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Os melhores cosplays femininos do mundo

January 31st, 2010 44 Comments

O Cosplay é a arta de se vestir como se fosse um personagem de ficção. O termo vem das palavras em inglês costume (traje/fantasia) e play/roleplay (brincadeira, interpretação). A origem do Cosplay remonta aos Estados Unidos, embora o cosplay no japão tenha uma enorme parcela de contribuição para a divulgação deste hobby no mundo.

Ao que parece, a primeira vez que o Cosplay surgiu, foi em 1939, numa convenção de fãs de ficção científica nos EUA, a primeira WORLDCON, em Nova York. Neste dia, Forrest J. Ackerman, um jovem de 22 anos, e sua amiga Myrtle R. Douglas compareceram ao evento como os únicos fantasiados entre um público de 185 pessoas. A coisa virou moda e nunca mais parou de atrair adeptos. Em 1984 um japonês que visitou a Wordcon se impressionou com a capacidade dos americanos de se fantasiar de personagens e levou a moda para a Terra do sol nascente. Assim surgia no japão uma febre que duraria décadas. O movimento foi tão bem recebido no japão que muitas pessoas acabaram tendo a impressão de que o movimento cosplay surgiu lá.

A hegemonia japonesa pelo cosplay se explica porque desde o fim da II Guerra, o Japão desenvolveu uma indústria cultural bastante própria, baseado em personagens de ficção. Some a isso os desenhos animados, que cairam no gosto de todo o mundo e os jogos eletrônicos, e teremos uma explosão de personagens tamanha que não tem fim.

No Brasil, o Hobby do Cosplay apareceu no fim da década de 90, graças a  popularidade do desenho Cavaleiros do Zodíaco, que passava na TV Manchete.  A partir deste desenho foi que apareceram as primeiras convenções de mangá no país, bem como o nome Cosplay e suas respectivas características.
Embora a busca pelo perfeccionismo do cosplay seja uma característica marcante para os seguidores deste hobby, algumas tentativas são verdadeiramente frustradas. Em alguns casos o personagem escolhido não se encaixa no padrão corporal do cosplayer, ou é mal produzido. Mas existem situações em que o grau de similaridade impressiona.

Uma coisa que atrai muitos curiosos são os cosplays femininos. Como no japão existem muitos personagens femininos, é natural esperar que um volume enorme de cosplays sejam de meninas vestindo-se como seus personagens preferidos. Este post mostra uma singela seleção de bons (e sensuais) cosplays femininos.
Leia mais sobre cosplays na wikipedia

Este post tem muitas fotos. Não recomendo para quem tem conexão ruim.
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Festival internacional de robôs

January 2nd, 2010 5 Comments

Muito interessantes as fotos dos robôs exibidos no festival internacional dos Robôs que ocorre todo ano no Japão. Tive a nítida sensação que o design dos robôs deu uma bombada nos últimos anos. Parece que estamos nos aproximando rapidamente do ponto que separa a ficção científica da realidade. Não duvido que em alguns anos este robô branco aqui possa estar policiando áreas de risco.

Obviamente não será branco assim, mas numa situação de confronto urbano, pode ser fabricado na cor de tijolo. E se bobear, com uma camuflagem no melhor estilo predador.
Confira abaixo algumas fotos do evento.

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As dez mais loucas versões da musica do Mario

November 21st, 2009 10 Comments

Mario? Que Mario?

Não, não é aquele que te carcou atrás do armário, mas sim o personagem possivelmente mais famoso ( e antigo) do mundo dos jogos, o Mario Encanador, conhecido originalmente como “jumpman”:

Pois é, meu amigo. Hoje em dia, do jeito que o mundo está, saber a história dos personagens de videogames é tão importante (ou mais, dependendo da área que você queira trabalhar) quanto conhecer a história de pessoas famosas ou vultos históricos, como Mussolini, Cleopatra, Tales de Mileto, Moisés, Hitler, Luis XVI…
Para quem não sabe, o Mario é um personagem ficcional, criado por Shigeru Miyamoto em 1981.
Curiosamente, o Mario só existe por causa do Popeye – Aquele do desenho animado, que comia espinafre e dava porrada no Brutus.
A história que envolve os dois é a seguinte: No início dos anos 80, a Nintendo possuía os direitos de uso do personagem Popeye e Shigeru Miyamotio estava trabalhando num jogo com o Popeye. Ele chegou a fazer o jogo do Popeye, mas logo que terminou, a Nintendo acabou perdendo os direitos de uso do personagem comedor de espinafre, e com isso, Shigeru foi obrigado a fazer um novo jogo. Dessa vez deram a ele liberdade criativa e ele inventou seu próprio personagem. Nascia ali o Jumpman, ou Mario, que viria a ser o mais longevo personagem de jogo da história e hoje, a mascote oficial da Nintendo.
Em termos de jogo, a coisa mudou pouco. O troço era basicamente a mesma coisa que ele já havia feito para o Popeye, sendo que agora era o jumpman que saltava (daí o nome) através dos níveis para defender uma princesa (que antes era a Olívia palito) do Brutus, (na nova versão um gorila, o Donkey Kong).

Este é o Jumpman original

Este é o Jumpman original

O nome Mario surgiu graças a uma coincidência. Para dar destaque ao bigode do boneco, foi adicionado um nariz protuberante no personagem do jogo. Nesta época os jogos eram de baixíssima resolução, o que obrigava o programador a criar o desenho programando-o pixel a pixel.
A solução do bigodão ajudava a esconder a boca, o que deixava menos trabalho para o criador. Do mesmo modo, o chapéu ajudava a esconder os cabelos, reduzindo o tempo na preparação dos sprites de animação.
Mais tarde, alguém da Nintendo notou que Jumpman tinha uma impressionante semelhança com Mario Segalli, o senhorio italiano do escritório da Nintendo em Nova York. Foi o que levou a mudança do nome Jumpman para “Mario”. Sabemos que algum tempo depois, Mario ganhou um irmão, Luigi. Ao que parece, o nome de Luigi foi criado a partir da existência de um restaurante italiano, situado ao pé da sede da Nintendo, chamado “Mario & Luigi’s”. A informação em questão não foi confirmada, mas parece plausível.
Curiosamente, o Mario não era um encanador, e sim um carpinteiro. Mario só mudou de profissão quando a Nintendo lançou o jogo Mario Bros, pois a solução de canos era uma idéia engenhosa para criar a transição entre as fases. Daí, de carpinteiro para encanador, a mudança foi direta.
O jogo explodiu em vendas. Consoles foram criados, milhões de games vendidos em todo o mundo e assim toda sorte de memorabilia foi vendida com a imagem do Mario. Dos jogos eles saltaram para desenhos animados, séries e até longa metragem, destacando-se como um dos personagens mais rentáveis de toda a industria dos games. É certo que a história do videogame seria diferente da que vemos hoje se Mario não existisse. Muitas das coisas do jogo tornaram-se cults.
Uma das coisas mais conhecidas da franquia Mario é a musiquinha. Daí surgiu esta idéia de catar as dez versões mais curiosas da musica do Mario. Confira:

1- Tema de Mario a capella (com bônus do tetris, entre outros clássicos do vdeogame. Muito legal este video)

2- Tema de Mario tocado num CD. (veja o video e fique bolado como eu fiquei)

3-Tema do Mario “tocada” por uma cortadora a laser (o som provém das engrenagens!)

4-Carrinho de controle remoto e garrafas cheias de água. (muito bizarro!) Note a cara de espanto do vigia.

5-Régua? Incrível!

6- A musica tocada no Theremin

Curioso sobre este estranho instrumento? Leia o post sobre ele.

7-Piano

8-Versão Orquestrada:

9-Contra-baixo:

10-Versão tocada (CARACA!!!) com a Mão:

11(bônus nerd)- Musica do Mario tocada com bobinas tesla:

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A aparição no elevador

October 8th, 2009 16 Comments

Veja que coisa estranha. Confesso que me deu um calafrio. Seja real ou fake*, é maneiro. (não é babaquice de susto. Pode ver numa boa)

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Firme e forte após os 70

September 23rd, 2009 7 Comments

Em 1980, nossa esperança de viver era de 62,5 anos. Hoje, a expectativa de vida nacional já ultrapassa os 70.

Pois no Japão, um coroa de 74 chamado Tsutomu Tosuka tirou onda ao abocanhar o primeiro lugar num concurso de fisiculturismo. Olha o naipe do velho, meu:

Por incrível que pareça, ele nunca se preocupou em malhar na vida até chegar aos 40 anos. Desde então começou a espantar as pessoas na academia com sua força de vontade e vitalidade. Agora aos 74, Tsutomu vence o Japan Masters Bodybuilding Championships na categoria sênior.

