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Cachorro comeu 13 bolas de golfe

Cachorros são animais super engraçados mesmo. tem uma fase (para alguns que dura a vida toda) em que o cachorro come qualquer porcaria que vê pela frente. De pregadeira de cabelo a faca, passando é claro, por bolas de golfe.

4499213444992126fp2 Cachorro comeu 13 bolas de golfe

Conheça Oscar. Este simpático labrador joselitou e comeu de uma só vez 13 bolas de golfe durante um curso do esporte que seu dono participava. Chris Morrisson levou Oscar para o veterinário ao escutar um estranho som vindo da barriga do animal. Chegando lá, os veterinários descobriram que OScar era fascinado por comer as bolas de golfe, que escavava dos buracos do campo. Dentro da barriga de Oscar estavam 13 bolas. Cada uma pesando 45gramas. Uma das bolas estava há tanto tempo na barriga de oscar que ficou preta e já estava se decompondo.

Foi necessário uma cirurgia com uma hora de duração para extrair as bolas do labrador.

fonte

Os cães comem de tudo mesmo. Aqui no blog eu tenho um post apanhado com algumas das coisas mais bizarras encontradas dentro de cachorros. Confira.

A vacinação contra rubéola: Esterilização em massa? Não!

Hoje a primeira dama me mandou toda preocupada um email que ela recebeu (indício de furada número um) de uma amiga falando que a vacinação em massa contra a rubéola e proposta pelo Ministério da Saúde seria na verdade uma ação velada do governo para esterilizar em massa a população do Brasil. O tal email vinha tecendo todas as relações do atual (por pouco tempo) ministro da saúde Temporão com sua posição polêmica a favor da legalização do aborto. O email é uma coisa prolífica em dados e detalhes sobre um plano cuidadosamente arquitetado para diminuir a população brasileira. O email misterioso diz ainda que em 2006 houve um programa semelhante na Argentina, e que

“Constatou-se a presença do HCG em várias amostras da vacina usada contra a rubéola. A suspeita que ocasionou a investigação foi iniciada pelo fato de que havia muito poucos casos da doença na Argentina. Esses casos não mereciam uma campanha de grande escala”

Segundo o email o tal HCG seria

Gonadotropina Coriônica Humana (HCG), um hormônio da gravidez que é necessário para que um zigoto que acabou de ser concebido se implante na parede uterina depois da concepção. Quando recebe o HCG numa vacina, o corpo o percebe como um intruso e cria anticorpos que lutam contra a presença do hormônio no corpo. A reação imunológica do corpo se volta contra a gravidez, provocando abortos quando ocorre a concepção.

Então a primeira dama, que pretende ser mamãe do gumpinho algum dia, ficou toda cabreira com o tal email e cogitou não tomar a vacina.O email conspiratório termina com um parágrafo de efeito:

“Nas campanhas de vacinação em massa na Argentina, Nigéria, Filipinas e outros países, o UNICEF mostrou que sabe aliar as piores intenções com as aparências mais angelicais”.

O VIRUS DA RUBÉOLA PODE CAUSAR ISSO AQUI:

monstro2ho5 A vacinação contra rubéola: Esterilização em massa? Não!

Fonte

rubeola1oe5 A vacinação contra rubéola: Esterilização em massa? Não!

Pessoa com rubéola. Conheça os sintomas

Muito bem. Tá na hora de desmistificar mais uma dessas babaquices que sacanas inconseqüentes inventam e soltam na internet para se divertirem vendo o pânico se disseminar. O que os caras não pensam é que este tipo de “brincadeira” pode resultar em milhares de crianças com problemas congênitos como os xipófagos ali em cima.Não é nada bonito fazer isso com os outros.Vamos desconstruir os argumentos do tal email.

ARGUMENTO TOSCO 1: Na Argentina na mesma vacina foram encontradas substancias esterelizantes.

Não foi. A informação no email é falsa (mas engenhosa, tenho que reconhecer)

ARGUMENTO TOSCO 2: Essas vacinas são aplicadas em partes localizadas estratégicamente no planeta sobre as áreas subdesenvolvidas e de superpepulação. ( Numa parceria com a unesco)

Só se considerarmos subdesenvolvidos países como a Inglaterra e Estados Unidos. Não existe absolutamente nenhuma região no mundo (incluindo países da África) em que a população tenha diminuído após vacinações de rubéola. Pela lógica mais banal, se a população não diminuiu significa que o “créu” rolou solto na velocidade 5 por lá, resultando em muitos bacuris. Como quem é esterilizado não pode ter filhos, se as mulheres de lá tiveram filhos, não houve esterilização nenhuma.Ponto.
ARGUMENTO TOSCO 3: O ministro Temporão é a favor do aborto

Meu carro é vermelho. Meu blog está na internet. O Brasil cobra mais imposto do que devia. Eu não bebo mais coca-cola. Será que tudo isso está ligado? Será uma conspiração universal? Não. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas a idéia de que o ministro José Gomes Temporão sendo pessoalmente a favor da legalização do aborto enquanto procedimento médico que hoje é realizado clandestinamente em verdadeiros açougues vitimando milhões de mulheres jovens com a conivência de setores hipócritamente importantes da sociedade parecerá um monstro aos olhos dos defensores ferrenhos da gravidez de crianças acéfalas. Pra quem é militante anti-aborto, esta idéia de que o Ministro vendo que não vai conseguir passar a lei do aborto resolve optar por um jeito mais drástico, mais eugenista, é de fato irresistível.

