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O misterioso Efeito Hutchinson

Nikola Tesla
Eu estava navegando pelo youtube quando me deparei com um video que me chamou a atenção. Trata-se de um video mostrando o que parece ser uma barra de ferro fundido, aparentemente sólida, que foi colocada sobre uma simples mesa de madeira. Há o som de um equipamento eletrônico de fundo, e então, a barra começa lentamente a dobrar, derretendo, soltando fumaça, inclusive. No entanto, a mesa de madeira permanece miraculosamente intacta. Veja:

Como isso é possível?

Segundo o autor deste experimento, este seria apenas um dos bizarros comportamentos físicos promovidos pelo que se convencionou chamar de “Efeito Hutchinson”.

Basicamente o tal “Efeito Hutchison” é um conjunto de fenômenos anômalos, que foram descobertos acidentalmente por John Hutchison durante as tentativas para estudar as ondas longitudinais de Nikola Tesla em 1979. Dessa forma, não se trata simplesmente um efeito singular e sim de muitos, que vão do derretimento e fusão de materiais aparentemente incompatíveis como madeira e metal; levitação espontânea e até o completo desaparecimento de certos objetos.
É atribuído ao fenômeno do Efeito Hutchinson um dos mais impressionantes e polêmicos experimentos de antigravidade já documentado.

O fenômeno é tão bizarro que faz com que muita gente duvide dele, e ocorre espontaneamente, como resultado de interferências de ondas de rádio em uma zona de volume espacial abrangidos por fontes de alta tensão, normalmente geradores de Van de Graff, e duas ou mais bobinas de Tesla.

Os efeitos alegados no “pacote” de fenômenos já testemunhados incluem a levitação de objetos pesados e também a fusão de materiais diferentes como metal e madeira (observe que este fenômeno aparentemente insólito foi reportado há décadas durante o experimento Filadélfia, que supostamente envolveu armar um navio de guerra com bobinas tesla gigantes para fazê-lo ficar invisível).
Também ocorrem aquecimentos anômalos de metais sem queimar materiais adjacentes, fratura espontânea de metais e mudanças temporárias e permanentes na estrutura cristalina e nas propriedades físicas de metais.

A fusão de materiais diferentes, o que é extremamente notável, e na opinião de muitos cientistas uma impossibilidade completa, indicaria que o Efeito Hutchison tem uma poderosa influência sobre as forças de Van der Waals. Em uma contradição notável e desconcertante, substâncias diferentes podem simplesmente “DESAPARECER”, mas as substâncias individuais não se dissociam. Dessa forma, um bloco de madeira pode simplesmente “afundar” numa barra de metal, mas nem a barra de metal nem o bloco de madeira se separam depois.

As pessoas que se debruçam sobre os mistérios do efeito Hutchinson e seu aquecimento anômalo de metal, sem qualquer evidência de queima ou mesmo aquecimento dos materiais adjacentes (geralmente de madeira) acreditam que esta pode ser uma indicação de que, possivelmente, há aspectos na natureza do calor que ainda njão foram completamente compreendidos. Essas pessoas alegam que a totalidade da termodinâmica é representada pela porção infravermelha do espectro eletromagnético, que é insignificante em um contexto de 0 Hz a Hz infinito. Dessa forma, o aquecimento anômalo exibido pelo Efeito Hutchison mostra claramente que ainda temos muito a aprender, especialmente onde a termodinâmica e eletromagnetismo se encontram.

A fratura espontânea de metais, como ocorre com o Efeito Hutchison, é única por duas razões:

  • não há evidência de uma “força externa”, causando a fratura
  • o método pelo qual o metal separa envolve um deslizamento movimento em uma direção para os lados, na horizontal. O metal simplesmente se desfaz.

Isso sem falar nas mudanças temporárias na estrutura cristalina e propriedades físicas dos metais. Um vídeo mostra uma colher batendo para cima e para baixo como um pano limpo em um vento forte. No caso de alterações permanentes, uma barra de metal vai ser rígida em uma extremidade, como o aço, e macia, no outro extremo, como se fosse de chumbo. Acredita-se que isso seja uma evidência de forte influência sobre as forças de Van der Waals.
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Uma colher de aço penetrou um bloco sólido de aluminio.
 O misterioso Efeito Hutchinson

Um cano de cobre desapareceu na frente da câmera
634098x6Metal Sample 1 O misterioso Efeito Hutchinson

Blocos de metal se partem espontaneamente.

As interferências de ondas de rádio envolvidos na produção desses efeitos são geradas a partir de quatro a cinco fontes de rádio diferentes, todas operando em baixa potência. No entanto, a zona em que as interferências dessas ondas ocorrem é ressaltada por centenas de quilovolts.

Uma das suposições para explicar os fenômenos que John Hutchinson alega ter descoberto seria a de que o fenômeno aproveita a Energia do Ponto Zero. Esta energia recebe esse nome porque só poderia ser evidenciada em materiais resfriados a zero graus Kelvin, onde supostamente toda a atividade de um átomo cessa.

A energia estaria associada à emissão espontânea e aniquilação de elétrons e pósitrons provenientes do que é chamado de “vácuo do quantum.” A densidade da energia contida no vácuo quântico é estimada como sendo uma fonte espetacular de energia, não comparada a nada conhecido ainda pela nossa Ciência.

Um dos problemas envolvendo as pesquisas de Hutchinson é a instabilidade de seus experimentos. Aparentemente eles não se repetem com regularidade e por isso, são vistos como fraudes deliberadas por muitos cientistas. Mas John dá de ombros e não parece ligar muito para o que acham dele.

O cientista esbarrou por acidente no fenômeno que batizou. O dia que mudou drasticamente sua vida ocorreu em 1979, quando, ao ligar um conjunto de equipamentos de alta tensão, sentiu algo bater no ombro. Era um pedaço de metal.
John pegou o metal e jogou longe, para estupefato, ver o metal voar pelo ar novamente e tornar a atingí-lo.

Ele percebeu então que quando suas bobinas Tesla, gerador eletrostático, e outros equipamentos eram ligados juntos, criavam um campo eletromagnético complexo, e peças de metal pesado levitavam. Muitas delas disparavam em direção ao teto, e algumas peças até se desintegraram.

Tal como acontece com grande parte do novo campo de energia, ninguém pode dizer com certeza como e porque isso ocorre. Alguns teóricos dizem que o efeito é o resultado de se oposição de campos eletromagnéticos cancelando-se mutuamente, criando um poderoso fluxo de energia do espaço.

É possível que as forças que Hutchinson descobriu já fossem conhecidas por Nikola Tesla. Há muitos mistérios sobre o genial inventor da corrente alternada, e ele parece ter se empenhado para deixar uma marca indelével neste planeta.

Sua fama inspira cientistas, estudantes e atrai “interessados em ocultismo” como uma lâmpada atrai cupins no verão.

A começar pela forma como muitos crêem, uma grande massa se conhecimento veio parar em sua mente de uma hora para outra. Tesla dizia ter sofrido uma espécie de colapso mental onde um enorme volume de informações surgiram, vindas do espaço, diretamente para sua cabeça. Ele mesmo atribuiu a autoria desses conhecimentos revolucionários a alienígenas. Tesla acreditava que estava canalizando algum tipo de conhecimento alienígena que mudaria o mundo. Foi assim que ele começou a fazer experimentos estranhos, que assustaram inúmeras vezes sua vizinhança. Pense no Tesla como uma espécie de Tony Starck vitoriano.

