Bubble Gum Alley é o nome do lugar onde existem milhares de chicletes colados. São chicletes mastigados que as pessoas colam há décadas naquelas paredes. O Bubble Gum Alley fica no centro da cidade em San Luis Obispo. Uma atração bizarra na Califórnia.
Acredita-se que os alunos de uma escola próxima começaram a colar chiclete nas paredes loo após a Segunda Guerra mundial, e o fenômeno nunca mais parou.
O beco é controverso em todos os sentidos. Um deles é o histórico. Apesar de ser coberto de chicetes de todos os tipos e marcas, o Bubble Gum Alley realmente começou a se formar quando estudantes de escolas diferentes iniciarm uma rivalidade sobre quem colava mais chicletes. A coisa degringolou de tal maneira que as autoridades locais tiveram que fazer uma gigantesca faxina no beco nos anos 70. Mas desde então ele não foi mais limpo.
O problema do beco é que se transformou em atração turística bizarra, mas como não é considerado uma atração turística oficial, muitas pessoas usam o beco para usar drogas, fazer suas necessidades fisiológicas (1 e 2) e até vomitam nas paredes. O objetivo disso é sacanear os turistas retardados que tem mania de ir até lá só para lamber as paredes.
Caraca, que coisa nojenta. Vermes que crescem no rosto humano. Confesso que fiquei com náusea de ver esta merda. Mas era bizarro demais para eu não postar. Os vermes surgem na pele do rosto porque a comida foi infectada com fezes de cães contaminados (ou era isso). O que é mais nojento? Comer as fezes ou ter minhocas na cara? Um detalhe peculiar que passa batido. O médico esfrega uma BARATA VIVA na cara dos pacientes, e é isso que provoca a saída dos vermes.
Eu queria que todo mundo fosse normal fisicamente. Mas isso não é possível. Aqui no Mundo Gump já vimos pessoas peludas, pessoas azuis, animais com sete pernas e com duas ou mais cabeças. O ser humano não está fora deste grupo.
Para começar bem o dia aqui está uma notícia com video embutido mostrando a pessoa com o maior tumor na cara que se tem notícia. Não recomendo para pessoas fracas e sujeitas a desmaios. Trata-se da história de um homem chinês que tinha um tumor com mais de 20 kg na face.
A segunda notícia grotesca do dia é a do cara que tem a maior mão do mundo. Curiosamente, ele também é chinês. A doença é rara e se chama macrodactilia. Lui Hua é o nome do cara que tem o dedo tão gigantesco que necessitou de um mutirão de 20 cirurgiões plásticos numa cirurgia histórica que levou sete horas ininterruptas para reduzir a mão do cara a proporções mais aceitáveis. A cirurgia só foi possível porque nos últimos anos o crescimento dos dedos de Lui estabilizou. Já está marcada uma nova cirurgia-mutirão para dar continuidade ao trabalho. fonte
Mais uma da China. A menina que tem o maior pé do mundo é Shen XiaoJing. Olha só o naipe do pezinho da garota. O pé direito de Shen mede 32 centímetros de comprimento por 12 centímetros de largura. Nem a Vovó Mafalda calça um sapato assim. O esquerdo mede 30 por 11 cm. O dedão é respeitável, com 11 centímetros de largura. Por toda sua vida, Shen usou sapatos feitos sob medida pela sua mãe. Agora que está na idade de casar o problema da garota está em achar alguém, já que todos os caras fogem correndo quando vêem o pézinho gigante da garota. Ela devia tentar arrumar um cara no japão. Como diz o ditado, lá “sempre tem um bizarro velho para um pé mutante”. Fonte Adivinha da onde vem o bebê com três braços? Isso mesmo, da China. Lá nasceu Jie-Jie. Um piá com três braços. Um deles não parece funcionar direito. O bebê chora quando este braço é tocado. O bebê nasceu sem um dos rins. Os médicos planejam retirar o braço estepe do garoto numa cirurgia.
