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Vote na minha história

Pessoal, estou participando do concurso Mesada Lenovo, que promete dar 5.000 pratas durante um ano para o vencedor. A história que eu escrevi tem a ver com nosso querido Juquinha.

graycadeira1 Vote na minha história

CAMPANHA AJUDE O JUCA A GANHAR UM NOTEBOOK

Queria pedir seu voto. Se eu ganhar esta grana, pretendo fazer um curta baseado no Zumbi, com a participação de vários leitores!

Aqui está o link para votar na minha história.

Qual carro vai pagar mais imposto

imposto_carros
O Brasil é uma piada mesmo. Levanta a mão aí quem acredita que realmente aquela decisão de sobretaxar em 30 pontos percentuais o imposto sobre alguns carros importados é uma decisão tomada sem o lobby das montadoras nacionais aí!

Pra mim é uma coisa tão límpida e cristalina que isso não passa de uma armação do cartel que a décadas oferece carroças cheias de plastico a um preço caríssimo para o consumidor brasileiro, enquanto envia para o exterior, (para ser vendido por um valor muito menor que o daqui) o mesmo carro repleto de conforto e opcionais.

Segundo a Abeiva (associação das importadoras), o aumento de IPI pode elevar os preços em cerca de 26%. “As empresas tentarão reduzir o repasse ao consumidor diminuindo as margens de lucro e o investimento em publicidade”, diz José Luiz Gandini, presidente da entidade.

Você acreditou no que disse este sujeito? EU não. Pra mim só vai acontecer uma coisa: Mais um aumento de imposto para a nossa coleção. Os Brasileiros se acostumaram a pagar as coisas mais caro. O nosso goiverno se acostumou a garfar cada vez mais no nosso bolso. Continuarão a fazê-lo. Tudo será miseravelmente como sempre foi.

A alegação para o golpe é que o governo elevou em 30 pontos percentuais apenas o IPI de carros estrangeiros que não tiverem ao menos 65% de conteúdo nacional ou regional. A suposta explicação para este fato resida numa pressão para os caras fabricarem os carros aqui e não apenas montarem. Você acredita nesse papo aí? Eu também não.

Você pode perceber o alcance malicioso de uma medida como esta analisando quem vai levar ferro. Os que serão afetados, são os modelos trazidos da Coreia do Sul, China, Japão e Alemanha (veja a lista abaixo). Por que? Na visão nada isenta do governo, porque eles estavam concorrendo deslealmente na medidia em que usam peças feitas no exterior, logo mais baratas.

Então, se pararmos para refletir sobre esta pérola da estupidez governamental, o governo ferra o cara que dá benefício ao consumidor para ajudar uma corja que tem preço alto. Mas por que os preços do carro brasileiro são tão altos?

A resposta reside na palavra IMPOSTO. Veja:

imposto carros Qual carro vai pagar mais imposto

Tá vendo? Na China, o MESMO CARRO custa a METADE do preço que a gente paga aqui. Como ninguém é trouxa de imaginar que a montadora faz carro na China para levar prejuízo, dá pra perceber que na verdade este carro (e todos os outros) custam MENOS DA METADE DO PREÇO DE REVENDA! Em cima vai o lucro e o imposto.  Você imaginava que o bolo tivesse tanta cobertura? Nem eu!

É putaria, minha gente!

É o governo desgraçado que soca imposto em tudo que a gente paga. O problema é que a tragédia não para por aí. Nos pagamos muito mais caro por produtos de pior qualidade! Veja.
Este é o Ford Ka Europeu:
 Qual carro vai pagar mais imposto
Este é o Ford Ka vendido no Brasil:
 Qual carro vai pagar mais imposto
 

Observe que não estou me refeindo a uma frescuragem de estética, como rodas, lanternas, faróis e detalhes de design. Estou falando de itens de SEGURANÇA como freios ABS e Air Bag. Por que estamos fadados a pagar caríssimo para ter como opcionais os itens que são de série no exterior?

PUTARIA.

 
Observe também que não é algo que ocorre apenas no Ford Ka. Acontece com tudo quanto é carro. Veja a diferença de preços:

Vectra - Brasil: R$ 57.291
Chile: R$ 37.092 ($ 10.390.000)
Diferença: + 54,45%

Caminhonete S10 -Brasil: R$ 60.216
Chile: R$ 31.123 ($ 9.154.000)
Diferença: + 93%
- Cabine Dupla, motor 2.4

Palio Weekend - Brasil: R$ 48.934
Chile: R$ 29.595 ($ 8.290.000)
Diferença: + 65,35%
- Equipado com ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas e rodas de liga leve 14”

Siena - Brasil: R$ 44.972
Chile: R$ 24.954 ($ 11.990.000)
Diferença: + 80,22%
- Equipado com ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas e rodas de liga leve 14”

Focus Hatch 1.6 - Brasil: R$ 54.950
Chile: R$ 34.236 ($ 9.590.000)
Diferença: + 60,50%

