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50 horas de gordinhos se estabacando

50 horas de gordinhos se estabacando
Minha irmã me indicou este video com nade menos que 50 horas de gordinhos de todo o mundo caindo e se estabacando.

Fala sério, quem passa 50 horas vendo isso? Deve ser o mais longo video do youtube.

Editado: Acabei de perceber que não são 50 horas de gordinhos caindo, é um pedaço grande com um monte de gordinho se estrepando que é replicado infinitamente. Já era um troço babaca, e agora ficou mais ainda. 

 

Vem aí mais uma edição do The Union!

Provavelmente a esta altura, é possível que você ja esteja sabendo da segunda edição do The Union, que acontecerá nos dias 10 e 11 de março de 2012 lá em Sampa.
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No ano passado eu fui e posso dizer, foi muito, muito, muito maneiro mesmo, superando as minhas expectativas. Mas ao que me parece, este ano vai ser ainda mais escalafobético o evento. Digo isso porque o The Union vem se consolidando como um dos maiores encontros de criadores digitais e não digitais no Brasil.

É uma oportunidade imperdível para que as pessoas que trabalham na indústria do 3d, games, efeitos especiais e áreas correlatas possam se encontrar, trocar ideias, fazer aquele network fundamental e o que é melhor, conhecer de perto as dicas, truques e macetes usados nas maiores produções Hollywoodianas, com explicações detalhadas de quem FEZ a parada. Sabe aquele tipo de comentário, caso e dica que você nunca vai achar nos livros? Acontece em eventos assim como este, que é o maior evento de computação gráfica da América Latina.

Então, nós podemos dizer que o  The Union nasceu de uma conversa com artistas mundialmente famosos por suas criações para a indústria do cinema e dos games. Após esses caras conhecerem a história da escola brasileira SAGA – School of Art, Game and Animation, eles aceitaram o convite de vir ao Brasil para trocar experiências com profissionais e estudantes de cinema, games, artes, publicidade e animação. A primeira edição foi um sucesso, e fiquei absolutamente bolado quando eu vi um auditório gigantesco lotado de gente fã de 3d, efeitos especiais e essas coisas todas que a gente gosta e tá sempre vendo por aqui no Mundo Gump.

Pelo que constatei no site do evento, neste ano, o  The Union contará com a presença dos artistas digitais:

Neil Huxley (Digital Domain / Visaul FX em Watchmen, Gamer)

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Darrin Krumweide (Gnomon School / Consultor da Warner Bros, SEGA e Universal)

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Alex Cancado (Luma Pictures / Light e Lead Compositor em Tron, X Men, Harry Potter e o Enigma do Príncipe)

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Cameron Davis (Dreamworks Animation, Toys MacFarlane e Activision / Concept Artist  do Guitar Hero)

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Alex Alvarez (Presidente da Gnomon School, Gnomon Gallery e Skecththeatre)

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Neville Page Uhuuu! Esse cara é genial! (Concept Designer / Planeta dos Macacos (2001) Minority Report (2002), As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (2006) e StarTrek (2009). Ele também colaborou com o Rhythm & Hues nas duas continuações de X-Men, X2 e X-Men: The Last Stand, O Incrível Hulk),

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Rob Nederhosrt (Visual Effects Supervisor / O Dia Depois de Amanhã, Demolidor, Star Trek: Nemesis, Fomos Heróis, Vanilla Sky, Pequenos Espiões, O Grinch, X-Men, Supernova)

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Scott Spencer (WETA Workshop / Designer em O Código da Vinci, Harry Potter e a Ordem da Fênix, X-Men: O Confronto Final),

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Wayne Hollingsworth (Visual FX TD / Gnomon Workshop).

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Sentiu a pressão? Pois é! Este é realmente um evento único. Não existe outro evento de Computação Gráfica na América Latina no porte do The Union. O objetivo dos caras é te levar a conhecer novas técnicas e softwares utilizados nas maiores produções de Hollywood. Sem falar que isso vai melhorar seu networking, e permitirá estar cara-a-cara com os grandes profissionais da indústria do entretenimento mundial. Com todas essas vantagens, é óbvio que não se trata de um evento grátis, né? As informações que você precisa saber são:

Quanto custa?