Pra não dizerem que eu estou de marcação com os Chineses, aqui está o bebê mais estranho do mundo, que nasceu no nepal. Ele é tão estranho que suspeitou-se de ser um cruzamento extraterreno-humano.O bebê chamado apenas de “bebê bizarro” nasceu em Charikot com 2k de peso! A cabeça saindo direto dos ombros e com uma cara que mais parece de sapo do que de gente. Isso era ressaltado pelos gigantes globos oculares. Ele nasceu do casal Nir Bahadur Karki e Suntali Karki no Hospital Gaurishnkar. O bebê morreu após meia hora de nascido. A notícia do bebê semi-alien correu pelo nepal, levando a uma enorme multidão de curiosos cercar o hospital. A polícia foi chamada para tentar conter a multidão. Fonte
O bebê cíclope, como foi chamado nasceu na ìndia. Ele é portador de uma doença cromossomial rara chamada ciclopia. Os médicos suspeitam que o bebê tenha nascido assim em função do uso de um medicamento para conter o câncer que a mãe teria tomado na gravidez. Fonte
De um ponto de vista otimista, nascer com um olho só ainda é melhor que nascer sem nenhum, como aconteceu com este vietnamita. Há fortes suspeitas que a contaminação por agente laranja tenha gerado milhares de deformações e defeitos congênitos de todos os tipos no Vietnã.
No Brasil também surgem casos sinistros envolvendo nascimento com má formação fetal. Um dos mais estranhos que se tem notícia foi do bebê que nasceu numa calçada. Ao realizar o parto de emergência numa indígena, os dois policiais não estavam preparados para dar de cara com um bebê sem nariz e com uma tromba na testa. Onde deveriam estar os olhos havia apenas um buraco. Numa das mãos do bebê havia sete dedos. Fonte
De fato, existem doenças dos mais variados tipos. Algumas érias, outras nem tanto. Uma bem rara e estranha é a “Síndrome do boneco da Michelin”. Acredite ou não, este é mesmo o nome popular da doença, que gera um efeito parecido com aquele da racça de cães sharpei, onde a criança com suas dobrinhas naturais vem de fábrica com MUITAS dobrinhas extras. Leia mais sobre esta doença tão rara que até hoje só dois casos foram descobertos.
Bem, primeiro de tudo: Pegue uma salsicha de boa qualidade. Eu chamo de salsicha de boa qualidade a salsicha mais barata e suja que tiver no mercado. Acontece que a “qualidade” da salsicha é medida na razão inversa de seu valor, uma vez que toda salsicha é nojenta. Logo, se todas são nojentas, o único critério de desempate qualitativo é o preço.
Um amigo meu que já foi numa fábrica de salsichas, nunca mais comeu salsicha na vida. Seja lá o que ele viu naquele lugar, eu adoro comer cachorro-quente, e acho que independente do que ela contenha, não poderá me afetar muito além do que o churrasquinho de gato que me deu a solitária (leia sobre minha aventura com a solitária no link aqui do lado) . Parece que a salsicha leva até fibras de jornal velho em sua composição. Hummm… Jornal velho. Mendigos cobrem-se com jornais. Gaiolas de passarinho são forradas com jornais. Chegou a dar fome agora. Bem, seja como for, pegue sua salsicha (crua), pegue dois garfos e espete um de cada lado. Ligue a energia em cada garfo (siga o tutorial aqui no link) . Depois espete alguns leds na salsicha e veja que bela árvore de natal se formou no seu prato. Lógico que comer a salsicha elétricamente carregada lhe dará um belo chocão. Então é tudo uma questão de efeitos visuais.
Se você não quer fritar uma salsicha usando energia elétrica, poderá ficar inspitado ao ouvir esta incrível história sobre duas irmãs e uma salsicha. Ok, esqueça o filme pornô de gêmeas lésbicas virgens enfiando salsichas em lugares inapropiados. Não é disso que vou falar.