Ecosport - Brasil: R$ 58.290
Chile: R$ 28.524 ($ 7.990.000)
Diferença: + 104,35%

Cerato - Brasil: R$ 61.900
Chile: R$ 35.307 ($ 9.890.000)
Diferença: + 75,32%

Picanto - Brasil: R$ 32.900
Chile: R$ 22.098 ($ 6.190.000)
Diferença: + 48,88%

Sandero Privilege-Brasil: R$ 44.140
Chile: R$ 24.240 ($ 6.790.000)
Diferença: + 82,10%
- Versão Dinamique no Chile, ambas com freios ABS e air bag duplo

Logan 1.6 -Brasil: R$ 41.240
Chile: R$ 23.883 ($ 6.690.000)
Diferença: + 72,68%
- Versão Dinamique no Chile, ambas com freios ABS e air bag duplo

 

A conclusão que eu chego é que somos todos considerados otários pelas montadoras, pelo governo e finalmente por todos os consumidores do exterior que se espantam em saber dos preços e a pergunta é sempre a mesma: “Mas por que eles pagam tão caro por tão pouco?”

Somos vitimas de um sistema perverso que oculta uma cascata de tributos em tudo que nós consumimos. Da água que bebemos ao sabão, do feijão ao papel higiênico.
Para não ficar feio na foto, eles eventualmente fazem certas alegações que poderiam fazer sentido, como “estamos aumentando os impostos para incentivar a industria nacional”.
Atitudes como este aumento do IPI localizado refletem uma questão importante. Ao invés de melhorar a competitividade do custo Brasil reduzindo os impostos que estão travando o país, preferem sobretaxar a concorrência! Não aprendemos a dura lição com a reserva de mercado gerada pela “lei da informática” nos anos 80.

 

VEJA QUAIS CARROS TERÃO IPI SOBRETAXADO PELO GOVERNO

 Qual carro vai pagar mais imposto

Como ganhar grana: Dica pra quem compra muito pela Internet

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Oportunidades de Ganhar Dinheiro em Casa Como ganhar grana: Dica pra quem compra muito pela Internet

Recebi esta dica da minha tia Malu. Ela disse que ouviu esta dica de um amigo dela  e resolveu testar. Ela descobriu que tinha direito mesmo a uma restituição, então, como minha tia garantiu que funciona, estou indicando pra vocês:

Pessoal, pra quem é de SP talvez isso não seja novidade, mas para mim (e outros da comunidade) acredito que seja:

O governo de São Paulo (estado), para incentivar os consumidores a exigirem nota fiscal, devolve 30% do ICMS das mercadorias para o consumidor.
Muita gente nem sabe disso (eu descobri hoje) mas é ridiculamente fácil.
Na verdade não precisa fazer nada, é só entrar no site da receita estadual de SP (no primeiro acesso rola um cadastro) e pronto, já tem o saldo acumulado lá das compras de 2009 pra baixo e aí vc pode solicitar o depósito na sua conta, transferir o saldo pra alguém.

O grande lance pra quem não mora em São Paulo são as compras feitas pela internet, pq essas empresas tipo Submarino, Americanas e etc tem sede lá, então as compras pela internet geram esse crédito.

Eu entrei hoje e tinham 32,45 reais de crédito pra mim.
É uma merreca, mas para quem compra muito deve ser bem interessante.
Pra quem compra muito pela internet, fica a dica.”

http://www.nfp.fazenda.sp.gov.br/

10 tipos inesquecíveis das novelas da Globo

Enquanto eu almoçava, passou na Tv uma propaganda da novela Mulheres de Areia, que está sendo reprisada no “Vale a pena Ver de Novo”.

A cena em questão envolvia o Tonho da Lua. Fiquei vendo aquilo, aquele jeito estranho de falar, os olhos arregalados do personagem e me lembrei de uma frase que ouvi certa vez do experiente ator e roteirista Chico Anysio:

O tipo sempre vence.

Chico Anysio é um cara sábio. Eu nunca achei muita graça dos personagens dele, mas é inegável que a frase acima, essa pequena conjunção de míseras quatro palavras, contém uma grande dose de sabedoria dramatúrgica. É uma verdade inquestionável. O tipo sempre vence. Sempre vencerá. Uma novela, filme, conto, minissérie ou seja lá que produto audiovisual ou editorial, sempre que houver uma figura suficientemente estranha e curiosa, ela atrairá a atenção do público como um poderoso ímã. Não é atoa que o tipo, como recurso de roteiro costuma ser usado no alívio da alta pressão dramática. Ele é a válvula da panela de pressão. E quanto maior a pressão nas cenas anteriores a do tipo, maior será a graça do personagem.
Evidente que alguns autores acabam usando o recurso além do normal, e tudo acaba forçado, com personagens estranhos demais, descambando o material para a bizarrice (o que às vezes funciona, vide Saramandaia) ou para um estilo pastelão, que funcionaria sozinho, mas que afeta a qualidade de uma novela de cunho mais dramático quando em excesso.
Nem sempre, o tipo é um personagem caricato ou engraçado. Ele pode simplesmente ter algo estranho, algo que o diferencie das pessoas do resto do elenco. Ele pode falar, ou ser chapliniano, ele pode ser estranho ter uma aparência esquisita, se transformar num monstro, ou apenas ser envolvido em algum mistério que desafia a lógica. Ele pode operar bordões, se meter em enrascadas, pode ser um bêbado que tem licença para falar as verdades que ninguém diz, ele pode ter um jeito estranho de falar ou apresentar graves defeitos morais (praticamente sempre perdoados). O Tipo quando bem conduzido é um perigo. Ele pode esfriar a tensão de uma trama, pode “roubar a cena” e pode também ser tão épico que ficará colado indelevelmente ao ator, afetando sua carreira, o que é um dos maiores medos dos profissionais do ramo não só no Brasil como no exterior, vide William Shatner, que raramente consegue escapar à gravidade do comandante Kirk, da Enterprsie.

