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Novo elemento entra para a tabela periódica

June 11th, 2009 7 Comments

Eu sempre detestei a tabela periódica e seu monte de elementos com siglas esquisitas. Hoje vi a notícia de que finalmente o elemento 112 foi adicionado a tabela periódica.  O elemento super pesado 112 foi obtido em laboratório em 1996 e só agora entrou para a famosa tabela que lista todos os materiais conhecidos. Este material foi gerado disparando átomos de zinco contra um alvo através de um acelerador de partículas com 120 metros de comprimento.
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O novo elemento é 277 vezes mais pesado que o Hidrogênio, o que faz com que este seja o elemento mais pesado que se conhece. O material ainda está sem nome, e enquanto o nome não é definido, ele está sendo chamado de Ununbium, que é a palavra em latim para o numero 112.

O material foi descoberto por um time de químicos liderados por Sigurd Hoffmann no Helmholtz Center. Cientistas acreditam que o novo elemento ajudará os pesquisadores a compreender melhor alguns processos da fusão nuclear.

O último elemento em estado natural adicionado a tabela periódica, foi em 1925. Desde então, os cientistas precisam se empenhar em experiências de laboratório em busca de encontrar elementos cada vez mais pesados. A dificuldade de se obter estes elementos decorre de sua instabilidade. Eles só existem durantes microscópicas frações de segundo, pois logo após serem criados, eles decaem radioativamente e tornam-se outros materiais.

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Vem aí o papel plastico reciclado

June 3rd, 2009 9 Comments

Papel feito de plástico reciclado pode ser usado para imprimir rótulos, livros e até dinheiro!

A notícia nem é tão nova, mas eu achei pertinente publicar porque estava falando com um amigo meu sobre isso e ele não conhecia a tecnologia do papel plastico, desenvolvida no Brasil.
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Um papel sintético fabricado com plástico descartado pós–consumo foi desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e testado em uma planta piloto da empresa Vitopel, fabricante de filmes flexíveis com fábrica em Votorantim, no interior paulista. Produzido em forma de filmes, o material produzido a partir de garrafas de água, potes de alimentos e embalagens de material de limpeza pode ser empregado em rótulos de garrafas, outdoors, tabuleiros de jogos, etiquetas, livros escolares e cédulas de dinheiro. “Ele é indicado para aplicações que necessitam de propriedades como barreira à umidade e água, além de ser bastante resistente”, diz a professora Sati Manrich, do Departamento de Engenharia de Materiais da universidade e coordenadora do projeto que teve financiamento da FAPESP para o desenvolvimento da pesquisa e o depósito de patente. O papel sintético comercializado atualmente é produzido com derivados de petróleo. “Existem várias patentes e produtos comercializados com matéria-prima virgem, mas não encontramos nenhuma patente ou papel sintético feito a partir de material plástico reciclado”, diz Sati.

Os testes na planta piloto, também chamada de escala semi-industrial, foram conduzidos por Lorenzo Giacomazzi, coordenador de tecnologia de processos da Vitopel, que tem a cotitularidade da patente. “O grande diferencial desse processo é fabricar um papel sintético com material totalmente reciclado”, diz Giacomazzi. Foram usadas várias composições e misturas de plásticos da classe das poliolefinas. “O aspecto final é o mesmo do produto feito a partir da resina virgem, com a vantagem que se aproveita o material que iria para o aterro sanitário ou lixões.” A negociação da patente foi uma permuta entre as duas partes. Como a empresa precisava conhecer a composição do material para permitir o uso do equipamento, foi feita uma parceria. “Não pagamos nada para usar a máquina necessária para o experimento e, em troca, eles ficaram com um terço da propriedade intelectual”, explica Sati. Atualmente a empresa está à procura de fornecedores de material reciclado para continuar os testes em escala ampliada.

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Eu penso que a idéia é ótima. Hoje os rejeitos plásticos e o descarte inconseqüente das garrafas pet tornam estes produtos usados para embalagens grandes vilões da poluição mundial. Dá uma olhada nestas fotos e entenda o naipe do problema:

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Faca de safira

May 9th, 2009 9 Comments

Olha só que legal esta faca de safira.