A história começa 54 anos atrás, quando Flora Zimbelman resolveu zoar a irmã. Ela foi até a cozinha, pegou uma salsicha na geladeira e enfiou no bolso do casaco da irmã. Rose, a irmã de Flora estava distraída e quando enfiou a mão no bolso, descobriu uma coisa pegajosa e cilíndrica. Tomou um susto. Quando viu que era uma salsicha, Rose ficou puta. Sacou que era mais uma das sacanagens da irmã. Rose pegou então a salsicha e enfiou numa carta e remeteu de volta para a irmã, com um bilhetinho malcriado sobre onde ela deveria manter seu lixo. Estava criado o jogo. Nos anos que se seguiram, Flora ficou tentando encontrar maneiras criativas e enviar a salsicha de volta para Rose. E Rose devolvia para Flora. E esta brincadeira já dura 54 anos. Flora já encontrou a salsicha sob o travesseiro, dentro do armário da cozinha, em vários lugares. A salsicha incrívelmente é a mesma. E está em estado crítico, como vemos na foto. Recentemente, Flora perdeu a irmã para o câncer, o que fez com que ela ficasse triste sempre que olhava para a salsicha.
Agora, você já se perguntou do que é realmente feita a salsicha? Carne de cavalo? papelão? Papel higiênico? Miúdos de porco? Carne de gato? Talvez, nas salsichas sem marca, feitas em fundo de quintal e sem inspeção sanitária. ( realmente foram descobertas firmas que faziam salsichas sem condições de higiene, usando carne de cavalo e papelão triturado mesmo!) Mas as Salsichas de marcas conhecidas são diferentes.
SALSICHA – MODO DE FABRICAÇÃO E COMPOSIÇÃO:
Carne mecanicamente separada de frango, gordura suína, carne bovina, água, carne suína, proteína isolada de soja, amido, sal, maltodextrina, condimentos naturais, estabilizante polifosfato de sódio (INS 452i), realçador de sabor glutamato monossódico (INS 621), aromas: naturais: de fumaça e de pimentas brancas e da jamaica, antioxidante eritorbato de sódio (INS 316), conservador nitrito de sódio (INS 250) e corante urucum (INS 160b). – Ingredientes da Salsicha Sadia…..
Engraçado como certas criaturas tão feiosas podem ser tão boas. Nós ocidentais estranhamos o hábito dos orientais (chineses, coreanos e etc) de comer insetos. Mas se a gente pensar bem, o camarão, esta coisa tão gostosa… É nojenta. Olha bem para um camarão.
Imagine-se olhando pra este bicho sem saber que gosto bom ele tem. Aquelas dezenas de perninhas, as antenas enormes… A cabeça que é metade do corpo com os olhos pretos saltados para fora e cheia de merda dentro… Gente, é nojento. Nós só comemos o camarão porque estamos habituados a fazer isso e sabemos que é muito gostoso. Pode ser que algum inseto seja bom e a gente nem sabe, porque nunca provou, ué.
