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Jessica Alba como você nunca viu

Ruslan Khasanov é o nome do artista genial que fez estes desenhos abaixo. Sua obra prima é o retrato da atriz Jessica Alba. Ele também fez um retrato magistral da Audrey Hepburn. Tem gente que nem acredita que é desenho. E o pior nem é isso. O pior é que são desenhos vetoriais!

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Isso é resultado de um grande talento, aliado a um profundo conhecimento do software e uma incontável dedicação. Show de bola.

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Canibalismo: Curso de sobrevivência na China? Não!

A Nivea me mandou horrorizada, uma série de fotos num email gigantesco.

feliz Canibalismo: Curso de sobrevivência na China? Não!

Nas imagens temos o que seria um curso de sobrevivência na China, mostrando cerca de dez ou doze pessoas no que parece ser um cemitério abandonado, cortando em pedaços e COMENDO um cadáver. As fotos são pra quem tem estômago forte.
Quer ver? Estão no fim do post.
A Nivea não aguentou ver até o final. Eu que já vi até cabeça de bacalhau, que consigo ver 2 girls and 1 cup tomando sorvete de chocolate, não me impressiono tão facilmente. Dei uma boa olhada e de fato, os caras estão mesmo cortando defunto em bifes.
Saca só o tamanho da alcatra:
alcatra Canibalismo: Curso de sobrevivência na China? Não!Se bem que tá mais pra um coxão mole que pra uma alcatra, hehehe.

pratinhofeito Canibalismo: Curso de sobrevivência na China? Não!

fritinhonahora Canibalismo: Curso de sobrevivência na China? Não!

rango Canibalismo: Curso de sobrevivência na China? Não!

E de fato, nas fotos os caras estão ali, cortando, cozinhando e até comendo.

Daí que qualquer sacana mal intencionado pega isso e cria um problema diplomático. As pessoas pensam que Chineses comem gente. Então, vamos  por partes (piadinha infame, eu sei):

Primeiro: Esse morto aí é de verdade.

Segundo:Ele está sendo dissecado descarnificado. Verdade também.

Terceiro: Num cemitério mesmo.

Quarto: Não há montagem aqui. São fotos reais.

Mas…

Há algum Chinês aí? Não. Os caras que foram apontados como chineses são tailandeses. E são da Sawang Boriboon Foundation, que é um grupo formado por voluntários tailandeses para o atendimento de situações de emergência como acidentes, incêndios e enchentes. A fundação também participa de trabalhos de limpeza de cemitérios e preparação de cadáveres para rituais budistas. Sacou o negrito? Pois é exatamente isso que as fotos mostram. Os voluntários ajudando a limpar um cemitério, preparando o corpo do indigente para uma cremação digna.
Se há algo de bizarro que podemos criticar aqui é como alguém corta um defunto que já deve estar apodrecendo a poucos centímetros do prato de comida. Mas ainda assim, não estamos diante de um dos maiores tabus da humanidade. Os caras não são canibais.

É intrigante pra mim como que as pessoas pegam essas fotos e espalham entre elas, alegando que se trata de canibalismo.

Como que alguém pode imaginar que isso é um curso de sobrevivência, minha gente? Todo mundo de branco? Sobrevivência em cemitério? O site Hoax buster foi claro em desmentir os fatos que vem sendo espalhados no email.

Essas fotos foram feitas na cidade de Pattaya, Tailândia durante uma cerimonia budista de exumação dos corpos de indigentes, de pessoas de identidade desconhecida ou sem parentes próximos.

