelúcia, fitas de video, livrinhos, camisetas, canecas, bonés e quinquilharias mil é interessante.
O Ursinho Puff – nome que tinha antes da política global da Disney de uniformizar o nome do personagem em todos os países, passando para Pooh começa quando Milne, sentado em sua poltrona observa o filho Cristopher Robin brincando com seu ursinho de pelúcia. Esta cena aqui:

Milne sente-se inspirado e na mesa de café escreve o poema “Vespers”. Milne mostrou então o poema para sua esposa e ela gostou muito. Milne não ligou tanto para o que acabara de fazer, mas a sua esposa Daphne, vendo no poema algo tocante, tentou vendê-lo para a revista Vanity Fair. Milne não achava que o poema seria vendido e até disse para Daphne que se ela conseguisse vendê-lo poderia ficar com a grana pra ela.
O poema foi vendido de imediato, e obteve sucesso inesperado. Em pouco tempo, outras revistas enviaram cartas solicitando a Milne que escrevesse mais poemas infantis.
Milne mandou ver, afinal, quem não gosta de dinheiro? Os poemas de Milne giravam sobre Christopher Robin e seu ursinho. O nome original do bicho era Edward Bear ( o nome certo do ursinho Teddy, que é o sinônimo de urso de pelúcia em inglês).
Momento cultura inútil:
O urso de pelúcia chama-se ursinho Teddy porque durante uma caçada o então presidente dos Estados Unidos, Teddy Turner recusou-se a matar um urso. Desde então, uma empresa de brinquedos começou a fabricar um urso com o nome do presidente. O brinquedo ficou famoso e o nome Teddy bear “pegou”.
Embora o nome inicial do bichinho fosse Edward Bear, Milne mudou o nome para Winnie, em homenagem a um urso que havia chegado de Winnipeg no Canadá para o Zoológico de Londres.
Em 1924 os poemas foram finalmente publicados na forma de um livro chamado When We Were very Young tornando-se um best seller. O êxito fez com que Milne publicasse mais um livro de contos, desta vez, intitulado Winnie The Pooh, em 1926.
O livro vendeu mais de 150 mil cópias antes do fim do ano só nos Estados Unidos. O livro estava sendo tão bem sucedido que o sucesso – é intrigante este tipo de coisa, veja só – começou a incomodar Milne.
Quando Milne se deu conta de que o Ursinho abobadinho estava ganhando proporções grandes demais, Milne resolveu eliminá-lo em seu último livro chamado The House at pooh Corner. Na últiam cena do livro, Milne faz Chris Robin explicar ao ursinho que estava crescendo e que não voltaria a brincar com ele.
Claro que isso não funcionou e só fez aumentar as vendas do Pooh.
Alan Milne escreveu posteriormente peças, ensaios e até romances, mas nuinca conseguiu livrar-se do ursinho, que se colou a ele como que com Superbonder.
Milne passou a detestar sua criação. Seu filho, o verdadeiro Christopher Robin, também se ressentia do sucesso de seu alter ego. Durante toda sua vida seus colegas de escola o perturbaram sem piedade por ser o parceiro do Ursinho Puff.
Colégio é fogo, vocês sabem. Basta se destacar em alguma coisa pra apanhar do brutamontes e ser considerado um pária.
O garoto Chistopher tomou tamanho ódio do Urso e seus poemas que só aceitou o dinheiro dos direitos autorais do pai depois que este morreu porque sua filha, Clare, nasceu com retardamento mental, e precisaria do dinheiro dos livros para se sustentar depois que ele morresse.
O primeiro negócio envolvendo Pooh se deu em 1930 quando ainda vivo, A. A. Milne vendeu para o agente literário Stephen Slesinger os direitos de imagem e licenciamento de Pooh e sua turma nos Estados Unidos e Canadá por mil dólares inteirinhos.
Que fortuna, né?
Dois anos depois, o autor também cedeu para o agente, por nenhum custo adicional, os direitos sobre performances usando seus personagens em rádio, televisão e qualquer outro meio de reprodução que viesse a ser criado no futuro; Milne e sua família ganhariam dois terços desses rendimentos, e Slesinger ficaria com o resto.
