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Curso de educação financeira ou diamantes que caem do céu

Imagine-se na seguinte situação: Você está parado no ponto do ônibus quando uma pedra atinge sua cabeça.
Qualquer pessoa ficaria bastante brava quando isso acontece, mas e se eu revelar o pequeno detalhe oculto que o título deste post já entregou?

Qualquer pessoa de posse integral de suas faculdades mentais ficaria muito feliz ao ser atingido por um diamante. Mesmo que na cabeça. Por que?
Porque diamante = dinheiro. E dinheiro é uma coisa que todo mundo quer. Sobretudo quando cai do céu.

No final de semana, eu estava no jantar de casamento do meu amigo de infância Paulo Rogério conversando com a namorada do Rafael Collaço sobre jogar ou não na loteria. Ela ficou intrigada com a minha ideia sobre como eu planejo ganhar na loteria: Andando sempre contra o vento.
Eu ando contra o vento, porque de uma hora para outra, o bilhete premiado pode vir voando e – plaft! Bater no meu peito.
Todo mundo ri quando eu digo isso. A princípio, parece mesmo uma ideia idiota, mas se pararmos para pensar nos milhões de brasileiros que diariamente gastam dinheiro real para marcar seis números num único cartão e esperam embolsar sozinhos a fortuna acumulada da Mega Sena com apenas um jogo (chance de 1 em 5006386) não fica tão longe de andar por aí com o peito estufado esperando que o cartão premiado venha voando. Pelo menos andar com o peito estufado não gasta dinheiro.

O fato concreto é:

Muitas pessoas desejam conquistar sua independência financeira. Poucas trabalham efetivamente para que isso deixe de ser um sonho delirante e se torne uma realidade em suas vidas.

É verdade que existem muitas pessoas que ficam o tempo todo com os olhos abertos tentando perceber os pequenos sinais de que sua sorte pode virar. Um exemplo disso são as milhares de páginas oferecendo “esquema para ganhar dinheiro rápido”. Quase sempre, sistemas de pirâmide ou conjuntos genéricos de dicas de como viver uma vida de “pãoduragem“. O que mais tem por aí são manuais de truques para ganhar pequenos aumentos de salário e listas de investimentos que somente estão ao alcance de quem tem um grande capital inicial.

Não precisa ser muito inteligente para perceber que a ideia de conquistar independência financeira de modo milagroso e fácil é como adentrar a Floresta Amazônica em busca do Eldorado. Um sonho lindo no início, mas que desemboca no terrível pesadelo das frustrações.

O problema é que as pessoas desejam mudanças rápidas, indolores, e mágicas. Se você perguntar, todo mundo dirá que quer mudar sua vida, construir uma história de sucesso, e outros desses bordões motivacionais babacas que ficam lindos nos livros de auto-ajuda, sobretudo nos que só auto-ajudam o autor. As pessoas querem sim mudar suas vidas, mas sem sair da cômoda posição em que estão.

Isso é uma coisa idiota, claro. Mas poucos são os que se dão conta de que para mudar sua história pessoal, precisam começar a mudança de dentro para fora.
Quantos casos você já escutou de pessoas que ganharam na loteria e ficaram milionárias da noite para o dia e em pouco tempo, perderam tudo que veio de forma “fácil”?
Isso acontece porque as pessoas não estavam preparadas. Não pensavam do mesmo jeito que as pessoas que constroem fortunas diariamente pensam. Elas não tinham culpa disso. Não tinham como saber. Foram vítimas de sua própria história.
Isso é algo bastante diferente de uma pessoa ter consciência de que com uma reeducação de hábitos poderá construir a independência financeira que sempre almejou. Sair do ponto de conforto nunca é fácil e é isso que explica frases como: “ah, mas eu não consigo guardar dinheiro”…

Alguns conseguem ultrapassar as barreiras que se impõe, que a família lhes impõe, que os amigos e até mesmo os patrões lhes impõem, e… Surgem lá na frente. Outras ficam pelo caminho.

Sem que se dêem conta, muitas pessoas se aprisionam em gaiolas mentais, embora todas queiram ser livres para voar. Os pássaros engaiolados olham para o lado de fora e pensam: “Poxa, o céu é mesmo para poucos”.