ARGUMENTO TOSCO 4: Qual o sentido da campanha? Por que tanto investimento nisso? Se esta nem é uma doença tão grave perante tantas outras?

A explicação é que fica muito mais difícil as pessoas saberem que tem vacinação sem serem avisadas sobre isso. Enquanto não houver telepatia global, o único jeito do povo se mexer é com grandes campanhas. Considerar que esta não é uma doença grave só pra quem não teve filho abortado ou que nasceu cego ou surdo ou com outra deformidade devido a rubéola durante a gravidez.

ARGUMENTO TOSCO 5: Se rubéola atinge a mulher grávida, por que então vacinar os homens?

Óbvio que é para que o homem não passe a doença para mulher. Além do mais, como lembrou Arie aqui nos comentários, o homem pega a rubéola do mesmo jeito que a mulher. Na mulher grávida a rubéola é bem pior, traz mais conseqüências, mas isso não significa que o homem não pegue. Pega sim.

ARGUMENTO TOSCO 6: Por que a faixa etária é justamente a idade reprodutiva? A faixa de maior fertilidade da população?

Provavelmente porque são as faixas de maior concentração populacional. Além disso, é nesta faixa que se concentra a população economicamente ativa do país. E provavelmente as faixas abaixo tomaram a vacina na infância. E talvez as estatísticas mostrem que as faixas acima já foram vacinadas e seu número não justifique uma relação de custo/benefício eficaz.

ARGUMENTO TOSCO 7: Por que até quem já teve rubéola precisa se vacinar novamente?

Quem já teve está naturalmente imunizado, mas quem garante isso? O cara pode achar que teve e não está imunizado e com isso ele é vetor potencial. Além do mais, a própria propaganda é clara que as mulheres grávidas ou que pretendem engravidar nos próximos meses não devem se vacinar. Isso significa que o governo não está preocupado com nada dessa baboseira de esterilização, senão, essas seriam as primeiras a ser vacinadas.

ARGUMENTO TOSCO 8: As taxas de natalidade na Argentina caíram depois da vacinação de 2006

Ok. Que bom. Legal. Tomara que aqui continuem assim também. A verdade é que a taxa de natalidade vem caindo em todos os países industrializados. Enquanto no campo mais pessoas significavam mais braços para o trabalho, quando a população migrou para os centros urbanos mais bocas significam mais custo, mais remédio, mais escola, mais roupas. O que era ativo virou passivo e a revolução industrial permitiu que um único cara a uma maquina faça o trabalho de 200.000 funcionários. Com isso,surgiu a idéia de crianças nas escolas. Surgiu a idéia de que trabalho infantil é sacanagem. O mundo mudou. Os três filhos que eram padrão na década de 80 agora deram lugar a um só (quando os casais tem algum). O mundo mudou. Vacina não tem nada a ver com isso. Só nas classes mais baixas o problema das familias de 20, 30 pessoas continua. No Brasil graças a falta de planejamento familiar+ignorância e descaso social, temos a calamidade das crianças grávidas, um bando de menina pobre de 12, 13 a 15 anos que vão dar feito chuchu na serra lá no baile funk e o resultado é que viram verdadeiras maquinas de fazer pivetes, porque se a vó não pegar para si a responsabilidade da criação dos bacuris, essas crianças vão mendigar nas ruas expostas ao que há de pior no mundo.

ARGUMENTO TOSCO 9: Tem poucos casos de Rubéola no país para justificar vacinar todo mundo

Foram 8683 casos confirmados em 2007. fonte Pra mim isso é muito sério. Bem mais do que foi com a tal “febre amarela” episódica que causou desespero, filas nos postos, medo na população, vendeu muito jornal fez a manchete dos noticiários numa época sem grandes notícias e logo depois, sumiu.

ARGUMENTO TOSCO 10: A vacina é obrigatória. Compulsória.

Papo furado. Você já viu alguém chegar algemado no posto de saúde para tomar vacina? Nem eu.

Além disso, você acha que uma esterilização em massa nessa proporção não geraria um caos econômico pro país? Como ficam escolas, a Jonson&Johnson e todos os milhões de estabelecimentos, fábricas, produtos e setores que dependem da natalidade para viver? Também é bom raciocinar que uma esterilização em massa só faz sentido quando aplicada na raiz do problema, que é o pobre. Pobre (segundo estatísticas do IBGE) é quem tem mais filho. Não seria muito inteligente por exemplo, privar compulsoriamente um milionário paulista de ter filhos e não vacinar o Zé das couves, servente, pagodeiro e Mc nas horas vagas, que tem doze namoradas em rodízio, todas elas ativas sexualmente. Talvez até aquela magrinha de 11 anos, filha do dono do bar na entrada do morro…

O governo brasileiro não teria nem competência para criar um plano decente de esterilização em massa. Isso é delírio.

Então, o fato é: Tome a porcaria da vacina. Não caia nesses emails de pessoas ingóbeis nem repasse estas porcarias de hoax antes investigar um pouco. Repassando esses emails de hoax, VOCÊ estará contribuindo para disseminar o MEDO em pessoas que por culpa do SEU email alarmista-conspiratório não se vacinarão e que poderão infectar grávidas, resultando em crianças abortadas ou com má formação congênita e a culpa será INTEIRAMENTE SUA!

Pense nisso.

