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Maglev Cobra em Dubai

Pois é, pessoal. Para quem esteve em outro planeta ou talvez em coma nos últimos vinte anos, poderá se espantar ao descobrir que com muita grana e visão de futuro, aquelas cidades incríveis dos filmes B de ficção científica no estilo Flash Gordon e Buck Rogers viraram realidade.

Este lugar incrível, chama-se Dubai.

Vejamos:

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Dubai em 1990

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A mesma rua em 2003.

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Ano passado.

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Dubai é o lugar onde estão entre 15 a 25% dos guindaste de todo o mundo atualmente.

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A orla de Dubai. Quando completada se tornará a maior orla em desenvolvimento no mundo.

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Tudo isto foi construído nos últimos 5 anos, inclusive aquela ilha que se parece uma palmeira.

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As Ilhas das Palmeiras em Dubai. Uma nova tecnologia de draga holandêsa foi usada para criar estes
volumoso número de ilhas. Elas são as maiores ilhas artificiais do mundo e podem ser vistas de espaço.
Serão feitos três destas Palmeiras, com a última sendo a maior delas todas.

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Após a conclusão, o resort terá 2.000 vilas, 40 hotéis de luxo, shopping center, cinemas, e muitas outras instalações. É esperado uma população de aproximadamente 500.000 pessoas.
É anunciado como sendo visível da lua.

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As Ilhas Mundiais ou O Mundo.
300 ilhas artificialmente criadas na forma do mundo. Cada ilha terá um custo calculado de $25-30 milhões.

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O hotel Burj al-Arab em Dubai. O hotel mais alto do mundo.
Considerado o hotel mais luxuoso no mundo, o único ‘ hotel 7 estrelas ‘. Está em uma ilha artificial no mar.

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Hydropolis, o primeiro hotel sob as águas. Completamente construído na Alemanha e então montado em Dubai, está programado para ser finalizado em 2009 depois de muitos atrasos.

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The Burj Dubai. A Construção começou em 2005 e espera-se que esteja finalizado em 2008. Com uma altura calculada de mais de 800 metros, será certamente o edifício mais alto de mundo quando termindo.
Será quase 40% mais alto que o mais alto edifício atual, o Yaipei 101.

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Isto é como o centro da cidade de Dubai se parecerá ao redor 2008-2009.
Mais de 140 fases do Burj Dubai já foram completados.
Já é a maior construção no mundo, feita pelo homem, e ainda não está concluida. O edifício está programado para ser finalizado no próximo ano.

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O Al Burj. Este será o centro da orla de Dubai.
Depois de construído assumirá o título da estrutura mais alta no mundo do Burj Dubai.

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Recentemente foi anunciado que a altura final desta torre será 1200 metros.
Isso a tornaira 30% mais alto que o Burj Dubai e três vezes mais alto que o Empire State Building.
Esta é uma cidade de primeira classe.

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O Burj al Alam, ou The World Tower. Após concluído será hotel mais alto do mundo.
Espera-se que estaja pronto em 2009. Com 480 metros será só 28 metros menor que o Taipei 101.

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The Trump International Hotel & Tower, será o centro de uma das palmeiras, The Palm Jumeirah.

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Dubailand. Atualmente, o maior conjunto de parque de diversões do mundo é o Walt Disney World Resort, em Orlando, que também é o maior empregador do local nos Estados Unidos, com 58.000 empregados.
Dubailand será duas vezes maior.

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Dubailand será construído em uma área de 3 bilhões pés2 (107 milhas2) a um preço calculado de $20 bilhão. O local pretenderá incluir 45 mega projetos e outros 200 projetos menores.

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Dubai Sports City. Uma coleção enorme de arenas de esporte localizada em Dubailand.

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Atualmente, o Walt Disney World Resort é o 1º destino de excursão no mundo. Uma vez completamente finalizado, Dubailand assumirá este título facilmente, já que é esperado cerca de 200.000 visitas diariamente.

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A Marina de Dubai quando completamente desenvolvida pelo homem conterá mais de 200 altos edifícios quando terminada. Será a casa de algumas das mais altas estruturas residenciais do mundo.
A primeira fase completa do projeto foi apresentada.
A maioria dos outros altos edifícios será terminado entre 2009-2010.
O Dubai Mall será o maior centro comercial do mundo com mais de 9 milhões de pés2 de compra e ao redor 1000 lojas. Ele será terminado em 2008.

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O Esqui Dubai, que já está aberto, é a maior estação de esqui em recinto fechado do mundo.
Esta é uma imagem feita de outra futura estação de esquia em recinto fechado que está sendo planejada.Alguns dos edifícios mais altos no mundo, como Ocean Heights e The Princess Tower, que será o maior edifício residencial do mundo, encabeçam uma das 100 fases da Marina de Dubai.