É claro que, no mundo, existem muitas pessoas que já se deram conta disso. Essas pessoas pesquisam os assuntos relacionados aos processos e casos que levaram sujeitos comuns à conquista da própria liberdade financeira. O sucesso, é uma coisa que pode ser construído, e se portanto, pode ser estudado. Esse pessoal não fica fazendo zoeira, usando camisetas e adesivos no carro do tipo: “Quer ficar rico? Pergunte-me como!”
Essas pessoas se agrupam em fóruns restritos, trocam informações, conversam com pessoas chaves, criam redes de contatos que se expandem para além da nossa mera compreensão.

Eu posso dizer que conheço alguns caras assim. Um desses caras, o Seiiti Arata, é consultor da ONU. Ele está sempre antenado e estudando os assuntos correlatos com a construção de histórias pessoais de sucesso, sobretudo a de pessoas comuns como eu e você; – que são o campo mais fértil onde as melhores ideias florescem.

Mas por que o foco nas pessoas “comuns”?

Simplesmente porque celebridades financeiras como Bill Gates, Steve Jobs e Eike Batista e já foram detalhadamente estudados. Esses caras nunca pararão um segundo de suas preciosas e atribuladas vidas para explicar porque tomaram determinada decisão. Eles não vão entrar numa lista fechada de discussão com você, nunca darão dicas sobre qual a melhor solução num dilema. Eles são casos que deram certo. São castelos construídos há muito tempo. E é muito mais interessante obter informações com pessoas que estão à frente, mas que ainda estão construindo seus castelos.

O Seiiti, compilou ao longo de vários anos, e em conjunto com vários parceiros, um material super interessante. A formatação de todo esta complexa cadeia de conhecimentos, deu origem ao “A Classe Alta”.

0001aca Curso de educação financeira ou diamantes que caem do céu

Não se trata exatamente de um livro, mas sim um conjunto de materiais e a possibilidade de manter contato com seus autores e discutir entre todos novas possibilidades de vida e transformação. São 11 elementos de construção de conhecimento, entre livros, entrevistas em áudio e material interativo por um preço acessível. 

“A Classe Alta” foge dos esquemões tradicionais que vemos por aí. Eu acho que essa ideia do Seiiti é muito boa porque oferece além de um detalhado trabalho de pesquisa que levou anos para ser feito, oferece chances de discutir projetos diretamente com profissionais bem-sucedidos em suas áreas de atuação. E alguns deles eu conheço, o que é muito legal!

Fora que seminários, fóruns de discussão e bate papo direto com os autores são parte do pacote.
As pesquisas mais avançadas em neurociência, antropologia e psicologia cognitiva indicam que nós não temos uma capacidade inata para acumular riqueza.
“A Classe Alta” mostra que a felicidade, realização, riqueza e independência financeira são opções que você fará na sua vida.

Agora, a real: Olha, é muito provável que este livro não seja indicado pra você. Eu sei que parece estranho eu dizer isso, mas eu preciso ser franco. Este blog recebe muitas visitas. 99,9% dessa galera não está ainda na fase da vida onde você dá uma parada, olha pra frente, então olha para trás e se dá conta de que precisa tomar uma atitude imediata para conquistar o sucesso e a felicidade por conta própria, pois como dizia o Cazuza: “O tempo não para”.

Muita gente nem vai se dar ao trabalho de ler. Outras vão ler e se auto-sabotar com pensamentos do tipo: “O dinheiro não traz felicidade”, “Deus proverá”, “Isso não funciona pra mim” e outras ideias que visam distrair sua mente para que você não faça as mudanças que culminarão na sua libertação financeira.

São poucos os que perceberão que não começaram a ler este post por acaso. Talvez somente um ou dois estejam justamente nesse momento de avaliação da vida e tomada de decisão. Este post é pra eles.
A todos os outros, recomendo andar contra o vento ou esperar que diamantes caiam do céu.