Os caras estão mesmo comendo nas fotos, mas não é o morto. A sugestão de que isso está acontecendo está no texto, não nas fotos. Foi um ato maldoso alegar que eles estão comendo o pobre do defunto, e isso reflete em parte o preconceito dos ocidentais contra os orientais. Tudo bem que os Chineses comem cachorro, comem animais vivos, silvestres ou não. Eles já foram acusados injustamente até de comer fetos humanos. Isso é tudo mentira. É uma generalização sacana que as pessoas incorrem por ignorância. Pensar que as pessoas comem bebês ou defuntos porque são chineses é a mesma coisa que pensar que toda brasileira é piranha.
A galera recebe, fica chocada e repassa pra todo mundo que conhece. E a ignorância vai se espalhando. O nome disso é hoax.
Não é por aí. Eu acho que antes de repassar fotos bizarras e grotescas, convém dar uma pesquisada antes para se certificar de que o fato é real.

As pessoas ficam tocadas em imaginar pessoas comendo cadáveres de semelhantes. Mas isso acontece mesmo. Não só em situações de emergência, como naquele filme -baseado no caso real – “Vivos”, ou em situações de desespero. O ser humano é em última instância um animal, é parte da natureza e o canibalismo é um mero mecanismo de sobrevivência.

O que pode ser repugnante para alguns, para outros é normal. É parte da vida. Por exemplo, existem pessoas que comem cadáveres mesmo, na Índia. Eles são tão pobres que se alimentam dos restos de carne que sobram das pessoas que são cremadas na beira do Ganges. Ocorre que famílias muito pobres não tem rúpias para comprar madeira de boa qualidade. Como resultado, o cadáver não queima completamente e esses miseráveis, que estão na sola do sistema de castas, sobrevivem da antropofagia. Em outras situações, são os Agori Saddhus que realizam o macabro ritual de ingerir restos humanos por razões religiosas.

Pessoalmente não consigo ver em que comer um ser humano possa ser tão repugnante. É carne. O ser humano se acha no direito de comer a carna dos animais, por que comer a carne de outro ser humano seria algo tão horrendo? Eu sei que o lance do tabu tem um peso forte, há também as questões ocidentais-religiosas e etc. Mas eu pessoalmente não vejo uma diferença tão grande entre comer carne de gente e comer um bife de contra-filé de boi. (o que significa que antes de atravessar a Cordilheira dos Andes num avião junto comigo, você deve pensar duas vezes, hehehe)

Aqui termina o post. Abaixo estão o resto das fotos. Só veja se tiver estômago.
(mais…)

Futebol arte – Animação em stop motion

Super legal este video de stop motion que o Mario sugeriu. Olha só o trabalho descomunal de fazer uma animação com milhares de moedas de 10 centavos:

O mistério da bala no cérebro

Essa é muito gump mesmo. Imagine só a cena. Um senhor está fazendo jardinagem tranquilamente na sua casa, que fica num beco sem saída, num tranquilo bairro de londres. Então ele cai no chão e não sabe dizer o que aconteceu. Sua linguagem parece estar afetada e ele está com problemas de memória.

-AVC! – Qualquer um poderia supor. E foi o que a família do cara pensou que era. Levaram o senhor Peter Hesford de 61 anos para o hospital e fizeram uma tomografia em busca do derrame, quando surgiu uma surpresa: havia uma bala no cérebro do coroa.

article 1276198 0982664A000005DC 84 O mistério da bala no cérebro

Mas o mais estranho não era isso. O mais estranho é que não havia buraco por onde a bala entrou. A bala simplesmente estava lá, enfiada no tecido cerebral de Peter, mas não foi possível localizar o local onde a bala penetrou o corpo, mesmo após uma longa bateria de exames.

Pra piorar, ele é um homem simpático, amigo de todos os vizinhos, um cidadão aposentado e pacato e sem inimigos. Além do que seria estranho alguém ser intencionalmente baleado ao fazer jardinagem. Mas o fato é que ele estava com a bala no cérebro, numa área perigosa o suficiente para que os neurocirurgiões ingleses tivessem que protelar a operação devido ao  risco de morte do senhor Peter.

A família informou a polícia que encontrou o homem caído no jardim. Ele havia espatifado os óculos na queda e havia sangue em seu rosto. O caso de uma bala no cérebro sem local de entrada parecia extraordinário.

Porém, mais extraordinária foi a hipótese com o qual a polícia de Manchester trabalhou: Bala perdida.