O UAE Spaceport será o primeiro porto espacial no mundo se a construção manter o mesmo ritmo.

O sitema de Metro de Dubai , uma vez completado, se tornará o maior sistema ferroviário, completamente automatizado, do mundo.O Aeroporto Internacional Central de Dubai se tornará o maior aeroporto em tamanho, quando terminado. Também se tornará, eventualmente, o aeroporto mais ocupado no mundo, baseado em volume de passageiro.

E a novidade deste post é que o meu pai veio da Alemanha ao Brasil para uma reunião com ninguém menos que Mohammed bin Rashid Al Maktoum. O príncipe de Dubai. O cara que tem um avião A380 só pra ele passear.

Para quem não entendeu nada sobre o que tem o meu pai a ver com o príncipe deste lugar incrível, recomendo uma lida no post do maglev cobra, que explica a invenção patenteada do meu pai e sua aplicação na questão dos sistemas de transporte por levitação magnética. Como ele é o mais avançado, mais econômico e mais ambientalmente correto sistema de levitação do mundo, uma pessoa ligada ao príncipe entrou em contato com meu pai lá em Dresden, para marcar uma reunião com o príncipe. Por ironia do destino, a única data viável para o encontro seria no Brasil, justamente na semana em que meu pai estaria aqui, gravando um documentário sobre a tecnologia Maglev Cobra para o Discovery Channel.

O encontro do meu pai com o príncipe de Dubai ocorreu na Usp em um local discreto e Mohammed bin Rashid Al Maktoum ficou bastante interessado e impressionado com a contribuição ambiental do novo conceito tecnológico do trem de levitação sobre trilhos brasileiro.

O príncipe saiu da reunião levando consigo uma cópia impressa da apresentação do meu pai e deixou claro para todos que Dubai tem um enorme interesse na questão ambiental. Além de Dubai, é possível que o sistema Maglev Cobra venha a equipar a cidade Masdar, em Abu Dhabi.

Masdar City é um projeto (megalomaníaco como sempre) de se criar uma cidade totalmente livre de emissões e poluentes. A idéia é que Masdar seja uma espécie de modelo futuro para inspirar outras cidades ao desenvolvimento de tecnologias ambientais para redução da poluição e das suas desastrosas conseqüências, como mudanças climáticas e etc.

Esta cidade será construída em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. A cidade Masdar será livre de emissões de carbono, livres de resíduos e livre de carros. Os painéis solares, fotovoltaicas e tecnologia de energia eólica fornecerão toda eletricidade necessária para a cidade, que será a residência de cerca de 50000 pessoas, além dos sistemas de transporte ferroviário de dessalinização. Todos os resíduos serão reciclados e os resíduos provenientes de águas residuais serão purificados para serem utilizados como adubo, e posteriormente usados no plantio de vegetais necessários para os biocombustíveis.

Para percursos de distâncias curtas, o meio de transporte será andar de bicicleta. Para distâncias maiores, carros elétricos e um sistema avançado de transporte ferroviário vai ligar Masdar City a Abu Dhabi, que é a capital dos Emirados Árabes Unidos.
Tudo está sendo planejado com uma concepção de construção inteligente que resultará em alta eficiência energética. Os painéis solares irão fornecer sombra e poupar energia para refrigeração, num lugar onde a temperatura passa fácil dos 50 graus.

E, além de energia e de conservação hídrica, a pesquisa irá desempenhar um papel importante. O Instituto de Tecnologia de Michigan fará parte do meio acadêmico desenvolvimento conceitual de uma cidade limpa. Um lote de grandes e pequenas empresas são esperados para iniciar atividades ou para abrir filiais em Masdar City. (Não duvido que meu pai acabe tendo que se mudar pra lá)

Um total de 22 mil milhões de dólares serão investidos nos próximos 8 anos para construir essa cidade que é susceptível de servir como um modelo para o futuro desenvolvimento urbano em nível mundial.
Existem várias razões pelas quais a Masdar é de grande importância para Abu Dhabi. Por um lado, que a economia é essencialmente baseada as exportações de petróleo, uma matéria prima finita, portanto, deverá encontrar outras áreas de negócio. Além disso, como Dubai surge como uma promessa de ser a cidade do futuro, com entretenimento e obras de cair o queixo, Abu Dhabi espera atrair investimentos mundiais como a cidade ambiental do futuro. Possivelmente, as duas cidades terão êxito. Há um mercado potencial gigantesco para a tecnologia do Maglev nas duas cidades, e ao que tudo indica, o sistema de transporte por levitação não tardará a ser implantado lá.

O triste disso é ver que até o príncipe de Dubai se interessou pelo Maglev enquanto os políticos brasileiros só pensam no próprio bolso e em tecnologias caras e obsoletas como o VLT.