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Nikola Tesla

Ele trabalhava em seus projetos de forma tão dedicada que mais de uma vez desmaiou de cansaço. Quando o inventor ficava “fora do ar”, seus auxiliares corriam para patentear seus inventos. Tesla teria produzido uma série de maquinas e engenhos complexos, que somente ele sabia operar, mas além desses deixou centenas de desenhos, modelos e diagramas. Alguns desses projetos são de armas, acredita-se, seriam tão letais que foram trancados na Biblioteca do Congresso dos EUA e não podem ser consultados.
À parte os seus trabalhos em electromagnetismo e engenharia electromecânica, Tesla contribuiu em diferentes medidas para o estabelecimento da robótica, controle remoto, radar e ciência computacional, e para a expansão da balística, Física nuclear, e Física teórica. Em 1943 o Supremo Tribunal dos Estados Unidos acreditou-o como sendo o inventor do rádio. Além disso, o Sérvio inventou também a corrente polifásica, comutadores elétricos e ligação em estrela, novos tipos de geradores e transformadores, a comunicação sem fio, a lâmpada fluorescente, o controle remoto por rádio e protótipos de transmissão de energia. Ele também era poliglota e além do sérvio, falava ainda sete outras línguas: checo, inglês, francês, alemão, húngaro, italiano e latim.
Como se não fosse suficiente, o cara ainda tinha uma memoria surpreendente. Ele dedicou-se a ler muitas obras, memorizando livros inteiros.
Nikola Tesla relatou na sua autobiografia que experienciava momentos pormenorizados de inspiração. Durante o início da sua vida, ele foi atingido pela doença recorrentemente. Sofria de uma bizarrice súbita, na qual clarões de luz que o cegavam apareciam em frente aos seus olhos, muitas vezes acompanhados de alucinações. A maioria das vezes, essas visões estavam ligadas a uma palavra ou ideia com a qual se deparava. E apenas por ouvir o nome de um assunto, involuntariamente o visionava mentalmente, com detalhes realísticos. Tesla podia visualizar uma invenção no seu cérebro na sua forma precisa antes de avançar para a fase da construção, uma técnica conhecida como pensamento visual. Tesla tinha também muitas vezes flashbacks de acontecimentos anteriores da sua vida; isto começou a ocorrer com ele durante a infância.
Seja Tesla um canalizador de informações que viajaram pelo cosmos ou um gênio-inventor sem precedentes, o fato é que graças a ele você está vendo estas linhas aqui. Teria o genial cientista sérvio da era Vitoriana descoberto um ponto de conexão da nossa tecnologia terrestre com a tecnologia alienígena?
Seria o Efeito Hutchinson um conjunto de evidências de que talvez possamos ter evoluído tecnologicamente desconhecendo algum fenômeno básico que poderia nos permitir a fabricar um disco voador?

O próprio Hutchinson descreve o fenômeno:

Há quem acredite piamente no que John Hutchinson diga, mas muitos duvidam dele e creem que o tal efeito não passa de truques. Seja como for, fica a cargo de cada um formar sua própria opinião acerca deste fenômeno.
O cara tem um site completamente 90´s style, onde apresenta seus experimentos. Caso o conjunto de fenômenos sejam reais, temos aí uma fronteira do desconhecido, que poderá contribuir grandemente para nossa compreensão da gravidade, termodinâmica e efeitos de ondas eletromagnéticas sobre materiais. Se for uma fraude é algo não apenas detestável como também curioso, já que seus videos são tão bizarros que não parecem ter sido criados para convencer, e sim confundir.

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A Lua da minha casa

A Lua da minha casa
Hoje eu resolvi fazer um teste com a minha câmera e fui para o play filmar a Lua. Infelizmente o satélite não estava na fase cheia, e havia um pouco de nebulosidade, mas mesmo assim acho que deu pro gasto. Usei minha lente de 500mm e o tripé com a Canon T3i do filme. Espero que curtam.

 
Dá pra dobrar o zoom usando um adaptador que não tenho. Acho que se eu dobrar o zoom poderei ver um alien dando um barro na cratera, hein?

A invasão alienígena se aproxima? Será??

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ufosf A invasão alienígena se aproxima? Será??

O Tio Faso deu a dica deste video, que nada mais é que uma junção de inúmeras matérias de Tv sobre casos envolvendo comportamentos anômalos nos céus do mundo.

O maior destaque do video, na minha opinião fica para o estranho ovni da China, que parou o aeroporto no ano passado. Também destaco o tal ex-empregado da área 51, que embora soe bastante dramático, sempre pode ser um maluco (muito embora loucura não cause falha eletrônica de comunicação daquele jeito). Mas nem tudo que está ali é ufo ou fenômenos inexplicáveis, como a misteriosa espiral que surgiu no céu, que explicamos aqui mesmo o que era.

O video dá um tom urgente e dramático à percepção (e o medo) popular de que em 2012 teremos um grande contato com alienígenas que (na cabeça de alguns) poderão ser hostis e nos varrer da face da Terra.

Embora essa seja a percepção de uma parcela enorme de gente pelo mundo todo, eu não compartilho muito dela. Na minha opinião, estamos de fato sofrendo um processo de invasão, mas me parece que isso já vem ocorrendo há pelo menos 5 décadas. É um processo gradual e bastante indireto, e não é uma invasão de aniquilação, como o ser humano fez ao longo de toda sua história evolutiva, ou até talvez seja, e não temos ainda meios e dados suficientes para compreender de que forma isso se dará.

Segundo o INFA, a partir da “Era Moderna dos Discos Voadores” (desde 1947), uma característica passou a ser notável e bastante significativa: em determinados períodos de tempo, as observações de UFOs aumentavam consideravelmente, para depois cair de forma brusca. Produziam-se quase a nível mundial perfilando-se especialmente sobre uma determinada região.

Se por um lado pode realmente existir uma quantidade de manifestação do fenômeno UFO significativa e que está agrupada num determinado tempo e numa determinada área específica; por outro lado a difusão ufológica poderia estar gerando uma comoção pública e, assim, criando avistamentos que não existem, mas que são produtos da histeria coletiva acerca do assunto. Há várias hipóteses para tentar explicar a característica “onda” do fenômeno UFO:

HIPÓTESE PSICOLÓGICA – Diante da divulgação sensacionalista de um evento ufológico, as pessoas fazem “eco” (uma espécie de feedback gerado pela comoção) do fato e que é motivado por uma necessidade psíquica de identificação. Assim, o público observa uma grande quantidade de UFOs que, obviamente, correspondem a um sugestionamento mental e não à manifestação do fenômeno de fato.

HIPÓTESE SOCIOLÓGICA – Determinados fatos sociais repercutem diretamente em uma maior quantidade de observações de UFOs. Alguns momentos críticos para a humanidade, como guerras, desequilíbrio econômico e social, conflitos, crises, índices de suicídios, etc; inclusive fenômenos de grande transcendência na sociedade atual, como desemprego, influenciam numa maior quantidade de avistamentos que denunciam a presença de UFOs no nosso meio. Existem impagáveis estudos estatísticos onde se estabelece uma correlação entre estes fenômenos sociais e os UFOs.