Segundo os investigadores, havia uma minúscula chance de que Peter Hasford estivesse olhando para cima bem no momento em que uma bala perdida desceu dos céus, entrando pela órbita ocular do idoso e atravessando toda sua estrutura recebral até se alojar no fundo do crânio. A bala teria entrado por baixo do olho e devido a isso, não havia indício aparente do orifício de entrada do projetil. Neste caso, os óculos teriam sido destruídos pela bala e não se espatifado na queda, como a família Hasford supôs.

article 1276198 0982D2B9000005DC 95 O mistério da bala no cérebroPeter Hasford tinha boa saúde antes de ser atingido pela bala

A hipótese parecia bastante improvável, mas um cuidadoso exame associado a uma análise do perito em balística da polícia mostraram que, de fato, era isso o que havia acontecido.

A lesão foi grave. Ele está sem enxergar de um dos olhos e teve o lado esquerdo do corpo paralisado em decorrência do trauma. Os médicos esperam que com fisioterapia ele recupere os movimentos aos poucos.  Após duas cirurgias para a retirada da bala, o estado de saúde do idoso piorou gravemente.

Segundo disseram os investigadores do caso: “Este é o mais estranho acidente que eu já vi na minha vida”

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O incrível galo que bota ovo

Parece até piada, daquelas que a galera faz auqndo percebe que um suposto machão é na verdade um gay no armário tentando disfarçar. Mas o lance é que o “galo que bota ovo” é de verdade mesmo. Trata-se de um caso real, único no mundo. O galo Gianni era um galo normal até começar a por ovos e chocá-los, como faz uma galinha.

article 1267691 093589FB000005DC 18 O incrível galo que bota ovo

Os cientistas estão tão intrigados com a mudança de sexo do galo que querem examinar o DNA dele em busca do gene que permitiu tamanha bizarrice. Há uma possibilidade de que a prole do gallo Gianni sejam portadores da mesma mutação genética.

O professor Donato Matassino crê que o fenômeno que impressionou a comunidade científica da Europa poderia ser um gene antigo, adormecido na ampla maioria das aves, mas que de alguma forma está ativo neste animal, o que permitiu que ele funcionasse como um gastrópode, tipo o caracol, que nasce macho, vira fêmea, passa a vida toda como fêmea e volta a ser macho poucos meses antes de morrer.

Este mecanismo é um engenhoso truque evolucionário que permite a uma espécie ampliar suas chances de sobrevivência. Segundo o professor, o gene funciona para quando “se por um acaso todas as fêmeas morrerem, um macho se torna fêmea e a espécie não desaparece”.

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Eu creio que há mais interesse no galo transsexual do que a mera curiosidade científica. Imagine como a alteração deste gene poderia ampliar a oferta de ovos no mundo, com resultados econômicos palpáveis.

Não há menção desta ideia na matéria, mas eu penso que como os dinossauros evoluíram em aves, esta característica poderia ajudar a dar uma nova dimensão na história dos dinossauros.

O galo Gianni acaba de entrar para o seleto grupo de galinhas famosas no Mundo Gump, ao lado da galinha que viveu mais de um ano sem a cabeça, da galinha de quatro pernas, da galinha do pé de pato e do pintinho que tinha dente.

A Formiga com a pior picada do mundo

Anteontem minha casa foi invadida por formigas. Milhões de formigas. Parecia até um filme de terror. Engraçado essas coisas de invasão de formigas, porque a gente vê uma, depois outra, e assim vai vendo cada vez mais.  À medida em que nos damos conta que estamos cercados de milhões de pequenos insetos cheios de perninhas, o cagaço atinge proporções olímpicas.