Além de bonita e altamente afiada, a lâmina  não apita no detector de metais. O cabo é feito de osso. A lâmina é obviamente feita de safira artificial, desenvolvida especialmente para fazer lentes à prova de arranhões e vidros de relógio que não se danificam.

Apenas o diamante excede a safira em sua dureza.

Algo me diz que isso deve custar caro.

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O carpete vivo

May 6th, 2009 5 Comments

Carpete é aquele troço que todo mundo conhece. Peludinho, quente e -quando velho – máquina de causar alergia.
Mas ao que parece o carpete evoluiu!
Dá uma olhada nesta sensacional idéia: Um japonês chamado Makoto Azuma em parceria com a empresa Unitika Inc.inventou um carpete que é feito de plantas. Vivas.


O troço na verdade é até simples. Trata-se de um tipo de substrato industrializado que permite que plantas, como o musgo cresçam nele. Como resultado, o substrato pode ser cortado e colocado em diversos lugares para valorizar e naturalizar os ambientes. O resultado é impressionante e muito bonito.

Além disso, o substrato é feito com uma fibra gerada com ácido polilático natural, o que faz com que em dez anos este material tenha se tornado solo fértil.

Parece plastico quando você aplica e logo depois ele é biodegradado, gerando um ambiente altamente nutritivo para o musgo crescer. Como resultado de impacto, há apenas a liberação de água e CO2. Como o CO2 é aproveitado pela planta no processo de fotossíntese, na pratica ele produz apenas água.

O material revolucionário além de decorar, permitirá soluções de recuperação ambiental, evitando que grandes áreas se solo acabem ressecando devido ao sol.

Certamente este carpete não é feito para pessoas andarem em cima.

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O tubo antigravitacional

April 24th, 2009 71 Comments

O Gilberto Canabarro me escreveu enviando este link do “tubo antigravitacional”. Ele me perguntou se eu -um cara que mexe com efeitos digitais e que trabalha com o trem que levita – saberia dizer se isso é 3d ou não.

Ora Bolas. Assista ao video. Você acha mesmo que soltando umas pecinhas de metal dentro de um cano vazio elas iam cair devagar como mágica?
Francamente!

