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A sobrevivente
Eu li no blog do meu amigo Francisco – Os Deuses devem estar Loucos - uma história sensacional sobre uma cadelinha que caiu no mar durante uma tempestade. O que seria o fim da linha para a grande maioria dos animais domésticos (tirando peixes de água salgada,
Ela caiu no mar durante uma tempestade, que a derrubou do barco num passeio da família na costa da Austrália. Sophie é um cão doméstico, acostumada a comer ração e viver dentro de casa, com todo o conforto. Mas quando caiu na água um tipo de instinto de sobrevivência falou mais alto. Ela nadou do local do incidente até a ilha de St. Bees, ou seja, nove quilômetros no mar! Veja no gráfico do Francisco o percurso que a valente animal fez:
Chegando na ilha, a cadela sobreviveu por seus próprios méritos por 4 longos meses. Durante este tempo ela precisou caçar roedores e outros animais pequenos para sobreviver. Depois de quatro meses sozinha na ilha, Sophie foi encontrada por guardas florestais que patrulhavam a área. A família Griffith estava triste de ter perdido um membro da família e ficaram um pouco apreensivos quando souberam que um cão havia sido encontrado numa ilha. Mas eles mesmos não acreditavam muito que pudesse ser Sophie, dada a grande distância do acidente à ilha. Em todo caso, foram até lá. Chegando no posto eles viram que era mesmo Sphie, que teve um ataque de felicidade quando viu seus donos. Ela começou a golpear a jaula e gemer. Quando os guardas abriram a jaula onde ela estava ela correu e pulou sobre eles, super feliz. Os donos levaram Sphie de volta para casa e todos ficaram felizes. Uma aventura e tanto. Isso dá até filme da Disney. Papillon e o homem que enganou o mundo
O Mario sugeriu este post e eu confesso que desde a hora em que li a sugestão dele, hoje pela manhã, só vi crescer na minha cabeça o desejo por fazer um post sobre este filme.
Cara, que filmaço. Se você não viu, veja! Eu sempre fui um fã incondicional desta história desde que tinha 13 anos e peguei (começado) o filme no SBT. Depois que terminou o filme, o meu pai me contou que era uma história real. E eu mal pude acreditar que tamanho horror tivesse existido mesmo. Aquilo mexeu comigo de maneira incomum e eu fui para a biblioteca, onde consegui achar um volume do livro. Resultado, li o livro quatro vezes e perdi a conta de quantas vezes assisti ao filme. O livro conta a história de René Belbenoit, um vigarista francês que é condenado à prisão perpétua e enviado para a prisão na Guiana Francesa, num lugar tão “aprazível” que ganhou o apelido de “ilha do diabo”, de onde era impossível escapar. Além disso, ela não é somente uma prisão, mas sim um tipo de purgatório onde os homens pagam seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. Cercada por uma floresta impenetrável e um mar repleto de tubarões, a ilha é um lugar onde é impossível fugir. Steve McQueen é Henri Charrière, um dos poucos prisioneiros em toda a história da pior prisão do mundo, que conseguiram fugir da ilha. O filme se baseia na história e no livro – “autobiográfico” - que deu origem ao filme. Dustin Hoffman é Louis Dega, frágil intelectualizado prisioneiro que hesita em fugir junto com Charriere (o nome que René assumiu depois da fuga). Esta é a história em partes verdadeira de dois homens na luta contra um sistema desumano e cruel. Um grande filme estrelado por dois gigantes do cinema. Mas vamos aos fatos que justificam o título deste post. Enry Charriere, cujo verdadeiro nome seria René Belbenoit, viveu mesmo e foi preso mesmo na ilha do diabo como conta no livro. Até aí tudo bem. O problema todo é que um brasileiro chamado Platão Arantes está há 10 anos pesquisando os fatos relacionados no livro, levantando privas