Eu nunca tinha visto nada tão impressionante relacionado a formigas sem ser no Discovery Channel. Pelo que eu entendi, a migração em massa das formigas que saíam do meu jardim era uma brutal mudança de endereço de toda uma colônia. Como eu fui criado no interior, vivi em varias casas com jardim perto de terrenos baldios, acreditava saber tudo que era necessário sobre formigas. Mas nada havia me preparado para o choque de testemunhar o quão gigantesco poderia ser uma colônia de formigas.  Eu também não imaginava que tanta vida pudesse existir no meu quintal. Tudo bem que o meu jardim parece até o jardim botânico, de tanto bicho (basta ver os meus experimentos de fotografia com a câmera da Nivea em poucas horas) mas a colônia de formigas era um tapete preto vivo, que se espalhou pela varanda, deu a volta na casa e começou a subir pelas paredes.

A coisa foi tão impressionante que vizinhos vieram ver. Enquanto eu admirava a colônia se mover em sua cadência militar, que de perto é muito mais um caos controlado do que a suposta ordem que aparece à distância, eu fiquei imaginando o que levou a colônia de formigas a necessidade de mudar. Seria a falta de comida? Seria a invasão de algum outro predador pior? Era certo que se tratava de uma mudança da colônia, porque muitas formigas carregavam ovos.

Assumo que tive vontade de ter um tamanduá de estimação naquele dia. Uma migração dessas é o banquete supremo, o sonho dourado de todo tamanduá.

Eu estava distraído olhando o mundo das pequenas formigas e não percebi que centenas delas já subiam pelas minhas pernas. Eu só me dei conta disso da pior forma, quando as picadas começaram.

Saí pulando feito um sapo, enquanto fazia um barulho de susto do tipo:

-Ueaiueuueaiu…

E me estapeava desesperado, tentando matar uma a uma que estava andando em mim. Deve ter sido uma cena hilária. Graças a elas estou cheio de pequenos calombos pelo corpo, que coçam feito o catiço.

Com medo que as formigas entrassem na casa, eu peguei a mangueira de molhar o jardim e joguei água ao redor da casa, criando uma barreira molhada, que não impedia, mas complicava a vida das formigas caso quisessem entrar aqui. Deu certo.

Horas depois, voltei para ver no que tinha dado e vi que elas haviam sumido. Só ficaram os testemunhos daquela invasão na minha barriga mãos e pernas. Isso me fez pensar sobre a questão da picada da formiga. Muitas formigas segregam um ácido chamado ácido fórmico após morder.

O lance das formiguinhas me levou a pensar qual seria a pior formiga que se conhece em termos de picada. Acabei recorrendo ao Google na tentativa de elucidar este mistério. Eu pesquisei e descobri que a pior picada que existe, não apenas entre as formigas, mas entre todos os insetos, é de uma formiga que existe no Brasil.

1189092520 A Formiga com a pior picada do mundo

Ela tem diversos nomes por aqui, (tocandeira, tucandeira, tocandira, etc)  mas o mais conhecido é Formiga-Cabo-Verde. Pessoalmente, acho que este nome não faz jus a mordida do animal. Creio que o apelido norte-americano da formiga seja mais apropriado: Formiga bala.

Ela ganhou este nome simpático porque a dor da mordida dela pode ser pior que levar um tiro.

O nome verdadeiro dela é Paraponera clavata. A formiga é muito conhecida por seu tamanho gigante e a picada severa. As operárias apresentam entre 18 a 25 mm com uma coloração avermelhada escura, guardando diversas semelhança com as vespas. Esta formiga tem um ferrão na cauda que inflige uma dor 30 vezes pior que a mais horrível picada de abelha que se conhece.

A tocandira é venenosa, e é o veneno que causa a dor lancinante de sua mordida. Ele contém um peptídeo neurotóxico paralisante chamado poneratoxina. Somado a isso, estão as duas das presas de maior força entre os insetos. A força das presas dessa formiga é tão impressionante que ela rompe galhos super duros. Tão duros que quando os mesmos se rompem, a formiga é ejetada no ar. Como ela é uma formiga primitiva, não faz tocas “padrão”. Elas basicamente se espalham pela floresta, sob os troncos das árvores, buracos e sob folhas caídas. São centenas de milhares de indivíduos espalhados por uma grande área e floresta. O que é uma péssima notícia para o explorador desavisado. Passou ali, deu bobeira, créééééu!