As últimas alterações no projeto Maglev cobra estreitaram o veículo, reduzindo os bancos duplos para bancos individuais aumentando o conforto para o passageiro, (qualquer um que já teve o desprazer de sentir que o cara do seu lado está lendo seu jornal ou vendo o que você digita no seu notebook vai entender isso) o que reduziu muito seu consumo energético. Isso permitiu que o sistema Maglev Cobra fosse o primeiro trem do mundo a operar com energia solar. Painéis solares dispostos sobre o circuito por onde o trem passa geram energia que não é armazenada. Esta energia é jogada para a rede elétrica e computada como créditos elétricos. Quando chega à noite, quando os painéis não geram energia, o sistema pega de volta da rede elétrica os créditos gerados no dia. Como os cálculos mostram que o trem gera mais eletricidade do que consome, isso significa que o maglev cobra não só contribui para a redução do aquecimento global ao não emitir poluentes, como é um a solução urbana para o transporte de pessoas e ainda por cima é gerador de energia.

Mais Maglev

maglevcobra
O meu pai manda boas notícias lá de Dresden, da parceria do Brasil com a Alemanha no sistema Maglev cobra ( o mais avançado sistema de levitação magnética no mundo). Infelizmente, não posso falar muito ainda sobre o que vai rolar, mas posso dizer que as coisas estão indo MUITO bem.

Em homenagem a isso, aqui está um video produzido pela Globonews sobre supercondutores onde o Prof. Richard e o meu pai falam das aplicações dos supercondutores para o futuro da humanidade. Espero que gostem.

Maglev Cobra – Como ligar o Rio a São Paulo de um jeito mais barato

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Maglev  operando em Shangai

Eu estou com um PDF do meu pai aqui já tem um tempo. Mas um cara que soube do projeto do Maglev pelo Orkut me pediu mais dados e eu achei que já tava na hora de disponibilizar essas informações para qualquer um que queira saber -ou divulgar- sobre isso.

Muita gente que lê o Mundo Gump a mais tempo, sabe que eu sou filho de um pesquisador do ramo dos transportes ferroviários, que faz parte da equipe de desenvolvimento do trem de levitação por supercondutores do LASUP -Coppe- UFRJ. Atualmente meu pai está na Alemanha, em Dresden, apresentando as inovações do Maglev Cobra no Leibniz-Institut für Festkörper und Werkstoffforschunge, costurando uma parceria tecnológica Brasil-Alemanha para a criação do primeiro modelo em escala real do sistema de levitação brasileiro, já que a NOSSA tecnologia é considerada por especialistas a mais avançada NO MUNDO neste campo.

Este PDF apresenta uma proposta concreta de viabilização de uma ligação ferroviária entre as cidades Rio de Janeiro e São Paulo por levitação, de modo que o Brasil poderia encontrar uma potencial solução viária para um enorme fluxo de pessoas entre as duas maiores capitais do país, e não só isso. Será possível estudar comparativamente a tecnologia proposta por grupos privados estrangeiros do TAV (trem de alta velocidade sobre trilhos) e imediatamente apadrinhada por políticos com diferentes interesses neste aspecto com o inovador sistema maglev, que ficou em 5o lugar no prêmio de inovação tecnológica  do Santander, disputando com milhares de inovações em todos os ramos imagináveis.

Este PDF deve ser tornado público para ajudar as pessoas a refletirem sobre os rumos que queremos para a tecnologia do nosso país.  Se você é ou conhece algum jornalista, mande o Pdf para ele, que eu tenho certeza que ele vai saber o que fazer quando der uma boa olhada no que está escrito neste relatório.

Para baixar o PDF clique aqui 

Vem aí o skate de levitação

16 Vem aí o skate de levitação
Quem não lembra de Marty Mc Fly andando naquele skate de levitação magnética em De volta para o Futuro 2?
Quem assistiu aquilo no auge da adolescência e pode dizer que não desejou, do fundo das próprias entranhas possuir uma coisinha sensacional como aquela?

Ou melhor, uma speedbicke do Retorno de Jedi?250px 74 Z Military Speeder Bike Vem aí o skate de levitação

Pois parece que isso está a um passo de ser viabilizado comercialmente. Volta e meia eu toco na questão da levitação aqui no Mundo Gump. Não só pelo fato de ser uma coisa incrível, algo que afeta nossa forma de pensar o mundo. Não só pelo meu próprio pai fazer coisas levitarem aqui na minha casa e na UFRJ, não só pelo fato de que isso afeta diretamente a questão da pesquisa ufológica, onde objetos efetuam movimentos e fazem coisas impossíveis, como levitar.

