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10 lugares Gumps

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Aqui está uma pequena lista de dez lugares bastante curiosos e estranhos do mundo. Saca só:

1- Rocas Baimbridgen – Galapagos - Equador

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Este lugar incrível fica no Equador e pertence ao arquipélago de Galápagos. Esta inacreditável lagoa de águas rasas no meio do mar é uma praça de alimentação para milhões de flamingos.
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Passeio em Floripa – video

Passeio em Floripa – video
Eu coloquei umas fotos do meu passeio em Floripa lá no meu facebook. Montei algumas da praia e da ilha do Campeche pra mostrar a vocês. O lugar parece o Caribe, meu. A água é quentinha e o azul chega a parecer o 3d malfeito do Bryce 3d versão 2.

Fica a dica. Se você mergulha ou gosta de mergulhar, vale muito a pena ir pra este paraíso ecológico. Tem que chegar cedo na praia do campeche, pois a ilha é uma área de proteção ambiental, e isso limita o numero de acessos a 800 pessoas. Da praia do campeche, você pega um bote que salta sobre as ondas na maior aventura e vai em linha reta direto na ilha. Na alta temporada custa 50 reais por cabeça. Chegando na ilha existem dois restaurantes com o mesmo menu e mesmo preço. É muita comida, muito farta mesmo num preço honesto. No dia estávamos em 6 cabeças, todo mundo comeu até explodir e a conta ficou em 200 pratas.
Outra coisa legal da ilha, são os Quatis, que surgem do nada e vem brincar com os visitantes. Eles são famosos no lugar porque ficam pedindo comida e futucando nas bolsas dos turistas em busca de sanduíches e biscoitos. Tem uns turistas desmiolados que dão doces e comida de gente pra eles, o que afeta muito a saúde dos animais. A ilha tem umas trilhas, que dizem ser sensacional, só que no dia não deu pra fazer, porque na noite anterior choveu muito e deixou perigosas as trilhas.
Há uma casinha na ilha que aluga equipamento de mergulho e organiza as excursões. Além das trilhas a pé, existem trilhas marinhas, com guias mergulhadores profissionais e o resto do pessoal todo debaixo d´água. Bem legal mesmo.

A ilha é formada por costões e morros recobertos de Mata Atlântica, e possui uma única praia com areia fina e extremamente clara. O mar, que tem coloração variando entre verde e turquesa, possui poucas ondas, o que é bom pra mergulhadores e crianças.

Desde fevereiro de 1940, a Ilha do Campeche está sob os cuidados da Associação Couto de Magalhães, e atualmente está sob responsabilidade de uma gestão compartilhada, onde distintas associações auxiliam na conservação do lugar.

Se essa é a semente, imagina só a árvore!

Olha só:

thisisjustaseed01 Se essa é a semente, imagina só a árvore!

Isso é a SEMENTE, mané. Imagina só a árvore!

A Arvore que dá origem a uma semente gigante como esta, é a palmeira Lodoicea maldivica. O “Coco do mar”, que durante muitos anos confundiu os exploradores do sul do Pacífico, que imaginavam que estas sementes se originavam no fundo do mar.Sua característica mais marcante é ter a forma de duas coxas, e num dos lados tem até um pequeno “púbis” peludinho, além de ser a maior semente do mundo.

Elas são gigantescas mesmo, e viajam ao sabor das ondas por milhas e milhas, até irem parar numa praia qualquer, onde acabarão dando origem a uma nova palmeira. A palmeira do Coco do mar chega a ter 30 metros de altura. Curiosamente, 30kg é o peso que a semente atinge. O fruto leva de 6 a 7 anos só pra amadurecer e a germinação leva pelo menos mais 10 anos. Esta planta é meio lerda, né? Pra você ter uma ideia, o tronco da arvore só vai aparecer quando ela já tem 15 anos de vida. Ela só atinge a maturidade entre 20 e 40 anos! Não é atoa que esta planta impressionante chega fácil aos 400 anos de vida.

paraisox Se essa é a semente, imagina só a árvore!

Olha só o paraíso onde a palmeira se origina

Ela é nativa da ilha de Praslin, nas Seychelles, embora haja alguns exemplares introduzidos noutras ilhas do arquipélago das maldivas em função das marés.