Gnomo retorna após fazer uma viagem de volta ao mundo

Hahaha,. Este com certeza é um dos mais bizarros títulos deste blog. Mas a história não deixa a desejar.

gnomeworldwidetournt7 Gnomo retorna após fazer uma viagem de volta ao mundo

A notícia é o seguinte: Um Gnomo retornou para o jardim de uma vovó, de onde havia sido roubado sete meses atrás. O mais maluco de tudo é que o Gnomo retornou com um álbum fotográfico que mostra a curiosa estátua em diferentes lugares do mundo. O Gnomo reapareceu no jardim acompanhado de uma carta onde ele (o gnomo) dizia que resolveu viajar porque estava entediado com sua vida estática no jardim. Junto dele estava uma embalagem de transportadora, contendo o tal álbum com as 48 fotos e documentos de autorização de transporte dos seguintes países: África do Sul, Suazilândia, Moçambique, Nova Zelândia, Austrália, Cingapura, Tailândia, Camboja, Vietnã, China, Hong Kong e Laos.

O álbum mostrou Murphy – que pesa cerca de 3,6 kg – escalando uma montanha, na boca de um tubarão, nadando no mar, e andando de moto.

Murphy teve como companheiro de viagem apenas “O Urso” – embora algumas das fotos apareçam imagens de um grupo de jovens que poderiam ter sido os responsáveis pelo roubo do gnomo.
A senhora Stuart-Kelvo, dona do gnomo, disse que  “levou um choque” ao ver que “Murphy” havia finalmente retornado para a frente do jardim de sua casa em Gloucester.

A dona do gnomo disse “O Murphy havia desaparecido há  muitos, muitos meses atrás, e eu já tinha me esquecido dele.

O Gnomo da senhora Stuart voltou bem danificado e é possível que a longa viagem tenha deixado marcas irreparáveis na escultura de jardim.

Ela acrescentou: “Foi o mais estranho presente que já recebi. Fiquei pensando como é engraçado. Faz-me sorrir ver as fotos de todas as pessoas que ele conheceu em suas viagens. Foi uma surpresa maravilhosa.”

gnomephotos460789093crs4 Gnomo retorna após fazer uma viagem de volta ao mundo

O porta-voz das autoridades de Gloucestershire Constabulary permaneceu sério sobre o assunto, dizendo: “Qualquer um roubo de propriedade ou pessoa, mesmo que seja realizada como uma brincadeira, será tratada como um crime pela polícia.”

Mas a senhora Stuart Kelso-disse que está “curiosa” para conhecer o culpado. “O álbum é maravilhoso”.

Fonte

Seria este o Gnomo que apareceu dando um passeio na Argentina meses atrás? Confira:

O misterioso homem enciclopédico surge na Gávea

Quem me mandou esta história bizarra foi a Denise. A Iara, amiga da Deni mandou pra ela o relato bem curioso sobre um homem estranho e seu feito extraordinário. Vamos ver:

Cara, eu tô pra mandar esse email há o maior tempão. eu tirei umas fotos com celulares das pessoas aqui do trabalho e só consegui essas ruins por enquanto. mas servem pra ilustrar a história (não utilizo estória com “e”, pra mim já pode ser abolida ¬¬)

Mas enfim. tem uma obra mega aqui na Gávea, onde era aquela padaria xexelenta da marquês de são vicente. aí colocaram um tapume, daqueles toscos de madeira. há umas duas semanas, voltando do almoço com umas meninas daqui, umas 2 da tarde, a gente passou por um cara mais senhor, meio maltrapilho, de chinelo de dedo, com um saquinho de plástico embaixo do braço. mas não era mendigo, estava mais “limpo” pra tal e não era da Gávea, porque já conheço todos os mendigos/as daqui ¬¬
bom, esse cara estava escrevendo nesse tapume da obra. Quando passamos, ele tinha escrito mais ou menos a metade de um painel apenas. ok…achei estranho, mas pensei que devia ser um evangélico, escrevendo a palavra do senhor (zzzzzzzzzz)
até aí, esquecemos do cara e seguimos com o dia. Mas lá para umas 8 da noite, eu estava no supermercado, a Bruna (uma das meninas que estavam comigo) me manda uma mensagem no celular, falando que tinha acabado de passar pelo tapume e o cara AINDA estava escrevendo!!!
ok. fiquei bolada. no dia seguinte, eu passei pela Marquês de novo e o tapume estava TODO escrito! e tipo, eram uns sei lá, 8m de tapume. Fui parar pra ler, claro. E não era a palavra de deus, ou era, porque tinha de tudo ali escrito. várias capitais do mundo e do brasil, números, muitos números em tudo q é contexto, número da população de vários países, pessoas que foram a copas mundiais. fatos históricos, com seus respectivos anos. Enfim, tudo do mais aleatório e variado. tipo, genial. o cara era o Dustin Hoffman – Rain Man personificado na Gávea.
os dias foram passando, e colaram uns cartazes de shows por cima e tal (foi quando consegui tirar foto). E depois de uma semana tiraram o tapume xexelento e colocaram um fechamento todo schening com marca da construtora e tal. sem graça. mas consegui registrar uma parte da bela (?) obra dessa pessoa inexplicável.

As fotos:

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Pois é. Tá aí uma das coisas bem estranhas que acontecem no universo urbano.