A levitação é uma das mais instigantes fronteiras tecnológicas, e isso vai afetar de maneira dramática o mundo em que vivemos. E devemos isso à ciência e seus avanços.
Até pouco tempo atrás, como na última década, capas de invisibilidade, máquinas de teletransporte e tapetes que levitam eram considerados a maior das viagens na maionese.
Mais uma vez, Julio Verne, Isaac Azimov, Philip K. Dick, George Lucas, Gene Rodenberry e seus predecessores estavam certos em várias coisas que surgem em seus livros, contos e filmes. Muito do que parecia ser sonho hoje é realidade. Já teletransportamos moléculas simples. Já teletransportamos a energia elétrica. Já temos celulares. A capa invisível é uma realidade. E agora os físicos da universidade de St. Andrews, na Escócia jogou uma luz no universo da mecânica de levitação.
Não é nenhuma novidade que um físico focalize suas atenções ao estudo das propriedades gravitacionais do planeta para tentar modificá-las de maneira controlada e localizada.
O professor brasileiro, Dr. Fran de Aquino vem se dedicando há alguns anos a estudar isso. Fran alega que descobriu uma maneira e atualmente está trabalhando em parceiria com outros pesquisadores e interessados para construir um modelo físico que demonstre sua anulação gravitacional.

Mas a pesquisa dos professores Ulf Leonhardt e Dr Thomas Philbin da Escócia partiram de um efeito natural da gravidade chamado “força Casmir”. Esta força faz com que os objetos se atraiam.
O alvo da pesquisa dos dois era a produção de micro máquinas que tivessem partes móveis com o mínimo, preferencialmente, nenhuma fricção. E isso só é possível com a levitação. Mas os resultados obtidos prometem ser usados para levitar coisas grandes, como pessoas e veículos.

A força Casmir é proveniente da mecânica quânntica, teoria que descreve o mundo subatômico dos átomos e das partículas deste universo. Ela não é a teoria que faz mais sucesso com os físicos tradicionais, por propor muita coisa que soaria como ficção científica a ouvidos mais tradicionalistas de pessoas com os”pés no chão”.

A força nem é de carga elétrica ou gravitacional. Trata-se de fllutuações em todos os campos pervasivos de energia, que penetram através de espaços vazios entre os átomos e é esta razão que faz com que os átomos se mantenham juntos, como se fosse uma cola invisível.

Agora usando um dispositivos de lentes, os professores Ulf e Thomas conseguiram modificar a força Casmir para repelir ao invés de atrair. A descoberta foi publicada no criterioso New Jouranl of Phisics.

Como a força Casmir causa problemas para a questão da nanotecnologia, todos os que se dedicam a este campo novo da ciência comemoraram muito a descoberta, que permitirá que microcscópicos objetos criados colem-se uns nos outros. Isso vai viabilizar de fato as micro-máquinas, porque a força Casmir é a principal causa de fricção no nano-mundo, em particular em sistemas de máquinas microeletromecânicas.

Eles acreditam que seja possível levitar objetos grandes como pessoas, e que a descoberta ajudará todos os outros que buscam há décadas maneiras baratas e eficientes de fazer isso, sem sucesso.
Com a lente e os equipamentos criados específicamente para isso, no futuro será possível levitar objetos pesados “a alguma distância” dos mesmos. O professor Ulf Leonardt lidera um dos quatro grupos de pesquisa – três deles britânicos – que estão viabilizando e já publicaram a teoria do manto invisível, onde a luz corre ao redor do objeto, como se fosse a água de um rio dando a volta numa pedra, o que faz com que o objeto fique invisível. Algo como aquele do Harry Potter.

Veja a matéria original sobre os cientistas que desvendaram um dos mistérios da levitação

Turbina de levitação magnética

Grande parte (senão todos) os problemas do mundo atual e futuro estarão ligados direta ou indiretamente à equação energia-transporte. Do aquecimento global ao cd do Roberto Carlos que você compra nas Americanas.com

Como alguns já sabem pelos posts antigos, meu pai é um dos cientistas da equipe que desenvolveu o trem de levitação magnética chamado MAGLEV COBRA.

Aproveitando, para quem curte o assunto, meu pai criou um blog onde há um texto que explica como o Maglev cobra pode ser uma solução de custo baixo e rapidez de implantação para a ligação Rio-São Paulo, pela METADE DO PREÇO daquela idéia maluca do trem bala, que é uma tecnologia velha e cara, importada de fora em detrimento à tecnologia nacional – que é a mais avançada no mundo.

Aliás, aproveitando mesmo, vai ter uma reportagem sobre o Maglev Cobra no Fantástico deste domingo.