HIPÓTESE FÍSICA – Existem períodos no tempo em que se pode apreciar uma maior atividade de UFOs, que é uma razão intrínseca à intencionalidade da manifestação ufológica.

Os ufos e a crise financeira mundial – A possibilidade de uma resposta sociológica para o fenômeno UFO é realmente interessante. Existem dados comparativos e significativos: os anos de 1946, 1954, 1965 e 1968 assinalam um aumento significativo de demanda de empregos nos Estados Unidos, coincidindo justamente com datas de supostas “ondas ufo”. Outros anos com grande quantidade de avistamentos ufológicos também registravam momentos extraordinariamente críticos na política, descontroles sociais e depressões econômicas agudas. Mas tudo isso esbarra, tal qual foi dito acima, nos rastros “físicos” do fenômeno.
Embora seja possível estabelecer uma relação e estabelecer uma hipótese de que o descontrole social acarrete numa alteração do comportamento das pessoas que buscariam em “seres superiores” uma saída para seus conflitos, temos aqui um aumento sem precedentes na quantidade de dispositivos de alta tecnologia. Hoje, pelo menos nos grandes centros, quase todas as pessoas estão de posse de pelo menos uma câmera, e em alguns casos, de várias.
Com este aumento na capacidade de registro, temos um impacto direto no volume de dados gerados, (e também no volume de fraudes perpetradas).
Mas se um percentual qualquer, por mais ridículo que ele seja, em meio a milhões de registros de fraudes, erros de interpretação e julgamento for de natureza inexplicável, torna-se obrigação formal da Ciência estabelecida e de suas escolas e campos de estudo desvendarem tal mistério.
Daí que surge a necessidade de compreensão dessas supostas “ondas ufológicas”.

Foi um investigador espanhol, Eduardo Buelta, num trabalho publicado em outubro de 1962, que começou a interessar-se pela análise das “ondas ufo” e suas freqüências. No seu interessante trabalho, que engloba os avistamentos ufológicos durante um período de dez anos, de 1947 a 1957, ele detectou um aparente deslocamento progressivo dos UFOs para o oriente das zonas geográficas na qual se manifestavam. Buelta escreveu: “Parece que o fenômeno UFO dividiu o globo terrestre em setores alongados de pólo a pólo, como se quisessem cartografar o planeta de forma metódica e cuidadosa, sendo que as aparições numa determinada área geográfica são precedidas da outra ao lado no globo”.
Ainda, o doutor Saunders selecionou 18.000 casos com informações suficientes da casuística ufológica mundial. Depois de analisá-los e depurá-los, estabeleceu o que considerou como as mais importantes “ondas ufo” a nível mundial (o mês apontado em cada uma das ondas são os “picos” – havendo vários casos em meses anteriores e posteriores):

JULHO DE 1947 – Oeste dos Estados Unidos.
AGOSTO DE 1952 – Leste dos Estados Unidos.
OUTUBRO DE 1954 – França e Europa.
AGOSTO DE 1957 – América do Sul (em outubro de 1957 ocorreu O Caso Villas-Boas e, em janeiro de 1958, O Caso Trindade, entre outros).
AGOSTO DE 1965 – Meio-Oeste dos Estados Unidos.
OUTUBRO DE 1967 – Inglaterra.
NOVEMBRO DE 1972 – África do Sul.

Mas o interessante é que nesta análise Saunders descobriu uma sugestiva correlação: as “ondas ufo” se deslocavam para o leste em períodos de cinco anos aproximadamente. Conclusão muito similar à desenvolvida por Eduardo Buelta, em 1962.

Desde a década de cinqüenta, em que apareceram os primeiros grupos e investigadores privados atraídos pelas testemunhas que apareciam nos meios de comunicação, surgiram diversas tentativas para superar os problemas já citados – entre os quais o fato do fenômeno UFO não se ajustar a nenhuma categoria científica. O grande objetivo da investigação é, em última análise, superar o estado compilador de informações para a formulação de leis que expliquem o conjunto do fenômeno. Para tanto, muitos pesquisadores buscaram – e ainda buscam – incansavelmente detectar a existência de alguma ordem lógica no fenômeno.

A aproximação mais notável a tal propósito foi realizada pelo investigador francês Aimé Michel, utilizando os dados da “onda ufo” de 1954. Poderíamos dizer que foi um primeiro passo para a estipulação de uma ordem lógica que objetivava encontrar soluções adequadas para o fenômeno UFO. Assim, a descoberta de Aimé Michel significou um passo importante na fixação da possível intencionalidade dos avistamentos ufológicos.

A história diz que foi o escritor Jean Cocteau, numa conversação mantida com Michel, quem lhe sugeriu a possibilidade de que, diante da aparente desordem apresentada pelo conjunto de observações ufológicas na “onda ufo” de 1954, tratasse de analisar as testemunhas correspondentes a um período curto, num dia ou, pelo menos, numa semana.
Seguindo esta idéia, Aimé Michel, entre 1956 e 1957, começou a marcar num mapa muito detalhado do território francês, dia por dia, todas as informações de avistamentos ufológicos divulgados na imprensa e em outras fontes – sendo que teve o cuidado de “filtrar” as informações e somente dar relevância aos dados mais confiáveis.

ufo A invasão alienígena se aproxima? Será??

gdfgdfg A invasão alienígena se aproxima? Será??

Num primeiro momento, Aimé Michel percebeu que os diferentes lugares onde ocorriam os avistamentos não pareciam ser escolhidos pelo fenômeno ao acaso. Na verdade uma certa quantidade de avistamentos se alinhavam em retas de três, quatro e até seis pontos. Esta disposição surpreendeu Michel, que a denominou ortotenia (do grego “ortotenos”, que significa “situado na linha reta”). Na superfície terrestre se formavam linhas de máxima curvatura, que na linguagem marinha se chama de ortodrómica: a distância mais curta entre dois pontos da superfície do globo. Os meridianos, por exemplo, são linhas ortodrómicas.

Além do possível caráter puramente casual de alguns alinhamentos, Michel constata um fato muito característico. As “ortotenias” têm uma duração de um só dia, cessando a meia-noite e dispondo-se de forma totalmente diferente no dia seguinte. É importante entender que a “ortotenia” traçada não corresponde à trajetória ininterrupta de um só UFO, nem estão situadas as observações de uma mesma linha seguindo uma ordem cronológica. Era como se o fenômeno escolhesse uma área específica para cada dia de manifestação.

As diversas formações ortotênicas compõem figuras estreladas, cujos pontos de união Michel denominou de “centros de dispersão”. Em tais centros, sistematicamente, se informava a presença de um “charuto voador”. Essa coincidência foi um grande indício de que Michel estava encontrando uma ordem lógica. Os UFOs conhecidos como “charuto voador”, segundo a literatura especializada, são classificados como possíveis naves-mãe, em virtude de sua função de albergar outros corpos menores.

2084be02 a52e 4db2 a6b4 1fea9c6e8018182 A invasão alienígena se aproxima? Será??

