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Mais um crânio alongado descoberto na Sibéria

Arqueólogos estavam realizando escavações em um sítio na cidade de Omsk, na Sibéria e descobriram um crânio alongado. Não se sabe explicar ainda a razão pelo qual diversos povos antigos alongavam os crânios de certas pessoas, aparentemente escolhidas por algum critério desconhecido. Os crânios alongados são de pessoas do século 4 D.C.

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O crânio achado em Omsk

Alguns pesquisadores sustentam que muitos povos antigos acreditavam que ao alongar o crânio das crianças, elas aumentariam dramaticamente sua capacidade cognitiva, sendo até capazes de prever o tempo. Alguns sustentam que pela análise do volume cerebral, as pessoas de crânio alongado poderiam ter um Qi de 149, quando o de uma pessoa “normal” tem em média Qi=100.Essas suposições se baseiam no fato de que com o alongamento, o cérebro dessas pessoas seriam 25% maiores com um aumento de 53% no córtex pré-frontal, que é a área responsável por funções sofisticadas do pensamento.

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Creio que esta hipótese nunca foi comprovada, mas o mistério dos crânios alongados permanece. Inicialmente, muitas pessoas começaram a especular que o alongamento do crânio poderia ser algum tipo de tentativa primitiva de se igualar morfologicamente a visitantes extraterrestres que estiveram por aqui há milênios, mas esta é uma hipótese bastante controversa e que aparentemente só é levada a sério por seguidores das teorias de Erik Von Daniken, aquele balconista de hotel que ficou rico quando escreveu “Eram os Deuses astronautas?”

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Os Maias alongavam os crânios

De fato, algumas anomalias e patologias podem afetar a forma do crânio, como a Hidrocefalia, a Progéria, etc. Mas no caso dos crânios que vem sendo descobertos há décadas em diferentes sítios arqueológicos do mundo, nota-se um esforço em produzir a deformidade. Sabe-se que povos primitivos da América Central  realizavam estes procedimentos, bem como os egípcios. Os povos de Cahuachi no Peru não eram os únicos que possuíam crânios com esta deformação. Por exemplo, quando em 1870 um botânico alemão em expedição pelas florestas do Congo descobriu tribos que fazia a deformação de suas cabeças desde crianças.
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Com tecidos presos às cabeças muito apertados, eles conseguiam ao longo dos anos promover um alongamento dos ossos do crânio. Existem diversos achados em ilhas no Pacífico; em Malta; em várias regiões da África e na América do Sul. Como tantas regiões diferentes tiveram a mesma ideia de deformarem seus crânios?

Assim, se a explicação não estiver ligada aos “deuses das estrelas”, ela certamente deveria ter uma justificativa plausível o suficiente para explicar por que culturas completamente diversas, em diferentes fases históricas do mundo, realizaram o mesmo tipo de atividade.  Estética? Religião? Segregação social?  São muitas as hipóteses que poderíamos levantar para tentar explicar isso, mas eu creio que seria bastante improvável que culturas completamente diferentes chegassem a uma mesma atividade, fosse ela cerimonial ou não sem que isso não produzisse algum efeito.
Logico que culturas diferentes podem chegar a soluções similares. Um exemplo disso são as pirâmides Maias e as pirâmides do Egito. Ambas culturas produziram pirâmides. Mas aí que está o ponto: As pirâmides tinham uma função concreta, logo, será que podemos supor que o alongamento dos crânios também teria uma utilidade prática?

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os faraós tinham seus crânios alongados desde o dia do nascimento

Eu penso que sim. Não me parece impossível imaginar que um povo antigo percebeu que alongando o crânio das crianças, resultava em adultos mais inteligentes e com características diferentes da “massa”, e talvez isso explique porque no egito, só os Faraós tinham a cabeça alongada para ficar como um pepino.

A história dos crânios alongados se iniciou por puro acidente.

No outono de 1913, dois fazendeiros estavam discutindo sobre fragmentos do crânio de um hominídeo que tinham descoberto ao escavar uma vala de drenagem. A localização da fazenda era em Boskop, uma pequena cidade a cerca de 200 milhas no interior da costa leste da África do Sul.

Estes agricultores  sul africanos, não eram especialistas, mas puderam perceber que os ossos encontrados não eram normais. Eles então levaram as amostras para Frederick W. FitzSimons, diretor do Port Elizabeth Museum, que fica em uma pequena cidade no sul da África. Naquele tempo, a comunidade científica da África do Sul era pequena, e rapidamente a notícia do crânio misterioso se espalhou e assim o crânio atraiu a atenção de S.H. Haughton, um dos poucos paleontólogos do país  formalmente treinado.

S.H. Haughton  relatou suas descobertas em uma reunião de 1915 da Royal Society of South Africa. Foi ele que notou que:

“A capacidade craniana deve ter sido muito grande” e também que “calculando pelo método de Broca dá um valor mínimo de 1.832 cc [centímetros cúbicos].”

Assim, foi S.H. Haughton que formulou a hipótese em que o crânio Boskop, abrigava um cérebro com mais de 25% de volume que um cérebro humano mediano.

A ideia era tão chocante que dois dos anatomistas mais proeminentes daquele tempo, ambos especialistas na reconstrução de crânios, vieram para a África do Sul examinar o achado, e após o estudarem, concordaram com as opiniões e conclusões de Haughton.

O cientista escocês Robert Broom informou que pela análise volumétrica da caixa craniana da caveira de Boskop,  a distância entre o homem de Boskop para os humanos de hoje é maior do que a distância entre os seres humanos e seus antecessores Homo Erectus.

Seria o crânio de Boskop uma aberração? Ele poderia ter sido causado por hidrocefalia ou alguma outra doença rara? Estas perguntas foram rapidamente respondidas quando novas descobertas arqueológicas apontaram a existência de mais desses crânios.