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5 ilhas curiosas que quase ninguém imagina que existam

O mundo, como você e a torcida do Flamengo inteira sabem, está repleto de ilhas espetaculares, algumas paradisíacas. Até falei em ilhas espetaculares aqui antes, olha só.
Mas existem ilhas artificiais, feitas, ou alteradas propositalmente pelo Homem, que poderiam se tornar verdadeiros centros mundiais de peregrinação para os amantes dos filmes de terror. São as chamadas “ilhas fantasmas”.
As ilhas fantasmas são parecidas com as antigas cidades fantasmas. Centros urbanos que conheceram a fama, cresceram em demasia, para em seguida afundar no mais completo abandono.
Ilhas deste tipo, geralmente são fechadas ao acesso público, pois representam perigos diversos. Muitas delas estão em ruínas, e devido ao inexorável e implacável poder do tempo, poderiam desabar sobre os turistas desavisados.
Há um bom número de fortificações e construções complexas que se encontram hoje na condição de ilhas fantasmas. Vamos ver 5 dessas:

1- OIL ROCKS – A cidade flutuante
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Esta é sem dúvida uma das mais estranhas cidades do mundo. A cidade flutuante de Oil Rocks fica na costa do Azerbaijão, e hoje se encontra completamente abandonada. ‘Oily Rocks’ começou com apenas uma área plana erguida sobre palafitas. Lentamente, ela começou a crescer. Na medida em que o petróleo jorrou pelos dutos da cidade, mais e mais trabalhadores foram empregados. Balsas e plataformas flutuantes foram então usadas para fazer a cidade se expandir. Uma pequena cidade totalmente voltada para a indústria do petróleo surgiu no mar, e com ela, bibliotecas, lojas, hotéis, escolas, complexos residenciais, ruas, estradas, hospitais, etc. Quando o petróleo acabou, todo mundo partiu, deixando para trás apenas o esqueleto carcomido da cidade e das árvores que no passado estavam vivas. Muitas partes da cidade já afundaram. A cidade de Oil Rocks hoje é habitada apenas por pássaros.
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2-Atol Jonston – O melhor lugar para esconder um alien

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Surgido antes da Guerra Fria, quando os EUA e a União Soviética mediam forças ameaçando acabar com o plenta numa guerra nuclear, o Atol Jonston era uma área secreta do governo americano criada para lançamento de satélites espiões.

Fincada numa pequena ilha, em meio a um atol paradisíaco, existe uma base, com uma pista de pouso profissa, piscina, hangares, etc. É uma base bastante estratégica, pois fica bem no meio do Oceano Pacífico. Por ser praticamente plana, a ilha Jonston não é visível de grandes distâncias, o que aumentava bastante sua vantagem estratégica, sobretudo no período que antecedeu o lançamento dos satélites espiões.

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Em seu auge, a base militar abrigou mais de mil pessoas. Entre 1958 e 1975, a base serviu de ponto de lançamento para testes nucleares da “Operação Dominic”. Desde 1993, a base está desativada. Existem rumores de que secretamente aeronaves “experimentais” (como o projeto Aurora) utilizem a base nas operações do Pacífico.  Há quem acredite que a base oculta vários níveis no seu subsolo, o que seria uma característica comum de muitas bases militares, inclusive a de Groom Lake, também conhecida como “Área 51″. Por não possuir elevações, com o aumento no nível dos oceanos, esta base certamente ficará submersa.

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3- Forte Jefferson – No meio do nada

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O Forte Jefferson fica bem no meio do nada. Como se não bastasse a curiosa localização, o forte conta ainda com um fosso, no melhor estilo de castelo medieval. Bastante peculiar um forte que fica numa ilha conter um fosso ao ser redor, né?

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Vista do fosso

O forte  em questão fica nas águas maravilhosamente transparentes de Key West, na Florida. Ele fica a oeste das ilhas de Key West, num ponto em que conecta as águas do Oceano Altlântico com o Golfo do México.

Sua construção se iniciou em 1846, e levou 30 anos para ser concluído. Ao acabarem o forte, ele já não tinha absolutamente nenhuma serventia. Durante a Guerra Civil dos EUA ele foi usado como prisão para os desertores e os criminosos. Em 1874 o exército simplesmente abandonou o forte, após surtos de febre amarela e violentos furacões ceifarem a vida de muitos funcionários. Em 1898 os militares retornaram, e ocuparam a construção. Ao longo de sua existência a fortificação foi ocupada e desocupada repetidamente. As ocupações finalmente cessaram em plena primeira guerra mundial, quando o forte era usado para apoio às divisões de hidroplanos.

