Como descobrir sua nota no Lulu? Veja como saber seu ranking com a mulherada

Hoje pela manhã, quando abri a minha caixa de emails, estava lá uma mensagem do nosso amigo leitor Marcio CV (espero que ele não seja do Comando Vermelho) me perguntando o que eu acho do Lulu e por que eu não falei disso, já que este é um assunto que nas palavras dele, “está bombando na internet”.  Ele aproveita para me perguntar como que um homem faz para descobrir a nota dele no Lulu.

De fato, não falei nada sobreo Lulu e nem como descobrir seus pontos lá até agora. Talvez porque muita gente já falou e o assunto ficou chato. Talvez porque este assunto não me interesse nem um pouco. Talvez porque como blogueiro eu cague solenemente para os assuntos que bombam no momento, porque eu não vivo o momento. Quem vive do momento são os jornais. Eles tem que se preocupar com o momento, porque seu material é perecível. O jornal é a coisa mais perecível da face da Terra, perdendo seu valor a cada minuto assim que sai da gráfica. No fim do dia ele só serve para forrar a gaiola do passarinho, embalar o peixe, limpar a janela  e usos similares.

Claro, há alguns blogs que vivem dos hypes. O hype é basicamente “o assunto que bombou na internet”. Mas a merda do blg de Hype é que ele trabalha num circuito diferente. Como o assunto dele é perecível, ele sabe que só vai faturar (muito) em cima daquilo enquanto o tema for a pauta. Entrou outro, aquilo já era e ele não ganha mais NADA com aquilo lá. É igual ao traveco que foi pego com o Ronaldo no motel. Hoje ninguém mais fala disso. Ou das fotos eróticas da Carolina Dieckmann. Passou, sumiu. Algo me diz que com este Lulu será assim.

Talvez eu não tenha falado por tudo isso junto, mas na medida em que o leitor pede, pergunta, é minha obrigação enfiar meu orgulhinho boçal no meu lugar lá onde o sol não bate e meter a cara no assunto para explicar.

Primeiro, é importante situar as pessoas que estão em outro planeta, dimensão ou simplesmente estão – felizes – alheias a esses hypes passageiros como chuva de verão.

O que é o Lulu e como funciona?

O Lulu é – a grosso modo, um aplicativo criado para mulheres avaliarem homens. Alguém poderia sugerir – erroneamente – que o nome vem do “clube da Luluzinha”. Não, não vem. Mas a ideia encaixou bem na mente do povo.

Como o nome sugere, aqui homem não entra. Ou melhor, só aparece para ser avaliado. Este é um aplicativo que (em tese) seria exclusivo para mulheres. O Lulu é uma rede social que funciona integrada ao Facebook e permite às garotas, de forma anônima, dar notas aos seus namorados, amigos ou pessoas de quem estão a fim.

O Lulu possui filtros que permitem encontrar garotos por faculdade, os mais engraçados, os que estão bombando no Lulu, os que têm maiores notas no app ou aqueles da sua região, entre outros.

O sistema de avaliação conta com um questionário e diversas hashtags (frases marcadas pelo símbolo octothorpe: #) para descrever os homens, tipo:  #NãoSabeApertarUmParafuso, #NãoÉBabaca, #UsaRider e #AmigoDoEx estão entre os exemplos.

Polêmico, o aplicativo Lulu, criado pela jamaicana Alexandra Chong, tem pouco mais de uma semana de existência, já está no ranking dos mais baixados da Apple Store e da Google Play e divide opiniões entre homens e mulheres.

A razão do fusuê com o Lulu

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O Lulu “causou” como dizem os descoladinhos, nas redes sociais, porque os homens não gostaram de ser avaliados à sua revelia. Basicamente, o aplicativo puxa o perfil masculino do facebook sem te perguntar se pode e deixa qualquer maluca aí te avaliar. As outras verão esta avaliação e podem (e certamente vão) acreditar nela, o que pode enaltecer como também pode destruir seu filme junto à classe feminina.