Como se a história do crânio de Boskop já não estava suficientemente estranha, o acúmulo de restos adicionais revelaram uma outra característica bizarra: Essas pessoas tinham uma fronte pequena, quase infantil. Antropólogos e Fisiologistas usaram o termo  pedomorphosis  para descrever a retenção de características juvenis na idade adulta. Este fenômeno, é às vezes usado para explicar as rápidas mudanças evolucionárias. Por exemplo, certos anfíbios retém brânquias como as dos peixes,  mesmo quando já totalmente maduros e já passado o seu período em que habitavam apenas água.

Os seres humanos são considerados por alguns especialistas como sendo pedomórficos em comparação com a estrutura facial dos primatas. Nós guardamos alguma semelhança com a morfologia de um macaco imaturo.
O crânio de Boskop também contém esta característica. Um adulto atual europeu típico, por exemplo, tem um rosto que ocupa aproximadamente um terço do tamanho de seu crânio geral. Já o homem de Boskop tinha um cara que ocupava apenas cerca de um quinto do tamanho do seu crânio, logo, mais perto as proporções de uma criança. Os exame de ossos individuais confirmou que o nariz, as bochechas e queixo eram todos infantis.

A combinação de um crânio grande e aparência imatura ficaria decididamente incomum aos olhos modernos. E o mais perto que nossa cultura chega disso, é – a contra-gosto de muitos – os alienígenas mais clichês, de tipologia Alpha, como o Juca.   O naturalista Loren Eiseley fez uma menção a este ponto em uma passagem lírica de seu livro popular, da imensidão, descrevendo o fóssil Boskop:

“Há apenas uma coisa que não tem sido mencionada. É isso, e você não vai acreditar. É tudo já aconteceu. Lá atrás no passado, 10 mil anos atrás. O homem do futuro, com o cérebro grande, e os dentes pequenos. Ele viveu na África. O cérebro dele era maior do que seu cérebro. Seu rosto estava em linha reta e pequena, quase como um rosto de criança.”

O sujeito de Boskops, então, foi muito falado e estudado, por muitas das figuras mais proeminentes nos campos da paleontologia e antropologia, e ainda hoje, apesar de neandertais e Homo erectus serem amplamente conhecidos, o homem de Boskops está quase totalmente esquecido, relegado ao limbo das descobertas sensacionais, tão sensacionais que eventualmente se tornam inconvenientes.

Crescemos apendendo que a escala evolutiva se deu como uma escadinha, onde os nossos antepassados eram claramente inferiores a nós, com cérebros menores e semblantes de macaco. É tudo muito lógico, muito fácil de engolir. Entretanto, em contraste, o próprio fato de um ancestral como o homem de Boskop, que aparece com uma forma nãp-macaca e em muitos aspectos parece ter tido características superiores a nossa, estava destinada a nunca ser popular.

A história dos estudos evolutivos tem sido marcada pela intuitivamente atraente ideia, quase irresistível, que todo o processo segue pela escadinha evolutiva onde as coisas só melhoram, o que é um erro miserável de interpretação. Não necessariamente, os animais atuais são mais avançados do que seus antecessores.
As teorias pré-Darwinianas da evolução foram construídas em torno desta ideia de uma evolução linear em mão única. As pessoas tem dificuldade de aceitar que a teoria da evolução não se trata de aperfeiçoamentos, mas sim de adaptações a condições diversas. Estamos atraídos pela ideia de que somos o ponto final, o ápice não só dos hominídeos, mas de toda a vida animal, o que é uma completa imbecilidade.

O crânio de Boskops é incômodo porque retrata justamente o oposto. Ele nos diz que os seres humanos com cérebros grandes, e talvez grande inteligência, ocuparam uma parte substancial do sul da África no passado não muito distante, e que, eventualmente, deram lugar a pessoas de cérebros menores, possivelmente menos avançados, ou seja, nós mesmos.

Partindo do dado de que um cérebro do homem de Boskop tinha de volume 1.750 cc; O que isso significa em termos de função?
Como é que funciona uma pessoa com um cérebro tão diferentes do nosso? É uma pergunta difícil de responder. Enquanto pessoas que sofreram acidentes e perderam grandes áreas cerebrais aparentemente não tiveram mudanças significativas em seus processos cognitivos, temos casos de pessoas como Kim Peek, um autista com síndrome de Savant, que nasceu com uma alteração morfólogica cerebral que deu a ele uma capacidade fenomenal em alguns campos.

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Kim Peek

Pra se ter uma ideia, Kim NUNCA esquecia nada que ele leu na vida. Isso incluiu inúmeras listas telefônicas, enciclopédias,livros e partituras de piano, que ele dominou de ouvido e conseguiu inclusive fazer misturas de estilos. Seu cérebro tinha uma capacidade de processamento tão fenomenal que ele serviu de inspiração para o personagem interpretado por Dustin Hoffman, no filme “Rain Man”. E o cérebro de Kim Peak, era apenas um pouco diferente de um cérebro normal.

O cérebro humano normal, é cerca de 25% maior do que os cérebro do Homo erectus tardio.

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Homo Erectus

Assim, podemos dizer que a diferença funcional entre nós e o homem erectus é quase a mesma que entre nós e o homem de Boskops.

A expansão cerebral evolutiva mudou suas proporções internas de maneiras altamente previsíveis. Do macaco ao homem, o cérebro cresceu cerca de quatro vezes, mas a maior parte desse aumento ocorreu no córtex, e não nas estruturas mais antigas. Além disso, mesmo dentro do córtex, as áreas que crescem mais são as áreas de associação, enquanto estruturas corticais como as regiões que afetam os mecanismos de controle motor e sensitivos permanecem inalteradas.

