Chroma Key

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O Chroma key é uma técnica de efeito visual que consiste em colocar uma imagem sobre uma outra através do anulamento de uma cor padrão, por exemplo, o verde ou o azul.

A prática do “Chroma” é eliminar o fundo de uma imagem para isolar os personagens ou objetos de interesse que posteriormente são combinados depois com uma outra imagem de fundo.
Isso ajuda muito a produções de baixo orçamento montarem cenas que seriam caras demais, trabalhosas demais, ou simplesmente impossíveis.

O efeito ou técnica Chroma Key é utilizado em vídeos em que se deseja substituir o fundo por algum outro vídeo ou foto. Você já deve ter visto nos telejornais quando vão anunciar a previsão do tempo, atrás da pessoa que apresenta há um mapa do local, para fazer esse efeito foi utilizada a técnica Chroma Key ou Keying, na qual se filma em um fundo de cor sólida, geralmente azul e verde e hoje se usam até o vermelho, e depois se substitui essa cor.
Logo que foi inventado, o chroma key era chamado de “tela azul”, porque a cor azul era a mais usada. O desenvolvimento do bluescreen é creditada a Larry Butler, que ganhou um Oscar por efeitos especiais em O Ladrão de Bagdad.
O fator mais importante para o efeito de “key” é uma separação de cores de primeiro plano (o ator) e de fundo (a tela) – uma tela azul será usado se o assunto é predominantemente verde (para as plantas, por exemplo), apesar de a câmera ser mais sensível à luz verde.

O maior desafio na criação de um efeito de tela azul ou tela verde é a iluminação. É fundamental evitar a sombra, porque quanto mais uniforme o fundo, melhor o recorte.

Outro comum problema relacionado é a iluminação dos sujeitos de uma forma que é complementar com a cena ou imagem que será introduzida no lugar da cor verde/azul. É aí que mora o grande, gigante, monumental desafio da técnica. Qualquer vazamento da cor do chroma key vai fazer o resultado parecer pouco natural. Mesmo uma diferença mínima no comprimento focal das lentes utilizadas entre o sujeito e a usada para gravar o fundo pode ferrar completamente o realismo do chroma key.

Por que estou falando tudo isso? Para que você possa desfrutar melhor do video a seguir. Pega o babador e clica no play.

Olha só como o Chroma Key revoluciona os efeitos especiais:

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6 comentários em “Chroma Key”

  1. puxa vida. é verdade. a sensaçao é de realismo.tudo combina.a unica sensaçao irreal é q nada daquilo é verdade.sei q isso ajuda muito o entretenimento,mas sei la,vc nao acha q se perde muito com isso?tipo,o realismo real de estar no lugar,das pessoas…nao sei…fica superficial sem q notamos.eu só soube meio q agora disso.daqui a pouco nem saberemos quando o filme for rodado em um lugar de verdade ou se vao usar o tal do Chroma Key pra baixar o orçamento.vai Philipe que no futuro,comecem a usar isso contra nós?ja pensou?mostrando e passando coisas como se elas fossem verdadeiras quando na verdade nao sao.¬¬ pois é.

    fique com Deus e vida longa ao Mundo Gump

    • Já existem filmes feitos 100% em chroma key. O capitão sky e o reino de amanhã é um.
      Na pratica, eu acho que como qualquer efeito especial, se for bem feito é pra NÃO SER NOTADO. Se o cara notou, se o efeito se destacou, é um mal sinal. Agora é inegável que isso ajuda pra caramba caras que tem a ideia mas não tem grana. Por exemplo, imagina a merda que ia ser fazer um filme de ficção científica sem o chroma key? Ficaria MUITO mais difícil. E as dificuldades emperrariam uma coisa fundamental que é a história.
      Todo efeito que surge a favor da história, é vantajoso. Tem coisa que não tem jeito. Ex: Cloverfield. Imagina como seria ter que explodir, derrubar prédios inteiros em nova york só para um filme? Não rola.
      Olhando as cenas fora do contexto, nós arrancamos do produto audiovisual uma coisa chamada “supressão da descrença”. A supressão da descrença é algo que naturalmente produzimos para acreditar numa história, seja ela contada ou mesmo assistida. POr exemplo, no meio de um filme, vamos dizer, sei lá, Matrix II. Quando NEO salta no ar para salvar Morpheus e bem no momento dois caminhões colidem de frente, temos uma colisão completamente fajuta, onde os caminhões JAMAIS iriam se enrugar como uma sanfona, mas ninguém para para pensar isso durante o filme, já que o cérebro do espectador foi lentamente sendo alimentado com informações que dá a ele a chance de desligar análises paralelas e seguir recebendo a trama, como se ela fosse um download descendo pelos órgãos dos sentidos. É o que muita gente chama erroneamente de “licença poética”. Esse mecanismo funciona em tudo, até em games. Por isso, mesmo alguns efeitos que seriam duvidosos olhando fora do contexto do filme, parecem melhores quando estamos assistindo a ele desde o início.
      A supressão da descrença é bem conhecida da mecânica de hollywood, mas eles em certos momentos passam dos limites, confiando exageradamente no próprio taco, e fazendo cagada no roteiro. É assim com a cena da geladeira no último indiana Jones, quando ele sobrevive a uma explosão nuclear se escondendo nela, e em muitos outros filmes, onde o nivel de mentira é tão escrotamente inverossímil que quebra a supressão da descrença e o cinema começa a rir e zoar. Um belo exemplo de cagada de roteiro e efeito especial que FODE a supressão da descrença rola no filme ANaconda, quando a cobra cospe o vilão INTEIRINHO (que havia sido engolido) e ele volta preparado para lutar. É podre.

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