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Nós e eles
A História está repleta de casos em que animais salvam seres humanos da morte certa. Muitos dos casos em que humanos foram salvos envolvem golfinhos. Um dos mais interessantes casos em que golfinhos salvaram pessoas é o caso da Família Howes. Um belo dia, Rob Howes, que era salva-vidas, resolveu sair para nadar com sua filha, Niccy e mais dois amigos dela. Eles entraram no mar na praia oceânica de Whangarei ao norte da ilha da Nova Zealândia. O grupo estava nadando distraidamente quando surgiu um grupo de golfinhos fazendo uma série de coisas “malucas”. Basicamente os golfinhos nadavam velozmente ao redor dos humanos, batendo suas caudas com força, espalhando água para todos os lados. Os nadadores ficaram assustados com o estranho comportamento dos golfinhos. Em alguns momentos, os golfinhos chegaram muito próximo dos humanos, que começaram a temer que os cetáceos os mordessem. Howes ficou preocupado, pois com muitos anos de prática como salva-vidas ele nunca tinha visto Golfinhos agindo tão agressivamente. Ele tentou nadar para fora do círculo, mas dois dos golfinhos que estavam circulando velozmente o grupo foram até ele e começaram a empurrá-lo de volta para junto dos outros. Foi neste momento que Howes percebeu algo assustador. A poucos metros deles estava um enorme tubarão branco. A água neste dia estava cristalina e o monstro gigante cheio de dentes passou a menos de dois metros dele. Foi aí que Howes percebeu algo que o comportamento dos golfinhos de fato era agressivo, mas sim para afastar o tubarão deles. Os golfinhos estavam deliberadamente e por conta própria, protegendo os humanos. O tubarão se movia na direção do círculo, mas os golfinhos eram muito rápidos e as batidas das caudas na água geravam tamanha confusão que em pouco tempo o enorme tubarão perdeu o interesse e nadou para o fundo, até sumir no azul. Quando o tubarão se foi, os golfinhos ainda ficaram “de guarda” por cerca de 40 minutos, nadando com os humanos de forma bem mais calma e amistosa, e gradualmente se afastaram das pessoas, que finalmente nadaram depressa para a praia.Na costa, outro salva-vidas chamado Matt Fleet estava patrulhando a costa quando percebeu a agitação na água. Ele assistiu toda a cena com binóculos. Foi Matt Fleet que contou o ocorrido ao jornal Northern Advocate. fonte Não era a primeira vez e nem a última que golfinhos selvagens iriam salvar humanos das presas de um tubarão. Nesta matéria podemos ver o caso impressionante do surfista que estava sendo comido por um tubarão quando dois golfinhos surgiram não se sabe de onde, e o escoltaram para a praia, onde ele pode ser atendido. O jovem só sobreviveu porque os golfinhos se meteram entre ele e o tubarão que já havia dado uma bela dentada nele, arrancando uma grande quantidade de pele das costas do surfista.
Na Grécia antiga, um golfinho salvou o poeta Arion do afogamento e o levou em segurança até uma praia ao sul da Península de Peloponeso. Por essa razão, é famosa a estátua de Arion cavalgando um golfinho. Em outro caso, um golfinho salvou uma criança do afogamento. O caso se deu ao sudeste da Itália, quando o jovem Davide Ceci caiu do barco em que estavam seus pais. O menino não sabia nadar e afundou depressa. A mãe do jovem estava desesperada e os homens já se preparavam para pular na água quando surgiu um golfinho sob o garoto, empurrando-o para a superfície. O golfinho se aproximou do barco de tal maneira que o pai do menino conseguiu agarrá-lo e içá-lo para o barco. As pessoas ficaram admiradas com a atitude do golfinho. Posteriormente, descobriu-se que o animal era Filippo, um animal que era atração turística na costa da Manfredonia, no sudeste da Itália. Impressionada, a mãe do garoto disse aos jornais: “O golfinho Filippo é um herói, parece impossível um animal ter feito algo assim, a sentir o instinto de salvar uma vida humana”. O golfinho Filippo viveu nas águas Manfredonia desde que ele se separou de seu grupo. A Dra Giovanna Barbieri, pesquisadora marinha disse que “Filippo parece não ter o menor medo de humanos”. Não são apenas os golfinhos que salvaram humanos. As baleias também já fizeram isso. Um dos casos mais emblemáticos é o da baleia que salvou o mergulhador. A cena se passou na China, num aquário oceanográfico. No dia em questão, havia um concurso de mergulho sem equipamento. Os mergulhadores tinham que mergulhar na água congelante e atingir a profundidade mínima de seis metros. Um dos participantes do evento mergulhou fundo, mas começou a ter fortes câimbras na perna, devido a água fria. O jovem pensou que iria se afogar. Suas pernas travaram e ele não conseguia nadar. Foi aí que ele sentiu uma estranha força o empurrando para cima velozmente.