R$ 150,00 a R$ 600 por dia, pacotes promocionais de dois dias – R$ 200 a R$ 850 – preços variam dependendo do setor.

Quando que vai rolar?

Dias 10 e 11 de março de 2012 – Tá em cima, hein? Não dê mole que você corre o risco de fica sem ingresso.

Onde vai ser?

Anhembi Parque / Palácio das Convenções / Auditório Economista Celso Furtado – Av. Olavo Fontoura, 1209 – São Paulo.

Como faz para comprar o ingresso?

Fácil. Entre aqui e compre seu ingresso para o The Union através do sistema de vendas Fastcash, que viabiliza diversas formas de pagamento.

Quero saber mais como faço?

Mais informações e inscrições:  www.theunion.com.br

Agora, dica quente é esta: Vai rolar um promo especial para leitores do Mundo Gump. O link para compra do seu ingresso com desconto é este aqui.

Neste link, os pacotes já estão com 30% de desconto para os Setores 1, 2, 3 e 4.

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Zumbis 3d

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Dando continuidade aos trabalhos do curta, estive hoje por aqui aqui pesquisando a solução de usar zumbis virtuais para cenas de multidão. Figuração virtual pura. É a solução de menor custo, mas certamente não a de menos trabalho, já que dá uma ralação danada fazer qualquer merdinha que seja em 3d. Eu tava milênios sem mexer no 3d, e foi quase como aprender a andar depois de passar décadas numa cadeira de rodas.

O teste não ficou lá grandes coisas, já que não usei nem hdri e nem motion tracking. Dessa distancia, não é mesmo grande coisa. A animação aqui é só uma marcação, bem irregular, que nãos serve pra nada além de não fazer um monte de estatua parada nas vagas do meu prédio.

Eu acho que ficou meio falha a integração dos mortos na cena. Talvez seja a falta do Hdri, que irá fazer a luz certa e uniforme na cena. O próximo teste dos zumbis 3d deve ser com o hdri, os defuntos melhor animados e se tudo ajudar, um camera shake.

Não dá pra ver no video do prédio os zumbis direto, mas embora tudo esteja meio preliminar, eu tô achando que eles vão funcionar para cenas mais perto, como complemento aos zumbis filmados no primeiro plano. Acho que em até uns sete metros dá pra usar os bichinhos 3d sem dar muito na pinta. Ainda tenho que preparar muitos zumbis mais. Aqui só tem sete ou oito, mais para ver se daria certo. Não tem nada além de uma malha low poly e uma textura tosca. Nem bump não tem pra não pesar.
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Então é isso. O projeto do filme não parou, estamos seguindo em frente.
Aproveitando o ensejo, se alguém aí quiser comprar o zumbi C ou o Zumbi Padre para ajudar no filme, restam poucas unidades.

 

Top 5 dietas bizarras

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No inicio do ano é sempre a mesma coisa. Aquele monte de promessas de que vai cortar a carne, de que vai comer menos massa, eliminar o refrigerante… Mas nem todo mundo é assim. Acredite ou não, existem pessoas que fazem justamente o oposto. Ao invés de cortar certos alimentos, eles cortam TODOS e ficam só com um. Veja só que loucura esses casos:

1- A mulher que só come pizza

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Há nada menos que 33 anos, Claire Simmons só come pizza. Não que ela não queira, mas Claire simplesmente não pode, já que ela sofre de uma doença chamada síndrome da alimentação seletiva.  Assim, pizza é a única coisa que para no estômago dela. Todo o resto ela vomita. Para contrabalancear o excesso de massas, ela faz muito exercício e bebe muita água. fonte

2- O homem que só come Big Macs

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Você acreditaria se eu te dissesse que este maluco aí em cima comeu 23.000 Big Mac? É isso mesmo, vinte e três mil sanduíches, o que significa 46.000 hambúrgueres, 506kg de alface, o que dá mais ou menos 1.610.000 pedacinhos, 4.6000 queijos, 230 litros de molho especial, 161kg de cebolas, 115kg de picles, e aproximadamente 4.002.000 grãos de gergelim. Se ele optou por acompanhar a batata, este cara comeu, sozinho,  três milhões, novecentos e dez mil gramas de batata frita. Don admite que pedia batatas como acompanhamento até os anos 80, mas depois disso passou e evitar as batatas, porque segundo ele isso é mais “saudável”. Desde os anos 90 ele passou a comer batatas apenas uma vez ao mês.