Pensando nisso, resolvi elencar meus 10 tipos preferidos nas produções Globais. Está pela minha ordem de preferência.

1-Agostinho Carrara (A grande Família)
32642 10 tipos inesquecíveis das novelas da Globo
Ator: Pedro Cardoso
Tipo de personagem: Malandro atrapalhado
Agostinho é um cara estranho. São suas características o jeito de falar que emenda uma palavra na outra, as sacadas para passar a perna nos outros, o jeito meio irresponsável, sua forma de vestir com roupas bizarras e cafonas e também seu bom coração. Sem Agostinho o seriado A grande Família perde mais de 50% da graça.

(mais…)

Alice e a atual conjuntura

Alice e a atual conjuntura

Conan – A volta da Era Hiboriana na tela grande

Pois é, meus amigos. Como alguns de vocês sabem eu sou um fã de carteirinha do Conan. (aquele tipo de fã que viu os filmes até decorar as falas e não obstante, fabricou uma cópia da espada só pra ter o prazer de dar espadada nos outros, digo, mostrar meu trabalho para os outros amigos, fãs do personagem.)

Eu só conheço um cara mais fã do Conan do que eu: O meu amigo e ilustrador Celso.

O Celso era mestre em maravilhar a gente com ilustrações fenomenais que mostravam o Conan lutando com monstros e criaturas gosmentas, ora insetos enormes, ora seres peludos provindos dos mais obscuros rincões dos nossos pesadelos. Como muitos jovens da minha geração, eu mergulhei de cabeça nas histórias em quadrinhos do Cimério. Devorava cada nova edição da Espada Selvagem de Conan, e ficava ali, absorto viajando naquelas capas ilustradas com maestria pelo Earl Norem, pelo Boris Valejjo, Frank Frazetta e por tantos outros caras feras. Aos quinze anos, meu sonho dourado era ser ilustrador das capas do Conan.

52605 117830 4 Conan   A volta da Era Hiboriana na tela grande

Me lembro bem de um certo dia em que o professor mandou a gente fazer uma redação de tema livre. Inicialmente, me senti oprimido pela liberdade repentina. Como assim? Livre? Tema livre na escola de padre?

Parecia uma aberração.

Mas o fato é que o tema era mesmo livre e não tardei a ser possuído por um desejo inconfessável de meter a mão na massa e escrever minha própria mini-saga do Bárbaro. Óbvio que não deu tempo de terminar e consegui uma autorização inédita para finalizar meu texto usando o tempo do recreio.

Após cerca de sete folhas de caderno (imagina o impacto que isso teve na turma, formada em sua maioria por folgados e preguiçosos que reclamavam para escrever 15 linhas) eu finalizava minha primeira história do Conan, que após ser atacado por uma besta marinha, naufraga numa ilha misteriosa habitada por seres ancestrais, meio homens-meio macacos, e dominados por um malévolo feiticeiro pré-diluviano…

Fiquei famoso como “o aluno maluco que escrevia redações gigantes sobre a ilha do tesouro”.

Foi uma decepção pra mim. Eu esperava que meu professor percebesse a fidelidade absoluta com os dados da era hiboriana. O Mar Vilayet, a citação aos guerreiros nemédios, os feiticeiros de Zamora… Nada. Não deu em nada. Tudo que eu consegui foi ficar com a pecha de esquisito.

Para as pessoas que até hoje nem fazem a menor ideia de onde venha o Conan, e não entendem exatamente sua importância para com o gênero da fantasia, é importante saber que ele é um personagem criado pelo escritor texano Robert E. Howard em 1932.

Naquela década, o mundo vivia numa grave crise financeira iniciada em 1929, o que muitos especulam, teria contribuído para uma literatura que buscava na fantasia heróica uma saída para a realidade degradante de fome e miséria que assolava os Estados Unidos. O fato é que Conan, o bárbaro, fez sua primeira aparição na revista pulp Weird Tales no conto chamado “The Phoenix on the Sword”.