Olhando bem para as escrituras do homem enciclopédico existem alguns elementos que sugerem que ele não estava copiando deliberadamente um livro. Por exemplo, na última foto ele escrevia “Amilcar Cabral foi o lider um lider africano”

Note que ele tachou o termo “o lider” e substituiu por “um lider”. Este erro dificilmente ocorreria se ele estivesse apenas copiando alguma enciclopédia. Substituir “O lider” por “um lider” pressupõe algum tipo de reflexão sobre a natureza da política de liderança aplicado na África. Outro fato intrigante é que livros, enciclopédias e almanaques históricos em geral tabulam os conteúdos agrupando-os por períodos históricos que correm em ordem definida. Mas nas escrituras do misterioso homem enciclopédico, ele coloca aleatóriamente datas, eventos e locais. Na última foto, vemos que em 1890 foi fundado um estado, em 1885 foi fundado outro estado cujo nome sai da foto, em 1848 foi fundado outro estado sem nome, e em 1799 (o numero não aparece na foto mas isso eu sei pelas aulas de história) tem relação com a revolução francesa. 1799 é a data do golpe do 18 de brumário. vide Nesta fase há uma ordem cronológica de fatos históricos invertida, mas a data que segue escrita no tapume quebra isso, indo parar em 1973.

Nas fotos numero 4 e 5 podemos ver que ele escreve com uma letrinha minúscula. Mas é um fato inegável que dificilmente alguém saberia dados de cabeça como por exemplo, as dimensões de Brasília: 8511499km2. Então, ele estava copiando isso de algum lugar, mas de onde? E por que escrever em tapumes?

Existem mendigos e moradores de rua (que são coisas bem diferentes) geniais. Vamos lembrar por exemplo do Gentileza…

José Datrino, como era o nome dele é conhecido apenas como Profeta Gentileza. Ele que viveu no campo amançando burros na juventude, tornou-se um andarilho urbano, com uma túnica impecavelmente branca e barba comprida. Parecia uma figura bíblica. Andou por todo o Rio de Janeiro e se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”.

Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos doze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, na qual acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espirituais.
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano”, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “Profeta Gentileza”.

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Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho.

“Ele era tido como louco. Mesmo sofrendo dificuldades, ele persistiu muito em afirmar o que pensava. As pessoas com mais idade o tem como uma referência muito forte e ao longo dos anos ele foi se tornando um verdadeiro patrimônio afetivo da cidade”, conta Leonardo Guelman, que escreveu uma tese e dois livros sobre o profeta.

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Aos que o chamavam de louco, ele respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização.

Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.
Eu conheci o Gentileza pessoalmente, num dia em que estava matando aula e resolvi passear de barca. Encontrei a figura segurando uma rosa na praça XV e trocamos algumas palavras. Infelizmente, não lembro o que ele falou comigo, porque ele falava difícil de compreender. Meio em parábolas. Todos os dias, eu vejo os escritos dele e tento ler quando vou para o trabalho.

Em 29 de maio de 1996, aos 89 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no “Cemitério Saudades”.

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Mas não é só no Rio que existem figuras tão peculiares nas ruas.

Por exemplo, você sabia que em São Paulo, um morador de rua chamado Raimundo Arruda Sobrinho, conhece a obra de grandes escritores como Machado de Assis, Camões e Paulo Prado, escreve pequenos livretos sobre psiquiatria, política, tecnologia; e exibe uma lúcida consciência sobre sua condição de marginalizado?

Acredite se quiser, este cara aqui:

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Em plena avenida Pedroso de Moraes. No meio do canteiro central. È onde ele “reside”.  Não tem como não reconhecê-lo. Trata-se de um homem vestido com roupas encardidas, calças rasgadas, uma espécie de coroa de plástico na cabeça, sentado num latão de óleo no meio do canteiro central. Raimundo, o gênio, está ali há 5 anos, no mesmíssimo lugar, como se já pertencesse à paisagem. Visto da janela dos carros que cortam o elegante bairro de Alto de Pinheiros, não passa de mais um dos quase 5.000 moradores de rua de São Paulo, sem carteira de identidade, conta bancária, cartão de crédito, sem sequer um barraco de madeira e telhado de zinco para se abrigar. O que intriga, porém, é que ele cultiva um hábito nada comum aos que estão nas suas condições:ao invés de pedir trocados no semáforo mais próximo, Raimundo, o gênio, passa o dia todo escrevendo.

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Embora afirme que seus escritos são anotações pessoais, diários, coisas que não interessam a ninguém, Raimundo escreve pequenos livretos, confecciona as próprias capas, os encaderna com linha e agulha e distribui cópias feitas a mão. As tiragens geralmente são de 45 exemplares. Logo na primeira página, uma advertência: “o autor só distribui o que produz em páginas autografadas. Este, se não for original manuscrito, hipnotizaram o autor, roubaram-lhe o original e fizeram reprodução”.No pé da página, salienta: “distribuição gratuita e perpétua do exemplar pelo autor”. Todos são assinados com um pseudônimo: O Condicionado.

Apesar da antiga paixão pela leitura, há mais de duas décadas não lê absolutamente nada, desde que se “desligou do mundo”, em 1976. Para ele, não existiram o videogame bélico da Guerra do Golfo, o desmantelamento do império soviético, o impecheament de Fernando Collor de Mello, a evolução tecnológica da informática e os 500 anos de Brasil. “Não sei quem é o prefeito, quem é o governador ou o presidente da República; não leio jornais nem vejo televisão. As notícias do mundo simplesmente não me interessam”, observa, taxativo.