Me intriga como as pessoas podem ser… Espertas!
Porque isso é real! Não só real, como eu mesmo já fiz isso aí e funcionou EXATAMENTE ASSIM. Inclusive eu tô com um ímã de neodímio no bolso agora e se eu tivesse uma maldita webcam (ou se meu Renoir não tivesse sido alvo do olho gordo de algum desgramado) poderia fazer isso se repetir ao vivo e à cores pra vocês.
Mas como não tenho nada disso, eu apenas posso explicar o fenômeno que parece mágica (isso porque você não viu isso ao vivo. Aí sim é de bolar qualquer um) e que se desenrola no vídeo.
O que o cara segura são dois pequenos magnetos de neodímio. Esqueça um ímã comum. Este tipo de ímã é feito com terras raras, entre elas o neodímio, ferro e boro. Este tipo de ímã só foi possível de ser produzido nas últimas décadas e tem um poder magnético quase sobrenatural. (pra se ter uma idéia, é ele que levita nosso trem) A tal ponto que uma vez colados dois pequenos ímãs de 2cm, você tem que fazer uma cara feia de prisão de ventre para conseguir separar. E ainda assim, mais da metade dos fortões que tentam, não conseguem.
Pra falar a verdade, ímãs de neodímio são tão poderosos que poderiam ser considerados armas, pois quando se encontram voam um na direção do outro num milionésimo de segundo, esmagando tudo que estiver ao seu redor. Quer um exemplo? (não clique neste link aqui comendo)
A explicação para este fenômeno do tubo, se chama corrente induzida (valeu Mori) conhecida como Lei de Lenz. É que o ímã de neodímio emite seu campo magnético e ao passar por um tubo, (neste caso aí de cobre, mas também funciona com o alumínio) ele cria uma força de arrasto, e realmente cai mais devagar. (A explicação Física não é exatamente essa. Tem a ver com as propriedades elétricas e tal. Mas essa é mais didática)
Quando o ímã sai do cano não há alumínio para reter a travessia do campo e ele cai na velocidade normal. Olhando de cima você pensa que é efeito especial, magica ou coisa do tipo mas é pura física.
Outra experiência super legal que não dá pra mostrar, só fazer, é tentar bater com uma barra de alumínio numa placa de neodímio (como os trilhos do Maglev Cobra). Isso é praticamente impossível. A sensação que dá é que enfiamos subitamente a barra numa espécie de água invisível, que segura a batida. A sensação é quase como a de uma mola. Parece que um fantasma segura a batida. Louquíssimo!
A sensação que dá, é muito clara de que o alumínio que é um metal não magnetizável tem extrema dificuldade de atravessar o campo magnético e isso produz a abrupta desaceleração.
Esta propriedade é um tipo de efeito colateral do uso do alumínio e ímãs de terras raras. Um pesquisador do LASUP me disse que na Alemanha já estão desenvolvendo amortecedores usando essa propriedade.
Legal, né?
Falando no trem e em levitação, hoje fomos a uma conferência que meu pai proferiu na Escola Superior de Guerra. Foi muito importante esta palestra porque na ESG estão as cabeças que pensam as estratégias de defesa Nacional. No auditório estavam vários generais e brigadeiros do ar, coronéis aos montes, enfim, muitos oficiais de alto escalão das três forças. Isso é muito importante para o projeto Maglev, porque uma coisa que usamos como estratégia de defesa do nosso projeto contra certos predadores interesseiros macomunados com o que há de mais podre na política nacional é a divulgação.
Quanto mais gente sabendo que o Maglev custa A METADE do preço do trem bala  – de tecnologia obsoleta – que estão querendo empurrar para o Brasil, mais difícil vai ser desses caras darem uma tapetada no povo. Tapetada podem até dar, mas será mais difícil. As pessoas tem o direito de saber que o Maglev Cobra é nacional, é mais barato, não polui, é mais eficiente energeticamente e pode ser implantado em menor tempo.
A palestra começou com uma abordagem histórica que traçou o panorama da implantação (e dos grandes erros históricos) da Ferrovia no Brasil até o caos urbano que vivemos. E finalizou com as possibilidades do futuro e os dilemas políticos centrados no imediatismo populista que temos hoje em detrimento nas necessidades da nação para os próximos cem anos.
Durante a palestra eu realizei a experiencia da levitação in loco para que eles vejam com os próprios olhos o ímã levitando. Levamos um garrafão de nitrogênio lá e o bagulhinho levitando passou na mão de um a um. Hilariante ver os generais de queixo caído, sorrindo como crianças para o pequeno milagre. Passamos o vídeo do Discovery Channel que aponta o Maglev cobra como uma das maiores inovações potenciais do Brasil para o mundo.
No final da palestra, após a seção de perguntas, meu pai foi fortemente aplaudido por vários minutos, de pé. Esse foi um fato inédito na história da Escola Superior de Guerra, conforme comentado por um dos organizadores do evento. Algo assim nunca ocorreu por lá, onde já passaram de presidentes a ministros, secretários e figuras renomadas.
Isso nos deixou cheios de alegria e confiança que a mensagem que passamos lá foi positiva. Agora temos certeza que conseguimos aliados importantes para nos ajudar nessa briga.
Meu pai saiu de lá com o ego mais cheio do que o do Lula, hahahaha. Eu a Nivea e a Dani ficamos zoando ele dizendo que agora ele também é “o cara!”

É isso. Por este motivo que o post de hoje só tá entrando agora.
Câmbio desligo.

O homem na piscina de mercúrio

March 31st, 2009 17 Comments

Veja esta foto que loucura. Este homem está dentro de uma piscina de mercúrio.

O mercúrio é um metal líquido na temperatura ambiente.

Parece estranho, dá a sensação que a piscina é rasa, mas não. Ela é funda mesmo, porém o mercúrio é tão denso que o cara simplesmente não consegue afundar nele. O homem está flutuando na superfície do líquido como o isopor flutua na água.

Esta foto inacreditável foi publicada na revista National Geographic em 1972. Não se sabe se o sujeito que passou por esta incrível experiência ainda está vivo, já que o mercúrio é tóxico. O mercúrio é 13 vezes mais denso que a água e pode causar diversas doenças. Mas certamente, se ainda estiver vivo, este sujeito tem uma história para contar que provavelmente ninguém mais tem.