Howard escreveu mais dezenove histórias e um romance protagonizados pelo personagem. O criador de Conan cometeu suicídio em 1936 e posteriormente a sua morte, outros escritores de renome também criaram histórias do Conan ou reescreveram seus contos, a partir de sinopses e fragmentos originais.

As histórias de Conan ajudaram a definir o formato da fantasia heróica como subgênero da fantasia: A ênfase em um herói que é um poderoso guerreiro, hábil espadachim, de disposição violenta e contrária às hipocrisias e fraquezas da civilização, e que sempre se defrontava com ameaças sobrenaturais sobre as quais sempre prevalecia, fossem elas magos, demônios ou outras criaturas de eras perdidas no tempo.

Conan é uma espécie de ícone permanente no universo de fantasia. Por ser tão antigo e importante, o personagem virou quase como um arquétipo, gerando inúmeros “filhotes” no universo dos quadrinhos, games, RPG, literatura, desenhos animados e também cinema.

No cinema, as mais felizes adaptações das aventuras do Bárbaro foram Conan, O Bárbaro (de 1982) e Conan, O Destruidor (de 1984). Em ambos, Conan foi interpretado pelo Schwarzenegger.

Eu sempre pensei que apenas dois filmes era muito pouco para um personagem e todo um universo ficcional riquíssimo que já faz parte do imaginário coletivo por oito décadas consecutivas. Finalmente, o longo tempo de espera parece ter chegado ao fim…

Estreia no dia 16 de setembro um novo filme do Conan!

conan2011 poster Conan   A volta da Era Hiboriana na tela grande

Meu coração palpita de ansiedade só de imaginar o que as tecnologias avançadas de hoje podem oferecer em termos de Era Hiboriana. Eu tenho que confessar que não quis ver as imagens nem saber dos spoliers do novo filme, porque eu estava morrendo de medo de estragarem a parada. Mas o trailer me fez ficar curioso de ver o filme.

Por Crom!

Dá uma olhada aí no trailer:

Este aqui é pra 18+:

Pelo trailer, dá pra ver que pelo menos os elementos compulsórios estarão no filme: Mulher bonita, bruxos, monstros, combates épicos, luta de espada e selvageria para dar e vender. Esse eu acho que vai valer a pena ver em 3d.
Segundo os sites especializados em filmes, este filme foi adaptado da obra original de Robert E. Howard, o que é um ponto positivo a favor do novo filme.
Parece que ele será fiel à mitologia e à psicologia do Conan e foi dirigido por Marcus Nispel. Eu teria mais medo se o filme tivesse sido dirigido pelo Joel Schumacher (o cara que botou mamilos no Batman!)

Conan 2011 e o Conan dos anos 80

conans Conan   A volta da Era Hiboriana na tela grande

Como eu tenho um montão de amigos nerds, volta e meia esses assuntos surgem. Alguns amigos meus são bem xiítas no que tange alguns heróis “intocáveis”. Um amigo meu que não vou dizer o nome (se me encher o saco eu falo, hein!) aqui, tem o seguinte ponto de vista sobre esses filmes:

Pra ele, desde a morte de Christopher Reeve devia ser proibido se fazer filme do Homem de Aço. E desde que a massa bruta virou pelanca no Arnold, devia ser proibido fazer filme do Conan.

Ora, eu acho que este tipo de pensamento carece de lógica. Se pararmos para pensar, o grande mérito do Conan dos anos 80 foi apresentar o personagem, e o diretor foi mesmo hábil em conseguir um mínimo de atuação do Arnold num tempo que ele era 90% músculos e apenas 10% ator. O cara tirou leite de pedra e em muitas partes ainda está mecânico, cheio de problemas e um tanto canastrão. (Sinto que estou ganhando inimigos dizendo isso) Mas virou cult. E por que virou cult? Porque foi uma boa produção, com o que havia de melhor naquela época, com os recursos limitados de efeitos e cenários. Foi um trabalho respeitável, (o primeiro eu acho muito melhor que o segundo) mas dizer que “sem Arnold não é Conan” é muito reducionismo.

Sem falar no fato óbvio que os filmes dos anos 80 não foram tão fiéis ao personagem. O Conan das antigas parecia meio retardado em alguns momentos. E o Conan verdadeiro, era muito articulado, muito hábil e inteligente. (Tão esperto que até virou rei por méritos próprios)

Nego vai comparar o que? A coreografia de luta? Vai comprar o monstro? Vai comparar a trilha sonora (ok, nesta eu jogo a toalha e admito que dificilmente superarão a trilha de Basil Poledouris) Vão comparar músculos? Porra, o Arnold era mister universo! Se fosse só fazer montanhas de muque, nego não contratava um ator para o papel e sim o Ronnie Coleman!

