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Feliz ano novo!

reveillon Feliz ano novo!

Ano passado eu e a primeira dama estávamos no pior lugar possível para se passar o Reveillon. Na Ilha Grande, em Angra. Uma tempestade do caramba, como nunca vi igual.

Me dei conta que estávamos lascados quando vi um guaiamum, um caranguejo enorme, que vive na beira de rios, buscar a segurança da nossa pousada. Era o sinal da natureza de que iria ter um revertério. Avisei a Nivea pra preparar tudo que sairíamos na primeira barca. Tão logo amanheceu, metemos o pé.

Após nossa saída, naquela noite, desabou a merda toda e morreu uma galera lá.

A estrada, já arriscada por natureza, estava perigosa como só em filme. Pedras gigantescas rolaram das ribanceiras, Uma bem maior que meu carro caiu no meio da pista. De meia em meia hora o tráfego era paralisado, deixando todo mundo com o cu na mão. Eu queria correr para sair logo de lá, mas a Nivea ficava se cagando de medo do carro derrapar, capotar, cair do abismo e explodir. Então ela ficava me pedindo para não correr.

Escapamos por pouco da morte na estrada e a noite se resumiu a ficar em casa vendo o Reveillon na Tv. Uma merda, mas pelo menos estávamos vivos.

Eu sempre tive umas babaquices de crendice. Todo mundo tem certas crendices na vida. Não sei de onde vem isso. Eu achava que quanto melhor o reveillon, melhor seria o ano. Então isso era uma pressão do caramba na minha cabeça, que ficava o tempo todo pensando que a noite da virada do ano tinha que ser perfeita, não podia chover, tinha que ser em alto astral, com as pessoas certas, no lugar certo, com tudo bonitinho. Senão qualquer coisa poderia cagar o meu ano.

É uma coisa meio sem pé nem cabeça, eu admito. Algo irresistível, tipo TOC. Mas aí aconteceu o meu primeiro reveillon-desastre da vida, que foi o anterior ao de Ilha Grande. Nesse, fui com a Nivea e os meus pais para Conservatória.

Dez e meia, saímos todos arrumados do hotel fazenda, fomos para a cidade jantar, tomar uns gorós e ver a mega queima de fogos no centro. Todo mundo empolgadaço…

PUTAQUEPARIUUUU, é o pior reveillon do planeta, mermão! Meia duzia de favelados se apertando no centro da praça ao som de um baile funk.  – Na capital da seresta!

“Até um velório em Uganda deve ser mais animado”, pensei.

Foi quando nós resolvemos pegar o carro e sair da cidade faltando pouco para meia noite, porque concluímos que a festa lá seria uma merda. Tentamos viajar até Barra do Piraí na esperança de achar uma festa legal no caminho, afinal, Barra do Piraí é uma cidade bem mais desenvolvida que Conservatória.

PORRA ABSOLUTAMENTE NENHUMA.

Pra não dizer que eu estou exagerando, eu vi UM mendigo, que cambaleava no meio de uma praça ao longe. A sensação é a MESMA que aquele policial teve quando acordou do coma em Walking Dead. Sabe como?

Eu até hoje não sei dizer para onde UMA CIDADE INTEIRA FOI. A hora chegando, o momento da virada se aproximando, minha mãe já cantarolava aquela musiquinha, meus olhos focados no ponteiro do relógio que teimava em se aproximar cada vez mais da meia noite. Eu tentava não transparecer a minha decepção e queimava por dentro me debatendo feito uma bicha contrariada. Só pensava: “Ah, não, vou estragar o meu ano todo com esta porra!”

Quando virou meia noite, eu estava entrando – nunca mais me esqueci – num lugar chamado IPIABAS.

Que cú, meu. Não dá nem pra descrever a monotonia que foi o reveillon de Ipiabas. Mas aquilo me ajudou a ver que por pior que as coisas estejam , elas sempre podem piorar. Não tinha restaurante para comer lá em Ipiabas, o que nos levou a voltar para Conservatória na esperança de achar comida num restaurante.

Mas estavam TODOS fechados. Difícil de acreditar.

Tem noção do que é uma cidade turística fechar TODOS os restaurantes na noite do Reveillon? Bem, na verdade só tinha um único restaurante aberto. Cheio de gente bêbada. E quando chegamos lá, a comida tinha acabado. A dona do caixa, já meio mamada, disse que por 15 reais por cabeça, nós poderíamos entrar e ver se ainda tinha alguma xepa para futucar e que, com sorte, talvez desse para fazer um “pratinho”.

Sem comida, todo mundo numa fome pré-histórica, fomos comer pastel na praça. Mas não tinha NEM A PORRA DO PASTEL! O cara ficou com pena e usou a massa de uma coisa chamada calzone para fazer um pastel cheio de gordura pra nós. Queimei a boca com a gordura. A bebida que tinha era cerveja, e quente.