O jovem não entendeu o que estava se passando, mas ele estava sendo salvo por uma baleia.Mila era o nome da baleia, que estava acostumada com a presença de humanos em se aquário, e foi ela que percebeu que havia algo errado com o mergulhador. Mila não esperou para ver o que ia acontecer. Antes que as pessoas pudessem pular no tanque para salvar a vida do jovem ela mesmo resolveu tudo. Agarrou de leve com a boca na perna dele e nadou para cima. A cena foi registrada em fotos e video. Em contrapartida, o ser humano tem contribuído muito pouco para o bem estar desses pobres animais. Todos os anos, em alguns países nórdicos, no Japão, e vergonhosamente para nós, até no Brasil. No Japão e na Dinamarca existe uma matança generalizada de golfinhos e baleias. Nestes dias, barcos pesqueiros empurram grandes cardumes para a costa, quando pessoas de todas as idades os matam a machadadas. Nas Ilhas salomão o vergonho espetáculo se repete, mas com maior impacto. Lá a morte acontece da mesma forma mas sobretudo crianças, são instruídas na carnificina pelos próprios pais. Elas são ensinadas a matar os animais com foices e machadadas. Para elas, isso é uma coisa banal. O conjunto das cenas é de fazer vergonha ao mais insensível ser humano e nos dá uma clara dimensão de como nós humanos somos estúpidos. Sabe qual é a razão para o assassinato destes animais? Não é só o alimento. Eles são comidos, mas a real justificativa para o massacre de golfinhos é a competição. Os humanos pensam que matando os golfinhos sobrará mais peixe para que eles possam pescar e vender. Vergonha de ser humano. “Homo sapiens”, hahaha. Coisas que não se vê todos os dias
Pode parece doido isso que eu vou contar, mas um surfista de 44 anos do Peru resolveu ensinar uma ALPACA a surfar. Saca só: Domingo Pianezzi, que e professor de surfe para crianças, teve a ideia de domesticar e ensinar uma alpaca (um animal parente do camelo, que vive nos Andes) a surfar quando esteve numa competição de “surfe de cachorros” na Austrália. Aranha lobo com filhotinhos
Veja que coisa mais tchutchuca… Uma aranha cheia de aranhazinhas em cima. Você pegaria isso na mão com essa tranquilidade toda? ![]() Hummm. E tem gosto de frango! A cena mais tosca do cinema?
O cinema americano está cheio de momentos inglórios. Alguns até passam com uma carga cavalar de “licença poética”. Mas tem certas coisas que não dá pra aguentar. Tudo fica melhor se a obra é levada no escracho, como certos filmes B de monstros radioativos (Tipo o Godzilla) e coisa e tal. Mas quando a coisa é pretensamente séria, fica muito, muito ridículo mesmo. E não vou contar como é a cena. Apenas digo para que você preste atenção na absoluta qualidade e coerência dos efeitos especiais e as tomadas filmadas para ver o padrão da parada. Obs: Eu não estou levando em conta nada de Bollywood, porque aí seria golpe baixo, hehe. Mas vamos à cena em questão. E seguida meus comentários. Chimpanzé 3d
Nem parece mas este chimpanzé aí é feito em 3d. Ele foi modelado pelo artista Jacques Defontaine da Bélgica.
