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Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Essa época do ano é fogo. Todo canal que a gente coloca, não demora aparece uma retrospectiva, mostrando os “fatos que marcaram o mundo no ano que termina”. Aqui também não é muito diferente, uma vez que 2011 foi um ano que me deu muito trabalho por aqui, tive tristezas, sustos, alegrias e alguma (embora pouca) diversão.

Não acho que dê pra dizer que 2011 foi um ano sensacional, mas não foi de todo ruim.

O PIOR DE 2011

Sem duvida, a pior coisa de 2011 foi ter perdido o meu avô para o câncer.  Outra coisa bem ruim (ruim pra caralho, diga-se)  foi uma zica monstra que deu aqui no blog. Se eu tivesse que elencar todos os problemas e apertos que já passei com o Mundo Gump desde 2006, esta ganha disparado, porque eu não conseguia resolver o problema uma vez que não sabia onde ele estava sendo produzido.

O problema que deu é que de uma hora para outra, o Mundo Gump sumiu dos mecanismos de busca. As visitas despencaram, e cada um que tentava me ajudar dizia que era uma coisa. O que eu mais ouvi foi: “É punição do Google”. De fato, tudo levava a crer que era punição.

Entrei no forum do google e não consegui avançar muito além de pessoas supondo que era “punição do Google”. Perdi mais de um mês nessa desgraça, com o blog tendo cada vez menos visitas. Praticamente só entrava aqui quem ja sabia o endereço ou tinha feito bookmark.  Continuei postando, na esperança que fosse algum erro, algum problema que se resolveria sozinho. Mas tava cada dia pior.
Foi graças ao meu amigo Náiron que eu consegui solucionar o problema, porque ele ja tinha passado por uma coisa muito parecida certa vez. O que ocorreu foi que o robô do Google que entra direto aqui para indexar os posts, realizou alguma coisa fora do que fazia sempre, e o firewall do meu site achou suspeito e bloqueou o maldito ip do robô num lugar que eu nem mesmo sabia que existia até aquele dia. Com este bloqueio, o blog parou de aparecer para o robô, e ele, com a inteligência peculiar aos robôs, concluiu que o blog tinha acabado.

Eu achava que os probemas com o google tinham terminado nesse simples problema de bloqueio de IP, mas eu ainda estava longe de imaginar o perrengue supremo com o Google que ainda viria neste ano.

Um belo dia, recebi um email ameaçador dizendo que o google achou conteúdo impróprio aqui e que eu tinha três dias para remover.  O problema, é que o link de conteúdo suspeito não era conteúdo. Ocorre que alguém pesquisou na caixa de busca aqui do site os termos “mulheres n uas”.  Pelo codigo do sistema de busca do tema, ele pega o que o cara escreveu e elenca todos os posts contendo o que o taradinho queria ver.Ficava assim:

Sua busca por “mul heres n uas” não retornou nenhum resultado válido.

O robô indexou esta página, e como ele leu o tal termo na pagina dinamicamente gerada, concluiu com aquela inteligência peculiar dos robôs que a pagina tinha sacanagem. E o sistema mandou um aviso pra eu deletar a pagina. Mas como que deleta uma página dinamicamente gerada, se ela não está em lugar nenhum? Sentiu o nível do perrengue?

Entrei em contato com o google mais de dez vezes e nada. O robô cumpriu sua ameaça e as propagandas do adsense sumiram e novamente me ferrei de verde e amarelo por culpa do taradinho.

Por um vacilo no código do .htacess, eu permitia que o robô indexasse contepúdo dinâmico, o que é uma cagada enorme ( que muita gente comete sem saber), então levei a culpa por um conteúdo inexistente e as propagandas levaram quase um mês para voltar.  Nesse meio tempo eu pensei em pegar um avião e ir lá no escritório do Google explicar o problema pra uma pessoa de verdade. (felizmente não o fiz, pois seria inutil)

Profissionalmente tive algumas decepções. Quer dizer… Decepção não é bem a palavra. O fato é que eu me fodi espetacularmente, com minha contadora que por um misto de incompetência gravíssima dela, tão grave que resvala em tons de estelionato, (já que até documento fraudado eu recebi) e que desviou TODO o INSS que devia ter pago, e só pagou quando eu a ameacei. Depois, descobri outros problemas ainda mais graves causados pela desgraçada, que formaram um prejuízo astronômico para a minha empresa. Até agora estou atolado em multas de todos os tipos, e o que me dá mais ódio é que eu pagava tudo em dia, certinho, bonitinho…  Mas tudo errado, porque a inútil não sabia fazer o trabalho dela. Resultado, troquei de escritório, mas o ferro que eu levei pela incompetência alheia ainda está em curso, e estou realizando uma auditoria pente-fino, descobrindo multas novas todos os meses. O Brasil é foda. Como se não bastasse o governo arrochando a gente o tempo todo, ainda temos que lidar com eventuais safados escroques aos quais PAGAMOS para nos sacanear.

O crescimento do Mundo Gump em 2011

Em todo caso, não foram só coisas ruins que aconteceram por aqui em 2011, e justamente no Adsense, as surpresas do ano de 2011 foram boas. Pelas regras de uso, eu não posso dizer a vocês quanto que eu faturo, mas posso dizer que houve um crescimento de 100% em relação a 2010, o que é algo muito positivo. O que é o melhor é que isso não se deu por intermédio de nenhum mecanismo, macete ou truque dos “especialistas”. Nem SEO nem nada. O aumento do faturamento se deu porque o google parece ter melhorado o sistema de análise dos textos, ou porque eu acidentalmente escrevi textos que chamaram publicidades melhores, ou ainda, porque o blog simplesmente cresceu, que é a hipótese que eu acho mais provável.

