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Frente a frente com o Lobisomem
Ah, como eu gosto de lobisomens. Essas criaturas míticas e assustadoras, que falam diretamente aos medos mais profundos do ser humano. Nós não passamos de primatas de miolos grandes, e em algum lugar da profusão de sentimentos, pensamentos e instintos está gravado o medo do predador. è isso que nos faz sentir medo de escuro quando pequenos e é isso que faz um bebê chorar ao ver cães, ou qualquer outro bicho que tenha dentes grandes e garras à sua frente.
Pessoalmente, posso dizer que o mito do Lobisomem entrou na minha vida de modo sutil. Meu avô já contava suas histórias de fantasmas, como no dia em que ele deu carona a um casal que julgou ser fantasmas, ou no dia em que ouviu barulhos estranhos no quartel na época da Guerra. Meu avô sempre foi um bom contador de histórias, e seu domínio da atenção alheia foi um talento que persegui e tentei reproduzir ao longo da vida, e que de certa forma resultou neste blog. Meu avô tem uma aventura pessoal em que foi perseguido por uma espécie de cachorro gigante, preto, do tamanho entre um boi e um cavalo, que o seguiu em silêncio, na escuridão, até a porteira de uma fazenda, quando do nada, desapareceu sem emitir som. A figura daquela criatura assombrosa foi tema de muitos pesadelos em minha infância e da mesma maneira que causava espanto e repulsa, emitia um inebriante perfume de atração. No mito do lobisomem havia o mistério, havia o poder bestial e a horrenda transformação. Outro dia eu fui lá em Friburgo, onde encontrei os amigos da minha sogra. O pessoal lá mora numa localidade rural, onde plantam tomates e hortaliças diversas. É um lugar bem interessante e acho que já falei dele aqui antes. Lembra o condado dos Hobbits. As pessoas são extremamente amáveis e hospitaleiras, e sempre que vou lá tem briga entre as famílias para definir a casa em que eu vou dormir. Eu havia ido lá na casa do Dinho, onde estava rolando um churrascão. Conversa vai, conversa vem, eu e mais uns três reunidos na varanda, chegou um velhinho lá, que era amigo do Dinho. É engraçado que quando eu junto com este pessoal da roça eu viro o maior roçeiro de todos os tempos. Antes que eu possa perceber, estou falando do mesmo jeito que eles, contando causos e rindo bastante das histórias que eles contam. Um lance bem Rolando Boldrin. Pois não é que no meio do churrasco o Dinho – que acompanhou a minha saga pelo mato em busca da pele de um boi preto para usar no meu boneco do lobisomem, sabia que eu gostava do assunto. Apontou a faca de cortar carne para o coroa e disse: -Seu fulano (desculpe, não lembro o nome dele) diz aí pro Philipe do dia que o senhor lutou com o lobisomem. Então o velhinho deu um gole no refrigerante e começou a me contar uma história sensacional sobre como ele descobriu – e tentou matar – um lobisomem de verdade. Basicamente, enquanto fumava um cigarro e comia um pedaço de linguiça, o velho me contou que há muitos anos atrás, lá pelos idos de 1940, era recém casado, morando numa cidade do interior de Minas. Ele estava voltando tarde da noite para casa e estava quase chegando, quando seguindo a pé pela linha do trem, viu saltar uma “coisa preta” do mato ao lado da linha. A noite era de lua, mas as árvores do local atrapalhavam a ver o que estava ali. Era um breu fechado e não deu para determinar à distância o que era aquilo, mas ele percebeu que pelo tamanho não tinha como ser um cachorro. E nem gente. O velho, na época ainda jovem, parou e ficou ali, olhando a “coisa”, que também se manteve imóvel, a cerca de uns trinta metros. Ele gritou alguma coisa, para ver se havia resposta e não houve nada. Apenas o silêncio. Nem rosnado, nem mugido, nem tosse, nada. Ele disse que inicialmente pensou que era um bezerro ou mesmo um boi. Sentiu um arrepio, mas tentou se tranquilizar de que aquilo não era nada demais. Ele já havia escutado boatos de um lobisomem na cidade, e animais apareciam mortos constantemente, mas nunca acreditou naquilo, pois nunca havia lido nada sobre Lobisomens na Bíblia… “E se não está na Bíblia, não existe.” Ocorre que ele se tranquilizou mentalmente de que se tratava apenas de um boi e continuou a andar na direção da coisa, que permanecia imóvel na escuridão. O velho conta que após dar os primeiros passos, a “coisa preta” disparou rugindo como um leão na direção dele, e só assim ele percebeu que o troço não era um boi, mas sim o lobisomem que todos haviam comentado e do qual ele nunca acreditou. Sem perder tempo para ver em detalhes a criatura, ele me contou que não pensou duas vezes em disparar em correria, direto para a casa, que ficava na subida de uma colina, perto da linha do trem. O bicho correu atrás e ele viu que a criatura iria acabar alcançando ele. Então, o sujeito saltou por entre os arames farpados que separavam a linha do