Don come DOIS BIG MAC numa só refeição. Ele até hoje não enjoou do sanduba. Se ele tomou uma coca-cola media para acompanhar, como é o padrão nos EUA, foram 11.500 litros da bebida. Ele pode ter bebido sozinho, o equivalente a quase a metade de uma carreta de três eixos lotada de pallets da Coca.

Don Gorske comeu 23000 sandubas do Mc Donalds desde 17 de maio de 1972. Para quem não acredita, ele guarda cada uma das 23000 notinhas fiscais para provar.

Don deixou de comer o sanduíche apenas oito vezes ao longo desse tempo. Ele se lembra de cada um desses dias, incluindo o dia em que sua mãe morreu e o dia em que uma nevasca violenta atingiu sua cidade e o Mc Donald´s não abriu. Foi neste dia que Don resolveu congelar alguns no freezer para dias “problemáticos”. Ele tem sempre dois hambúrgueres congelados e aumenta o estoque para 4 ou 5 no inverno só por precaução. fonte

3- A moça que só come balinhas de menta

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Natalie Cooper é o nome de uma jovem de 17 anos que tem uma condição física misteriosa. Ela vomita tudo que engole. Atualmente ela se alimenta através de um tubo que é inserido em sua garganta onde uma fórmula especialmente desenvolvida oferece os nutrientes para que ela continue viva. O único alimento real que Natalie consegue  engolir sem “chamar o Raul” são as balinhas Tic-Tac.

Os médicos ficam impressionados com a condição de saúde de Natalie, uma vez que ela tem esta estranha doença desde que nasceu.  Inicialmente os médicos pensaram que Natalie sofresse de bulimia, mas a medida em que os exames foram ocorrendo, eles começaram a ver que o caso era bem mais complicado. Natalie gosta de comer, mas vomita tudo que ingere. Isso fez com que ela ganhasse uma medalha do departamento de polícia de sua cidade como felicitação por sua bravura de lutar contra a estranha doença.

Ainda não há uma explicação clara para o problema de Natalie. fonte

 

4- A menina que só come nuggets há 17 anos

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Stacey Irvine adora comer nuggets. Ela gosta tanto, que come nuggets TODO DIA, desde que tinha só dois anos! Isso dá nada menos que 17 anos de nuggets no almoço e no jantar. Desesperados com a recusa da filha de comer qualquer coisa que não fosse nuggets (no meu tempo, a chinelada comia solta nesses casos)  os pais da menina começaram a introduzir outra coisa para variar o cardápio, e somente assim ela começou a comer também BATATAS FRITAS, e muito raramente, uma torrada no café da manhã. A menina (previsivelmente) já teve problemas de saúde em decorrência de seus estranhos hábitos alimentares, e os médicos condenaram a bizarra dieta, mas mesmo assim, ela não consegue passar um dia sem comer nuggets. Um dos maiores problemas decorrentes do estranho hábito alimentar dela não está na saúde e sim no espaço físico. A cada refeição que faz, ela ganha um brinquedo de Mc Lanche Feliz e de outras empresas do tipo e assim, rapidamente, sua casa ficou pequena para tantos brinquedinhos.

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5- O velho que não come nada

Se dietas limitadas soa estranho, imagina o cara que vive “de luz”. O indiano sinistro, cujo nome é Prahlad Jani tem 80 anos e diz que está sem COMER NEM BEBER NADA há pelo menos 60 anos.

