Subscribe

Equações textuais

March 12th, 2010 2 Comments

Olha só para esta equação. Você consegue decifrar o que está escrito nela?

A resposta está aqui em baixo:

Click to continue »

O pedinte

March 8th, 2010 12 Comments

CENA 1 – EXTERIOR – PRAÇA – DIA

Plano geral de uma praça. Lugar bonito, embora não haja muita gente. Uma senhora vem passando, andando lentamente.

A idosa senta-se num banquinho da praça.

Close na idosa. Olhar perdido.

Pequenos inserts de detalhes da velha. A mão trêmula apóia-se numa bengala antiquada.

CENA 2 – EXTERIOR – PRAÇA – DIA

Uma criancinha passa num velocípede. A câmera acompanha.

A criança olha para a velha.

Close na idosa. Olhar fixo na criança. A velha sorri.

Close nos olhos da criança.

Plano médio da praça. A criancinha se afasta com o velocípede até sair do enquadramento.

CENA 3 – EXTERIOR – PRAÇA – DIA

Entra pela lateral do quadro um mendigo, roto, sujo, cabelo desgrenhado. Barba e cabelos enormes e amassados.  A Câmera acompanha.

O mendigo senta-se ao lado da velha.

Plano médio  da praça. A velha e o mendigo estão sentados com o olhar perdido, olham para a frente.

A velha vira a cabeça para o mendigo.

O mendigo olha para a frente, fixamente. Ele tem o olhar perdido.

VELHA: Quanto você quer para sentar em outro banco?

O mendigo olha para a velha.

MENDIGO: Trinta.

VELHA: Vinte.

MENDIGO: Vinte e oito.

VELHA: Vinte e cinco.

MENDIGO: Fechado.

A velha abre uma pequena bolsa, já fora de moda e retira um bolinho de notas. Ela entrega ao mendigo.

O mendigo pega o bolo de notas e guarda no bolso.

CENA 4 – EXTERIOR – PRAÇA – DIA

O mendigo levanta e sai. A Câmera se mantém fixa.

A velha tem o olhar perdido. Close no olhar da velha. Expressão fria. Ela fita o vazio.

CENA 5- EXTERIOR – RUA -DIA

Musica incidental. Mendigo caminha pela rua.

Planos diversos do mendigo andando por ruas e becos.

Mendigo desce pelas escadas do metrô.

CENA 6- INTERIOR – METRÔ – DIA

Há um velho sentado num banco. Ele espera o metrô.

Close no olhar do velho. Tem os olhos perdidos.

Mendigo entra pela lateral do quadro e se senta-se ao lado do velho.

Mendigo olha fixamente para a frente. O velho idem.

Velho vira-se para o mendigo.

VELHO: Você poderia sentar em outro lugar?

MENDIGO: Depende.

VELHO: Quanto?

MENDIGO: Quarenta e dois.

VELHO: Pago dez.

MENDIGO: Quarenta e dois.

O velho hesita.

MENDIGO: Quarenta e dois.

VELHO: Vinte.

MENDIGO: Vinte e cinco.

VELHO: Fechado.

O velho mexe na pasta. Pega um bolo de notas e entrega ao mendigo. O Mendigo guarda as notas no bolso, levanta-se e sai. A Câmera permanece fixa no velho.

CENA 7 – EXTERIOR – RUA – TARDE

Musica incidental. Mendigo caminha pela rua. Passa em locais desertos. Corredores, escadas, ruas desertas.

CENA 8 – EXTERIOR – RUA – NOITE

Plano geral de uma avenida. Carros passam na frente de bares e restaurantes. Pessoas comendo, se divertindo.

Mendigo surge ao fundo. Caminha pela avenida. Para em frente a um bar e olha as pessoas comendo. Algumas pessoas param de falar, olham para ele e tornam a conversar como se ele fosse invisível.

O mendigo olha para o lado e sai do enquadramento.

CENA 9- EXTERIOR – RUA – NOITE

Uma prostituta está encostada num poste.

O Mendigo surge e para ao lado dela.

A prostituta tem o olhar perdido. Close no olhar da prostituta.

Ela olha para o lado. O Mendigo está ali, parado.

PROSTITUTA: Qual é?

O mendigo não responde. Ele tem o olhar parado. Olha para o infinito.

PROSTITUTA: Ei.

O mendigo olha para a prostituta.

PROSTITUTA: Tá me atrasando a vida, meu. Dá pra ser ou tá difícil? Tá espantando a clientela, mermão.

MENDIGO: Faço pra você por trinta reais.

PROSTITUTA: Porra, trinta? Não dá pra negociar não?

MENDIGO: Não.