e catalogando documentos além de entrevistar pessoas reais e descobriu que Enry Charrière é um mestre supremo da malandragem, que roubou a história de outro preso e publicou como sendo dele. Parece incrível que um fotógrafo de Rondônia descubra algo deste porte assim, do nada, né? Mas não foi do nada. Ele está investigando a fundo, com auxílio de peritos da Polícia Federal e está tão abastecido de provas de que Enry Charreière, ao contrário do que alega, não é René Belbenoit que além dos dois livros publicados sobre isso ( A farsa de um Papillon – a história que a França quer esquecer -1998 e Papillon – o homem que enganou o mundo -2002), ele já tem material para publicar mais dois, aprofundando e desmentindo a grande farsa de Papillon. Curioso que este assunto venha à baila justamente no dia da mentira, não é mesmo? Bem apropriado. Mas calma aí. Se Enry Charreière não é René Belbenoit, então quem é René Belbenoit? A resposta que Platão descobriu é que René Belbenoit é na verdade René Schehr. Este sim teria sido o verdadeiro Papillon. E por mais estranho que pareça, seu corpo está sepultado na Vila Surumú, município de Pacaraima, no nordeste do Estado de Roraima. As evidências de que René Schehr e René Belbenoit são a mesma pessoa são fortíssimas e ultrapassam o limite da coincidência até para este blog, que já postou de tudo. Saca só:
Como tudo se deu, o próprio Platão explica em seu blog (não deixe de ler) e eu vou transcrever em partes aqui:
O livro virou um sucesso e o verdadeiro ator da obra roubada nunca viu sequer um tostão pela sua história incrível de sobrevivência. Enquanto Henri Charriere, o homem que roubou sua identidade era um sujeito meio tosco, que trabalhava como estivador num porto da Venezuela, o verdadeiro Papillon (apelido que René Belbenoit ganhou por carregar uma borboleta tatuada no peito) era um intelectual e falava quatro idiomas. Graças a isso ganhou certas regalias na temida ilha do diabo, como cuidar da biblioteca e organizar coleções de borboletas, que caçava na ilha para que os militares as vendessem a colecionadores por um bom dinheiro. Durante algum tempo, o intelectual Belbenoit se correspondeu, ainda dentro da prisão com a escritora americana Blair Niles. Os dois primeiros livros de Belbenoit , “Hell on trial” e “Dry guillotine”, foram publicados nos EUA graças à influência dela. De certa forma, Niles ajudou e complicou a vida do Papillon. Ocorre que para lançar os livros, os dois acertaram ainda que um dos fugitivos, de nome desconhecido, deveria seguir para os EUA e assumir a identidade de René Belbenoit, como medida de segurança para o grupo que ficou na América do Sul. O plano funcionou e muita gente desinformada pensa até hoje que o Papillon que morreu do coração nos EUA nos anos 70 é o verdadeiro. Mas aquele é só um dos falsos Papillons desse rolo. Belbenoit era escritor de diversos livros antes de se dedicar a escrever suas memórias em “Papillon”. Inclusive, foi com o primeiro livro de Belbenoit, enviado para ser lançado pelo falso Papillon (o livro Dry Guilhotine) que ele ganhou o Prêmio Pullitzer de 1938! A opinião publica condenou o regime Francês, desmoralizados, eles pediram a extradição do escritor. Com medo de ser preso René foge e dessa vez para a Guiana Inglesa, onde reencontra seus companheiros de fuga e personagens de seus livros. Você deve estar se perguntando o que um cara que foge de uma prisão no meio de uma ilha vem fazer aqui no Brasil, certo? A resposta para esta pergunta é que como a Guiana faz fronteira com o Roraima, esta foi a porta de entrada dele e de seu grupo de oito amigos. (no filme só um foge para ficar mais dramático e tal, mas a verdade é que fugiram oito caras mais o Papillon em uma jangada feita com cocos e sacos de farinha.)
