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O verme parasita gigante

Essa eu bolei. Saca só:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Df_iGe_JSzI[/youtube]

Agora a explicação:

Durante a fase inicial da sua vida o verme górdio parasita os grilos, mas durante a fase adulta vive livremente na água, onde se reproduz. Daí o parasita manipular o comportamento dos grilos e levá-los a adoptar o comportamento suicida descrito acima. Uma vez dentro de água não deixa de ser impressionante ver o tamanho do verme que sai de dentro do grilo. Ora devido a esse tamanho o verme demora um certo tempo a sair: a tarefa pode levar qualquer coisa como 10 minutos.

Caramba, ainda bem que eu não sou grilo. Mas como que essa criatura desse tamanho cabe naquele grilinho?

Panopea Abrupta – O visual é bem mais estranho que o nome

Olha só para esta criatura esquisita.

2072059921 3e6a3ad95d o189 Panopea Abrupta   O visual é bem mais estranho que o nome

Eu já havia visto varias fotos deste treco mas não sabia exatamente o que era isso até descobrir. O nome deste marisco bivalvulado é Panopea Abrupta e ele é conhecido popularmente como Geoduck.

Nativa da costa do Pacífico, esta criatura costuma ficar enterrada na areia, com seu longo pescoço ou melhor dizendo, sifão projetando-se do buraco para fora. O pescoço do geoduck é sempre bem grande, e o maior já visto passava dos dois metros de comprimento.

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Como este molusco vive enterrado em locais bem fundos na areia, as estrelas do mar que em geral são grandes devoradoras de moluscos que dão bobeira, não conseguem chegar até eles, o que significa que um geoduck vive muitos anos. Cientistas estimam que um molusco deste viva em torno de 160 anos ou mais.

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Provavelmente, após a tartaruga que vive 200 anos, este é o animal terrestre com vida mais longa conhecida.

À medida em que os anos passam, o geoduck adquire anéis em sua concha , que podem ser usados para contabilizar a idade da criatura, do mesmo modo que se faz com os troncos de árvores.

Como já era de se esperar, na ásia eles comem este treco. Na verdade, o geoduck é considerado uma iguaria fina. Como pinto de jumento, cerebro de macaco, aranhas e baratas… Enfim, todas as nojeiras que se pode imaginar são consideradas iguarias por lá.

asiacp0 Panopea Abrupta   O visual é bem mais estranho que o nome

Na Ásia um geoduck pode valer entre 200 e 300 dólares. Como já era de se esperar, eles comem este bicho porque suas formas fálicas dão uma idéia de “aumento da potência sexual”. A verdade é que todo bicho que parece um pinto se ferra na mão dos asiáticos broxas.

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Deve custar caro porque dá um certo trabalho pegar o bicho.

duckdivingns5 Panopea Abrupta   O visual é bem mais estranho que o nome

Seja como for, viver deste bicho pode ser uma forte possibilidade, já que uma única fêmea é capaz de colocar nada menos que 5 BILHÕES de ovos durante sua vida.

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Dá uma bela grana… A primeira fazenda de geoducks foi criada em 1970. Embora pareça nojento, o mercado da venda e consumo deste bicho representa 80 milhões de dólares.

Para saber mais, visite a Wikipedia.

Face a face com a lombriga

EEK
Caraca, que nojo. Alguém pegou um daqueles equipamentos de colonoscopia e deu de cara com uma bela duma lombriga, que gravada em video, virou celebridade no You Tube.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HOaZCkA8Zvk&eurl=http://www.regioblogs.com/2008/04/04/para-antes-del-desayuno/[/youtube]

Não sei o que é pior:

  1. Saber que isso existe.
  2. Saber que pessoas podem ter tantas minhocas assim na barriga que tem convulsões de vermes (onde ejetam milhares de lombrigas por todos os orifícios do corpo!AhhhhhhhhhH!!!! (pense 10 vezes antes de clicar nestes links) icon eek Face a face com a lombriga)
  3. Ver uma merda dessa ao vivo.
  4. Saber que ninguém está livre de ter isso aí na barriga. Nem eu, nem você, nem ele:

lula1778 Face a face com a lombriga

Uma recente pesquisa mostrou que a infestação de ascaridíase atingia 50% das crianças de uma favela.