Graças à ação do mar, tempestades, furacões e problemas estruturais de sua construção em 1846, o forte está lentamente se desfazendo.

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4- Hashima Island – Perfeito para um live de Resident Evil!

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O visual é decadente. Prédios antigos se cumulam por todos os lados, escurecidos pela ação do tempo e prestes a desabar a qualquer minuto. Os únicos sons que se pode ouvir em dias e dias de confinamento na ilha é o do vento, e eventualmente uma  gaivota, além das ondas quebrando-se nas pedras ao redor da ilha.

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Hashima Island significa “ilha da borda”. Graças ao seu formato peculiar, ela também era conhecida pelo apelido de “ilha navio-de-guerra”  e localiza-se na costa do Japão. Pode parecer estranho que uma ilha deserta fique localizada a apenas 5km da costa do país com uma das maiores densidades demográficas urbanas do planeta.Mais estranho ainda quando descobrimos que a ilha navio de guerra é apenas uma das 505 ilhas desabitadas em condições similares na mesma área.

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Esta ilha em questão fica a apenas 15 quilômetros da prefeitura de Nagasaki, e teve moradores entre 1887 e 1974.

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Na ilha existem consultórios, fliperamas, restaurantes, bares, mercadinhos, enfim, todo o necessário para que uma pequena sociedade se estabeleça. Fora a ilha, existe uma complexa rede de tuneis e passagens subterrâneas, pois na ilha havia uma mina. Hashima já teve tantos moradores que no ano de 1959, ela foi a cidade mais densamente populada do planeta, com 5.259 pessoas acumuladas sobre uma lage de pedra. A media era de 835 pessoas para cada 2,5 acre.

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A ilha era um empreendimento privado da Mitsubishi. (acredito que ainda seja)

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A mina de carvão que existia na ilha foi desativada nops anos 60, quando o Japão mudou sua matriz energética para o petróleo. As minas de carvão foram fechadas em todo o país, e esta ilha não ficou de fora. Como 100% da população da ilha estava dedicada ao carvão, ela foi abandonada. O último morador saiu de lá em 1974. Hoje a ilha é um ponto desértico, cheio de lembranças de um tempo passado, fincada no meio do mar. Viajar até a ilha é proibido pelo governo do Japão, mas existem passeios de barco ao redor dela. Mas isso não impede que aventureiros rumem para lá em busca de estranhas fotos como as que ilustram o post.

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5- O Hexágono no meio do rio

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O nome da fortificação é Fort Carrol. Com 14.000 m², o forte foca localizado no rio Patapsco, ao sul de Baltmore, Maryland.

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Sua utilização se deu em 1800. Durante a segunda Guerra mundial, o forte foi utilizado como alvo de tiros e também como ponto de verificação das embarcações que retornavam das missões.

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O forte foi abandonado completamente em 1920. Ainda nos anos 20, o governo decidiu que a base era inútil e venderam a ilha para (o que me parece ser uma espécie de câmara de justiça) de Baltmore, por apenas U$ 10.000! (mais barato que um carro) mas o órgão nunca fez nada com a ilha e ela está completamente abandonada desde então. Uma pena.

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BÔNUS – A ilha para o mais maléfico inimigo do James Bond- Está a Venda!

Como sempre faço nestes posts de listas, aqui está o bônus final. Olha só pra esta ilha e pergunte-se como isso pode estar desabitado: nomanslandfort 5 ilhas curiosas que quase ninguém imagina que existam

Esta ilha de 60 metros de diâmetro e 20 metros de altura, construída sobre uma impressionante fortificação de granito localiza-se a apenas 1,5 km da costa inglesa. Inicialmente criada como um forte, acabou virando uma espécie de hotel, com 21 aposentos de luxo, dois heliportos, piscina aquecida no melhor estilo Lex Lutor e um farol.

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um dos 21 aposentos finamente decorados

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A empresa que arrendou a fortificação e construiu o hotel colocou-o à venda em 2007, mas faliu antes que pudesse vendê-lo. E desde então a ilha está desabitada e à venda por 8,1 milhões de dólares.