Passando dos nossos miolos para os do sujeito de Boskop, estas zonas associação são bizarramente ainda mais desproporcionalmente expandidas. Os caras de Boskop tinham miolos 30% maiores do que os nossas, isto é, o cérebro deles tinha 1.750 cc enquanto nossa média é de 1.350 cc. E isso leva a um aumento no córtex pré-frontal de impressionantes 53%. Se essas relações de princípios entre as partes do cérebro são verdadeiras, então os caras de Boskops teria não somente um impressionante cérebro, mas um córtex pré-frontal inconcebivelmente grande, o que nos dá pistas para imaginar o quão fantásticos eles devem ter sido.

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O córtex pré-frontal está intimamente ligado à maioria das nossas funções cognitivas. É ele que organiza a corrente complexa de eventos que flui para o cérebro; coloca conteúdos mentais em sequências apropriadas e hierarquias, e que desempenha um papel crítico no planejamento de nossas ações futuras. Simplificando, o córtex pré-frontal é tipo uma CPU, que está no coração dos nossos pensamentos mais flexíveis e voltada para o futuro.

Enquanto a nossa área pré-frontal pode ligar uma sequência de material visual para formar uma memória episódica, o sujeito de Boskop pode ter acrescentado material adicional de sons, cheiros, e assim por diante. Onde a memória de uma caminhada por uma rua pode incluir a imagem mental visual do vendedor de rua, o mercadinho, e a igreja charmosa, se fosse um cara de Boskop ele também poderia lembrar a música que tocava no mercadinho, o preço de todas as mercadorias que viu no mercadinho, a composição dos produtos, o que a menina do caixa conversou com a outra, a placa do carro que ele viu da janela e detalhadamente tudo que o padre estava falando dentro da igreja. Mas isso, óbvio, se um cara de Boskop estivesse vivo, né?

A expansão das regiões associação é acompanhada por um aumento correspondente na espessura dos feixes de axônios grandes. Isso é como o “cabeamento”, que liga as partes da frente à parte de trás do nosso córtex. Este “cabeamento” não apenas conduz os estímulos, mas “trata” eles. Dessa forma, o carinha de Boskops pode ter ido ainda mais longe do que sonhamos imaginar. Da mesma forma que um aumento quantitativo no cérebro dos macacos para os seres humanos podem ter gerado as nossas capacidades de linguagem qualitativamente diferentes, possivelmente o salto de nós mesmos para um cérebro como o dos Boskops poderia gerar novas e qualitativamente diferentes capacidades mentais. Telepatia? Telecinese? Esta é a área onde a ficção mais delirante pode colidir com a ciência da Fisiologia.

Nós internamente ativamos muitos pensamentos de uma só vez, mas podemos recuperar somente um de cada vez. Poderia o cérebro Boskop ser capaz de “processamento paralelo” e assim ter alcançado a capacidade de recuperar uma memória enquanto pensava outra coisa em segundo plano?

Não necessariamente, as modificações cerebrais dos homens de Boskop podem ter sido boas pra eles. Essas mudanças podem ter feito os Boskops excessivamente introvertidos e auto-reflexivos em demasia. Com suas ideias e um cérebro tão capaz e complexo, eles podem ter se tornado uma espécie de sonhadores com uma vida mental interna literalmente além de qualquer coisa que possamos imaginar.

Mantendo as contas de relação de proporção entre o cérebro de tamanho normal para o deles, para apenas 10 a 20 por cento de um teste de QI, é possível conjecturar que tipo de pontuação média seria feita por um grupo de pessoas com cérebros de 30 por cento maiores. A conclusão é que uma população com um tamanho cerebral médio de 1.750 cc teria uma média de QI de 149.

Esta é uma pontuação que seria rotulado ao nível gênio. E se houvesse variabilidade normal entre Boskops, como entre o resto de nós, então talvez 15 a 20 por cento deles seria de se esperar marcar mais de 180. Em uma sala de aula com 35 cabeçudos Boskops, você provavelmente encontraria cinco ou seis carinhas com QI na faixa superior do que jamais foi visto na história humana.
Mas se eles eram tão fodões, por que não são eles que estão aqui e sim nós? Quando eu digo “nós”, pense nos caras do Darwin Awards, tipo estes legítimos patrimônios da espécie humana:

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Ninguém sabe responder a esta pergunta, e talvez este seja o maior de todos os mistérios envolvendo os homens da cabeça grande.

Sabemos que eles tinham uma excelente capacidade reflexiva, e também podiam fazer planos com variáveis complexas muito melhores que nós. Eles também certamente tinham processos sociais complexos onde praticamente não haveria discordância, sendo assim, por que foi o hominídeo do cérebro pequeno (que provavelmente habitou o mundo ao mesmo tempo que os cabeçudos) que venceu essa corrida?

A mais pungente explicação possível para o desaparecimento do povo de cérebro grande, é que ele devia ser pouco útil. Hoje em dia seria sensacional, mas lembre-se que ser genial em 10.000 anos antes de Cristo não servia para muita coisa. Nosso cérebro é sensacional, mas sem um mundo que nos rodeia que permita que ele opere toda sua complexidade, ele adianta muito pouco. A exemplo disso, podemos ver os casos das crianças-fera, que são abandonadas ou presas e privadas de relações sociais e de afeto, acabam por se tornar limitadas e presas a um padrão de comportamento compatível com os de animais irracionais.

O cérebro humano é uma espécie de operação de unidade central de processamento em discos de memória múltipla, alguns guardados na cabeça, e muitos outros “na nuvem” que poderíamos chamar de “cultura”. Sem a “nuvem”, eles eram tão úteis como um pen drive no meio do Saara. Eles estavam equipados, mas os Boskops não foram capazes de explorar o vasto potencial trancado em seu córtex expandido. Ao que parece, esses carinhas nasceram alguns milênios antes da hora.