Espero que ele tenha obtido este shape sem usar bomba. Sabendo que os orientais tem uma enorme tendência de entrar de corpo e alma em tudo, não duvido que ele realmente nem tome bomba para ficar assim. Tsutomu dá uma lição de vida em todos os que pensam que pessoas acima de 65 anos só podem encostar e esperar a morte.

E o cara começou aos 40… Sinal de que ainda tenho cerca de uma década para  dar jeito nesta carcaça.

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As figuraças de Harajuku

September 22nd, 2009 39 Comments

Harajuku é o nome de uma região de Tóquio, que é famosa por ser a “área fashion” do Japão. O lugar fica no bairro de Shibuya.  É normal vermos por ali – principalmente nos finais de semana algumas pessoas com visual bem estranho.  O melhor horário pra ver esse povão é lá pelas 11h da manhã. Numa rápida visita a  Harajuku  é possível ver de pessoas vestidas com cosplays a verdadeiras fantasias de carnaval ambulantes. Eles ficam lá na maior paz, sentadinhos, comendo lanchinhos, fumando ou só posando para turistas sedentos de fotos. Para saber mais sobre este local, entre aqui. (obs: Dicas da Miyuki)
Agora entendo de onde saiu o figurino bizarro dos personagens do Final Fantasy.

Muitas imagens! Click to continue »

Robôs gigantes

June 16th, 2009 28 Comments

Pois é. Parece que os desenhos animados estão começando a botar um pé na realidade. Os japoneses estão construindo um robô gigante para celebrar o trigésimo aniversário do Gundam. Ela terá luzes emitidas de mais de 50 pontos da estátua e alguns lugares emitirão fumaça.

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O robô, que se chama RX-78 é na verdade (óbvio) uma estátua gigante, feita de fibra de vidro e plástico e infelizmente será desmontada depois do período de comemorações (2 meses). A Bandai NAMCO ainda está definindo o que vão fazer com a estátua após o período de exposição. Há rumores de uma possível venda do RX-78 no Ebay.

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O Robô tem 18 metros de altura e pode ser visto de longe. Este não é o primeiro robô gigante construído no Japão. Nos anos 90 uma réplica de 2/3 do modelo LM312V04 (Victory Gundam) foi construído, atingindo a altura de dez metros. Em 2007 uma réplica oficial de tamanho real do RX-78 foi construída no parque temático Fuji-Q Highland aos pés do Monte Fuji. E parece que já tem planos para uma nova construção de robô gigante como forma de comemorar o aniversário de Mitsuteru Yokoyama, criador da série.
Fonte

Robôs gigantes no Brasil?

É deveras impressionante a fixação que os japoneses tem com robôs gigantes. Desde que me entendo por gente vejo seriados diversos cujo final se resume a monstros de espuma lutando contra robôs gigantes sobre maquetes, que invariavelmente acabam totalmente destruídas. Foi assim desde spectreman aos famigerados Power Rangers.
Entendo que o conceito da luta final, em grande estilo, envolvendo destruições cataclísmicas e criaturas monstruosas tornou-se um imperativo do estilo nos sentais.
Um Sentai é um daqueles filmes que envolve pessoas de roupas coloridas e capacetes estranhos, que lutam contra monstros do espaço, de outra dimensão ou sei lá da onde. O termo japonês sentai, é de origem militar, e significa “esquadrão”.