Mesmo isolado, sem amigos, família ou parentes, não demonstra nenhuma inclinação para abanar o rabo aos que o procuram para uma conversa. Aqueles que o tratam como um desprotegido ou doente mental, invariavelmente recebem palavras duras em troco.

“A minha selvageria é equivalente a falta de cultura das pessoas. Só porque estou na rua, exposto a tudo, se acham no direito de me aborrecem com conversas vazias. Será que não percebem que estou trabalhando e cuidando da minha vida?”

Apesar da agressividade, revela-se um homem educado, interlocutor atento e dono de uma fantástica memória. Um dos poucos assuntos capazes de o animar para uma conversa mais duradoura é literatura. Quando envereda pela arte poética, uma de suas grandes paixões, pelo menos no tempo em que ainda estava “ligado” no mundo, os comentários são desconcertantes. “Depois dos Campos, aqueles dois irmãos que criaram a poesia concreta, não aconteceu nada de extraordinário na poesia brasileira”.

Ele é conhecido como “o filósofo da Pedroso”. Raimundo leva uma vida duríssima, mas mantém uma incrível dignidade, temperada com boa dose de orgulho. Não pede nem aceita nada que oferecem. Nem mesmo papel para escrever. Apenas dinheiro, quando está necessitando muito. Faz questão de comprar tudo o que precisa: da comida ao material para seus livros. As refeições, ele mesmo prepara, em uma lata de óleo velha, aquecida com galhos secos que laça das árvores com uma corda. Antes de preparar o arroz com feijão, lava as mãos com sabonete. Quando precisa ir ao banheiro, cobre-se com um plástico preto, estende um jornal no chão, faz suas necessidades e depois joga o embrulho em uma boca de lobo (esgoto). Debaixo de chuva, cobre-se com um outro plástico, transparente, velho, encardido, e continua escrevendo.

Arruda escreve enquanto há luz natural, com o auxílio de uma régua de 30 cm para manter as linhas retas no papel não pautado. Monta os livros, os quais distribui para as pessoas que o ajudam, com recortes de folhas de papel sulfite. Usa uma moldura de madeira de 11 cm por 16 cm para manter o espaço das margens.

Desiludido com o sistema político e as desigualdades sociais no Brasil, afirma que gostaria de deixar o país. Se pudesse, cruzaria o Atlântico e tentaria a sorte na França. Conta que já tentou procurar o consulado francês para pedir “asilo político”, mas nenhuma autoridade se interessou pelo seu caso. Na verdade, não o deixaram sequer cruzar a porta de entrada.

“Muitos fingem desconhecer a realidade em que vivemos e me perguntam por que estou morando aqui. Não tenho mais paciência para explicar o que elas se recusam a ver”

“Eu não sou morador de rua, sou vítima de um crime contra os direitos humanos!”

O filosofo da Pedroso dispara frases de alto teor reflexivo com sua lucidez cortante. Aos que insistem, Raimundo responde categórico:

“Há uma famosa lei da física que diz que um corpo tem que ocupar um lugar no espaço”.

Como um enigma, uma acusação explícita às injustiças sociais, ele simplesmente permanece ali, no meio do canteiro central de um bairro rico de uma metrópole que gaba-se de ser internacional, escrevendo seus tratados contra a corrupção humana cotidiana.

5515465467gatq9 O misterioso homem enciclopédico surge na Gávea

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Os Emos e o alimento da alma

Segundo a dica do Vinícius, saiu no Ig uma matéria sobre uma lei russa que quer impedir emos de circularem no país. Saca só:

Uma nova lei pode acabar com a onda emo na Rússia. A legislação que está sendo preparada deve tornar ilegal o uso de roupas e acessórios emo nas escolas e prédios públicos do país e pretende controlar os websites ligados ao estilo.

Na base da formulação da lei está o medo das autoridades russas de que a moda atue como incentivo a um comportamento anti-social, à depressão e ao suicídio entre adolescentes. “Este é o primeiro passo para o debate público”, declarou Alexander Grishunin, um dos nomes envolvidos neste projeto.

O texto da lei descreve emos como adolescentes de 12 a 16 anos que vestem roupas pretas e pink, cintos com peças de metal, pintam as unhas, têm piercings nas orelhas e sobrancelhas e cabelos pretos com franjas que cobrem metade do rosto.

O combate à onda emo, iniciado no Reino Unido, ganhou força há dois meses quando o casal inglês Heather e Raymond Bond culpou o estilo pelo suícidio de sua filha. A garota de 13 anos era fã de My Chemical Romance e se enforcou em seu quarto.

Fonte

Pessoalmente, eu acho isso uma besteira inócua. Até porque raramente um emo se assume emo. Note que eu não estou aqui querendo desqualificar os emos ou seu comportamento, seu jeitinho bissexunhenhenhé de ser ou suas roupas que parecem fantasias de carnaval.
Eu acho que os emos tem tanto direito de existir, mesmo considerando esta existência algo medíocre e despersonalizada, quanto qualquer outro movimento. Quando falo de movimento, estou me referindo a grupos como os Carecas do Brasil, Skinheads, punks, pitboys, góticos, rappers, darks, grunges e similares. Óbvio que todo seguidor de movimento, seja ele qual for, irá discordar disso alegendo que seu movimento é o melhor, evocará as bases históricas e filosóficas que justificam sua existência. Dirão que seu som é o melhor e ignorarão o fato de que são manipulados por um sistema ardiloso que visa fazê-los consumir mais e mais, comprando, vestindo-se e agindo pensando como mais interessar ao capital.
Eu entendo que o maciço dos ataques aos emos tem como razão de ser um preconceito sexual velado. Isso porque os emos, fãs do som emocore que se assumem como tal, ostentam com orgulho uma pretensa fragilidade emocional que vai de encontro ao senso global que dita o comportamento humano.