Infelizmente, o povo de Boskops já era. Sua morte mais provável é que tenha sido gradual. Um crânio grande não é propício para partos fáceis e, portanto, é provável que ao longo dos anos, a população foi rareando em função de uma alta taxa de mortalidade infantil. Essa pressão da natureza, juntamente com cruzamento possível com grupos hominídeos de pequenos cérebros, pode ter levado a uma diminuição gradual na frequência dos genes dos Boskop.

Então, novamente, como é por demais evidente, a história humana tem sido muitas vezes uma história de selvageria. A hipótese deles terem sido simplesmente varridos do mapa por serem “estranhos” não pode ser desprezada. Nós fizemos isso com outras, como o Mamute e o Dodô da Nova Guiné. Nós fizemos isso com centenas de tribos indígenas das Américas.

Apenas cerca de 100 km do local original da descoberta do primeiro crânio Boskop, novas escavações  foram realizadas por Fitz Simons Frederick. Ele sabia o que estava fazendo e estava ansiosamente buscando mais desses crânios.

Em seu sítio arqueológico, Fitz Simons se deparou com uma notável peça de construção. O local parecia um centro comunitário primitivo, com talvez dezenas de milhares de anos atrás. Havia muitas rochas coletadas, ossos, e alguns casualmente enterrado esqueletos de seres humanos de aparência normal. Mas, para um lado do sítio, em uma clareira, ele achou um túmulo, cuidadosamente construído. E parecia ter sido construído para um único ocupante, talvez o túmulo de um líder ou de um homem sábio reverenciado. Seus restos mortais foram posicionados para enfrentar o sol nascente. Em repouso, ele parecia normal em todos os aspectos… com exceção de seu crânio gigante.

Agora, falando em crânios estranhos, eu não poderia deixar de mencionar um crânio altíssimamente GUMP, que é este aqui:

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O crânio do capeta?

A foto do crânio de chifres é tão estranha quanto a história que a acompanha:

Sayre é um distrito localizado no condado de Bradford, Pensilvânia, há 59 quilômetros a noroeste de Scranton. Durante a década de 1880 um grande túmulo foi descoberto em Sayre. Foi noticiado que um grupo de americanos descobriu vários crânios humanos e estranhos ossos. Os esqueletos pertenciam a homens anatomicamente normais, com exceção das projeções ósseas localizado a cerca de dois centímetros acima das sobrancelhas. Cientistas estimam que os corpos tenham sido enterrados por volta do ano 1200 A.C.
A descoberta arqueológica foi feita por um grupo respeitável de antiquários, incluindo o Dr. GP Donehoo, do estado da Pensilvânia, dignitário da Igreja Presbiteriana; AB Skinner, do Museu Americano de Instrução e WKMorehead, da Phillips Academy, Andover, Massachusetts.

Não era a primeira vez que crânios com chifres haviam sido desenterrados na América do Norte. Durante o século XIX, crânios semelhantes foram descobertos perto de Wellsville, em New York, e também numa vila de mineração em El Paso, no Texas. De acordo com relatos históricos, os ossos foram alegadamente enviados para o American Museum na Filadélfia. Contudo, os artefatos teriam sido roubados e nunca mais foram vistos.

FONTE: Pursuit, 6:69-70, July 1973 Mysteries of the Unexplained, p. 39 1992
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Encontrado cérebro de 2500 anos

Deu fome?
Olha que notícia estranha. Arqueólogos da Universidade de York, no Reino Unido descobriram um crânio de um homem da idade do ferro. O sujeito, que viveu a 2500 anos, foi achado num poço inundado num dos locais da escavação. Só isso já seria excepcional, mas ainda mais louco foi quando eles notaram que o crânio estava pesado, porque o cérebro do sujeito ainda estava lá!

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Deu fome?

A descoberta é incrível, porque não se sabia até hoje que era possível um cérebro ficar preservado em meio líquido desta forma por tanto tempo. Quando uma pessoa morre, o cérebro é a primeira coisa que se deteriora. Isso se deve, em parte, ao seu alto teor de gordura. Se é assim, como foi possível que o cérebro do homem do poço tenha resistido tanto tempo?

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Exames tomográficos revelaram detalhes da anatomia do achado arqueológico

Segundo a especialista, a Dra. Sonia O’Connor, arqueóloga chefe na Universidade de Bradford, isso se deu por uma notável coincidência que envolveu um tipo de solo específico, deficiente em oxigênio, aliado a  uma morte rápida. Segundo ela, o crânio apresenta indícios de que o homem teria sido assassinado numa espécie de ritual religioso. Ele foi assassinado com idade entre 26 e 45 anos e as ruínas datam do período entre 673 e 482 aC. É ainda sugerido que o homem morreu por enforcamento e que o enterro ocorreu muito rapidamente depois de sua morte.

 

A pesquisa foi publicada na edição de março da revista Journal of Archaeological Science. A equipa de investigação incluiu cientistas do Instituto UCL de Neurologia de Londres, os serviços de Arqueologia, Biologia e Química da Universidade de York, o Departamento de Ciências da Arqueologia da Universidade de Bradford, e o Biocentro do Departamento de Medicina Laboratorial da Universidade de Manchester.

Na opinião da Dra. O’Connor, “Esta não é a primeira vez que os cérebros preservados desta forma têm sido encontrados, mas é a primeira vez que tivemos a oportunidade, o financiamento e uma equipe de primeira classe para realmente tentar entender o que realmente ocorreu e a importância arqueológica da descoberta. ”

Imagina só, este cara andou por aí meio milênio antes do nascimento de Jesus Cristo! Se estivéssemos num filme, eles iriam recriar este cara a partir do DNA , né?

fonte

Dez olhos sensacionais do reino animal

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O olho começou a se desenvolver há aproximadamente 540 milhões de anos. Inicialmente eram apenas células destinadas a reconhecer a luz, mas com o avanço dos anos, a visão tornou-se o principal sentido de muitos animais, principalmente do Homem.
Graças a sua infinita capacidade de nos surpreender, a natureza evoluiu os olhos dos animais em uma ampla e bizarra variedade de formatos. Neste post veremos alguns dos olhos mais curiosos da natureza.