Não chega a surpreender então que Roy Disney, irmão de Walt, tenha ficado furioso quando, ao abordar Milne em 1937 com a intenção de fazer filmes animados com seus personagens, descobriu que eles já tinham outro dono. Desde o começo o Reino Encantado já compreendia a quantidade de dinheiro que poderia ser feita vendendo produtos estampados com seus personagens, e conseqüentemente não tinha a menor intenção de investir numa figura cujos lucros iriam para outrem. Stephen Slesinger queria que os lucros de merchandising fossem repartidos meio a meio com a Disney, o que esta considerou inconcebível. As negociações se estenderam até 1961, quando A. A. Milne e Stephen Slesinger já tinham morrido, e a esposa de Slesinger, Shirley, fechou um acordo no qual ela receberia 4% dos lucros, a família de Milne, 2,5%, e Disney ficaria com o resto.
Em 1966 o primeiro filme de Winnie the Pooh, Winnie the Pooh and the Honey Tree, com 25 minutos, foi lançado. O segundo, Winnie the Pooh and the Blustery Day, saiu pouco depois. Se já eram populares antes, depois de entrarem no mundo da animação esses personagens tornaram-se uma coqueluche. A alegria de crianças e adultos do mundo inteiro, no entanto, haveria de ser a dor de cabeça de seus produtores.
Em 1980 a filha de Stephen e Shirley Slesinger, Pati, reclamou com a Disney querendo receber porcentagens sobre os lucros com a venda de bichos de pelúcia, brinquedos e revistinhas feitas com Puff, que não estavam previstos no contrato de 1961. O conflito durou até 1983, quando a Disney pagou 1,1 milhão de dólares à Stephen Slesinger Inc. para resolver a questão e reformular o contrato. Nele, a porcentagem que cabia aos Slesingers foi reduzida a 2%. Mas esta paz durou pouco.
Nos anos 80 a venda de fitas de vídeo cresceu espantosamente, de US$ 396 milhões por ano para US$8,3 bilhões. As fitas do Puff viviam na lista dos mais vendidos. A Disney pagou por algum tempo às Slesingers o dinheiro sobre os vídeos, depois parou. Disse que não devia nada às duas e que os pagamentos iniciais haviam sido um engano. Elas reclamaram, eles disseram que não, e assim começou uma luta judicial que já dura onze anos.
Caso as duas ganhem o processo, a Disney terá que pagar mais de US$ 1 bilhão sobre o valor bruto de mercadorias vendidas desde 1983. Obviamente Mickey não quer pagar isso, e usa todas as artimanhas possíveis para tentar evitá-lo. Logo no começo do processo, Pati Slesinger afirmou que Vince Jefferds, o executivo que assinou o novo contrato em 1983, tinha afirmado numa carta que concordava que deveria pagar uma porcentagem sobre todos os produtos com a cara do Puff. Mas ninguém sabia onde o tal contrato estava, e Jefferds já havia morrido, portanto não podia confirmar nem desmentir o fato. Muito suspeito da parte de Pati, com certeza. Em 1999, no entanto, a Disney revelou que havia queimado quarenta caixas de papéis pessoais de Jefferds três anos depois que o processo começou, mas não havia nada relevante lá. O tiro saiu pela culatra: depois de saber disso, o juiz proibiu que se coloque em dúvida as afirmações de Pati sobre as cartas de Jefferds.
Preocupado, agora o Reino Encantado está tentando vencer por outro lado.
Agora vem a pooh-taria:
Em novembro de 2006 a Disney entrou com um processo no qual o último descendente de A. A. Milne quer desfazer o contrato que o autor fez com Slesinger e recuperar os direitos sobre Pooh.
Só que o último descendente é Clare, a filha de Christopher Robin, que, como está escrito alguns parágrafos acima, tem paralisia cerebral. Depois de recuperar os direitos, ela os venderia à companhia por uma quantia não revelada. Tudo indica que ela não entende muito bem o que está acontecendo e não consegue diferenciar US$ 1 mil de US$ 1 milhão. O caso continua rolando, e não deve acabar tão cedo. Até lá, as crianças continuarão comendo tranqüilamente seus McLanches Felizes com a cara de Winnie the Pooh na caixinha, a maioria sem sequer imaginar que existe um livro que originou tudo isso. E mais e mais dinheiro vai rolar para os cofres da Disney. Leitão, o Filme, deve sair daqui a alguns meses.
