Cientistas russos descobrem monstro no Artico: Acharam o Kaiju?

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Segundo a Wikipedia:

Kaiju é uma palavra japonesa que significa “besta estranha”“animal incomum”, mas que costuma ser traduzida como “monstro”. Especificamente, é usada para se referir a um gênero de tokusatsu.

O Daikaiju (monstro gigante) Godzilla dofilme Godzilla de 1954, um dos primeiros filmes japoneses em que participa um monstro gigante.

Termos relacionados incluem “kaiju eiga (filme de monstro), um filme com kaiju, “kaijin” (referindo-se a monstros vagamente humanóides) e daikaij (monstro grande), especificamente se referindo a uma variação maior de monstros.


Pois segundo a matéria que saiu no Voz da Russia, foi exatamente um Kaiju que foi descoberto no Ártico. Se a materia estiver certa, finalmente foi encontrado um dos MONSTROS MARINHOS que aterrorizaram embarcações no passado. Essas criaturas imensas, algumas delas seprpentiformes surgem misteriosamente nas culturas de inúmeros grupos humanos ao longo dos séculos. Estão presentes na mitologia grega, nos mapas dos navegadores do século XV, e em mitologias e tradições tribais, sendo a besta lacustre mais famosa de todas a “Nessie”, também conhecida como Monstro de Loch Ness na Escócia.
Vamos ao artigo:

Cientistas russos descobrem monstro no Ártico

Há bem pouco tempo, a mídia russa divulgou uma notícia sensacionalista: cientistas da Academia de Ciências do Extremo Oriente descobriram, nas águas árticas, um organismo desconhecido de enorme tamanho.

A sonda submersível Klavesin-1P, efetuando pesquisas no fundo do oceano a uma profundidade de 1,5 km, detectou estranhos sinais de movimento à sua volta. O aparelho podia ter descoberto um cardume de peixes, mas tal hipótese foi logo afastada. Dizem que o objeto não identificado era um organismo de dimensões impressionantes que, passados instantes, se lançou em ofensiva contra a sonda e começou a sacudí-la.

monstr Cientistas russos descobrem monstro no Artico: Acharam o Kaiju? Após a emersão, no corpo da sonda foram visíveis algumas marcas resultantes dessa “batalha”. Que organismo podia ser esse e por que é que decidiu agredir a sonda? Para mais informações, a Voz da Rússia contactou o zoólogo Dmitri Isonkin:

“Costumo encarar com calma tais notícias. Na ausência de provas que possam ser avançadas após o incidente, podemos entrar em falatórios vazios sem sentido”.

Ora bem, onde estão as fotos do corpo danificado e as imagens de vídeo desse organismo marítimo não identificado? Os estragos podiam ter sido causados na sequência de uma colisão com objetos submarinos que se encontram nas profundezas. O cientista prossegue:

“Depois de divulgada a notícia sensacionalista sobre um monstro marítimo, muitas edições periódicas começaram a explorar esta temática. Mas, no momento, não está claro se o principal “culpado da festa”, ou seja, se o diretor do Instituto de Tecnologias Marítimas, Leonid Naumov, fez algumas declarações oficiais necessárias nesse caso.”

É uma pergunta ainda em aberto devido a certos detalhes. O primeiro a veicular a notícia foi a rede de noticias digital EVROSMI. Segundo a sua resolução, foi Leonid Naumov que informou sobre um incidente ocorrido à sonda Klavesin-1P. Depois, esta informação sensacionalista passou de boca em boca a várias agências notícias. Todavia, ninguém sabe dizer se essa história aconteceu na realidade ou o incidente citado com tanta frequência não de passa de um simples boato?

Curioso que múltiplas citações e alegações tornadas públicas têm provocado muita confusão e conclusões diametralmente opostas. Conforme algumas fontes, Naumov assumiu a responsabilidade por tais declarações, mas, segundo outras, desmentiu a notícia da sua própria autoria. Resta saber o que é que aconteceu na realidade? Dmitri Isonkin afirma que o incidente devia deixar marcas do tecido do atacante ou de uma matéria rochosa que tivesse afetado a sonda, isto é, as marcas de origem não orgânica:

“Não se excluí a hipótese de termos descoberto uma nova espécie de organismos que habitam nas profundezas do Ártico. Isto é bem possível. Mas para tal precisamos de provas convincentes. Por isso, deve ser formado um grupo de peritos que possa estudar o fenômeno enigmático. Seria, pois, prematuro adiantar quaisquer declarações oficiais”.