Como eu já tinha falado naquele post antigo, a levitação magnética está chegando na sua maturidade técnica e através dela incríveis mudanças serão incorporadas no mundo em que vivemos. Melhorando-o muito. A começar pela redução de poluentes, uma vez que o trem MAGLEV uma vez em operação não emite praticamente NADA comparado a um carro ou avião.
Como ele está levitando num colchão magnético invisível, ele consome uma energia mínima para se mover. Não há atrito algum além do ar à frente do trem. E é por isso que ele anda tão rápido.
E è justamente sobre a questão do atrito que eu queria comentar.
Nós não paramos para pensar muito sobre a questão do atrito, mas é graças a ele que muita energia se perde inutilmente. Muito calor é gerado e muita coisa simplesmente não funciona.

O potencial da levitação magnética não se restringe apenas a questão veicular, que é um dos grandes gargalos nos países em desenvolvimento (sobretudo aqueles com caos aéreo e incompetência governamental endêmica)
Muitos centros de pesquisa estão extrapolando a questão da levitação eletromagnética para questões de grande impacto social, como a geração de energia.
Hoje sabemos que a energia nuclear, pintada como vilã desde a década de 80 pode ser mais limpa que a energia de queima do carvão, uma das grandes responsáveis pelo aquecimento global. A questão da energia nuclear desperta vários tipos de reações. Há aqueles que endeuzam a energia nuclear dizendo que é uma forma inteligente e segura de gerar energia. Mas existem milhares de pessoas que tem medo e desconfiam do grau de segurança das usinas.
Estejam estes dois grupos com razão ou sem, ambos concordam que se houvesse uma maneira segura e eficiente de geração de energia limpa e estável, ela seria adotada.
Há uma busca sem precedentes por uma energia limpa e segura. O planeta não pode esperar mais.
Uma destas idéias conjuga o que há de mais moderno em tecnologia de energias renováveis e limpas (como o vento) com a levitação magnética por supercondutores.
Trata-se desta gigantesca estrutura em forma de prédio.
maglev wind turbine Turbina de levitação magnéticaCom várias aletas. isso é uma turbina que está levitando em um eixo magnético. Como não há atrito, o menor vento faz a turbina girar. A escala faraônica da turbina produz um volume elétrico que alimentaria facilmente 750.000 residências americanas – que consomem luz numa escala superior ao resto do mundo.
Esta é a idéia da MagLev Wind Turbine Technologies, uma empresa baseada no Arizona que está projetando o brinquedinho que vai gerar energia por menos de R$ 0,0188 por kilowatt/hora. Ou seja, mais barato que comprar gelo no Pólo Norte.

Maglev Wind Turbine Technologies Turbina de levitação magnética
Com o núcleo das aletas levitando, não há fricção e sem ficção a energia gerada é bem maior. Mas não é só isso. Com o sistema de levitação o custo de manutenção reduz de modo absurdo e a vida útil do gerador se prolonga indefinidamente. A tecnologia química está trazendo novos materiais ultra-super-leves que ajudarão ainda mais na redução do peso total da turbina e aumentarão sua eficiência.
É possível que esta turbina use um sistema de magnetos permanentes, ao contrário dos eletromagnetos usados nos trens de levitação eletromagnética. Assim, ela está mais próxima do Maglev Cobra no conceito tecnológico.
A China já está testando com sucesso a primeira turbina de levitação magnética do mundo.
Neste link abaixo, há mais detalhes sobre ela.

The World’s First “Magnetic Levitation” Wind Turbines Unveiled in China.

Veja mais sobre turbinas magnéticas aqui: MagLev Wind Turbine Technologies

Admirável mundo novo

Motores magnéticos e o futuro da humanidade

Os motores magnéticos, ao lado das energias renováveis são uma promessa de esperança para a redução progressiva do aquecimento global. Claro que não é só isso que vai solucionar o problema.
Mas vendo o vídeo aí de cima, eu tenho vontade de viver mais 200 anos para testemunhar esta revolução.
Tudo indica que a próxima grande revolução, deverá ser a revolução dos materiais. O conhecimento de inúmeros campos como a Física, a Química, aliado ao avanço de informações que experimentamos no último século, permitirá a chegada de coisas que vistas sob nosso prisma atual, parecerão mágica.

Eu poderia citar aqui uma série enorme de coisas deste tipo. Desde tintas que fazem fotossíntese convertendo luz em energia a veículos baseados em princípios de levitação como a dos supercondutores. Este último, por sua incrível quebra de paradigma, é uma das minhas áreas de desbravamento tecnológico preferidas. Não só pelo fato de que eu amo o assunto “discos voadores” que desafiam a lógica voando de maneiras incríveis, mas também porque esta tecnologia da levitação está muito perto de mim.