Eu sei, parece idiota, mas muitas pessoas se importam com o que as outras pensam delas. Ao ponto de que esta porra já deu até em processo:

 

Nas redes sociais, a primeira petição contra o Lulu veio à tona nesta terça-feira. Um estudante de Direito de 26 anos entrou com uma ação contra o aplicativo. Ele se sentiu ofendido ao saber que foi avaliado como “mais barato que um pão com manteiga”, “bafo da morte” e “aparadinho”. Leonardo Vizeu, advogado constitucionalista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), disse que a iniciativa pode e deve ser seguida por quem se sentir lesado pela ferramenta.

“A Constituição garante proteção à intimidade e veda o anonimato. O sujeito exposto pode entrar com ação cível, por perdas e danos, ou penal, por difamação e crime contra a honra. O culpado pode pegar de 3 meses a 1 ano de detenção ou pagar multa de R$ 5 mil a 10 mil”, diz. fonte

Vejo pela internet afora centenas de sites ensinando como sair do aplicativo para não ser avaliado no Lulu. De fato, é a coisa mais fácil do mundo achar isso. Caso você queira Sair do Lulu, aqui está o jeito mastigadinho:

Como tirar o seu perfil do Lulu?

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Basta entrar no site do Lulu (company.onlulu.com), clicar na opção How Lulu works, descer até a base da página e clicar no botão Remove my Lulu profile. Para dar continuidade à exclusão, é necessário estar logado no Facebook, para que o aplicativo entenda qual perfil deve ser eliminado de seu sistema. E pronto. 

Mas o que realmente me interessa na questão do Lulu é o impacto que a ideia de ser avaliado produz. E a ideia de avaliar o outro, em si.

A sociedade, como sabemos, vem se tornando cada vez mais individualista. Você poderia estranhar essa ideia quando pensa em tantas pessoas preocupadas com o que as outras pensam delas. Mas a questão chave é esta: As pessoas se preocupam com o que os outros pensam delas. É a máscara, a face que cada um de nós, querendo ou não, oferece ao outro. É o medo de ser “desmascarado”. Ter seus defeitos e fraquezas expostas para todos, se ver como vítima do escárnio popular.

A questão do uso de milhões de perfis sem autorização é um fato complicado mesmo, mas vamos abstrair este detalhe para focar em outro: O aspecto humano desse negócio. Por que as pessoas não querem ser avaliadas? Há muitas explicações racionais que podemos sacar diante desta simples pergunta. Acho a mais completa: Porque a avaliação pode ser falsa.

Imagine uma ex-namorada do tipo maníaca, na linha “vou te destruir! Se não for meu não será de ninguém”. Todo mundo conhece um caso assim, né gente?

Basta uma só avaliação falsa para por em xeque todo o funcionamento deste negocinho. Ao que parece, o próprio Mark Zukeberg notou este problema com o Fabebook (que quando foi inventado, servia justamente para avaliar possíveis gatinhas do Campus de Harvard) e ampliou os horizontes de sua ideia para a grande rede social que conhecemos.

Eu acho curioso que as pessoas achem interessante um aplicativo de avaliação de pessoas. Imagino a pessoa que acha boa esta ideia como alguém que ao comprar um tablet, vai em sites de avaliação para saber seu desempenho em diversos quesitos e assim pode comparar aqueles dados com os de outros aparelhos concorrentes, para enfim saber qual o melhor, qual mais satisfaz suas necessidades.

Isso parece bastante lógico quando pensamos em aparelhos eletrônicos, carros e produtos puramente materiais, finitos em si mesmos. O erro dessa ideia é achar que um ser humano pode ser avaliado desta maneira numa relação. Não é apenas um erro, é uma clara demonstração de que estamos vendo o outro como uma objetificação pura,  cuja razão de ser no mundo, é satisfazer nossas necessidades. 