Por exemplo, no méxico as pessoas compram saquinhos de pipoca cheios de moscas e outros bichos que são vendidos a granel em feiras populares. Imagina só encher a mão de mosca e comer como se fosse pipoca no cinema. Muita gente vomitaria só de ver alguém fazer isso, mas talvez essa pessoa cheia de frescura coma satisfeita um belo camarão. Ou o que seria bem pior, comeria um mexilhão. Ou ainda mais horrendo: Uma ostra! O mexilhão é o tipo de xavasca marinha embutida numa concha feiosa cheia de pentelho que a prende firmemente à rocha. Não obstante a aparência gineco-grotesca do mexilhão, ele ainda é um tipo de filtro de impurezas marinhas, que fica tirando tudo que não presta da água e guardando pra ele. Assim o cara que come o mexilhão que nasce na Baía da Guanabara, está tendo uma refeição tão higiênica quanto a maconha de xixi. No entanto muita gente (eu incluso) adoram mexilhão. Ostra então eu adoro. Lógico que é aquele tipo de coisa que você come apagando de sua mente que : 1- É verde 2- Está vivo 3- Tem textura de catarro 4- Também filtra as porcarias do mar Eu amo invertebrados. Tenham, eles carapaça ou exoesqueleto, ou ainda, que sejam gosmentos abarrotados de tentáculos, sem nada ósseo além de um bico. Mas até onde vai seu nojo? Já se perguntou? Uma coisa que eu acho deliciosa é o caranguejo, guaiamum, siri e correlatos. Imagina comer um bicho desse naipe, que beleza:
Esta foto é uma dica do Gustavo.
Na falta de uma lagosta, que se pensarmos friamente, é um baratão submarino, eu me contento com estes belos bichinhos do lodo. O legal do caranguejo, é que ele vive no mangue enterrado numa lama com aparência merdelhótica e cheiro idem. E os caras vendem isso na beira das estradas, com um monte desses bichos enrolados numa corda se mexendo lentamente, cheios da lama preta parcialmente coagulada. Mas e daí? E daí que o bicho tem perninhas peludas? E daí que ao brir a carapaça sai uma água preta de dentro dele? Se a gente for pensar, não dá pra comer nada. Ainda mais na rua, onde não fazemos idéia (ainda bem) das condições de higiene de uma cozinha de restaurante. Uma vez, a Nivea foi no Paraguai. A Nivea é cheia de frescura pra comer. Sabe aquele tipo de mulher fresca que tem um radar para detectar um traço químico de cebola numa proporção de 1 pra um milhão e aí simplesmente não come? Pois é. Ela foi no Paraguai e viu pela fresta de uma janela aos fundos do restaurante, como é que eles lavam os pratos lá. A cena é o seguinte: Um sujeito raspa a comida de cima do prato com uma faca e passa o prato sujo para o cara que “lava pratos”, que molha um pano de prato ensebado numa bacia de água imunda e esfrega este pano na superfície do prato e empilha o mesmo na seção de “pratos limpos” onde a pessoa que entrar no restaurante irá comer. Lindo não? Quase poético. Quer ver uma situação nauseabunda corriqueira? É comer feijoada e encontrar um pedaço de orelha de porco com aqueles cabelinhos. Quer dizer, se os cabelinhos estão ali, porque será que a cera de ouvido do porco não estaria? Você come? Não? Eu como, amarradão. Afinal, o que não mata, fortalece. Além do mais, eu me preocupava com a qualidade dos alimentos que eu ingeria quando eu ainda tinha flora intestinal. Agora que já alcancei o nível de ter FAUNA, não esquento a cabeça mais. O que eu mandar pra dentro, o Harry Jr. come.
Um fisiculturista por si só já é uma aberração. Digo no bom sentido da palavra, uma vez que é algo que não acontece espontâneamente na natureza. Essas pessoas ficam malhando meses e meses nas academias em busca de esculpir em seu próprio corpo várias dezenas de bolotas de músculos, e então, seguem para shows onde farão força suficiente para encher a microsunguinha de cocô, com os corpos besuntados de óleo. Tudo isso para ganhar o quê? Um troféu. Fala sério. Isso não é pra mim. Mas respeito o cara que tem coragem pra entrar nessa e malhar até virar o Hulk. Eu que pensava que a maior maluquice que um fisiculturista fazia era tomar anabolizante de cavalo… Santa Inocência! Agora eles estão Injetando Synthol, um tipo de óleo baseado em triglicerídeos e álcool benzílico (a gosma usada no corpo deles para brilhar na competição) no próprio músculo.