O crescimento do Mundo Gump em 2011 foi uma das melhores coisas desse ano. Em janeiro eu havia freito uma análise, comparando 2010 com 2009. Percebi que de 2009 para 2010 o blog tinha dobrado o numero de acessos, e aquilo já parecia espantoso. Peguei uma régua e projetei qual seria o crescimento se aquela metrica se mantivesse e estarrecido, notei que a perspectiva de crescimento era de dobrar a audiência em 2011. Obviamente não levei aquilo muito a sério, pois parecia bom demais pra ser verdade. Mas o fato é que dois meses antes do previsto pela estatística, o Mundo Gump atingiu seu recorde de audiência, ultrapassando um milhão de leitores em um mês, e chegando em setembro ao dobro do volume de acessos consolidado em 2010. No dia 22 de outubro de 2011 atingimos a marca  de 104.954 leitores únicos num só dia. Graças ao Elvis Presley.

Os contos de 2011

Enquanto nos anos de 2008, 2009 e 2010 eu me vi às voltas com o conto “O relato de um MIB”, que em 2011 resultou na marca histórica (pelo menos pra mim) de 226 MILHÕES de views (somente contabilizando o video original e suas replicas na primeira pagina do youtube)  do video de um alien sendo interrogado por pessoas que pareciam treinadas pelo Capitão Nascimento.

Em 2011 o Relato continuou dando futos e a se espalhar, indo parar no programa do Sci Fi Fact or Faked, e  o que é pior, sendo apresentado como “fact”, embora eu tenha gasto um tempo enorme detalhando para os produtores do programa como que aquilo tinha sido feito.

Um conto em capítulos que me agradou muito de fazer em 2011 foi “A Busca de Kuran”, que é uma continuação às avessas do conto do “Caçador“.

relogiomagico2 Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Eu adoro esta série e creio que não me afastarei dela por alguns anos. A Busca de Kuran é uma coisa meio Julio Verne, meio “Indiana Jones”, meio “A mumia” e meio “O diário de um mago” . Eu creio que em 2012 teremos continuação nas aventuras do mago Leonard e seu discípulo. Curiosamente, em termos de audiência, este conto é sofrível, mas como eu me divirto, não estou nem aí. Agora audiência mesmo foi com o Zumbi.

Tudo começou quando eu fiquei vidrado na série de Tv Walking Dead. Quando acabou a primeira temporada, resolvi escrever o meu próprio conto de zumbi. Curiosamente, este que considero a minisserie mais legal aqui do blog,  foi iniciada no dia do aniversário do blog, meu e do meu casamento (faço tudo no mesmo dia).
Quado comecei, não imaginava que o conto resultaria em 20 capítulos, contando a desgraça do apocalipse zumbi  (o mesmo da série da FOX) do ponto de vista de um zumbi. Após a primeira temporada do meu conto, eu juntei tudo num livro.

promozumbi Retrospectiva do Mundo Gump 2011
Empolgado com a atenção que os leitores deram a história eu mesmo comecei a ter vontade de reativar um grande sonho que eu tenho, desde muito antes de sonhar em virar blogueiro, que é de fazer os meus filminhos.

E “fazer” inclui “produzir, escrever, dirigir, gravar e até atuar” em produções próprias, no melhor estilo “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” do Glauber Rocha.
Óbvio que  não sou tão retardado mental a ponto de achar que poderei fazer algo sério, que passará no cinema e tudo mais. Porém, o mundo e a estrutura midiática vigente mudou muito desde que eu vi Guerra nas Estrelas e sonhei em ser diretor em Hollywood.

Lembro claramente quando numa das aulas de criação de personagens no centro de treinamento Azimuth, eu disse aos alunos que num futuro proximo, iriam aparecer caras que fariam videos e animações em casa e ficariam ricos com publicidade na internet. Certamente que teve gente que não acreditou, mas aquilo se provou mais certo que as previsões da Mãe Dinah. Hoje, se não é possível ficar rico, dá pra viver apenas de criar videos, e receber o dindim da publicidade no canal, como o Felipe Neto, o PC Siqueira e um monte de outros gringos (embora muitos sofram de uma terrível similaridade nos formatos, talvez imposta pelos aspectos técnicos da bagaça, que ainda estão se desenvolvendo)

Após uma série de tentativas de fazer curtas que não deram certo por falta de grana, entrei de cabeça num projeto de curta próprio, digital, relacionado ao conto do zumbi. Mas eu não tinha nada além da vontade, e precisei comprar tudo.  Após torrar mais de 5000 reais em equipamentos dos EUA e China, e encher o saco de um monte de amigos meus, já estou com quase tudo no ponto de começar a gravar o curta em 2012, que provavelmente não ficará bom, (embora sempre tem o risco de um milagre acontecer).
Tem gente que se irrita com essa minha permanente percepção de que o filme do zumbi não ficará muito bom, mas me vejo como um moleque analfabeto que sonha ser um autor de livros. A primeira coisa que o analfabeto deve fazer é estudar, certo? Eu estou estudando tudo que eu posso, mas não tão a fundo a ponto de que o conhecimento se torne desmotivador. Como um alpinista, não posso ficar olhando o cume da montanha. Eu olho a proxima pedra. Outra coisa, o moleque analfabeto precisa de pelo menos um lápis e um caderno para escrever, né? Isso eu também estou fazendo, comprando um monte de traquitanas.

Agora, sinceramente, qual a chance de um analfabeto aprender a escrever e logo de cara fazer uma obra além do risível? Zero? Meio? 1%?