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Eu não entendo como pode haver ilhas assim, muitas largadas à própria sorte com tanta gente desejando uma casa para morar. Os governos deviam arrendar essas ilhas para investidores transformarem em resorts, ou cassinos, ou mesmo campos de paintball, ou ainda, refúgios para onde os sobreviventes devem se dirigir quando o apocalipse dos zumbis se alastrar pelo planeta.

A sobrevivente

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Eu li no blog do meu amigo Francisco – Os Deuses devem estar Loucos - uma história sensacional sobre uma cadelinha que caiu no mar durante uma tempestade.

O que seria o fim da linha para a grande maioria dos animais domésticos (tirando peixes de água salgada, :lol2: ) mostrou-se apenas um desafio para Sophie Tucker, esta cachorrinha aí:

sophie1499x3741777405 A sobrevivente

Ela caiu no mar durante uma tempestade, que a derrubou do barco num passeio da família na costa da Austrália. Sophie é um cão doméstico, acostumada a comer ração e viver dentro de casa, com todo o conforto. Mas quando caiu na água um tipo de instinto de sobrevivência falou mais alto.

Ela nadou do local do incidente até a ilha de St. Bees, ou seja, nove quilômetros no mar! Veja no gráfico do Francisco o percurso que a valente animal fez:

sophiemap1665813 A sobrevivente

Chegando na ilha, a cadela sobreviveu por seus próprios méritos por 4 longos meses. Durante este tempo ela precisou caçar roedores e outros animais pequenos para sobreviver. Depois de quatro meses sozinha na ilha, Sophie foi encontrada por guardas florestais que patrulhavam a área. A família Griffith estava triste de ter perdido um membro da família e ficaram um pouco apreensivos quando souberam que um cão havia sido encontrado numa ilha. Mas eles mesmos não acreditavam muito que pudesse ser Sophie, dada a grande distância do acidente à ilha.

Em todo caso, foram até lá. Chegando no posto eles viram que era mesmo Sphie, que teve um ataque de felicidade quando viu seus donos. Ela começou a golpear a jaula e gemer. Quando os guardas abriram a jaula onde ela estava ela correu e pulou sobre eles, super feliz.

Os donos levaram Sphie de volta para casa e todos ficaram felizes. Uma aventura e tanto. Isso dá até filme da Disney.

Papillon e o homem que enganou o mundo

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O Mario sugeriu este post e eu confesso que desde a hora em que li a sugestão dele, hoje pela manhã, só vi crescer na minha cabeça o desejo por fazer um post sobre este filme.

papillonver37563141 Papillon e o homem que enganou o mundo

Cara, que filmaço. Se você não viu, veja!

Eu sempre fui um fã incondicional desta história desde que tinha 13 anos e peguei (começado) o filme no SBT. Depois que terminou o filme, o meu pai me contou que era uma história real. E eu mal pude acreditar que tamanho horror tivesse existido mesmo. Aquilo mexeu comigo de maneira incomum e eu fui para a biblioteca, onde consegui achar um volume do livro. Resultado, li o livro quatro vezes e perdi a conta de quantas vezes assisti ao filme.

O livro conta a história de René Belbenoit, um vigarista francês que é condenado à prisão perpétua e enviado para a prisão na Guiana Francesa, num lugar tão “aprazível” que ganhou o apelido de “ilha do diabo”, de onde era impossível escapar.  Além disso, ela  não é somente uma prisão, mas sim um tipo de purgatório onde os homens pagam seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. Cercada por uma floresta impenetrável e um mar repleto de tubarões, a ilha  é um lugar onde é impossível fugir. Steve McQueen é Henri Charrière, um dos poucos prisioneiros em toda a história da pior prisão do mundo, que conseguiram fugir da ilha. O filme se baseia na história e no livro – “autobiográfico” -  que deu origem ao filme. Dustin Hoffman é Louis Dega, frágil intelectualizado prisioneiro que hesita em fugir junto com Charriere (o nome que René assumiu depois da fuga). Esta é a história em partes verdadeira de dois homens na luta contra um sistema desumano e cruel. Um grande filme estrelado por dois gigantes do cinema.