Passamos a vida ouvindo que devemos ser fortes. “Homem não chora”, coisas deste naipe.

Cultuamos líderes e mártires que são ícones da força e da coragem. O mundo é frio duro e escuro. Nossos heróis são fortes, sérios com voz de quem precisa de uma pastilha Valda, como o Batman. Este é um mundo sem espaço para os seres emocionais.
Eu acho que estou ficando velho, porque já passei por uma fase, lá pela quarta-série onde tudo que um garoto como eu queria era ser um PLAYBOY. Sim, acredite ou não, quando eu estava na quarta-série, ser playboy era algo desejado. Eu morava num prédio onde havia um playboy. Não era qualquer um. Era o LEGÍTIMO PLAYBOY PURO-SANGUE!

Era um cara adulto, fortão, que tinha uma tatuagem no ombro. Ele vivia andando sem camisa com uma moto super legal e colecionava bonequinhos de star wars. E eventualmente, enchia a mulher dele de porrada. Eu não falava com este sujeito, apenas o observava à distância, porque crianças não falam com playboys. Aliás, até falam. O vice-versa é que não acontece de jeito algum. Mas eu lembro que aquele cara era um exemplo do que eu ambicionava ser quando crescesse.

O PLAYBOY E O ITALIANO

Eu me lembro que um dia, eu havia acabado de comprar um italiano na cantina da escola e me preparava para mordê-lo com toda vontade, quando um daqueles garotos que eu odiava, surgiu na minha frente e disse:
-Me dá uma mordida aí, playboy?
Eu entreguei ao cara todo o meu precioso italiano. Não precisava mais daquilo, já que o “playboy” ao final da frase funcionou como uma plavra mágica que alimentou meu espírito. Eu me senti o foda dos fodas e mesmo vendo o garoto comer TODO o meu lanche, aquilo não impotava. Nada importava. Ele havia me chamado de playboy.
Naquele tempo, eu tinha um amigo chamado Arturo. O Arturo escreveu com liquid paper na mochila emborrachada da Company dele, uma frase emblemática: “Arturo é playboy” e andava hostentando aquela merda como se aquilo de fato o transformasse num almejado playboy. Eu secretamente me sentia superior, já que havia sido considerado um playboy de verdade pelos meus pares. E isso soava como algo mais importante do que uma auto-proclamação como a do Arturo.
Então o tempo passou e lá pela sexta-série, ser playboy virou algo detestável. Isso aconteceu de uma hora para outra e não sei dizer exatamente como, eu passei a odiar os playboys. O legal agora era sacanear as pessoas que se julgavam playboys. E Arturo deu o azar daquele liquid paper não sair da mochila dele. resultado, Arturo comeu o pão que o diabo amassou porque a mãe dele se recusou a comprar outra mochila pra ele e o obrigou a ir mais um ano inteiro com aquela frase maldita nas costas dele. A moral agora era ser surfista.
As meninas tinham um papel importante nisso porque na minha escola, elas funcionavam como antenas que detectavam as tendências da juventude. Se meninas gostassem de playboys, ser playboy era tudo que um cara como eu desejaria ser. Mas se elas resolvessem eleger um surfista como “o cara”. Os playboys eram imediatamente relegados ao plano da desgraça e o quente era ser um surfista.
Daí veio a era do metal. Surgiram as primeiras meninas que curtiam usar camiseta preta com bandas e falavam sobre coisas satânicas, ou pretensamente satânicas, como o Slayer, Pantera, Sxxon, Iron Maiden. E elas fumavam escondido. Eu não fumava mas confesso que sentia uma certa atração por garotas que faziam isso, porque elas tinham um elã de transgressoras, de liberadas. E bastava isso para imaginar que essas meninas davam. Meninas que “davam” me atraíam para suas órbitas como buracos negros.

Nesta época eu juntei meses de mesada e troco de padaria sonegados da minha mãe para poder comprar uma luva cheia de pinos numa loja escura e sombria que vivia tocando um metal pesado. Eu tinha medo de entrar nesta loja, porque na minha cabeça todos os metaleiros andavam em Harley Davidsons com caveiras no lugar dos faróis e nas horas vagas, esquertejavam moleques como eu a golpes de correntadas. E isso acontecia nos fundos de bares de subúrbio e becos infectos.
Mas ainda assim, mesmo com um cagaço enorme, eu adentrava aquele templo escuro de musica que mais parecia uma nave Klingon para olhar as capas dos discos. Eu não conhecia muito de Metal, mas amava olhar as capas com caveiras flamejantes apontando seus dedos ameaçadoramente, dragões no alto de montanhas, e principalmente as capas do Iron, com o morto vivo Eddie, que eu me esforçava para registrar na memória e depois passava horas tentando redesenhá-lo nos meus cadernos durante as aulas de Matemática. Os fãs que me desculpem, mas no dia que eu ouvi o som do Iron Maiden, fiquei decepcionado, porque imaginava que uma banda que tinha o eddie como figura registrada deveria ter um som muito melhor.
Mas o lance era usar as camisetas, tirar uma onda. E ficar ligado nas rádios que tocavam essas coisas.
O tempo foi passando e eu fazia tudo que estava ao meu alcance para negar o fato de que eu era um nerd. Para tal, usava como argumento minhas baixas notas de Matemática. Nerds são bons alunos…
O problema é que eu andava com os nerds. Meus amigos eram nerds e eu era considerado um nerd. Isso piorou quando na sétima série comecei a usar óculos. Enquanto a luva com espetos da sexta série funcionou como um atestado de metaleiro (só na minha cabeça), os malditos óculos me coroaram um nerd.
Eram os tempos difíceis do pré-ginasial, quando se você não é surfista, não é playboy, não é metaleiro, nem punk nem esportista, então você não é nada. E nada não é convidado para festinhas, não recebe cumprimentos no pátio e muito menos beija na boca. Esta época é terrível, porque você começa a ver um movimento de meninas distribuindo convite de festas de 15 anos e você, o nerd de merda, o pária, não é convidado.
Eu odiei meus óculos do fundo do coração, porque na sétima série, ser nerd era ainda pior que ser playboy. Já não adiantava manter segredo sobre minha vida oculta de jogador de RPG e colecionador de bonequinhos de chumbo. Os óculos eram um atestado do meu status social colado à minha cara.