Digo que não dá, porque o ser humano, sobretudo no que tange ao comportamento, não é finito como um gadget é. Hoje você pode estar com um certo humor, amanhã com outro. Você muda de opinião, é tocado por histórias, aprende com seus erros. Você ontem pode ser uma pessoa diferente de você hoje e o você amanhã pode não ter nada a ver com os dois outros. As notas, só podem se limitar a impressões de uma outra consciência acerca de uma pessoa e isso está restrito a um tempo definido, de modo que amanhã, talvez elas nem se apliquem mais.

Por outro lado, há sim aspectos da personalidade e até físicos que dificilmente poderão mudar, como a educação, a inteligência, beleza, etc.

Se pararmos para pensar que uma relação, seja ela em que nível for, entre duas pessoas se dá na interação explícita e implícita desses dois indivíduos, cada um com sua história, visão de mundo, construção mental, formação e etc e tal, poderemos imaginar que a química que rola entre um certo homem e uma certa mulher –  provavelmente não vai – ser a mesma com outras pessoas.

Um exemplo: Duas meninas beijam um mesmo cara na balada. Uma acha que ele beija mal. A outra acha que ele beija super bem. Quem está certa? 

Se você chutou nenhuma, errou. Se você chutou as duas também. A resposta é que todas as respostas podem estar certas ao mesmo tempo e também erradas. è impossível saber a verdade, porque “beijar bem” é um elemento subjetivo construído na cabeça delas.

Como uma pessoa pode ser tão individualista ao ponto de acreditar que ela tem a capacidade de julgar uma outra com base apenas nas suas percepções,  – que em última instância, são afetadas por sua própria construção de mundo?

Assim, quando eu avalio o outro, não estou exatamente avaliando a pessoa, mas a imagem que construí dela com os sinais que captei. E os sinais que captei estão mais alinhados com a  MINHA construção de mundo do que de fato conheço do outro.

Tal qual se dá com a relatividade e até a Física Quântica, o referencial, isso é,  o ponto de vista do observador,  produz uma percepção diferente no resultado da experiência de acordo com seu posicionamento. No Lulu não é diferente, pois quem dá a nota é outro ser humano, e ela dá esta nota baseada em convicções próprias e variáveis, talvez imperfeitas.  Desse ponto de vista, podemos inferir que todos os scores obtidos no Lulu são meras construções hipotéticas, que podem diferir radicalmente da realidade.

O que é impossível de negar é o desejo humano pelo autoconhecimento. E como sabemos, muito do que creditamos a nós mesmos enquanto indivíduos são construções do outro acerca da nossa pessoa.

É estranho admitir, mas somos em parte construídos pelo que os outros pensam de nós. Desde a infância crescemos ouvindo que somos isso, somos aquilo. Levados, divertidos, bobos, inteligentes, burros… Crescemos repletos de rótulos, reforços positivos e negativos, e cada um desses rótulos colabora numa intrincada rede de tijolos para construir o que pensamos que nós somos hoje.

Quando esses rótulos que nos colocam estão alinhados com nosso desejo existencial, nos sentimos bem. Mas quando há um descompasso entre a visão do outro e o que desejamos efetivamente ser, entramos em conflito. É aí que mora o problema de certas pessoas que não satisfeitas em idolatrar outras, buscam se transformar nelas.

Quero ser Justin Bieber

Para o compositor Toby Sheldon, de 33 anos, não basta ser fã de Justin Bieber. Ele quer ser como Justin Bieber. Para isso, o americano gastou cerca de R$ 220 mil para ficar - segundo ele - parecido com o astro pop. Foram cinco anos de cirurgias plásticas, incluindo implante de cabelo, lifting nos olhos e na boca e preenchimento labial e no rosto. Toby também mudou o sorriso.

Toby Sheldon, de 33 anos, quer ser como Justin Bieber. Para isso, o americano gastou cerca de R$ 220 mil para ficar “parecido” com o astro. Foram 5 anos de cirurgias plásticas, incluindo implante de cabelo, lifting nos olhos e na boca e preenchimento labial e no rosto.