A Tocandira está no topo da lista Schmidt de picadas.

Basicamente a lista Schmidt é uma tabela onde um entomologista americano chamado Justin Schmidt se deixa picar pelos mais diversos insetos da Terra e diz o que sentiu. “Tudo pelo bem da Ciência”. O objetivo da lista é sistematizar os aspectos de dor das picadas. A lista vai do 1 ao 4, sendo o 4 a dor mais dramática que uma pessoa pode sentir com a mordida de um animal.  A tocandira está acima da categoria 4, com um impressionante “4.0+”.

Mas se você acha impressionante que alguém aceita levar uma picada dessas por livre e espontânea vontade, ficará mais impressionado ainda quando eu te disser que o processo ritualístico em certas comunidades indígenas do Brasil, onde ocorre um “amadurecimento” dos jovens em adultos guerreiros  envolve picar os infelizes com CENTENAS de tocandiras.

O processo começa com os adultos recolhendo as perigosas formigas na selva. Eles usam luvas grossas feitas de folhas para manusear as formigas. As formigas são embebidas numa solução feita de ervas que funcionam como um tranquilizante. Em seguida, uma nova luva de folhas é especialmente produzida para a ocasião, onde são inseridas uma a uma as formigas ainda anestesiadas. Uma hora depois elas acordam, e vendo que estão presas, ficam muito, muito bravas… Centenas desses monstrinhos são colocados nas luvas até que elas fique cheias. Em seguida, os adultos escolhem os meninos candidatos a guerreiros e enfiam as mãos deles ali dentro. O adolescente tem que ficar com a luva cheia de Tocandiras por DEZ MINUTOS!

E o adolescente NÃO PODE CHORAR! A dor e o veneno são tamanhos que eles entram em paralisia, começam a tremer e leva mais de 24 horas para voltar ao normal. Este tipo de ritual de iniciação é algo que me faz agradecer a Deus por não ser índio.

Pra quem vive reclamando da vida que tem, sugiro dar só uma olhada no vídeo aqui e depois refletir sobre como é maravilhosa sua vida.

Poucas coisas podem ser pior que usar esta luva cheia de formigas.

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Pintura hiperrealista

Pode parecer incrível, mas as fotos abaixo não são fotos e sim pinturas do artista Simon Hennesy.

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O misterioso caso da antena submarina

Eu nunca tinha ouvido falar da Eltanin Antenna, até me deparar com um verbete sobre ela na Wikipedia.

A história é o seguinte: Um navio de 1.850 toneladas chamado  Eltanin foi lançado em 1957 e serviu à Marinha dos Estados Unidos como navio quebra-gelo. Em 1962 Eltanin foi convertido em um navio oceanográfico de pesquisa. Ele foi o primeiro navio de pesquisa oceanográfica exclusivamente para trabalho em águas frias do ártico, e desempenhou este papel muito bem até 1975.

Ocorre que numa dessas pesquisas, exatamente no dia 29 de agosto de 1964, enquanto obtinha fotografias do fundo do Cabo Horn, o Eltanin obteve as primeiras fotos de uma coisa bem esquisita. Olha aí:

forteantimes42912 O misterioso caso da antena submarina

As fotos foram obtidas na posição 59:07′S 105:03′W, em uma profundidade de 3.904 metros.

A foto foi publicada, no jornal New Zealand Herald em 5 de dezembro de 64, sob a legenda: “Foto de um quebra-cabeça no leito do oceano”.

Em 68 o autor Brad Steiger escreveu um artigo que sugeria que o estranho objeto registrado pelo Eltanin era ” uma incrível peça de maquinário… muito similar a um misto de uma antena de TV e uma antena de telemetria”.