Esta é a mesma chance do meu curta ficar bom. Mas mesmo sabendo que vou errar, pode ficar amadorístico e até risível, minha meta é deixar o curta melhor que esse videoclipe da Marli. Com sorte eu consigo.

CIMG4729 Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Para pagar o monte de equipamentos, eu segui a ideia de um leitor de fazer uns bonecos para vender, e lancei o zumbi C. (que eu ainda não entreguei porque esta época de natal é uma merda, com agências dos correios abarrotadas e pessoas viajando, inlusive eu)

 

Viagens de 2011

Em 2011 eu coloquei o pé na estrada. Comecei  o ano numa viagem com a primeira dama ao Chile, onde o reveillon foi meio caído, mas os passeios valeram muito à pena. Tiramos toneladas de fotos, e andamos tanto que chegou a afinar as canelas.

chile2011 Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Quando eu estava lá deu um terremoto de 5 pontos no Chile, mas foi longe de onde eu estava e não senti nada. Alguns dos pontos altos na viagem ao Chile foi beber vinho nas vinícolas,  tomar sorvete do Bravíssimo,  ver o por do sol no Pacífico às dez horas da noite e jantar com amigos daqui em outro país.
Mas ainda mais legal que a viagem ao Chile foi a minha viagem com a Nivea pela Argentina. Compras em Buenos Aires, comer bifes gigantes até sair pelo olho, depois 20 horas de viagem  pela Patagônia com paisagens deslumbrantes em busca da neve em Bariloche. Os que apostaram que o vulcão iria me sacanear, erraram feio e teve neve, diversão e até esculturas de gelo. E claro, mais bifes gigantes.

caveiradeneve Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Também deu pra viajar no Brasil. Em 2011 conheci Florianópolis e bolado vi neguinho beber champanhe de 6000 reais a garrafa na praia. Também fui a uma ilha paradisíaca na companhia de grandes amigos.

Além das viagens, 2011 foi um ano de grandes passeios com meus sobrinhos. Fomos no zoológico com as crianças, visitamos o Forte do Leme,  fizemos piquenique no parque da Catacumba na Lagoa e também fomos ao cinema, teatro e em exposições.

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philipemiguelmorro Retrospectiva do Mundo Gump 2011

A maior honra de 2011

A maior honra do ano de 2011 foi quando o meu sobrinho Miguel me escolheu para ser padrinho da alfabetização dele. Insistimos para que fosse o pai ou a mãe, mas não teve jeito. Ele encasquetou que tinha que ser eu. Afinal, depois de me derrotar e humilhar 13 vezes seguidas no Soul Calibur 4, ele tinha mais que me dar uma moral mesmo.

festa do livro Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Miguel ganhando o anel de formatura na festa do livro

Trabalho e ralação

2011 também foi um ano de muito trabalho. Neste ano eu fiz um monte de trabalhos secretos que foram absolutamente sensacionais, mas que se eu contar eu me estrepo. Tive mais clientes que o habitual e agradeço cada um deles.

Fizemos videos institucionais, marcas, criamos muitos projetos de branding, papelaria pra caramba, muitos sites, e teve muita escultura também.

 Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Esse ano você viu por aqui alguns bonecos. Consegui manter minha meta de lançar pelo menos um passo-a-passo detalhado de boneco em 2011. Os bonecos de 2011 foram o alien (parte 1, parte 2, parte 3, final)  e o Zumbi C.

Em 2011 eu comprei um terceiro aerografo e um compressor novo, mais silencioso. Mas desenhei muito menos do que eu esperava. Comprei um heatgun, um monte de novos materiais, tintas, ceras, massas e fórmulas e estudei pra dedéu. Aprendi bastante coisa nova.

 Diversões caseiras e 2011 no Videogame

Eu praticamente não fui na praia em Niterói /Rio em nenhum dia em 2011. Uma pena, já que nadar e pegar jacaré são coisas que eu gosto muito e fez alguns dias de calor infernal em Niterói no ano de 2011. Em parte, acabei não indo na praia porque aqui tem um piscião gigante e com wifi (o escritório de verão do Mundo Gump), onde nadei muito e pude admirar as beldades louras sensacionais do meu predio, principalmente as que nadam peladas:

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Nos videogames, eu posso dizer que praticamente não encostei no Xbox 360 em 2011, coitado. Talvez isso mude em 2012. Mas certamente a culpa disso é que eu fiquei muito ativo no PS3 em 2011 por conta de alguns jogos nos quais eu emburaquei. Os destaques de games para 2011 ficam para o Red Dead Redemption, no qual eu dei uma viciada em jogar online.

Red Dead Redemption 300x168 Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Também joguei bastante o Soul Calibur 4, porque meu sobrinho Miguel é louco com aquele negócio. Da Argentina eu trouxe o Street Fighter 4 e a jogatina de pancadaria aqui em casa ficou forte. Agora no fim do ano eu dei uma nova emburacada no Dead Island. Minha mulher detesta, mas fazer o que? Eu adoro jogar! Outro game que eu gostei muito foi o Uncharted 1, que peguei emprestado do meu irmão. Pretendo jogar a franquia toda assim que fechar o Dead Island.

Sobrinho novo, 0 Km!

joaovictor Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Nos 45 minutos do segundo tempo de 2011, minha irmã Danielle teve neném. Nasceu o João Victor, um bitelão dum moleque com mais de meio metro, com 3,5kg! E de parto normal, meu. Não sei como que saiu um neném tão grande de dentro da minha irmã. Em 2012 vai ter mais um, já que a minha outra irmã também está gravida e o neném deve nascer em maio.