O lançamento da obra de Aimé nos Estados Unidos fez que muitos cientistas e investigadores se interessassem pela existência das ortotenias. O doutor David Saunders, antigo membro do Comitê Condon, realizou um estudo sobre a notabilidade do denominado alinhamento “BAVIC”. Esse alinhamento foi formado por seis observações no território Francês, em disposição retilínea perfeita, indo da cidade de Baieux e Vichy. O doutor David Saunders estendeu esse alinhamento por todo o globo e chegou a conclusão de que a coincidência era bastante significativa. Na Espanha, Antonio Felix Ares de Blas e David Garcia López, entre outros, utilizaram a teoria de Michel aplicando-as na “ondas ufo” ibéricas de 1950, 1968 e 1969. Nas “ondas ufo” de 1968 e 1969, apesar de não existirem linhas por cima dos quatro pontos, distinguiu-se um “foco de dispersão” no Mediterrâneo que coincidia justamente nas observações de determinados países europeus.

Obviamente que a teoria das ortotenias também foi vista como produto do mero acaso. Jacques Vallée submeteu a hipótese da ortotenia a um teste de computador e usando um sistema randômico de dispersão de pontos numa superfície redonda, buscou detectar padrões em linha para tais pontos. Como resultado, ele obteve uma linha de cinco pontos, cinco linhas de quatro pontos e vinte linhas de três pontos. Este experimento de Jacques Vallée prova que os alinhamentos podem efetivamente ser frutos do simples acaso. Vale ressaltar que Vallée nunca conseguiu um alinhamento de seis pontos como no “BAVIC”.

Mesmo que não possamos nem refutar completamente ou corroborar a hipótese da ortotenia, é difícil de negar, sem fechar os olhos às evidências, que este tipo de anomalia vem ocorrendo há um bom tempo por aqui. POr que isso se daria? Por que uma pesquisa ou uma aproximação tão longa? Podemos tecer algumas hipóteses, mas obviamente alguém já fez isso antes. E este alguém é o Dr. James Deardorff, em Examination of the embargo hypothesis as an explanation for the Great Silence
- J. British Interplanetary Soc., 40, pp. 373-379 (1987) e em Possible extraterrestrial strategy for Earth -Quart. J. Royal Astron. Soc., 27, pp. 94-101 (1986)

Nos dois trabalhos, o físico Dr. James Deardorff-professor de ciências atmosféricas na Oregon State University- ofereceu uma hipótese no qual argumenta que os alienígenas responsáveis desejam que a espécie humana tome consciência gradual de sua existência e presença, e para isso fornecem um potencial de “negação” para aqueles que ainda não podem lidar com esse fato. A “aclimatação gradual” evitaria ameaças aos governo, instituições financeiras, fundações culturais e religiosas dos quais dependemos e estruturamos nossas sociedades.

Mesmo que a hipótese ortotênica não dê conta de explicar o comportamento aeroespacial anômalo na atmosfera Terrestre, é fato que estamos nos deparando com as fronteiras do conhecimento científico atual quando lidamos com este assunto. Como eu costumo dizer, com tamanho volume de informações, fotos e registros disponíveis hoje, se o fenômeno ufo não tiver origem extraterrestre será uma surpresa tão grande ou até maior do que se tiver.

Então, o ponto em que eu gostaria muito de focar neste post é justamente este. Ora bolas, quem diz que disco voador não existe só pode ter passado a vida em coma, já que basta ligar a TV, ir numa videolocadora qualquer ou mesmo entrar na pagina do youtube para perceber que os OVNIs como um fenômeno cultural são tão palpáveis como o Papai Noel! Com a diferença que o bom velhinho Papai Noel é um fenômeno cultural, mais localizado e sazonal.

Mas enquanto no aspecto cultural o fenômeno ufo é realidade comprovada, justificar isso com uam existência palpável de Ets e naves espaciais é algo mais difícil e cientificamente mais ousado também. Mas por mais complicado que pareça, existe muita gente tentando.

Recentemente, o astrofísico Ken Olum da Universidade Tufts, argumentou que o raciocínio antrópico aplicado à teoria da inflação, prevê que nós humanos, devemos ser parte de uma grande civilização, com dimensões gigantescas, o que implica que a solução “Estamos sós” para o paradoxo de Fermi é inconsistente com nossa melhor teoria atual da cosmologia. Beatriz Gato-Rivera, uma física do Instituto de Fisica y Matematicas en Madrid, confirmou a hipótese de que Olum está correto, e sustentou que seria possível que a humanidade estivesse deliberadamente sendo mantida inconsciente acerca da civilização circundante. Ela também argumenta que a teoria moderna das supercordas e a teoria “M-brane” agravariam ainda mais o problema dos “aliens desaparecidos” que surge no paradoxo de Fermi.

É pelo menos curioso, que enquanto físicos e suas teorias astrofísicas prevêem que deveríamos estar experimentando visitação extraterrestre, qualquer evidência dela, pelo menos sob a forma de um subconjunto de relatórios UFO é ignorado ou ridicularizado nos meios de comunicação, salvo em raros momentos.

- Astrofísico Bernard Haisch, Ph.D. www.ufoskeptic.org , referindo-se a implicações da teoria da inflação para a Teoria da Visitação Extraterrestre (PDF). Paper de J. Deardorff, Haisch B., B. Macabeu e HE Puthoff, no Journal of the British Interplanetary Society, Vol. 58, pp 43-50, 2005.

Você pode ver algum esforço acadêmico formal na tentativa de compreensão do fenômeno, algo bastante útil e que está bem além da utilização das especulações extraterrestres insólitas de tablóides sensacionalistas, como o Pravda ou o (já extinto) Weekly Daily News ou ainda o famigerado “Programa do Ratinho”.
Um bom exemplo é o artigo que tenta compreender a natureza de amostras de magnésio provenientes de um suposto Ufo, obtidas (adivinha onde?) No BRASIL, numa explosão ocorrida na costa de Ubatuba. Publicado originalmente num periódico científico da Universidade de Stanford.
Essas amostras em questão foram aquelas famosas, enviadas para o clunista já falecido Ibrahim Sued.
Eis a carta que acompanhava as amostras:

“Prezado Sr. Ibrahim Sued. Leitor assiduo de sua coluna e seu admirador, quero proporcionar-lhe um verdadeiro furo jornalistico a respeito dos discos voardores, se e que acredita nos mesmos. Eu também não acreditava no que ouvia falar e somente lia, áte que, alguns dias atras, perto de Ubatuba, em pescaria com vários amigos, vi um disco-voador! Aproximou-se da praia em incrivel velocidade, parecendo prestes a abater-se sobre as aguas, quando, a um impulso fantástico, elevou-se rapidamente. Atônitos, seguiamos com os olhos êsse espetáculo, quando vimos o disco explodir em chamas, saindo em milhares de pedaços que pareciam fogos de artificio—apesar de ser doze horas, ou seja, meio-dia—çom um brilho fortissimo. Êsses pedaços cairam quase todos no mar, mas muitos pequenos pedaços cairam perto da praia, tendo nos recolhido um bom numero dêsse material, tão leve que parecia papel. Aqui junto uma pequena amostra dêsse material, que não sei a quem devo confiar para analisar. Nunca li que houvesse sido recolhido um discovoador ou que se tivessem recolhido pedaços de um disco, a não ser que as autoridades militares o tenham feito e usado de sigilo. Estou certo de que êste assunto bastante interessará ao brilhante cronista, e mando-lhe esta em duplicata, para o jornal e para a sua residência…” Do admirador, (assinatura
ilegivel), junto, recebi detritos de um metal estranho.