PROSTITUTA: Ah, vai se foder. Olha, só tenho quinze aqui, mas tem este vale do motel. Tá dando desconto de 50%, tá afim?

MENDIGO: Tá bom.

A prostituta pega o dinheiro na bolsinha de couro vermelho. Junta o papelzinho do motel e entrega ao mendigo. Ele coloca o dinheiro no bolso e sai. A prostituta volta a olhar para o vazio.

CENA 10 – EXTERIOR – BECO ESCURO -NOITE

O mendigo entra num beco escuro. Caminha com dificuldade entre latões de lixo e tranqueiras espalhadas pela rua.

Vai até uma porta. Pega uma chave do bolso e abre. A luz ilumina o beco. O mendigo entra.

CENA11 – INTERIOR – CORREDOR -NOITE

O Mendigo caminha por um corredor cheio de canos e cabos. É um lugar diferente, com aparência que lembra o interior de um submarino.

O mendigo vai até o centro de uma câmara. Ele fica parado, olhando para o vazio.

Surge um jovem. O Jovem para em frente ao mendigo.

O mendigo não olha nos olhos do jovem. Olha para a frente. Olhar fixo.

O Jovem estende a mão. O Mendigo enfia a mão no bolso e retira o dinheiro. Entrega ao jovem.

JOVEM: Total?

MENDIGO: 65 mais um vale motel com desconto de 50%.

JOVEM: Hummm. Tá bom. Ontem foi melhor hein?

MENDIGO: Zonas mais rentáveis no setor 15.

JOVEM: Tá. Eu sei. E a taxa da bateria?

MENDIGO: Bateria em 22%.

JOVEM: Tudo bem. Por hoje chega. Vou aproveitar para fazer a atualização do firmware, beleza? Pode entrar em modo de hibernação.

O mendigo fecha os olhos. O rapaz mexe nas costas do mendigo. Retira um cabo preto que estende até uma tomada.

O Jovem abre um notebook e digita algumas coisas. Pluga um cabo usb do computador nas costas do mendigo. No notebook surge uma barra de download que começa a carregar.

Ele levanta da cadeira, olha para o robô parado no meio da sala. Apaga as luzes, sai e fecha a porta. A câmera fica.

FIM

Sobem os créditos finais.

Estará a Matemática por trás dos sucessos cinematográficos?

February 21st, 2010 13 Comments

Eu estava lendo um artigo muito interessante da news Scientist sobre a matemática oculta atrás de filmes blockbusters. O artigo original está aqui.

Basicamente ele trata do trabalho de um psicólogo norte-americano chamado James Corte, da Universidade de  Cornell em Ithaca, Nova York.
O cara analisou 150 filmes de Hollywood e descobriu que quanto mais recentes eles eram, mais a duração de suas cenas tendiam a seguir um modelo matemático. Segundo ele, este modelo matemático teria uma curiosa propriedade de atrair e manter a atenção humana.

Na década de 90, uma equipe da Universidade do Texas estudou o potencial de atenção de várias pessoas enquanto elas realizaram centenas de testes consecutivos.
Quando eles alteraram as medidas usando uma série de ondas chamadas “transformada de Furrier”, as ondas de atenção aumentaram em magnitude na medida em que sua frequência diminuía.

Esta propriedade é conhecida como flutuação 1/f, ou “ruído rosa”. Neste caso específico ele significou que o uso do 1/f provocava comprimentos de atenção especial, de forma recorrente em intervalos regulares.
O gênio da matemática Benoit Mandelbrot (aquele cara que descobriu um dos mais famosos fractais do mundo e o batizou com seu sobrenome) descobriu que os níveis anuais de inundação do rio Nilo, seguiam esse padrão. Outros pesquisadores também observaram que o ruído rosa está presente na música e até mesmo na turbulência do ar.

Para saber se o comprimento de tomadas de câmera em filmes realmente poderia seguir 1/f, James Corte mediu a duração de cada tomada de 150 filmes de Hollywood em vários gêneros lançadas entre 1935 e 2005. James então compilou as tomadas em uma série de ondas de cada filme.
Observando as ondas resultantes, ele descobriu que os filmes mais recentes, sobretudo os block busters, foram mais propensos a obedecer ao 1/f enquanto os antigos não seguiam a métrica à risca. James Corte salientou para a News Scientist, que não se trata apenas de filmes de ação como Duro de Matar II, recheados de cenas rápidas que seguem o padrão 1/f. Na verdade é o contrário. Ao que parece, a fórmula mágica do sucesso influi diretamente na duração das tomadas ao longo do filme, de modo que elas sigam um padrão uniforme e regular ao longo de toda a obra.

O pesquisador James Corte sugere que obedecer a 1/f pode fazer os filmes ficarem mais emocionantes, na medida em que eles ressoam com o ritmo de extensões de atenção humana.