Mas vamos aos fatos que justificam o título deste post. Enry Charriere, cujo verdadeiro nome seria René Belbenoit, viveu mesmo e foi preso mesmo na ilha do diabo como conta no livro. Até aí tudo bem. O problema todo é que um brasileiro chamado Platão Arantes está há 10 anos pesquisando os fatos relacionados no livro, levantando privas e catalogando documentos além de entrevistar  pessoas reais e descobriu que Enry Charrière é um mestre supremo da malandragem, que roubou a história de outro preso e publicou como sendo dele.

Parece incrível que um fotógrafo de Rondônia descubra algo deste porte assim, do nada, né?

Mas não foi do nada. Ele está investigando a fundo, com auxílio de peritos da Polícia Federal e está tão abastecido de provas de que Enry Charreière, ao contrário do que alega, não é René Belbenoit que além dos dois livros publicados sobre isso ( A farsa de um Papillon – a história que a França quer esquecer -1998 e Papillon – o homem que enganou o mundo -2002), ele já tem material para publicar mais dois, aprofundando e desmentindo a grande farsa de Papillon. Curioso que este assunto venha à baila justamente no dia da mentira, não é mesmo? Bem apropriado.

Mas calma aí. Se Enry Charreière não é René Belbenoit, então quem é René Belbenoit? A resposta que Platão descobriu é que René Belbenoit é na verdade René Schehr. Este sim teria sido o verdadeiro Papillon. E por mais estranho que pareça, seu corpo está sepultado na Vila Surumú, município de Pacaraima, no nordeste do Estado de Roraima.

As evidências de que René Schehr e René Belbenoit são a mesma pessoa são fortíssimas e ultrapassam o limite da coincidência até para este blog, que já postou de tudo. Saca só:

  • Ambos foram presos no mesmo local, a “Praça Pigalle”
  • Ambos eram “cafetões”
  • Ambos foram enfermeiros na prisão
  • Ambos afirmaram que foram marinheiros.
  • Ambos exerceram  a função de jardineiro
  • Ambos tem a  mesma data de nascimento.


Para duas pessoas passarem por todas estas coincidências e irem parar na mesma prisão, só podemos concluir a mesma coisa que Platão: Eles eram a mesma pessoa.

Como tudo se deu, o próprio Platão explica em seu blog (não deixe de ler) e eu vou transcrever em partes aqui:

Em 02 de maio de 1935, René liderou oito prisioneiros na mais espetacular fuga que se tem notícia daquela Colônia Penal, dias depois desembarcaram na Guiana Inglesa. Em terra firme, René escolheu um companheiro e seguiu para o Panamá onde se encontrou com os escritores. Eles o apresentaram a um cineasta, René mostra-lhe os manuscritos de seu próximo livro “Dry Guillotine”, em português “A Ilha do Diabo”. O cineasta fica encantado com a narrativa da fuga de nove homens fugindo do inferno, e solicita que René escreva a história para o cinema contando a fuga de apenas um fugitivo.

[...]

Em 1955 na Vila do Surumú, René conclui os manuscritos do roteiro do filme e o batiza com o seu apelido “Papillon” e do livro com o mesmo nome, com um calhamaço de cadernos René teve dificuldade para enviá-los para o seu xará nos Estados Unidos.

Os Correios não eram confiáveis, René lembrou-se que seu companheiro de fuga Henri Charrière trabalhava como estivador no porto de Caracas, na Venezuela, e que seria mais fácil enviar os manuscritos de navio. René manda os manuscritos, ao recebê-lo Henri viu nele a forma de ficar rico e deixa aquele trabalho pesado. Pagou para que os manuscritos fossem modificados, para dar-se a entender ter sido escrito por ele. Não satisfeito mandou tatuou uma borboleta em seu peito, e passou e exigir que lhes chamassem de Papillon, mais ao se apresentar na França para promover o livro Papillon, não convenceu, chegou ao desespero de afirmar em entrevista a imprensa que o livro era uma obra coletiva e que ele não vivenciara aqueles fatos, para não ser desmascarado fugiu para Madri, desacreditado passou a beber em demasia, falecendo em 1973.


O livro virou um sucesso e o verdadeiro ator da obra roubada nunca viu sequer um tostão pela sua história incrível de sobrevivência. Enquanto Henri Charriere, o homem que roubou sua identidade era um sujeito meio tosco, que trabalhava como estivador num porto da Venezuela, o verdadeiro Papillon (apelido que René Belbenoit ganhou por carregar uma borboleta tatuada no peito) era um intelectual e falava quatro idiomas. Graças a isso ganhou certas regalias na temida ilha do diabo, como cuidar da biblioteca e organizar coleções de borboletas, que caçava na ilha para que os militares as vendessem a colecionadores por um bom dinheiro.