Naquela noite, em que a queima de fogos se resumiu a apenas dois foguetes, eu deitei na cama imaginando que merda de ano eu tinha conseguido gerar. Mas ao contrário do que eu poderia supor, o ano que passamos em Ipiabas foi um dos melhores anos da nossa vida. Conquistamos muitas coisas, trocamos o corsinha velho de guerra por um carrão automático, viajamos para o exterior. Foi Ipiabas e sua festa chulé que me fez perceber que essas crendices de não comer galinha, pular 7 ondas, usar cueca nova ou comer semente de não sei o quê é tudo bobagem. O ano não se faz no primeiro dia. Se faz nos 364 dias que ainda irão rolar.

No ano que quase morri esmagado por pedras na estrada de Angra ou atolado na lama que desabou na Ilha Grande, eu e a Nivea realizamos o nosso maior sonho: Compramos o nosso Apê. Foi um ano foda, mudamos três vezes num ano só, vendemos um imóvel, compramos outro, deu merda no negócio, perdemos a compra, surgiu outro mil vezes melhor no mesmo bloco, compramos por um preço sensacional, enfrentamos todo tipo de trabalho maluco que apareceu, lancei o livro do Mundo Gump, e fui parar até no programa do Jô.

Depois de Ipiabas eu vi que esse papo de que o ano é tão bom quanto a festa de reveillon, é papo furado. Pelo menos pra mim, quanto mais merda foi a virada do ano, melhor rolou no resto.

Este ano espero que 2011 seja bem mais legal que Foi 2010.

Diretamente de Santiago no Chile, eu desejo a todos os leitores um Feliz 2011. (espero que não dê terremoto nessa joça.)

Feliz ano novo, meus amigos!

A volta do palácio Monroe

Vou jogar na Mega Sena da virada. Se eu ganhar, prometo que reconstruirei o Palácio Monroe e o doarei a minha cidade: Niterói. Là funcionará a sede da minha fundação, que construirá bibliotecas em todo o país.

Pode causar estranhamento eu dizer isso, pois o Palácio ficou marcado como uma construção eminentemente carioca. Mas eu vejo além disso. Vejo um marco da arquitetura BRASILEIRA. E se é Brasileiro, pode ser erguido em qualquer lugar.

palaciomonroe A volta do palácio Monroe

O palácio, foi originalmente projetado para ser o Pavilhão do Brasil na Exposição Universal de Saint Louis, nos Estados Unidos, em 1904. Meu pai estava me contando a história dessa magnífica construção, história que reflete claramente certas características brasileiras.

Concebido pelo  arquiteto e engenheiro militar, Coronel Francisco Marcelino de Sousa Aguiar, o palácio foi criado a partir de  uma estrutura metálica capaz de ser totalmente desmontada. Dessa forma a construção foi erguida como previsto, em Saint Louis.

A edificação tinha  1700 metros quadrados de área construída.  Nela, os elementos de sua composição arquitetônica inscreviam-se na linguagem geral do ecletismo, num estilo híbrido, caracterizado por uma combinação liberal de diversas origens que marcou uma época de transição na arquitetura brasileira.

A imprensa norte-americana não poupou elogios à estrutura, destacando-a pela sua beleza, harmonia de linhas e qualidade do espaço. Na ocasião, o Pavilhão do Brasil foi condecorado com a medalha de ouro no Grande Prêmio Mundial de Arquitetura, o maior certame do gênero, à época.

Desmontado ao final do evento, a estrutura foi transportada para o Brasil, vindo a ser remontada na cidade do Rio de Janeiro em 1906, para sediar a Terceira Conferência Pan-Americana. O Barão do Rio Branco, por sugestão de Joaquim Nabuco, propôs que, ao Palácio de Saint-Louis, como era conhecido, fosse dado o nome de Palácio Monroe, em homenagem ao presidente norte-americano James Monroe, criador do Pan-Americanismo.

Entre 1914 e 1922, o Palácio Monroe foi sede provisória da Câmara dos Deputados, enquanto o Palácio Tiradentes era construído. Com a inauguração deste, durante as comemorações do primeiro centenário da independência, o Senado Federal passou a utilizar o Monroe como sua sede.

O edifício era lindíssimo, mas seu fim foi trágico. Em 1974, durante as obras de construção do Metrô do Rio de Janeiro, o traçado dos túneis foi desviado para não afetar as fundações do palácio. Nessa época o Governo Estadual decretou o seu tombamento.

Uma campanha mobilizada pelo jornal O Globo, com o apoio de arquitetos modernistas como Lúcio Costa pediu a demolição do Palácio Monroe, sob alegações estéticas e de que o prédio “atrapalhava o trânsito“.

Nessa época não era uma ideia muito salutar ser contra os interesses do poder constituído. Mas mesmo assim, houve quem se revoltasse e defendesse a permanência do palácio: O JORNAL DO BRASIL, IAB e o Clube de Engenheira.

