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A miniatura de carro mais cara do mundo

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expensive car model A miniatura de carro mais cara do mundoO nome deste cara aí é Robert Gülpen, e ele é um engenheiro mecânico e criador deste carrinho super legal em escala 1:8.Se eu soubesse que tenho na mão uma miniatura de Lamborghini Aventador LP 700-4, que custa nada menos que 2,7 milhões de dólares, certamente não seguraria com uma mão só.

É isso m,esmo que você leu, amiguinho! o carrinho da foto custa QUASE TRÊS MILHÔES DE DOLARES!O cara começou a fazer miniaturas perfeitas de carros em 1990, e considera o Laborghini sua obra prima. Todo o carro é feito em fibra de carbono, tal qual o original. Ele também contém metais nas rodas e em outras partes do carro, além de diamantes nos assentos e nos  faróis.most expensive car model 550x811 A miniatura de carro mais cara do mundo

O engenheiro alemão levou cerca de 500 horas para fabricar o modelo, que vai a leilão em dezembro na Sothebys´s em Dubai ou Nova York. O lance inicial já foi fixado em 3,5 milhões de euros, bizarramente, isso é quase 12 vezes o que vale uma Lamborghini Aventator de verdade. Mas se você é tão rico que não tem “saco” de esperar o dia do leilão para colocar esta obra aí na sua estante, você pode encomendar uma versão exclusiva do carro direto com Robert, ao preço de 4,5 milhões de euros.  A miniatura de Robert foicará em exposição sob um forte esquema de segurança que inclui até vidros à prova de balas no Frankfurt Auto Show, que abre em 25 de setembro.

Embora o carro de miniatura custe tão caro, não consegui descobrir se esta joça aí funciona ou se é um mero enfeite.

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Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

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Embora todo mundo pense que o Bonsai é algo nativo da cultura do Japão, foi na China que surgiu a arte de criar árvores em miniatura. em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade de jardinagem. Mas foi graças aos japoneses que a arte do Bonsai se popularizou pelo planeta. (com uma ajudinha do Senhor Miyagi)

cuidar bonsai 2 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

O nome Bonsai (japonês: ??, bon-sai), que significa “árvore em bandeja”.

O bonsai foi inicialmente um tipo de arte limitado à classe nobre da elite japonesa, e assim permaneceu até a Era de Muromachi no décimo quarto século, enquanto prosperava juntamente com a cerimônia de chá verde para se tornar parte da cultura japonesa. Antes da era de Edo no décimo sexto século, todo cidadão de toda as classes, do Daimyo (o senhor feudal) até os comerciantes, não hesitaria perante uma chance de desfrutar juntos a arte do bonsai, e foram realizadas várias competições na época. Durante esse período, o japonês desenvolveu uma paixão crescente por plantas e jardins e estilos de bonsai apareceram em impressões e ilustrações junto com eventos de vida e paisagens. Considera-se que as artes do bonsai japonesas alcançaram o auge da sua prática antes do décimo oitavo século. O japonês demorou muito tempo para refinar a arte do bonsai. Os refinamentos que eles desenvolveram fizeram do bonsai o que é hoje, e alguns consideram ainda que o melhor bonsai está sendo desenvolvido no Japão.

Obviamente que embora o nome seja árvore em bandeja, o lance é bem mais complexo.  Um bonsai precisa ter outros atributos além de simplesmente estar num vaso raso. A planta deve ser uma replica de uma arvore da natureza em miniatura. O Bonsai deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

Apesar de parecer um hobby extremamente exótico, o cultivo de árvores em miniatura não é por si só muito mais complexo do que a jardinagem comum aplicada a plantas em vasos. A diferença básica é o cuidado para reproduzir as características de uma árvore de porte muito maior, e aí reside a dificuldade. Mais do que cuidadosa poda e adubação, é preciso também muita paciência e alguma habilidade artística.