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Lógico que muita gente não acredita nele, mas não conseguiram, até o momento, provar que ele está mentindo. O guru indiano já foi vigiado 24 horas por dia trancado numa sala sem comida e sua saúde verificada constantemente em busca de indícios de que sua alegação de que vive de luz seja uma fraude. No entanto, ninguém conseguiu justificar que mesmo sem comer nada no quarto monitorado por câmeras, nenhuma alteração em sua saúde foi detectada pelo longo período sem alimentação. A única água que entrou no ambiente foi pesada antes e depois, e era usada para que ele tomasse banho. Não foi constatada diferença significativa, indicando que ele bebeu a água do banho. O velho é uma incógnita. fonte

Mais um time-lapse

Fiz mais um time-lapse com a maquina em Cachoeira de Macacu, na Região Serrana do Rio. Pena que tive pouco tempo de “janela” para o espaço, pois logo o buraco fechou e o nublado que se manteve durante todo o dia ficou pela madrugada afora.


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IMG 3683 filtered Mais um time lapse
Comparando com o primeiro, já vi que a redução do intervalo nos disparos contribuiu para o movimento ficar mais fluido. Ainda preciso estudar mais e aperfeiçoar a técnica. A primeira parte, longa e meio tediosa foi aqui em casa, e realmente, o excesso de luz ferra com o negócio! Quando o local e o tempo permitirem farei novos testes. Creio que precisarei de uma lente boa para isso, talvez uma Tokina 11-16mm F/2.8, já que o adaptador de grande angular que eu uso é um lixo, e tem uma aberração tamanha que torna impossível usar para time-lapse. Dessa vez usei a lente do kit.

Aqui está o video:

Bom carnaval

Bom carnaval

Tentando a minha própria distorção temporal

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Ontem antes de ir dormir eu acabei postando aquele vídeo da distorção temporal e enquanto tomava banho para deitar, acabei me sentindo compelido a tentar fazer o treco. Sem muitas esperanças, juntei os bagulhos. A câmera estava ao alcance da mão, com bateria, com lente clara, tripé… Fui até a varanda e vi que a noite estava adequada, sem muitas nuvens e com boas estrelas, apesar de que no condomínio onde eu moro nego colocou umas luzes alaranjadas potentes pra dedéu que ficam acesas até raiar o dia, e é muita luz. Aqui tá foda! De dia o sol vem de cima. Agora, de noite, o sol vem de baixo.
Isso atrapalhou legal. Outra coisa que eu não podia prever é um repentino aparecimento da lua. Eu não tinha nenhuma dica nem carta celeste para prever o que iria aparecer. Aqui está no que deu:

O resultado do meu primeiro time lapse, de míseros 12 segundos, ficou meia-boca, mas me ajudou a compreender melhor algumas coisas, que implementarei no meu próximo teste dessa técnica.
Como é feita a parada:

Você tem que ter uma câmera que possa configurar a abertura do diafragma para o máximo possível. geralmente só dá pra fazer isso legal nas maquinas “reflex” de espelho. No caso, a minha é uma DSLR Canon 3Ti. Eu usei uma lente clara de 50mm e este foi um dos meus erros.
Não pela lente clara, mas por ser 50mm. Em termos didaticamente leigos: Em geral, as lentes funciona assim, quanto maior o valor em milímetros, mais “de zoom” a lente é. Assim, uma de 200mm vai ter mais “zoom” que uma de 50mm, que por sua vez tem mais “zoom” que uma de 12mm. Se fosse só isso tava bom, mas ainda entra aí a questão da claridade da lente. Algumas lentes deixam passar mais luz que outras. A regra é fácil, quanto mais luz passa, melhor é. E infelizmente, mais cara a lente também. Há outros fatores que aumentam os preços das lentes, mas que pra este caso, acho que não vão afetar muito o resultado, como estabilizadores óticos e focagem rápida… Não para fotos de estrelas.
No caso da filmagem das estrelas, a logica é inversa a da filmagem da lua. Na da lua, eu quero usar o máximo de zoom que eu puder, então, usei uma lente telescópica de 500mm.

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Já nas estrelas, a ideia não é mostrar só uma no meio da tela preta mas sim um pancadão delas, e é por isso que o ideal é usar uma lente grande-angular, ou seja, uma lente que pega muita coisa e bota no quadro. Seria mais ou menos um tipo de “lente anti-zoom”.