Enquanto alguns desavisados dirão que o ator Jason Moma não parece com o Conan dos quadrinhos, principalmente a versão imortalizada por John Buscema, eu diria que a primeira vista, me parece bem próximo da versão do Barry Windsor Smith:

Barry Windsor Smith   Conan of Cimmeria 3 Conan   A volta da Era Hiboriana na tela grande

Resumindo meu ponto de vista, penso que não há como saber se um filme é bom sem ser da forma empírica: assistindo.

Fica registrada minha esperança de que este filme talvez abra uma porta para outros filmes do Conan, feitos por diretores diversos. Se na literatura e nos quadrinhos vários artistas contribuíram com a criação deste mundo tão rico e misterioso, por que não no cinema? Aventuras e roteiros legais é o que não falta.

O filme que estreia nesta sexta já veio com algumas promoções. Eu ganhei uns ingressos de cortesia para o filme do Conan e pretendo sortear entre os leitores interessados. Se você quer concorrer, tuíta aí este post aqui e pronto.

Outra dica bem legal é que o site oficial está promovendo um concurso cultural e vai dar ao primeiro lugar uma TV LED 3D de 40’’: www.conanobarbaro.com.br/promocao
O filme também tem perfis lá no twitter e no facebook.
www.twitter.com/Conan_OBarbaro
www.facebook.com/ConanOBarbaro3D
fonte

ZUMBI – O LIVRO

promozumbi
Galera, tenho a satisfação de comunicar que acabo de lançar o livro do Zumbi.

O livro tem 285 paginas e saiu pelo Clube de Autores. Eu mesmo ilustrei o livro com desenhos a lápis, aquarela, fotomanipulação e pintura digital. Eu queria mesmo fazer uma história em quadrinhos na forma de livro, tipo um mangá, o problema é que pintou outros trabalhos e vi que ou seria livro normal ou não seria nada.

promozumbi ZUMBI   O LIVRO

Por R$ 41,15 a versão impressa e R$ 15,68 a versão ebook

Clique aqui para comprar

Se você leu e gostou da história do Zumbi, esta é a chance de colocar na sua estante a obra.Também é uma boa ideia para dar de presente para aquele seu amigo maluco. (não é indicado para pessoas normais)

Zumbi – O livro  também está disponível como livro digital lá no site.

Como este livro é vendido sob demanda direto do Clube dos Autores, eu não tenho como oferecê-lo autografado, ok?

As mosquinhas e o sangue não estão incluídos.

Se alguém quiser ajudar a divulgar, aqui tem um webposter do zumbi:

webposterzumbi1 ZUMBI   O LIVRO

 

 

Taxas malucas: Por que que a gente é assim?

Tem muita coisa que me incomoda. Mas nada me deixa tão puto quando instituições me consideram “otário”.

Veja, estou falando das “taxas”. Já reparou como que no Brasil pagamos “Taxa” pra tudo?
Como se não bastasse sermos o país com uma das taxas de impostos mais alta do sistema solar, ainda vem um bando de -desculpa a franqueza – FILHO DA PUTA – meter mais uma mão no nosso bolso, em alguns casos, de forma velada. Em outros de forma desavergonhada, acintosa e em outras, ao arrepio do que diz a lei.

Uma das taxas que mais me incomoda é a “Taxa de cadastro”.
Pode ver que a “Taxa de cadastro” é uma daquelas ideias engenhosas provindas da escura e diabólica mente de um safado maldito, e que tem a única razão de ser de meter a mão no nosso bolso. Se você não sabe do que eu estou falando, e tem uma conta em banco, parabéns, você está sendo roubado e nem sabe disso!
O cara que inventou a tal “taxa de cadastro” é tão canalha que ele deve ter uma salinha privativa no inferno já esperando por ele, bem ao lado da salinha destinada ao desgraçado que coloca legenda branca em filme de cinema.

Volta e meia (todo ano) os bancos privados retiram uns caraminguás da sua conta a título de “taxa de cadastro”. Isso ocorre você querendo ou não, e pra piorar, ocorre mesmo quando ABSOLUTAMENTE NADA mudou na sua vida, o que significa que enes não tiveram porra de trabalho nenhum, mas mesmo assim, te cobraram por um suposto “trabalho” que não foi feito.

Tem outras taxas que são aparentemente sem sentido, mas que volta e meia a gente acaba tendo que pagar. Tipo as taxas malucas do Detran. O Detran tem taxas altas para alguns serviços meramente burocráticos/eletrônicos. Sem falar nas cobranças claramente ilegais dos órgãos estaduais. Por exemplo, existe jurisprudência do STF no qual a taxa de registro de veículo (FDL) é considerada ilegal. E o Detran continua a praticar a taxa, na maior CARA-DURA. Tá pensando que é taxa baratinha?

No caso de o bem ser financiado, o documento leva um carimbo informando que o veículo está alienado para o banco que o financiou. É por este carimbo eletrônico que a FDL e a Fenaseg cobram taxas que somam 240 reais, um custo adicional para os donos de veículos automotores, que já pagam várias taxas embutidas no financiamento do veículo. Uma delas chega a R$ 1.000,00 disfarçada de “tarifa de cadastro”. Um assalto ao cidadão que precisa de um financiamento bancário.

