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Voltando ao normal

Pois é, você que conhece o blog e vem aqui todo dia já deve ter notado a minha ausência. Foi mal, estive muito enrolado aqui, pois me mudei e na mudança algo meio estranho aconteceu com meu computador, que passou a se comportar como um boiolinha mimado, travando a cada cinco minutos. Desmontei, remontei, nada. Um Hd foi pro saco, depois os outros começaram a travar e pedir scandisk. A coisa tava feia. Pra piorar um monte de trabalho entrou, e eu fui obrigado a sacrificar a maquina antiga. Comprei uma maquina nova, passei o dia todo ontem instalando tudo e reconfigurando as coisas e agora estamos de volta.

É engraçado parar para pensar como tudo isso começou. Eu estava tranquilamente chegando do serviço lá no meu apartamento alugado do Ingá quando fui olhar a caixa de correspondência e ali estava uma mensagem simples e direta no melhor estilo “sai deste corpo que não te pertence”. Era uma mensagem da imobiliária dando ciência que o dono do apê ia vender, e isso significava que a menos que eu tivesse a grana, devia rapar fora o quanto antes. Isso aconteceu por volta de setembro junho do ano passado.
Tudo parecia se encaixar, pois o apartamento que eu havia comprado e estava esperando entregar estaria pronto em dezembro. Eu precisava achar alum lugar para ficar, para “passar uma chuva” até que o apartamento da Mario Viana ficasse pronto. Conversando com a minha sogra, ela disse que uns amigos dela tinham uma casa grande, e que se mudaram para São Paulo, deixando a casa vazia. Não tardamos a falar com eles, que prontamente toparam alugar a casa pra nós. Mas ao invés de pagar diretamente, nós iríamos pegar a grana do aluguel e acabar a casa pra eles, pois faltava acabamento.
Naquele momento, a gente nem imaginava que acabaríamos ficando ali cerca de um ano. Após nos mudarmos para a casa, fomos chamados para uma reunião com a construtora lá no prédio. Na reunião, soubemos que o imóvel iria atrasar. Uma notícia não muito boa pra quem esperava mudar em dezembro. O novo cronograma (eles colocaram a culpa na crise dos EUA) dizia que o prédio estaria pronto em maio, com o habite-se saindo em junho e liberando as chaves em agosto.
Fiquei puto. Eu queria mudar logo.
Eu adorava a casa dos amigos da minha sogra, pois era enorme, cerca de 300m2 de área construída. Um jardim que era igual ao jardim botânico. Assim, quando fui no prédio, comecei a pensar que talvez fosse difícil me adaptar a uma realidade de 57m2. Convenci a primeira dama que o melhor era vendermos o Felice (e eu até anunciei ele aqui). Resolvemos vender o Felice e comprar um outro, maior. Foram meses de procura, visitas, corretores. Vimos tantos que perdi a conta.
O que eu queria mesmo era uma cobertura, mas quando achávamos uma cobertura, ou era cara demais ou estava detonada demais, era longe demais, ou dava vista para a “comunidade”.
Quando finalmente achamos um apartamento legal, tudo parecia estar resolvido. Conseguimos a carta de crédito na Caixa, que seria complementada com uma parte dos lucros da venda do Felice.
Pagamos uma parte do sinal e esperamos que o proprietário levasse a documentação. O cara começou a enrolar. Foi uma novela. O sujeito enrolou a gente e a imobiliária, por nada menos que três meses. Gradualmente, os fatos sobre aquele imóvel começaram a vir à tona.