A descição do tal acidente lembra bastante um famoso video de suposto acidente de ufo:

Ao que parece, o Paper mostra que o material continha poucas impurezas em algumas amostras e impurezas de natureza bastante incomuns em outras, incompatíveis com amostras de magnésio normalmente originárias do Brasil. Delírios e especulações não são analizáveis dessa forma.
Obviamente, isso não prova que as amostras, analizadas em diversos laboratórios, incluindo um da NASA, seja de fato um pedaço de disco voador, mas é mais um daqueles tijolinhos que ajuda a compor o grande, complexo e confuso castelo chamado ufologia científica.

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Geléia Magnética – Estão vendendo o simbionte!

Geléia Magnética – Estão vendendo o simbionte!
Olha que coisa mais doida essa geléia magnética, que os caras vendem nos EUA. Ela é formada por partículas magnéticas e reage de formas incríveis aos efeitos de um simples ímã de neodímio. Lembra muito o simbionte do Homem Aranha. Tá aí um bom presente de natal para o Sheldon. Saca só o video.

Uma dica do Lucas Gimenez

Com a minhoquinha no olho

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Olha que estranho o olho deste sapo. Ele tem um parasita nauseabundo preso no  globo ocular.

Você pode imaginar o quão desesperador pode ser sentir uma coisa dessas se debatendo dentro do seu olho? Acredite se quiser, isso também acontece com seres humanos!

loa loa eye Com a minhoquinha no olho

Este legítimo rebento de Satã chama-se Loa-Loa worm, e surge justamente nos olhos das pessoas, onde nada se debatendo estabanadamente, provocando graves infecções e também cegueira. Este nematódeo é transmitido através da mordida de uma mosquito. Ele pode passar anos vagando pelo seu corpo sem ser notado, mas quando finalmente chega nos olhos, a coisa fica séria. O jeito mais fácil de conseguir este inquilino para o seu corpo é visitar as áreas de pântano e florestas tropicais da África. è lá que o mosquito que é o vetor da doença pode ser facilmente encontrado.

Vermes nojentos que infectam os olhos também costumam atacar cães e gatos domésticos. Em quase todos os casos eles provocam cegueira e também atacam o sistema nervoso, onde vão parar nos miolos do infeliz hospedeiro, onde provocam ataques e podem causar até a morte. Um verme perigoso é o Toxocara canis, uma minhoca de 20 centímetros que habita o intestino dos cães. Se um cão desses vai para uma praia, parquinho ou área onde existem crianças, é fácil o ser humano se contaminar, e é por isso que cerca de 10.000 crianças aparecem com este verme, só nos EUA. Países com sistemas de saúde degradados e pífios no controle da higiene como o nosso são o paraíso para essas minhoquinhas.
Enquanto as pessoas se desesperam ao pensar que crianças podem se contaminar no solo, por contato direto com as fezes dos cães infectados, os cientistas tem más (muito más) notícias. Estudos mostraram que enquanto as fezes dos animais contaminados apresentavam um volume grande de ovos do verme, eles descobriram que mais de 180 embriões do verme em cerca de 1 grama dos pêlos dos cães contaminados. É a desgraça que vem pelo ar e você nem nota quando respira os ovos direto para seu organismo!

Outro tipo de problema envolvendo minhoquinhas no olho é bem comum no Brasil, e sobretudo em regiões agrícolas. Algumas moscas colocam ovos na pele humana e os vermes resultantes comem a carne da pessoa, até produzir um buraco onde se desenvolvem até chegar a um grau de maturidade onde caem dos buracos e vão se tornar outras moscas e retomar o ciclo. Geralmente, essas moscas, Dermatobia hominis, chamadas moscas varejeiras, colocam um filhote que chamamos de “berne”. Elas preferem a carne de boi, mas na falta dessa, “vai de gente mesmo”.
E se o infeliz azarado do hospedeiro estiver tirando aquela bela soneca, corre o risco de ter um berne no olho, que vai ter que ser retirado com pinça num sensacionalmente trágico momento de sua vida:
AVISO: Não recomendo olhar o que vem a seguir. Feche seu navegador e corra para as montanhas! E não olhe para trás!
(mais…)

Mais um crânio alongado descoberto na Sibéria

Arqueólogos estavam realizando escavações em um sítio na cidade de Omsk, na Sibéria e descobriram um crânio alongado. Não se sabe explicar ainda a razão pelo qual diversos povos antigos alongavam os crânios de certas pessoas, aparentemente escolhidas por algum critério desconhecido. Os crânios alongados são de pessoas do século 4 D.C.

cranio1 Mais um crânio alongado descoberto na Sibéria

O crânio achado em Omsk

Alguns pesquisadores sustentam que muitos povos antigos acreditavam que ao alongar o crânio das crianças, elas aumentariam dramaticamente sua capacidade cognitiva, sendo até capazes de prever o tempo. Alguns sustentam que pela análise do volume cerebral, as pessoas de crânio alongado poderiam ter um Qi de 149, quando o de uma pessoa “normal” tem em média Qi=100.Essas suposições se baseiam no fato de que com o alongamento, o cérebro dessas pessoas seriam 25% maiores com um aumento de 53% no córtex pré-frontal, que é a área responsável por funções sofisticadas do pensamento.

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Creio que esta hipótese nunca foi comprovada, mas o mistério dos crânios alongados permanece. Inicialmente, muitas pessoas começaram a especular que o alongamento do crânio poderia ser algum tipo de tentativa primitiva de se igualar morfologicamente a visitantes extraterrestres que estiveram por aqui há milênios, mas esta é uma hipótese bastante controversa e que aparentemente só é levada a sério por seguidores das teorias de Erik Von Daniken, aquele balconista de hotel que ficou rico quando escreveu “Eram os Deuses astronautas?”

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Os Maias alongavam os crânios

De fato, algumas anomalias e patologias podem afetar a forma do crânio, como a Hidrocefalia, a Progéria, etc. Mas no caso dos crânios que vem sendo descobertos há décadas em diferentes sítios arqueológicos do mundo, nota-se um esforço em produzir a deformidade. Sabe-se que povos primitivos da América Central  realizavam estes procedimentos, bem como os egípcios. Os povos de Cahuachi no Peru não eram os únicos que possuíam crânios com esta deformação. Por exemplo, quando em 1870 um botânico alemão em expedição pelas florestas do Congo descobriu tribos que fazia a deformação de suas cabeças desde crianças.
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Com tecidos presos às cabeças muito apertados, eles conseguiam ao longo dos anos promover um alongamento dos ossos do crânio. Existem diversos achados em ilhas no Pacífico; em Malta; em várias regiões da África e na América do Sul. Como tantas regiões diferentes tiveram a mesma ideia de deformarem seus crânios?

Assim, se a explicação não estiver ligada aos “deuses das estrelas”, ela certamente deveria ter uma justificativa plausível o suficiente para explicar por que culturas completamente diversas, em diferentes fases históricas do mundo, realizaram o mesmo tipo de atividade.  Estética? Religião? Segregação social?  São muitas as hipóteses que poderíamos levantar para tentar explicar isso, mas eu creio que seria bastante improvável que culturas completamente diferentes chegassem a uma mesma atividade, fosse ela cerimonial ou não sem que isso não produzisse algum efeito.
Logico que culturas diferentes podem chegar a soluções similares. Um exemplo disso são as pirâmides Maias e as pirâmides do Egito. Ambas culturas produziram pirâmides. Mas aí que está o ponto: As pirâmides tinham uma função concreta, logo, será que podemos supor que o alongamento dos crânios também teria uma utilidade prática?