O então presidente Ernesto Geisel, que também não era favorável ao edifício, sob a alegação de que prejudicava a visão do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, não concedeu o decreto federal de tombamento e, em março de 1976, o monumento foi demolido. Lamentavelmente todo o seu rico acervo foi leiloado “a preço Banana”. Literalmente.

fonte

É ou não é um retrato do Brasil? Constrói-se um troço sensacional para fazer bonito lá fora. Para isso, não se poupa esforços. Logo, gasta-se os tubos em dinheiro público, para fazer algo modular que possa ser construído e desmontado. Uma ideia ótima. E depois, por imbecilidade e miopia governamental, vão demolir a construção – que poderia ter sido desmontada e remontada em outro local, porque ela estava num lugar que “incomodava o progresso”, porque ela “estaria no caminho do túnel do metrô”.

Isso na verdade é o tipo de crueldade que surge não sei de onde. Provavelmente da cabeça maldosa de algum jornalista que viu na coisa de culpar o metrô (a modernidade) pela morte do palácio (a antiguidade). É esteticamente muito bonito, mas a verdade dos fatos é que o Metrô teve um trabalho do caramba para fazer passar o caminho dos trens ao lado do palácio, de modo a não afetar suas fundações.

Isso explica uma misteriosa curva que surge logo após a estação Cinelândia. A única intervenção necessária para o metrô foi o desmonte da escadaria de mármore, que exigiu a vinda de uma equipe especializada da Itália. A escada, seria reconstruída logo após a conclusão do tunel.

Então, a culpa, meus amigos, não é nem nunca foi do metrô. A culpa é do maior inimigo do Brasil, a desgraça do político.

Quem canetou mandando demolir o palácio foi o presidente Ernesto Geisel. Por que? Pelo mais fútil dos motivos. Veja só:
O General Ernesto Geisel era o quarto presidente militar desde o Golpe de 64. Ele foi empossado pelo Colégio Eleitoral em 1974. Geisel nutria um ferrenho horror pelo filho do Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o genial projetista do Palácio Monroe. A raiva que Geisel sentia dele foi originada quando o filho de Souza Aguiar foi promovido no Exercito em detrimento de Geisel. Por puro ódio e vingança, Geisel aproveitou seu poder de Presidente da Republica e simplesmente autorizou a demolição do Monroe, acabando com o premiado projeto do pai de seu inimigo. É mole mermão?

Reflete ou não reflete o que é o Brasil? Quando os presidentes usam a caneta como se investidos fossem de um poder divino que os permitisse tudo? Mas Geisel não estava sozinho nessa. Ele teve um apoio importante de outra figura famosa:

Era Roberto Marinho, o jornalista e chefe das Organizações Globo. Doutor Roberto, como era chamado sempre apoiou os militares desde a época do Golpe. Aproveitando a grande circulação do Jornal O Globo, fez uma enorme campanha a favor da demolição do Monroe aproveitando-se da obra do Metrô. Quase que diariamente O Globo publicava editoriais exigindo o desaparecimento do Palácio. Inteligente, roberto Marinho sabia que falar mal do palácio, era agradar ao presidente.

No ultimo editorial publicado pelo Globo podia-se ler as seguintes palavras:

“Por decisão do Presidente da Republica, o Patrimônio da União já está autorizado a providenciar a demolição do Palácio Monroe. Foi, portanto, vitoriosa a campanha desse jornal que há muito se empenhava no desaparecimento do monstrengo arquitetônico da Cinelândia. (…) O Monroe não tinha qualquer função e sua sobrevivência era condenada por todas as regras de urbanismo e de estética. Em seu lugar o Rio ganhará mais uma praça. Que essa boa noticia, que coincide com o fim das obras de superfície do metrô da Cinelândia seja mais um estimulo à remodelação de toda essa área de presença tão marcante na historia do Rio de Janeiro”.

Outra personalidade que realmente militou pela demolição foi o arquiteto Lúcio Costa. Ele defendia também a demolição do Monroe sob o argumento de dar chance à arquitetura brasileira moderna. Especula-se que Lúcio Costa estava de olho no espaço, que já se cogitava transformar em estacionamento. Lúcio Costa chegou ao cúmulo de passar abaixo-assinados em associações de arquitetos para endossar a demolição do Monroe. Foi mal visto na época por seus colegas que nunca o perdoaram por esse gesto criminoso.

Do lado oposto à demolição estavam arquitetos, o CREA, o Jornal do Brasil, o Juiz Federal Dr. Evandro Gueiros Leite (que sugeriu que o Monroe sediasse o Tribunal Federal de Recursos, que estava sem sede), o Serviço Nacional do Teatro, a Fundação Estadual dos Museus, a Secretaria Estadual de Educação, e várias outros entidades importantes e principalmente uma significativa parcela do povo carioca.

Mas nada podiam fazer ante a caneta vingativa da ditadura.

O resultado prático é que a belíssima construção foi demolida atoa.  Meu pai me contou que hoje tem pedaços do Palácio Monroe num monte de fazenda de bacana espalhado por todo o Brasil.