Incrível.

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Como construir sua própria LAVA LAMP

March 30th, 2009 9 Comments

Eu resolvi criar este post para atualizarmos permanentemente os passos de criação de uma lava-lamp.

Assim sendo, vamos começar explicando de maneira direta e simples o que é uma lava lamp:

Uma lava lamp é um tipo de enfeite-abajur formado por uma garrafa ou recipiente similar que é iluminada e aquecida por uma lâmpada incandescente sob sua base. No interior da garrafa estão dois líquidos com massas específicas similares. Assim, o calor atinge o líquido que está no fundo e ele sobe. Afastando-se da luz, ele esfria e desce. A coisa fica assim dando um resultado parecido com isso:

Existem vários tipos diferentes de lava lamps. Alguns realmente grandes, de todas as cores, com estilos diferentes e principalmente: Formulações diferentes. Ocorre que cada fabricante mantém sua fórmula em total sigilo. Mas calma aí! Nós somos contra esses segredinhos. Acreditamos que qualquer um deve ter acesso ao lance desde que queira fazer. Quem tiver preguiça sempre vai poder comprar.
Então este post tem a função de democratizar as formulações de modo que qualquer um possa criar e inovar no “lava design”.

Vou colocar aqui um video enviado pelo leitor Douglas, que mandou uma receita muito interessante de lava lamp feita com cera (a mais comumente formula usada nas lava lamps comerciais)
Se alguém puder traduzir aí os componentes eu agradeço (e publico aqui).

Aqui está o link para o post com a formula da lava lamp que eu fiz há uns 3 anos atrás.

Uma dica interessante é que grande parte do segredo não está só nos componentes e sim na estrutura. É importante obter um vidro legal. Quanto menos distorções tiver, melhor será. Outra coisa, o vidro deve ter um tamanho adequado em termos verticais. A explicação para isso é que com a lampada acesa, a garrafa vai adquirindo cada vez mais calor. Até que chega um ponto em que o liquido fica tão quente que inviabiliza o belo efeito da troca de lugar entre os compostos, enchendo a garrafa de bolhinhas. Para evitar isso eu usei (na minha versão com álcool) um tubo de ensaio gigante feito com lâmpada fluorescente velha. (você acha isso fácil em lojas de floricultura e arranjos florais) A vantagem do tubo é que ele faz com que a troca dos líquidos dure mais tempo, uma vez que o aquecimento do recipiente inteiro demora mais em função da altura, que opera como uma serpentina de resfriamento. Porém, estes recipientes tendem a ser estreitos e isso atrapalha um pouco o efeito visual. Um bom vidro é aquele que é largo e alto. Sem distorções nem costuras ou coisas pintadas em cima. Em lojas de decoração existem vidros assim para colocar flores. Eles são relativamente baratos e servem muito bem para estes experimentos. Escolha um que tenha pelo menos a dimensão de uma garrafa de vodka absolut. Isso prolongará o efeito.

Metodo simples de substituir o liquido transparente de uma lava lamp – dica de João overto Gabbardo:

Esta é uma história que começou triste que teve um final no mínimo interessante.

Um belo dia despertou em mim o súbito interesse por um tipo de luminária que já havia visto em filmes até em animações, tipo O espanta tubarões – na cena da festa no apartamento de cobertura onde a “peixinha” Angie namorada do personagem principal, o peixe Oscar, dá de presente a ele uma luminária lâmpada de lava e ele coloca ela ao lado de uma lâmpada lava gigante para a qual Angie olha com uma cara entre espanto e decepção. De início pensei em fazer uma delas, e pensei da mesma forma que muitos dos que tem este mesmo desejo: lá dentro deve ter algo do tipo parafina e água. Mas não confiei muito nesta premissa, coisa de engenheiro que sempre supõe que as coisas nunca podem ser simples e pus-me a pesquisar na INTERNET. Logo descobri que a coisa de fato não era tão simples, encontrado várias receitas, algumas potencialmente perigosas, outras nem tanto e algumas bizarras. A receita que considerei mais consistente e sem grandes riscos foi a que usa percloroetileno e parafina para a lava, água destilada para o líquido onde a lava se move e sal para ajustar a sua densidade. Encontrei duas páginas com instruções muito boas sobre esta receita:

http://www.oozinggoo.com/ll-form5.html

http://www.mundomanuales.com.ar/lamparas_de_lava.html

Motivado pelas descobertas, telefonei para duas lojas que vendem produtos químicos perguntando se tinha percloroetileno e a resposta foi não. Pode ter sido azar, coincidência, preguiça de telefonar para outras lojas, tudo isso junto, sei lá fiquei desestimulado e daí parti para o plano B: comprar a tal lâmpada. Novamente pesquisando na INTERNET, pularam de cara algumas ofertas no ML e decidi comprar uma de 33 cm com bolhas azuis e líquido transparente. Esperei ansiosamente a entrega da lâmpada e qual a minha surpresa ao abrir a caixa e ver que o líquido que deveria ser transparente estava com um aspecto esbranquiçado, leitoso. Sequer dava para ver a mão atrás da garrafa! Contatei a vendedora reclamando do problema e a explicação para o ocorrido não foi muito consistente: o líquido teria ficado turvo por causa da agitação excessiva ao longo da viagem. Até pode ser, mas há uma pequena diferença entre a distância da China até São Paulo e de São Paulo até Porto Alegre onde moro. Foi oferecida a possibilidade de retornar a luminária e ter o meu dinheiro ressarcido porém decidi ficar com a lâmpada pois considerei que seria uma ótima oportunidade para efetuar algumas experiências e também se eu resolvesse pôr em prática a receita que escolhi, não haveria a necessidade de procurar por uma garrafa adequada, base, etc. pois já as tinha.

O mais plausível seria atacar primeiro o problema do líquido onde a lava se move. Era óbvio que havia ocorrido algum tipo de contaminação por migração de partículas seja da parafina ou do corante ou mesmo ambos.

Primeiramente marquei a altura do líquido na garrafa com uma fita adesiva, abri a ampola e guardei o líquido para medir a densidade posteriormente ou mesmo em caso de fracasso total, repô-lo na garrafa e me conformar com a situação.

Resolvi experimentar primeiramente colocar água da torneira para ver que iria acontecer, afinal como estas luminárias são fabricadas na China e lá eles sempre buscam reduzir os custos de produção ao máximo, então porque não supor que o líquido transparente fosse somente água? O segredo podia estar na fórmula da lava. Após fazer isto e ligar a luminária, observei que a lava tendia a se acumular no topo o que indicava que a densidade da lava quando aquecida ficava baixa demais em relação à da água utilizada, mas para ter certeza disso havia necessidade de medir a densidade do outro líquido. Como sou professor de uma escola técnica e que também tem ensino médio, foi relativamente fácil ter acesso ao laboratório de física e por conseguinte a um densímetro. A escala do densímetro que usei não possuía grande resolução mas era suficiente para uma primeira medição e acusou uma densidade levemente maior do que a água, mas isto poderia ser causado pela contaminação pela parafina da lava.

Para eliminar a possibilidade que sais minerais da água da torneira estivessem aumentando a densidade da água e causando o acúmulo da lava no topo, troquei a água da torneira por água destilada tomando o cuidado de lavar a garrafa antes com a água destilada e novamente houve acúmulo da lava no topo.

A conclusão é de que realmente a densidade da lava quando aquecida ficava muito baixa em relação à da água. Ainda assim resolvi experimentar algo que seria um total contrasenso: adicionei sal na água para ver o que iria acontecer. A adição de sal causa o aumento da densidade e obviamente o esperado aconteceu: acúmulo de lodo no topo. Ainda assim adicionei outras pitadas de sal, mas não deixando a luminária ligada durante muito tempo entre as adições. Porém após a última adição deixei ela ligada por várias horas e verifiquei que quase todo o lodo tendeu a se concentrar no topo e ali permanecer na maior parte do tempo.