1- O olho da cabra
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Os olhos da cabra são bastante estranhos. As pupilas não são redondas, mas sim cortes horizontais com um formato arredondado em suas pontas. Quando completamente dilatada, a pupila dos olhos de uma cabra parece um retângulo. Graças ao seu formato, a pupila da cabra permite que sua visão cubra 320 a 340 graus. Isso significa que a cabra consegue enxergar mais facilmente animais que por ventura venham atacá-las por trás. Foi uma solução evolutiva eficaz que fez com que as cabras sobrevivessem no ambiente hostil das pastagens primitivas, cheias de predadores à espreita.
Além disso, os olhos retangulares permitem ao animal enxergar melhor à noite. Sem falar que  em dias excessivamente claros, a pupila pode se contrair deixando uma minúscula fresta para a entrada de luz. No Brasil, comer o olho da cabra in natura é uma iguaria em alguns estados. As pessoas gostam especialmente de estourar o olho da cabra contra o céu da boca para liberar o caldinho cremoso que sai de dentro dele… Ummm dilíça!

2-Os olhos da libélula

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A libélula é um inseto voador muito ágil e veloz. Os seus olhos, quase esferas completas, são considerados por muitos estudiosos como sendo provavelmente os melhores olhos existentes entre os insetos. Os olhos da libélula são tão fundamentais para a existência dela que ocupam cerca de 80% de toda a cabeça do animal. Sua forma permite ao inseto uma visão absolutamente incrível, em 360 graus ao redor. É como se de uma só vez ela conseguisse enxergar em todos os ângulos possíveis, atrás, do lado, na frente,m em cima, em baixo…

Os olhos são compostos, ou seja, são formados de pequenos olhinhos. São nada menos que 30.000 olhinhos, chamados de ommatidia. Cada um desses 30.000 contém sua própria lente e células receptoras de luz. Sua capacidade de visão é fenomenal, permitindo distinguir cores que nós humanos não vemos. Além do movimento e luz polarizada.

Graças a esta capacidade sensacional, a libélula consegue detectar padrões de movimento e rapidamente reagir a eles, seja para obter uma presa, seja para escapar de um predador.

Se você acha que já acabou, espere só até descobrir que o bicho contém ainda três outros olhos menores, chamados Oceli, que pode detectar movimentos numa velocidade maior do que os enormes olhos compostos permitem. Os oceli mandam informações diretamente aos centros motores, e é isso que faz com que a libélula reaja numa fração de segundo e é graças a eles que a libélula consegue realizar manobras acrobáticas inacreditáveis. Comparando toscamente,  uma vez que os oceli reagem em um frequências assustadoramente altas, é como se a libélula tivesse o tempo todo uma “supercâmera” acoplada nela, mostrando as coisas acontecendo em câmera lenta.

As libélulas não são os únicos insetos que detém esta particularidade, Algumas vespas também possuem ocelli. Mas a libélula é o inseto que tem os melhores.

(mais…)

Guédelon, a construção de um castelo

Nos dias atuais existe um castelo sendo construído no interior da França. O projeto consiste em fazer um castelo do zero, com as mesmas técnicas, ferramentas e processos usados na idade média. Olha só que interessante.

A ideia por trás deste projeto é compreender em detalhes as tecnologias da época. É um experimento arqueológico. Muito curioso.
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As pessoas que estão fazendo o castelo inclusive vestem-se com roupas da época. A sensação que se tem ao visitar Guédelon é ter viajado no tempo. O castelo só ficará proto em 2025.

No total, são 50 pessoas empregadas em construir o castelo.

Eles também recebem estudantes e turistas de varias partes do mundo, que recebem instruções e tem aulas sobre a cultura e métodos construtivos daquele tempo.

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Trata-se de uma tarefa hercúlea fabricar um castelo sem depender da tecnologia moderna. A ideia de fazer um castelo surgiu com os irmãos Guyot, que nos anos 70 compraram uma propriedade que continha um castelo do século 13 em ruínas. Eles gastaram uma fortuna para recuperar a propriedade e isso deu a eles o conhecimento técnico necessário para fazer um castelo. Não tardou para os dois resolverem por em pratica a ideia.

Fonte

A maior cobra que já existiu

Todas as pessoas que gostam de folclore e lendas, já ouviu falar na lenda da Boiúna. A Boiúna é uma serpente gigante, com olhos luminosos que refletem a luz. De origem majoritariamente indígena, o mito da Boiúna se espalhou pelo Brasil, vindo do norte e do noroeste do Brasil, áreas ligadas diretamente à região Amazônica, ao Pantanal e aos nossos países vizinhos, como a Colômbia, Venezuela e a Bolívia.

Segundo a lenda, a Boiuna é uma serpente que vive nas escuras águas, passando a maior parte do tempo no fundo dos rios. Ela surge corriqueiramente durante a noite, e se faz notar pelos seus olhos luminosos, que atrai curiosos e pescadores, em sua direção.

cobragrande A maior cobra que já existiu

A questão dos olhos luminosos da Boiúna sempre me intrigou porque além de gostar de folclore clássico, também gosto do que os céticos chamam de folclore moderno, como os discos voadores. Sem entrar o mérito da questão da existência ou não dos Ufos, eu traço um paralelo dos olhos da Boiuna com um fenômeno curioso e bizarro, conhecido como “carro fantasma”.