Oficialmente, um sentai é um filme de grupos de heróis coloridos. Mas o estilão do seriado e as bases que controlam praticamente todos os filmes de hoje, vem dos longínquos e baratos seriados televisivos japoneses. Trata-se de um estilo de seriado que surgiu na década de 60, época do famoso National Kid (que nem era ator. O cara era bancário!).
Desde então, inúmeros grupos de heróis povoaram a tv. Entre eles um dos que mais me marcou a infância foi o Changeman. É impressionante a quantidade quase infinita de séries sentai feitas no japão.
Ao que parece, toda a exportação de sentai no mundo, concentrava-se nas mãos da Toei.
Uma estranha curiosidade, é que eu fui convidado para trabalhar num Super Sentai (poupem-me dos trocadilhos a la casseta & planeta, ok?) nacional.
Ocorre que aqui no Brasil tem um cara, bastante conhecido da galera da computação gráfica. Ele se chama Levi e é um dos sócios da produtora carioca Intervalo. O Levi é um cara que tem antenas permanentemente ligadas em coisas que podem dar muita grana. Basicamente o que o Levi faz é analisar as tendências internacionais, quase sempre seguindo atrás de uma moda americana ou japonesa e lançar um produto “genérico” para ganhar no vácuo da série da moda. Foi assim que o Levi criou os Dogmons, (uma cópia tupiniquim dos pokemons). Um dia o Levi me chamou para conversar e disse que estava com um projeto de um Sentai. Ele me contou a história do negócio. E ela é bem interessante.
O Levi tinha montado um portfolio com inúmeras idéias para apresentar a empresários do setor de licenciamento e brinquedos. Lá estavam os famosos Dogmons, entre outros diversos projetos. Um deles, era uma versão nacional de Sentai, chamado “Mega Powers“.
Ele foi para a reunião com o empresário, crente que os caras iam querer lançar os Dogmons. Para surpresa do Levi, uma a uma, as idéias dele iam sendo recusadas peremptoriamente. Até que, sem nenhuma idéia na pasta, ele resolveu arriscar. O Mega Powers era apenas uma meia duzia de desenhos no papel, um proto roteirinho chinfrim e uma marca. Nada mais.

Não havia muita coisa porque o Levi tinha criado o Mega Powers porque pensava que estava com poucos projetos para apresentar. Assim, ele inventou uma coisa qualquer apenas para funcionar como “Boi de piranha”. Mais para fazer volume. Afinal, quem em sã consciência ia tentar fazer uma réplica nacional do Power Rangers?

Como tudo na vida de quem trabalha com essas coisas, graças a imprevisibilidade do cliente, o boi de piranha foi alçado aos píncaros da glória. Tão logo o cliente bateu os olhos na proposta, ficou maravilhado. O Levi disse que na hora ficou até meio puto, porque ele tinha trabalhado duro durante anos no projeto Dogmons para ver o boi de piranha e “cópia deslavada de Power Rangers” ser a “bola da vez”. Seja como for, os caras da empresa gostaram e quiseram lançar o primeiro sentai brasileiro.

Era início de setembro e o video deveria estar pronto, gravado e embalado, já nos pontos de venda para o natal. O dinheiro liberado, pouquíssimo, era para a construção de quatro episódios de 40 minutos, apenas para “sentir o mercado”. Mas pensando friamente, do ponto de vista de uma produção, isso dá um longa metragem, que seria lançado em um DVD.
O Levi saiu da sala meio atordoado com a idéia. Ele partiu em busca de todo tipo de adolescente que tivesse uma boa aparência, soubesse um mínimo de teatro e entendesse alguma coisa desses filmes de luta.
Encontrar os atores certos foi um dos maiores desafios, pois não havia tempo hábil para treiná-los. Então ele acabou recorrendo a grupos de teatro amador.
O Levi contratou umas academias de artes marciais para fornecerem os dublês. Alugou uma câmera e saiu filmando. Em Niterói e no Rio. O resultado prático é meio louco. Meio tosco também. Mas é uma coisa feita em praticamente dois meses, quase sem grana, então dá pra dar um desconto. O Levi disse que se “internou” na Intervalo e praticamente “morou” no estúdio para conseguir finalizar a produção a tempo. Lógico que sendo feito num esquema de “susto”, não dá pra ficar grandes coisas.

Por exemplo. As cores dos Mega Powers eram amarelo, vermelho e azul. Sabe porque? Porque eram as cores que a empresa que vendia lycra no bairro do Rio Comprido tinha pra vender. :lol2:
Seja como for, o Levi conseguiu criar um sentai brazuca em dois meses (pois para lançar em dezembro um produto audiovisual já deve estar pronto em novembro).