Muitas das taxas brasileiras se dão descaradamente “ao arrepio da lei“. Neste caso, os caras dão o “migué” e “se colar, colou”. E cola, na maioria das vezes, porque o Brasileiro que reclama seus direitos é chato, é mal amado, é zé ruela…
Um exemplo? Tem vários. Um dos mais comuns é a taxa para emissão de histórico escolar. Isso está claramente proibido por lei, mas um monte de instituição de ensino SAFADA te cobram.

As taxas de emissão do histórico escolar e do certificado de conclusão de curso, bem como da expedição e registro de diplomas estão incluídos nas mensalidades pagas pelos serviços educacionais prestados pela instituição, conforme a interpretação dos artigos 22, XXIV, e 24, IX, da Constituição Federal, combinados com os artigos 48, § 1° e 53, VI, da Lei n° 9394/96 – LDB – em face dos artigos 2° e 3°, da Lei n° 8078/90 – Código de Defesa do Consumidor, e nos termos da Lei nº 9.870/99. fonte

Que foi? Tá aí todo pimpão porque a sua universidade particular não cobra? Pois saiba que eles apenas fizeram um expediente malandro, de embutir esta taxa nas suas mensalidades. Ou seja, mesmo quando não paga, VOCÊ PAGA!

Quer outra? Sabia que o banco tem que te indenizar se você passar mais de 30 minutos em pé na fila? Conhece alguém que já ganhou esta indenização? Nem eu. Mas eles existem. E infelizmente, são uns poucos (e quase todos advogados).
Não sei onde você mora, mas aqui no Rio de Janeiro uma lei estadual determina que o atendimento deve ser feito em no máximo 20 minutos, em dias normais e 30 minutos, na véspera ou após feriados prolongados.
Então, há lei determinando o que se entende por razoável como tempo de espera condizente com o respeito e a dignidade. Porém, não é praxe de muitos bancos tratar consumidores com, reitera-se, respeito e dignidade. Basta ir a qualquer agência bancária para vermos filas enormes de clientes esperando interminavelmente para serem atendidos. O engraçado é que você chega na agência, e aquele banco que bateu recorde mundial de faturamento, tem doze guichês de caixa. Mas sabe quantos efetivamente trabalhando? Dois! Sendo que um é só para os idosos, gestantes e deficientes, o que resulta em um. UUUUUUUUMMM! Você chama o gerente da agência pra reclamar e ele te explica que:

“…Na verdade são dois, mas um deles está em horário de almoço.”

Você respira fundo e tenta empurrar aquele grito de “POOOOORRAAAAAA!” guela abaixo, para não dar vexame de pirado na agência. Como que uma instituição bancária se arvora no direito de controlar e guardar seu dinheiro e investimentos se não tem a mínima competência para estabelecer uma escala de controle de almoço, ainda mais sabendo que a população trabalha e muitos só tem a maldita hora do almoço para pagar contas?

Não é possível, meu. Aliás, é é possível sim. Este é o país da piada, da esculhambação.

Quer outro exemplo de nego cobrando taxa ilegal na maior cara-dura?
TV A CABO.
Quando você contrata a Tv a cabo, paga uma taxa de serviço. Ok. Até aí normal. Mas tenta só pedir um ponto extra pra ver o que acontece?
Eles vão te cobrar uma taxa MENSAL pelo ponto extra. Acontece que -eles sabem disso – é ILEGAL este tipo de cobrança, já que existe uma Resolução de nº 488/07 da Anatel que indica claramente a proibição de cobrança nesse sentido. Quando você ( um em um milhão)liga para o SAC e informa esse seu direito, sabe o que eles dizem?

“Pague a taxa primeiro e recorra ao PROCOM, e então, mediante determinação judicial, retiramos a taxa”.

Veja o grau de canalhice suprema desses ordinários! Não obstante saber que estão lesando o consumidor, o cara que paga O SALARIO DELES, os caras se aproveitam da complicada estrutura jurídica do país, e contribuem para que ela piore, produzindo um mar de processos que tem como única finalidade enrolar a vida do consumidor de tal maneira que ele aceite passivamente mais uma cenoura no cú, digo, mais uma conta pra pagar no fim do mês. (Quer dizer, isso pro cara que não deu o mole supremo de colocar a conta em débito automático, porque quem faz isso é igual marido traído, quando chega a saber, é o último.)

No Brasil, é normal empresas privadas (que vivem de lucro) tentarem a todo custo foder o consumidor. Um bom exemplo são as companhias aéreas, que desrespeitam as normas de regulamentação do setor, criam suas próprias regras, onde chegam a desvergonha de cobrar até 100% de taxa de “multa” por remarcação de passagem.

Hoje mesmo me deparei com uma curiosa taxa, que foi o estalo que desencadeou este meu post. Uma taxa de “cadastro” (Agora todos no inferno aplaudem).