O fim de ano está sendo uma grande correria, com um monte de coisa acontecendo. Tô indo amanhã pra Itacaré e Ilhéus, onde espero não pegar chuva e tenho esperança de poder dar uns mergulhos.

itacaré Retrospectiva do Mundo Gump 2011

Deu no “New York Times”: Itacaré é um dos 53 lugares do mundo que valem a pena serem visitados no ano de 2008. Ficou em 41º lugar na lista dos pontos turísticos mais badalados -o único do Brasil.

Caso algum leitor esteja por lá e me encontrar, mantenho a tradição de pagar uma cerveja e presentear com uma camiseta do blog.

Espero que 2012 seja bem divertido e sem as zicas que me assombraram em 2011. Aproveito o post de fim de ano para agradecer sua visita, leitura e amizade. Minhas esperanças são de que o Mundo Gump continue a crescer nesta mesma taxa, com cada vez mais publicidade e conteúdo de qualidade (e próprio), não só numa única mídia como em várias. Não sei onde que isso tudo vai dar, mas espero que quando chegarmos lá tenhamos nos divertido muito, sempre juntos.

Feliz 2012.

 

 

 

Trabalhando no filme do zumbi

ziploc site Trabalhando no filme do zumbiNossa, o meu dia hoje foi punk, meu. Nem deu pra postar nada. Só consegui ver o email depois das sete da noite. Tô com dois trabalhos para entregar e isso me atrapalhou a postar hoje. Mas a boa notícia é que avançamos com o roteiro do Zumbi. Montei um grupo de trabalho com o meu irmão e o Rafael (também conhecido como Gus). Eu queria que o Rafa fizesse uma participação zumbiesca no filme, mas tenho medo de misturar as estações com o “Relato”. Então eu ainda nem comentei isso com ele. Mas está sendo muito proveitosa nossa interação. O papo é muito louco e parece conversa de psicopata. Tipo:

-Como vai ser a machadada na cabeça?
-Eu quero que seja em câmera lenta, com o machado afundando o crânio, enquanto uma série de fissuras estouram e vemos sair aquele creme gosmento, do tipo que sai da barata quando a gente esmaga.
-Noooooossa!
-E então voa aquela coisa, tipo uma gema de ovo, sabe? Um colóide, que se espalha em filamentos pelo ar. Simultaneamente o morto solta uma golfada de sangue preto antes de cair com a porrada.
-E se o olho sair pra fora?
-Sei não. Talvez fique engraçado. Mas eu queria que fosse nojento e macabro, não engraçado.

Ainda temos muita coisa para discutir no roteiro do curta. Ele esta sendo pensado em vários níveis, porque dessa vez não é só um conto. O papel aceita tudo. O papel é o melhor amigo do maluco. O foda é fazer, então eu tenho que ir bolando o curta tendo em mente que á uma chance grande de eu não ganhar este concurso aí, porque a despeito da audiência daqui (no mês passado, chegamos a audiência recorde de um milhão de acessos) não cheguei nem aos mil votos lá. Então eu já contemplo a chance real de não ganhar, mas agora ferrou! Já era! Essa febre de fazer meu próprio filme de zumbi se tornou uma obsessão de cara e não sei se me livrarei dessa vontade macabra se não for tentando.

Então em todos os momentos de ócio, meus miolos já estão trabalhando no filme. Enquanto eu tomava banho, tive uma ideia doida de misturar uns componentes químicos que eu tenho aqui e algumas cargas para fazer uma “pele”. Se isso der certo, e eu tenho esperança que dará, mas ainda não testei, terei um material que se assemelha bastante ao silicone de maquiagem, mas com uma fração do custo (e zero durabilidade, mas isso não me parece problema num zumbi que morre de machadada) e com uma consistência perfeita para fazer “carne”.
Tenho pensado nisso porque eu percebi que para algumas cenas, sobretudo de câmera lenta, como a da machadada, não adianta apenas fazer uma maquiagem “Ok”, já que borracha é borracha. Eu quero algo que reaja fisicamente como uma pele, e que a gente possa ver a coisa sendo rasgada, as camadas de gordura e tripas, cada coisa com sua consistência volume e textura próprios. Eu não sei se vai funcionar, mas a parte legal é: Eu tenho tudo aqui. Não preciso gastar uma fábula para testar isso e se der, eu vou fazer uns testes em video amanhã.

Também estou discutindo aqui em que tipo de locação da pra fazer as cenas com menos problemas, mas sem sacrificar a qualidade. Também quero fazer (não sei quando dará) um teste misturando maquiagem real e maquiagem em CGI. Mas isso já é mais complicado, porque vai envolver alguma composição e tracking.
Bom amanhã eu posto o teste da ferida. Se der errado eu posto assim mesmo.

Como trata-se do mesmo apocalipse de Walking Dead, não quero que a maquiagem fique discrepante. Não sei vai ficar bom, mas eu vou levar isso a sério em respeito aos zumbis.

Vote na minha história

Pessoal, estou participando do concurso Mesada Lenovo, que promete dar 5.000 pratas durante um ano para o vencedor. A história que eu escrevi tem a ver com nosso querido Juquinha.

graycadeira1 Vote na minha história

CAMPANHA AJUDE O JUCA A GANHAR UM NOTEBOOK

Queria pedir seu voto. Se eu ganhar esta grana, pretendo fazer um curta baseado no Zumbi, com a participação de vários leitores!

Aqui está o link para votar na minha história.