Era um apartamento que o cara ganhou da construtora numa briga judicial. Ele não pagou condomínio nem iptu desde então. Pra piorar ele estava enrolado com a Receita Federal, estava com o nome sujo na praça. Por isso o apartamento tava no nome da filha dele, uma menina que aparentava ter uns 15 anos, mas era maior de idade. Após pagarmos o sinal ele disse que ele precisou usar o nome da filha pra pagar uma parada, não pagou, e a menina ficou com o nome sujo também.
A Nivea achou o cara com jeito de 171. Ele alegou que estava regularizando tudo, que ia dar um jeito na papelada e tal. E a gente esperando.
Eis que calha dos caras de São Paulo ligarem avisando que venderam a casa. Era a segunda casa que vendia logo após eu entrar.
A prefeitura de Niterói estava fazendo uma obra nas proximidades e com isso demoliu uma série de casas, menos uma, de uma moça gente fina que não tinha pra onde ir. Então ela fez uma proposta ao dono da casa que eu tava morando pra que ele vendesse. Ele topou e lá vou eu novamente pra outro lugar.
Como os caras iam todo dia com a maquina ameaçar derrubar a casa dela, eles estavam meio desesperados. Nós ficamos com pena e resolvemos mudar logo, para que eles pudessem sair e a casa deles, fosse enfim demolida, pois ela estava atrasando a obra da prefeitura.
Nesse meio tempo, esperávamos que o cara do apartamento já tivesse solucionado tudo e que a gente saísse da casa direto para o novo apê.
O problema é que ele jogou a toalha. Ele disse que descobriu que a dívida do condomínio era muitas vezes maior do que ele calculava e que queria desfazer o negócio. Pessoalmente eu acho que com a demora dele, o apartamento que demos o sinal estava muito abaixo do valor de mercado para a área, e ele sacou isso. A especulação imobiliária aqui está um absurdo.
Com a desistência do cara, (que pegou nosso sinal e aplicou) e a posterior devolução do dinheiro sem o rendimento nem correção montária, óbvio, estávamos de volta a estaca zero, mas numa situação pior, pois os amigos da minha sogra venderam a casa pra moça que teria sua casa demolida.
Eis que depois de um belo trabalho de macumba digo, de mentalização, surgiu outro apartamento, no andar debaixo daquele que a gente queria, mas este estava mais caro cerca de vinte e cinco mil reais que o outro. Porém, estava com armários, closet e o melhor: a documentação em dia. Conversamos com a dona Paula, que disse que estava esperando um cara do outro bloco se mudar pra ela sair. Nesse condomínio é normal as pessoas de um bloco mudarem para outro lá dentro mesmo.
Então, apertamos o cinto, e encaramos. Nós fechamos negócio com a Paula e estamos esperando o cara do outro bloco se mudar para São José dos Campos, para que a Paula mude para a casa dele, e nos mudemos finalmente para a casa dela, que passará a ser nossa. Só que neste meio tempo, precisamos sair da casa dos caras de São Paulo, e acabamos nos mudando provisoriamente para a casa que minha sogra estava vendendo. Estamos com 70% de tudo nosso encaixotado. Aqui faz um frio do caramba. E estamos morando numa situação meio precária, meio naquele esquema de “passar uma chuva”.
Não tenho mais meu escritório. Meu escritório agora é num corredor frio como uma geladeira, que dá acesso a cozinha, hahaha. Se a empregada faz bife eu não consigo respirar.
Daí o computador pifa. Você pode imaginar o quanto isso atrapalha a vida de um blogueiro?
Mas o mais bizarro é que NO DIA que eu mudei pra cá, apareceu uma moça interessada e essa casa também foi vendida.