Eu só consegui algum tipo de diferenciação social quando comecei a trabalhar duro para me destacar na escola, formando uma nova classe só pra mim, que era a de “maluco”. Ou artista.
Ser maluco era fazer coisas como escrever uma redação suficientemente legal para ser lida de mão em mão na minha sala, todo santo dia. Era desenhar bem, pintar e esculpir.
Então, estávamos chegando na era da internet e dos computadores. O Windows virou o que virou, fazendo do titio Bill o cara mais rico do mundo. Isso inverteu a polaridade do jogo dos grupos sociais na escola. Bill Gates pode não ter consciência do bem que ele me fez, mas o fato é que seus milhões de dólares no bolso foram a redenção pra mim e para milhões de psiconerds, que viram o respeito crescer na proporção direta em que nos apropriávamos da tecnologia e da informática.
Hoje, vejo pessoas que não são nerds querendo dizer que são. Ou fazendo um jogo ainda pior, que é o de dizer que não são, para você pensar que são, sem perceber que o que eles querem é justamente que você pense isso deles. Nerdice virou sinônimo de inteligência low profile.
Eu já estava na oitava série e era aquela fase que antecede o temível vestibular. O purgatório escolar.
E neste tempo surgiram os punks, surgiram os góticos, e uma galera estranha. Surgiram os caras da fumaça, do cigarrinho do capeta, surgiram os primeiros caras com carros (os playboys, que quase sempre, eram ricos e mimados) e as meninas que realmente davam.
Então, foram surgindo grupos e mais grupos, estilos e mais estilos. Sempre foi assim. Sempre será.
Veja por exemplo o conflito entre os fãs de Rebelde (RBD) e os fãs de High School Musical (HSM). Este conflito já está em decadência agora, mas esteve forte até o fim de 2007 em todas as salas de aula da primeira à quinta séries.
Este papo todo é pra mostrar um fato simples. Esses rótulos sociais sempre existiram. Sempre existirão. Acabando um, surge outro. São parte da necessidade humana de se agrupar. A ação hostil contra um ou outro grupo é um ingrediente que alimenta o mesmo. Tal qual o garoto que comeu meu pãozinho no recreio da escola, apenas me chamando do que ele sabia que eu desejava ser, as autoridades que reconhecem os Emos enquanto grupo dão a eles o que eles mais querem. Um atestado de existência. E isso basta. Isso alimenta a alma.

Garis bailarinos

Acho que virou moda o lance dos garis bailarinos. Um gari auto-intitulado Billy Clean virou celebridade em Hounslow, oeste de Londres ao limpar a calçada fazendo passos de dança muito loucos. Alguns dignos de Michael Jackson.

O cara é um imigrante polonês cujo nome é Zbigniew Colbecki e virou febre no you tube. Já tem gente imitando ele em boates e tudo. Fonte
Mas isso é originalidade? Pelo que me consta o gari dançarino é legítimanente brasileiro.Renato Luiz Lourenço é o nome do cara que estava escalado para limpar o sambódromo e fez isso sambando. A coisa se repetiu ano a ano e ele virou um tipo de celebridade anual de poucos minutos de fama. O cara até foi convidado a levar a tocha do PAN porque é uma referência da cidade do Rio e do carnaval carioca. Ele é funcionário da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) há 12 anos.

Parentesco antepassado

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Dois moradores de uma vila no vale Söse na Alemanha descobriramseus tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tatara-tataravós.

Isso foi possível usando análise do DNA encontrado em ossos da idade do Bronze bem preservados. Manfred Hucht-hausen, de 58 anos, é professor e  Uwe Lang um inspetor de 48 anos. Ambos podem aclamar o recorde de possuir a maior árvore genealógica conhecida no planeta. O Senhor Lange traçou a árvore genealógica de seus ancestrais até o nome de numero 1550 e agora pode rememorar nada menos que 120 gerações.  Eles também descobriram que seus ancestrais podem ter tostado e comido membros de seu próprio clã.

Fonte

Poltergeist, crime ou pegadinha? O mistério da casa que começou a jorrar sangue.