Quando injetado no músculo, o Synthol dá a ele uma aparência inflada, já que o corpo leva muito tempo para absorver a mistura. Os fisiculturistas que recorrem a este tipo de atitude arriscam-se a sofrer varios problemas, entre eles, o embulismo pulmonar, que pode ser fatal. fonte
A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna. Era uma merda quando isso acontecia. E acontecia eventualmente, quando ela tinha que dar aulas na pós graduação. O costume de dormir junto é um troço impressionante. Aliás, um dos motivos pelo qual casei (talvez a Nivea venha a saber isso lendo aqui). Foi um dia que eu dormi do lado dela. Imediatamente aquele treco fez um certo sentido na minha vida. Não é muito simples de explicar. Tipo assim, o dia que meu cachorrinho, que só comia ração comeu um bom pedação de carne mal passada de um churrasco. Deu pra ver na cara dele: PLIM! ele havia descoberto o motivo do universo. O sentido da vida.
Parte dessa emoção senti quando dormi (Embora eu também adore, não estou dizendo sexo. Estou dizendo SONO) com a Nivea, coisa que não havia acontecido até então com nenhuma namorada.
Mas vamos pular essa lenga-lenga, que a história urge:
A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna, uma cidade que é um forno industrial de quente e eu fiquei em casa. Com o tal do costume, sem a NIvea, eu fiquei fritando na cama de um lado para outro pela madrugada à dentro. Nada de conseguir dormir. Em parte porque não dava, em parte porque eu secara uma garrafa de 2,5l de Coca-COla e tava ligadão.
Então vi o intercine, o segundo filme, o corujão. Aí resolvi forçar a barra. Desliguei a Tv e fiquei ali parado. Olhando para o teto. Fiquei ali paradão. Esperando o sono chegar. A escuridão do quarto. O teto… Eu tentei manter a cabeça vazia, sem pensar. Só quem tentou sabe como é difícil fazer isso.
Entre um cochilo e outro, o sono flutuando, fraco, eu acordava. Paradão. Ali com os olhos fechados. Acordava mas não dava o braço à torcer. Ficava como se tivesse dormindo. Meio que fingindo pra mim mesmo.
Aí aconteceu.
Eu senti uma coisa andando dentro de mim. Uma coisa estranha. Parecia uma cobra. Eu continuei parado. O silêncio da noite à minha volta, eu senti aquilo e de repente, parou.
Imaginei se não tinha dado uma sonhadinha rápida, realista o suficiente pra acreditar que era real. Nem abri os olhos. Mas fiquei alerta.
Dali um teeempão que pareceu não mais acabar, senti novamente e era uma sensação legítima. Não era sonho porra nenhuma. Era uma coisa de verdade dentro de mim!
Caralho, meu. Tinha uma coisa viva dentro de mim!
Ou eu tava grávido ou era o alien! Tinha que ser uma lombriga.
Olha a cena: Eu ali, na cama. Quatro e cacetada da madruga. Um cachorro latiu ao longe. Eu suando frio, na mesma posição de cadáver, horas sentindo nada menos que alguma coisa andando no meu intesino.
É lombriga. Caralho, é lombriga, pensei eu. Em pânico. A coisa era assim, mexia rapidinho e parava… parecia inteligente. Queria passar desapercebida. Qualquer respirada mais forte que eu dava ela parava e ficava ali… paradinha. Dali a uns quarenta minutos, mexia mais um pouquinho. Puts, dá nervoso só de lembrar. Minha nuca acaba de arrepiar. Amaldiçoei com todas as minhas forças todas as comidas de rua que eu havia comido sôfregamente até então. Exorcizei todos aqueles deliciosos churrasquinhs de gato, podrões, as linguiças xexelentas, os italianos gordurentos, as coxinhas adormecidas de rodoviária…
Não dormi mais. Amanheceu e eu ali. Estático. Com cagaço.