Nunca desejei tanto que agosto chegasse logo, sinceramente.

Entrevista com meu pai

Meu pai acaba de lançar seu… (puts, que vergonha, já nem sei mais qual) livro. Deve ser o quarto ou quinto. Seja como for, a obra se chama “A mula do Ouro”.

anunciolivredu Entrevista com meu pai

Muitos leitores conhecem uma ou outra história envolvendo o meu pai. Volta e meia alguém me pergunta o que ele está fazendo, inventando e tal. Além de inventor, ele gosta de escrever ficção histórica.  Pra dar uma moral pra ele, eu resolvi republicar a entrevista que ele deu para o Jornal da cidade de Três Rios.

1-O que levou você a dividir com os leitores, através do livro, seus conhecimentos e pesquisas colocadas na obra?

Desde o primeiro livro que escrevi sobe a história da Central do Brasil, “125 Anos de Ferrovia” de 1983, procurei entrelaçar pessoas com os fatos históricos. Geralmente meus colegas historiadores de transportes se fixam nas datas de decretos, das inaugurações, considerando que as coisas acontecem porque têm que acontecer. Todavia, eu acredito, gente é que faz a história. Redigir a história do transporte ferroviário e rodoviário em forma de romance histórico é talvez uma forma mais lúdica, de compartilhar com os leitores fatos tão importantes na formação econômica e social da nossa região.

Tive também bons professores, como o Sr. Hugo José Kling, avô de minha esposa Goreth que escreveu livros sobre a história de Três Rios e Petrópolis, sempre com um viés de romancista. Pretendo seguir nesta linha: mais como romancista do que historiador.

Portanto, baseado em uma lenda da nossa região, contada pelo Sr. Hugo, montei a história da implantação de ferrovias e rodovia. O título diz isto, das mulas carregadas de ouro que escorregavam pelas pedras do rio Paraibuna ao se desviar do posto fiscal. Impedidas de nadar pelo peso do ouro ficavam para sempre no leito do rio. Nosso herói principal, um escravo da futura Condessa do Rio Novo, encontra os restos de uma dessas mulas. Por aí vai o romance histórico.

2-Por favor, conte alguma coisa sobre os contatos feitos durante a pesquisa:

Fiz visitas a todos os locais descritos, conversei com pessoas que tinham conhecimento de épocas passadas e li com atenção o material que recolhia nestas incursões. Depois fiz uma experiência interessante: publiquei o livro em um blog na internet. Os subsídios dos leitores virtuais ajudaram a melhorar a obra, corrigir defeitos, embora eles sempre persistam.

No exterior, visitei pueblos da Espanha, fiz o caminho pela serra do Xurés até Portugal, tal como Emílio, o personagem principal do livro. Na Alemanha, percorri o vale do Rio Mosel, de onde vieram várias famílias de colonos em 1846 para povoar Petrópolis. Segui o manual do romancista histórico, que deve visitar os locais das encenações, sentir o vento, o cheiro, o clima para introjetar o ambiente real, fazendo uma boa mistura com a ficção em sua cabeça. É uma condição necessária, mas nem sempre é suficiente. É preciso um grande trabalho de pesquisa, fazer opção por informações desencontradas e não ter medo de ser criticado pelos historiadores profissionais.

3-Como você imagina a reação dos seus leitores nesta obra?

Estou descobrindo a reação dos leitores agora, depois que o livro foi publicado e está sendo vendido. Os que têm paciência para seguir a trama da história têm dado declarações favoráveis, a maioria dizendo que aprendeu muito.

Um escritor da história do café que leu o livro na Internet enviou-me um e-mail do Paraná, cumprimentando pelo meu conhecimento sobre o tema e afirmando desconhecer a importância da antiga Província do Rio de Janeiro nesta cultura. De fato, São Paulo tornou-se sinônimo de café no final do Império e em todo período republicano, até a industrialização do país promovida por Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek e a importância do Vale do Paraíba Fluminense fica realmente esquecida nos escaninhos da história.

Todavia, alguns leitores reclamaram de excesso de informações históricas, até envolvendo outros países. Como minha visão da História é sistêmica, ou seja, não é possível, por exemplo, estudar a História do Brasil sem conhecer a História de Portugal e das Colônias, às vezes exagero mesmo.

Conclusão: não dá, quando se escreve, para imaginar qual a reação dos leitores. Eu até andei pesquisando um livro interativo, baseado em inteligência artificial, com sistemas multi-agentes capazes de continuamente montar o livro de acordo com o gosto do leitor. Mas aí é outra história. Tenho até patente do algoritmo que faz isto, mas nunca consegui implementá-lo, apesar de ser uma ótima ferramenta didática na educação à distância. É uma ideia que está adormecendo.