Trabalho de mestre. O cara usou o Mudbox e o Modo para fazer esta imagem. Eu não sabia que o modo era tão poderoso. Fiquei bolado. Ah, que vontade de voltar a futucar só em 3d dia e noite (sobretudo na madruga) que dá de ver essas coisas… Top 10 das comidas mais nojentas do mundo
O ser humano é capaz de comer qualquer porcaria. Mas quando eu digo qualquer porcaria, estou falando qualquer porcaria MESMO! Vai de criaturas estranhas, mofo, vermes, insetos nauseabundos, excremenetos e coisas vivas, mortas e em decomposição. Obviamente a variabilidade da dieta humana é tão ampla devido as grandes diferenças culturais entre os povos. Mas em todo caso, tem coisas que requerem uma mente muito aberta para aceitar. Certamente que numa situação de extrema necessidade, você acaba abrindo mão de certas questões para não morrer, tipo comer larva de tronco podre. Mas acredite ou não, tem gente que paga -e caro – para comer iguarias que fariam nosso estômago dar um triplo mortal carpado e correr para as montanhas. Vejamos: 1- O VERME DO TONCO e outras criaturas similares -Imagine a seguinte situação: Você perdido numa terra desconhecida, sob o sol inclemente e à mercê da ação do tempo. Não há água nem comida e sua única chance de sobreviver é comer o que der mole na sua frente. Em certas situyações, o que dá mole, pode ser mole mesmo. Em outras situações, comer larvas é algo natural. As pessoas vão a restaurantes, pagando, para comer essas criaturas. Hummm… Dilíça! Frente a frente com o Lobisomem
Ah, como eu gosto de lobisomens. Essas criaturas míticas e assustadoras, que falam diretamente aos medos mais profundos do ser humano. Nós não passamos de primatas de miolos grandes, e em algum lugar da profusão de sentimentos, pensamentos e instintos está gravado o medo do predador. è isso que nos faz sentir medo de escuro quando pequenos e é isso que faz um bebê chorar ao ver cães, ou qualquer outro bicho que tenha dentes grandes e garras à sua frente.
Pessoalmente, posso dizer que o mito do Lobisomem entrou na minha vida de modo sutil. Meu avô já contava suas histórias de fantasmas, como no dia em que ele deu carona a um casal que julgou ser fantasmas, ou no dia em que ouviu barulhos estranhos no quartel na época da Guerra. Meu avô sempre foi um bom contador de histórias, e seu domínio da atenção alheia foi um talento que persegui e tentei reproduzir ao longo da vida, e que de certa forma resultou neste blog. Meu avô tem uma aventura pessoal em que foi perseguido por uma espécie de cachorro gigante, preto, do tamanho entre um boi e um cavalo, que o seguiu em silêncio, na escuridão, até a porteira de uma fazenda, quando do nada, desapareceu sem emitir som. A figura daquela criatura assombrosa foi tema de muitos pesadelos em minha infância e da mesma maneira que causava espanto e repulsa, emitia um inebriante perfume de atração. No mito do lobisomem havia o mistério, havia o poder bestial e a horrenda transformação. Outro dia eu fui lá em Friburgo, onde encontrei os amigos da minha sogra. O pessoal lá mora numa localidade rural, onde plantam tomates e hortaliças diversas. É um lugar bem interessante e acho que já falei dele aqui antes. Lembra o condado dos Hobbits. As pessoas são extremamente amáveis e hospitaleiras, e sempre que vou lá tem briga entre as famílias para definir a casa em que eu vou dormir. Eu havia ido lá na casa do Dinho, onde estava rolando um churrascão. Conversa vai, conversa vem, eu e mais uns três reunidos na varanda, chegou um velhinho lá, que era amigo do Dinho. É engraçado que quando eu junto com este pessoal da roça eu viro o maior roçeiro de todos os tempos. Antes que eu possa perceber, estou falando do mesmo jeito que eles, contando causos e rindo bastante das histórias que eles contam. Um lance bem Rolando Boldrin. Pois não é que no meio do churrasco o Dinho – que acompanhou a minha saga pelo mato em busca da pele de um boi preto para usar no meu boneco do lobisomem, sabia que eu gostava do assunto. Apontou a faca de cortar carne para o coroa e disse: -Seu fulano (desculpe, não lembro o nome dele) diz aí pro Philipe do dia que o senhor