Estou de férias e vou viajar para a Argentina

Não estou 100% feliz, mas a vida continua…

Acho que em vista do ocorrido com meu avô, não terei tempo hábil para fechar o boneco do alien, pois vou viajar para a Argentina  de férias com a primeira dama amanhã. Vou postar de lá, mas não garanto a periodicidade de sempre, já que pretendo me divertir bastante. A minha viagem está planejada desde janeiro, e quando aquele vulcão maldito resolveu sacanear Bariloche, eu comecei a me perguntar se não seriam os efeitos gumps viajando pela ionosfera. (uma vez que quando eu fui viajar para a Espanha, perdi minhas malas, levei dura no aeroporto Francês, teve suspeita de mala-bomba, quase perdi o vôo, tendo que atravessar a cidade de um aeroporto a outro, e no Chile, deu terremoto. Sem falar de quando fui passear nos EUA, os Marines americanos pensaram que eu era um terrorista e apontaram fuzis pra mim)

Nunca esquiei. Tomara que eu consiga voltar inteiro, hahaha.

Se alguém tiver boas dicas de passeios em Buenos Aires e Bariloche, é só postar aí. Como sempre faço, se algum leitor me encontrar lá, ganha uma cerveja e uma camiseta de brinde do MG.

Meu avô morreu

Não me lembro de ter escrito um título de post do qual tivesse tanta vontade de que fosse uma brincadeira sem graça quanto este aqui.

Ontem, após uma luta de mais de dez anos contra o câncer, aos 88 anos, meu avô Hugo finalmente  venceu a batalha.  Digo isso porque a morte dele foi a vitória. Seu estado físico era combalido. Meu vô estava muito mais magro que qualquer faquir, já preso numa cadeira de rodas, sem controle de suas funções vitais, precisando de ajuda até para comer, tomava tantos remédios que faziam a casa parecer uma filial de farmácia. A maioria deles para a dor horrorosa de um câncer de próstata que se espalhou, ramificando-se para todo lado, se instalando nos ossos e no cérebro. Câncer que ele nunca imaginou que tinha e do qual nunca reclamou muito, além de dizer que estava com uma “dor chata nas juntas”. Ele sempre pensou que fosse artrite.

Quando recebi a notícia de que ele havia sido internado, eu estava preparado. Peguei meu carro e fui pra lá, sabendo que o filme da vida do meu avô chegava em fim aos créditos finais. A sensação era de tristeza, mas também de alívio.  A doença havia deixado consequências terríveis para ele.

Uma coisa curiosa sobre o meu avô é que ele havia sido diagnosticado com este câncer espalhado pra tudo que é lado há muito tempo atrás. Na época, o médico chamou minha mãe e meu tio e disse a eles que era para aproveitarem o máximo o tempo com ele, pois meu avô não teria nem seis meses de vida.

Receber uma notícia dessas de um médico, é um decreto para que você busque a felicidade de seu pai ao máximo. E foi o que nós todos fizemos. A começar por esconder dele a qualquer custo sobre o câncer. Até então, meu avô era um homem forte, que pegava sozinho saco de cimento, construía coisas, trepava em muro, pendurava-se em andaimes, consertava qualquer bagulho que aparecesse quebrado na frente dele.

O medico errou retumbantemente.

Meu avô viveu com a doença por mais de dez anos.  Nesse meio tempo, ele acabou tomando todo tipo de chá, de caldo, de gosma de ervas diversas. Tudo que alguém falava pra minha vó que curava câncer, ela tascava no meu vô. Sei lá se essas coisas ajudaram ou não. Sei que ele viveu muito além do que qualquer prognóstico médico, por mais otimista que fosse, seria capaz de prever.

E viveu forte. Andando, conversando, comendo bem. Só nos últimos anos, a doença começou a colocar suas garras nele. Os lapsos de memória começaram a ficar frequentes, a confusão mental, cada vez maior, e a magreza se instalou. Em maio de 2011 eu estive lá e ele já estava bem ruim. Havia jogado a dentadura fora e falava coisas meio desconexas, como citar obras. Toda pessoa que ia lá pra vê-lo ganhava uma certa função “na obra”. Ninguém nunca entendeu o que era ” a obra”. Mas eu era “o engenheiro”.

Havia o meu tio, que era o “encarregado”, e uma amiga da família, que era a “dona da obra”. Assim, todos os assuntos, pois mais loucos que fossem, acabavam girando em torno da tal “obra”.

Mas de vez em quando, dava uma lucidez nele. A lucidez alternava-se com os momentos em que ele pensava que estava “na obra”. E com o passar do tempo, aqueles momentos de lucidez foram ficando cada vez mais raros.  Meu avô parecia um windows com dlls danificadas. Em algumas situações a coisa era tão bizarra que chegava a ser engraçado, como na vez em que o meu primo ia trocar a fralda dele e ele cismou que era ele que ia trocar a fralda do meu primo.

Era impossível ir lá sem ficar horas escutando sobre as situações pouco convencionais causadas pela confusão mental da doença. Eu havia estado em Três Rios dois dias antes, onde tive a oportunidade de estar com ele.  Neste dia, eu o levei para passear na cadeira de rodas e passei uma manhã inteira tomando conta dele, conversando com ele sob a árvore. Embora ainda frágil e quase completamente senil, ele teimava em controlar a cadeira de rodas, dizendo o que eu devia fazer. Sua máxima era: “Devagar, devagar!”

O fato é que com aquela notícia bombástica mais de dez anos atrás, nós nos preparamos para uma partida iminente. Mas meu vô morreu em suaves prestações. A parada do coração se deu ontem de manhã, mas a morte do meu avô, no meu ponto de vista, já estava em curso acelerado, há pelo menos um ano. A cada dia ele morria um pouquinho. A cada esquecimento, a cada quilo perdido. É como uma roseira que vai secando. A parada do coração foi apenas a última pétala que caiu.