Quero Ser Angelina Jolie

Stefanini gastou 260 mil dólares para ficar com o rosto igual ao de Angelina Jolie

Stefanini gastou 260 mil dólares para ficar com o rosto igual ao de Angelina Jolie. Apesar de ter ficado bastante parecida com Jolie, a americana não gostou muito e disse que vai processar os médicos para recuperar parte do dinheiro. “Era para a minha voz ter ficado igual também, além disso, não estou com a fisionomia idêntica como os cirurgiões me prometeram”, disse.

A Psicologia dedica um enorme espaço de estudo a questão da auto-imagem humana. Nós, enquanto primatas de comportamento complexo, dependemos fundamentalmente da auto-imagem para encontrar nosso lugar no espaço social.

A ideia de que parte do que somos é ditada pelos outros pode ser percebida claramente na necessidade humana de buscar mais sobre si no horóscopo ou mapa astral. Se os “astros” podem dizer quem somos, como nos comportamos diante do mundo, cabe um questionamento se não somos nós que nos comportamos como os horóscopos dizem que devemos.  Mesmo que os astros estejam realmente certos, quem poderia negar que as pessoas são moldadas pelos pais? Quantos de nós não temos amigos ou conhecidos que viveram períodos infelizes, em empregos e profissões no qual não se sentem bem para preencher aquele “sonho” do pai ou da mãe. Quantos casos de pessoas que fizeram uma faculdade inteira de algo que não tinha nada a ver com elas apenas para entregar o “canudo” aos pais no dia da formatura, como que cumprindo uma obrigação. Só para depois cair no mundo e “ir enfim, viver”. Perceba o quão trágica pode ser esta frase: “Ir enfim viver”.

Muitos pais projetam seus desejos e frustrações de vida em seus filhos, exigindo deles coisas que gostariam para si.

Ver como as pessoas gostam de se descobrir é muito fácil. Basta fazer um aplicativozinho até em flash onde você vê “o quão nerd você é”. Ou “por qual hemisfério cerebral você é regido”, “Qual o seu Qi”, ou ainda,  “se você é bom de cama?” e milhares de pessoas vão entrar, fazer o teste, acreditar no resultado que ele der e vão expor isso em seus perfis de redes sociais como troféus que dizem aos outros – mas antes disso, a elas mesmas – quem são.

A verdade nua e crua, é que nós não temos certeza absoluta de quem somos, porque nos somos mutantes. Como eu já disse, quem fomos no passado pode não ser exatamente quem somos hoje. Mas isso é uma ideia incômoda, porque o ser humano precisa de segurança e é muito estranho imaginar que como disse certa vez uma amiga minha, “você namora uma pessoa,  casa com outra e só vai conhecer mesmo o outro é quando se separa dele”.

Esta é uma parcela da verdade, pois eu diria que você nunca conhece realmente o outro, mas sim uma pálida, amorfa e confusa  nuvem de conceitos que acredita ser o outro. Essa construção mental do outro é feita inteiramente NA SUA CABEÇA! 

Compreender esta ideia talvez seja importante para relacionamentos.

Quantos de nós conhecemos pessoas que dizem que estão “no mercado”, “na pista” em busca da pessoa perfeita.

É triste, mas eu vou te dar um baldinho de água a zero grau agora:

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Lamento, se você “caiu do cavalo”. Você deu com os “burros nágua”, você se estrepou nessa. Não vai ter príncipe encantado, James Bond, ou seja mais quem você quiser que assuma o arquétipo da figura perfeita, que vai “te pegar no colo, te deitar no solo, te fazer mulher”. (Obs: Não reclame comigo da letra de “Deixe eu te amar”. Reclame com o Agepê)

Por que é tão assustador para um homem imaginar mulheres avaliando negativamente sua performance enquanto macho?