Estamos, pois, perante uma incógnita por desvendar, razão pela qual continuamos a seguir com muita atenção o desenrolar dos acontecimentos.

fonte

De fato, trazendo o sensacionalismo russo (eles adoram) para o frio mármore da realidade, seria bem improvável que houvesse por aí um monstro marinho, ainda desconhecido da ciência. Embora isso não seja impossível, haja visto que todos os anos dezenas e até centenas de novas espécies são descobertas pelo mundo, um animal de grandes dimensões precisa ingerir obrigatoriamente grandes quantidades de alimento. Para um animal assim poder existir ele precisa de uma grande fonte de energia, e uma das possibilidades seria o plâncton. Dessa forma, ao invés da besta cheia de dentes que as tradições humanas celebraram como “monstros marinhos”, a criatura seria mais perto de uma bareia, um animal filtrador como o tubarão-baleia. Claro, se ele fosse um predador (para justificar os dentes) teria que ser um predador de baleias. Isso faz um certo sentido no Ártico, pois é onde abitam diversos cetáceos.

Sabemos que é possível uma nimal de dimensões colossais existir, porque a Lula gigante está lá para provar. Embora saibamos que elas existem por um infindável numero de evidências, até recentemente, uma Lula colossal ( Mesonychoteuthis hamiltoni) nunca havia sido vista oficialmente. Já um monstro marinho, até onde se sabe, nunca foi parar numa praia. Também não faz sentido existencial um único indivíduo, de modo que se isso existe, deveria haver no mínimo uma dezena deles.

Qual seria a outra possibilidade?

Talvez a sonda pudesse ter sido atacada por um cachalote que a confundiu com um filhote de lula gigante. Não sei se é uma possibilidade viável, mas me parece ser.
Certamente que esta não deve ser a única coisa estranha que ouviremos falar sobre seres grandes no meio do gelo (lembra que eu falei deles aqui? Os Ning)
Falando em coisas estranhas e gigantes nos mares escuros do ártico, acho oportuno lembrarmos de um fenômeno que ficou conhecido de um numero restrito de profissionais ligados aos militares, à OTAN e à KGB durante a Guerra Fria. Era o Quacker.

O quaker foi o nome dado a uma coisa desconhecida que fazia um barulho no mar. Não se engane, ao longo de décadas, diversos barulhos estranhos e desconhecidos foram registrados por hidrofones em todos os oceanos da Terra. A maioria deles tem nomes peculiares, como “bloop”, “quacker”, “upseep”, “Julia”, “Slow Down”, entre outros… Mas vamos ao Quaker:

O Quacker

O quacker é um fenômeno bastante esquisito, porque ele foi um som reportado e registrado documentalmente por marinheiros soviéticos num submarino militar de patrulha.

O som do quacker lembrava o som de sapos coachando, mas isso lá no fundo do mar.

E ele não foi testemunhado por apenas uma tripulação. Outras embarcações também reportaram o quacker, que parecia ocorrer especialmente no Atlântico Norte.

O som bizarro ganhou este nome porque ele começou a ser registrado durante a Guerra Fria. Nessa época, os soviéticos patrulhavam o fundo do mar em busca dos seus potenciais inimigos da América do Norte e para isso usavam poderosos hidrofones, além de detectores de sonar sofisticados.

Em uma certa área, o Quacker “aparecia”. Ele nunca foi visto, apenas registrado por equipamentos. E foi este fenômeno que lhe deu seu nome.
Quando o submarino deixava a zona em que ocorria o Quacker, o emissor do estranho som simplesmente fazia um barulho que lembrava a palavra “quacker” e o som simplesmente desligava e voltava a reinar o silêncio no fundo do mar. Após muita pesquisa da União Soviética, ficou estabelecido que o Quacker era realmente produto de algum “equipamento” desconhecido. Não era bicho ou terremoto submarino.

Pra piorar, esses objetos exibiram um comportamento não muito diferente de algum ser vivo ou navio tripulado, pois ele mostrava um interesse óbvio no submarino de passagem, circulando ao redor dele (!!!) (obs: Sabe-se isso pelas alterações na frequência do sinal captado), tentando ativamente evitar pulsos de sonar, e assim por diante.

A velocidade de alguns destes objetos que faziam o quacker (estimada pelo Doppler Shift da mudança de sua frequência sonora) estava na faixa de 200 km/h debaixo dágua, muito maior do que qualquer navio então conhecido pelo homem e uma impossibilidade técnica ainda hoje.