4-É totalmente dispensável pela grandiosidade do texto, mas você chegou a pensar em ilustrações (fotografias), etc?

Pensei sim. O fotógrafo alemão Revert Klumb, que acompanhou a Família Imperial em junho de 1861 quando da inauguração da União & Indústria deixou imagens notáveis. Foi o autor do primeiro livro de fotografia de viagens no Brasil, com seu “12 Horas de Diligência – Guia do Viajante de Petrópolis a Juiz de Fora”, de 1872.

Com esta finalidade percorri, com minha esposa Maria Goreth – que está fazendo Doutorado em História da Arte na Universidade de Salamanca trabalhando sobre o pioneirismo do fotógrafo Klumb – vários locais, registrando as mudanças ocorridas. Ela é uma exímia fotógrafa e vamos deixar este trabalho de análise para outro livro que pretendemos lançar no próximo ano, quando estará sendo comemorando o 150º aniversário da Rodovia União & Indústria. É um projeto em gestação, não sei se de fato conseguirá nascer.

Decidi então não ilustrar nada no romance, salvo a fotografia da capa que é de Klumb. A capa é um projeto de meu filho progênito Philipe, um escritor bem melhor do que eu, tendo milhares de leitores diários em seu blog “O Mundo Gump”. Na foto da capa, tanto o fotógrafo como o fotografado são personagens do livro, uma liberdade que o escritor tem no romance histórico, misturando fatos e personagens reais com fictícios num entrelaçamento tal que não se sabe onde começa a história e termina a ficção. Os leitores conseguem visualizar as cenas, o rosto das pessoas e até ouvir as vozes e músicas. Esta imagem mental é muito superior a qualquer desenho, porque não é induzida, mas criada pelo leitor, embora exija certo esforço e concentração. A TV e o cinema dominam o tempo das pessoas porque lhes poupa este esforço imaginativo. É uma pena, porque quando exercitado é muito melhor do que qualquer desempenho artístico. Por isto livros continuam sendo escritos, editados, comprados e até lidos.

5-Qual a mensagem que você pretendeu deixar com este trabalho?

Compensa ler a História do Brasil. Temos algo inédito: a única monarquia das Américas e uma história curta, mas vigorosa. Percebi isto na Alemanha e na Espanha, pelo interesse das pessoas na nossa história. Portanto segui esta linha narrativa: o olhar estrangeiro, que se choca com os aspectos culturais da terra visitada ou escolhida para viver.

Com relação à mensagem que pretendia deixar, confesso que não ter, objetivamente, intenção de deixar mensagem alguma, apenas contar uma história. Mas acredito que as mensagens subjetivas podem estar presentes de maneira forte no livro. Então elas interagem com a rede de conhecimento existente na mente do leitor e forma um panorama, que o próprio escritor não tinha pensado. [...]

6- Qual o impacto causado pela citação de vultos como Eufrásia Teixeira Leite, de Vassouras?

Eufrásia era a princesa do Vale e foi uma mulher de vanguarda no século 19. Ela entra na história através da Madame Grivet, que ensinava francês para as filhas dos fazendeiros de café na região de Vassouras, em uma cena imaginada quando seu cavalo dispara assustado por uma cascavel. Um bisneto de Mme. Grivet enviou-me um e-mail depois de ler o livro na Internet, perguntando como eu sabia tanto sobre ela. Confessei que sabia muito pouco, apenas do que li em uma Dissertação de Mestrado de História. Mandou-me, então, mais informações que inclui no livro impresso de maneira sintética. Parece ter gostado do fato da antiga professora ter ressuscitado no romance.