A Psicologia conhece há décadas que a atenção humana não se mantém contínua por longos períodos. Ao contrário, ela oscila em ondas. Saber isso foi fundamental para o aperfeiçoamento dos processos pedagógicos e de trabalho, e este conhecimento hoje está implícito nas palestras, nas aulas e até mesmo nos videogames.

Ao contrário do que a idéia da fórmula mágica o sucesso poderia sugerir, James Corte duvida que os diretores estão deliberadamente usando a matemática para fazer filmes. Em vez disso, ele acredita que a coisa acontece de fato, mas por outra via. Segundo Corte, após ser filmado o produto audio-visual vai para um longo processo de edição. É ali que a mágica acontece. Ao ser editado desta forma, pode ser mais provável que ele seja bem sucedido, que por sua vez incentivaria outros filmes a copiar seu estilo, no melhor estilo “Não questione o que ele fez para chegar ao sucesso. Apenas copie e funcionará”.

A busca por uma metodologia científica que justifique os milhões de dólares obtidos com os grandes sucessos de bilheteria é algo que Hollywood sempre perseguiu. Acredito que os estúdios não poupem recursos de preparação para fazer seus investimentos terem maior retorno. Isso envolve muitas técnicas, como por exemplo, apresentar o filme para plateias diversas, uma espécie de ensaio que é feito antes de se lançar o filme. A reação da platéia é monitorada ao longo de toda a obra. Ao fim, as pessoas preenchem questionários e são entrevistadas.  A forma como a platéia de teste reage ao filme pode dar indícios do que é necessário alterar para a película fazer mais sucesso, e obter ganhos com a divulgação boca-a-boca. Outro exemplo da metodologia hollywoodiana de se fazer filmes pode ser encontrado na metodologia de construção de roteiros.

Syd Field, escritor, roteirista e professor de roteiro era um dos responsáveis por selecionar roteiros para os grandes estúdios. Ele mesmo era um roteirista e por suas mãos passaram grandes sucesso do cinema. Syd foi um dos primeiros a tentar encontrar um padrão nos roteiros dos filmes de grande sucesso. Pesquisou tantas obras que conseguiu enfim descobrir um padrão. Tudo se baseava na colocação dos plot points, ou pontos de virada. “Pontos de virada” são pontos chave dos filmes, que aparecem na estrutura do roteiro. É o momento em que algo acontece que desencadeia toda uma situação de conflito. Geralmente os filmes de sucesso contém dois desses pontos. O local onde eles aparecem foi escrutinado durante décadas, para se estabelecer que havia uma certa “proporção áurea” na colocação dos pontos de virada dos filmes.

A Proporção áurea ou segmento áureo, foi durante centenas de anos tema de estudo. Foi suado pelos gregos em sua arquitetura e pelos mestres do período renascentista. Muitos acreditam que seja “a forma matemática de se compreender a beleza”.

Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colmeia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.

Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão frequente. E justamente por haver essa frequência, o número de ouro ganhou um status de “quase mágico”, sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar desse status, o número de ouro é apenas o que é devido aos contextos em que está inserido: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático é que o torna fascinante. fonte

Dessa forma, podemos ver que não é de hoje que a busca numérica por uma fórmula mágica que explique certos mistérios é lugar comum nas pesquisas científicas. Voltando ao que o psicólogo dizia, James Corte é o primeiro a admitir que a estimulação por cena não é tudo: ele descobriu que os comprimentos de cenas nos filmes noir são tipicamente aleatórios e não correlacionados com os outros em qualquer escala de tempo.

Se apenas a proporção 1/f  fosse a razão de sucesso, nenhum filme noir seria bem sucedido.

Ele cita Star Wars Episódio III, que ele descreve como “simplesmente terrível”, e que segue rigidamente a metodologia de 1/f em suas cenas.
Segundo o psicólogo, há aí um elemento interessante que mostra que embora o sistema 1/f ajude a manter a atenção do público, uma boa narrativa e fortes atuações são provavelmente mais importantes.

Tim Smith, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, monitora o movimento dos olhos dos espectadores nas salas de projeção. Tim Smith tem demonstrado que no estilo de edição dos filmes mais modernos, o olhar das pessoas centrou-se numa mesma área da tela ao mesmo tempo em comparação com os filmes antigos.
Segundo Tim Smith, isso poderia corroborar a teoria de James Corte de que o estilo de edição que segue 1/f tem obtido sucesso em manter a atenção do público focado ao longo da película.

Pessoalmente, eu considero que pode de fato haver uma chave para o aumento da atenção, mas isso teria um efeito mínimo sobre o resultado prático das bilheterias.