Pouca gente que freqüenta aqui o mundo Gump, sabe que eu sou filho de um inventor. Meu pai é o Dr. Eduardo David, um engenheiro do setor de transportes que além de deter o recorde de patentes no Brasil para uma pessoa física no campo das tecnologias de transporte, faz parte da equipe de doutores e Phds que estuda a aplicação da supercondutividade em veículos de massa.
Não necessariamente de maneira inconsciente, meu pai dá uma contribuição enorme para ajudar a estruturar a nossa visão clássica de futuro. Esta visão está impregnada de elementos e idéias que vão de Metrópolis ao Julio Verne, passando pelos Jetsons e Isaac Azimov.

Pense uma imagem de futuro. Como será uma cidade no ano 2085? Provavelmente você recorreu a uma série de imagens gravadas em sua mente sobre o que seria uma imagem futurística. Com 99% de chance, nossa (ao menos a minha) imagem mental contempla grandes prédios gigantescos perpassados por passarelas aéreas e carros voadores. Em tubos transparentes, trens levitam transportando pessoas. Uma imagem mais ou menos assim:
singularity.city Admirável mundo novo
Pois bem. Se depender do meu pai e seus amigos, este futuro vai vingar. Tudo bem que esperávamos ver isso no ano 2000, e quando finalmente chegamos lá, sentimos aquela pontinha de tristeza de ver que não era bem isso que aconteceu. Ok, ainda não temos nosso próprio foguete nem casas de veraneio em Marte. Não passamos férias na Lua.
Mas por outro lado, conversamos com pessoas do mundo todo através dos computadores, os carros que são movidos a ar já existem e o carro que voa está na fase final do protótipo funcional. As inovações estão ao alcance da mão.
O celular, veja só. Um telefone para cada pessoa! Eles tiram foto, filmam, tocam música, pegam televisão e até me mostra num mapa onde eu estou!
Os exames médicos são feitos com máquinas que enxergam nosso corpo por dentro e as microcirurgias já são realizadas por homens e robôs com apenas uma minúscula incisão. Robôs podem ser animais de estimação. Teletransportamos partículas.
As televisões são finas e fixas às paredes como quadros e grandes como nunca pensamos que seriam. E o microondas? Um forno que esquenta a comida sem fogo! Nossos tataravós veriam isso como magia negra. Ou milagre.
Temos aviões que saem do planeta e vão até o espaço para que as pessoas vejam o mundo lá de cima.
Deixamos a tração animal para trás em algum ponto do século XIX e hoje, um único veículo pode passar facilmente dos 200 km por hora. Plantamos mais, colhemos mais, alimentamos mais pessoas e conhecemos cada vez mais sobre o homem, o universo macroscópico e o microscópico.
Fazemos motores tão pequenos que não podem ser vistos sem ampliações de centenas de vezes, mexemos e tentamos entender os códigos genéticos que estruturam a vida. Melhoramos genéticamente plantas e tentamos salvar animais que nossos antepassados e nós mesmos levamos à extinção.
Em suma, o futuro chegou. Como somos parte dele, não nos damos conta da tamanha evolução que nos rodeia. Claro que chegar ao ponto que chegamos, provocamos tamanhas alterações no nosso planeta que numa visão pessimista, provavelmente nem vamos conseguir sair dessa sem provocarmos nossa própria extinção.

O MAGLEV COBRA

trem+camadas Admirável mundo novo
Já que eu toquei neste assunto e ele está intimamente ligado ao tema do blog, que é tecnologia e coisas inacreditáveis, vou falar um pouco sobre isso.
Então, didáticamente: Um Maglev é um tipo de trem que funciona sem rodas. Sem encostar em nada, sem asas. Ele voa! Bem, na verdade, ele levita.
A gente está acostumado a ver apenas o Super-Homem levitando, mas o fato é que nós os seres humanos sabemos fazer as coisas levitarem há muito tempo. Esqueça as crendices e coisas como sacerdotes egípcios levitando pedaços de pedras para fazer pirâmides. Estou falando de ciência.


Este é um exemplo de levitação por supercondutividade

Não é magia nem tão pouco espiritismo. A levitação que faz o maglev ficar parado no espaço chama-se levitação eletromagnética e está baseada num princípio descrito no Século XIX chamado Efeito Meissner.
O conceito da supercondutividade foi descrito em 1911.
Neste conceito, se você refrigerar suficientemente um ímã através de nitrogênio líquido (É aquele líquido que congelou o Robô T1000 em Exterminador do Futuro, lembra?) As ondas magnéticas dele farão com que uma cerâmica especial consiga flutuar em cima de um colchão magnético invisível. Totalmente estável, seguro e firme, muito firme. Legal, né?
Veja só o vídeo que mostra a cerâmica levitando num trilho no laboratório da Coppe -UFRJ :