Veja, para se registrar um livro, de modo a fazê-lo legalmente e portanto poder distribuí-lo e vendê-lo, é necessário um código chamado ISBN.
O ISBN é um simples, idiota, ridículo, (e qualquer outro adjetivo que você queira usar aqui), numero de código de um cadastro de obra literária.
É assim: Você preenche uma ficha com o nome do livro, marca o tipo de tema, coloca o nome do autor, numero de paginas, anexa uma copia da folha de rosto do livro (aquela que vem depois da capa) e paga uma taxa baratinha de doze reais.

Ok, um burocrata da Agência Brasileira do ISBN, um órgão do Ministério da Cultura, portanto FEDERAL, vai pegar aquilo e digitar num sistema de computador. Leva o que? Três minutos? Talvez menos, certamente. Aí ele aperta o enter.
ACABOU! O computador vai gerar um numero de 13 dígitos que identifica sua obra. Se você quiser o código de barras, a instituição PÚBLICA dá pra você, mediante a uma taxa de Vinte e dois reais a mais. Se quiser com fotolito, aí o preço dobra, sobindo para quarenta reais. (isso por um escroto código de barras que é gerado com um miserável clique do mouse)

Mas aí você pensa: Ah, chorando miséria por causa de quarenta merréis?

Então, na hora de tentar registrar sua obra, você descobre que não pode. Ué. Não pode? POr que?
Porquê você (lá vem a frase demoníaca) “não está cadastrado no sistema”.

Ué. Mas não é só cadastrar?
E é. Mas isso não se dá de graça. Você tem que pagar (senta pra não cair) a soma de CENTO E OITENTA REAIS para “cadastramento”. Como eu já disse antes, “cadastramento” é pegar o que você marcou na ficha e preencher num programa de computador e apertar o “enter”. Só! Não é gravado com cinzel numa placa de mármore de carrara não. Não é gravado a ouro e não requer um supercomputador da NASA.

Eu sinceramente gostaria muito de entender por que a Fundação Biblioteca Nacional, que é um órgão Público, cobra quase duzentos reais apenas para “cadastro” de autores de livros, e também cobra uma taxa (venda casada?) extra por emissão do ISBN. Não estou exigindo que façam gratuitamente este serviço, mas o que justifica um valor destes para um cadastro que é feito num terminal de computador? Se pararmos para pensar que R$ 180,00 é mais do que a maioria dos 1,2 milhão de brasileiros que recebem salário mínimo tem para gastar com alimentação, fica ainda mais explícita a vergonha.

É deveras impressionante que um jogo de Playstation 3 que envolve centenas de pessoas, técnicos, artistas, atores especializados, equipe de vendas, promoção, distribuição, pesquisa e etc, todo mundo ganhando em dólar, com software e hardware dos mais avançados, sai ao consumidor final por menos que isso.

Como que pode um mero cadastrozinho de merda para gerar um código de miseráveis 13 dígitos ser tão caro?

Por que no Brasil pagamos tantos impostos caros quando quase todos os serviços públicos ocultam taxas estranhas? Veja, para depositar um pedido de patente, o INPI – outro órgão FEDERAL, portanto PÚBLICO, cobra uma série de taxas.
Vejamos:

A taxa de depósito é de R$ 140,00, mas pode diminuir para R$ 55,00 para pessoas físicas, instituições de ensino e pesquisa e microempresas. O pedido de exame de invenção com até 10 (dez) reivindicações é de R$ 400,00 (R$ 160,00). Já o pedido de exame de modelo de utilidade custa R$ 280,00 (R$ 110,00).
Aí você ainda tem que preencher uma papelada burocrática que é um PESADELO pior que aquela prova final de Cálculo III.

Se você for um cara iluminado, e não havendo obstáculos processuais como exigências ou subsídios ao exame deverão ser pagos EXTRA R$ 95,00 pela expedição da Carta-Patente, ou R$ 40,00 pela de carta de invenção ou modelo de utilidade.

Você acha que acabou? LEDO ENGANO, meu chapa!
O depositante do pedido e o titular estarão OBRIGADOS ao pagamento de uma tributação anual, denominada “anuidade” (Arts. 84 a 87 da LPI). Tá achando que é mole? Os caras querem te garfar PARA TODO O SEMPRE!

Aí me dá até gastura, quando eu pego uma revista que vem comentando como o “potencial de inovação do Brasil é mais limitado que os de outros países”. POOOOORRA! Só quem já tentou patentear alguma coisa aqui sabe que O ESQUEMA É FEITO PARA BENEFICIAR UMA MEIA DUZIA DE ESCRITÓRIOS ESPECIALIZADOS.

Nesse país de filhos da puta, cria-se a dificuldade para vender a facilidade. Quando a tecnologia chegou, era pra ter dado barata voa nesses burocratas canalhas, nesse bando de despachante, mas não. Criou-se ainda mais complicações. Criou-se uma instituição de culpar o “sistema”. O cara não quer trabalhar? Diz que o “sistema saiu do ar”, o “sistema caiu”. Ou pior: “O sistema errou”.