“A CLASSE ALTA”
Curso interativo e verdadeiramente transformador de educação financeira!
Preço R$ 96,00.
EDITADO: O Seiiti ofereceu um desconto especial aos leitores do Mundo Gump, em que o programa sai por R$ 48,00 – Mas são apenas 150 vagas.
Acesse: http://www.arataacademy.com/port/a-classe-alta-mundo-gump/
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Frente a frente com o Lobisomem

Ah, como eu gosto de lobisomens. Essas criaturas míticas e assustadoras, que falam diretamente aos medos mais profundos do ser humano. Nós não passamos de primatas de miolos grandes, e em algum lugar da profusão de sentimentos, pensamentos e instintos está gravado o medo do predador. è isso que nos faz sentir medo de escuro quando pequenos e é isso que faz um bebê chorar ao ver cães, ou qualquer outro bicho que tenha dentes grandes e garras à sua frente.
Segundo Luis da Cãmara Cascudo, o mitólogo que analisou detalhadamente a origem dos mitos folcloricos brasileiros, o Lobisomem é um dos mitos importados da Europa ainda no período Colonial.
Câmara Cascudo diz que:

O lobisomem nos foi trazido pelo colono europeu. Está em todos os países e épocas, com histórias espelhadas, sob nomes vários, registrado nos livros eruditos. É um dos mitos mais complexos e escuros pela ancianidade e divisão local.

Pessoalmente, posso dizer que o mito do Lobisomem entrou na minha vida de modo sutil. Meu avô já contava suas histórias de fantasmas, como no dia em que ele deu carona a um casal que julgou ser fantasmas, ou no dia em que ouviu barulhos estranhos no quartel na época da Guerra. Meu avô sempre foi um bom contador de histórias, e seu domínio da atenção alheia foi um talento que persegui e tentei reproduzir ao longo da vida, e que de certa forma resultou neste blog. Meu avô tem uma aventura pessoal em que foi perseguido por uma espécie de cachorro gigante, preto, do tamanho entre um boi e um cavalo, que o seguiu em silêncio, na escuridão, até a porteira de uma fazenda, quando do nada, desapareceu sem emitir som.
Algo que me assutava muito nesta história, repetida milhares de vezes, sempre que havia festa ou churrasco na casa da minha avó, era o fato de que não havia tragédia. O monstro não demonstrava hostilidade, ou provocava medo. Era só uma sensação de estranhamento, de algo que não está certo, que não vai bem. Havia ali, naquela história algo novo e assustador, que era o medo potencial. A criatura não rosnou, nem mordeui, nem atacou. Apenas seguiu, mantendo uma distância fixa. Era como se a criatura estivesse no controle da situação. É como uma pessoa que apenas olha a simplicidade frágil de uma formiga, sabendo que pode esmagá-la se quiser.
E este poder, este poder acumulado, irrestrito, pronto para ser liberado a qualquer momento, isso era aterrador.

A figura daquela criatura assombrosa foi tema de muitos pesadelos em minha infância e da mesma maneira que causava espanto e repulsa, emitia um inebriante perfume de atração. No mito do lobisomem havia o mistério, havia o poder bestial e a horrenda transformação.
Mais que isso, o lobisomem era uma espécie de super-herói, mantendo uma vida dupla a todo custo, revelada apenas pelo poder da lua. Há aí também o poderoso arquétipo da máscara e o imemorial poder da lua sobre o ser humano.
Fiquei um bom tempo sem ouvir boas histórias de lobisomens, mas uma das últimas que ouvi foi bastante interessante. Curiosa o suficiente para eu contar aqui.

Outro dia eu fui lá em Friburgo, onde encontrei os amigos da minha sogra. O pessoal lá mora numa localidade rural, onde plantam tomates e hortaliças diversas. É um lugar bem interessante e acho que já falei dele aqui antes. Lembra o condado dos Hobbits. As pessoas são extremamente amáveis e hospitaleiras, e sempre que vou lá tem briga entre as famílias para definir a casa em que eu vou dormir. Eu havia ido lá na casa do Dinho, onde estava rolando um churrascão. Conversa vai, conversa vem, eu e mais uns três reunidos na varanda, chegou um velhinho lá, que era amigo do Dinho.

É engraçado que quando eu junto com este pessoal da roça eu viro o maior roçeiro de todos os tempos. Antes que eu possa perceber, estou falando do mesmo jeito que eles, contando causos e rindo bastante das histórias que eles contam. Um lance bem Rolando Boldrin. Pois não é que no meio do churrasco o Dinho – que acompanhou a minha saga pelo mato em busca da pele de um boi preto para usar no meu boneco do lobisomem, sabia que eu gostava do assunto. Apontou a faca de cortar carne para o coroa e disse:

-Seu fulano (desculpe, não lembro o nome dele) diz aí pro Philipe do dia que o senhor lutou com o lobisomem.