lutou com o lobisomem. Então o velhinho deu um gole no refrigerante e começou a me contar uma história sensacional sobre como ele descobriu – e tentou matar – um lobisomem de verdade. Basicamente, enquanto fumava um cigarro e comia um pedaço de linguiça, o velho me contou que há muitos anos atrás, lá pelos idos de 1940, era recém casado, morando numa cidade do interior de Minas. Ele estava voltando tarde da noite para casa e estava quase chegando, quando seguindo a pé pela linha do trem, viu saltar uma “coisa preta” do mato ao lado da linha. A noite era de lua, mas as árvores do local atrapalhavam a ver o que estava ali. Era um breu fechado e não deu para determinar à distância o que era aquilo, mas ele percebeu que pelo tamanho não tinha como ser um cachorro. E nem gente. O velho, na época ainda jovem, parou e ficou ali, olhando a “coisa”, que também se manteve imóvel, a cerca de uns trinta metros. Ele gritou alguma coisa, para ver se havia resposta e não houve nada. Apenas o silêncio. Nem rosnado, nem mugido, nem tosse, nada. Ele disse que inicialmente pensou que era um bezerro ou mesmo um boi. Sentiu um arrepio, mas tentou se tranquilizar de que aquilo não era nada demais. Ele já havia escutado boatos de um lobisomem na cidade, e animais apareciam mortos constantemente, mas nunca acreditou naquilo, pois nunca havia lido nada sobre Lobisomens na Bíblia… “E se não está na Bíblia, não existe.” Ocorre que ele se tranquilizou mentalmente de que se tratava apenas de um boi e continuou a andar na direção da coisa, que permanecia imóvel na escuridão. O velho conta que após dar os primeiros passos, a “coisa preta” disparou rugindo como um leão na direção dele, e só assim ele percebeu que o troço não era um boi, mas sim o lobisomem que todos haviam comentado e do qual ele nunca acreditou. Sem perder tempo para ver em detalhes a criatura, ele me contou que não pensou duas vezes em disparar em correria, direto para a casa, que ficava na subida de uma colina, perto da linha do trem. O bicho correu atrás e ele viu que a criatura iria acabar alcançando ele. Então, o sujeito saltou por entre os arames farpados que separavam a linha do trem da estrada. Nisso ele acabou se machucando e – fazendo questão de me mostrar uma cicatriz – prosseguiu dizendo que rasgou o terno dele, que era do casamento. Largou o pedaço do terno para trás, e correu às cegas na direção da casa. Ele ouviu a criatura se debater no arame farpado. Ele contou que a criatura deu uma paulada no arame farpado com toda força, caindo por cima da cerca, arrando uns moirões e tudo. E daí ela soltou um urro que encheria de medo o coração do mais valente dos homens na face da Terra. Nisso, ele havia conseguido uma preciosa vantagem e estava prestes a entrar em casa. Enquanto corria, ia gritando a plenos pulmões para a mulher abrir a porta. A esposa dele abriu a porta e viu também o bicho, chegando no encalço do marido. O velho saltou para dentro da casa e a mulher dele bateu a porta com violência. Eles colocavam a barra de ferro que funcionava como tranca quando um estampido seco atingiu a porta. Ele disse que pensou que a casa ia cair tamanha a pancada que o bicho deu na porta. Ainda ficou ali gritando e urrando desesperado. O Casal puxou a mesa da sala e colocaram calços nas portas. Trancaram-se no quarto, abraçados e com medo até que dormiram. No dia seguinte, quando as primeiras luzes do sol iluminaram as redondezas ele disse que não havia sinal do bicho além de uma bela poça de sangue na varanda e na volta da casa. Viu algumas marcas na areia, mas nada que indicasse exatamente o que era aquilo. Quem realmente viu e confirmou em detalhes que era um lobisomem preto com grandes dentes brancos foi a esposa, que viu rapidamente o monstro, subindo desajeitadamente a colina, ao correr atrás do marido. Tempos depois, ele passou a desconfiar do lobisomem. Ele e os amigos do trabalho tinham um grupo que jogavam purrinha numa venda nas proximidades e havia um sujeito lá que sempre voltava pra casa cedo. O cara era sempre o primeiro a voltar para casa e todos achavam aquilo estranho. Como se não