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Olha o que eu comprei

Eu estava navegando inocentemente na net como sempre faço quando me deparei com um video de levitação impressionante.
icon surprised Olha o que eu comprei hhyeahh: :love: :love: :love:

Comprei a parada no ato. Vamos ver. Se for metade do que parece ser pelo video já vai ser demais. Um excelente elemento de decoração aqui da bat-caverna.
Se der certo mesmo, eu conto pra vocês.

O material todo, mais as pilhas e um kit de anéis levitadores extra, com o envio pela DHL saiu por cerca de cem pratas. Paguei com paypal. Agora é só esperar e torcer para o troço ser realmente show de bola. Minha idéia é misturar isso com a tinta mágica que brilha no escuro e impressionar meus sobrinhos.

O Brasil precisa da sua ajuda!

Caros amigos, eu tenho duas coisas muito importantes para dizer a vocês. A primeira é muito boa e trata-se de uma notícia que muita gente está esperando faz tempo. Nós queremos entrar na alta velocidade!

Sim, estou falando novamente do Maglev Cobra.

(mais…)

No bolso dos outros é refresco -Ownando geral!

Uma matéria publicada no JB online com data de 17 de maio de 2009, revela problemas na utilização da tecnologia dos VLTs na recuperação dos centenários bondinhos de Santa Tereza.
Mesmo após gastar 22 milhões de reais dos cofres públicos, não funciona a contento. Confira a reportagem na íntegra:

A espera pelos bondes da história

Ana Paula Verly, JB Online

RIO – Os dois bondes que circulam em Santa Teresa têm 112 anos e carregam até 80 passageiros. Na garagem, há mais quatro, modernizados com tecnologia VLT (ideal para metrôs e trens), que estão para entrar em circulação desde 2007. Em agosto, vence a promessa do estado de devolver oito bondes reformados ao bairro, mas até agora nenhum deles se adaptou às curvas sinuosas e às ladeiras íngremes. A fim de questionar a reforma da frota, que desde 2004 consume R$ 22 milhões dos cofres públicos, a Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast) convocou a Comissão de Cultura da Alerj para uma audiência pública, nesta quinta-feira à noite.

– A modificação tecnológica se mostrou uma aventura. São quatro bondes, quatro anos de contrato de financiamento com o Banco Mundial (Bird) e até agora não existe solução para a falta de veículos. Os erros são infindáveis, e quem paga é a população – ataca o ex-vice-presidente da Amast, Sérgio Amaral. –

O secretário (estadual de Transportes, Julio Lopes) tem que responder a uma ação pública, e a empresa (TTrans) deve ser proibida de participar de outra concorrência.

Frankensteins

Sérgio apelidou os bondes reformados de Frankensteins, por causa da carcaça centenária com operação informatizada. Cada um deles custou R$ 1 milhão. O simples reparo na própria garagem do bairro, acredita, colocaria toda a frota analógica na rua de novo por um terço do valor. O gasto foi motivo de uma ação da Amast no Ministério Público, que autorizou a reforma depois de o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac), que tombou os bondes em 1984, se posicionar a favor.

– O governo sucateou os bondes e argumentou que não havia peças de reposição para levá-los para uma empresa particular (TTrans), em Três Rios, que cobrou uma fortuna. Nada disso foi explicado. Pode o estado reformar um bem tombado para não funcionar? – questiona Sérgio Amaral.

O primeiro bonde VLT chegou a Santa Teresa no fim de 2007 e ficou preso no trilho. Sérgio diz que, por ser informatizado, qualquer impacto tem o efeito de “chute em um computador”. Depois do fim da garantia de um ano dada pela TTrans, caberá ao estado pagar o reparo das peças quebradas. A manutenção dos dois bondes antigos, por outro lado, é feita por um grupo de funcionários no próprio bairro.

– No impacto, o veículo perde as informações e para de obedecer. Funcionaria muito bem no asfalto do Centro. Em Santa Teresa, só o de 112 anos – defende.