Obviamente que você não sai podando nem modelando a árvore de qualquer jeito. Há toda uma escola estética que se desenvolveu ao longo de muitos anos e que ajuda a nortear o tipo de planta, o estilo de poda, inclinações, composições poasagísticas, enfim… É um lance legal pra caramba, mas exige paciência e cuidado. Talvez por isso seja considerado um hobby Zen.

bonsai 15 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Basicamente, no Bonsai você controla o crescimento da árvore  de diferentes maneiras, sendo as mais comuns a restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado: Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente. Quando você limita o crescimento da raiz ela entra numa espécie de “modo de economia de energia” e soluciona isso reduzindo seu crescimento vertical.

Além da limitação física espacial,  a poda das raízes contribui para a redução da estatura da árvore. No caso, a poda de raízes depende do tipo de espécie usada. Em geral, as raízes são podadas, em geral no inverno pois a planta está em estado de dormência. Neste período também é realizada a troca da terra (substrato).

O uso de adubos com menor quantidade de nitrogênio ajuda a árvore a crescer menos, e a rega deve ser feita  em quantidades moderadas. Um erro muito comum é regar de menos a planta.  O que não podemos fazer é molhar o bonsai todos os dias, se ele não seca de um dia para o outro, por isso o clima, o vento, a localização da árvore vão sempre incidir directamente na frequência de rega. Regar demais ou de menos pode matar a planta.

acer palmatum bonsai Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

No Bonsai qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus(pinheiros), Acer (bordo), Ulmus (olmos), Juniperus (junípero/zimbro), Ficus(figueira), Rhododendron (rododendro ou azálea), dentre outros. Existem até bonsais frutíferos.

m8 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Os estilos clássicos de bonsai são os seguintes:

  • Chokan: Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.
  • Moyogi: Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição geral mais ou menos ereta. A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.
  • Shakan: Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.
  • Kengai: Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.
  • Han-kengai: Estilo semi-cascata. Semelhante ao anterior, com a árvore caindo a um nível abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do vaso.Fukinagashi: Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.

Existem ainda as inúmeras variações de estilo, que misturam os estilos clássicos com inovações diversos.

É importante lembrar que as técnicas de cultivo do bonsai não maltratam as árvores, e resumem-se a conceitos básicos de jardinagem, tais como: podar, aguar e adubar.

Uma curiosidade sobre o bonsai é que um bonsai de qualidade e maduro pode atingir cifras astronômicas. O preço médio de um bonsai adulto no exterior varia de 20.000 dolares a 500.000. Exsitem bonsais que atingem cifras na casa dos milhares de dólares.  Segundo a Forbes, um único bonsai já foi arrematado em leilão por 600.000 dólares.

Há também inúmeras técnicas correlatas, entre as que eu mais admiro estão a arte de criar pequenos “dioramas” com o bonsai, inserindo bichinhos em miniatura, homenzinhos e até casinhas. A este tipo de cenário, chama-se “penjing”. Em alguns casos o penjing é tão perfeito que chega a ser difícil de acreditar que não é uma cena fotografada na escala real. Olha só:

pen 10 1 Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Há também a arte do micro bonsai, chamado Keshi tsubu. Eles são tão pequenos que alguns são menores que uma moeda.

super mini on rock k Bonsai: A arte de criar árvores em miniatura

Bem, vamos deixar de blá-blá-blá e vamos as fotos mais espetaculares dos bonsais do mundo.

(é muita imagem! Segura aí!)

(mais…)

Artista cria o menor aquario do mundo

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A criação do menor aquário do mundo é o que reclama o designer e artista russo Anatoly Konenko. O aquário comporta peixes bem pequenos, como filhotinhos e seu volume de água total é de 10ml, ou ridículas três colheres de sopa.

worlds smallest aquarium Artista cria o menor aquario do mundo

Anatoly Konenko ficou conhecido por seus 30 anos de dedicação à miniaturas. Ele costumava escrever nomes em grãos de arroz e até em fios de cabelo.

O menor aquário do mundo tem 30 x 24 x14mm e ainda conta com um mini-filtro para oxigenação da água.

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Pessoalmente, eu acho que é uma maldade com um peixe ornamental confiná-lo a um aquário tão pequeno.

Cientistas criam a menor bateria do mundo

Uma equipe de pesquisa liderada por Jianyu Huang no Sandia National Laboratories, em Albuquerque, afirma ter desenvolvido a menor da bateria do mundo:

nanobattery2 Cientistas criam a menor bateria do mundo

Difícil de acreditar que isso seja uma bateria, né?