Restou então verificar o que iria acontecer ocorrer se a densidade do líquido transparente fosse reduzida. O meio mais fácil de se fazer isto é adicionar à água alguma substância que possua menor densidade do que a dela, lembrando que água pura tem densidade igual a um, tal como algum tipo de álcool. Eu tinha à disposição álcool isopropílico e álcool etílico. Resolvi não usar o isopropílico por ser tóxico também porque pudesse reagir com a parafina, afinal não sou químico e o seguro morreu de velho. O álcool etílico ou etanol é o álcool comum de limpeza mas tem que ser o de 98,2 INPM que significa ser álcool quase puro. Removi a salmoura, lavei a garrafa e ainda deixei a lâmpada ligada com água comum duas vezes trocando a água para eliminar ou reduzir ao máximo o sal. Preenchi então a garrafa com água comum mesmo pois estava guardando o restante da destilada para usar caso a minha previsão se confirmasse.

Sabendo que a densidade do líquido transparente deveria ser levemente menor do que o da água mas ao mesmo tempo desconhecendo qual era esse valor exatamente, deveria ser adicionada uma pequena quantidade de álcool e usando uma pipeta comecei a adicionar 0,1 ml por vez, fechando ela e agitando com delicadeza para misturar bem e posteriormente deixando a lâmpada ligada por algumas horas para verificar o comportamento da lava.

Após adicionar 0,3 ml a tendência do lodo se acumular no topo e permanecer ali por muito tempo se reduziu. A partir deste ponto comecei a adicionar 0,05 ml por vez para tentar um ajuste fino do comportamento. Com 0,5 ml de álcool adicionado a luminária atingiu um comportamento que me agradou, onde o lodo se distribui aproximadamente pela metade no topo e no fundo. No entanto as bolhas que se formam são sempre relativamente grandes. Como efeito colateral dos meus experimentos a cor da lava, que quando coloquei água limpa da primeira vez era originalmente de um azul escuro profundo se alterou significativamente, agora ela apresenta uma coloração tipo vinho tinto. Não percebi visualmente mudança da cor da água em nenhum momento, mas ainda assim pode ter havido migração de partículas do corante, bem como pode ter havido alguma reação do corante com o álcool, também pode ter sido causado pelo excessivo aquecimento da porção da lava que permanecia no fundo nos primeiros experimentos com água e depois água e sal, pois mesmo havendo o acúmulo da lava no topo, de tempos em tempos essa massa de lava quando esfriava descia ao fundo e se misturava com a porção que estava lá. Sendo este processo cíclico, a coloração de toda a lava como um todo teria sido alterada.

Eu fiz várias mudanças de líquido ao longo de todo o experimento, algo que certamente quem quiser somente trocar o líquido transparente da lâmpada não vai fazer e assim acredito que não haverá qualquer alteração na cor da lava e, se houver, será mínima.
De qualquer forma, acredito que cheguei a um método simples e barato para recuperar luminárias em que o líquido tenha ficado contaminado.

Algumas recomendações/sugestões:

- Não se esqueça de marcar a altura do líquido original na garrafa, seja com uma caneta tipo marcador permanente ou fita adesiva. A quantidade de álcool adicionado álcool é pequena em comparação ao volume de água e não haverá um aumento substancial no volume total. Nunca encha totalmente: é necessário um espaço no topo para a dilatação das substâncias.

- Adicione inicialmente 0,4 ml de álcool, veja o que acontece e decida se será necessário acrescentar mais, preferivelmente 0,05 ml de cada vez. Se for acrescentado álcool em excesso a tendência do lodo será ficar sempre no fundo e será necessário descartar esta mistura fora e começar de novo. Assim não tenha pressa, este é um procedimento que exige paciência pois deve-se deixar a luminária ligada por algumas horas e depois esfriar completamente para adicionar mais álcool.

- Tampe a garrafa após adicionar o álcool e após ligue a luminária. Não é aconselhável deixar ela destampada quando estiver aquecida por causa da evaporação e também porque o espaço de ar no topo influencia no comportamento da lava. Não se preocupe, não há qualquer perigo de incêndio pois a concentração de álcool é muito baixa. Para tampar a garrafa poderá ser usada uma pequena rolha de borracha com diâmetro adequado, tipo as que se usam para fechar tubos de ensaio.