O coordenador do sistema dos bondes, José Duarte, confirma a dificuldade em adaptar o software à topografia do bairro, com curvas de até oito metros de raio e ladeiras de 14 graus de inclinação. Por causa disso, ainda não há previsão para entrarem definitivamente em circulação.

– É um trajeto com muitas variáveis, difícil de tirar do papel e executar na prática. Em lugar nenhum do mundo os bondes são VLTs – argumenta. – Um trem elétrico, por exemplo, só consegue subir uma rampa de dois graus.

Fonte: JB Online

Gastar 22 milhões do dinheiro publico para concluir que não funciona é foda.

Enquanto isso, na FRJ, com recursos da Faperj, o MagLev Cobra, a mais moderna tecnologia de levitação urbana do mundo, está sendo construído com apenas 4,7 milhões de reais.

Falando em Maglev Cobra, na última sexta-feira foi ao LASUP uma comissão de especialistas internacionais em transportes que está examinando a candidatura do Brasil para sediar um evento internacional de transportes em 2013. Essas pessoas tiveram a oportunidade de levitar no nosso módulo de demonstração.

Durante a apresentação do sistema, o especialista japonês, completamente bolado com o que fazemos com pouca grana ( A toshiba ficou dez anos estudando a tecnologia e não construiu nada. A Ford idem.)  questionou o professor Richard:

- Por que os outros países não estão fazendo isso? Eu nunca vi nada igual… – Questionou o japonês em tom provocativo.

-Porque os outros países não estão fazendo eu não sei. Mas por que só os japoneses e alemães podem ter boas idéias? – Ownou o professor Richard.

O japonês ownado teve que colocar a viola no saco e passou todo o resto da visita de cara emburrada. Hahahaha.

Achei a resposta do Richard muito bem colocada. É bem assim mesmo que os gringos olham pra nós. O maior desdém. Só eles são os fodões que podem inovar. Nós não temos esse direito.

Muitos estrangeiros olham para nós como se fossemos meros macacos ou índios primitivos que só sabem balançar a bunda no carnaval. Tudo bem que temos mesmo um monte de paspalhos idiotas que só sabem rebolar a bunda no carnaval, mas não dá pra pensar que todo brasileiro é assim.

É bom lembrar também que grandes inovações mundiais na área do transporte nasceram no Brasil. O expoente mais famoso é sem dúvida, Santos Dumont. Mas pouca gente sabe que o câmbio automático, que dá conforto e está em quase todo carro dos americanos, foi inventado aqui.

O Richard é mestre em dar um “pra trás” nos outros.  Meu pai conta que quando eles dois foram no ùltimo congresso MAGLEV 2008, em Sandiego, CA, uma cientista americana deu uma tirada de onda dizendo que o mundo será melhor “…quando os demais países estiverem no nosso nível de motorização e defesa do ambiente…”

O Richard nem esperou a maluca terminar. Ele mandou logo na cara:

-E desde quando vocês são exemplo para o mundo em preservação do ambiente?

TOOOOMA!

Os americanos se acham muito. Mas na hora de assinar o tratado de Kioto, cadê? Na hora de reduzir os carros poluentes o que eles fazem? Lançam SUVs cada vez mais fumacentos. Os caras até criam guerra para arrumar mais petróleo, que terá como resultado direto, mais poluição.  Depois vem querendo cagar goma de bons moços.

Adoro quando eles ownam os malucos assim. Sobretudo gringos metidos à besta.

Outro dia meu pai teve o prazer de Ownar a reporter da Veja. (puts isso não tem preço)

A repórter, depois de ouvir todas as vantagens do Maglev perguntou em tom jocoso: – E qual o defeito do projeto?

-Ser brasileiro. – Respondeu meu pai. E completou: – Se fosse gringo estava todo mundo batendo palmas. Principalmente a imprensa brasileira.

owwwwned!