Durante algum tempo, o intelectual Belbenoit se correspondeu, ainda dentro da prisão com a escritora americana  Blair Niles. Os dois primeiros livros de Belbenoit , “Hell on trial” e “Dry guillotine”, foram publicados nos EUA graças à influência dela. De certa forma, Niles ajudou e complicou a vida do Papillon. Ocorre que para lançar os livros,  os dois acertaram ainda que um dos fugitivos, de nome desconhecido, deveria seguir para os EUA e assumir a identidade de René Belbenoit, como medida de segurança para o grupo que ficou na América do Sul.

O plano funcionou e muita gente desinformada pensa até hoje que o Papillon que morreu do coração nos EUA nos anos 70 é o verdadeiro. Mas aquele é só um dos falsos Papillons desse rolo.

Belbenoit era escritor de diversos livros antes de se dedicar a escrever suas memórias em “Papillon”. Inclusive, foi com o primeiro livro de Belbenoit, enviado para ser lançado pelo falso Papillon (o livro Dry Guilhotine) que ele ganhou o Prêmio Pullitzer de 1938! A opinião publica condenou o regime Francês, desmoralizados, eles pediram a extradição do escritor. Com medo de ser preso René foge e dessa vez para a Guiana Inglesa, onde reencontra seus companheiros de fuga e personagens de seus livros.
Eles trabalham clandestinos como garimpeiros por um tempo.

Você deve estar se perguntando o que um cara que foge de uma prisão no meio de uma ilha vem fazer aqui no Brasil, certo?

A resposta para esta pergunta é que como a Guiana faz fronteira com o Roraima, esta foi a porta de entrada dele e de seu grupo de oito amigos. (no filme só um foge para ficar mais dramático e tal, mas a verdade é que fugiram oito caras mais o Papillon em uma jangada feita com cocos e sacos de farinha.)

papillon251450b7yg59736 Papillon e o homem que enganou o mundoEsta é a foto do mais famoso 171 da literatura, Henri Charriere

identidadeparte13615279 Papillon e o homem que enganou o mundo

identidadeparte22847949 Papillon e o homem que enganou o mundo

Segundo Platão Arantes, este é o verdadeiro Papillon, autor do livro homônimo, do filme e de outros dois livros sobre a ilha do diabo.  (note que ele conseguiu até um documento de identidade no Brasil)

O que os trouxe ao Brasil? Foi a Guerra. Logo após fugirem os homens se organizaram em um garimpo e estavam até faturando bem na Guiana.
Em
1940, depois que as tropas de Hitler invadiram a França, deixando o Reino Unido na mira dos nazistas eles começaram a temer que a Guiana Inglesa fosse invadida como entreposto dos alemães na guerra. Então resolveram vir para o Brasil. Preocupado com o domínio alemão, Belbenoit convenceu os outros.  O grupo subiu de barco o rio Demerara e depois fez uma caminhada de 23 dias pela mata e pela savana, até chegar às margens do rio Maú.

Segundo Ruy Menezes, o “seu Barnabé”, de 77 anos, morador local até hoje: “Eu estava na frente de nossa casa, uma fazenda à beira do rio, quando ouvimos os chamados de um grupo de homens no outro lado. A fazenda de papai era o ponto de passagem no rio Maú e meu pai me mandou pegar a canoa e trazer o pessoal”.

Na época, Seu Barnabé  tinha só 12 anos e ficou admirado com o chefe do grupo, que falava perfeitamente o português, apesar do forte sotaque. Além de René, integravam o grupo Maurice Habert, Joseph Guillermin Marcel, Charrière e Roger. Naquele tempo o interior do Brasil, sobretudo o norte ainda selvagem e Amazônico era um cantão completamente selvagem e esquecido, e graças à isso, os fugitivos sentiram-se seguros ao ponto de se tornarem “brasileiros”, casando e tendo filhos aqui, estabelecendo-se ao ponto de tirarem documentos e tudo mais. Sua iunfluência no lugarejo foi tamanha que eles conseguiram mudar o nome da Vila Maú para Vila Normandia (em homenagem à terra natal de Belbenit).