A ascaridíase é causada pelo Ascaris lumbricoides, verme nematelminte (asquelminte), vulgarmente denominado lombriga, cujo corpo é alongado e cilíndrico, com as extremidades afiladas. O comprimento varia entre 15 e 35 centímetros. Os machos apresentam a cauda enrolada e são menores que as fêmeas. A dimensão do corpo destes vermes varia de acordo com o seu número e intensidade do parasitismo. O número pode chegar a 600 exemplares num mesmo hospedeiro.
Sua cutícula é lisa, brilhante, de coloração branco-amarela. Na porção anterior, fica a boca ladeada por três grandes lábios.
A transmissão desta verminose dá-se por ingestão de ovos embrionados, através de mãos sujas de terra, por alimentos ou água contaminados. (isso inclui a maçaneta do banheiro, o teclado da lan house, o corrimão, o botão do elevador, o podrão da rua, etc)

Olha só a desgraça: Cada fêmea põe mais de 200 mil ovos por dia. Sendo assim, se considerarmos o grande número de pessoas portadoras da verminose e, principalmente, as condições precárias de higiene e saneamento no Brasil, é fácil perceber a facilidade de se contrair essas minhoquinhas aí.

Ao evacuar no solo e ao ingerir alimentos e água contaminados, as crianças expõem-se com maior facilidade, desrespeitando, assim, as mais elementares regras de higiene. São consideradas, portanto, o grupo mais parasitado por este verme.

Triste né?

Para dar uma animada neste post que poderia até ser patrocinado por uma fábrica de saquinhos de vômito para avião, aqui vai o repost do gumpcast da solitária:

gumpcast591 Face a face com a lombriga

O dia em que eu descobri que tinha uma solitária:

 

[audio:http://www.portifolium.com.br/mundogump/solitariafinal2.mp3]

Ainda bem que sou humano

mermithid_worm_spider
Eu que já tive o desprazer de penar com um parasita humano, dei graças a Deus ao descobrir como podem ser terríveis os parasitas de outros animais.

Por exemplo, a aranha possui um parasita chamado Mermithid. O parasita entra na aranha através do alimento, e uma vez lá dentro, ele cresce, cresce e vira uma enorme minhocona. Quando chega na idade adulta, aquela tripa gigantesca resolve sair para fora no melhor estilo Alien o 8o passageiro. Ela arrebenta o tórax da aranha e sai em busca de algum riacho ou poça d´água.

mermithid worm spider Ainda bem que sou humano

A aranha, debilitada, obviamente morre após o macabro espetáculo.

mermithid worm spider 2 Ainda bem que sou humano

Uma caverna?

02 Uma caverna?

 

Uma caverna? Uma gruta?

Não, isso é um osso. Um osso visto através de micrografia eletrônica. Ampliação de 110x.

Maneiro né? Então, neste site aqui: www.eyeofscience.com tem um montão de imagens alucinantes de coisas inimagináveis, como a filária (as minhoquinhas nojentas que literalmente enchem o saco do homem com o maior saco do mundo. Além de insetos bizarros, cristas incríveis, fungos e animais que parecem vir de algum planeta perto da constelação de Dagobah.

galstabck Uma caverna?

Vermes que cescem no rosto humano

Caraca, que coisa nojenta. Vermes que crescem no rosto humano. Confesso que fiquei com náusea de ver esta merda. Mas era bizarro demais para eu não postar. Os vermes surgem na pele do rosto porque a comida foi infectada com fezes de cães contaminados (ou era isso). O que é mais nojento? Comer as fezes ou ter minhocas na cara?
Um detalhe peculiar que passa batido. O médico esfrega uma BARATA VIVA na cara dos pacientes, e é isso que provoca a saída dos vermes.

COME CACHORRO MESMO, FELADPUTA! BEM FEITO!