Últimas do MagLev Cobra

Vi que alguns de vocês me mandaram aquela matéria do G1 falando do MagLev Cobra. Muito obrigado. Eu tenho evitado falar do MagLev Cobra aqui, porque da última vez que falei, um leitor reclamou. Eu ainda não havia caído na real que o assunto pode não agradar a todos… É que é difícil pra mim evitar falar disso, pois o MagLev já faz parte da minha família. Todo santo dia eu olho para este trem (afinal estou na equipe do design dele). E com este lance de evitar comentar sobre o MagLev aqui, eu acabo não dando as últimas notícias.
Assim, eu tenho me limitado a passar as notícias no blog do MagLev Cobra (ainda na fase beta).

Hoje estive lá no Lasup e levitei durante um tempão. Fizemos um proto-módulo só para testes, e ele esteve levitando desde ontem nas instalações do laboratório. É super estranho você pensar que está no ar, parado, sem hélice, sem asa… Voando completamente estável, como num tapete voador.

p1160443 Últimas do MagLev Cobra

Eu estive lá com a equipe, e até minha mãe foi lá, levitar comigo no módulo. Fizemos uma festa. Tiramos varias fotos. Hoje foi um dia legal, porque a Divisão de Desenho Industrial apresentou um modelo em escala do MagLev Cobra 01.

O MagLev Cobra 01 é este trenzinho aqui em baixo:
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Ele é propositalmente curto. Ele consiste num arranjo de quatro módulos feitos em material compósito para os testes. Inicialmente nós iríamos usar o Cobra 01 naquela linha de testes que liga nada a coisa alguma, ali perto do trevo para a Linha Amarela, mas com a novidade de que o MagLev já vai entrar em operação na própria linha de testes, ligando o CT 1 ao CT2, adaptamos muitos dos estudos que estávamos fazendo pensando apenas no trem, para priorizar este veículo.

O Cobra 01 tem algumas diferenças do MaglevCobra tradicional. Quase todas no campo do design, porque em termos de tecnologia de levitação é basicamente a mesma coisa. Ele surge para atender a um nicho específico de mercado que é o transporte de curtíssima distância. Sua área de aplicação é bastante vasta, com usos potenciais no campo do turismo, transporte de executivos, em complexos industriais, entre terminais de aeroportos, etc.

Ele não tem piloto. Basicamente, dá pra dizer que ele é uma espécie de “elevador” horizontal. Com ar, som ambiente, poltrona confortáveis e uma bela paisagem em volta. Paralelamente ao MagLev 01 estamos trabalhando no 02, que será um trem mesmo, mais longo, pensado para transportar alunos e professores de um ponto a outro da UFRJ.

maglevpista Últimas do MagLev Cobra

Uma curiosidade do veículo é que ele será muito leve. Isso permitirá a utilização de estruturas pré-moldadas já existentes. Essas estruturas são para uso como passarelas de pedestres. No caso do MagLev Cobra, elas servirão como vias elevadas.
Só esta inovação já joga o preço de construção das linhas lá para baixo. Isso sem falar na velocidade de implantação. Acredite se quiser, com as novas estruturas pré-moldadas, é possível colocar uma passarela no lugar em poucas horas!

Hoje meu pai apresentou o MagLev Cobra a executivos da MPX (a empresa do Eike Batista) que estão estudando projetos de tecnologia da UFRJ que receberão um aporte de capital da companhia. É muito cedo para arriscar qualquer palpite, mas acredito que eles ficaram bastante interessados na apresentação e  que este contato preliminar com a MPX será apenas o primeiro de muitos outros.

Quem gosta do assunto e ficou interessado em saber mais sobre o MagLev Cobra, agora o veículo já tem um site oficial, e até um blog. Visite em: www.maglevcobra.com.br

De volta para o futuro e o skate levitador

levitation
Quem não sonhou em ter aquele skate que levita do Marty Mcfly? Eu sonhei, e hoje dando uma olhada num dos sites que eu leio, me deparei com o depoimento de um cara que realmente acreditou que aquele skate existia. Na verdade, ele apenas foi mais um dos milhões de meninos que realmente acreditaram naquela coisa. Para ajudar a vender o filme, Robert Zemekis nunca assumiu que o skate de McFly era um efeito especial. Ele sempre dizia que era um protótipo da Mattel que ainda não havia sido lançado, e que estava em desenvolvimento. Aquele papo furado que todo mundo engole.
Pra piorar, os caras liberaram (ainda no fim da década de 80) vídeos mostrando os “testes” com a tecnologia. Hoje eles são risíveis, mas naquele tempo, parecia realmente que ia acontecer. Isso ajudou a criar toda uma lenda urbana conspiratória sobre pessoas tentando impedir o lançamento do “brinquedo” por ele ter propriedades que desafiam a ciência conhecida até então – pelo menos na Terra.