Ela consiste de uma pequena quantidade de lítio que forma um cátodo  de três milímetros de comprimento, um eletrólito líquido iônico, e tem como ânodo de um filamento de óxido de estanho de 10 nanômetros de espessura.

A bateria foi feita dentro de um microscópio eletrônico de transmissão, permitindo que os cientistas possam estudá-la enquanto ela estiver carregando.

Ao seguir a progressão de íons de lítio que viajam ao longo do nanofio, os pesquisadores descobriram que, durante o carregamento, a barra de nanofios de óxido de estanho quase duplica de comprimento. Isso é muito mais do que seu diâmetro aumenta e poderia ajudar a evitar curtos-circuitos que podem encurtar a vida útil das baterias no futuro.

Segundo o pesquisador,

“Os fabricantes devem ter em conta esse alongamento no projeto de design da bateria [...] Estas observações provam que os nanofios podem sustentar o grande esforço (> 10 GPa) induzido no processo sem quebrar, indicando que os nanofios são muito bons candidatos para os eletrodos de bateria”

Esta pesquisa ajudará a construir aparelhos com baterias otimizadas e menores, que durarão mais e permitirão uma evolução ainda maior nas tecnologias futuras que dependam de baterias.
Os resultados da pesquisa foram publicados na edição de 10 de dezembro da revista Science.
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A menor vaca do mundo

A menor vaca do mundo é esta aqui da foto.

vaquinha A menor vaca do mundo

Ela mede apenas 85cm de altura. A vaca parece até de brinquedo, de tão pequena.

worldsmallestcowworldre A menor vaca do mundo

Ela pertence a Martin e Caroline Ryder, dois fazendeiros de North Yorkshire no Reino Unido. A vaca não é filhote, ela tem 11 anos de idade e poderia ser considerada uma anã.Apesar do tamanho, a vaquinha já gerou nove filhotes de tamanho normal e agora está grávida do décimo. Swallow, como ela foi batizada pelos donos, é tão pequena que seu filhote mais novo já está maior que ela.

Esta vaca entrou para o Guiness este ano e deverá fazer parte da edição de 2011 do livro dos recordes.

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Grunt – Escultura

Pessoal, já começo este post pedindo desculpas. Era pra eu estar modelando agora a caçadora de lobisomens, mas acontece que nessas mudanças, acho que dei mole e coloquei minha massa num ambiente não muito adequado. Como resultado, a massa ficou dura feito cimento. Tentei ainda recondicionar a massa, dando marretadas e colocando solvente de polyclay, mas pouco adiantou. Acabei foi machucando os dedos. Com isso, busquei uma solução para a falta de massa. Ofereci a um fabricante de polyclay nacional chamado Bozzi a oportunidade de fornecer a massa em troca da divulgação da massa deles, mas seja por falta de visão de marketing ou desleixo mesmo, eles nem me responderam. Então encomendei ao meu fornecedor de material de arte nos Estados Unidos duas caixas da Super Sculpey. Enquanto não chegar, não posso começar a menina lá.

Paralelamente, a pouca massa que eu consegui recondicionar, dava pra fazer pelo menos um busto. E foi isso que eu fiz. Por completa preguiça eu não tirei fotos do processo de escultura deste busto. Ao invés disso, optei por largar minha webcam filmando enquanto eu esculpia. O processo levou cerca três horas, mas tive que interromper porque no meio do processo comecei a passar mal pra dedéu. Quase vomitei no boneco, hahaha. Acho que foi alguma coisa que eu comi.

No dia seguinte dei mais uma trabalhada de cerca de uma hora. Acho que esta peça me tomou cerca de 4 horas no total.

Bom, eu não sei se vale a pena converter o video gigante que resultou da escultura do Grunt. Vou pegar apenas alguns frames e colocar aqui.Não creio que valha a pena usar o video todo para colocar no youtube, porque eu filmei com webcam, e webcam é bem ruim em termos de imagem, sobretudo para coisas com muitos detalhes, porque não tem um macro que preste.