Ontem, sentado ao lado do caixão, onde ele estava enfiado num terninho, comecei a pensar sobre o quão repetitvo ele era.

Meu avô era extremamente repetitivo. Durante muitos anos, eu me intrigava da mania que ele tinha de me contar sempre os mesmos casos. E eu, ingenuamente, acreditava que isso fosse um defeito.

Só ali, do lado do caixão, percebi o quanto eu tinha sido burro de não entender que as coisas não são como são por mero acaso. Conforme meu avô repetiu pra mim incontáveis vezes aquelas  duas dezenas de casos, (alguns que eu até já postei aqui, como o da pistola Luger dourada e da vez que ele deu carona para dois fantasmas), ele estava deixando uma marca profunda em mim. Ele estava se tornando imortal. Porque nós somos muito mais que carne.

Cada repetição me dava mais detalhes, me dava mais visão, e eu compreendia melhor certos nuances do que ele contava. Meu avô foi sem sombra de dúvidas uma fonte inesgotável de referências, na qual bebi sem medo. A cada repetição, meu avô gerava uma espécie de backup das memórias dele na  minha mente. E por uma sabedoria que nunca descobrirei de onde que saiu, eu nunca tive coragem de dizer a ele que já sabia o que ele ia me dizer. Nunca o desmotivei nem demonstrei enfado ante sua empolgação de me contar suas aventuras. Eu apenas perguntava coisas sobre as quais ele ainda não havia contado e sempre reagia como se aquela fosse a primeira vez que eu ouvia suas histórias.  E ele sempre contava com um entusiasmo enorme.

As cinco aventuras que o meu avô mais me contou são:

  • O CAVALO DO BEBUM - O tio dele, que era um alemão lá de Petrópolis, que bebia muito. Ele tinha um cavalo que era ensinado. O cara enchia a cara e o cavalo dele o levava pra casa sozinho no fim da noite. Só que certa vez, morreu um cara lá e ele foi seguindo o cortejo. Mas o cavalo, sem saber do que se tratava, parava de bar em bar e “estacionava”, esperando que o tio dele descesse para beber um goró. Todo mundo do enterro percebeu e foi uma piada só.
  •  OS FANTASMAS QUE PEDIRAM CARONA – Essa é um clássico. Meu avô e meu bisavô estavam descendo de Petrópolis num caminhãozinho, quando viram um casal vestido de branco, na beira da estrada pedindo carona. O meu bisavô deu carona para os dois. E chegando no destino deles, mandou meu avô avisar pros dois que estava chegando. Quando meu avô se virou, cadê? Não tinha ninguém da caçamba.
  •  SEGUIDO PELO LOBISOMEM – Meu avô certa vez vinha pela beira da linha do trem do bairro do Triângulo. Naquele tempo era um lugar ermo, em meio a fazendas e só tinha mato. Ele disse que notou que tinha uma coisa preta enorme seguindo ele. Meu vô olhou para trás e me disse que era um cachorro, mas do tamanho de um boi. O bicho andava cerca de uns três metros dele. Em completo silêncio. Meu avô apertou o passo, e a coisa apertou junto. Então ele andou devagar e o cachorrão também. Não latiu, não rosnou, não cheirou e nem mugiu. Era apenas uma forma escura, enorme, que o seguiu por um longo trecho. Vendo que o animal reagia conforme o que ele fazia, meu avô disparou numa corrida só sem olhar para trás e quando finalmente tomou coragem, a coisa já havia sumido. Esta história era sempre acompanhada de outra na qual ele ia chegando numa fazenda e na porteira, equilibrando-se no ar de forma macabra, havia um caixão. Ele nunca contou o caso do lobisomem sem contar do caixão na porteira, embora fossem casos distintos.
  • OS FANTASMAS DO QUARTEL – No quartel em que o meu avô serviu exército, no tempo da Segunda Guerra, era normal ocorrerem certas situações insólitas. Uma que assustava todo mundo da companhia dele era um barulho que repetia exatamente o som das pedras do pátio inferior sendo lavadas. Eles estavam no alojamento e no meio da madrugada, ouviam os baldes de água sendo jogados. As pedras sendo esfregadas. E não ficava nisso. Depois do som dos muitos baldes d´água sendo jogados nas pedras, o fantasma tacava o balde, que batia nas pedras, e ia rolando, fazendo o maior fuzuê. Meu vô contou que isso ocorreu várias vezes. Algumas dessas “lavagens” eram tão assustadoras que ele, o sargento responsável pela fiscalização da unidade, foi verificar. E chegando no patio inferior do quartel, as pedras estavam todas secas. Não tinha balde nenhum. Ele então levou o caso ao conhecimento do oficial superior, que disse pra ele que aquilo era “sempre assim”, porque o quartel havia sido erguido pelos escravos, que eram açoitados para lavar o pátio. E mesmo após tantos anos, as almas penadas dos escravos ainda continuavam a fazer aquilo.
  • O FESTIVAL - Meu avô sempre gostou muito de fazer poesia. Ganhou vários concursos de trovas e uma de suas maiores alegrias foi quando meus pais pegaram seu caderno lotado de poesias e trovas dele e editaram um livro. Inclusive ele foi enterrado com um dos livros. Mas de todos os prêmios que meu avô recebeu na vida, um dos mais marcantes foi graças a uma musica, cuja letra ele criou e um amigo fez a melodia depois. Chamava-se “Thereza da praia” (existe outra musica da MPB com o mesmo nome). Com esta música, ele venceu o festival da canção de Paraíba do Sul. No júri do festival estava o dono do Canecão, que disse a ele que iria levar a musica para que a Clara Nunes cantasse. No dia marcado, meu avô e convidados saíram diretamente de Três Rios e foram ao Canecão, no Rio de Janeiro.  Aqueles foram os 15 minutos de fama da vida do meu avô. Naquela noite, a Clara Nunes cantou a música dele. Ao fim do espetáculo ela disse a ele que achou a musica linda e que gostaria muito de colocá-la no disco dela. (coisa que nunca aconteceu)