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Um estranho mistério começou a acontecer numa casa em Jundiaí localizada num bairro de nome totalmente apropriado: Jardim Bizarro.
2605879065 f5b43ff509 Poltergeist, crime ou pegadinha? O mistério da casa que começou a jorrar sangue.
O fenômeno teria começado no último domingo, por volta das 17h30. Ao sair do banho, a dona de casa que mora na residência começou a gritar ao perceber um esguicho de sangue saindo do chão. Na seqüência, ela disse que o líquido apareceu em outros cômodos da casa. Na segunda-feira, o fato teria se repetido. “Esguichava uns 20 centímetros. Gritei muito porque não sabia o que fazer”, relata a aposentada, católica fervorosa. O marido dela relata ainda que o sangue só aparece no momento em que a mulher se banha. “Usei o banheiro e nada ocorreu. É um mistério o que ocorre.” O padre João Estevão da Silva visitou os moradores e irá fazer uma oração especial na residência.

Veja mais detalhes sobre a curiosa notícia:

O delegado Marco Antônio Ferreira, do 6º DP, investiga o caso e descarta que seja algum tipo de armação feita pelos moradores, um casal de aposentados. Eles reclamam que nos últimos domingo (15) e segunda (16), por volta das 18h30, um líquido que parecia sangue começou a jorrar do piso do banheiro, da cozinha, da sala e de um dos quartos, a uma altura de 15 cm.

“É mesmo sangue humano. Já estava arquivando o caso, pois, em uma análise preliminar, pensamos que o líquido poderia ser tinta. Mas é sangue. Não trabalho com paranormalidade nem com fraude, já que os dois moradores não tinham motivos para mentir. Agora quero descobrir quem colocou o sangue lá”, afirmou Ferreira.

O delegado afasta a hipótese de ter ocorrido um homicídio no local. “Sangue é tecido. Só sai de pessoa viva. Visitei a casa e vi que tudo estava normal. Não tem nada de errado por lá. Penso até em voltar ao local para tomar um café com os dois”, brincou.

Os aposentados não querem falar com a imprensa. Procurados pelo UOL, disseram que querem privacidade e não gostariam de ser identificados. O delegado também tentou impedir qualquer contato com o casal. “Eles estão muito assustados. Quando viram o sangue saíram correndo para avisar o padre, que os orientou a virem para a delegacia”, contou. O casal se recusa a abandonar a casa.

Ferreira mandou o material coletado ao Instituto de Criminalística de São Paulo, que deve fazer uma exame de tipagem sangüínea e comparar com o sangue do casal e da filha deles, que mora em um bairro afastado de Jundiaí.

Jardim Bizarro
Os moradores do bairro também estão assustados. Com medo do acontecido e também de que os imóveis da região percam valorização com a repercussão do caso, os vizinhos da casa que jorra sangue não querem se identificar.

Uma das moradoras disse que, no domingo, um grupo de 20 senhoras se reuniu para rezar. “Somos todas muito católicas. Quando ficamos sabendo fomos até lá rezar o terço”, contou. “O cheiro era insuportável. Tudo estava vermelho. Depois de rezar, começamos a ajudar na limpeza da casa.”

Outra moradora, que se identificou como Ângela, falou que não visitou a casa desde que o sangue apareceu, mas que não desconfia do casal: “Eu os conheço há anos. Moram aqui há 38 anos. Só eu, moro neste local há mais de 50. Nunca nada parecido aconteceu”.

Ângela afirma que recentemente fatos estranhos começaram a acontecer pelo bairro. “Aqui sempre foi tudo muito pacato. De uma semana pra cá, um jovem foi assassinado, outro foi jogado de um trem e, agora, sangue começou a surgir do nada. Estamos assustados.”

“Dizem que o fato da vila ter bizarro no nome atrai mau agouro”, diz Ângela. “Pode até ser. Deveríamos mudar. Se bem que Bizarro é o sobrenome de uma família muito tradicional da região. Eram donos de uma loja de materiais de construção no passado. Um nome como qualquer outro.” Fonte

Eu não sei o que pode ser isso. Se fosse uma aventura do Scooby Doo, a explicação seria que alguém quer comprar a casa para construir um prédio ou shopping e criar um medo de fantasmas faria com que os donos dessem o fora. Mas este é o mundo real e por mais Gump que ele seja, não é o mundo do Scooby Doo.

i1799144 comunipadrequevedo2 Poltergeist, crime ou pegadinha? O mistério da casa que começou a jorrar sangue.Segundo o Padre Quevedo, que costumeiramente não acredita em nada que não seja relacionado à milagres da Igreja Católica, fenômenos como estes na casa no Jardim Bizarro já aconteceram antes. Segundo Quevedo, uma das hipóteses é que tenha ocorrido um fenômeno da parapsicologia chamado aporte por telergia, que é a exteriorização de um problema psicológico.
A causa pode ser decorrente de problemas como depressão, angústia ou dupla personalidade.

Quevedo afirma que o aporte por telergia ocorre quando há uma transferência da energia corporal da pessoa que se manifesta na materialização por meio de alguma substância, que pode ser, no caso, o aparecimento de manchas de líquidos.

O fenômeno ocorre em um espaço de até 50 metros entre a pessoa e a manifestação e pode atravessar paredes, muros, janelas e chão.

“Não tem nada de demônios, espíritos ou coisa do tipo, sendo algo freqüente dentro da parapsicologia” Disse Quevedo.
Até o fim das investigações, não dá pra afirmar categoricamente que é truque, golpe, poltergeist ou fenômeno paranormal. Este é o mistério do Jardim Bizarro.

Dica do Fernando

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