Outra reação positiva foi a de um descendente do barão Ribeiro de Sá. Depois de um contato telefônico, também fruto da versão na Internet, visitei um bisneto que é médico aposentado e proprietário de um sítio em Monte Serrat, em Levy Gasparian ao pé da pedra de Paraibuna. Corrigiu certas informações, como a ordem do sobrenome, que na época, em Portugal, como até hoje na Espanha, o primeiro é do pai e o segundo da mãe. Contrário do Brasil e da maioria dos países, onde o último é o do pai. Da mesma forma, não se importou com as cenas imaginadas para seu bisavô, que é um personagem muito presente no romance.

Muitos romancistas fogem de citar personagens reais, preferindo falar do milagre, nunca do santo. Eu falo de santos e imagino milagres. Até agora tudo bem, mas nunca se sabe o que poderá acontecer. Se surgirem problemas, terei de enfrentá-los.

7- A presença esotérica com o personagem Donana é alguma figuração para traduzir o sentimento religioso daquela classe social na época em que se passa a história?

Gosto da literatura fantástica. No Brasil e América do Sul temos escritores consagrados, como o prêmio Nobel colombiano Gabriel Garcia Marques e o pioneiro brasileiro Machado de Assis. Numa das versões do livro o personagem consegue avançar no tempo, ao atravessar o túnel de cerca de 300m entre as antigas estações de Casal e Niemayer, nas linhas da Central do Brasil no município de Vassouras. Segue atrás de um trem de minério vazio e chega à estação de Casal onde pessoas aguardam um trem rebocado por locomotiva a vapor. É uma espécie de Túnel do Tempo. Ficou, acredito até interessante, mas abandonei esta versão fantástica, de idas e vindas ao longo do tempo, mas concentrar-me na sequência cronológica. Escrever é como subir em árvore, você tem que decidir sobre qual galho tomar nas bifurcações.

Donana me recorda uma antiga empregada doméstica de nossa casa, Dona Sebastiana e outras pessoas antigas que conheci quando morava no Portão Vermelho. Pode ser realmente um espírito, ou distúrbios emocionais de um canteiro espanhol chocado com uma cultura diferente. Meu avô era também canteiro (que trabalha com cantaria de pedra) e espanhol. Portanto, Donana como o mestre Emílio não são figurações, mas personagens que querem voltar à vida através das palavras. Porém, nada a ver com psicografia.

8-Em quanto tempo o livro foi escrito?

O livro começou ser escrito em 1996, mas ficou adormecido por muitos anos. Fui fazendo pesquisas, experimentando linhas narrativas até que tive oportunidade de ficar fora do país por um ano. Muitas vezes, enquanto a neve batia na janela eu estava digitando cenas passadas sob o sol causticante do Vale do Paraíba.

O livro foi escrito rapidamente. Passou, todavia, por outro período de hibernação, porque foi precedido pelo livro “O FUTURO DAS ESTRADAS DE FERRO NO BRASIL”, que era a ampliação do relatório para a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão do MEC que financiou a bolsa de pós-doutorado. Este livro foi lançado na UFRJ no Rio de Janeiro em março de 2009, em comemoração aos 150 anos de titulo homônimo de Cristiano Otoni.

Em dezembro do ano passado, fiz esta edição apressada para um evento que seria realizado pelo Movimento de Preservação Ferroviária, dirigido pelo amigo Professor Victor José Ferreira, que assina o prefácio e o comentário da contra-capa do livro A Mula do Ouro.

O lançamento em Três Rios, minha terra natal e onde transcorre a história pode ser o início de uma jornada promissora ou um encalhe esquecido. Nunca se sabe o que pode acontecer. Um livro é como uma seta lançada pelo arqueiro, que tem todo poder de caprichar na mira até soltar a corda. Daí em diante a flecha tem vida própria, sofre efeito do ambiente e pode ou não acertar algum alvo. Um escritor como um arqueiro, deve buscar outra seta e continuar atirando. É o que pretendo fazer. O ritmo de produção vai depender da aceitação dos leitores.

fonte

Merchã! Merchã! Para comprar entre aqui.

Chegou o Gump Games!