Os registros soviéticos informam que um contato foi tentado em várias ocasiões, mas, além de algumas reações a essas tentativas óbvias (tais como alterar o tom dos sons ou movimento da fonte sonora aparente), as tentativas de contatar o autor do quacker nunca deu em nada. Estima-se que o Quacker seja um dos mais bem documentados casos de OSNIs do mundo. (Osni seria basicamente um disco voador debaixo d´água)

O pico de registros do quacker ocorreu no final da década de 1970, quando as áreas onde os sons apareciam começaram a se multiplicar e se espalhar ao longo do Mar de Barents para outras áreas, incluindo o Mar do Norte e do Atlântico Norte em geral. A própria Academia Soviética de Ciências foi convidada para criar uma comissão conjunta com os representantes da Marinha, já que os anos 70 foram turbulentos na geopolítica mundial, de modo que este fenômeno foi identificado como um potencial risco de segurança nacional (como os ufos!).

Esta comissão trabalhou por cerca de uma década sobre os dados colhidos no local do Quacker, mas apesar das investigações extensivas os resultados permaneceram inconclusivos, e o grupo de estudo acabou por ser dissolvido. Durante a década de 80 o fenômeno lentamente desapareceu, e agora tudo leva a crer que os quackers já tenham desaparecido completamente.

Além do Quacker, outro som bastante curioso ouvido no fundo do mar foi o “Trem!” Ele foi registrado em 5 de março de 1997 e atingiu a frequência quasi-steady.
Sua origem também é desconhecida.

Estariam esses misteriosos sons submarinos relacionados ao suposto monstro que atacou a sonda russa?

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13 comentários em “Cientistas russos descobrem monstro no Artico: Acharam o Kaiju?”

    • Sim, aqui a maioria dos artigos são meia verdades, o Philipe raramente diz que o que ele escreveu é verdade. Ele deixa que completemos as meias verdades com nossos próprios méritos. Uma diferença sutil, difícil de ser captada, mas percebida e admirada pela grande maioria dos leitores do Mundo Gump.

  1. A pergunta que vou fazer não é sobre a matéria, mas tem ligação com ela:

    Alguém me explica pq em um mundo moderno como o nosso, que tem câmera em tudo que é lugar, quando algo de estanho acontece como algo sobrenatural, alienigenas, etc… acontece, ou NINGUÉM REGISTRA, ou está EMBAÇADO…

    Agora imagina isso acontecendo com uma sonda “lotada” de sensores? É óbvio que a versão oficial será “não houve registros”…

    • Hummmm… Há muitas coisas estranhas registradas. O problema é que muita gente desconsidera coisas estranhas porque elas costumeiramente não se parecem com nada conhecido, e aí fica complicado. Sobre a coisa do embaçado, fora do foco e tal, isso é uma alegação recorrente, mas se pensarmos bem, qualquer câmera amadora que é esticada no zoom máximo (a maioria começa o zoom digital após o limite da tele, que é gerado por INTERPOLAÇÃO) vai embaçar legal. Se alguém vê um Ufo ou qualquer coisa que seja ao longe, ele vai ter a tendência de joselitar no zoom para ver melhor, só que isso ferra bastante a qualidade da imagem.

  2. Philipe discordo de vc na parte “seria bem improvável que houvesse por aí um monstro marinho, ainda desconhecido da ciência”
    Até mesmo os cientistas admitem que conhecemos mais sobre a lua do que nossos mares!
    Outro exemplo disso é dos casos de aparição de sereias… varias civilizações que nunca se tiveram contato, de épocas diferentes descrevem elas com perfeição de detalhes que eu não acredito que são coincidência!
    Acredito que nós humanos devíamos voltar a ler os livros antigos e parar com essa mania que somos os “fodões” no seculo 21 e passar a interpretar esses textos de forma diferente e algo que possa ser real! Não vejo o pq civilizações de milhares de anos iriam ficar inventando mitos e lendas (pelo menos é o que achamos) simplesmente por diversão ou imaginação fértil!
    Outro exemplo que mostra que não sabemos de nada… foi o golfinho de água doce encontrado recentemente no Rio Amazonas! Pow…. e olha que foi em rio..imagina então nos oceanos!?
    Abraços e ótimo post como sempre!

  3. Eu achei que esse Kauju ai era viral pro filme do Godzilla.

    Quanto ao Quacker acho que era inteligência alienígena mesmo: Alta velocidade dentro d’água, acho que a matéria como a conhecemos não significa nada pra eles.

  4. Fonte duvidosa. Parei de acreditar em tudo que leio na internet. Essa matéria pode, sim, ser verdade. Mas reservo-me no direito de achar que é fake pois não encontrei fontes convincentes das informações extraídas.

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