bastasse, ele era solteiro e não tinha irmãos. Assim, não havia motivos claros para que ele voltasse para casa cedo. O tal homem era um primor de educação e se dizia viajante. Conhecia muitos lugares e citava muitas pessoas nas conversas. Mas era reservado com relação à sua vida pessoal. Este homem começou a jogar purrinha apresentado por um outro, também viajante, que o trouxera para a cidade. Depois do episódio com a criatura na estrada, meu amigo do churrasco contou que começou a desconfiar cada vez mais daquele sujeito. Um dia resolveu testar sua desconfiança, segurando-o num jogo de poker. O Sujeito jogava bem, ele disse, mas ao badalar das nove horas (achei isso peculiar, pois a mitologia do lobisomem geralmente coloca a transformação na meia noite) , disse que o cara desatou a suar em bicas, molhando a camisa. Assim que bateu as nove horas o sujeito fez de tudo para interromper o jogo. Ele foi ficando mais e mais nervoso até abandonar a partida alegando que estava sentindo cólicas intestinais. Aquilo deixou o coroa bastante cabreiro. Desde o encontro na linha do trem com o dito cujo, ele resolveu caçar o monstro a qualquer preço. Ele estava determinado e finalmente traçou um plano em conjunto com os amigos de purrinha para testemunhar a transformação do viajante na besta mitológica. Um tempo depois, eles reuniam-se na venda para jogar quando chegou, lá pelas seis, o tal viajante cujo nome ele me disse na ocasião, mas não lembro mais. O cara chegou e desataram a jogar. Sem que o viajante soubesse, meu amigo coroa tinha um revolver na cintura, escondido sob a camisa. O tempo foi passando e eles proseando, bebendo, e fumando. Jogaram dados, purrinha e cartas até que deu as nove horas e o cara disse que ia embora. Pagou a conta ao dono da venda. Enquanto estava de costas, o velho fez um sinal para os amigos. Ele já ia saindo quando os dois amigos do velho o seguraram e o sentaram numa cadeira. O velho sacou a arma e apontou bem na cara do sujeito. -Agora você vai ficar aqui com a gente até a meia noite. – Disse ele segurando o revólver. O cara se desesperou. Ele me disse que nunca viu alguém ficar em tamanho pânico na vida. O cara começou a suar e dali a minutos estava empapado, respirando com muita dificuldade, como se tivesse asma. Era noite de lua cheia. Eles mantiveram o sujeito, mas ele foi ficando mais e mais agitado. A medida em que o tempo passava ele ia se tornando agressivo. Já não era mais o homem erudito, de aparência frágil e doente. Ele agora era um sujeito em Pânico, com os olhos amarelados, arregalados e suando muito. A voz baixa e os gestos contidos deram lugar aos gritos. Começou a gritar e se debater de modo que os homens pensaram em amarrá-lo na cadeira. Mas isso não foi possível, pois ele estava tão transtornado que lutou contra os homens da venda e tinha tamanha força que atirou um deles lá na rua. Em seguida atropelou os que estavam na frente,incluindo o velho, o único que estava armado, que temendo acertar “alguém de bem” não puxou o gatilho. O sujeito saltou para a rua e correu para um lado mais escuro, atravessando uma praça e saltando para um terreno baldio, de onde não mais saiu. Naquela mesma noite numa fazenda das proximidades, os corpos de animais foram encontrados. O sujeito nunca mais deu as caras por lá, e após meses buscando notícias, o velho descobriu que ele havia se mudado para outra cidade, nas proximidades de Araxá (este lugar eu guardei porque era lá que se passava Dona Beija). Algo que o fez ter certeza que o vajante era mesmo o lobisomem é que tão logo o cara saiu da cidade, as mortes de animais e o desaparecimento de pessoas pararam. Ele me disse que organizou uma viagem para “caçar o lobisomem”, mas chegando lá o sujeito havia sumido. De acordo com um primo dele de segundo grau, o viajante morreu. Ele teria sido baleado por um fazendeiro quando atacava suas criações. Atngido a tiros ainda no estado de monstro, correu para uma mata, onde dias depois o corpo do viajante foi encontrado, em estado putrefato. Em todo o tempo que me contou esta impressionante história, o velho pareceu totalmente sério, não