O que ficou claro no meu teste é que é fundamental um tripé firme, um cartão de grande capacidade, porque a sequencia é captada TODA em formato RAW, que come muito espaço e baterias! Bateria é uma coisa fundamental, porque o contínuo bater de fotos, acesso e gravação no cartão, mais o visor lcd ligado direto consomem muito. Solucionei isso com o grip vertical, que permite enfiar duas baterias na maquina de uma vez só. Assim, já dá o dobro da performance.

Outro problema é que para fazer um bom timelapse como aqueles inigualáveis lá (os caras são profissa e vendem os videos deles até pro Discovery.) do último post é que precisa de um lugar escuro como um BREU. Sabe quele lugar tão escuro que dá medo? Pois é. O ideal é assim. Não dá pra ser no meio da cidade que é onde eu moro, porque o brilho da luz da cidade afeta o resultado final, a menos que role um daqueles apagões épicos.
A escolha do dia, aliás, da noite, me parece de suma importância, já que em dias nebulosos, não vai pegar legal muitas estrelas. O bom é quele dia típico de maio, que dá aquele céu azulão, sem nenhuma nuvem, e de preferência com lua nova. Aí fica style o bagulho.

Fazer o timelapse em si é uma coisa facílima. Ou você usa um intervalômetro ou instala o magic lantern (vale a pena!) e soluciona isso “na faixa”. Basicamente é uma setagem que diz para a maquina que você quer que ela comece a bater fotos feito louca, de X em X tempo. Aperta o disparo e ela começa. E é lindo quando as coisas simplesmente funcionam.
Mas como tudo na vida, já deu pra perceber que o buraco é mais em baixo. Eu tava la todo pimpão tentando fazer o meu primeiro timelapse da vida, em ignorei algumas coisas simples, que servem não só para o timelapse, como para fotografia espacial em geral:

  • Pegue a distancia focal da lente e divida 600 por ela. Vai dar um valor. Este valor é o tempo de exposição ideal para esta lente. Assim, se sua lente é como a minha, 50mm, então 600:50 =12 segundos de exposição.
  • Outra coisa é que como a lente é clara, 1:1,8 então isso quer dizer que ela poderia ficar mais “aberta” a entrada de luz, o que podemos compensar, reduzindo o ISO. Isso é fundamental, porque com quanto menor o ISO, mais nítida a imagem ficará e com menos tendência ao granulado. Mas tem que balancear, porque o ISO mais alto também ajuda a captar estrelas que só vão aparecer (como magica) na sua foto depois.
  • Mais um macete, é desligar o IS. O IS é a estabilização de imagem da lente. Parece bizarro? E é mesmo bizarro imaginar que a lente vai fazer uma imagem mais nítida no tripé se o IS estiver desligado. Estranho pensar que desligando a estabilização a imagem fica mais nítida…
  • Se grana não for problema na sua vida como é na minha, o ideal é pegar uma maquina full frame para fazer isso, já que uma Canon T3i tipo a minha, tem um sensor CCD menor, e portanto, capta menos área. Obviamente que isso é contornável se você usar uma lente grande angular que compense essa diferença (claro que não estou dizendo que é a mesma coisa, mas financeiramente, se você não pode partir de cara para uma 5D, é uma solução coerente).
  • O lance funciona assim: Se você deixa entrar mais luz, a maquina pode ficar captando menos tempo. Senão, entra luz demais e estraga a foto. Dessa forma, se sua lente é mais “escura”, deixando passar menos luz, você precisa deixar a entrada de luz na sua maquina aberta por mais tempo. Só que se você fizer isso demais, o céu vai ficar riscado, já que o deslocamento do planeta pelo espaço fará cada estrela gerar um risquinho na foto. Nem sempre é ruim e pode ser este seu objetivo. Saca só:481126091 b751463fd6 Tentando a minha própria distorção temporal
  • O ponto referencial – sempre que for fazer um timelapse do espaço, lembre-se de colocar uma casinha, ua pedra, uma planta, uma arvore, ou qualquer coisa que seja, desde que fique imovel, e seja reconhecível. Isso é importante para “situar” o cérebro do observador, senão ele pode pensar que a cena foi feita de uma nave espacial ou de uma luneta.
  • Uma dica importante diz respeito a velocidade do giro do nosso planeta. Se você der a bobeira de setar um intervalo de registro muito grande, terá problemas de flickering no movimento das estrelas. Este foi meu principal erro (pelo menos que eu consigo notar no meu atual estagio de conhecimento semi-nulo de fotografia) já que a Terra gira RAPIDAÇO! Não parece, mas a câmera consegue ver isso melhor que nós dois. O time-lapse dos gringos malucos parece que tem um tempo baixo entre cada batida, e com isso, eles registram a estrela bem perto do mesmo ponto entre cada frame do video. Desse jeito, o arranjo faz com que o movimento de deslocamento dos astros do firmamento seja mais suave e lindo. Fazendo isso, o video dura mais também e registra objetos que passam rápido como aviões e satélites de forma mais bela e nítida.