Parasita horrível

Quando eu escrevi o post sobre as monstruosas criaturas chamadas aranha-camelo, do deserto do golfo, comentei sobre já ter ouvido falar de um parasita humano que mais parece um filme de terror. Haviam me falado que a criatura era inserida no ser humano por uma mosca. Mas finalmente descobri a verdade. E a verdade é bem nojenta.
De fato, entre ser possuído pelo capeta em pessoa e pegar um treco desses, eu abriria meus braços e me jogaria no colinho do belzebú sem pestanejar.
Saca só:
dose 4 Parasita horrível
Bom, o ciclo de vida da criaturinha hedionda é o seguinte:
Seu nome: Verme da Guiné.
Veja como pegar o seu: Uma pessoa bebe água de um poço. Uma mina, uma poça, ou um lago contaminados. O invisível ovo do verme vai parar nos intestinos. Os machos morrem logo mas as fêmeas começam a crescer. Elas vivem nos intestinos humanos como uma solitária, comendo tudo que têm direito até estarem completamente desenvolvidas. è neste momento que elas começam a se aborrecer e decidem que está na hora de colocar alguns ovinhos. Então elas começam a comer você por dentro como só o feto do Alien seria capaz. Desta maneira, a minhoca de mais de meio metro escava pelo seu corpo o caminho até suas pernas e pés. Ao chegar nos pés ela começa a copmer e escava um buraco onde libera uma nojenta secreção irritante.
A secreção vai queimar seu pé como brasa, te deixando em pânico. Assim você sai que nem louco procurando uma mina de água, uma poça ou um lago para refrescar a ferida causticante.
Quando a água entra no orifício, o verme começa a colocar seus ovos, que – com sorte deles- serão ingeridos por outro mané desavisado como você.
Para piorar a situação, apenas colocar o pé na água com o ânus do minhocão para fora do seu pé não resolve. E arrancar o bicho no braço também não.
Na verdade, piora. Se o verme se partir uma infecção daquelas mais cabeludas acontecerá, causando todo tipo de problema, inclusive a possível perda do membro.
dose 6 Parasita horrívelA solução ( agora vem a parte pior) é ir a um médico que entenda desta criaturinha, que vai pacientemente enrolar o verme durante dias. Isso mesmo, DIAS, em um palitinho até que ele saia todo de dentro do seu corpo. Em geral, o tratamento pode levar três ou quatro semanas! Isso fará que você sofra como um condenado por vários dias. Quanto maior for a minhoca, mais sofrimento você passará. Alguns chegam a mais de um metro de comprimento. Veja APENAS UM verme da Guiné nesta garrafa aqui ao lado.

A parte boa é que atualmente só em alguns países da África, Índia e oriente médio estão a criatura.
A má notícia é que os EUA estão mandando as tropas deles para o Brasil para “descansarem” – Na verdade, fazer turismo sexual – como prêmio pelos combates no Golfo. Obviamente virão alguns contaminados nadar na nossa praia.

O oitavo passageiro.

a1burster2 O oitavo passageiro.

A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna. Era uma merda quando isso acontecia. E acontecia eventualmente, quando ela tinha que dar aulas na pós graduação. O costume de dormir junto é um troço impressionante. Aliás, um dos motivos pelo qual casei (talvez a Nivea venha a saber isso lendo aqui). Foi um dia que eu dormi do lado dela. Imediatamente aquele treco fez um certo sentido na minha vida. Não é muito simples de explicar. Tipo assim, o dia que meu cachorrinho, que só comia ração comeu um bom pedação de carne mal passada de um churrasco. Deu pra ver na cara dele: PLIM! ele havia descoberto o motivo do universo. O sentido da vida.
Parte dessa emoção senti quando dormi (Embora eu também adore, não estou dizendo sexo. Estou dizendo SONO) com a Nivea, coisa que não havia acontecido até então com nenhuma namorada.
Mas vamos pular essa lenga-lenga, que a história urge:

A Nivea tinha ido trabalhar em Itaperuna, uma cidade que é um forno industrial de quente e eu fiquei em casa. Com o tal do costume, sem a NIvea, eu fiquei fritando na cama de um lado para outro pela madrugada à dentro. Nada de conseguir dormir. Em parte porque não dava, em parte porque eu secara uma garrafa de 2,5l de Coca-COla e tava ligadão.
Então vi o intercine, o segundo filme, o corujão. Aí resolvi forçar a barra. Desliguei a Tv e fiquei ali parado. Olhando para o teto. Fiquei ali paradão. Esperando o sono chegar. A escuridão do quarto. O teto… Eu tentei manter a cabeça vazia, sem pensar. Só quem tentou sabe como é difícil fazer isso.
Entre um cochilo e outro, o sono flutuando, fraco, eu acordava. Paradão. Ali com os olhos fechados. Acordava mas não dava o braço à torcer. Ficava como se tivesse dormindo. Meio que fingindo pra mim mesmo.

Aí aconteceu.