Então o velhinho deu um gole no refrigerante e começou a me contar uma história sensacional sobre como ele descobriu – e tentou matar – um lobisomem de verdade.

Basicamente, enquanto fumava um cigarro e comia um pedaço de linguiça, o velho me contou que há muitos anos atrás, lá pelos idos de 1940, era recém casado, morando numa cidade do interior de Minas. Ele estava voltando tarde da noite para casa e estava quase chegando, quando seguindo a pé pela linha do trem, viu saltar uma “coisa preta” do mato ao lado da linha.

A noite era de lua, mas as árvores do local atrapalhavam a ver o que estava ali. Era um breu fechado e não deu para determinar à distância o que era aquilo, mas ele percebeu que pelo tamanho não tinha como ser um cachorro. E nem gente. O velho, na época ainda jovem, parou e ficou ali, olhando a “coisa”, que também se manteve imóvel, a cerca de uns trinta metros.

Ele gritou alguma coisa, para ver se havia resposta e não houve nada. Apenas o silêncio. Nem rosnado, nem mugido, nem tosse, nada.

Ele disse que inicialmente pensou que era um bezerro ou mesmo um boi. Sentiu um arrepio, mas tentou se tranquilizar de que aquilo não era nada demais. Ele já havia escutado boatos de um lobisomem na cidade, e animais apareciam mortos constantemente, mas nunca acreditou naquilo, pois nunca havia lido nada sobre Lobisomens na Bíblia…

“E se não está na Bíblia, não existe.”

Ocorre que ele se tranquilizou mentalmente de que se tratava apenas de um boi e continuou a andar na direção da coisa, que permanecia imóvel na escuridão.

O velho conta que após dar os primeiros passos, a “coisa preta” disparou rugindo como um leão na direção dele, e só assim ele percebeu que o troço não era um boi, mas sim o lobisomem que todos haviam comentado e do qual ele nunca acreditou.
Era o lobisomem, de carne e osso.

Sem perder tempo para ver em detalhes a criatura, ele me contou que não pensou duas vezes em disparar em correria, direto para a casa, que ficava na subida de uma colina, perto da linha do trem.

O bicho correu atrás e ele viu que a criatura iria acabar alcançando ele. Então, o sujeito saltou por entre os arames farpados que separavam a linha do trem da estrada. Nisso ele acabou se machucando e – fazendo questão de me mostrar uma cicatriz – prosseguiu dizendo que rasgou o terno dele, que era do casamento.

Largou o pedaço do terno para trás, e correu às cegas na direção da casa. Ele ouviu a criatura se debater no arame farpado. Ele contou que a criatura deu uma paulada no arame farpado com toda força, caindo por cima da cerca, arrando uns moirões e tudo. E daí ela soltou um urro que encheria de medo o coração do mais valente dos homens na face da Terra. Nisso, ele havia conseguido uma preciosa vantagem e estava prestes a entrar em casa. Enquanto corria, ia gritando a plenos pulmões para a mulher abrir a porta.

A esposa dele abriu a porta e viu também o bicho, chegando no encalço do marido.

O velho saltou para dentro da casa e a mulher dele bateu a porta com violência. Eles colocavam a barra de ferro que funcionava como tranca quando um estampido seco atingiu a porta. Ele disse que pensou que a casa ia cair tamanha a pancada que o bicho deu na porta.

Ainda ficou ali gritando e urrando desesperado. O Casal puxou a mesa da sala e colocaram calços nas portas. Trancaram-se no quarto, abraçados e com medo até que dormiram.

No dia seguinte, quando as primeiras luzes do sol iluminaram as redondezas ele disse que não havia sinal do bicho além de uma bela poça de sangue na varanda e na volta da casa. Viu algumas marcas na areia, mas nada que indicasse exatamente o que era aquilo. Quem realmente viu e confirmou em detalhes que era um lobisomem preto com grandes dentes brancos foi a esposa, que viu rapidamente o monstro, subindo desajeitadamente a colina, ao correr atrás do marido.