O CARRO FANTASMA

O Carro fantasma sempre surge durante a noite. A história raramente diverge, e não raro, acaba em susto, tragédia ou acidente. Nela, um motorista vem dirigindo de madrugada por uma estrada quando avista, ao longe, os faróis de outro carro vindo em sua direção. O motorista se espanta ao ver que o carro vem na contra-mão pela estrada. Isso obriga o motorista a buzinar e sinalizar como pode (piscar faróis, acender o farol alto, pisca-alerta, etc) na tentativa de atrair a atenção do outro motorista para que retorne à sua pista.

Mas ele não parece interessado em retornar e continua a vir, na rota de colisão com o veículo. Assustado, o motorista etão joga seu veículo para o acostamento, sobe em gramados, invade pistas e corre risco de despencar de ribanceiras.

Costumeiramente, mudar de pista pouco adianta. Ao trocar de faixa de rolamento, o outro carro também o faz. Vindo sempre em direção de colisão frontal. Esse comportamento dá ao motorista a clara noção de que está lidando com um bêbado ou pior, um suicida.

O carro vem em alta velocidade, chegando perto, acende o farol alto e continua a vir, e tão logo se aproxima perigosamente do veículo,  o motorista se prepara para a morte iminente, para um acidente de proporções cataclísmicas,  o carro fantasma simplesmente VOA POR CIMA do outro carro. Ou apenas desaparece e não acontece acidente.

Eu ouvi pessoalmente pelo menos três histórias similares do “carro fantasma” no tempo em que eu fiz pesquisas com caminhoneiros na Dutra (este período da minha vida será tema de algum post futuro. Qualquer dia eu conto como era.)

O elemento curioso do carro fantasma é este: Parece um carro, age como se fosse um carro, mas não acontece a temida colisão. Segundos antes do choque entre os dois supostos veículos em sentidos opostos, o carro literalmente decola e sai voando.

Muito se especula sobre o que poderia ser o fenômeno do “carro fantasma”. Um par de luzes de voam paralelas, com média a alta luminosidade, seguindo as vias das estradas.

Curiosamente, luzes que voam com características similares podem ser encontradas nos registros catalogados por ufólogos junto a populações ribeirinhas. Na própria Operação Prato (uma operação secreta da FAB que visava investigar e compreender uma série enorme de atividades ufológicas na região de Colares -PA durante a década de 70) existem registros de luzes que trafegavam próximas a superfície da água, seguindo o curso dos rios e igarapés.Além disso, os dados médicos da operação dão conta que a maior parte da população afetada pelo fenômeno batizado de chupa-chupa e registrado em fotos, gravações e vídeo pelos militares brasileiros era de pessoas que viviam nas margens dos rios.

Bolas de fogo que perseguem pessoas são tão comuns no Brasil que lendas específicas sobre isso, como a Cumacanga (uma cabeça flamejante fantasmagórica que persegue os viajantes), não tardaram a aparecer.

Essas situações de cunho bizarro nas margens de rios não são novas no Brasil. Em 1560  o Padre José de Anchieta já registrava:

“Há também outros (fantasmas), máxime nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios, e são chamados baetatá, que quer dizer cousa de fogo, o que é o mesmo como se se dissesse o que é todo de fogo. Não se vê outra cousa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os… [...] …o que seja isto, ainda não se sabe com certeza.” (in: Cartas, Informações, Framentos Históricos, etc. do Padre José de Anchieta, Rio de Janeiro, 1933) fonte

Extrapolando a ideia do fenômeno do carro-fantasma, que me parece ter relação direta com uma ocorrência ufológica de coisas que a ufologia classifica como “sondas” (objetos voadores não identificados não tripulados, controlados remotamente e de dimensões pequenas) poderia ser interpretada por índios e ribeirinhos como “os olhos luminosos da Boiúna”.

A Boiúna, segundo Alfredo da Mata: “…transforma-se em mais disparatadas figuras; navios, vapores, canoas… engole pessoas…

Seria a enorme serpente que habita a escuridão do fundo do rio uma devoradora de gente ou esta seria a explicação local para os desaparecimentos misteriosos, conhecidos por nós como “abdução”?

É bom lembrar que as lendas surgem da incapacidade do homem de explicar o que não compreende. Do mesmo modo ocorre com o Boto, quando uma pessoa engravida no momento que não poderia ou não deveria, diz-se que o bebê é o filho do Boto.

Até mesmo aqui no blog, uma testemunha ocular da cobra gigante deu seu depoimento neste post: Segundo o leitor Isaque Newton, que era da marinha na época:

[...]Já presenciei coisas piores, que muita gente acha que é mentira ou delírio, como o navio fantasma todo iluminado que navega pelo Rio Amazonas (1994) e uma cobra gigantesca que estava mais pra dinossauro do que pra uma inferior sucuri de 8 metros. Esse bicho, tive contato com ele quando servia na Marinha no início dos anos 80 (1982)e estava a bordo da coverta Angostura rebocando uma balsa de óleo para a Estação Naval do Rio Negro em Manaus, (foi dada a baixa desse navio algum tempo atrás). Eu cumpria nesse momento serviço de auxiliar do timoneiro, quando de repente, lá pelas 1:00 da madruga nas proximidades de Gurupá (PA), em um rio muito estreito, avistei o monstro acompanhando o navio bem a boreste da proa. O timoneiro cochilava em cima do timão e eu corrigia o rumo a toda ora no visual, porque o oficial estava dormindo e o radar era lido por ele, o vigia disse que não viu nada. Porém, gritei para o timoneiro ter atenção no curso e corri para a lateral do passadiço,tirei a capa do refletor de luz de boreste e foquei na cara do bicho que se assustou e bateu muito forte na água desaparecendo. Nunca esqueci aqueles olhos vermelhos e a aparência de godzilla do bicho. Depois não comentei nada com ninguém porque as testemunhas estavam praticamente todas dormindo e apenas eu presencie tudo de fato.