Eu senti uma coisa andando dentro de mim. Uma coisa estranha. Parecia uma cobra. Eu continuei parado. O silêncio da noite à minha volta, eu senti aquilo e de repente, parou.
Imaginei se não tinha dado uma sonhadinha rápida, realista o suficiente pra acreditar que era real. Nem abri os olhos. Mas fiquei alerta.
Dali um teeempão que pareceu não mais acabar, senti novamente e era uma sensação legítima. Não era sonho porra nenhuma. Era uma coisa de verdade dentro de mim!

Caralho, meu. Tinha uma coisa viva dentro de mim!

Ou eu tava grávido ou era o alien! Tinha que ser uma lombriga.

Olha a cena: Eu ali, na cama. Quatro e cacetada da madruga. Um cachorro latiu ao longe. Eu suando frio, na mesma posição de cadáver, horas sentindo nada menos que alguma coisa andando no meu intesino.

É lombriga. Caralho, é lombriga, pensei eu. Em pânico. A coisa era assim, mexia rapidinho e parava… parecia inteligente. Queria passar desapercebida. Qualquer respirada mais forte que eu dava ela parava e ficava ali… paradinha. Dali a uns quarenta minutos, mexia mais um pouquinho. Puts, dá nervoso só de lembrar. Minha nuca acaba de arrepiar. Amaldiçoei com todas as minhas forças todas as comidas de rua que eu havia comido sôfregamente até então. Exorcizei todos aqueles deliciosos churrasquinhs de gato, podrões, as linguiças xexelentas, os italianos gordurentos, as coxinhas adormecidas de rodoviária…

Não dormi mais. Amanheceu e eu ali. Estático. Com cagaço.
O troço parou de se mexer às cinco e meia da manhã. Nem parecia que eu havia passado tamanho aperto durante a noite. Aliás, a sensação de “não está acontecendo nada” era tão forte que me questionei se de fato aquela noite aconteceu. Seria uma alucinação por overdose de coca-cola? Eu havia assistido dias antes o filme Alien, o Oitavo passageiro… Algum tipo de reação ao estresse pós traumático desencadeada pela falta da minha mulher?

O cecete! Racionalização barata! Devia ser minhoca mesmo! Corri até a farmácia. (A Nivea tem uma coleção monstruosa de remédio que daria pra abrir uma filial da Farmais aqui em casa.) e peguei todos os remédios anti-oxiúros que eu vi pela frente.

Oxiúros são umas minhoquinhas brancas que habitam o cú de criança. Penei com esas merdinhas já, porque eu chupei dedo até os treze anos. Criança que chupa dedo está permanentemente no grupo de risco da minhoquinha branquinha do cú. Juntei os quatro comprimidos diferentes e mandei pra dentro com um copo d´água. Era a minha vingança contra meu hospedeiro maldito.

Mas o tempo foi passando e comecei a me perguntar o que poderia ser aquilo que eu senti. Entrei na internet e fui procurar: Verminoses

Foi a maior cagada. Não devia ter feito isso.
Se a mera sensação de ter alguma coisa dentro de você já bastaria pra deixar branco qualquer cara normal, ver a cara daquelas merdas ampliadas mil vezes num microscópio é uma das piores sensações que pode existir. A cada bicho mais horrendo que o outro eu me certificava que só poderia ser aquele monstro que havia dentro de mim.

O problema com este tipo de pesquisa na internet, é que sempre que uma verminose causa interesse médico ao ponto de ser publicada na internet é porque é um caso bizarro, com criaturas saídas da mente mórbida de algum Stephen KIng!
Aí que eu me caguei de medo mesmo. Tinha umas minhocas gigantes, outras microscópicas mas em grande número. Eu achei um site que descrevia com detalhes mórbidos cada um dos tipos de verminose humana, e no final com requintes de crueldade descrevia uma convulsão de vermes.

Foi o que bastou pra eu ficar pálido. Será que o que eu tava sentindo era uma massaroca de vermes subindo pelo meu intestino a ponto de sair por cima? Já me imaginei vomitando milhares de minhocas, aquele miojo branco saindo das narinas, se mexendo…

Tomei a decisão. Fui até a despensa e peguei um copinho de geléia de mocotó, preparei meio copinho de Baygon!
Estava a ponto de tomar o drink da morte. Cheirei pra ver como seria e o cheiro nauseabundo do baygon queimou minhas narinas por dentro. “Baygon mata-tudo” – lembrei do slogan. Desisti.

“Tudo” poderia me incluir.

Minutos depois eu liguei pra Nivea.