Tempos depois, ele passou a desconfiar do lobisomem. Ele e os amigos do trabalho tinham um grupo que jogavam purrinha numa venda nas proximidades e havia um sujeito lá que sempre voltava pra casa cedo. O cara era sempre o primeiro a voltar para casa e todos achavam aquilo estranho. Como se não bastasse, ele era solteiro e não tinha irmãos. Assim, não havia motivos claros para que ele voltasse para casa cedo.
O sujeito vivia sozinho, solteirão, e apesar de bastante culto e esperto, sempre aparentava estar doente. O velho me contou que começou a desconfiar desse cara bem antes de encontrar a coisa preta na estrada. Ele achava estranho que o sujeito parecia sofrer de algum tipo de tuberculose, pois vivia fraco, suando e sempre muito pálido.

O tal homem era um primor de educação e se dizia viajante. Conhecia muitos lugares e citava muitas pessoas nas conversas. Mas era reservado com relação à sua vida pessoal.

Este homem começou a jogar purrinha apresentado por um outro, também viajante, que o trouxera para a cidade.

Depois do episódio com a criatura na estrada, meu amigo do churrasco contou que começou a desconfiar cada vez mais daquele sujeito. Um dia resolveu testar sua desconfiança, segurando-o num jogo de poker. O Sujeito jogava bem, ele disse, mas ao badalar das nove horas (achei isso peculiar, pois a mitologia do lobisomem geralmente coloca a transformação na meia noite) ,  disse que o cara desatou a suar em bicas, molhando a camisa.

Assim que bateu as nove horas o sujeito fez de tudo para interromper o jogo. Ele foi ficando mais e mais nervoso até abandonar a partida alegando que estava sentindo cólicas intestinais.

Aquilo deixou o coroa bastante cabreiro. Desde o encontro na linha do trem com o dito cujo, ele resolveu caçar o monstro a qualquer preço. Ele estava determinado e finalmente traçou um plano em conjunto com os amigos de purrinha para testemunhar a transformação do viajante na besta mitológica.

Um tempo depois, eles reuniam-se na venda para jogar quando chegou, lá pelas seis, o tal viajante cujo nome ele me disse na ocasião, mas não lembro mais.

O cara chegou e desataram a jogar. Sem que o viajante soubesse, meu amigo coroa tinha um revolver na cintura, escondido sob a camisa. O tempo foi passando e eles proseando, bebendo, e fumando. Jogaram dados, purrinha e cartas até que deu as nove horas e o cara disse que ia embora. Pagou a conta ao dono da venda. Enquanto estava de costas, o velho fez um sinal para os amigos. Ele já ia saindo quando os dois amigos do velho o seguraram e o sentaram numa cadeira. O velho sacou a arma e apontou bem na cara do sujeito.

-Agora você vai ficar aqui com a gente até a meia noite. – Disse ele segurando o revólver.

O cara se desesperou. Ele me disse que nunca viu alguém ficar em tamanho pânico na vida. O cara começou a suar e dali a minutos estava empapado, respirando com muita dificuldade, como se tivesse asma.

Era noite de lua cheia.

Eles mantiveram o sujeito, mas ele foi ficando mais e mais agitado. A medida em que o tempo passava ele ia se tornando agressivo. Já não era mais o homem erudito, de aparência frágil e doente. Ele agora era um sujeito em Pânico, com os olhos amarelados, arregalados e suando muito. A voz baixa e os gestos contidos deram lugar aos gritos. Começou a gritar e se debater de modo que os homens pensaram em amarrá-lo na cadeira. Mas isso não foi possível, pois ele estava tão transtornado que lutou contra os homens da venda e tinha tamanha força que atirou um deles lá na rua.

Em seguida atropelou os que estavam na frente,incluindo o velho, o único que estava armado, que temendo acertar “alguém de bem” não puxou o gatilho. O sujeito saltou para a rua e correu para um lado mais escuro, atravessando uma praça e saltando para um terreno baldio, de onde não mais saiu.

Naquela mesma noite numa fazenda das proximidades, os corpos de animais foram encontrados. O sujeito nunca mais deu as caras por lá, e após meses buscando notícias, o velho descobriu que ele havia se mudado para outra cidade, nas proximidades de Araxá (este lugar eu guardei porque era lá que se passava Dona Beija). Algo que o fez ter certeza que o vajante era mesmo o lobisomem é que tão logo o cara saiu da cidade, as mortes de animais e o desaparecimento de pessoas pararam.