Veja o que o jornal St Louis Republic disse do palácio:

ST. LOUIS REPUBLIC, 10 abril 1904
O Coronel Aguiar é engenheiro do exército brasileiro e foi quem projetou o edifício do Brasil na Exposição de Chicago, em 1893.
O Coronel Aguiar não se cingiu a regras estabelecidas ao projetar e construir essa pérola no diadema dos edifícios estrangeiros.
Na organização do trabalho influíram diferentes elementos: evolução das próprias idéias, apreciação das linhas gerais da exposição, estudo topográfico do terreno e do grupo de edifícios mais próximos.
A execução representa o que há de mais adiantado na arte de construir e já tem despertado muita atenção; sem dúvida, há de ser um ponto atraente para os visitantes interessados em trabalhos de arquitetura e construção.

Quem vem de Skinder Road para Clayton , vê surgir diante de si alvo e brilhante edifício, rodeado de graciosas colunas Coríntias; encima-o gigantesca abóboda .
O efeito é de fazer estacar, arrancando espontânea admiração; suas formas personificam a graça. Parado na estrada, observando, em vão se procura uma simples falha, um ponto onde a vista sinta a aspereza de uma linha, onde uma curva, uma janela, qualquer decoração enfim, desagrada: procura-se debalde.
Percebe-se a arte em todo ele: na simplicidade de sua grandeza, na simetria das dimensões, nas colunas, nas abóbodas laterais, no simbório, 135 pés acima do terreno. Essa construção representa um poema.

mostrahorizonteconstrui A volta do palácio Monroe

Eu fiquei estupefato quando meu pai me contou. Até tinha alguma noção de que o palácio tinha sido demolido, mas eu nunca poderia imaginar que o palacio havia sido projetado para ser desmontável. E que neguinho seria tão retardado mental para demolir algo que fora inicialmente projetado em blocos numerados, para facilmente ser remontado em outro lugar.

Aqui está uma bela foto do palácio sendo remontado no centro do Rio.

monroeg A volta do palácio Monroe

Depois de aprovada com o aval oficial do Presidente General Ernesto Geisel, a demolição do premiado Palácio começou entre janeiro e março de 1976.

O valioso prédio começou a sucumbir. Mas não sem gravar na História mais uma vez a verdadeira face deste país.

A empresa que foi contratada para demolir o Monroe pagou apenas CR$ 191 Mil (cento e noventa e um mil cruzeiros) com direito de venda de todo o material. O Governo autorizou.

Só com a venda do bronze e ferro do Monroe, esta empresa faturou nada menos que CR$ 9 Milhões. Tudo foi vendido…

Vitrais, lustres de cristal, pinturas valiosas, estatuas de mármore de carrara e bronze, moveis em jacarandá a balaustrada de mármore. Havia uma escada de ferro em caracol que foi vendida pela pechincha de CR$ 5, 00 (cinco cruzeiros), o metro. Sem contar muitas outras peças. Grande parte do piso, com mais de 2000 metros quadrados, foram para o Japão. Tudo por causa do tipo de madeira: a peroba do campo.

Abaixo, a foto da véspera do início da demolição, no ano em que eu nasci, 1976.

monroe48vc A volta do palácio Monroe

Seis dos dezoito anjos de bronze foram parar na fazenda de Luiz Carlos Branco em Uberaba, além de alguns balcões de mármore e vitrais. Os leões que ficavam na escadaria na entrada do Monroe hoje estão no Instituto Ricardo Brennand em Recife, Pernambuco.

E esse foi o triste fim do Palácio Monroe.

monroe68eu A volta do palácio Monroe

Então, meus amigos, eu fico aqui pensando como a imbecilidade do governante pode ser tão temível quanto as guerras. Por exemplo, muitas cidades da Europa gastaram décadas reconstruindo edificações de valor histórico que haviam sido destruídas completamente ou parcialmente com as bombas da segunda Guerra Mundial.

Fica a pergunta retórica de qual a diferença entre uma bomba que cai do céu em meio a uma guerra e um político descabeçado. E desse sentimento, surge a questão: Se tantos países europeus reconstruíram seus patrimônios perdidos, por que não reconstruir o Monroe?

Quando era Prefeito do Rio, o César Maia propôs reconstruir o palácio. Alguns foram contra, outros foram a favor.

Eu acho que o César Maia – mentor político daquele elefante branco, a Cidade da Musica, – que não está realmente pronto até hoje,  meteu apenas mais um factóide no povo. Um entre dezenas de outros.

Pessoalmente, eu penso que gastar dinheiro publico nisso talvez não seja uma prioridade realmente. Sobretudo quando pessoas pobres não tem onde morar, não tem comida, escola, hospital e o cacete a quatro que o nosso imposto deveria servir para pagar, mas vai direto para aumentos “aloprados” dos salários dos próprios políticos.

Penso que o Palácio Monroe, caso fosse realmente cogitada sua ressurreição, deveria ser reerguido pela iniciativa privada.  A começar com as organizações Globo, que foram também diretamente culpados pela destruição do primeiro edifício brasileiro premiado internacionalmente.