Bom, tudo começa com a base. Usei uma base fina de MDF que eu já tinha aqui.

preparandoabase Grunt   EsculturaNela eu coloquei um parafuso grande, pra facilitar e não precisar colocar arame.

papelaluminio Grunt   EsculturaDepois disso eu peguei um pedaço de papel alumínio e apertei no parafuso, pra juntar numa forma compacta de enchimento. A razão disso é poupar a massa que já era pouca. Em seguida começo a cobrir com massa.

adicionandoamassa Grunt   EsculturaApós cobrir eu começo a esculpir sobre a estrutura. Aquela bolinha na imagem acima era a massa reservada para a cabeça.

modelandoacabea Grunt   EsculturaAqui estou eu, modelando a cabeça do Grunt.

colocandoacabeanobusto Grunt   EsculturaPrendendo a cabeça no busto. Precisei usar um arame nesta parte, porque a cabeça pesa muito e com o calor do forno, a massa dá uma certa amolecida. Com isso, a cabeça tenderia a cair. O arame ajuda a sustentar a cabeça durante a fase do forno.

Depois que eu coloquei a cabeça, achei a peça muito pelada. Então resolvi inventar um capacete meio doido pro Grunt. Criei um capacete em forma de folha, feito em metal batido. É parecido com um bibico militar, mas com um visual de fantasia. Depois, dessa “folha” saem abas de couro grosso, uma sobre a outra, como se fossem umas barbatanas que existem em algumas roupas de samurais. Por baixo de tudo eu resolvi colocar uma cota de malha, descendo até o ombro, para proteger de golpes no pescoço.

fazendoocapacete Grunt   Escultura

Eu fui inventando na hora. Não deu nem pra fazer concept. É divertido pra caramba fazer essas paradas inventando na hora. Tem coisa que parece que a peça pede. Tipo aquela levantadinha no capacete. Não sei porque, mas foi irresistível não levantar ali.

finalizandoaescultura Grunt   Escultura

Aqui a peça já começava a ficar pronta. A imagem tá um lixo, mas dá pra ver que o Grunt tinha uns olhões esbugalhados.

gruntquasepronto Grunt   Escultura

Isso eu achei legal quando estava fazendo, mas depois parei e comecei a sentir que os olhões davam um toque meio de cartoon ao personagem. E não estava combinando. Posteriormente, eu arranquei os olhos do Grunt e remodelei menores.

Aqui foi na altura que eu parei.

No dia seguinte, já sem massa polyclay praticamente nenhuma, usei durepoxi para fazer vários detalhes. Adicionei cabelos nas laterais, remodelei as orelhas, que estavam muito Yoda. Coloquei também uma ombreira de armadura de gladiador nele. Nem tudo que é cinza é epoxi. Tinha ainda alguma polyclay da Fx arte aqui em casa e eu usei no Grunt. O que é rosa é super sculpey.

Em seguida, retirei o Grunt da base. Com um estilete de modelismo muito afiado, cortei com cuidado o excesso de massa que prendia o busto no parafuso. Depois cortei um pequeno tubo plastico e parafusei o Grunt novamente na base, mas dessa vez por baixo. O tubo plastico, serviu para disfarçar o parafuso, dando um acabamento melhor. Agora com fotos de melhor qualidade, veja como ficou:

cimg7741 Grunt   Escultura

500g Grunt   Escultura

cimg7740 Grunt   EsculturaNo lance do epoxi tem um macetinho que não me lembro se já falei dele em algum outro artigo de bonecos. O truque consiste em aumentar o tempo de secagem e maciez da massa adicionando a ele óleo mineral. (cuidado pra não exagerar. Eu usei óleo mineral, mas acho que outros óleos devem servir, como esses usados para massagem. De soja, azeite e etc eu não testei). O efeito é ótimo, e vou te dizer, se você esculpe e nunca testou isso, tente. Fica tão bom que parece macumba, haha.

cimg7743 Grunt   Escultura

cimg7744 Grunt   Escultura

cimg7740 Grunt   Escultura

Bom, é isso. Tirei essas fotos há uns dez minutos atrás. Agora vou pintar o Grunt.