Então, se você construir um trem prendendo estes ímãs numa pista do mesmo jeito que acontece neste vídeo aqui em cima, e colocar a cerâmica do supercondutor no trem e refrigerá-lo a -200 graus com o nitrogênio através de uma tubulação simples, o que acontece é que o trem inteiro levita.
Aí você se pergunta: Tá, mas que vantagem tem isso?
Acontece que se o trem está levitando ele não está encostando em nada, e por isso não tem atrito. Se não tem atrito ele pode ir rápido, muito rápido mesmo, e o que é melhor, sem gastar quase nada de energia! Assim, ele não polui e leva o cidadão rapidamente da casa pro trabalho, de modo seguro, sem vibração, barulho e de um jeito muito barato, reduzindo engarrafamentos, sujeira, poluição e aquecimento global.
Curiosamente meu pai escreveu um livro em parceria com outros pesquisadores da UFRJ sobre o transporte e as mudanças climáticas há uns dez anos atrás. Neste livro ele mostrava que grande parte do problema de aquecimento global provém da ineficiência dos transportes movidos a queima de combustíveis fósseis. São coisas curiosas, que chamam nossa atenção pela bizarrice. Por exemplo, você sabia que para cada litro de gasolina que você coloca no seu carro, apenas um copo é usado para você se mover?
E o resto?
O resto é gasto pela ineficiência do motor de combustão, que gera como subproduto a poluição do ar e o calor, que sai para a atmosfera, esquentando o planeta.
É por isso que seu carro tem radiador e ventuínha.

Se por um lado a taxa de aproveitamento do motor de combustão é tão baixo, o de um veículo de levitação magnética é inversamente proporcional. Como não há atrito, ele anda suave e não consome energia. A perda de energia neste caso está apenas na resistência do ar que tem no tubo onde o trem corre e na perda quase desprezível de energia que passa pelos fios através da pista por onde o trem passa.

O sistema desenvolvido pelo Laboratório de aplicação em supercondutores na Coppe -UFRJ prevê não só o uso do veículo baseado em levitação magnética mas também um sistema de captação de energia através de painéis solares, que convertem a luz do sol em energia elétrica. Isso deixa tudo muito mais barato.
Sabe qual é o país que pesquisa o desenvolvimento da tecnologia de levitação por supercondutividade mais avançada? China? Japão? Não…
Esta é justamente uma outra curiosidade que não vejo ninguém comentar. A tecnologia brasileira é a mais avançada neste campo. Meu pai deve ir em breve para a Alemanha costurar uma pesquisa que vai integrar a tecnologia alemã de levitação por supercondutividade com a nossa, porque os alemães, os maiores pesquisadores neste campo, estão muito interessados nos nossos conceitos.

O problema é que o Brasil negligencia absurdamente o desenvolvimento de ciência e tecnologia neste país. A mídia não divulga, preferindo exibir com certo orgulho subserviente qualquer merdinha feita no exterior. Raríssimas são as notícias que vemos quando um pesquisador brasileiro mapeia um genoma de doença ou descobre a cura de uma praga. Mas em contrapartida, quando essas mesmas notícias vem de fora são recebidas com alarde pela mídia deste país.

Vamos aos exemplos. Volta e meia eu leio notícias empolgadas sobre os trens de alta velocidade. Recentemente eu li esta notícia sobre um investimento milionário para ligar o Rio a São Paulo através de um trem deste tipo.
Ora, este é um trem normal, com trilho, rodas, combustível poluente. Ele anda realmente a 400 km por hora. Que legal. Só que :
O modelo é antigo. É o mesmo paradigma da maria fumaça.
Se fôssemos fazer uma comparação entre um trem deste tipo e o mais avançado sistema de levitação, ele seria uma maquina de escrever elétrica enquanto o maglev seria algo como o computador. Claro que uma maquina de escrever elétrica é mais rápida que uma velha maquina de escrever. Mas e o impacto que isso causa?
A tecnologia de levitação magnética está se expandindo em uma velocidade incrível. A cada dia novas aplicações surgem, desde componentes eletrônicos como discos rígidos de computador a tomógrafos de alta resolução.
Se o Brasil perder mais este trem da inovação para imitar alguns países asiáticos que estão vindo aqui atrás de saber como o nosso modelo funciona, estaremos vestindo nosso chapeuzinho de burros, dando tecnologia de ponta para o exterior e pagando caro por merdas velhas e obsoletas que realmente andam rápido, mas muito aquém do que poderíamos gerar com o Maglev. Uma coisa é pagar pela tecnologia alheia. Outra é desenvolver nossa própria para exportá-la para outros países. Sobretudo quando o que é nosso é melhor.