trem da estrada. Nisso ele acabou se machucando e – fazendo questão de me mostrar uma cicatriz – prosseguiu dizendo que rasgou o terno dele, que era do casamento. Largou o pedaço do terno para trás, e correu às cegas na direção da casa. Ele ouviu a criatura se debater no arame farpado. Ele contou que a criatura deu uma paulada no arame farpado com toda força, caindo por cima da cerca, arrando uns moirões e tudo. E daí ela soltou um urro que encheria de medo o coração do mais valente dos homens na face da Terra. Nisso, ele havia conseguido uma preciosa vantagem e estava prestes a entrar em casa. Enquanto corria, ia gritando a plenos pulmões para a mulher abrir a porta. A esposa dele abriu a porta e viu também o bicho, chegando no encalço do marido. O velho saltou para dentro da casa e a mulher dele bateu a porta com violência. Eles colocavam a barra de ferro que funcionava como tranca quando um estampido seco atingiu a porta. Ele disse que pensou que a casa ia cair tamanha a pancada que o bicho deu na porta. Ainda ficou ali gritando e urrando desesperado. O Casal puxou a mesa da sala e colocaram calços nas portas. Trancaram-se no quarto, abraçados e com medo até que dormiram. No dia seguinte, quando as primeiras luzes do sol iluminaram as redondezas ele disse que não havia sinal do bicho além de uma bela poça de sangue na varanda e na volta da casa. Viu algumas marcas na areia, mas nada que indicasse exatamente o que era aquilo. Quem realmente viu e confirmou em detalhes que era um lobisomem preto com grandes dentes brancos foi a esposa, que viu rapidamente o monstro, subindo desajeitadamente a colina, ao correr atrás do marido. Tempos depois, ele passou a desconfiar do lobisomem. Ele e os amigos do trabalho tinham um grupo que jogavam purrinha numa venda nas proximidades e havia um sujeito lá que sempre voltava pra casa cedo. O cara era sempre o primeiro a voltar para casa e todos achavam aquilo estranho. Como se não bastasse, ele era solteiro e não tinha irmãos. Assim, não havia motivos claros para que ele voltasse para casa cedo. O tal homem era um primor de educação e se dizia viajante. Conhecia muitos lugares e citava muitas pessoas nas conversas. Mas era reservado com relação à sua vida pessoal. Este homem começou a jogar purrinha apresentado por um outro, também viajante, que o trouxera para a cidade. Depois do episódio com a criatura na estrada, meu amigo do churrasco contou que começou a desconfiar cada vez mais daquele sujeito. Um dia resolveu testar sua desconfiança, segurando-o num jogo de poker. O Sujeito jogava bem, ele disse, mas ao badalar das nove horas (achei isso peculiar, pois a mitologia do lobisomem geralmente coloca a transformação na meia noite) , disse que o cara desatou a suar em bicas, molhando a camisa. Assim que bateu as nove horas o sujeito fez de tudo para interromper o jogo. Ele foi ficando mais e mais nervoso até abandonar a partida alegando que estava sentindo cólicas intestinais. Aquilo deixou o coroa bastante cabreiro. Desde o encontro na linha do trem com o dito cujo, ele resolveu caçar o monstro a qualquer preço. Ele estava determinado e finalmente traçou um plano em conjunto com os amigos de purrinha para testemunhar a transformação do viajante na besta mitológica. Um tempo depois, eles reuniam-se na venda para jogar quando chegou, lá pelas seis, o tal viajante cujo nome ele me disse na ocasião, mas não lembro mais. O cara chegou e desataram a jogar. Sem que o viajante soubesse, meu amigo coroa tinha um revolver na cintura, escondido sob a camisa. O tempo foi passando e eles proseando, bebendo, e fumando. Jogaram dados, purrinha e cartas até que deu as nove horas e o cara disse que ia embora. Pagou a conta ao dono da venda. Enquanto estava de costas, o velho fez um sinal para os amigos. Ele já ia saindo quando os dois amigos do velho o seguraram e o sentaram numa cadeira. O velho sacou a arma e apontou bem na cara do sujeito. -Agora você vai ficar aqui com a gente até a meia noite. – Disse ele segurando o revólver. O cara se desesperou. Ele me disse que nunca viu alguém ficar em tamanho pânico na vida. O cara começou a suar e dali a minutos estava empapado, respirando com muita dificuldade, como se tivesse asma. Era noite de lua cheia. Eles mantiveram o sujeito, mas ele foi ficando mais e mais agitado. A medida em que o tempo passava ele ia se tornando agressivo. Já não era mais o homem erudito, de aparência frágil e doente. Ele agora era um sujeito em Pânico, com os olhos amarelados, arregalados e suando muito. A voz baixa e os gestos contidos deram lugar aos gritos. Começou a gritar e se debater de modo que os homens pensaram em amarrá-lo na cadeira. Mas isso não foi possível, pois ele estava tão transtornado que lutou contra os homens da venda e tinha tamanha força que atirou um deles lá na rua. Em seguida atropelou os que estavam