- Oi amor.
- Oi. Mô…
- Fala.
- Tem um troço aqui dentro de mim.
- O QUÊ???
- É, eu senti de madrugada. Uma coisa viva. parecia uma cobra. Andou dentro de mim
- Que isso?
- Verdade. Tomei os remédios de verminose. Mas eu acho que vou tomar um copo de Baygon!
- Que isso! Tá maluco!!! Não faz isso não! – Ela gritando.
- Tá. Mas eu vou fazer o quê? Tem uma coisa dentro de mim, porra!
- Liga pra sua tia. Eu tô voltando já.

Liguei pra minha tia Solange, que é médica. Acho que no dia seguinte. Não lembro bem. Ela não acreditou na minha história à princípio.
- MEu filho, pra você ter sentido deve ter sido gases.
- Não, tia! Eu tenho certeza que era vivo!
- Olha, pra você sentir, se é que é alguma coisa mesmo, deve ser muito grande! (risos)
- É… – Eu ri aquele riso amarelo tipo “Tô fudido!”
No dia seguinte, de posse do pedido que ela me passou fui fazer o exame de fezes. Dois tipos diferentes.
Dali a um dia, o resultado:

TÊNIA!

Cara, a parada era tão gigante que o laboratório precisou comunicar ao órgão de saúde da cidade o resultado. Não sei, deve ser o procedimento normal… Eu não tive coragem de ir pegar o exame, pedi a Nivea pra ir pegar pra mim. Quando ela voltou meio branca, cara de medo, eu vi que estava certo. Era uma sucuri intestinal!

Corremos na minha tia, que também ficou pasma. Se eu tinha sentido a tênia passear por dentro de mim, ela era gigante mesmo. No mínimo de seis metros! Minha tia ficou de pesquisar o melhor remédio. Dali a algumas horas ligou lá pra casa e me mandou tomar um remédio lá.
A Nivea ligou pra várias farmácias e não achava em nenhuma. Então achou eu uma e mandou comprar. Eu fiquei em casa, pensando naquela coisa viva querendo sair pela minha boca… Imagina só… Igual a mágico que vai puxando aquela fita da boca… A fita vai saindo, saindo, saindo e ele com cara de espanto. Me imaginei assim, arrancando em pânico um macarrão gigante e interminável.

Quando o remédio chegou finalmente, era caro. NUma caixinha azul havia apenas UM comprimido. Uma caixa enorme, uma bula que chegava a ter páginas. Cheio de merda o remédio. Mulher grávida não pode tomar pois ela pode ABSORVER o bebê.
Satisfeito, descobri que o remédio era um tipo de Baygon em cápsula. Um veneno que se criança tomar, morre. É o que precisava pra matar o monstro.

A bula dizia em letras garrafais que o bicho iria sofrer uma contratura e morreria. Dai o remédio iria desestruturar molecularmente o bicho e eu absorveria ele. Legal, né? Meu medo era o remédio fazer o bicho querer sair, por cima, ou pior, por baixo…

Almocei e tomei o comprimidão em seguida. Passou uns vinte minutos e nada de contratura. “deve ter morrido já” – pensei.
Foi quando a coisa tremeu.
Caí sentado no sofá. Os olhos esbugalhados de cagaço. A sensação que eu sentia era dez vezes mais forte que a da noite. O troço tremeu dentro de mim. A sensação é como ter um cocô tendo mal de parkinson no seu intestino. Fiquei branco, suei frio.
Aí parou. Tão subitamente quanto começou, a coisa parou e eu soube que havia me livrado daquele rebento de satã.

Passei noites senhando com aquele bicho maldito, mas aí era sonho mesmo. O medo daquilo continuar vivo. Mas morreu. E eu absorvi ele, hehehe. Bem feito. Engordei em dois meses seguintes, nada menos que seis kg.

Mas o pior não é isso. O pior é que nesse meio tempo, pode ter ido parar um embrião do monstro na minha corrente sanguínea, e se ele for parar no cérebro, pode NASCER LÁ DENTRO!* – o que pode provocar convulsões e até a morte!
Essa é a história do minhocão. Muita gente tem verme e não sabe. Quando sabe, tem vergonha e tenta esconder. Eu escancaro mesmo. Hoje estou livre do Harry (ela já tinha nome). Ainda bem que não precisei fazer um aborto.

* Um ano depois eu descobri que este tipo de doença do verme cerebral chama-se cisticercose e eu não tenho, porque a solitária que eu peguei é a de boi. Apenas a de porco causa cisticercos.

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