Segundo Platão Arantes, este é o verdadeiro Papillon, autor do livro homônimo, do filme e de outros dois livros sobre a ilha do diabo. (note que ele conseguiu até um documento de identidade no Brasil) O que os trouxe ao Brasil? Foi a Guerra. Logo após fugirem os homens se organizaram em um garimpo e estavam até faturando bem na Guiana. Segundo Ruy Menezes, o “seu Barnabé”, de 77 anos, morador local até hoje: “Eu estava na frente de nossa casa, uma fazenda à beira do rio, quando ouvimos os chamados de um grupo de homens no outro lado. A fazenda de papai era o ponto de passagem no rio Maú e meu pai me mandou pegar a canoa e trazer o pessoal”. Na época, Seu Barnabé tinha só 12 anos e ficou admirado com o chefe do grupo, que falava perfeitamente o português, apesar do forte sotaque. Além de René, integravam o grupo Maurice Habert, Joseph Guillermin Marcel, Charrière e Roger. Naquele tempo o interior do Brasil, sobretudo o norte ainda selvagem e Amazônico era um cantão completamente selvagem e esquecido, e graças à isso, os fugitivos sentiram-se seguros ao ponto de se tornarem “brasileiros”, casando e tendo filhos aqui, estabelecendo-se ao ponto de tirarem documentos e tudo mais. Sua iunfluência no lugarejo foi tamanha que eles conseguiram mudar o nome da Vila Maú para Vila Normandia (em homenagem à terra natal de Belbenit). Belbenoit, que tinha recebido um bom dinheiro, fruto do sucesso de seus livros nos EUA, investiu no garimpo de diamantes e ouro, além de colaborar com os americanos, interessados na pesquisa mineral da região. Mas não ficou apenas nos negócios. Não satisfeitos, os bandidos fugitivos ainda prepetraram um assalto inesquecível no Brasil. Em 1942 René comandou o bem-sucedido assalto à filial da empresa JG Araújo, em Boavista. A empresa era um entreposto que fornecia víveres e todo tipo de equipamento para a região que é hoje o Estado de Roraima, e ainda negociava com ouro, diamantes e servia como um banco informal. Platão Arantes ouviu testemunhas que suspeitam de conluio entre os donos da empresa, os devedores e até as autoridades da época. O assalto serviu de tema, anos depois, para o livro Banco, de Belbenoît, que também lhe foi roubado por Charrière. No período em que viveu no Brasil como um homem rico dono de fazendas e garimpos, Belbenoit teve um sócio brasileiro, que ainda está vivo. O Sócio de Papillon, Alfredo Ferreira Nunes, de 84 anos disse que Belbenoit contou toda a história posteriormente mostrada no filme Papillon para ele. Sobre a traição de Henri Charrière, Alfredo diz: “Ele fez sacanagem, colocando seu nome nos escritos do René. Todas as histórias do livro e do filme são do René. Ele me contava”, garante. Os destinos de René Belbenoit e Henri Charrière, que haviam se separado em 1943, quando o falso Papillon foi para a Venezuela, voltaram a se cruzar no ano de 1955. René tinha recebido um pedido de um diretor de cinema americano, amigo do casal Niles, para que transformasse o livro “Dry guillotine”, aquele que ganhou o Pullitzer, em uma espécie de roteiro para o cinema. Mas para efeito de drama, erapreciso que a história contasse a fuga de apenas um prisioneiro. René escreveu um calhamaço e considerou que a forma mais fácil de mandar o material para os EUA era via Venezuela. Assim, ele contatou o velho companheiro da prisão Henry Charrière, que agora trabalhava como estivador no porto. Henry pegou o calhamaço e prometeu levá-lo para a América. Quando o verdadeiro Papillon enviou os originais para Charriere, este malandro anteviu uma chance de faturar um extra. Ele ficou sabendo que o falso papillon plantado nos EUA para lançar os livros de Benoit havia morrido e então anteviu a chance de ouro de assumir a paternidade das obras, e bypassar o verdadeiro Beniot que estava morando no Brasil, no meio do mato, quase incomunicável. Foi assim que ele mandou tatuar uma borboleta fajuta no peito e surgiu pela Europa dizendo ser o verdadeiro Papillon e muita gente entubou a cascata, e o Henry ficou ricaço com um dos livros mais vendidos do mundo no currículo. Em 1971 Steve McQueen interpreta Belbenoit como Papillon e o livro explode no mundo. henry fica mais rico. Porém o castelo de areia dele começa a desabar quando em entrevistas ele se contradiz em uma série de coisas. O boato de que Henry é um farsante se espalha rapidamente e ele se refugia na bebida e emigra para a Espanha, esperando a morte. Maus negócios e o vício destroem sua fortuna e Henry morre em 1973, tão pobre e moribundo quanto começou. O filme foi indicado ao Oscar pela trilha sonora, que é absolutamente estonteante. Dá um confere.
Cidade flutuante: A nova Kiribati?