O palácio era todo numerado. Me pergunto por que não seria possível criar um movimento para que as pessoas comprassem as pedras do palácio? Imagina, tipo uma vaquinha gigante. A reconstrução poderia ser parecida com aquela ideia do moleque que vendeu um milhão de pixels a um dólar cada.

Fulano compra uma janela, Beltrano compra uma coluna, o Eike compra a cúpula e assim vamos refazendo o estrago.

Será que é possível encontrar a planta original do edifício? Imagina o quão gratificante poderia ser olhar para o prédio pronto e pensar: “Eu ajudei a reconstruir este palácio”. E quem sabe a partir deste gesto não surgisse no coração das pessoas um desejo por reconstruir, recuperar e reativar áreas destruídas, abandonadas e empobrecidas da cidade.

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Feliz natal

hohoho Feliz natal

Eu gostaria de desejar um feliz natal aos leitores do blog. Não deixe de ver nosso cartão de natal.

Mudanças no Mundo Gump

Embora não pareça à primeira vista, nós estamos passando por mudanças. Não sei se foi só comigo ou se ocorreu com mais alguém de ver o Mundo Gump ficar fora do ar e surgir um erro de código 500. Era um erro intermitente, cuja causa não consegui encontrar até hoje.

Bom, como todo mundo que mexe com blogs profissionalmente sabe, o mundo é mil maravilhas para os que estão começando. As empresas de hospedagem e servidores oferecem planos baratíssimos, com tudo liberado, o céu é o limite.

Obviamente que de fato, é tudo muito bom até você começar a ter tanta visita que incomoda os vizinhos do seu servidor. Quando uma empresa de hospedagem coloca o seu site, geralmente é num computador onde estão outros sites. Isso se chama de hospedagem compartilhada. Por isso é tão barato. É como se fosse um condomínio. Enquanto todo mundo do “condomínio” for pequeno ou médio, tudo funciona maravilhosamente bem. O problema é que quando você cresce, começa a consumir recursos em demasia do servidor. E chega na hora em que descobre que “o gato subiu no telhado”.

Geralmente nesta hora a solução é migrar para um servidor dedicado, que é basicamente um computador só pro seu site. Para alguns, é como sair de um cortiço e ir para uma mansão em Bervely Hills. É bem melhor, é bem mais folgado e obviamente, isso tem um custo. Muitas empresas de hospedagem compartilhada oferecem o serviço de servidores dedicados, mas a um custo muitas vezes alto.

Encontrar qual a melhor empresa para servidores dedicados é uma tarefa que envolve muito trabalho e algum conhecimento de termos tecnicos.Nem sempre o que é mais barato é melhor. Como quase tudo na vida, se você vai em busca de um servidor dedicado não gerenciado, você vai conseguir achar bons preços, mas terá que virar um especialista no gerenciamento e configuração de um servidor (e não se engane, isso envolve MUITO trabalho). Logo, servidores dedicados gerenciados são melhores, pois isso te dá uma tranquilidade maior, e essa tranquilidade (serviços extras) pesa no custo.

Para a ampla maioria das pessoas, os servidores simples de hospedagem compartilhada são uma boa solução. Existem diversas empresas por aí oferecendo esses serviços. As mais corriqueiras são a Dreamhost, a Bluehost e a Hostgator. Uma dica é procurar uma empresa de hospedagem que esteja no seu país. Isso melhora a latência, e seu site vai abrir mais rápido. Nesse quesito a Hostgator é uma boa escolha por ter seus servidores no Brasil além do preço competitivo de dez merréis!  Mas o leque de opções é gigantesco. Graças a enorme concorrência, os preços vão despencando direto.  Claro que sua felicidade vai durar até seu site crescer.

Quando a empresa é séria, eles te avisam, mandam uma mensagem informando que o consumo de recursos está alto demais. Quando a empresa é meia boca, mais preocupada em faturar sua grana do que oferecer bem estar aos seus clientes, ela simplesmente arranca seu site do ar e “dane-se”.

Quando isso começa a se tornar uma rotina, com a empresa negando a existência de erros internos do servidor, tirando seu site do ar sem aviso e até desabilitando funções do seu site sem avisar, é hora de juntar as trouxas e sair fora. Foi o que eu fiz com a Hostgator.

A Hostgator não é ruim. Na verdade ela é muito boa, bastante superior (na minha opinião) a muitos outros servidores compartilhados gringos. Mas cresceu, eles vão tentar te empurrar para o servidor dedicado deles, que custa a partir de R$ 359,00 por mês.

Foi graças a uma sugestão do Gilberto Knuttz do Ueba, que eu entrei em contato com o Jânio, da PortoFacil e expliquei o meu problema.

Muitos blogueiros grandes que eu conheço já haviam me dito que estavam felizes na PortoFacil e então, a escolha do Jânio foi óbvia. Todos dizem a mesma coisa: Não é o mais barato, mas é o melhor em suporte, atendimento e estrutura.