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os faraós tinham seus crânios alongados desde o dia do nascimento

Eu penso que sim. Não me parece impossível imaginar que um povo antigo percebeu que alongando o crânio das crianças, resultava em adultos mais inteligentes e com características diferentes da “massa”, e talvez isso explique porque no egito, só os Faraós tinham a cabeça alongada para ficar como um pepino.

A história dos crânios alongados se iniciou por puro acidente.

No outono de 1913, dois fazendeiros estavam discutindo sobre fragmentos do crânio de um hominídeo que tinham descoberto ao escavar uma vala de drenagem. A localização da fazenda era em Boskop, uma pequena cidade a cerca de 200 milhas no interior da costa leste da África do Sul.

Estes agricultores  sul africanos, não eram especialistas, mas puderam perceber que os ossos encontrados não eram normais. Eles então levaram as amostras para Frederick W. FitzSimons, diretor do Port Elizabeth Museum, que fica em uma pequena cidade no sul da África. Naquele tempo, a comunidade científica da África do Sul era pequena, e rapidamente a notícia do crânio misterioso se espalhou e assim o crânio atraiu a atenção de S.H. Haughton, um dos poucos paleontólogos do país  formalmente treinado.

S.H. Haughton  relatou suas descobertas em uma reunião de 1915 da Royal Society of South Africa. Foi ele que notou que:

“A capacidade craniana deve ter sido muito grande” e também que “calculando pelo método de Broca dá um valor mínimo de 1.832 cc [centímetros cúbicos].”

Assim, foi S.H. Haughton que formulou a hipótese em que o crânio Boskop, abrigava um cérebro com mais de 25% de volume que um cérebro humano mediano.

A ideia era tão chocante que dois dos anatomistas mais proeminentes daquele tempo, ambos especialistas na reconstrução de crânios, vieram para a África do Sul examinar o achado, e após o estudarem, concordaram com as opiniões e conclusões de Haughton.

O cientista escocês Robert Broom informou que pela análise volumétrica da caixa craniana da caveira de Boskop,  a distância entre o homem de Boskop para os humanos de hoje é maior do que a distância entre os seres humanos e seus antecessores Homo Erectus.

Seria o crânio de Boskop uma aberração? Ele poderia ter sido causado por hidrocefalia ou alguma outra doença rara? Estas perguntas foram rapidamente respondidas quando novas descobertas arqueológicas apontaram a existência de mais desses crânios.

Como se a história do crânio de Boskop já não estava suficientemente estranha, o acúmulo de restos adicionais revelaram uma outra característica bizarra: Essas pessoas tinham uma fronte pequena, quase infantil. Antropólogos e Fisiologistas usaram o termo  pedomorphosis  para descrever a retenção de características juvenis na idade adulta. Este fenômeno, é às vezes usado para explicar as rápidas mudanças evolucionárias. Por exemplo, certos anfíbios retém brânquias como as dos peixes,  mesmo quando já totalmente maduros e já passado o seu período em que habitavam apenas água.

Os seres humanos são considerados por alguns especialistas como sendo pedomórficos em comparação com a estrutura facial dos primatas. Nós guardamos alguma semelhança com a morfologia de um macaco imaturo.
O crânio de Boskop também contém esta característica. Um adulto atual europeu típico, por exemplo, tem um rosto que ocupa aproximadamente um terço do tamanho de seu crânio geral. Já o homem de Boskop tinha um cara que ocupava apenas cerca de um quinto do tamanho do seu crânio, logo, mais perto as proporções de uma criança. Os exame de ossos individuais confirmou que o nariz, as bochechas e queixo eram todos infantis.

A combinação de um crânio grande e aparência imatura ficaria decididamente incomum aos olhos modernos. E o mais perto que nossa cultura chega disso, é – a contra-gosto de muitos – os alienígenas mais clichês, de tipologia Alpha, como o Juca.   O naturalista Loren Eiseley fez uma menção a este ponto em uma passagem lírica de seu livro popular, da imensidão, descrevendo o fóssil Boskop:

“Há apenas uma coisa que não tem sido mencionada. É isso, e você não vai acreditar. É tudo já aconteceu. Lá atrás no passado, 10 mil anos atrás. O homem do futuro, com o cérebro grande, e os dentes pequenos. Ele viveu na África. O cérebro dele era maior do que seu cérebro. Seu rosto estava em linha reta e pequena, quase como um rosto de criança.”

O sujeito de Boskops, então, foi muito falado e estudado, por muitas das figuras mais proeminentes nos campos da paleontologia e antropologia, e ainda hoje, apesar de neandertais e Homo erectus serem amplamente conhecidos, o homem de Boskops está quase totalmente esquecido, relegado ao limbo das descobertas sensacionais, tão sensacionais que eventualmente se tornam inconvenientes.

Crescemos apendendo que a escala evolutiva se deu como uma escadinha, onde os nossos antepassados eram claramente inferiores a nós, com cérebros menores e semblantes de macaco. É tudo muito lógico, muito fácil de engolir. Entretanto, em contraste, o próprio fato de um ancestral como o homem de Boskop, que aparece com uma forma nãp-macaca e em muitos aspectos parece ter tido características superiores a nossa, estava destinada a nunca ser popular.

A história dos estudos evolutivos tem sido marcada pela intuitivamente atraente ideia, quase irresistível, que todo o processo segue pela escadinha evolutiva onde as coisas só melhoram, o que é um erro miserável de interpretação. Não necessariamente, os animais atuais são mais avançados do que seus antecessores.
As teorias pré-Darwinianas da evolução foram construídas em torno desta ideia de uma evolução linear em mão única. As pessoas tem dificuldade de aceitar que a teoria da evolução não se trata de aperfeiçoamentos, mas sim de adaptações a condições diversas. Estamos atraídos pela ideia de que somos o ponto final, o ápice não só dos hominídeos, mas de toda a vida animal, o que é uma completa imbecilidade.

O crânio de Boskops é incômodo porque retrata justamente o oposto. Ele nos diz que os seres humanos com cérebros grandes, e talvez grande inteligência, ocuparam uma parte substancial do sul da África no passado não muito distante, e que, eventualmente, deram lugar a pessoas de cérebros menores, possivelmente menos avançados, ou seja, nós mesmos.

Partindo do dado de que um cérebro do homem de Boskop tinha de volume 1.750 cc; O que isso significa em termos de função?
Como é que funciona uma pessoa com um cérebro tão diferentes do nosso? É uma pergunta difícil de responder. Enquanto pessoas que sofreram acidentes e perderam grandes áreas cerebrais aparentemente não tiveram mudanças significativas em seus processos cognitivos, temos casos de pessoas como Kim Peek, um autista com síndrome de Savant, que nasceu com uma alteração morfólogica cerebral que deu a ele uma capacidade fenomenal em alguns campos.