Belbenoit, que tinha recebido um bom dinheiro, fruto do sucesso de seus livros nos EUA, investiu no garimpo de diamantes e ouro, além de colaborar com os americanos, interessados na pesquisa mineral da região. Mas não ficou apenas nos negócios. Não satisfeitos, os bandidos fugitivos ainda prepetraram um assalto inesquecível no Brasil.

Em 1942 René comandou o bem-sucedido assalto à filial da empresa JG Araújo, em Boavista. A empresa era um entreposto que fornecia víveres e todo tipo de equipamento para a região que é hoje o Estado de Roraima, e ainda negociava com ouro, diamantes e servia como um banco informal. Platão Arantes ouviu testemunhas que suspeitam de conluio entre os donos da empresa, os devedores e até as autoridades da época. O assalto serviu de tema, anos depois, para o livro Banco, de Belbenoît, que também lhe foi roubado por Charrière.

No período em que viveu no Brasil como um homem rico dono de fazendas e garimpos, Belbenoit teve um sócio brasileiro, que ainda está vivo. O Sócio de Papillon, Alfredo Ferreira Nunes, de 84 anos disse que Belbenoit contou toda a história posteriormente mostrada no filme Papillon para ele. Sobre a traição de Henri Charrière, Alfredo diz:

“Ele fez sacanagem, colocando seu nome nos escritos do René. Todas as histórias do livro e do filme são do René. Ele me contava”, garante.

Os destinos de René Belbenoit e Henri Charrière, que haviam se separado em 1943, quando o falso Papillon foi para a Venezuela, voltaram a se cruzar no ano de 1955. René tinha recebido um pedido de um diretor de cinema americano, amigo do casal Niles, para que transformasse o livro “Dry guillotine”, aquele que ganhou o Pullitzer, em uma espécie de roteiro para o cinema. Mas para efeito de drama, erapreciso que a história contasse a fuga de apenas um prisioneiro. René escreveu um calhamaço e considerou que a forma mais fácil de mandar o material para os EUA era via Venezuela. Assim, ele contatou o velho companheiro da prisão Henry Charrière, que agora trabalhava como estivador no porto. Henry pegou o calhamaço e prometeu levá-lo para a América.

Quando o verdadeiro Papillon enviou os originais para Charriere, este malandro anteviu uma chance de faturar um extra. Ele ficou sabendo que o falso papillon plantado nos EUA para lançar os livros de Benoit havia morrido e então anteviu a chance de ouro de assumir a paternidade das obras, e bypassar o verdadeiro Beniot que estava morando no Brasil, no meio do mato, quase incomunicável.  Foi assim que ele mandou tatuar uma borboleta fajuta no peito e surgiu pela Europa dizendo ser o verdadeiro Papillon e muita gente entubou a cascata, e o Henry ficou ricaço com um dos livros mais vendidos do mundo no currículo.

Em 1971 Steve McQueen interpreta Belbenoit como Papillon e o livro explode no mundo. henry fica mais rico. Porém o castelo de areia dele começa a desabar quando em entrevistas ele se contradiz em uma série de coisas. O boato de que Henry é um farsante se espalha rapidamente e ele se refugia na bebida e emigra para a Espanha, esperando a morte. Maus negócios e o vício destroem sua fortuna e Henry morre em 1973, tão pobre e moribundo quanto começou.

O filme foi indicado ao Oscar pela trilha sonora, que é absolutamente estonteante. Dá um confere.

Fonte, Fonte, Fonte Fonte

Cidade flutuante: A nova Kiribati?

Recentemente o presidente do Kiribati (um país da micronésia), afirmou que seu país irá desaparecer até o fim deste século. O país irá submergir sob efeito da subida do nível do mar provocada pelo aquecimento global. Segundo ele, mesmo que numa enorme- gigante-inacreditável coincidência hipotética, onde todos os governantes do planeta concordassem e fossem eficazes em reduzir ao zero as emissões poluentes de seus respectivos países, o Kiribati ainda assim acabaria no fundo do mar, uma vez que segundo as estimativas, por mais otimistas que sejam, já dão o estado de calamidade do aquecimento global como fatal para este pequeno país, poucos centímetros acima do nível do mar. O fato é que já passamos do ponto onde haveria um retorno.