Recentemente o presidente do Kiribati (um país da micronésia), afirmou que seu país irá desaparecer até o fim deste século. O país irá submergir sob efeito da subida do nível do mar provocada pelo aquecimento global. Segundo ele, mesmo que numa enorme- gigante-inacreditável coincidência hipotética, onde todos os governantes do planeta concordassem e fossem eficazes em reduzir ao zero as emissões poluentes de seus respectivos países, o Kiribati ainda assim acabaria no fundo do mar, uma vez que segundo as estimativas, por mais otimistas que sejam, já dão o estado de calamidade do aquecimento global como fatal para este pequeno país, poucos centímetros acima do nível do mar. O fato é que já passamos do ponto onde haveria um retorno. Essa é uma triste notícia para os moradores do arquipélago. Tendo em vista a desgraça iminente que se abaterá sobre seu país, o presidente do Kiribati sugeriu uma ajuda humanitária global para reinstalar seu povo. Alguns países (se não me engano até o Brasil) ofereceram-se para receber refugiados desses paraísos naturais que estão sumindo milímetro a milímetro. Entretanto, lendo neste blog eu achei uma interessante idéia da adaptação dessas mega-construções extraordinárias flutuantes, idealizadas para operarem como hotéis de alto luxo, para funcionarem também como sede de Kiribati.
O nome deste treco é Lylipad – Uma espécie de ilha-iceberg de aço, contendo espaço suficiente para acomodar com o mais alto luxo e conforto nada menos que 50.000 pessoas! Como a população de Kiribati é pouco mais de 105.000 pessoas, duas ilhas artificiais bastariam para acomodar todo o povo de lá.
O lylipad tem sua arqitetura planejada para integrar a biodiversidade submarina e ambiental de maneira geral em torno da construção. No centro da construção está um lago de água doce dessalinizada numa usina embutida e funciona para lastrear a cidade flutuante.
O complexo multi-uso é estruturado em três marinas e três montanhas artificiais que se dedicam ao trabalho, compras e entretenimento. O complexo é coberto por uma camada de vegetação na forma de jardins suspensos. Ele é interligado por uma rede de ruas com o esquema orgânico. O objetivo é criar uma coexistência harmoniosa entre o homem e a natureza, explorando novos modos de multi-cultural aquáticos vivos.
Claro que a primeira vista isso é apenas ficção científica distante do mundo real. Mas o homem já provou inúmeras vezes que é capaz de materializar os sonhos mais inacreditáveis. O que talvez falte para Kiribati seja dinheiro para explorar essas possibilidades. Talvez se eles fizessem um tipo de acordo comercial com os príncipes árabes dos emirados (fora Dubai)… Sei lá. Algo assim, convertendo Kiribati num pólo de turismo mundial.
A idéia é bem legal e empolgante… Mas talvez fosse mais vantajoso construir uma gigantesca draga como as usadas em Dubai para subir em alguns metros as principais ilhas do país. Mas reconheço que o visual desses icebergs tecnológicos, é super legal mesmo. Maluco vai vivenciar aventura de Robinson Crusoé (ou Lost?)
Eu ia colocar mais uma etapa do Viking Warrior, mas quando cheguei em casa ontem estava sem internet. De alguma bizarra maneira eu estou sem internet em casa há 3 dias, e não parece haver nada errado. Por isso, não deu pra colocar o Viking Warrior ontem como eu prometi. Mas assim que conseguir novamente conexão, farei isso. De qualquer maneira, eu queria comentar aqui sobre a incrível aventura que o explorador francês Xavier Rosset prentende iniciar, em uma viagem de 300 dias sozinho, completamente sozinho em uma ilha enorme no Sul do Pacífico.
A aventura será registrada em video, que dará origem a um documentário de 52 minutos. Algo que lembra bastante as histórias de Robinson Crusoé, dos sobreviventes do vôo da Oceanic Airlines da série LOST e Tom Hanks em “O naufrago”. O lado McGuyver da aventura de Xavier é sua bagagem de sobrevivência: Um canivete suíço e nada mais. O restante tem o propósito de transmitir e registrar a aventura que são uma câmera de video e um painel solar para carregá-la. A idéia é permanecer 10 meses sozinho nesta ilha aí da foto, tentando caçar e pescar para comer e fabricando roupas, cabana e tudo mais para se abrigar do clima instável do Pacífico. Ele quer sobreviver sem interferência humana e sem poluir o ambiente. O objetivo do documentário é criar uma reflexão sobre o quanto o homem precisa da industrialização e sua relação com a natureza. Maneiro. |
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