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Kim Peek

Pra se ter uma ideia, Kim NUNCA esquecia nada que ele leu na vida. Isso incluiu inúmeras listas telefônicas, enciclopédias,livros e partituras de piano, que ele dominou de ouvido e conseguiu inclusive fazer misturas de estilos. Seu cérebro tinha uma capacidade de processamento tão fenomenal que ele serviu de inspiração para o personagem interpretado por Dustin Hoffman, no filme “Rain Man”. E o cérebro de Kim Peak, era apenas um pouco diferente de um cérebro normal.

O cérebro humano normal, é cerca de 25% maior do que os cérebro do Homo erectus tardio.

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Homo Erectus

Assim, podemos dizer que a diferença funcional entre nós e o homem erectus é quase a mesma que entre nós e o homem de Boskops.

A expansão cerebral evolutiva mudou suas proporções internas de maneiras altamente previsíveis. Do macaco ao homem, o cérebro cresceu cerca de quatro vezes, mas a maior parte desse aumento ocorreu no córtex, e não nas estruturas mais antigas. Além disso, mesmo dentro do córtex, as áreas que crescem mais são as áreas de associação, enquanto estruturas corticais como as regiões que afetam os mecanismos de controle motor e sensitivos permanecem inalteradas.

Passando dos nossos miolos para os do sujeito de Boskop, estas zonas associação são bizarramente ainda mais desproporcionalmente expandidas. Os caras de Boskop tinham miolos 30% maiores do que os nossas, isto é, o cérebro deles tinha 1.750 cc enquanto nossa média é de 1.350 cc. E isso leva a um aumento no córtex pré-frontal de impressionantes 53%. Se essas relações de princípios entre as partes do cérebro são verdadeiras, então os caras de Boskops teria não somente um impressionante cérebro, mas um córtex pré-frontal inconcebivelmente grande, o que nos dá pistas para imaginar o quão fantásticos eles devem ter sido.

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O córtex pré-frontal está intimamente ligado à maioria das nossas funções cognitivas. É ele que organiza a corrente complexa de eventos que flui para o cérebro; coloca conteúdos mentais em sequências apropriadas e hierarquias, e que desempenha um papel crítico no planejamento de nossas ações futuras. Simplificando, o córtex pré-frontal é tipo uma CPU, que está no coração dos nossos pensamentos mais flexíveis e voltada para o futuro.

Enquanto a nossa área pré-frontal pode ligar uma sequência de material visual para formar uma memória episódica, o sujeito de Boskop pode ter acrescentado material adicional de sons, cheiros, e assim por diante. Onde a memória de uma caminhada por uma rua pode incluir a imagem mental visual do vendedor de rua, o mercadinho, e a igreja charmosa, se fosse um cara de Boskop ele também poderia lembrar a música que tocava no mercadinho, o preço de todas as mercadorias que viu no mercadinho, a composição dos produtos, o que a menina do caixa conversou com a outra, a placa do carro que ele viu da janela e detalhadamente tudo que o padre estava falando dentro da igreja. Mas isso, óbvio, se um cara de Boskop estivesse vivo, né?

A expansão das regiões associação é acompanhada por um aumento correspondente na espessura dos feixes de axônios grandes. Isso é como o “cabeamento”, que liga as partes da frente à parte de trás do nosso córtex. Este “cabeamento” não apenas conduz os estímulos, mas “trata” eles. Dessa forma, o carinha de Boskops pode ter ido ainda mais longe do que sonhamos imaginar. Da mesma forma que um aumento quantitativo no cérebro dos macacos para os seres humanos podem ter gerado as nossas capacidades de linguagem qualitativamente diferentes, possivelmente o salto de nós mesmos para um cérebro como o dos Boskops poderia gerar novas e qualitativamente diferentes capacidades mentais. Telepatia? Telecinese? Esta é a área onde a ficção mais delirante pode colidir com a ciência da Fisiologia.

Nós internamente ativamos muitos pensamentos de uma só vez, mas podemos recuperar somente um de cada vez. Poderia o cérebro Boskop ser capaz de “processamento paralelo” e assim ter alcançado a capacidade de recuperar uma memória enquanto pensava outra coisa em segundo plano?

Não necessariamente, as modificações cerebrais dos homens de Boskop podem ter sido boas pra eles. Essas mudanças podem ter feito os Boskops excessivamente introvertidos e auto-reflexivos em demasia. Com suas ideias e um cérebro tão capaz e complexo, eles podem ter se tornado uma espécie de sonhadores com uma vida mental interna literalmente além de qualquer coisa que possamos imaginar.

Mantendo as contas de relação de proporção entre o cérebro de tamanho normal para o deles, para apenas 10 a 20 por cento de um teste de QI, é possível conjecturar que tipo de pontuação média seria feita por um grupo de pessoas com cérebros de 30 por cento maiores. A conclusão é que uma população com um tamanho cerebral médio de 1.750 cc teria uma média de QI de 149.

Esta é uma pontuação que seria rotulado ao nível gênio. E se houvesse variabilidade normal entre Boskops, como entre o resto de nós, então talvez 15 a 20 por cento deles seria de se esperar marcar mais de 180. Em uma sala de aula com 35 cabeçudos Boskops, você provavelmente encontraria cinco ou seis carinhas com QI na faixa superior do que jamais foi visto na história humana.
Mas se eles eram tão fodões, por que não são eles que estão aqui e sim nós? Quando eu digo “nós”, pense nos caras do Darwin Awards, tipo estes legítimos patrimônios da espécie humana:

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Ninguém sabe responder a esta pergunta, e talvez este seja o maior de todos os mistérios envolvendo os homens da cabeça grande.

Sabemos que eles tinham uma excelente capacidade reflexiva, e também podiam fazer planos com variáveis complexas muito melhores que nós. Eles também certamente tinham processos sociais complexos onde praticamente não haveria discordância, sendo assim, por que foi o hominídeo do cérebro pequeno (que provavelmente habitou o mundo ao mesmo tempo que os cabeçudos) que venceu essa corrida?

A mais pungente explicação possível para o desaparecimento do povo de cérebro grande, é que ele devia ser pouco útil. Hoje em dia seria sensacional, mas lembre-se que ser genial em 10.000 anos antes de Cristo não servia para muita coisa. Nosso cérebro é sensacional, mas sem um mundo que nos rodeia que permita que ele opere toda sua complexidade, ele adianta muito pouco. A exemplo disso, podemos ver os casos das crianças-fera, que são abandonadas ou presas e privadas de relações sociais e de afeto, acabam por se tornar limitadas e presas a um padrão de comportamento compatível com os de animais irracionais.

O cérebro humano é uma espécie de operação de unidade central de processamento em discos de memória múltipla, alguns guardados na cabeça, e muitos outros “na nuvem” que poderíamos chamar de “cultura”. Sem a “nuvem”, eles eram tão úteis como um pen drive no meio do Saara. Eles estavam equipados, mas os Boskops não foram capazes de explorar o vasto potencial trancado em seu córtex expandido. Ao que parece, esses carinhas nasceram alguns milênios antes da hora.

Infelizmente, o povo de Boskops já era. Sua morte mais provável é que tenha sido gradual. Um crânio grande não é propício para partos fáceis e, portanto, é provável que ao longo dos anos, a população foi rareando em função de uma alta taxa de mortalidade infantil. Essa pressão da natureza, juntamente com cruzamento possível com grupos hominídeos de pequenos cérebros, pode ter levado a uma diminuição gradual na frequência dos genes dos Boskop.