Tão logo falei com ele, vi que a fama do Jânio era merecida. O cara é gente boa pra caramba. Imediatamente cedeu um server pra migrar o Mundo Gump, que vai passar por uma análise técnica, e dali seguirá para sua casinha final, na PortoFacil. Uma vantagem que eu vejo na PortoFacil, é que ela é de um blogueiro. E sendo de um blogueiro, ela tem um perfil específico de atendimento que nenhuma outra empresa (pelos menos das que eu conheço) dá.

Estamos passando por um período de mudanças aqui no blog. Caso o site saia do ar, ou algum link gere erro, não se preocupe. É normal nessa fase da mudança. Se você está lendo este post, já está lendo no server novo.

Se você comentou aqui entre ontem e hoje à tarde, o comentário se perdeu. Não fui eu que deletei, ok?

É isso.

Grunt – Escultura

Pessoal, já começo este post pedindo desculpas. Era pra eu estar modelando agora a caçadora de lobisomens, mas acontece que nessas mudanças, acho que dei mole e coloquei minha massa num ambiente não muito adequado. Como resultado, a massa ficou dura feito cimento. Tentei ainda recondicionar a massa, dando marretadas e colocando solvente de polyclay, mas pouco adiantou. Acabei foi machucando os dedos. Com isso, busquei uma solução para a falta de massa. Ofereci a um fabricante de polyclay nacional chamado Bozzi a oportunidade de fornecer a massa em troca da divulgação da massa deles, mas seja por falta de visão de marketing ou desleixo mesmo, eles nem me responderam. Então encomendei ao meu fornecedor de material de arte nos Estados Unidos duas caixas da Super Sculpey. Enquanto não chegar, não posso começar a menina lá.

Paralelamente, a pouca massa que eu consegui recondicionar, dava pra fazer pelo menos um busto. E foi isso que eu fiz. Por completa preguiça eu não tirei fotos do processo de escultura deste busto. Ao invés disso, optei por largar minha webcam filmando enquanto eu esculpia. O processo levou cerca três horas, mas tive que interromper porque no meio do processo comecei a passar mal pra dedéu. Quase vomitei no boneco, hahaha. Acho que foi alguma coisa que eu comi.

No dia seguinte dei mais uma trabalhada de cerca de uma hora. Acho que esta peça me tomou cerca de 4 horas no total.

Bom, eu não sei se vale a pena converter o video gigante que resultou da escultura do Grunt. Vou pegar apenas alguns frames e colocar aqui.Não creio que valha a pena usar o video todo para colocar no youtube, porque eu filmei com webcam, e webcam é bem ruim em termos de imagem, sobretudo para coisas com muitos detalhes, porque não tem um macro que preste.

Bom, tudo começa com a base. Usei uma base fina de MDF que eu já tinha aqui.

preparandoabase Grunt   EsculturaNela eu coloquei um parafuso grande, pra facilitar e não precisar colocar arame.

papelaluminio Grunt   EsculturaDepois disso eu peguei um pedaço de papel alumínio e apertei no parafuso, pra juntar numa forma compacta de enchimento. A razão disso é poupar a massa que já era pouca. Em seguida começo a cobrir com massa.

adicionandoamassa Grunt   EsculturaApós cobrir eu começo a esculpir sobre a estrutura. Aquela bolinha na imagem acima era a massa reservada para a cabeça.

modelandoacabea Grunt   EsculturaAqui estou eu, modelando a cabeça do Grunt.

colocandoacabeanobusto Grunt   EsculturaPrendendo a cabeça no busto. Precisei usar um arame nesta parte, porque a cabeça pesa muito e com o calor do forno, a massa dá uma certa amolecida. Com isso, a cabeça tenderia a cair. O arame ajuda a sustentar a cabeça durante a fase do forno.

Depois que eu coloquei a cabeça, achei a peça muito pelada. Então resolvi inventar um capacete meio doido pro Grunt. Criei um capacete em forma de folha, feito em metal batido. É parecido com um bibico militar, mas com um visual de fantasia. Depois, dessa “folha” saem abas de couro grosso, uma sobre a outra, como se fossem umas barbatanas que existem em algumas roupas de samurais. Por baixo de tudo eu resolvi colocar uma cota de malha, descendo até o ombro, para proteger de golpes no pescoço.

fazendoocapacete Grunt   Escultura

Eu fui inventando na hora. Não deu nem pra fazer concept. É divertido pra caramba fazer essas paradas inventando na hora. Tem coisa que parece que a peça pede. Tipo aquela levantadinha no capacete. Não sei porque, mas foi irresistível não levantar ali.

finalizandoaescultura Grunt   Escultura

Aqui a peça já começava a ficar pronta. A imagem tá um lixo, mas dá pra ver que o Grunt tinha uns olhões esbugalhados.

gruntquasepronto Grunt   Escultura

Isso eu achei legal quando estava fazendo, mas depois parei e comecei a sentir que os olhões davam um toque meio de cartoon ao personagem. E não estava combinando. Posteriormente, eu arranquei os olhos do Grunt e remodelei menores.

Aqui foi na altura que eu parei.