Eu não estou falando apenas de um veículo que contribuirá bastante para as questões ambientais de redução das emissões de carbono para a atmosfera. Estou falando de redução BRUSCA de custos para o estado, que gasta o MEU e o SEU dinheiro em obras, muitas vezes superfaturadas.

Vamos ver, como o maglev não exige perfuração de túneis como o metrô, já que ele anda em uma via expressa elevada que pode ser feita de concreto pré-moldado, ele aproveita as estruturas já prontas das vias, passando pelas laterais de estradas ou em canteiros centrais de avenidas. Isso joga o preço dramáticamente para baixo.
Uma característica do sistema de levitação magnético é que ele permite que o trem suba qualquer rampa. (na verdade o trem pode andar numa parede vertical, e até num teto, mas não faremos isso para o passageiro não vomitar)
Em ferrovia, a questão de rampas é um ponto fundamental. Alguns trens não sobem rampas de inclinação medíocre, obrigando o aumento dos custos para construir estradas em elevação gradual. Esta questão das rampas piora proporcionalmente ao fator velocidade do trem. Assim, os trens de alta velocidade são obrigados a gastar milhares de dólares construindo pistas elevadas. A mesma coisa ocorre com as curvas. Trens tradicionais de alta velocidade exigem curvas muito abertas. Para desviar de um obstáculo como um morro, um trem de alta velocidade tradicional precisa de vários quilômetros de gradual abertura na pista. Isso encarece muito o custo de qualquer projeto neste nível.
Já o maglev cobra, graças a uma inovação já patenteada no design de sua estrutura, que será algo único no mundo, entra nas curvas com extrema facilidade.
Seu raio de curva é de 30m comparado com os demais veículos do tipo que podem exigir mais de 1km de raio de curva. Isso é um ponto forte, sobretudo porque a geografia do Brasil é marcada por montanhas, vales e outros diversos acidentes geográficos. E justamente por sua flexibilidade, é que o Maglev não gasta muito, não exigindo altos investimentos na construção de túneis. Como não existem, não há manutenção de trilhos nem rodas. E justamente por não estar apoiado sobre trilhos, a solicitação de peso sobre a linha é menor.

Para explicar isso, meu pai compara o trem com uma cama. Imagina uma cama. Muitas vezes uma cama suporta tranqüilamente uma pessoa deitada, mas a mesma cama quebra quando esta pessoa fica em pé sobre ela. Por que isso acontece?

Porque deitado, você distribui sua carga corporal ao longo da estrutura da cama. E em pé você concentra esta carga.
Um trem tradicional concentra a carga nos trilhos e rodas, exigindo uma estrutura de via muito mais forte. Como o maglev distribui a carga por igual, ele requer estruturas muito mais leves (leia-se mais baratas) para operar.
Sem contar que uma vez que não há investimento em estações sofisticadas nem subterrâneas, ele pode integrar perfeitamente outros modais, como rodoviárias e metrôs, aeroportos e barcas.
O potencial de redução de custo nas obras de engenharia civil pela utilização do MAGLEV HTS é superior a 50%, comparativamente aos sistemas ferroviários convencionais em via elevada (US$ 30 milhões/km) e o dobro deste valor para as vias subterrâneas.

Sabe porque as estações do metrô (como aquela que desabou) são subterrâneas e não ao nível da rua?
São assim justamente porque o trem do metrô só sobe rampa de 4% de inclinação. Já o Maglev pode subir até mais de 10%. Só este detalhe coloca o maglev bem a frente do metrô, mesmo se fosse usado em sistemas subterrâneos, pois os custos de estações subterrâneas com o maglev não existem, já que como ele sobe rampa ele poderia subir e pegar os seus passageiros na altura da rua.
Já que o maglev opera com baixa temperatura, o que ele gera como subproduto é apenas AR FRIO. Este ar frio se for canalizado para dentro do veículo, poderá ser o sistema de ar condicionado integrado. Nada mal para uma cidade que faz 42 graus no verão, né?

Se você ficou interessado e quer saber mais sobre este projeto e suas aplicações no Rio de Janeiro, pode baixar este paper em pdf que fala das aplicações como a interligação da Rodoviária Novo Rio ao Metrô, a interligação do metrô ao aeroporto Santos Dumont, a ligação do Rio e Niterói pela Ponte Rio-Niterói.

Então, como vocês podem ver, a parada é revolucionária. Quanto mais pessoas souberem da existência desta tecnologia que, repito, é a mais avançada atualmente, mais facilmente viabilizaremos este tipo de transporte que melhorará a vida de todos nas grandes cidades.
Para saber mais sobre o veículo, você pode baixar este video de 20 min feito pela Globonews que mostra o Prof. Richard e o prof. Eduardo David, meu respectivo pai, explicando as vantagens e aplicações dos trens de supercondutividade.

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