Com um olhar crítico sobre a coisa que ele mesmo criou, Levi pensou: “Isso tá uma merda…Vai ser o meu maior fracasso. ”
Pois para surpresa de todos, o Mega Powers foi um sucesso estrondoso de vendas, logo nos primeiros dias eles esgotaram todos os dvds lançados, incluindo os de promoção. Precisaram fazer mais edições, que venderam feito água. Grande parte impulsionadas pelo preço que era metade do preço do Power Rangers original.
Quando eu encontrei o Levi ele estava trabalhando na “melhora” do conceito dos Mega Powers, já que – ele não quis dar detalhes – havia uma possibilidade de exportar o produto para redes de Tv do exterior. Possivelmente do Japão!
Acredite ou não, existia uma demanda reprimida enorme por sentai. Segundo o Levi me contou, o fato de todo o sentai mundial estar concentrada nas mãos da Toei era um problema complicado para muitas emissoras, que estavam nas mãos dela. Ao longo de décadas a Toei criou um mercado de consumo faraônico para sentais, e depois fechou a torneira.

A história é enrolada e meio controversa. Tem a Disney e o seu respectivo império comercial no meio.

Segundo o Levi,  um sujeito chamado Saban (ok, eu admito que não lembrava o nome do cara. Vi na wikipedia)  que sempre foi um cara esperto, fez um contrato de exclusividade com a Fox, vendendo uma série de filmes que chamou de Power rangers. Inclusive o cara teria até usado cenas de diversos sentais diferentes feitos no japão para fazer um filme novo, com cara e estilo ocidental. O cara gravava cenas com atores americanos na Nova Zelândia e mixaria com cenas prontas de outros sentais feitos no japão.
Foi naquela conversa com o Levi que eu entendi como funcionava o mecanismo por trás do Power Rangers, que é um sentai adaptado para o público ocidental. Mais que isso, Power Rangers é uma franquia multimilionária, que mal começa a sair de moda surge um spin off: “Power Rangers força do tempo”, “Power rangers força animal”, “Power Rangers sei lá mais o quê” e então todo ano a coisa toda recomeça.
Power Rangers é meio que um “Malhação” com monstros e explosões. Sem falar nos robôs gigantes.

Como a Toei detinha a exclusividade de exportação dessas séries para o ocidente, o tal Saban fez um contrato com ela e isso simplesmente estragulou o mercado, deixando como único produto disponível o -caro- Power Rangers. A Wikipedia diz que isso é boato, mas o Levi me garantiu que é justamente isso. O que não é nada de se espantar, já que o mundo está cheio de manobras comerciais desse naipe.

Quando eu fui convidado para trabalhar no Mega Powers, o Levi pretendia fazer uma segunda edição, sendo esta de dez capítulos inéditos, com roteiro sensívelmente melhorado, com efeitos de grande qualidade e atores bem treinados e dirigidos. Minha missão seria bolar o visual dos novos heróis, agora numa produção mais parruda. Eu ia criar de tudo. Dos capacetes, às roupas, passando pelas armas e se bobear, novos robôs gigantes – e toda uma linha de brinquedos.
Porém, acho que o orçamento que eu dei ficou alto demais e a empresa não quis bancar, mesmo sabendo que seria mais um gol de placa, afinal, sempre haverão crianças querendo ver heróis de roupas coloridas virando cambalhotas na tv. Sejam elas na praia de Copacabana, sejam em pedreiras abandonadas em Nagoya.

O carpete vivo

May 6th, 2009 5 Comments

Carpete é aquele troço que todo mundo conhece. Peludinho, quente e -quando velho – máquina de causar alergia.
Mas ao que parece o carpete evoluiu!
Dá uma olhada nesta sensacional idéia: Um japonês chamado Makoto Azuma em parceria com a empresa Unitika Inc.inventou um carpete que é feito de plantas. Vivas.


O troço na verdade é até simples. Trata-se de um tipo de substrato industrializado que permite que plantas, como o musgo cresçam nele. Como resultado, o substrato pode ser cortado e colocado em diversos lugares para valorizar e naturalizar os ambientes. O resultado é impressionante e muito bonito.

Além disso, o substrato é feito com uma fibra gerada com ácido polilático natural, o que faz com que em dez anos este material tenha se tornado solo fértil.

Parece plastico quando você aplica e logo depois ele é biodegradado, gerando um ambiente altamente nutritivo para o musgo crescer. Como resultado de impacto, há apenas a liberação de água e CO2. Como o CO2 é aproveitado pela planta no processo de fotossíntese, na pratica ele produz apenas água.

O material revolucionário além de decorar, permitirá soluções de recuperação ambiental, evitando que grandes áreas se solo acabem ressecando devido ao sol.

Certamente este carpete não é feito para pessoas andarem em cima.

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