E desde este video, muitas pessoas frustradas daquele tempo, começaram a pensar maneiras de fazer o sonho do Robert Zemekis virar realidade. 99,9% dessas pessoas acabaram tentando fazer a coisa usando colchões de ar. Assim, a idéia deles era criar mini-hovercrafts. Ou seja, algo caro, barulhento e feio.

airboard12387158 De volta para o futuro e o skate levitador

A coisa parecia sem solução (e ainda está assim) até que eu me lembrei de uma conversa que tive com meu pai há alguns meses atrás. Estávamos batendo papo sobre o uso potencial da tecnologia de levitação lá do Maglev Cobra. A tecnologia de levitação por supercondutores ainda está na pré-história.  A cada ano, novidades interessantes são descobertas. Há muita coisa que acontece e que não sabemos ainda a explicação e esta tecnologia não é exclusiva para o transporte de passageiros e carga. O campo de aplicações da levitação é absurdo. Um exemplo disso é a montanha-russa lá do Felipe. Naquele dia surgiu uma aplicação potencial: Diversão. Puramente diversão.

Fazer o skate que levita existir. hoverboard8777939 De volta para o futuro e o skate levitador

O sistema, na verdade, é bem simples. Trata-se de um rinque, como aqueles rinques de patinação que são montados em shoppings. O Rinque pode ser gigantesco, pode ter o tamanho que o cara quiser (e puder pagar). Dá até para o sujeito construir uma espécie de cenário de cidade em cima dele.
A única característica desse rinque é que ele seja forrado com um piso fino e por baixo deste, milhões de placas de ímã de neodímio ferro boro.
Como eu já falei e repeti, este ímã é muito potente e ele é capaz de provocar o efeito Meissner, na levitação de um supercondutor quando este é resfriado a -199 graus.

A levitação é gratuita e passiva, ou seja, o cara não gasta nem um tostão para andar no skate que levita. Ele só precisa de:

1- Um shape de skate normal, onde é aplicado abaixo dois pequenos criostatos circulares com vácuo molecular e na parte interna, as placas cerâmicas supercondutora. Só. O resto é diversão.
A cada seis horas ou mais o skate tem que ser enchido com pequenas quantidades de nitrogênio líquido.
hoverboard08711972 De volta para o futuro e o skate levitador

Infelizmente, esta idéia não permite que o cara saia por aí se agarrando em carros e fazendo loop em túneis, mas convenhamos, é o mais perto que a tecnologia de agora nos permite chegar do futuro vislumbrado nos anos 80.
Só basta alguém com coragem e grana para mandar fazer a pista de ímãs.
Uma boa idéia para parques temáticos.
Esta idéia também viabiliza o levitation blade. O que é isso?

rollerbladedowntown2539 De volta para o futuro e o skate levitador

Meu photoshop expirou. Imagine isso sem as rodas. No lugar delas, um criostato central.

É um patim, como aquele de gelo, só que… Sem nada em baixo! Ia ser legal, hein? Isso abriria novas possibilidades para manobras e diversões.

O problema maior seria conter o desmaio. Isso porque sem atrito com o piso, se a patinadora fizesse uma pirueta, ela poderia permanecer girando em seu próprio eixo por mais de uma hora.