Ele me disse que organizou uma viagem para “caçar o lobisomem”, mas chegando lá o sujeito havia sumido. De acordo com um primo dele de segundo grau, o viajante morreu. Ele teria sido baleado por um fazendeiro quando atacava suas criações. Atngido a tiros ainda no estado de monstro, correu para uma mata, onde dias depois o corpo do viajante foi encontrado, em estado putrefato.

Em todo o tempo que me contou esta impressionante história, o velho pareceu totalmente sério, não dando nenhum indício de que estava inventando. O Dinho, meu amigo, também escutou e pelo que me disse a história dele era bem conhecida, pois ele contava a todo mundo do dia que enfrentou o lobisomem.

Obviamente que apenas com um relato de um velho roceiro de uns 80 anos não dá pra dizer se foi um fato real ou não. Ele pode ter sido atacado por uma onça, e ameaçou de morte um sujeito doente, talvez até esquizofrênico; mas é fato concreto que histórias de lobisomens são sempre maravilhosas e deliciosas de se escutar e ler.

Elas são muito antigas e os estudos que buscam a genealogia deste mito apontam para a grécia. Nos mitos gregos existe um em que Licoan, o rei da Arcádia tentou matar a Zeus, que era seu hóspede por uma noite. O Deus castigou-o dando a ele uma forma vulpina. A lenda grega pegou carona com os romanos, onde ganhou força para se difundir entre os povos dominados, estendendo-se até os confins do Império, atingindo também os bárbaros do norte.

Foram os romanos que criaram os festivais dedicados aos lobos, chamados Lupercais. Nestes festivais pessoas vestiam peles de lobo e corriam seminus, sujos de sangue de animais oferecidos aos deuses. Eles corriam pelas ruas, assustando e açoitando os transeuntes. Os lupercais realizavam-se no dia 15 de fevereiro, e eram uma espécie de ritual de purificação. Como era de se esperar, isso acabava em orgia. As mulheres corriam aos lupercais em busca de pancadas (e talvez algo mais), pois acreditava-se isso afastava a esterilidade e os partos seguiam a contento.

Só no ano 494 depois de Cristo que os lupercais foram batizados de “festa da Purificação” com o passar do tempo a tradição foi se perdendo até sumir. Mas a força do mito do humano que vira lobo continuou e se espalhou mais e mais pelo mundo.

Falando nisso, vem aí um filme que me pareceu bom a primeira vista (trailer) que trata da lenda do lobisomem.
A Obra é do Benício del Toro e isso me parece uma chancela de que o troço promete. Pelo menos nos efeitos especiais.

E aproveitando o ensejo, aqui está outra dica. Esta pra quem curte ler: Meu amigão Rafael Trovão escreveu um ótimo livro sobre um garoto que é atacado por um lobisomem em plena cidade de São Paulo.

coverfrontbig Frente a frente com o Lobisomem
O livro chama “O amuleto de Lupês” e foi publicado pelo Clube de Autores. Ele está vendendo a obra on line, e pra quem estiver curioso, recomendo uma lida.

Biblioteca Gump: Character Design from Life Drawing

Aqui está a Biblioteca Gump de volta com mais um livro de ilustração, Bem legal. Lembre-se: Gostou, compre.

screenshot070lw2 Biblioteca Gump:  Character Design from Life Drawing

Mike Mattesi Force: Character Design from Life Drawing
Focal Press | 2008-05-16 | ISBN: 0240809939 | 256 pages | PDF | 24,2 Mb
Compre aqui

Biblioteca Gump: Danger Girl Sketchbook

Biblioteca Gump: Mais um pacote de 5 sketchbooks legais

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Aqui está a Biblioteca Gump com mais 5 sketchbooks legais. Lembre-se: gostou, compre. Tem esses livros baratos e usados na Amazon.