Um cara chamado Bruce Cathie, um piloto de avião neozelandês aposentado que havia visto um disco voador escreveu sobre o estranho objeto no fundo do mar, sugerindo que poderia se tratar de uma evidência documental de que o objeto era uma parte de um ufo, enterrado num lugar onde dificilmente seria visto se não fosse o navio enxerido.

Não tardou para inúmeras teorias sobre o estranho objeto aparecerem. Durante toda a Guerra Fria os EUA desconfiaram que o artefato tinha origem na União soviética.

O problema todo é que o estranho objeto estava muito fundo, a 4.115m, e no tempo em que foi descoberto, não havia nenhum submarino capaz de atingir tal profundidade.
Existe a possibilidade de que se trate de uma antena ou outro instrumento científico que foi perdido por um navio, porém, esta parece ser uma explicação meio forçada. Seria improvável que um objeto caísse através de mais de três quilômetros de oceano, e cravasse em pé. Sem falar que é um local com grandes e fortes correntes. O mar onde o instrumento foi visto é extremamente agitado e perigoso.

Além disso, a posição da antena é tão exata e tão estranhamente significativa, muitas pessoas não tem dúvidas de que ela foi colocada lá intencionalmente. Quem fez isso, com o que a tecnologia é um fato desconhecido. Muitos investigadores do fenômeno ufo e mitologias modernas ligadas aos mesmos sugerem que poderia haver um enorme segredo ligado a antena Eltanin, segredo que não é totalmente desconhecido para alguns membros da comunidade científica …

A fotografia, que para um leigo mostra algo como uma antena de rádio complexa saliente no fundo da lama, foi tomada em 29 de agosto por uma câmera submarina.

A câmera ficava alojada em um cilindro de metal puxada por um cabo do navio. Ele salta ao longo do leito do mar tirando fotos em intervalos regulares. Então, a foto não teria sido intencional. O cabo fotográfico do navio passou pelo lugar certo, na hora certa.

O Dr. Thomas Hopkins, biólogo marinho sênior a bordo, que se especializara em estudos de plâncton, disse que o objeto poderia ser uma planta.

Entretato, a alegação de que se tratava de uma planta foi mal recebida entre os que curtiam o aspecto misterioso do artefato. “Nessa profundidade não há luz para fotossíntese, e as plantas não poderiam viver lá.” Além disso, as alegações de que poderia ser um coral também foram refitadas.
“Se é alguma estranha formação de coral, ninguém a bordo ouviu falar sobre isso antes.”

O Dr. Hopkins, que se formou na Universidade do sul da California, disse que o fotógrafo do navio tinha sido completamente questionado sobre como ele obteve a misteriosa fotografia. No entanto, todos estavam certos que a foto não era uma falsificação mas uma foto pertencente ao lote de fotos obtida na pesquisa.
Hpkins apontava possibilidades intrigantes. Aos jornais ele disse: “Eu não gostaria de dizer que a coisa é feita pelo homem, porque esta alegação traz à tona o problema de como seria chegar lá”.

“Mas é bastante simétrico e as ramificações são de 90 graus de separação. É por isso que o misterioso objeto tem sido discutido ao longo de tanto tempo.”

Obviamente que muitas coisas estranhas – algumas vivas, outras não – existem nas enormes profundidades do oceano na Terra.
Para a maioria das pessoas, a imagem Eltanin poderia ter sido esquecida, imersa num infinito universo de curiosidades científicas, se não fosse Bruce Cathie, um leitor do Herald, com algumas idéias originais na cabeça ficar intrigado com isso – tanto que ele realmente visitou o navio e questionou os cientistas.