Talvez eu esteja exagerando e tentando justificar uma lenda com outra, ou querendo interligar lendas e mitos, estabelecendo uma conexão entre essas histórias indígenas que podem não existir.

O sistema cultural indígena brasileiro, por não ter uma linguagem escrita, é diretamente dependente da narrativa oral. Sabemos que ao contar um fato, este se torna absolutamente suscetível a alterações, que podem até ser sutis, mas que ao longo de décadas e séculos, podem alterar-se ao ponto de se tornar elementos tão diferentes que uma única lenda se divide em várias.

O próprio Boitatá (uma cobra flamejante que voa entre as árvores da floresta) é entendido como um animal fantástico diferente. Mas será mesmo? Não seria o “mboi”+”tatá”=Cobra+fogo em Tupi Guarani, uma variante do mito da gigantesca Boiuna do Amazonas?

Seria o boitatá uma referência a luzes misteriosas que voam pela floresta? Seria uma interpretação ingênua da mente de alguém que não compreende o fogo fátuo?

E o Cavalo d´água? Este é um ente fantástico que vive supostamente no rio São Francisco, perseguindo embarcações. Também é conhecido pelo nome de cavalo-do-rio.

Seja como for, seria estranho se com tamanha vastidão mítica acerca delas, as cobras gigantes não existissem. Sabemos que no Brasil estão algumas das maiores serpentes existentes hoje, as Sucuris, ou como dita o americanismo endêmico no país, popularizados pelos filmes, as “anacondas”.

A sucuri é uma cobra enorme. Capaz de comer pacas, capivaras, jacarés e até bois inteiros, os relatos de pessoas comidas pela sucuri são vários e diversos. Do mesmo modo que a Boiúna, a sucuri vive nas águas e igarapés, aproveitando-se de um meio rico em alimento, de onde pode se aproximar sorrateiramente de todos os incautos que vêm beber água nas margens.

Mas a pergunta permanece sem resposta. Será que a sucuri é a maior cobra que já existiu?

Recentemente, pesquisas paleontológicas mostraram que no passado, existiu na bacia amazônica uma cobra bem maior que as sucuris atuais.

thelargestsnaketitanobo A maior cobra que já existiu

A comparação de uma vertebra de cobra adulta e a vertebra do fossil

Era um monstro enorme, que viveu há 50 milhões de anos atrás. Segundo os arqueólogos, o animal passava facilmente dos 13 metros de comprimento e seu tamanho e peso (mais de uma tonelada) indicavam que ela vivia a maior parte do tempo na água.

A cobra foi batizada pelos pesquisadores da Universidade de Indiana nos EUA, de Titanoboa e tinha o comprimento de um ônibus. Pra efeito de comparação, uma sucuri adulta pesa apenas 250kg. A Titanoboa pesava 1,2 toneladas.

O fóssil do Eoceno, a segunda parte da era Cenozóica, foi encontrado no leste da Colômbia. Sabendo que animais desconhecem as fronteiras geográficas definidas na cabeça do homem, é absolutamente provável que este animal fosse nativo das selvas tropicais do Brasil.

A questão que eu gostaria de abordar é: Será que as lendas não partem de evidências reais? Será que em algum momento da história do Homem sobre a Terra, os registros dessas cobras monstruosas que engoliam pessoas não foram incorporados aos seus rituais culturais e interpretações filosóficas acerca da natureza que nos cerca?

Teria o ser humano visto esta criatura? Seria a Boiúna o produto das observações erráticas do fenômeno Ufo somado ao registro ancestral de animais da megafauna?

E outra pergunta que poderia ser feita a partir disso é: Estará mesmo esta criatura extinta? O Celacanto, um peixe pré-histórico era considerado extinto até que o primeiro espécimen vivo foi encontrado na costa leste da África do Sul, em 25 de dezembro de 1938.

Da mesma forma que o fundo do mar é um universo de mistérios por serem desvendados, a imensidão verde da floresta amazônica, sua vastidão de rios, afluentes e igarapés também é um labirinto de surpresas que ceifou a vida de milhares de aventureiros, de Francisco de Orellana ao intrépido Coronel Fawcett.

Será que em algum lugar, na escuridão do rio, à espreita de um desavisado, está realmente a Boiúna?

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Criptozoologia cartográfica?

Quando eu estava fazendo pesquisa para o post dos mapas, eu me deparei com uma coisa intrigante. Sabemos que antigamente, era normal que os cartógrafos deixassem a mente viajar ao desenhar os mapas. Muitos mapas medievais eram ilustrados com figuras mitológicas e criaturas estranhas. Vários mapas antigos ostentam os monstros e serpentes marinhas, além de sereias e outras criaturas que os marinheiros, supersticiosos acreditavam existirem no mar distante . Confira:

67ier6ujtrdfgt Criptozoologia cartográfica?Criaturas estranhas surgindo do mar neste mapa de 1539

67it576reryjfdgf Criptozoologia cartográfica?Bestas marinhas em um mapa de 1570

Era de se esperar que criaturas ameaçadoras e terríveis surgissem nas mentes dos homens que atravessavam os oceanos em completa dependência do vento, muitas vezes sem ao menos saber para onde estavam indo.

6r7ityjdgfnhfgv Criptozoologia cartográfica?

Algumas vezes estes mapas e desenhos do período revelam aspectos interessantes da compreensão dessas pessoas na época. Veja por exemplo esta imagem que mostra os homens desembarcando no que pensavam ser uma ilha e na verdade era uma baleia, publicado originalmente no Novi Orbis Indiae Occidentalis, 1621.

658oti7rkiyjgh Criptozoologia cartográfica?