O troço parou de se mexer às cinco e meia da manhã. Nem parecia que eu havia passado tamanho aperto durante a noite. Aliás, a sensação de “não está acontecendo nada” era tão forte que me questionei se de fato aquela noite aconteceu. Seria uma alucinação por overdose de coca-cola? Eu havia assistido dias antes o filme Alien, o Oitavo passageiro… Algum tipo de reação ao estresse pós traumático desencadeada pela falta da minha mulher?
O cecete! Racionalização barata! Devia ser minhoca mesmo! Corri até a farmácia. (A Nivea tem uma coleção monstruosa de remédio que daria pra abrir uma filial da Farmais aqui em casa.) e peguei todos os remédios anti-oxiúros que eu vi pela frente.
Oxiúros são umas minhoquinhas brancas que habitam o cú de criança. Penei com esas merdinhas já, porque eu chupei dedo até os treze anos. Criança que chupa dedo está permanentemente no grupo de risco da minhoquinha branquinha do cú. Juntei os quatro comprimidos diferentes e mandei pra dentro com um copo d´água. Era a minha vingança contra meu hospedeiro maldito.
Mas o tempo foi passando e comecei a me perguntar o que poderia ser aquilo que eu senti. Entrei na internet e fui procurar: Verminoses
Foi a maior cagada. Não devia ter feito isso.
Se a mera sensação de ter alguma coisa dentro de você já bastaria pra deixar branco qualquer cara normal, ver a cara daquelas merdas ampliadas mil vezes num microscópio é uma das piores sensações que pode existir. A cada bicho mais horrendo que o outro eu me certificava que só poderia ser aquele monstro que havia dentro de mim.
O problema com este tipo de pesquisa na internet, é que sempre que uma verminose causa interesse médico ao ponto de ser publicada na internet é porque é um caso bizarro, com criaturas saídas da mente mórbida de algum Stephen KIng!
Aí que eu me caguei de medo mesmo. Tinha umas minhocas gigantes, outras microscópicas mas em grande número. Eu achei um site que descrevia com detalhes mórbidos cada um dos tipos de verminose humana, e no final com requintes de crueldade descrevia uma convulsão de vermes.
Foi o que bastou pra eu ficar pálido. Será que o que eu tava sentindo era uma massaroca de vermes subindo pelo meu intestino a ponto de sair por cima? Já me imaginei vomitando milhares de minhocas, aquele miojo branco saindo das narinas, se mexendo…
Tomei a decisão. Fui até a despensa e peguei um copinho de geléia de mocotó, preparei meio copinho de Baygon!
Estava a ponto de tomar o drink da morte. Cheirei pra ver como seria e o cheiro nauseabundo do baygon queimou minhas narinas por dentro. “Baygon mata-tudo” – lembrei do slogan. Desisti.
“Tudo” poderia me incluir.
Minutos depois eu liguei pra Nivea.
- Oi amor.
- Oi. Mô…
- Fala.
- Tem um troço aqui dentro de mim.
- O QUÊ???
- É, eu senti de madrugada. Uma coisa viva. parecia uma cobra. Andou dentro de mim…
- Que isso?
- Verdade. Tomei os remédios de verminose. Mas eu acho que vou tomar um copo de Baygon!
- Que isso! Tá maluco!!! Não faz isso não! – Ela gritando.
- Tá. Mas eu vou fazer o quê? Tem uma coisa dentro de mim, porra!
- Liga pra sua tia. Eu tô voltando já.
Liguei pra minha tia Solange, que é médica. Acho que no dia seguinte. Não lembro bem. Ela não acreditou na minha história à princípio.
- MEu filho, pra você ter sentido deve ter sido gases.
- Não, tia! Eu tenho certeza que era vivo!
- Olha, pra você sentir, se é que é alguma coisa mesmo, deve ser muito grande! (risos)
- É… – Eu ri aquele riso amarelo tipo “Tô fudido!”
No dia seguinte, de posse do pedido que ela me passou fui fazer o exame de fezes. Dois tipos diferentes.