 

Não somos muito melhores que esses caras aí

Não somos muito melhores que esses caras aí

O fator “gostosa”

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Muito antes de existir a televisão e seus comerciais de batom, perfume, roupas e maquiagem, antes das revistas Marie Claire, Criativa, Nova e etc, antes do comércio desenfreado e da ditadura da beleza, lá atrás, no século XV e XVI, na Itália, as mulheres estavam tingindo de louro os seus cabelos. Um estudo recente mostra que no Irã, onde a exposição à mídia e à cultura ocidental é limitado pelo Estado, as mulheres são muito mais preocupada com a sua imagem corporal. Mas não só isso. Abaixo das roupas e lenços que obliteram a aparência feminina, elas vivem maquiadas e arrumadas da melhor maneira que seus orçamentos permitem. E elas querem perder mais peso do que as mulheres de mesma faixa etária nos EUA. É difícil atribuir as preferências e os desejos das mulheres na itália do século XV e e do Irã do século XXI, a um efeito meramente influenciador da mídia. O ideal de beleza feminino é bem parecido com a aparência da boneca Barbie – jovens com pequena cintura, seios grandes, longos cabelos louros e olhos azuis – é uma conseqüência direta, realista e sensata que surge como uma resposta ao desejo dos homens de obter uma companheira com aquela aparência. Existe uma lógica evolutiva trás de cada um destas características. Os homens preferem as mulheres jovens, em parte porque elas tendem a ser mais saudáveis do que as mulheres mais velhas. Um indicador rigoroso de saúde é atração física; Outro é o cabelo. As mulheres saudáveis têm cabelos brilhantes, e os cabelos de pessoas doentes rapidamente perdem o seu brilho. Uma vez que o cabelo cresce muito lentamente, o comprimento do cabelo na altura do ombro seria um método eficaz de obter um diagnóstico primitivo sobre aquele indivíduo, já que o cabelo comprido revela vários anos de um estado de saúde da mulher. Os Homens também têm uma preferência universal por mulheres com uma razão de proporcionalidade de cintura estreita e quadril largo. Isso acontece porque ao longo da história, foi possível perceber que as mulheres dentro destas proporções eram melhor sucedidas, pois eram mais saudáveis e mais férteis do que outras mulheres. Elas tinham maior facilidade em conceber os filhos e mantê-los, porque elas têm maiores quantidades de hormônios reprodutivos essenciais. Assim, os homens de hoje, ainda estão inconscientemente buscando mulheres mais saudáveis e férteis quando eles procuram mulheres com cinturinha estreita. leia mais

A verdade é que somos macacos sofisticados e como todos os macacos, e precisamos nos preocupar com nossa “moral” junto ao parceiro potencial do sexo oposto, porque a nosa posição no ranking social nos garante mais ou menos sexo e principalmente porque somos programados de fábrica para espalhar nossos genes.

Enquanto no mundo dos bisões uma bela cabeçada no côco do outro já resolve isso mostrando quem “é o cara”, com a gente, o buraco é mais embaixo! Aliás é mais em cima e até dos lados!

Todo mundo conhece alguém exibido. Ou, melhor dizendo,TODO MUNDO É EXIBIDO em algum grau. Em algum aspecto. São nossas armas de diferenciação num universo de pessoas cada vez mais iguais. Há quem busque ser o rei do camarote. Para este, o dinheiro é seu passaporte para a reprodução, culminando em uma situação (pesada) de sexo na balada.

Para outros, basta mostrar seu AK 47, “A arma do Bin Laden” e seus cordões de ouro no baile para chover mulher na horta. Há os intelectuais, os que mostram que seu poder está no tamanho da cabeça de cima, e claro, há os que mostram seu físico sarado, músculos rijos, peito aberto no espaço e disposição, recados de bons genes, quase que um letreiro luminoso de neon.

 

Antigamente (e em algumas culturas ainda é assim) a mulher só ia conhecer a pessoa com quem ela estaria condenada a passar o resto de sua existência no dia do casório. Era uma roleta russa e este era um tempo em que o conceito de amor não existia. Ele foi sendo gradualmente construído com o tempo, e perfidamente moldado pelas artes, literatura, cinema, musica, poesia, pintura…

Juntando isso com a geração Y e seus problemas naturais de se achar “a última bolacha do pacote”, ou “A pessoa especial” que um dia será revelada ao mundo e alcançará seu lugar predestinado de sucesso, temos aplicativos como estes, que visam selecionar o outro, separando para elas o joio do trigo. Afinal, pra que fazer o esforço de conhecer de verdade o outro, com suas qualidades e defeitos, né?