Saiba mais sobre supercondutores aqui

Maglev Cobra bombando

maglev cobra
Pessoal, hoje saiu na Veja Rio uma matéria sobre as inovações que prometem melhorar a vida dos cariocas e brasileiros. O maglev Cobra foi abordado e até apareceu na capa da revista, voando ao redor do Cristo redentor. Dá uma olhada aqui:
tecnologia2h Maglev Cobra bombando

O Trem que Flutua Parece cena dos Jetsons. Os passageiros entram em um vagão que flutua silenciosamente a 70 quilômetros por hora. Até 2011, o protótipo do primeiro trem de levitação magnética do país, projetado no Laboratório de Aplicações de Supercondutores da Coppe, entrará em testes num trecho de 150 metros. No ano seguinte poderá percorrer 4 quilômetros, do Hospital do Fundão ao prédio da reitoria, levando cerca de 250 pessoas em cada viagem. Numa terceira fase, a expectativa é que possa transportar passageiros do Aeroporto Internacional do Galeão ao Santos Dumont, desafogando as vias da cidade. “O trem tem tudo para ser incorporado ao transporte urbano do Rio”, afirma Richard Stephan, que coordena o projeto. Ele poderá levitar graças a supercondutores (cerâmica composta de metais e oxigênio) resfriados com nitrogênio líquido, sem causar danos ao ambiente. Seu preço é mais um atrativo: enquanto 1 quilômetro instalado de metrô custa cerca de 100 milhões de reais, o do trem sai por três vezes menos.


leia a materia completa aqui.

Saiu hoje também no Editorial do jornal O Globo um artigo do meu pai e do Prof. Richard sobre o TAV e o Maglev. Vale a pena dar uma olhada.

Para quem não viu, aqui está o texto do editorial:

A Opção pela Ousadia

Richard M. Stephan* Eduardo G. David**

Recentemente a ministra Dilma Rousseff anunciou o interesse do governo em criar uma empresa para gerenciar a tecnologia dos trens de alta velocidade, demonstrando que o brasileiro está ciente da importância do assunto para o país. O governo está prestes a tomar uma decisão que não escapará do crivo do julgamento histórico: a ligação Rio-São Paulo.

Se o estudo que vem sendo conduzido apontar para a solução dada por trens de velocidade superior a 300 km/h, esbarraremos em um conflito.

No momento, existem duas tecnologias distintas que poderiam atender a esta demanda: a primeira representa um aperfeiçoamento do tradicional sistema ferroviário roda-trilho e tem no Shinkansen japonês (de 1964), no TGV francês e no ICE alemão (da década de 80) seus exemplos de maior sucesso. A segunda, a tecnologia de Levitação Magnética (MagLev) de alta velocidade, pesquisada há mais de 40 anos na Alemanha e Japão e há pelo menos 10 anos no Brasil, vislumbra o futuro.

O veículo MagLev apresenta vantagens indiscutíveis: é capaz de galgar rampas de 10% de inclinação contra 4%, uma vez que a tração na tecnologia MagLev não depende da força de aderência entre roda e trilho; reduz o tempo de obra e evita elevados desembolsos na construção de extensos túneis e viadutos. Também efetua curvas com raios menores para uma mesma velocidade, simplificando mais uma vez o traçado; possui tempos de aceleração e frenagem pelo menos três vezes menores, o que permite paradas com menor comprometimento no tempo total da ligação entre as estações inicial e terminal.

O MagLev atinge regularmente velocidades superiores a 450km/h, contra os 350 km/h de velocidade operacional dos atuais TAVs- Trens de Alta Velocidade, escravos do sistema roda-trilho comercial; consome menos energia; apresenta custo de manutenção inferior e menor impacto ambiental em termos de ruído e emissão de CO2.

As desvantagens do MagLev são: poucos fornecedores e custo tecnológico superior ao do modelo convencional em cerca de 20%. No entanto, a tecnologia roda-trilho exige caras obras de infra-estrutura, especialmente em trechos acidentados e com bruscas variações de altitude, como acontece no Serra das Araras.

Em momentos de decisão, é prudente relembrar exemplos históricos que possam nos ajudar a refletir.