Eu encaro o sucesso dos block busters em grande parte pelos altos investimentos em marketing e também pela hegemonia cinematográfica dos norte-americanos em quase todo o mundo.

Numa amostragem gigantesca, a chance de sucesso aumenta muito. Pra se ter uma ideia, no ano de 2001, os filmes norte-americanos faturaram 8,4 bilhões de dólares no mundo. Segundo dados da Adams Media Research, os americanos gastaram US$ 9,87 bilhões nas bilheterias em 2009. (dados apenas do faturamento nos EUA)
Isso simboliza o crescimento da indústria de cinema do Tio Sam. O aumento na audiência soma-se ao aumento do faturamento.

Historicamente, as salas de projeção sofreram uma dramática mudança de estilo com o passar dos anos. No Brasil dos anos 70, com uma população cerca de três vezes menor do que a que temos hoje, o Brasil tinha três vezes mais cinemas. O ingresso era e se manteve durante décadas na faixa de 1 dólar em média. No passado, o cinema era um divertimento popular, com salas grandes, de 500, 600, 800 lugares, mesmo em cidades relativamente pequenas e, nas grandes, com incontáveis cinemas espalhados pelos bairros. Um exemplo disso é a “Cinelândia”, área do centro do Rio que ganhou este nome devido ao grande numero de salas de cinema que havia lá. Na década de 70, o público anual rondava a casa dos 400 milhões de espectadores. Foi na vidada da década de 80 que a Motion Pictures Association obrigou a grande mudança. Os filmes seriam exibidos em poucos cinemas. Os preços dos ingressos subiriam muito, saltando da faixa de um dólar para seis dólares, limitando o acesso das pessoas aos filmes. Então a indústria trocou milhões pagando pouco por milhares pagando muito.
De modo paradoxal, no mercado interno dos EUA o numero de salas chegou a 36 mil, que posteriormente acabou se reduzindo.
Na pratica não parecia mudar tanto, mas se você imaginar o custo de cópias e investimentos associados para abastecer milhares de cinema, isso tem efeito claro. Some-se a isso que os objetivos da MPA (estou supondo) eram estratégicos e de longo prazo, pensados para recuperar uma industria que estava sob risco. O advento da Tv colorida tirou muito publico dos cinemas. A grande oferta de salas obrigava os preços a baixarem. A indústria precisou se reinventar para sobreviver. Daí surgiram as mudanças. Era necessário faturar mais no mercado externo para manter o “status quo”.

Isso explica porque o cinema americano tentou por fim ao efeito que as chanchadas tinham no Brasil. Ocorre que na década de 60 e 70, as chanchadas faziam muito sucesso. Tamanho sucesso que nos anos 70, um grande executivo da indústria de Hollywood, Jacques Valente, visitou o Brasil para pressionar o governo brasileiro para segurar o apoio dado ao cinema, inclusive ameaçando com retaliação.

As chanchadas estavam fazendo sucesso contínuo fazia cerca de duas décadas e isso incomodou bastante os planos da MPA para o Brasil.
A estratégia de reduzir os cinemas que exibiriam os filmes do tipo “A” parecia contraditória à primeira vista, mas gradualmente, sem uma contínua produção de filmes locais para suprir a demanda, muitos exibidores começaram a falir. Dois ou três estavam sendo constantemente abastecidos pelas produções americanas e ao longo dos anos 80 o numero de salas encolheu assustadoramente. O encolhimento de número de salas associado ao aumento do valor do ingresso gerou mais e mais dinheiro para certos exibidores, o que implicou numa adoção imediata da cinematografia norte-americana.

Paralelamente, a indústria de cinema nacional (que nunca foi santa) passou por diversas crises no setor, chegando a literalmente morrer completamente no Governo Collor.
As salas que restaram passaram a ser praticamente o quintal dos americanos, onde eles passaram a ganhar mais com menos espectadores.

Hoje, no Brasil, o cinema atinge menos de 10% da população. Cerca de 15 milhões de espectadores vão ao cinema ao menos uma vez por ano – fonte: relatório da Warner Bros, 2005
Para reagir à hegemonia americana, países como França e Canadá utilizam a imposição de quotas mínimas de telas para exibição de filmes nacionais. Já a Noruega, Austrália e Inglaterra financiam diretamente a produção privada de audiovisuais, por meio de programas que apoiam a co-produção e distribuição de filmes.

No Brasil, a regulamentação do cinema estrangeiro é um oba-oba danado. A MPA (Motion Pictures Association) manda em tudo e conseguir salas para exibir o recém ressuscitado cinema nacional é uma batalha constante. Graças a isso tudo que eu falei, sabe-se que o mercado do Brasil é um dos mais promissores mercados para o cinema americano, com a ocupação de 90% das salas só pra eles.