Olá pessoal. Andei meio sumido, é verdade. Estou no meio da minha mudança (de novo!) e pra piorar daqui a mais ou menos dois meses, faço outra. Por isso, não tive tempo de postar coisas novas ontem. Mas vou fazer o possível para não deixar a peteca cair durante esta fase complicada que é mudar. São centenas de bonecos para carregar com cuidado, é minha coleção de espadas, cabeça de ork (eu tenho uma cabeça de ork tamanho real empalhada) material de arte, produtos químicos, computadores, além daquele monte de tralha que todo mundo tem em casa.

Bom, vamos ao que interessa. Nesse meio tempo, entre uma caixa e outra, eu criei aqui um portal de games em flash. Nada melhor pra distrair a cabeça, né?

ggames Chegou o Gump Games!
É o Gump Games. Como nossa audiência de jovens e crianças é crescente, eu achei que seria uma boa criar este empreendimento gump. Por enquanto ele tá funcionando em modo beta, mas tá funcional. O Gump Games tem até um “botão do Pânico” para aqueles momentos em que o chefe chega.

É isso, espero que gostem. E se gostarem, peço que me ajudem a divulgar, contando para seus amigos. Boa diversão.


EDITADO: Já era. O troço tá bugado. O meu momento de descanso foi pelo cano. Não percam seu tempo indo lá. Assim que eu tiver com tudo na casa provisória eu tento dar um jeito nisso.

Banquinho da felicidade 2

195684612f5005b9293 Banquinho da felicidade 2

Pessoal, estou começando a pensar seriamente em materializar o banquinho da felicidade. Eu reabri o tópico na nossa comunidade do Orkut para que a gente modele melhor o sistema.  O banquinho é uma ideia maluca, mas com bom potencial e o justo é que os leitores colaborem, dando ideias para que seja realmente feito.

Pra quem pegou o bonde andando, o banquinho da felicidade é basicamente a mesma coisa que o Faustão, o Pânico, e tantos programas fazem. Muita gente paga um pouquinho, eu compro um montão de prêmios fodas e sorteio entre os leitores que participarem. Só que o banquinho é um lance progressivo, que me ajudará a pagar meu apartamento, e que começa com um premio de valor mais baixo; à medida em que mais gente adere, o prêmio sobe de categoria, passando por carros de luxo importados 0km, até uma casa com piscina e carro zero na garagem!

O sistema é “código aberto” com os leitores podendo opinar e sugerir o premio e o mecanismo. Não tem nada oculto, e se eu ficar rico (o que seria ótimo e é o objetivo de tudo isso) , todo mundo vai saber.

Pra entender melhor como funciona e o que eu estou falando, leia este post antes.

Se funciona com o Fausto Silva, por que não vai funcionar pra nós aqui?

Então, a minha ideia inicial deu uma evoluída desde que eu escrevi o post do banquinho original. Eu pensei que o mais certo seria criar algum tipo de prêmio de baixo custo, para o leitor comprar e comprando, já tava automaticamente inscrito no primeiro sorteio. Eu pensei no seguinte:

Fazer o banquinho da felicidade sem oferecer nada em troca aumenta a dificuldade do negócio. Portanto eu estou em busca de algo que seja suficientemente barato e atrativo para que as pessoas queiram participar.
Minha primeira ideia é um cartão tipo de crédito, que é um pen drive de até 1Gb. Fácil de levar na carteira, todo mundo usa e é pratico e num valor acessível.
O valor deste produto (que viria com a marca do Mundo Gump) seria R$ 20,00 (praticamente o preço de uma entrada de cinema por um produto+ inscrição nos sorteios). Na compra do cartão, o cara está automaticamente cadastrado no banquinho. E isso também garante os dados, endereço, etc. Comprou, concorreu.

cartaopendrive Banquinho da felicidade 2

O custo do cartão, importado direto do fabricante na China seria R$ 12,00. Os R$ 8,00 de diferença são a contribuição individual para o premio do banquinho. A quantidade mínima para importar é 50 peças.