Há cinco anos, comemorou-se o sesquicentenário da primeira ferrovia brasileira, a Estrada de Ferro Barão de Mauá, que utilizava uma bitola de 1.676 mm, à época já erradicada na Inglaterra. Já a ferrovia D. Pedro II, inaugurada há 150 anos, optou pela importação de locomotivas do tipo American, que se tornaram no futuro o padrão das ferrovias. A obra transpunha a Serra dos Órgãos por simples aderência, utilizando a melhor técnica disponível e dispensando cremalheiras. A primeira, com apenas 16 km, chegou ao pé da Serra de Petrópolis e parou sem saber como vencê-la. Já a ferrovia brasileira, a Ferrovia D. Pedro II continua operando até hoje.

A Estrada de Ferro Mauá foi uma obra limitada ao alcance de sua época, enquanto os projetistas e gerentes da Ferrovia D. Pedro II pensaram também no futuro. Esperamos que o governo brasileiro se inspire no exemplo daqueles que optaram por ousar. As gerações futuras certamente agradecerão.

* Coordenador do Projeto MagLev-Cobra da COPPE / UFRJ

** Gerente executivo do Projeto MagLev-Cobra da COPPE / UFRJ

Secretário de Transportes do Rio diz que apoia Maglev Cobra

pessoal
Deu no G1:

Pesquisadores da Coppe, Cursos de Pós-graduação em Engenharia da UFRJ, desenvolveram um projeto de trem de levitação magnética para encurtar a distância entre os aeroportos Tom Jobim, na Ilha do Governador, no subúrbio do Rio, e o aeroporto Santos Dumont, no Centro. O trem teria capacidade de transportar até 40 passageiros com uma velocidade de 70 km/h.
Os protótipos do novo transporte estão sendo testados em uma linha magnetizada de cem metros de extensão na Ilha do Fundão. De acordo com os pesquisadores, a tecnologia do trem utiliza nitrogênio super-resfriado em cápsulas, no lugar de rodas. A proximidade do nitrogênio resfriado com os trilhos magnetizados por ímãs, segundo a Coppe, provoca o efeito de levitação.
A expectativa dos pesquisadores e da Secretaria estadual de Transportes é que o trem tenha uma conexão com o metrô da Cinelândia, no Centro e circule também pela Rodoviária Novo Rio, Praça Mauá, Praça XV.

Modelo econômico

Segundo os engenheiros, a construção do sistema é até três vezes mais econômica do que o metrô. As pesquisas para o novo veículo já receberam cerca de R$ 500 mil de incentivo dos governos federal e estadual. Para as etapas de testes, o governo do estado vai investir mais R$ 4,7 milhões.
“É um projeto audacioso. Sendo viável, pode se transformar em uma solução para o transporte rápido de passageiros. Todo projeto sério que busca solução para o transporte de passageiros tem nosso apoio” disse o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes.

Fonte

Além do mais, temos boas notícias: Na quinta feira passada fizemos testes práticos e os criostatos funcionaram.  Inclusive, alguns membros da equipe já até levitaram sobre a base, que suportou com facilidade mais de seis pessoas, que até pularam na base.

basemaglev1903092 Secretário de Transportes do Rio diz que apoia Maglev Cobra

Os criostatos são estas caixas de tampa azul. Os supercondutores estão lá dentro, no meio do nitrogênio líquido.

Abaixo está um modelo da estrutura, feito de alumínio com os ímãs de neodímio. Esta configuração acima suporta quase uma tonelada. Os testes práticos confirmaram as simulações de computador.

Dica do Ale e Guilherme

Video interessante sobre levitação com supercondutores

maglev cobra
Ontem estive no Laboratório de supercondutores da UFRJ com a equipe de designers que vai dar o visual ao Maglev Cobra. A reunião foi bem legal e eu estou feliz por fazer parte do time. Na ocasião, pudemos ver alguns testes de operação do supercondutor, a maquina de vácuo mais escalafobética que eu já vi na minha vida e a base de levitação, que já está pronta.
trenzim Video interessante sobre levitação com supercondutores

Aproveitando que falo sobre isso, gostaria de publicar aqui um videozinho que eu achei bem interessante. Nele dá pra entender a idéia do Felipe de fazer uma montanha russa com este troço. Ele não descola nem de cabeça para baixo. Dá um confere aí:

Em breve trarei mais novidades sobre o Maglev Cobra.

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