A média anual é de trinta filmes brasileiros, que enfrentam a pressão das distribuidoras pela marcação de salas.
Segundo o cineasta Leopoldo Nunes, “a produção nacional entra em cartaz e rapidamente as distribuidoras pressionam para entrar um americano. Sem nenhum pudor, chantageiam os exibidores, que acabam comprando pacotes com oito filmes ruins e dois “bons”. Todos já chegam ao país pagos.
Me parece que o  “sucesso” dos block busters é o resultado de fatores que envolvem o domínio de 90% ou mais das salas de cinema nos mercados mundiais, somado com maciços investimentos de marketing.
Segundo o que eu levantei em dados da MPAA, o custo médio de produção de um filme tipo “A” nos EUA foi de US$ 63,8 milhões, e os custos de marketing para lançá-lo chegaram a US$ 39 milhões por filme.

Me aponte apenas um único país que gasta praticamente a metade do valor total de um filme em publicidade?

Acho que só so americanos fazem isso. E pelo que vejo, dá resultado.

Uma boa metáfora é a bola de pedra que perseguiu Indiana Jones

A cada dia as pessoas são mais e mais bombardeadas pelo marketing. É ele que diz que uma coisa é boa. Aprendemos a acreditar no marketing e seguir o que ele nos doutrina.

O Marketing chegou ao ponto de se estabelecer como parâmetro único de discernimento para a acefalia das massas. As pessoas compram certos livros porque são os mais vendidos. Precisam ver os filmes que mais faturam, pois do contrário, estarão se sentindo excluídas da manada. Não há como fugir. Uma hora a bola gigante do marketing te pega e te esmaga.

Até no rádio o marketing mostra sua força. As pessoas são bombardeadas com jabás, tocando infinitamente as mesmas musicas, até que de tanto ouvir começamos a pensar que a musica é boa, daí compramos os discos da banda.  O povo lê a revista que todo mundo lê para poder ter sobre o que conversar, e assiste no noticiário praticamente as mesmas notícias, independentemente do canal que escolhe.

Estamos ficando cada vez mais pasteurizados.
O marketing te diz o que você deve comer e beber,  a Tv diz como você deve se comportar, como vai se vestir, o que irá ouvir e que atitude ter. Os jornais e revistas, lhe dirão o que você deve pensar. Fugir a isso é ser excluído, é ser cuspido para a periferia do que é “cool”.

Neste mundo em que vivemos, onde o dinheiro é o resultado prático e meta de todas as iniciativas, a questão da qualidade está tão atrelado ao retorno financeiro que não duvido que muitas pessoas normatizem sua vida pelo seguinte parâmetro:

“Não interessa se é bom. Todo mundo viu, eu tenho que ver.”

Me lembro agora de uma frase emblemática da Tati quebra-barraco: “Sou feia mas tô na moda.”

Estar na moda, e portanto ser consumido em massa é a redenção de todo e qualquer produto. Quando isso atinge as pessoas a coisa se torna preocupante.  Hoje temos as celebridades que se destacam apenas por serem celebridades.

Assim, enquanto os críticos atacam os Block Busters por sua baixa profundidade de conteúdo e simplicidade rascante ao nível do intelecto, os executivos dão de ombros e meio que repetem o bordão da Tati: “O filme é tosco mas faturou tanto!”

Enquanto alguns se iludem de que cinema é “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” ou que “cinema é a maior diversão”, os números globais da indústria mostram que cinema é na verdade um negócio sério para faturar e nada mais.

É óbvio que existem resistências, que buscam a todo custo a libertação dos modelos estabelecidos. Não nego que admiro os que tentam fazer jus ao apelido “sétima arte”, porém, na prática, os números mostram que o título deste post pode estar certo. Há uma Matemática do sucesso oculta por trás das grandes produções. Se ela está na taxa de cenas, na estrutura áurea baseada na lei de três atos dos roteiros ou nos números dos investimentos, não sou eu quem vai dizer. Acredito que a Matemática oculta esteja em tudo isso, cuidadosamente sendo articulada para capturar cada vez mais o meu e o seu dinheiro.

fonte
fonte
fonte
fonte
fonte

Um oceano de… Diamante? Isso mesmo!

February 6th, 2010 6 Comments

Nós estamos acostumados a ver diamantes sendo usados por nobres e pessoas ricas, adornando lindos pescoços de celebridades nas festas de Hollywood e em exposição em museus.

Os diamantes são pequenas pedras caríssimas e o fato de serem altamente cobiçados pode ampliar o impacto de descobrir que no planeta Netuno, existem MARES DE DIAMANTES LÍQUIDOS, onde “icebergs”  de diamantes sólidos flutuam livremente em meio a tempestades espetaculares.

