Depois do post sobre os astrofísicos que usaram um cluster de 8 PS3 para calcular as ondas gravitacionais, o leitor Fabio deu a dica de que no Brasil isso já estava acontecendo. De fato, tudo parece indicar que os videogames tem um real potencial de ferramenta para pesquisa que não imaginávamos na época do lançamento.
SÃO PAULO (Reuters) – Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) interligaram 12 consoles de videogames PlayStation 3 para desenvolver simulações que ajudam no estudo da interação de anestésicos locais utilizados em odontologia com membranas celulares.
O videogame, lançado há um ano pela Sony, roda sistema operacional Linux e forma um conjunto de processamento que é capaz de realizar bilhões de cálculos por segundo, informou em nota a Agência Fapesp. A rede de videogames, que são equipados com processadores Cell –apelidados pela Sony de “supercomputador em um chip”– foi montada em junho.
“O objetivo da pesquisa é entender o mecanismo de ação desse tipo de fármaco a fim de melhorar sua eficácia e minimizar seus efeitos colaterais a partir do desenho racional de novos compostos com atividade anestésica”, disse à agência a coordenadora da pesquisa, Monica Pickholz, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Biologia da Unicamp.
Com o processador Cell, os pesquisadores na Unicamp conseguiram montar um conjunto com 72 chips, cada um com memória de 256 megabytes. “Cada PlayStation tem um processador dual-core PowerPC, da IBM, que controla os seis processadores Cell, utilizados para os cálculos de alto desempenho. Ao instalarmos o Linux no PlayStation, as máquinas passaram a trabalhar de maneira semelhante aos clusters formados com PCs comuns”, disse a pesquisadora, segundo a agência.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) comprou os consoles com disco rígido de 60 gigabytes. Não foi divulgado quanto foi gasto na aquisição dos aparelhos, que no varejo são vendidos a preços a partir de 2 mil reais. Representantes da agência não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.
Segundo a agência, se o valor da compra dos videogames fosse aplicado em servidores convencionais, em vez de 72 processadores, seria possível comprar apenas 32 para o conjunto. “Com essa adaptação, conseguimos alto poder de cálculo científico com boa economia de recursos”, afirmou Pickholz.
A pesquisadora informou que o primeiro conjunto de pesquisa com PlayStation 3 para uso acadêmico foi elaborado em janeiro deste ano pelo professor Frank Mueller, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, envolvendo oito consoles.
Para realizar cálculos e não sei mais o quê hehehe
Como eu keria poder usar apenas 1 para rodar o 3D MAX =]
Claro, acho que não faz mal se tirar um do cluster para verificar se ainda dá pra jogar, NFS ProStreet, por exemplo
Saúde e Paz a todos
http://www.calvin.edu/~adams/research/microwulf/
Esse SUPERCOMP interliga 4 placas dual-core, e sai por cerca de R$ 2.000,00 – e todas peças podem ser compradas na Santa Ifigênia ou via Mercadão Livre mesmo, aquelas contrabando do Paraguai mesmo sai até + barato.
Só fiquei chateado de uma coisa: dizem que para aplicações normais não tem diferença. Será que não dá para usar DUAS placas de dual core interligadas em cluster para acelerar aplicações de XP por exemplo? Conversão de filmes, por exemplo, que demora prá burro?
Se alguém fizer isso antes de mim, e der certo, pode me contar a experiência, eu agradeceria: yakodj@ig.com.br.