A parte mais complicada pra mim foi pegar um monte de foto preta e fazer aparecer as estrelas no photoshop. A imagem RAW tem a vantagem de te dar a imagem integral, deixando que você possa usar os controles depois que bateu a foto e não antes. Parece meio magico e confesso que pra mim ainda é um pouco. Com apenas alguns ajustes já brota um pancadão de estrela que estava lá o tempo todo e eu não conseguia ver. Mas a imagem Raw tem muitas manhas, muitos controles, e esta é a parte mais difícil porque não sei o que os gringos fazem para aparecer esse STAR TREK no céu. Nessa parte, se alguém aí souber algum macete, dica, truque, macumba de photoshop… O que vier eu traço e agradeço.
Com o adobe bridge dá pra criar um ajuste padrão baseado numa foto RAW e aplicar todos aqueles controles e presets em todas as trocentas mil imagens de uma vez.
Dica: Demora séculos! Vá ao cinema.

No fim das contas, você vai mandar gerar copias das imagens RAW já ajustadas no formato TIFF com compressão LZW. Pra fazer a joça virar um filminho, é fácil. Pegue o quicktime player de guerra e mande abrir “sequencia de imagem”. (tem que ser versão pro) Escolha as imagens Tiff na pasta e mande abrir. Quando ele abrir, você manda exportar como filme do quicktime. Aí ele pergunta qual a taxa de frames do filme. Basicamente, é o seguinte: Televisão é 30. Cinema é 24 e stop motion eventualmente chega a ser 15. Eu escolhi 24, e confesso que chutei. Talvez se tivesse jogado 30, isso poderia ter reduzido o flickering do meu video. Mas não tenho certeza disso. O que eu sei é que mandou gerar o filminho a partir das fotos, pronto. Espere um cacetão de tempo e tchã! Virou um filme.

A imagem resultante será gigantesca, já que pelo menos a minha maquina só faz o raw em imagens enormes, mas isso pode ser útil, já que sem dindim para comprar uma grua eletrônica ou um tripé de motion control, eu estimo que seja possível controlar o deslocamento de um video enorme sobre o stage de video, usando um combustion ou premiére. Assim, seu video pode ser deslocado horizontalmente, adicionando uma sensação sutil de pan e /ou dolly, que não existia quando você registrou as estrelas. Claro não é a mesma coisa, mas o custo de fazer isso é zero reais!
Eu pensei em adaptar um velho toca-discos, acoplando um “braço” metálico com uma cabeça de tripé nele e assim ir controlando o giro dele com um dimmer. Fazendo isso, talvez seja possível obter um deslocamento sutil e belo como o motion control daqueles caras. Mas aí já é papo para o McGyver!

Estou aberto a macetes e dicas. Eu não sou fotógrafo, então se eu tiver falado uma solene merda aqui, já peço perdão antecipadamente.

Distorção Temporal

Distorção espacial
Babe neste video (veja em full screen!):

 

Temporal Distortion from Randy Halverson on Vimeo.

 

Ah, como eu queria conseguir fazer 10% do que este cara fez.

fonte

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