Parece coisa da imaginação fértil de um loouco ou das mais mentirosas histórias de ficção científica dos anos 50, mas o fato de que Netuno possui mares de diamantes líquido está cada vez se tornando mais plausível cientificamente falando.

O Diamante é considerado o material mais duro da Terra, mas sabe-se há algum tempo, que usando temperatura e pressão suficientes, é possível derreter um diamante e torná-lo líquido.

É possível “derreter” um diamante baixando dramaticamente a temperatura e pressão, mas isso exige um equipamento de alta tecnologia.

Na primeira vez que esta estranha experiência foi realizada, os cientistas no laboratório Nacional de Sandia nos EUA, queriam derreter o diamante sem que ele se tornasse grafite. Os cientistas conheciam o fato de que em elevadas temperaturas, o diamante sofre alterações em sua estrutura e torna-se grafite outra vez. Eles então usaram uma pressão 40 milhões de vezes superior à pressão atmosférica na Terra ao nível do mar. Então o diamante se liquefez. Em seguida, usando poderosos feixes de lasers, eles elevaram a temperatura gradualmente.

Então, os cientistas mudaram a pressão para apenas 11 milhões de vezes a pressão da Terra ao nível do mar. Em seguida, reduziram gradualmente a temperatura em 50.000 graus. Pequenos blocos de diamante sólido se formaram.  Os cientistas continuaram a baixar a pressão e temperatura gradualmente para estudar o que acontecia no diamante. Foi quando algo estranho aconteceu: Um microscópico pedaço de “iceberg de diamante” flutuou livremente no diamante líquido.  O diamante superaquecido e sob alta pressão comportou-se como a água.

Esta descoberta foi interessante porque sabemos que a maior parte dos materiais terrestres se torna mais densa quando sólidas. A água é um dos raros materiais na Terra que é uma excessão a esta regra, pois o gelo é menos denso que a água líquida e por isso, flutua.

A teoria de um oceano de diamante líquido atende e explica uma questão intrigante sobre a razão que leva aos polos magnéticos e geográficos do planeta Urano e Netuno não serem correspondentes. Mais de 10% da massa total de Urano e Netuno são compostas de carbono. Segundo os cientistas, um oceano de diamante líquido no local certo poderia desviar o curso do campo magnético do planeta, produzindo resultados mensuráveis em sua rotação.

Embora seja um assunto intrigante, este tipo de pesquisa é bem difícil de ser conduzida. Tanto simular o ambiente desses planetas em laboratório aqui na Terra quanto enviar uma sonda ou aparelho para os planetas, é algo que envolverá muito tempo, dinheiro  e muita pesquisa para que seja feito.

Netuno é o planeta mais distante do nosso sistema solar (desde que plutão foi destituído, se ferrou e deixou de ser considerado planeta) o que o coloca numa temperatura de cerca de -218 graus centígrados. Além de fio, ele é grande. Netuno é o quarto maior planeta em massa e o terceiro em diâmetro. Ele tem 15 vezes a massa da Terra.

fonte

fonte

Ufo registrado no espaço causa discussão entre astrônomos

January 29th, 2010 3 Comments

Ok, antes de começar o post é importante esclarecer o seguinte: Ufo não significa disco voador e sim objeto voador cuja origem não é estabelecida.

Dito isso, eu gostaria de falar a respeito de um objeto que foi registrado e seguido por astrônomos profissionais e amadores na quinta-feira, 14 de janeiro de 2010.

Segundo as estimativas dos atrônomos, o objeto media cerca de 10m a 15metros de comprimento e passou numa velocidade consideravel a cerca de 122.310 km da Terra, 1/3 da distância da Lua.

Pessoalmente, eu fiquei estarrecido de saber que os sistemas de rastreamento captam objetos tão pequenos em distâncias tão grandes.

Segundo a  materia do Daily Mail, o objeto foi registrado primeiramente por um equipamento de rastreamento celeste do MIT no dia 10 de janeiro e então registrado também por astrônomos de outros institutos e amadores. A discussão em questão se deu sobre o que seria aquilo.

Ernesto Guido and Giovanni Sostero, astronomo italiano, acredita que se trate de um pedaço de lixo espacial na órbita Terrestre a vagar livremente pelo espaço, como aquele colega do astronauta Dave, em 2001 – Uma Odisséia no espaço.

Entretanto, fontes da própria Nasa analisaram o comportamento direcional do objeto e estimaram que seria impossível que o ojeto fosse mesmo um pedaço de foguete. Segundo o Porta-voz da agência espacial Norte Americana, aquela trajetória não é compatível com nenhum lançamento dos últimos tempos.