dando nenhum indício de que estava inventando. O Dinho, meu amigo, também escutou e pelo que me disse a história dele era bem conhecida, pois ele contava a todo mundo do dia que enfrentou o lobisomem. Obviamente que apenas com um relato de um velho roceiro de uns 80 anos não dá pra dizer se foi um fato real ou não. Ele pode ter sido atacado por uma onça, e ameaçou de morte um sujeito doente, talvez até esquizofrênico; mas é fato concreto que histórias de lobisomens são sempre maravilhosas e deliciosas de se escutar e ler. Elas são muito antigas e os estudos que buscam a genealogia deste mito apontam para a grécia. Nos mitos gregos existe um em que Licoan, o rei da Arcádia tentou matar a Zeus, que era seu hóspede por uma noite. O Deus castigou-o dando a ele uma forma vulpina. A lenda grega pegou carona com os romanos, onde ganhou força para se difundir entre os povos dominados, estendendo-se até os confins do Império, atingindo também os bárbaros do norte. Foram os romanos que criaram os festivais dedicados aos lobos, chamados Lupercais. Nestes festivais pessoas vestiam peles de lobo e corriam seminus, sujos de sangue de animais oferecidos aos deuses. Eles corriam pelas ruas, assustando e açoitando os transeuntes. Os lupercais realizavam-se no dia 15 de fevereiro, e eram uma espécie de ritual de purificação. Como era de se esperar, isso acabava em orgia. As mulheres corriam aos lupercais em busca de pancadas (e talvez algo mais), pois acreditava-se isso afastava a esterilidade e os partos seguiam a contento. Só no ano 494 depois de Cristo que os lupercais foram batizados de “festa da Purificação” com o passar do tempo a tradição foi se perdendo até sumir. Mas a força do mito do humano que vira lobo continuou e se espalhou mais e mais pelo mundo. Falando nisso, vem aí um filme que me pareceu bom a primeira vista (trailer) que trata da lenda do lobisomem. E aproveitando o ensejo, aqui está outra dica. Esta pra quem curte ler: Meu amigão Rafael Trovão escreveu um ótimo livro sobre um garoto que é atacado por um lobisomem em plena cidade de São Paulo.
Larvas no nariz: Barrando o video da cera de ouvido
Parece que temos um novo video capaz de desbancar aquele da cera de ouvido… dessa vez, prepare-se pois isso que você está prestes a ver é nauseabundamente nojento. Não recomendo para quem tem estômago fraco, mas caso você seja um ávido caçador de Gumpices como eu, não resistirá em clicar aí no play. É chato estragar a graça da surpresa, mas tenho que avisar que este video mostra o nosso otorrinolaringologista preferido tirando LARVAS do nariz de um cara. Onde? Na Índia! E não vamos nos esquecer da indefectível musiquinha! Mas a questão maior é: O que essas criaturas do pesadelo fazem no nariz do cara? Eu fiquei curioso sobre este pequeno e bizarro detalhe que dá todo um tchã na história. A mosca, do Gênero Chrysomyia (mosca varejeira) são encontradas em muitas regiões tropicais, e um dos países com o mais alto índice de infestações é o BRASIL! Principalmente regiões pobres e de baixa qualidade sanitária. Nesses ambientes, elas se espalham velozmente. Em alguns casos a mosca entra pelo nariz da pessoa enquanto ela dorme, e deposita os ovos que eclodem rapidamente. Em outro, ela utiliza o serviço de outros insetos hematófagos, que transferem as larvas para a apessoa ou animal. Tão logo os 200 ovos eclodem, cerca de 24 horas após a postura, elas começam a se ALIMENTAR do tecido da mucosa nasal do infeliz. Dessa forma elas começam a penetrar, cada vez mais profundamente pelo nariz adentro, atingindo os seios frontais e em alguns casos severeos, ocorre a destruição total do tecido cartilaginoso do nariz e adjacências. Estas moscas são responsáveis por milhares de casos anuais de sinusite infecciosa, rinite e complicações de ordem pneumocefálicas. Em alguns casos a complicação pode ser grave, evoluindo para uma infecção e daí para a morte. Veja um paciente que sofreu até a morte infestado com estas criaturas nojentas. Este post é dedicado a todos os leitores que pretendem passar o carnaval na fazenda. |
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