A questão é: O que é o joio? O que é o trigo?

Talvez o aspecto mais patético de pensar no outro enquanto um produto seja a ideia de “dar o troco nas minas” criando um outro aplicativo em que os homens avaliam as mulheres. Um tal de Tubby, que por enquanto ainda é uma promessa.

Pessoalmente acho isso de risível para baixo, resvalando seriamente no patético. Isso é de uma pobreza mental que dá dó. A começar pela condição de perversão da lei que rege nossa espécie animal. A Psicologia evolutiva é clara em demonstrar que a razão de ser do Homem  é a cópula. Todo o resto, poder, dinheiro, domínio, guerras, vem por cima disso. O ser masculino busca o maior número de parceiras. O ser feminino busca -desde sempre- selecionar os melhores machos.

Por mais ridículo e prepotente que o Lulu seja, ele está alinhado com a premissa básica que rege o animal humano do sexo feminino: Selecionar.

A fêmea do homo sapiens é uma perfeita selecionadora. Desde os tempos de semi-macaco que as fêmeas são coletoras, catando galhos, plantas, frutos. Não por outro motivo que a ampla maioria das empresas de linha de produção usam mulheres para fazer controle de qualidade. A mente da mulher evoluiu em milhões de anos fazendo isso, selecionando. Vá com uma amiga numa loja de roupas e isso fica muito claro. Poucas mulheres no mundo poderiam ir a um shopping e fazer como um homem, entrar ir direto na loja, compra a cueca sem olhar nem experimentar mais nada e sair, sem olhar NENHUMA vitrine.

A mulher no shopping olha tudo, analisa, experimenta, até prova. Assim, nesse contexto, um aplicativo que ajude a selecionar homens está alinhado com a programação mais básica gravada no cérebro feminino. Agora pense no que é um aplicativo que avalia as mulheres para os homens.

Como diz meu amigo Naldo:

“Não preciso de aplicativo para me dizer se uma mulher é gostosa. Só basta ser gostosa.”

Naldo, sem saber, está projetando a programação básica que rege no nível mais baixo de programação o espírito do macho. Ele quer mulher gostosa. Do ponto de vista da Psicologia Evolutiva, uma mulher gostosa é a que está apta a procriar, com sinais claros de ser capaz de gerar uma prole ampla e assim disseminar seus genes. Você pode não concordar com essas ideias – que não são minhas, logo, não adianta reclamar comigo – da Psicologia Evolutiva, mas é fato que um aplicativo tipo Lulu para homens não passa de um factóide.

Se você leu isso tudo para chegar na parte de como descobrir sua pontuação, desculpe o transtorno. Era só vir direto aqui:

Descubra seus pontos no Lulu

1º Passo: Lulu está disponível para aparelhos Android e iOS. Baixe o app, instale-o e faça seu login utilizando seus dados de Facebook. Note então que um aviso logo será exibido: “Dude, you’re a DUDE” (“Rapaz, você é um RAPAZ”, em inglês).

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Aqui você vai ativar a versão para homem do aplicativo. Ainda na tela em que o tal alerta é mostrado, outro botão vai ser listado: toque sobre “Take me to Lulu Dude” (“Leve-me para o Lulu para Rapazes”) e aguarde pelo redirecionamento.

2º Passo

Assim que o comando “Take me to Lulu Dude” for executado, uma versão web do aplicativo será iniciada – este espaço virtual é uma comunidade exclusiva para homens. Após a conclusão do redirecionamento, você vai poder ainda convidar 25 amigos à “versão para rapazes de Lulu”.

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Para que os convites a seus contatos de Facebook possam ser enviados, o botão “Yes! Show me my score” (“Sim! Mostre meus pontos”) deverá ser acionado. Toque sobre a opção, selecione 25 amigos e pronto. Aperte em “Send” e voilà: sua pontuação será exibida.