No dia seguinte, já sem massa polyclay praticamente nenhuma, usei durepoxi para fazer vários detalhes. Adicionei cabelos nas laterais, remodelei as orelhas, que estavam muito Yoda. Coloquei também uma ombreira de armadura de gladiador nele. Nem tudo que é cinza é epoxi. Tinha ainda alguma polyclay da Fx arte aqui em casa e eu usei no Grunt. O que é rosa é super sculpey.

Em seguida, retirei o Grunt da base. Com um estilete de modelismo muito afiado, cortei com cuidado o excesso de massa que prendia o busto no parafuso. Depois cortei um pequeno tubo plastico e parafusei o Grunt novamente na base, mas dessa vez por baixo. O tubo plastico, serviu para disfarçar o parafuso, dando um acabamento melhor. Agora com fotos de melhor qualidade, veja como ficou:

cimg7741 Grunt   Escultura

500g Grunt   Escultura

cimg7740 Grunt   EsculturaNo lance do epoxi tem um macetinho que não me lembro se já falei dele em algum outro artigo de bonecos. O truque consiste em aumentar o tempo de secagem e maciez da massa adicionando a ele óleo mineral. (cuidado pra não exagerar. Eu usei óleo mineral, mas acho que outros óleos devem servir, como esses usados para massagem. De soja, azeite e etc eu não testei). O efeito é ótimo, e vou te dizer, se você esculpe e nunca testou isso, tente. Fica tão bom que parece macumba, haha.

cimg7743 Grunt   Escultura

cimg7744 Grunt   Escultura

cimg7740 Grunt   Escultura

Bom, é isso. Tirei essas fotos há uns dez minutos atrás. Agora vou pintar o Grunt.

Eu fico pensando. O que será que é este bicho? Ele é uma espécie de primata, um ser que está em algum lugar no meio do caminho entre um humano e um gorila. Usa equipamentos encontrados nas cavernas, testemunhas de batalhas épicas de tempos imemoriais. Este é Grunt. O pior inimigo que um cavaleiro pode ter no campo de batalha, mas com uma mentalidade de criança de cinco anos.

Hoje a noite devo colocar as fotos da pintura.

Urban Golf

Sábado agora eu fui convidado para uma ação da marca de calçados West Coast para (acredite se puder) jogar golf no centro do Rio.
Eu nunca tinha jogado golf na vida, então aquele convite foi deveras surpreendente. Fui numa de ver qual era.
Encontrei o Hamilton e o pessoal envolvido na ação e rapidamente saímos em direção à Lagoa, onde ganhamos kits da West Coast (tênis, camisa polo e um brinde na forma de um kit super legal para jogar gof em casa) e começamos a receber o treinamento para dar as primeiras tacadas.
Jogamos na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Praia Vermelha, nos Arcos da Lapa e em Botafogo.
mg7947s Urban Golf

Eu achava que golf só era possível de jogar em campos profissionais. Tinha uma ideia meio preconceituosa de que o golf é coisa de bacana, de ricaço que bebe uísque escocês e fuma charuto.

mg7886s Urban Golf

Ali eu percebi que o golf é um esporte bastante versátil, e que não precisa se limitar apenas a cidade. Ao contrario do que eu sempre pensei, o desafio não era jogar a bola no buraco, mas sim obter a tacada precisa.

mg7867s Urban Golf

E nesse aspecto eu me empolguei bastante. O seu adversário é você mesmo, é o seu corpo. Você fica ligado querendo não errar. E erra o tempo todo. É parecido como tentar aprender a tocar um instrumento. No início eu estava tão descordenado, que nem a bola eu acertava. É importante que se diga, que a bola usada no golf urbano é diferente da bola do golf tradicional. A bola de golf tradicional pode até matar uma pessoa. Já a bola do Urban golf é de espuma de poliuretano. Super leve, bóia na água e não mata ninguém nem quebra vidro.

mg7766bs Urban Golf

Existem diversas formas de se jogar o urban golf, e a que eu achei mais legal é ir até uma praça que esteja meio vazia (algo bem comum por aqui) e escolher um alvo. É o jogador que define qual será seu objetivo. Pode ser algo simples, como acertar uma determinada árvore. Ou pode ser algo mais complexo, como passar a bola através de um pequeno buraco numa parede.

bandeirae Urban Golf

No dia, nós usamos bandeiras para marcar onde devia ser o ponto. Isso facilita, pois a bolinha bateu na bandeira, já computou o ponto. Acelera o início do jogo e Evita termos que abrir buracos nas praças antes de jogar.
O ideal é atingir a bandeira com o menor número de tacadas. E dá pra jogar sozinho ou em grupo.
Achei leal porque é uma atividade que te propicia ocupar os espaços urbanos, estar junto à natureza, além de não gastar pilha e ser muito divertido.