Isso me obrigaria a investir R$600. Agora só preciso descobrir onde e como obter este investimento inicial para o projeto.O sistema de compra seria via pagoseguro e o sistema de entrega via correios, PAC simples.

Obs: O limite de capacidade do cartão não é 1gb. Parece que vai até 64Gb. Quanto maior a capacidade, mais caro o cartão, e logo, menos dinheiro pro primeiro premio. Eu teria que negociar com o Chinês para saber a capacidade de melhor custo benefício.

O ideal seria trabalhar com o menor risco possível pra todo mundo. Pensei em oferecer o pen drive card num esquema de pré-venda, para sondar a taxa de interesse. O que vocês acham disso?

Balada

Ela só queria amar
Sair pra dançar
Talvez até beber
Saiu pelo portão
Em busca de emoção
Sede de viver

Mas, com pressa de chegar
Foi se arriscar
Num beco qualquer
Surgiu na escuridão
Um ladrão com um tresoitão
“A grana ou vai morrer”

Desesperada e aflita
Com medo de ser agredida
Ela clamou por Jesus
E o bandido indigente
Com seu poder inclemente
Alimentou os urubus

E num estalo de terror
Despencou sentindo dor
Um trapo de mulher.
Pois pra todo perdedor,
Tem um vencedor
Que sabe o que quer.

Bailou nesta noite bandida
Que chega e te deixa perdida
Olhando pra um túnel de luz
É como uma picada ardente
Que fere mais uma inocente
Que vai terminar sob a cruz.

Mas o atirador
Que era de menor
Eles não vão prender.
É só mais um predador
Na selva da dor
Que já deu no pé.

Deixou a moça estendida
desvalida, torta, sem vida
Num beco sujo sem luz
Morreu mais uma penitente
Que saiu pra balada contente
Balada que o destino conduz.

Ela só queria amar
Sair pra dançar
Talvez até beber
Acabou bem na contra-mão
Fez o ganho do ladrão
Balada ao anoitecer

Tá aí. Se alguém quiser fazer uma musica com esta letra, eu gostaria de ouvir.

Mundo Gump em destaque do G1

Estou feliz em compartilhar com vocês a excelente matéria do G1 que conta um pouco da trajetória de sucesso do Mundo Gump. Clique na imagem para ver maior

noticiafeliz Mundo Gump em destaque do G1

noticiafeliz2 Mundo Gump em destaque do G1fonte

(mais…)

Lojinha Gump

Havia um tempo que uns amigos meus me pediam um lance de camisetas do MG. Volta e meia eu fazia uma ou outra para um amigo ou parente. Mas recentemente eu descobri uma empresa nos EUA que permite fazer seu brinde on demand. Achei interessante e criei uma lojinha lá pra testar. Tem de tudo, de copo de birita até calcinha e babador.

Entra lá e dá uma conferida nos produtos. lojinhax Lojinha Gump

E ainda dá pra pagar com paypal!

Livrinho caro, hein?

Acabo de receber uma graninha inesperada de um dos serviços de afiliados do meu blog. Estou ganhando uma boa graninha com o mercado livre, uhuuu!

Acho que já dá pra comprar mais um videogame. Mas enquanto isso, resovi comprar uns livros de arte da Ballistic, que eu estou querendo comprar faz muito tempo. Meu sonho era juntar uma boa grana, (cerca de 2 mil dolares) para comprar TODOS os livros da editora e fazer bonito na minha biblioteca aqui, mas como pintou esta grana, eu reslvi ir comprando aos poucos. Os livros da Ballistic são absolutamente sensacionais, e nem são muito caros (para livros de arte) custando na faixa dos 60 dolares.

Fui dar uma olhada na Amazon e eis que descubro que os livros USADOS lá estão custando cerca de MIL DOLARES cada. Alguns até mais. Olha só:

bizarrobook Livrinho caro, hein?

Deve ser bug, né?

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