Navegue pela interface da “versão Lulu para rapazes” e visualize quantas meninas, por exemplo, visitaram seu perfil no dia de hoje, quantas delas favoritaram você ou até mesmo suas qualificações – ilustradas todas por ícones ao final da página.

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via Tecmundo

Rankings e avaliações são instrumentos limitados de tentativa de controle do mundo. Mas o mundo é incontrolável. Penso que se os homens pararem de se preocupar com o seu próprio pinto, digo, com sua própria auto-imagem e se concentrarem em fazer boas relações, conhecer e tratar bem as pessoas e gastar parte do seu tempo dedicado ao self ao outro, à empatia, principalmente com às mulheres, eles não precisarão ter medo de notinha de Lulu.
Já às moças, eu recomendaria cautela. Acreditar em Lulu pode ter tanto efeito quanto fazer simpatia. Isso porque hoje nos recantos mais bizarros da rede já tem empresas vendendo PACOTES DE AUMENTO DE MORAL NO LULU. Basicamente, é um monte de mulher coreana lá que você paga e elas te avaliam bem, inflando seu ranking no aplicativo, te fazendo passar galã de novela das 8, mesmo você sendo o mais detestável dos Zés-Ruelas.
No que isso resulta? Em mais uma propaganda enganosa. Exatamente como a calcinha com enchimento.

55 Comentários

  1. Sinatra 3 de dezembro de 2013
  2. Raquel Liparizi 3 de dezembro de 2013
    • Dan 11 de dezembro de 2013
  3. Will 3 de dezembro de 2013
  4. Cris 3 de dezembro de 2013
    • Philipe 3 de dezembro de 2013
      • Cris 3 de dezembro de 2013
        • Leandro263 4 de dezembro de 2013
          • Cris 6 de dezembro de 2013
    • everson 3 de dezembro de 2013
      • Marlon Ruttmann 4 de dezembro de 2013
      • Cris 4 de dezembro de 2013
  5. Fonseca 3 de dezembro de 2013
    • Philipe 3 de dezembro de 2013
    • bielchico 4 de dezembro de 2013
    • Rafael Martini 4 de dezembro de 2013
    • C. L. Santos 4 de dezembro de 2013
    • Ulisses 10 de dezembro de 2013
  6. Aline Carneiro 3 de dezembro de 2013
    • Cris 3 de dezembro de 2013
      • Maria 6 de dezembro de 2013
  7. Alexandre 3 de dezembro de 2013
  8. Rodrigo Vieira 3 de dezembro de 2013
  9. Evandro 3 de dezembro de 2013
  10. felippe 4 de dezembro de 2013
  11. Zacca 4 de dezembro de 2013
  12. Marcelo 4 de dezembro de 2013
  13. Sinatra 4 de dezembro de 2013
    • Maria 6 de dezembro de 2013
      • Sinatra 7 de dezembro de 2013
  14. John Doe 4 de dezembro de 2013
  15. Tyerry 4 de dezembro de 2013
    • Philipe 5 de dezembro de 2013
  16. Leandro263 4 de dezembro de 2013
  17. Rodolfo 4 de dezembro de 2013
    • John Doe 6 de dezembro de 2013
  18. Soc 4 de dezembro de 2013
    • Philipe 5 de dezembro de 2013
    • Jeter 9 de dezembro de 2013
      • Philipe 9 de dezembro de 2013
  19. Thiago J. 5 de dezembro de 2013
  20. felipe 5 de dezembro de 2013
  21. Erika 6 de dezembro de 2013
    • Philipe 6 de dezembro de 2013
  22. Maria 6 de dezembro de 2013
  23. Guilherme D. 7 de dezembro de 2013
  24. Carlos Dente 9 de dezembro de 2013
    • Philipe 9 de dezembro de 2013
  25. Gabera 9 de dezembro de 2013
  26. chicobento 10 de dezembro de 2013
    • Alberto Costa 23 de janeiro de 2014
  27. Alberto Costa 23 de janeiro de 2014


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