Sem uma explicação precisa sobre o que é o objeto, ele foi considerado um asteróide e recebeu o nome 2010 AL30. Sabe-se que o objeto em questão passa perto (em escala astronômica) da Terra a cada 5 dias.

fonte

Um celular movido a Coca-Cola

January 29th, 2010 11 Comments

O celular na foto acima é um modelo conceitual chamado Nokia Green Phone, que usaria uma tipo de bateria ecologicamente correto, chamado de bio-bateria. Criado pelo designer chinês Daizi Zheng, este conceito funcionaria colocando refrigerante no mesmo. A Eco-bateria então usaria o mesmo processo que o nosso corpo faz para obter energia. Ela quebra as moleculas de açúcar do refrigerante, produzindo como resultado final água e gás. Estas baterias estão sendo pesquisadas há algum tempo e o autor da idéia estima que elas poderiam oferecer cerca de duas a três vezes mais tempo de uso do aparelho que as baterias comuns baseadas no lithium.

Eu nunca pensei num eletrônico que obtivesse energia elétrica a partir da catálise do carboidrato. Achei a idéia boa.

Acho que a coca-cola foi escolhida por ser um refrigerante com muito açúcar. Cada lata queivale a três colheres de sopa de açúcar. Na verdade, você só não vomita porque ela contém ácido fosfórico, que atua no seu cérebro suprimindo a rejeição ao açúcar.

fonte

Aquecimento global, fato ou conversa fiada manipuladora?

January 29th, 2010 24 Comments

Não sei se todo mundo é assim, mas eu estou de saco cheio de pregações usando o aquecimento global como desculpa para encerrar argumentações das mais diversas. Nada contra a questão ecológica, que vocês sabem, eu defendo. O meu problema começa quando a patrulha do aquecimento global se torna mais e mais pesada. Fico com uma certa sensação de dejavu.
Veja, na idade média, sempre que alguém queria boicotar alguma coisa, dizia que tal pratica não estava dentro dos “preceitos do cristianismo”. Assim, quem cometesse um erro ou deslise qualquer, iria beijar a cruz no meio de uma fogueira em praça pública.

O ser humano tem certas manias que me deixam intrigado. Uma das mais comuns é essa de eleger “demônios” para combater.
Quando nós humanos não conhecíamos a ciência, nos apegávamos a única coisa que podia explicar o desconhecido, que era a religião. Nela estavam ou deveria estar, todas as respostas para todas as perguntas e aflições humanas. E quem falava pela religião? O Papa. Um humano.
Querendo ou não, certo ou não, representante de Deus na Terra ou não, o Papa era de carne e osso, e portanto, sujeito a erros de julgamento, como aquele que quase queimou Galileu na Inquisição.
Com o passar do tempo, surgiu a ciência e o edifício científico na mente humana se fortificou e se edificou de tal maneira que em muitos casos chegou a substituir e por que não dizer, rivalizar com a religião, que dominou as mentes durante séculos.

Hoje, a massa continua a mesma. A necessidade de manobra do povo continua a mesma. A sanha pelo dinheiro da burguesia, a opressão do proletariado, tá tudo a mesma coisa, e não me julgo pessimista por supor que nunca mudará, mas uma coisa realmente mudou: O oráculo.
O oráculo era uma espécie de ponto de conexão dos Deuses antigos com a Terra. Era ao oráculo que os guerreiros se dirigiam antes das batalhas, era a ele que os Reis abriam seus corações.
Hoje, este oráculo é a ciência. Tal qual no passado, o oráculo de hoje faz milagres, promessas e previsões. Algumas positivas, como a erradicação de doenças, o aumento da expectativa de vida, antevê catástrofes, traz animais extintos de volta à vida.
A ciência avançou sobre uma parte da mente humana que antes era ocupada pela religião. A diferença básica é que enquanto a religião se estrutura sobre dogmas, a ciência se estrutura sobre postulados, que podem e são constantemente atacados. Ou pelo menos deveriam.
Mas a questão que fica é: Até que ponto certos postulados científicos são tratados como religião? Seriam dogmas pós modernos?
Noutro dia, durante uma conversa com um amigo, quase apanhei quando falei que o planeta está esfriando e não aquecendo.
Eu, como leigo assumido em climatologia, mas interessado no assunto, vejo constantemente as pessoas repetirem com enorme propriedade científica, ou uma pseudo-cientificabilidade, os receios sobre o aquecimento global.
Já li que o nível do mar subiria até 60 metros, matando pessoas das regiões litorâneas. Já li que metade do mundo se tornaria um deserto, que a água acabaria, e que todos morreriam secos. E a culpa disso seria do próprio homem. Das fábricas, dos processos produtivos que geram mais e mais CO2.
A Tv e as mídias mais diversas informam que devemos consumir menos, fazer certas coisas em detrimentos de outras, em função das emissões de CO2.
Governantes se econtram em foruns econômicos mundiais para defender idéias diversas baseados em emissões de carbono. Países pobres querem receber por suas florestas. Países ricos querem que os pobres não se desenvolvam em função da atual emissão e da potencial do CO2.
O sequestro de carbono, desmatamento, fabricas e etc. São muitos os assuntos envolvendo o aquecimento global que estão todos os dias nos jornais. Mas será que devemos confiar em tudo que aparece?
Compreender e determinar onde está o ponto em que uma notícia científica em tom alarmista se torna uma moeda de troca e opressão no jogo sórdido do poder é complicado.
Para lançar lenha no fogueira sobre o debate do aquecimento global, eu gostaria de lançar mão de uma série de videos, que recomendo fortemente aos leitores do blog. Nesta entrevista, O meteorologista e e profesor de climatologia e mudanças climáticas da Universidade federal de Alagoas, Pós-doutor em meteorologia, Luis Carlos Molion, que tem mais de 40 anos de experiência nos estudos climáticos, fala sobre o seu ponto de vista acerca do aquecimento global e surpreende a todos informando que na verdade O PLANETA ESTÁ ESFRIANDO e não esquentando.