Eu fico pensando. O que será que é este bicho? Ele é uma espécie de primata, um ser que está em algum lugar no meio do caminho entre um humano e um gorila. Usa equipamentos encontrados nas cavernas, testemunhas de batalhas épicas de tempos imemoriais. Este é Grunt. O pior inimigo que um cavaleiro pode ter no campo de batalha, mas com uma mentalidade de criança de cinco anos.

Hoje a noite devo colocar as fotos da pintura.

O mestre da ferrugem

Quem curte plastimodelismo sabe que um dos grandes desafios da arte de criar modelos convincentes reside no cuidado com a criação do desgaste. O desgaste é muito importante para um modelo, pois ele dá vida à peça, que sem o acabamento adequado fica parecendo excessivamente novo, com cores muito vibrantes, como um brinquedo.E tudo que um plastimodelista NÃO QUER é que seu modelo seja visto como um brinquedo.

Existem inúmeras técnicas para simular desgaste, seja sujeira, lama acumulada, graxa, poeira e ferrugem.

Hoje, eu recebi um email do meu primo Guilherme, que é plastimodelista fera. No email ele mandava imagens de um modelo que é tão absurdamente bem acabado que chega a ser indecente o trabalho do cara no envelhecimento. Quem curte bonecos, modelos e maquetes, certamente vai ficar bolado como eu fiquei. Olha só o nível de joselitice do camarada:

DSC04871  O mestre da ferrugem

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DSC04857  O mestre da ferrugem
Parece até um carro ferrado de verdade, né? É difícil não olhar para a ferrugem e o desgaste e não pensar que isso é na escala real. Pra quem duvidou da escala, aqui está o sujeito com sua obra.

dsc04862v O mestre da ferrugem

Me deu trabalho descobrir quem esse cara é. Mas após alguma cavucada na internet, eu finalmente encontrei e me embasbaquei ainda mais ao ver outros trabalhos do fera. Confere só:

100 0512  O mestre da ferrugem

20100124 20100124 IMG 5177 O mestre da ferrugem

2CV Seite L  O mestre da ferrugem

DSC00254  O mestre da ferrugem

DSC00274  O mestre da ferrugem

Olha só essa foto do carro no terreno baldio. Parece muito real para ser um modelo, né?

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Mas é um modelo mesmo. Olha ele aí em cima das fotos:

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E aqui Martin fazendo os acabamentos.

DSC00551  O mestre da ferrugem

O nome desse cara é Martin Otto Heukeshoven Lambert. Ele nasceu em 1962. Martin mora no sul da Alemanha e já trabalhou com gravuras, design grafico, ilustração e também computação gráfica. (alguma coisa a gente tem em comum, hein Martin?)

O artista fabricou seu primeiro carro oxidado em 1995. E desde então não parou mais. Sua fascinação são os carros antigos, abandonados à sua própria sorte que existem nos quintais e terrenos baldios de todo o mundo.

Em alguns carros ele perde a noção e faz até o motor:

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DSCN0990  O mestre da ferrugem

Last Drop  O mestre da ferrugem

Last Drop Schraeg  O mestre da ferrugem

O trabalho dele vai bem além do plastimodelismo. Envolve construir os carros em metal, e usar ácidos e técnicas que ele trouxe de seu passado dos tempos da gravura para envelhecer os modelos.  O cara fabrica os bancos com couro, cria detalhes minuciosos usando fibras, tecidos, resinas, colas diversas e sucata. É a riqueza de pequenos elementos, como tubulações, cabos e peças do motor que maravilha as pessoas que observam suas esculturas.

Para ver mais (muito mais) carros e até aviões, entre no site de Martin Otto Lambert.

A menor tartaruga do mundo e a maior

As tartarugas habitam o planeta Terra há muitos anos. Contemporâneas dos dinossauros, os quelônios, répteis da ordem Testudinata (Chelonioidea) estão presentes em todos os continentes, espalhadas em uma infindável variedade de tamanhos, formas e morfologias adaptativas.

O grupo dos quelônios divide-se em cerca de 300 espécies espalhadas pelo nosso planeta, habitando mares, lagoas, pântanos, florestas, etc.