1- Stephen King’s Dark Tower Sketchbook (JaeLee- 2006)
18 JPGs, 1024×1600 px, 7 MB

tn011xm1 Biblioteca Gump: Mais um pacote de 5 sketchbooks legais

2- Randy Queen Sketchbook (2005)
40 JPGs, 1200×1700 px, 19 MB

tn012yu7 Biblioteca Gump: Mais um pacote de 5 sketchbooks legais

3- SpiderMan: The Other Sketchbook (2005)
36 JPGs, 1024×1600 px, 13 MB

tn013ns9 Biblioteca Gump: Mais um pacote de 5 sketchbooks legais

4- Red Sonja- Cover Showcase
47 JPGs, 1280×2000 px, 30 MB

tn014ik2 Biblioteca Gump: Mais um pacote de 5 sketchbooks legais

5- Joseph Michael Linsner- DAWN: Convention Sketchbook (2005)
23 JPGs, 1024×1600 px, 20 MB

tn015zp6 Biblioteca Gump: Mais um pacote de 5 sketchbooks legais

Biblioteca Gump – 5 Sketchbooks sensacionais

Aqui está a Biblioteca Gump. Nessa segunda começamos com 5 sketchbooks sensacionais.

tn000tq6 Biblioteca Gump   5 Sketchbooks sensacionais

001- Jim Lee Sketchbook (2002)
16 JPGs, 8MB

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002- Eric Basaldua Sketchbook (2006-TopCow)
29 JPGs, 15MB

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003- Lady Death & Women Of Chaos Gallery (1996)
28 JPGs, 14MB

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004- Quantum Dreams -The Art of Stephan Martiniere
43 pages PDF, 12MB

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005- Star Wars Sketchbook
84 pages PDF, 9MB

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Fernão Capelo Gaivota ou Janathan Livingstone Seagull -Música, foto, video, livro

Eu estava navegando pela net em busca de alguma coisa interessante quando me deparei com esta bela fotografia, que não descobri o autor.

1208660628kdcafhc332 Fernão Capelo Gaivota ou Janathan Livingstone Seagull  Música, foto, video, livro

A imagem me remeteu imediatamente ao livro Fernão Capelo Gaivota, do Richard Bach. Um livro sensacional sobre uma gaivota que ousou ser diferente.

E aí me lembrei do filme, de mesmo nome, feito pelo Hal Bartlett. Este é um filme difícil de achar e muito interessante. Os caras precisaram adestrar centenas de gaivotas para fazer um filme praticamente sem nenhum humano. Uma das coisas que gosto neste filme, além da fotografia que é de tirar o fôlego, fazendo você sentir a liberdade de um pássaro e a história genial, é a trilha sonora, feita por Neil Diamond:

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=mgkk0Hdwmo8&feature=related[/youtube]

Para conhecer a trilha sonora completa entre na nossa comunidade do orkut e procure o link

Resumindo, esta obra consegue ser legal em todos os sentidos. Só faltou ter um jogo e uma HQ.

Para assistir ao filme entre aqui

Biblioteca Gump – Festival dos Livros de anatomia e desenho

Já que o carnaval se aproxima velzomente, resolvi dar de presente para a galera que desenha-pinta-modela em 3d- esculpe ou mesmo que só curte ler sobre o assunto, alguns livros que são referências preciosas (e raras) na área da anatomia artística.

f haroldspeedm 823ae13 Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

The Practice and Science of Drawing

f headhandsm 9778a9c Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

Drawing the Head and Hands

f successfulm 4785f22 Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

Successful Drawing

f creativem 9369fd3 Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

Creative Illustration

f painterm 85283ff Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

Eye of the Painter

f bammesm e622456 Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

Der Nackte Mensch
by Gottfried Bammes

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Constructive Anatomy

f bridgman01m 30670ea Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

The Human Machine

f bridgman02m e15478d Biblioteca Gump   Festival dos Livros de anatomia e desenho

Bridgman’s Complete Guide To Drawing From Life

fonte

Após baixar, renomeie colocando a extensão .pdf no arquivo.

(obs: O Depositfiles e o Rapidshare podem tirar os arquivos de lá a qualquer momento. Se não estiver mais lá, não me peça pra re-upar. E não me peça pra mandar por email pra você. Milagre é na cabana do Pai Tomás!)

Comprar

Os livros são colocados aqui como degustação. Se gostou, compre. Se foi útil pra você, compre. Ler no computador é como ler em pé na livraria. Quebra o galho, mas não é o ideal. Os livros do Bridgeman são difíceis pra burro de achar. Eles estão aqui como cortesia da Universal Digital Library.

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