O piloto Bruce Cathie teve um avistamento de OVNI que “dramaticamente” mudou sua vida, e inspirou uma busca para encontrar alguma ordem e sentido o fenômeno. Cathie – seguindo o exemplo do ufólogo francês Aimé Michel 5 – decidiu procurar padrões nos locais onde os OVNIs foram reportados e correlacionou suas trajetórias de vôo.
Em um artigo para a revista Nexus, 6 Cathie explica como, depois de muito queimar a mufa e fazer contas até não acabar mais, ele foi capaz de formar uma rede de linhas sobre toda a área da Nova Zelândia. Surgiu um curioso padrão. O padrão consistia de linhas espaçadas em intervalos de 30 minutos orientada apenas em seis graus de deslocamento de norte verdadeiro. Eventualmente, duas grades semelhantes foram encontrados e ser interligavam umas com as outras, criando um padrão bastante complexo, que poderia ainda ser reduzido em linhas com espaçamento de sete minutos e meio.

Cathie estava focado em descobrir se este sistema de grades era um fenômeno global. Foi nesta época que ele soube, pelos jornais da misteriosa “antena”. “Eu tinha um palpite”, escreveu ele, “que este poderia ser o ponto que eu estava procurando, sobre a qual a orientar uma rede mundial – se de fato a rede existisse.
Não tardou, Cathie conseguiu comprovar com seus cálculos e linhas, que seria realmente factível estender a teoria das linhas de ação dos ufos a toda a Terra.

Além disso, ele concluiu que “a velocidade da luz, a massa e valores de aceleração da gravidade deve ter alguma ligação com a estrutura de rede, para explicar as manobras extraordinárias realizadas pelas naves misteriosas”, ele finalmente chegou a sua estrutura de grade ‘básica’, que foi formado por uma série de grandes círculos interligados em vários pontos ao redor da superfície da Terra.

“Os pontos nodais das duas redes, quando a série de círculos pequenos e grandes foram superpostas, formou áreas interessantes em torno dos pólos norte e sul geográficos. Cathie realizou uma análise geométrica e matemática dessas seções que eu encontrou uma conexão direta com a luz, a gravidade e seus equivalentes em massa em um sentido harmônico.

(vou poupar os leitores do detalhamento das contas do cara) Embora Cathie pudesse ter razão com as linhas dos Ufos, era dado a conjecturas completamente sem pé nem cabeça. Sua afirmação mais notável foi ter superado as dificuldades de Einstein em conciliar a mecânica quântica ea teoria da relatividade – um enigma que ainda atormenta os físicos.

Fascinante como tudo isto é, a pergunta permanece sem resposta: O que de fato é a “antena Eltanin? Alguém sabe? Sim. A “antena” foi identificada desde 1888, pelo menos – bem antes de sua descoberta “aparente” em 1964.

Era uma esponja!
98728149 O misterioso caso da antena submarina

Enquanto as esponjas de banho (tipo o bob esponja) são limitadas a águas mais quentes e rasas da plataforma continental, alguns de seus parentes são bastante bizarros comumente encontrados no mar profundo. Cladorhiza é uma esponja de formato Gump que se parece com uma antena de microondas da era espacial. Ela já havia sido vista diversas vezes em outros dois navios, que faziam pesquisas de material em alta profundidade usando dragas, muito antes da famosa foto ser descoberta. Os dados colhidos pelas dragas foram compilados em livros por Alexander Agassiz.

Agassiz observou que “eles são esponjas com uma longa haste que termina em ramificação das raízes, profundamente afundado na lama. A haste possui nós com quatro a seis apêndices com ponta esféricas. Elas, aparecem como arbustos e cobrem grandes extensões do fundo. A esponja Cladorhiza foi fotografada em um fundo rochoso no Mar de Bellingshausen

A foto mostra a Cladorhiza e seus apêndices terminados em esferas com os apêndices orientados horizontalmente, perpendiculares à haste reta vertical.

cladorhizaconcrescens O misterioso caso da antena submarina

Filo: Porifera

Classe: Demospongia C

Ordem: Poecilosclerida

Familia: Cladorhizidae

Gênero: Cladorhiza

Espécie: Concrescens

A misteriosa antena no fundo do mar ártico nos mostra como a mente humana é eficaz em arranjar teorias complicadas para clarificar certos mistérios. Nem que para isso seja necessário lançar mão de mistérios ainda maiores e mais insondáveis.

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