Essa é uma triste notícia para os moradores do arquipélago. Tendo em vista a desgraça iminente que se abaterá sobre seu país, o presidente do Kiribati sugeriu uma ajuda humanitária global para reinstalar seu povo. Alguns países (se não me engano até o Brasil) ofereceram-se para receber refugiados desses paraísos naturais que estão sumindo milímetro a milímetro.

Entretanto, lendo neste blog eu achei uma interessante idéia da adaptação dessas mega-construções extraordinárias flutuantes, idealizadas para operarem como hotéis de alto luxo, para funcionarem também como sede de Kiribati.

2585648690a537d2db05own8 Cidade flutuante: A nova Kiribati?

O nome deste treco é Lylipad – Uma espécie de ilha-iceberg de aço, contendo espaço suficiente para acomodar com o mais alto luxo e conforto nada menos que 50.000 pessoas! Como a população de Kiribati é pouco mais de 105.000 pessoas, duas ilhas artificiais bastariam para acomodar todo o povo de lá.

2585648652c5bea40e1eonn9 Cidade flutuante: A nova Kiribati?

O lylipad tem sua arqitetura planejada para integrar a biodiversidade submarina e ambiental de maneira geral em torno da construção. No centro da construção está um lago de água doce dessalinizada numa usina embutida e funciona para lastrear a cidade flutuante.

258564866215ddce09a3oms9 Cidade flutuante: A nova Kiribati?

O complexo multi-uso é estruturado em três marinas e três montanhas artificiais que se dedicam ao trabalho, compras e entretenimento. O complexo é coberto por uma camada de vegetação na forma de jardins suspensos. Ele é interligado por uma rede de ruas com o esquema orgânico. O objetivo é criar uma coexistência harmoniosa entre o homem e a natureza, explorando novos modos de multi-cultural aquáticos vivos.

2585648672aaf2c45c70oou7 Cidade flutuante: A nova Kiribati?

Claro que a primeira vista isso é apenas ficção científica distante do mundo real. Mas o homem já provou inúmeras vezes que é capaz de materializar os sonhos mais inacreditáveis. O que talvez falte para Kiribati seja dinheiro para explorar essas possibilidades. Talvez se eles fizessem um tipo de acordo comercial com os príncipes árabes dos emirados (fora Dubai)… Sei lá. Algo assim, convertendo Kiribati num pólo de turismo mundial.

2585648676b71ef72a59otq8 Cidade flutuante: A nova Kiribati?

A idéia é bem legal e empolgante… Mas talvez fosse mais vantajoso construir uma gigantesca draga como as usadas em Dubai para subir em alguns metros as principais ilhas do país. Mas reconheço que o visual desses icebergs tecnológicos, é super legal mesmo.

Maluco vai vivenciar aventura de Robinson Crusoé (ou Lost?)

Eu ia colocar mais uma etapa do Viking Warrior, mas quando cheguei em casa ontem estava sem internet. De alguma bizarra maneira eu estou sem internet em casa há 3 dias, e não parece haver nada errado. Por isso, não deu pra colocar o Viking Warrior ontem como eu prometi. Mas assim que conseguir novamente conexão, farei isso.

De qualquer maneira, eu queria comentar aqui sobre a incrível aventura que o explorador francês Xavier Rosset prentende iniciar, em uma viagem de 300 dias  sozinho, completamente sozinho em uma ilha enorme no Sul do Pacífico.

200805292048773 Maluco vai vivenciar aventura de Robinson Crusoé (ou Lost?)

A aventura será registrada em video, que dará origem a um documentário de 52 minutos.  Algo que lembra bastante as histórias de Robinson Crusoé, dos sobreviventes do vôo da Oceanic Airlines  da série LOST e Tom Hanks em “O naufrago”.

O lado McGuyver da aventura de Xavier é sua bagagem de sobrevivência: Um canivete suíço e nada mais.

O restante tem o propósito de transmitir e registrar a aventura que são uma câmera de video e um painel solar para carregá-la.  A idéia é permanecer 10 meses sozinho nesta ilha aí da foto, tentando caçar e pescar para comer e fabricando roupas, cabana e tudo mais para se abrigar do clima instável do Pacífico.  Ele quer sobreviver sem interferência humana e sem poluir o ambiente. O objetivo do documentário é criar uma reflexão sobre o quanto o homem precisa da industrialização e sua relação com a natureza.

Maneiro.