- Se a luminária possuir um dimmer faça os testes com ele ajustado para o máximo de luminosidade modo a obter também o máximo aquecimento possível. Este é o pior caso, ou seja, onde há a tendência de haver acúmulo da lava no topo porque a diferença de temperatura entre o topo e a base é pequena e assim o ajuste da densidade deve ser feito nestas condições.

- Não experimentei adicionar detergente na água para ver se o tamanho das bolhas mudava. A finalidade do detergente é reduzir a tensão superficial da lava e assim possibilitar que se “quebre” mais facilmente. É uma possibilidade a ser experimentada, porém li que muito detergente “afina” a lava e ela tende a escorrer ao invés de formar bolhas. Assim devem ser adicionadas gotas pequenas de detergente por vez, seguindo o mesmo procedimento da adição do álcool.

Pretendo tentar recuperar a cor original da lava e para isto é necessário após deixar a lâmpada esfriar completamente, dar uma sacudida nela para soltar aquela porção de lava que fica no topo (ao menos na minha desde que coloquei para funcionar pela primeira vez sempre ficou um pouco de lava no topo após esfriar), retirar líquido transparente guardando ele em uma garrafa com tampa para evitar todo o trabalho de ajuste da densidade novamente e derreter o lodo da mesma forma que se derrete parafina, em banho-maria. Quando o lodo estiver líquido, bastará acrescentar corante para velas na cor azul e agitar delicadamente para misturar.

Por fim: Novamente recomendo que vá devagar e com calma, o procedimento de ajuste de densidade exige paciência e é um pouco demorado mas o resultado final compensa.

Se resolveres fazer esta experiência, gostaria muito de saber quais foram os resultados obtidos. Se tiveres qualquer dúvida, envie uma mensagem que terei imenso prazer em lhe responder.

João Roberto Gabbardo
Engenheiro Eletricista ênfase Eletrônica
Mestre em Engenharia Elétrica

Tinta que brilha no escuro – Chegou!

March 26th, 2009 36 Comments

Finalmente chegaram hoje as amostras da tinta que brilha no escuro. Logo que chegou, num envelope pardo, eu fiquei entusiasmado. Abri o envelope e ali dentro estavam dois saquinhos plásticos com um pó branco.

Não brilhava. Me senti o maior babaca de todos os tempos de ter acreditado naquela promessa de produto magico brilhante.

Um papel anexo ensinava a usar o pó na forma de carga (para moldagem) ou pigmento (para tinta).

O estranho é que eu esperava um pó que fosse mais grosso, mas o pó que veio é finíssimo. Tipo açúcar de confeiteiro. Era branco, tanto o verde quanto o azul. Eu fiz um teste e deixei ele por uns 5 minutos na luz da sala e quando apaguei a luz, levei um baita susto. O troço brilha com uma intensidade absurda!

Mas não exatamente como eu esperava. É interessante e tal, mas eu acho que não tem grande diferença disso para uma tinta fosforecente comum, com a diferença que isso aqui brilha mais forte.

Ao meu ver, este é de fato um produto de grande possibilidade de aplicação, mas não exatamente o que eu pensei que era, um tipo de luz líquida como luciferina e luciferase que ficasse acesa por 12 anos (embora o brilho do verde chegou perto do brilho da luciferina+luciferase).

Eu acho que os tais doze anos de brilho se referem à vida útil do material, e não ao tempo que ele fica brilhando. Uma pena. Talvez se fosse mesmo radioativo isso fosse possível. Interessante apenas perceber que ela esteve brilhando com intensidade suficiente para parecer mesmo com a luz do escritório acesa.

Outra coisa que me pergunto é se acidentalmente não comprei amostras do produto errado lá da MP co. Isso não tá me parecendo as tais litrospheres. Felizmente, descobri o Airton, que é o representante comercial dos produtos da MPK co. aqui no Brasil. Vou conversar com ele sobre esta questão. Eu acho que o material tem uma vasta gama de aplicações possíveis no campo do design, mas não era bem o que eu queria.

Assim que eu tiver novidades, comunico.

Editado: De fato, não é o mesmo material. As tais litrosferas, que era o que eu queria comprar brilham mesmo, como luz líquida por 12 anos sem parar. Veja mais aqui.

Vou tentar obter uma amostra de litrosferas. Não vai ser facil, porque me parece um problema enviar isso de lá pra cá…

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