Pooh-taria
Veja também o caso da enorme “coincidência” entre o Filme “O rei leão” e um anime japonês da década de 50 no nosso blog parceiro Boca Aberta



Interessante.
Pena que ele está fumando maconha.
Força na continuidade do seu blog, há anos entro diariamente em seu blog, não desista.
Alexandre,
Pode não ser maconha.. pode ser cigarro artesanal, feito com fumo e papel próprio.. Muitas pessoas fumam cigarro sem filtro.. que é o caso desse cara.
Acredite, ele não ia desperdiçar a fumaça da maconha desse jeito! kkkk
Cara acho que não é maconha não. Tá me parecendo cigarro de erva (tipo o do canceroso de X-files) , este tipo de cigarro é muito usado em cinema, porque faz muita fumaça, e plasticamente funciona muito bem.
Ehehehe… dahora…
Continue postando gumpices como essas…. obrigado por não encerrar as atividades do Blog, Philipe…
É um prazer.
Concordo totalmente com o Rafael
valeu.
testei aqui com o lance do congelador e cigarro de palha…deu errado…acho que tem mais a ver de como ele sopra a fumaça pelo copo…tipo um ângulo certo, pela berada e girando para baixo…só sei que aqui deu errado…
Vc fez isso num lugar frio?
Oi, Philipe!
Posso colocar o link para o Mundo Gump no meu twitter como uma dica de site legal?
Conheci o site através do meu marido que curte demais (já há alguns anos) e agora estou viciadinha, devorando os contos e posts.
Um abraço!
Seria uma honra.
aUEhauehah
bom agora já sei um jeito de tragar bebendo kkk..
e eu tenho quse certeza q o cara ta fumando unzinho hehehe..
muito legal, vou testar se der certo eu posto aqui..
vlw vlw
Que Massa!!
olha testei e funciona sim, e nem precisa colocar o copo no congelador ou algo do tipo.
basta tar em um ambiente que não fique ventando, e já era.. rsrsrs bom testar essa experiência..
Sei não, viu! pra mim isso tá parecendo fumaça ou vapor de cigarro eletrônico. Muito pesada essa fumaça ae. O cara tragou fora do close.
Cara, eu to achando q isso é fake! primeiro q ele saiu do enquadramento pra tragar a fumaça, isso ja me deixa pensando se ele realmente tragou a fumça do cigarro, ou seja, na minha opinião ele ele deve ter tragado uma fumaça de nitrogenio liquido ,q é bem fria, e encenado pra parecer q a fumaça era do cigarro. Eu penso isso pelo simples fato de q a fumaça do cigarro é quente, isso a torna mais leve q o ar, fazendo ela subir imediatamente quando sai da boca, a fumaça q ele sópra no copo é mais pesada e vai direto para o fundo do copo, isso sem contar q para a temperatura do copo ter algum efeito sobre a fumaça, ele deveria estar bem gelificado, aquele copo aparenta estar em temperatura ambiente. tenho certeza de q se alguem fizer isso com nitrogenio liquido vai ter sucesso!!
Na verdade o copo deve estar quente e não gelado.
Se o ar que estiver no copo for mais quente que a fumaça o ar sai e a fumaça entra.
Tem um truque bem simples que vc faz uma “cascata de fumaça”.
Basta pegar uma maço de cigarros e fazer um furinho no plástico, puxando-o até ele quase sair do maço, pra ficar aquele “quadrado de plástico vedado”.
neste furinho você coloca um rolinho de papel e mete fogo. A fumaça desce ao invés de subir.
Não é fake, é fumaça mesmo, tente fazer..
deve ter uma prática, onde vc deverá soltar a fumaça beeem de leve.. e que não sopre nenhum venho perto do local..
Por que aqui mesmo no meu quarto funcionou, e não precisei nem esquentar ou esfriar o copo..