E o bobo (nós) engolimos essa.

Se para registrar uma invenção, um modelo de utilidade ou uma marca custa caro e é complicado, para registrar uma obra cultural, não difere muito.
Para registrar um original de conto, livro, peça, música e até história em quadrinhos e personagens, é no escritório central de Direitos Autorais. Você chega lá, preenche uma ficha, anexa documentos, e recebe um boleto de GRU (guia de recolhimento da União) para pagar no banco, segundo estes valores.
O mais bizarro é que os caras cobram coisas completamente insanas, como um valor para personagem Preto e branco e outro completamente diferente para um personagem colorido. POOOOOOORRAAAAAAAA! Que diferença faz, meu Deus do céu? Por que eu pago 50 reais para registrar um personagem preto e branco e 80 reais para registrar o mesmo personagem colorido?
O que vem a ser essa porcaria de registro? Um papel que diz:

“O personagem XXXX foi registrado por XXXX no dia XXXX sob o número XXXXXXXXXX-XXX”.

Então pergunto: O que muda? Por que cobranças de valores diferentes numa mesma categoria? Por que cobrar um valor de uma pessoa física e outro de uma pessoa jurídica? Por que motivo, razão ou circunstância uma empresa tem que pagar mais que um indivíduo? Não basta ISS, ICMS, IR, INSS, CSLL, IOF, IPI?

Nos EUA essa merda aí nem existe. Lá o cara lacra num envelope e carimba no correio e guarda num cofre.

É insano, minha gente!
É uma farra. Eu realmente não entendo a natureza de um monte de cobranças (essas são apenas a ponta de um enorme iceberg de merda que nos é enfiado guela abaixo todos os dias pelo ESTADO), até porque, com a tecnologia, era para estes custos diminuírem, não aumentarem como vem ocorrendo.

Não é possível diminuir? Pode me chamar de burro, de retardado, de imbecil de acreditar que é possível baixar os valores das taxas brasileiras, mas a exemplo, cito outro órgão que recentemente baixou suas taxas de registro de domínios, a Fapesp. Por que? Porque são bonzinhos? Porque são santinhos? Amigos do povo?
Não, porque todo mundo que não é trouxa descobriu que estava mais barato registrar domínios no exterior. Vendo a grana deixar de entrar, os nossos belíssimos burocratas pensaram: “melhor ganhar menos e ganhar que não ganhar nada”.

Por que um site custa 30 reais para registrar e um livro (que só exigem nome, cpf e o preenchimento de um formulário) custa 180? Não é discrepante?
Taxas deste tipo não estão atuando a favor da inovação, da criação e do registro de obras de arte/culturais no país.

É ridícula a quantidade de taxas para todos os lados. Até no boleto, a coisa mais boçal do planeta terra existem taxas de emissão (ilegais em muitos estados) que podem chegar a quatro reais. Ou seja, pagamos até a taxa da taxa!
Aliás, nego gosta de ferrar o cara que já está ferrado. Experimenta pedir empréstimo ou financiar um bem qualquer e você vera a horrível “taxa de abertura de credito”. Ou seja, o banco, que vai ganhar dinheiro em cima de você com JUROS, ainda te cobra pra ganhar o seu dinheiro!
Ah, mas essa taxa foi proibida! – Alguém vai dizer. Mas acabou? Não. Ela só mudou de nome.

Me admira saber que isso ocorre num país que a cada ano bate recorde de faturamento com os impostos. É uma dinheirama espetacular. Só nos três primeiros meses deste ano, 2011, o governo arrecadou R$ 228,155 bilhões,um crescimento de 11,96% na comparação com o mesmo período do ano passado. É o retrato de um país em que o cidadão tem que trabalhar 4 meses no ano apenas para pagar impostos e essa quantia só sobe quando seu salário sobe também.

Será que estou errado em reclamar? Eu penso que não, afinal, não uso a saúde pública, não uso educação pública, praticamente 100% das estradas que eu uso são privatizadas cobrando pedágios caríssimos (pago quase R$ 50 em um trecho de menos de 200km só pra poder ver minha avó), a gasolina que eu uso vem com tanto imposto que é quase o dobro (93%) do preço praticado no mercado americano (media entre 1994 e 2004), pago IPVA, ISS, ITBI, IPTU (um dos mais caros do Brasil e o mais alto do ESTADO do Rio) ou seja, eu pago por tudo o que uso. Resumindo, eu pago tudo, véio. Pago também plano de saúde. Enquanto isso o governo me cobra uma taxa anual que ele chama de Imposto de Renda, como o nome diz, eu pago impostos sobre o que eu ganho.

Reclamo das taxas que brotam por todos os lados porque eu acho que não cabe mais trolha no Brasileiro. Até agora, são 74 impostos.

Com tudo isso, chega a me doer fisicamente a vergonha de saber que ainda precisamos ser subtraídos em taxas ocultas e explícitas. Tanto as legais quanto as ilícitas.

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