Dali a um dia, o resultado:
TÊNIA!
Cara, a parada era tão gigante que o laboratório precisou comunicar ao órgão de saúde da cidade o resultado. Não sei, deve ser o procedimento normal… Eu não tive coragem de ir pegar o exame, pedi a Nivea pra ir pegar pra mim. Quando ela voltou meio branca, cara de medo, eu vi que estava certo. Era uma sucuri intestinal!
Corremos na minha tia, que também ficou pasma. Se eu tinha sentido a tênia passear por dentro de mim, ela era gigante mesmo. No mínimo de seis metros! Minha tia ficou de pesquisar o melhor remédio. Dali a algumas horas ligou lá pra casa e me mandou tomar um remédio lá.
A Nivea ligou pra várias farmácias e não achava em nenhuma. Então achou eu uma e mandou comprar. Eu fiquei em casa, pensando naquela coisa viva querendo sair pela minha boca… Imagina só… Igual a mágico que vai puxando aquela fita da boca… A fita vai saindo, saindo, saindo e ele com cara de espanto. Me imaginei assim, arrancando em pânico um macarrão gigante e interminável.
Quando o remédio chegou finalmente, era caro. NUma caixinha azul havia apenas UM comprimido. Uma caixa enorme, uma bula que chegava a ter páginas. Cheio de merda o remédio. Mulher grávida não pode tomar pois ela pode ABSORVER o bebê.
Satisfeito, descobri que o remédio era um tipo de Baygon em cápsula. Um veneno que se criança tomar, morre. É o que precisava pra matar o monstro.
A bula dizia em letras garrafais que o bicho iria sofrer uma contratura e morreria. Dai o remédio iria desestruturar molecularmente o bicho e eu absorveria ele. Legal, né? Meu medo era o remédio fazer o bicho querer sair, por cima, ou pior, por baixo…
Almocei e tomei o comprimidão em seguida. Passou uns vinte minutos e nada de contratura. “deve ter morrido já” – pensei.
Foi quando a coisa tremeu.
Caí sentado no sofá. Os olhos esbugalhados de cagaço. A sensação que eu sentia era dez vezes mais forte que a da noite. O troço tremeu dentro de mim. A sensação é como ter um cocô tendo mal de parkinson no seu intestino. Fiquei branco, suei frio.
Aí parou. Tão subitamente quanto começou, a coisa parou e eu soube que havia me livrado daquele rebento de satã.
Passei noites senhando com aquele bicho maldito, mas aí era sonho mesmo. O medo daquilo continuar vivo. Mas morreu. E eu absorvi ele, hehehe. Bem feito. Engordei em dois meses seguintes, nada menos que seis kg.
Mas o pior não é isso. O pior é que nesse meio tempo, pode ter ido parar um embrião do monstro na minha corrente sanguínea, e se ele for parar no cérebro, pode NASCER LÁ DENTRO!* – o que pode provocar convulsões e até a morte!
Essa é a história do minhocão. Muita gente tem verme e não sabe. Quando sabe, tem vergonha e tenta esconder. Eu escancaro mesmo. Hoje estou livre do Harry (ela já tinha nome). Ainda bem que não precisei fazer um aborto.
* Um ano depois eu descobri que este tipo de doença do verme cerebral chama-se cisticercose e eu não tenho, porque a solitária que eu peguei é a de boi. Apenas a de porco causa cisticercos.
@bruxonews verdade. Se neguinho proíbe até a dancinha da P Hilton... Mas ia ser legal ver uma velha falando o português claro. Dava um viral #2010/03/17
Ainda preciso estudar o caso, mas ele promete, já que o oficial se apresentou numa delegacia e registrou tudo em BO. #2010/03/17
O cara foi capturado no interior de são paulo, mas conseguiu escapar da nave. Saiu em Santa Catarina, em menos de dez minutos depois. #2010/03/17
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