Então, novamente, como é por demais evidente, a história humana tem sido muitas vezes uma história de selvageria. A hipótese deles terem sido simplesmente varridos do mapa por serem “estranhos” não pode ser desprezada. Nós fizemos isso com outras, como o Mamute e o Dodô da Nova Guiné. Nós fizemos isso com centenas de tribos indígenas das Américas.

Apenas cerca de 100 km do local original da descoberta do primeiro crânio Boskop, novas escavações  foram realizadas por Fitz Simons Frederick. Ele sabia o que estava fazendo e estava ansiosamente buscando mais desses crânios.

Em seu sítio arqueológico, Fitz Simons se deparou com uma notável peça de construção. O local parecia um centro comunitário primitivo, com talvez dezenas de milhares de anos atrás. Havia muitas rochas coletadas, ossos, e alguns casualmente enterrado esqueletos de seres humanos de aparência normal. Mas, para um lado do sítio, em uma clareira, ele achou um túmulo, cuidadosamente construído. E parecia ter sido construído para um único ocupante, talvez o túmulo de um líder ou de um homem sábio reverenciado. Seus restos mortais foram posicionados para enfrentar o sol nascente. Em repouso, ele parecia normal em todos os aspectos… com exceção de seu crânio gigante.

Agora, falando em crânios estranhos, eu não poderia deixar de mencionar um crânio altíssimamente GUMP, que é este aqui:

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O crânio do capeta?

A foto do crânio de chifres é tão estranha quanto a história que a acompanha:

Sayre é um distrito localizado no condado de Bradford, Pensilvânia, há 59 quilômetros a noroeste de Scranton. Durante a década de 1880 um grande túmulo foi descoberto em Sayre. Foi noticiado que um grupo de americanos descobriu vários crânios humanos e estranhos ossos. Os esqueletos pertenciam a homens anatomicamente normais, com exceção das projeções ósseas localizado a cerca de dois centímetros acima das sobrancelhas. Cientistas estimam que os corpos tenham sido enterrados por volta do ano 1200 A.C.
A descoberta arqueológica foi feita por um grupo respeitável de antiquários, incluindo o Dr. GP Donehoo, do estado da Pensilvânia, dignitário da Igreja Presbiteriana; AB Skinner, do Museu Americano de Instrução e WKMorehead, da Phillips Academy, Andover, Massachusetts.

Não era a primeira vez que crânios com chifres haviam sido desenterrados na América do Norte. Durante o século XIX, crânios semelhantes foram descobertos perto de Wellsville, em New York, e também numa vila de mineração em El Paso, no Texas. De acordo com relatos históricos, os ossos foram alegadamente enviados para o American Museum na Filadélfia. Contudo, os artefatos teriam sido roubados e nunca mais foram vistos.

FONTE: Pursuit, 6:69-70, July 1973 Mysteries of the Unexplained, p. 39 1992
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Conheça Teotronico, o robô pianista

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Teotronico é este simpático robozinho com cara de caveira estilizada que toca um piano de cauda. Com seus 19 dedos com leds desenvolvido especialmente para animar jantares, recepções e saraus diversos. Teotronico consegue tocar qualquer musica no piano, mas como ele é um robô, consegue simultaneamente tocar bateria e também cantar.
article 1318856039161 0E68D14C00000578 383879 636x427 Conheça Teotronico, o robô pianista

A inteligência artificial do robô permite que ele consiga distinguir notas musicais com precisão, e reaja a alterações no tom, ou eventuais desafinos.

Teotronico se tornou o centro das atenções quando foi lançado oficialmente, na feira “Mondo Music Piano” no início deste mês. Um dos diferenciais deste robô musical é que ele reage e interage com a audiência. Graças a duas câmeras embutidas atrás dos olhos do robô ele consegue perceber as pessoas e interage com elas. O Robô opera conectado a um computador, e pode tocar diversos gêneros, como classico, jazz, blues, e até rock.
Veja o robô tocando Losing My Religion, do R.E.M.

E aqui ele toca o sucesso do Europe, Final Coundown:

Teotronico foi concebido e construído pelo italiano Matteo Suzzi, num trabalho árduo que levou 4 anos. Mas agora que sua tarefa chegou ao fim, Matteo desfruta da companhia eterna de um pianista exclusivo.
Segundo Matteo, foram 4 anos bem investidos.

Obviamente que não é possível comparar a musica tocada por um robô com a musica tocada por um artista humano. O Robô é muito mais limitado com relação às possibilidades de estilo, graça e leveza, afinal, é uma máquina.
Mas temos que lembrar que ainda estamos na pré-história da robótica. A inteligência artificial vem se desenvolvendo a passos largos. Não acho que demorará muito até que complexos circuitos neurais comecem a aprender de fato. E então, teremos não apenas robôs que tocam com paixão e estilo, como também será possível que vejamos surgir robôs compositores.

fonte

O Bolshoi e a simulação cosmológica

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Muito legal o video que mostra uma simulação cosmológica feita com o simulador Bolshoi. (Bolshoi significa “formidável” “grande” em russo)
O nome do tal simulador é bastante apropriado, já que este programa conseguiu fazer a simulação mais precisa da evolução cosmológica da estrutura de larga escala do universo conhecido.
Para simular o universo, o Bolshoi levou 6 milhões de horas. Você pode imaginar qual é o computador que roda um colosso desse? Trata-se do supercomputador Pleiades, que foi recentemente classificado como o sétimo computador mais rápido do mundo. Ele está entre a nata do top 500 supercomputadores e fica no Ames Research Center, a NASA.

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Alguns dos 182 racks que compõe o supercomputador Pleiades da NASA

Os supercomputadores vem dando uma mãozinha sensacional para os investigadores do cosmos. Essas simulações são usadas como pontos de referência para fazer previsões teóricas que podem então ser testadas e comparadas com dados recolhidos por astrônomos observacionais.
Vamos deixar de conversa fiada e vamos ver a beleza do Bolshoi, num trabalho de Anatoly Klypin and Joel Primack, com apoio de Chris Henze, da NASA.

O video acima mostra a visualização da matéria escura no 1 /1000 da simulação gigantesca feita pelo Bolshoi. No video, os caras dão o zoom em uma região centrada no halo de matéria escura de um cluster muito grande de galáxias.

Apenas olhando o video, não dá pra ter uma visão completamente clara da dimensão desse calculo aí. Pra isso vou mostrar alguns frames bidimensionais do que o Bolshoi calcula em 3 dimensões.

Este é um frame dele, de 1000 X 1000 mpc. Mas para efeito didático vamos começar com uma fatia de 250Mpc:

BolshoiZ O Bolshoi e a simulação cosmológica
Clique na imagem para ver no tamanho original.

Esta imagem acima, é uma representação de uma fatia de 250 mega parsecs do universo. Agora se você não é astrônomo, deve estar se perguntando o que diabos é um mega parsec, né?

Um parsec, é uma medida de distância. Ela equivale a 3,26 anos-luz. Um ano-luz é a distância que a luz percorre viajando no vácuo a 299. 792. 458  metros por segundo durante 1 ano inteiro. Ou seja: cerca de DEZ TRILHÕES DE KM!

Logo, um parsec, é: Mais ou menos 31 trilhões de km.

E um mega parsec (Mpc)  é um milhão de parsecs.

(mais…)

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