A casa esfera

January 26th, 2010 35 Comments

Desde que vi pela primeira vez esta casa, naquela novela da Globo “A Favorita” nunca mais parei de pensar dela. A casa em questão era do “abilolado ufólogo” interpretado pelo José Mayer.
Sei que muita gente curtia o visual bizarro daquela casa, enfiada no meio de uma mata. Acidentalmente, eu encontrei boas fotos da casa quando fazia uma pesquisa e resolvi postar aqui.
Ao que parece, esta casa é de verdade. Não se trata de um cenário. Ela pertence a um executivo da própria Rede Globo.
Destaque para as luminarias baseadas no sistema solar.

Grandes áreas envidraçadas permitem a franca entrada da luz, que poupa energia. As árvores ao redor provêem boas áreas de sombra, mantendo a casa fresca no verão.

Esta casa é praticamente toda construída com madeira de demolição, que dá um aspecto rístico na residência.

Subindo as escadas existe um mezanino com vista para a sala de estar e o acesso ao quarto.

Embora a original seja feita quase totalmente de vidro, madeira de demolição e alvenaria, uma coisa interessante sobre esta casa é que ela é factível de ser construída usando material compósito, com vigas pultrudadas, que não enferrujam, além de serem mais leves. Estes materiais são usados também em plataformas de petróleo, dadas as suas características físicas e mecânicas.

Eu atualmente faço parte de um grupo que está estudando a aplicação de materiais compósitos, como os usados na construção do Maglev para fazer casas modernas e leves. Os novos materiais permitem inclsuive mimetizar a aparência da madeira, dando resultados surpreendentes sem preocupação com ataques de cupins ou fogo.

É possível por exemplo construir uma casa de estruturas de materiais compósitos que são 10X mais leves e 5X mais fortes que o aço.

O vidro pode ser substituído por lâminas de policarbonato e/ou outros materiais, como o Macrolon. Nossa meta é desenvolver um sistema de kit, que permita a construção de uma casa inteira num prazo entre 15 a 30 dias corridos. Não é uma coisa barata, mas a julgar pelas vantagens como praticamente anular a manutenção periódica, a utilização de material reciclado e o não uso da madeira em elementos estruturais, além da velocidade de construção da casa, que impacta diretamente na redução do custo de mão-de-obra, um dos mais altos na construçao civil, acho que a idéia pode ter algum potencial.

Em breve iremos começar a construção de uma casa de teste, para provar a tecnologia. Ela deverá ser ecológica principalmente na questão da energia, captando água da chuva e gerando quase a totalidade da energia que consumirá com o uso de painéis solares e um gerador eólico próprio.

Paginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 ...43 44 45 Próxima
 
 
 

Pesquisa Google



Pesquisa personalizada
 

Do Twitter

Twittadas do Philipe

 
 


Improve the web with Nofollow Reciprocity.
Philipe Kling David

Posts

Comentarios

Extras

  • Yahoo Posts
  • Uêba - Os Melhores Links
  • Adicione aos favoritos do Technorati
  • Entre para nossa Comunidade
anak melayu
Política e privacidade  | Hospedado por HostGator  |  Seja inteligente, não copie posts alheios. Crie os seus!
O uso deste blog está condicionado à aceitação dos termos expressos em nossa política de privacidade.

Creative Commons License