Na ocasião, nós gravamos entrevistas para a MTV e também para o Esporte Espetacular, o que significa que vocês deverão me ver na televisão de novo, em algum momento da semana que vem.

img7985s Urban Golf

Estiveram comigo lá jogando, além dos envolvidos diretamente na produção da ação da Wstcoast, o Flávio Lamenza (Chongas), o Nigel Goodman (Nigel Goodman Show), o Ronald Rios (Badalhoca) e o Erik Gustavo (Badalhoca).

Assim que a galera mandar os videos eu posto aqui.

Fechamos o dia comendo uma picanha à brasileira no restaurante Caravela do Visconde, em Botafogo (uma ótima dica do Nigel Goodman. Cara, vou te contar, foi uma das picanhas mais gostosas que eu comi na minha vida inteira. Pena que tava todo mundo ultra-faminto e não fotografamos a opulência do prato. A picanha era tão gigante que quando o garçom trouxe, eu juro que pensei que era uma “pegadinha do Mallandro”.

No geral eu achei a iniciativa muito legal. Eu espero que o Golf Urbano acabe se tornando um esporte de fato. O maior entrave que eu vejo para a pratica é que no Brasil é dificílimo encontrar tacos de golf para vender, algo que tem até nos supermercados dos EUA, já que o Golf, além do Basquete e o Baseball faz a cabeça dos americanos. Mas é possível que com o aumento do interesse pelo golf urbano, alguém tenha a brilhante idéia de importar tacos de golfe e vender aqui.

Eu mesmo dei uma olhada no Mercado livre e constatei que lá tem gente vendendo jogos de tacos usados na faixa de 150 reais. Um jogo completo de tacos de golf (novos) sai por volta de mil reais.

Minha entrevista no programa do Jô

philipeklingdavid09 Minha entrevista no programa do Jô

Para quem não conseguiu ver, aqui está o video da entrevista que dei pro Jô Soares e foi ao ar na madrugada de hoje.

A versão oficial ta com erro no codec. Aqui tem outra versão:

Eu fui no programa do Jô

Era para ser apenas o dia da minha mudança, mas como minha vida é Gump, acabei largando a mudança nas mãos da primeira dama e peguei um avião pra São Paulo, para uma etrevista no Programa do Jô. É possível que a entrevista vá ao ar ainda hoje ou amanhã. As datas estão meio enroladas, porque parece que o Jô está gravando um volume maior delas para entrar de férias, sei lá.
programadojo Eu fui no programa do Jô
Mantive a notícia que eu seria entrevistado pelo Jô em segredo dos leitores, porque eu sabia que muitos amigos de longa data torciam para que isso um dia acontecesse. Não foram raras as vezes em que leitores comentavam que eu devia ir ao Jô para ser etrevistado, e até rolou uma mini-campanha para que isso acontecesse lá na nossa comunidade do orkut. Não contei com pompa e circunstância porque no fundo, eu tinha medo que desse alguma zebra, algum galho e não rolasse a entrevista. Preferi falar após ter ido pra não decepcionar a galera, afinal, a parada é tarde.
A conclusão do livro do Mundo Gump era o estopim que faltava para que a derradeira entrevista com o grande apresentador e showman acontecesse.
Eu fiquei sabendo apenas na véspera da viagem o dia da minha entrevista, e por conta disso, a mudança já estava tratada, combinada e sacreamentada. Isso impediu que a primeira dama pudesse ir comigo. Fui com minha assessora de imprensa, a Carlinha, que tirou algumas fotos. Não ficou uma perfeição, porque a carlinha acabou pegando um lugar muito ruim para bater fotos. Mas tem um fotografo oficial da produção que tira ótimas fotos. A produção ficou de mandar essas pra ela.

dscn9614 Eu fui no programa do Jô

Assim que a Carlinha me mandar as tais fotos eu publicarei aqui.

O lance da mudança complicou muita coisa, eu planejava levar uns bonecos para o Jô ver ao vivo, mas a caixa com os bonecos estava no fundo do caminão e não haveria tempo hábil para que eu pdesse levá-los. Uma pena.
A entrevista foi bastante divertida e eu acho que os leitores irão gostar. É impressionante como ali, naquela poltrona onde já sentaram presidentes, atores, celebridades de todos os tipos, pessoas do mais alto garbo nos faltam palavras. E o tempo voa absurdamente.  Dá um misto de medo, branco, vergonha e frio, muito frio ali.
O Jô é super ágil e é admirável como ele consegue animar a galera. E se você levantar a bola ele não hesita em te Ownar, para delírio da galera. O esquema parece que é feito para te fazer infartar de ansiedade e nervosismo, mas eu tentei segurar as pontas.
Eu queria pedir para alguém que tenha (eu joguei o meu fora) um videocassete para gravar a entrevista pra mim, pois eu queria poder digitalizar para enviar para os meus pais, lá na Espanha.
Se algum leitor puder quebrar essa, eu agradeço muito.

Aqui tem mais dados (bom pra quem não acredita). No site do Jô a informação está errada. A entrevista com a Paula Burlamaqui passou ontem, a entrevista dela foi no bloco antes da minha,  e quem está no meu “dia” é a atriz  Totia Meireles, que é muito gente-boa.

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