 

Eu reconheço que tive um privilégio ímpar de ter um avô como ele. Além de escrever poesias, pescar e ser genial nas coisas de obras, reformas, construção e etc, ele tinha grande habilidade com marcenaria e me ensinava muita coisa. A primeira espada que eu fiz foi com ele do lado, me orientando, mostrando como usar plaina, como serrar… Mas como professor ele era bem severo. A gente chamava esta faceta dele de “Sargento Hugo”.

Era admirável a forma como meu avô era dedicado à minha avó, após mais de 60 anos de casados. Eu tenho a sensação que ele se agarrava à vida porque não queria deixar minha vó sozinha. Quando ela teve um problema grave de saúde e foi internada às pressas para operar, ele ficava perguntando “cadê ela?” pra todo mundo que ia lá. Dava pena.

Meu avô tinha dado uma súbita melhorada naquele dia eu eu fui lá. A pressão dele estava ótima e ele estava se alimentando bem. Passeamos na calçada, fomos ver as flores do jardim. Quando o Monsenhor foi até lá pela manhã, levar a comunhão dele (meu avô era muito religioso e quando ele não pôde mais ir na Igreja, a Igreja passou a ir até ele)  eu,  minha mãe e ele rezamos juntos. Me surpreendi que ele, por pior que estivesse de cabeça, lembrava do Pai-Nosso com perfeição.

Quando eu estava lá, meu avô desatou a perguntar onde estava o seu Joaquim. Ficamos perguntando a ele que Joaquim, mas ele só perguntava a mesma coisa. Eu concluí que ele estava perguntando do avô do meu primo, que era amigo dele. Eles viajavam juntos para Cabo Frio e ficavam naquele apartamento que eu citei no post sobre fliperamas. Seu Joaquim já havia morrido há muito tempo.

“Eu quero ver o seu Joaquim” – Meu avô disse, com o fio de voz fina que caracterizou seus últimos dias. Quando entendi quem era, comecei a rir:

-Você vai ver ele, vô. Não é agora, mas em breve você vai ver! – Eu disse.

Inesperadamente, eu estava certo. Meu avô venceu a doença.  E agora suas pétalas dançam livres, ao sabor do vento.

 

Como fazer um blog do zero e ganhar dinheiro com ele

Eu até perdi as contas de quantos amigos, leitores e conhecidos me pediram para fazer este post. Engraçado como é que pode isso.

As informações de como criar um blog estão espalhadas na internet, mas muita gente tem dificuldade de achar e/ou entender, porque geralmente elas são muito detalhadas e se prendem a minúcias muitas vezes desnecessárias ou excessivamente complicadas pra quem nunca fez. Então, para evitar ter que explicar isso tudo diversas vezes, resolvi colocar neste post tudo que você precisa fazer para criar um blog e ganhar dinheiro com ele. Vou tentar explicar de um jeito fácil.

As coisas mais importantes que você precisa saber antes de criar seu blog:

1- Qualquer pessoa pode fazer um blog. Seja rico, pobre, burro ou inteligente.
2- Fazer um blog não custa caro. Na verdade pode ser de graça ou pago e isso depende do seu objetivo.
3- Fazer um blog exige trabalho e dedicação. Não existe milagre de ficar rico da noite para o dia.
4- É possível obter sua independência financeira apenas com um blog, e até mesmo ficar rico! Mas isso é MUITO difícil. Qualquer um que disser o contrario, quer te tomar dinheiro.

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Google Bot não entra no site, veja como resolver

Pessoal, estou de volta. Ainda quebrado por causa de uma virose violentíssima, que contraí do meu sogro. A parada me nocauteou como raramente outra doença conseguiu. Felizmente eu só fico gripado muito raramente. Devo pegar um resfriado a cada 4 anos ou coisa assim. Tem tanto tempo que não fico gripado que nem me lembro da última vez que fiquei mal assim.

Seja como for, hoje é o último dia dessa porcaria. A dor no corpo cedeu, a febre sumiu e só ficou a tosse.

Engraçado isso, porque a sensação que eu tinha era que o blog também ficou doente junto. Como vocês sabem, o Mundo Gump passou por um problema sério nos últimos dias. Do nada ele sumiu do Google. Mais de 3000 posts tinham desaparecido de uma hora para outra. Quando você tem um site só por diversão, isso não é um problema lá tão sério, mas quando você está planejando a sério viver desse trabalho, é mais ou menos como ser demitido sumariamente, sem nem saber porque. E o pior, sem FGTS ou seguro desemprego!

A queda nas visitas

Eu não tinha, até aquele momento a dimensão do quão dependente do buscador o blog era. Apesar de saber que existe uma massa gigante de gente que converteu a pagina do google na sua pagina inicial, eu fiquei impressionado com o crowd que entrava pelo buscador. Assim, quando este site sumiu do buscador, o monte de gente simplesmente ia para outros sites. Isso resultou num grave prejuízo financeiro, embora eu estivesse muito mais preocupado com o futuro do site.  Ao longo do período da crise conversei com muitas pessoas mais experientes, e as noticias não eram nada animadoras. Eu descobri que o Google tem o hábito de punir certos sites, e quando isso acontece, não há aviso nem canal de comunicação com o webmaster, mesmo quando o site é membro do sistema de monetização do próprio Google, o Google Adesense.