A todo momento surgem indícios fósseis que nos mostram que elas estavam por aqui há bastante tempo. Na Tailândia, os restos fósseis de uma tartaruga que media cerca de 90cm de largura  foram catalogados pelos cientistas como uma nova espécie do período jurássico com 150 milhões de anos.

tartarugajurassica A menor tartaruga do mundo e a maior

Acredita-se que as primeiras proto-tartarugas surgiram no período Mesozóico, há cerca de 220 milhões de anos atrás.
Segundo a Wikipedia, a menor tartaruga que se conhece provém da África do Sul e quando adulta não atinge mais que 8cm.  Seu tamanho médio é 6cm. Ela se chama Homopus signatus e se alimenta de pequenas plantinhas suculentas.

Curiosamente esta tartaruguinha minúscula do video abaixo não é da espécie da menor tartaruga do mundo. Mas é tão pequena que seu tamanho se compara com uma moeda de um cent. Veja:

Já as tartarugas gigantes, habitaram o planeta também, mas desapareceram em uma faixa de tempo compatível com o surgimento do homem. E por conta dessa coincidência, os cientistas acreditam que os animais foram caçados como alimento até sua extinção, da mesma forma que ocorreu com outros animais da mega fauna, como os mamutes e os pássaros gigantes, como o dodô.

Uma das maiores tartarugas existentes até hoje é a “tartaruga gigante de Galápagos” que chega a 1,80m.

tortoiseloribig A menor tartaruga do mundo e a maior

Mas mesmo com seus quase dois metros de comprimento, a tartaruga de Galápagos não impõe tanto respeito como a monstruosa “tartaruga de couro” oceânica (Dermochelys coriacea):tartarugadecouro A menor tartaruga do mundo e a maior

Ela é o quarto maior réptil existente hoje, sendo ultrapassada apenas por algumas espécies de crocodilo.Sua principal característica é que sua carapaça é diferente dos outros quelônios. Não é composto de placas ósseas duras, mas sim recoberto de uma pele macia e oleosa.A julgar pelas alterações que sofreu ao longo dos anos, esta tartaruga se adaptou bem ao oceano, tendo na carapaça uma série de alterações morfológicas que a deixaram com melhor desempenho hidrodinâmico. Graças a suas enormes e poderosas nadadeiras, elas chegam a velocidade de 35km/h debaixo d´água.

Essas criaturas podem chegar a quase três metros de comprimento. Há algum tempo atrás, eu tive a oportunidade de conversar com o capitão de um barco que faz passeios na região de Arraial do Cabo. Eu perguntei a ele se ele já tinha visto alguma coisa estranha no mar. O capitão me disse que a coisa mais estranha que ele viu foi uma tartaruga gigantesca que surgiu na lateral do barco dele. O cara descreveu a tartaruga como um enorme monstro escuro que se aproximou do barco vindo do fundo. Suspeito que seja esta tartaruga.

A tartaruga de couro vive  sempre em alto-mar, aproximando-se do litoral apenas para desovar e se alimenta preferencialmente de águas-vivas e medusas. Esses animais impressionantes também batem recordes de longevidade: Elas podem chegar a viver mais de 300 anos!

Sabe o que isso significa? Significa que uma tartaruga dessas nadando no mar hoje JÁ TINHA MAIS DE CEM ANOS quando DOM PEDRO proclamou a independência do Brasil, mané!

Felizmente a comida preferida desse animal é água-viva e não gente. Dá só uma olhada como é a boquinha da criança:

imagessea20turtlesmall A menor tartaruga do mundo e a maior

Por se alimentar de águas vivas, elas ficam tóxicas. Graças a isso – e talvez apenas por isso – tenham sobrevivido ao Homem.

Comer da sua carne pode significar morte, coma ou na melhor das hipóteses náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias, entre outros. Como elas alimentam-se principalmente de águas-vivas, são vítimas da ação do ser humano indiretamente.  Ao encontrar pedaços de plásticos jogados ao mar, elas acabam confundindo-os com seu alimento e se intoxicam seriamente  com o lixo. Elas sufocam e morrem. Este fator somado à outros fatores como a destruição dos locais de desova e a baixa taxa de sobrevivência das tartaruguinhas de couro recém nascidas, tornam esta espécie de tartaruga marinha como uma das em maior risco de extinção.

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