Os nossos contemporâneos sabem que isso é totalmente impossível, mas para o imaginário das pessoas da época, monstros existiam e avistar uma baleia ao longe produzia grande terror nos homens do mar.

Agora, alguém poderia me explicar como que dinossauros são mostrados nas imagens abaixo se eles já estavam extintos?

67ier6yjuertftg Criptozoologia cartográfica?Serpentes marinhas de Buffalo Land – Noth America 1872

Observando as criaturas da imagem acima e comparando com as demais bestas marinhas do imaginário popular, é de se estranhar que o cara que desenhou isso tenha acertado a forma dos dinossauros, colocando inclusive pterodactilos na imagem.

15549335441c9d42977o Criptozoologia cartográfica?

plesioshark Criptozoologia cartográfica?

pterodacqb5 Criptozoologia cartográfica?

Bom, tentei arrumar uma explicação plausível para o fato curioso de que as “bestas marinhas” do desenho de 1872 são praticamente dinossauros. Minha primeira hipótese é que o cara que desenhou isso teria se inspirado nos fósseis. Mas dando uma pesquisada, eu percebi que os primeiros fósseis completos de dinossauros encontrados foram iguanodontes, numa mina de carvão da Bélgica em 1878. Mas olhando na wikipedia eu vi que o primeiro fóssil de plesiossauro foi descoberto por Mary Anning em  1821. Ela teria descoberto também o primeiro fóssil de pterossauro em 1828. Assim é plausível que o artista tenha se inspirado nos fósseis de Mary Anning para compor a ilustração sobre as bestas marinhas de Buffalo Land.

Entretanto, existem inúmeros relatos no campo da criptozoologia sobre criaturas que pensávamos estar extintas e no entanto a cada ano diversos avistamentos acontecem. Este também poderia ser o caso do artista? Teria ele ilustrado criaturas realmente vistas pelos navegadores que julgávamos estarem extintas?

Sabemos que em diversos lagos mundiais, uma série enorme de criaturas marinhas desconhecidas, chamadas popularmente de “monstros” são avistadas com relativa frequencia, sendo alguns relatos tão antigos que remontam o século XV.

Sobre os pterossauros do desenho, não é de hoje que pessoas de diversos lugares do mundo afirmam terem visto estes animais alados, em diversos tamanhos. Alguns deles são mencionados na Wikipedia, como o Ropen, o Ahool e o Kongamato africano, um tipo de pterodátilo que ataca as pessoas. O Kongamato tem centenas de testemunhas oculares – algumas inclusive atacadas pelo selvagem  animal – e teria sido visto no Zimbabwe, na República do Congo, Namibia, Tanzânia, Angola e no Quênia.

Até onde a fantasia humana alcança? Onde está o ponto em que a ficção se entrelaça com a realidade estupenda? Durante anos a ciência acreditou que o celacanto estava extinto. Até ele ser descoberto vivo na costa da Àfrica em 1938.

Ovo gigante do pássaro elefante vai a leilão

ovão
Olha só o tamanho deste ovo, meu amigo!

400yoegg2019857 Ovo gigante do pássaro elefante vai a leilão

Este é um raríssimo ovo do pássaro elefante de Madagascar. Este é um ovo verdadeiro e tem 400 anos de idade. Os pássaros elefantes de Madagascar foram extintos e eram criaturas enormes, com mais de 3 metros de altura, ou seja, quase dinossauros.

article11648470417cd280 Ovo gigante do pássaro elefante vai a leilão

Eles não podiam voar e pesavam cerca de uma tonelada. Os animais foram extintos possívelmente pela ação do Homem e dos porcos selvagens que comiam seus ovos no século XVII.

Seu proprietário atual é o antiquário  John Shepherd, de Ashford em Kent, quem comprou o ovo após assistir a descoberta de David Attenborough em uma expedição científica na ilha africana.

Shepherd, um reconhecido paleontologista, resolveu vender os ovos, que estão em exibição na feira de antiguidades de Chelsea até o dia do leilão, que será realizado no domingo.

O valor do ovo, que tem quase um metro de circunferência está estimado em cerca de 5000 libras. (algo em torno de 16.300 reais)

Com este tamanho, seria possível fazer 100 omeletes. article116484704179c530 Ovo gigante do pássaro elefante vai a leilão

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Bizarro: Relógio é encontrado em tumba com 400 anos

Esta é difícil de engolir: Um relógio-anel moderno teria sido descoberto numa escavação arqueológica numa tumba com aproximadamente 400 anos de idade. Veja:

watchfoundtombqw6 Bizarro: Relógio é encontrado em tumba com 400 anos

Os arqueologos estavam movendo a tampa do tumulo quando uma pedra se soltou e atingiu o solo fazendo um barulho diferente. Eles olharam e mexeram na terra e então apareceu o relógio-anel. Ele está bem oxidado e parece estar ali há muito tempo.

Os especialistas não sabem o que dizer e estão surpresos, uma vez que tudo leva a crer que o túmulo em questão esteja intacto desde que foi lacrado, na dinastia Ming, 400 anos atrás.

Será esta uma prova de que vão inventar a viagem no tempo? Não há duvida de que a coisinha ali na foto é um relógio mesmo. Inclusive, segundo a notícia, na párte de trás está escrito SWISS !

O relógio foi descoberto por arqueólogos que estavam no túmulo fazendo um documentário com uma equipe de jornalistas de Shangsi. A escavação foi interrompida imediatamente e especialistas de Pequim foram chamados para tentar resolver o mistério.

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Se isso não for hoax, se esta coisa está dentro do tumulo há 400 anos, antes de inventarem o rológio, eu não sei o que dizer.

Minha aposta é que alguma mulher usava este treco e deixou cair há alguns anos atrás. Ele ficou lacrado este tempo todo e agora está sendo redescoberto.

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