Então, se algo assim acontecer com seu site, é possível que ele tenha sido penalizado. E caberá unicamente a você descobrir o motivo disso. Então, mais cedo ou mais tarde, você acaba chegando  na central do webmaster. Um forum do Google onde as pessoas reportam problemas e tentam se ajudar na medida do possível.

O pior de tudo é que são tantos casos de sites sendo penalizados e por tantos motivos diferentes, que você descobre o pesadelo dentro do pesadelo. Todo mundo quer resolver o problema, mas se você não sabe qual é o problema, a coisa fica bem difícil, né?

A primeira coisa a fazer é entrar no Google Webmaster Tools. Todo site que se preze, tem que ter uma conta lá. Se você não tem, está cometendo o erro numero um. Resolva isso criando uma conta, e adicione seus sites lá.
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O Mundo Gump não vai acabar

philipe9meses_low
Não foi pegadinha, nem primeiro de abril. Quando eu escrevi este post aqui em baixo, eu estava realmente tão puto com a situação de sumir do Google que mal podia enxergar um palmo à frente do nariz. Eu disse que pensava se valeria a pena continuar um trabalho etéreo, que pode ir por água abaixo por uma mera decisão de algum funcionário de uma empresa norte-americana.
O fato é que a hipótese da punição é apenas e tão somente uma hipótese. Como o Google não me notificou de nada, até hoje eu não sei se realmente isso é punição. Acho estranho que seja, mas enfim, alguns webmasters mais experientes que eu apostaram suas fichas nisso.

philipe9meses low O Mundo Gump não vai acabar

Eu com 9 meses. Estou guardando esta para requerer aposentadoria por tempo de serviço.

Após escrever o post de ontem, feito de madrugada, eu fui dormir certo de que aquele seria meu último post aqui no Mundo Gump. Não era somente um desabafo de autor, era meio que uma mistura de uma serie de coisas, que foram se juntando para gerar uma linda e cristalina frustração. Tem gente que acredita em inferno astral. Eu não levo muita fé nessas coisas, mas não nego que parece que existe mesmo. A véspera do meu aniversário, (o merdelhê começa sempre uma semana antes) é sempre um período conturbado.

Então ontem eu tentei ficar o dia todo como se realmente não tivesse mais um blog.

E vou te contar, que merda que é.

Me peguei na pele de um viciado que tenta cortar seu vício tarde demais e está tão impregnado da substância que por mais que busque uma cura jamais voltará a ser o mesmo de antes. E isso é um pouco assustador.
Eu fiquei boa parte do dia na piscina, e enquanto boiava, só conseguia pensar no próximo post. Fui almoçar na rua, comprar coisas no mercado e é como se meu cérebro tivesse criado um maldito slot para o blog e por mais que eu tente manter este slot vazio o vácuo que ele produz atrai ideias para posts.
Não tem jeito. O blog é a pior das amantes, pois ele está dentro da sua cabeça e não quer sair. Não dá pra simplesmente abandonar, virar as costas e partir. E assim eu começo a refletir se o cara que me chamou de “Mundo Gump” não tinha a clareza deste detalhe particular.
A sensação que me deu é que eu e o blog estamos ligados como um cavaleiro Jedi e a Força estão.
Outra coisa que me deixou muito feliz foi perceber que os leitores manifestaram claramente seu descontentamento com a ideia deste espaço acabar, mas mesmo não gostando, muitos foram extremamente legais em dizer que entenderiam se esta fosse minha decisão final.

Mas a minha decisão final é que paraquedistas são um tipo de audiência e leitores fiéis, outro. E eu não escrevo para paraquedistas (se eu fizesse isso, já estaria cheio da nota) mas sim para os leitores fiéis e também para os novos leitores. Entretanto, todo mundo sabe que clica em publicidade da internet é o paraquedista. E sair do google representou uma queda, um abismo tão espetacular nas minhas estatísticas que é inegável que isso afetará os rendimentos do Mundo Gump, seja qual for o sistema de publicidade adotado aqui. Então, na pratica, o que vai acontecer é que eu terei que replanejar o meu esquema de ampliação do alcance do blog. Os planos comerciais que seriam disparados hoje terão que esperar. E o meu plano de ser 100% problogger terá que ser adiado, o que nem é tão ruim, uma vez que meu trabalho com efeitos visuais, design e 3d também é bem legal. Talvez eu pudesse dizer que esta crise é só uma pedra (uma pedra grande) no caminho, mas que se dane a dificuldade! Não sou do tipo que se acovarda. Eu vou em frente com a esperança que o maremoto se torne uma marolinha.

Eu só posso encerrar dizendo que conto com vocês. Em meio a crise, só há uma coisa que pode ser feita e é:
Post.
Eu vou postar feito doido, vou trabalhar duro aqui neste treco, e peço a cada leitor que gosta do blog que ajude, trazendo um amigo, contando algo que viu aqui na mesa do bar, no facebook, tuitando alguma coisa que achou interessante aqui no site. Isso não traz o Mundo Gump de volta ao Google, mas amplia a presença dele talvez por tempo suficiente para que eu e o time de amigos empenhados em mudar a Matrix consigamos nosso feito.

Hoje é o meu aniversário, meu décimo segundo aniversário de casamento e o aniversário do sexto ano do Mundo Gump. Sei que não é grande coisa, mas para alguns leitores de longa data, saber da continuidade deste projeto pode representar um presente, uma boa notícia.

Obrigado amigos. Contem comigo!

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