na frente,incluindo o velho, o único que estava armado, que temendo acertar “alguém de bem” não puxou o gatilho. O sujeito saltou para a rua e correu para um lado mais escuro, atravessando uma praça e saltando para um terreno baldio, de onde não mais saiu. Naquela mesma noite numa fazenda das proximidades, os corpos de animais foram encontrados. O sujeito nunca mais deu as caras por lá, e após meses buscando notícias, o velho descobriu que ele havia se mudado para outra cidade, nas proximidades de Araxá (este lugar eu guardei porque era lá que se passava Dona Beija). Algo que o fez ter certeza que o vajante era mesmo o lobisomem é que tão logo o cara saiu da cidade, as mortes de animais e o desaparecimento de pessoas pararam. Ele me disse que organizou uma viagem para “caçar o lobisomem”, mas chegando lá o sujeito havia sumido. De acordo com um primo dele de segundo grau, o viajante morreu. Ele teria sido baleado por um fazendeiro quando atacava suas criações. Atngido a tiros ainda no estado de monstro, correu para uma mata, onde dias depois o corpo do viajante foi encontrado, em estado putrefato. Em todo o tempo que me contou esta impressionante história, o velho pareceu totalmente sério, não dando nenhum indício de que estava inventando. O Dinho, meu amigo, também escutou e pelo que me disse a história dele era bem conhecida, pois ele contava a todo mundo do dia que enfrentou o lobisomem. Obviamente que apenas com um relato de um velho roceiro de uns 80 anos não dá pra dizer se foi um fato real ou não. Ele pode ter sido atacado por uma onça, e ameaçou de morte um sujeito doente, talvez até esquizofrênico; mas é fato concreto que histórias de lobisomens são sempre maravilhosas e deliciosas de se escutar e ler. Elas são muito antigas e os estudos que buscam a genealogia deste mito apontam para a grécia. Nos mitos gregos existe um em que Licoan, o rei da Arcádia tentou matar a Zeus, que era seu hóspede por uma noite. O Deus castigou-o dando a ele uma forma vulpina. A lenda grega pegou carona com os romanos, onde ganhou força para se difundir entre os povos dominados, estendendo-se até os confins do Império, atingindo também os bárbaros do norte. Foram os romanos que criaram os festivais dedicados aos lobos, chamados Lupercais. Nestes festivais pessoas vestiam peles de lobo e corriam seminus, sujos de sangue de animais oferecidos aos deuses. Eles corriam pelas ruas, assustando e açoitando os transeuntes. Os lupercais realizavam-se no dia 15 de fevereiro, e eram uma espécie de ritual de purificação. Como era de se esperar, isso acabava em orgia. As mulheres corriam aos lupercais em busca de pancadas (e talvez algo mais), pois acreditava-se isso afastava a esterilidade e os partos seguiam a contento. Só no ano 494 depois de Cristo que os lupercais foram batizados de “festa da Purificação” com o passar do tempo a tradição foi se perdendo até sumir. Mas a força do mito do humano que vira lobo continuou e se espalhou mais e mais pelo mundo. Falando nisso, vem aí um filme que me pareceu bom a primeira vista (trailer) que trata da lenda do lobisomem. E aproveitando o ensejo, aqui está outra dica. Esta pra quem curte ler: Meu amigão Rafael Trovão escreveu um ótimo livro sobre um garoto que é atacado por um lobisomem em plena cidade de São Paulo.
O maior inseto do mundo
Há cerca de 300.000 diferentes espécies de besouros na natureza. Este aqui é o besouro rinoceronte. Ele cresce até o tamanho de um prato e é um animal muito forte. É comum que no oriente colecionadores de insetos façam rinhas com estes verdadeiros monstros. Apesar de sua aparência assustadora, são animais pacatos e não tem ferrão. Este animal é considerado o besouro mais forte do mundo. Nativo aqui das florestas da América do Sul, este inseto surpreendente pode erguer oitocentas cinqüenta vezes seu próprio peso. Se fosse tão forte quanto este besouro, um cara de 70 kg poderia erguer 15 elefantes – ou 60 toneladas – de uma só vez.
Todo pimpão exibindo a coleção. O besouro rinoceronte consegue ser maior que o besouro Hércules. Um trocinho tão bonito que costuma aparecer como coadjuvante nos meus pesadelos.
Mas para quem pensa que este é o maior besouro do mundo, é porque nunca viu uma coisa realmente assustadora chamada apropriadamente de Titanus Gigantus.
Não só é o maior besouro como também é o maior inseto do mundo. Além ser o maior inseto em peso, também é o maior invertebrado voador. Vive na Floresta Amazônica, se alimenta de material orgânico em decomposição na floresta. Pode chegar até a 22 centímetros de comprimento, é maior do que a mão de um homem adulto, e pesar cerca de 70 gramas.
A BBC tem um video com o bichinho Já o inseto mais comprido, é o Bicho pau do Vietnã. Ele chega a quase 40cm!
Existem ainda outros insetos bem grandes, como o louva deus gigante.
Tem que ter coragem pra botar esses bichos na mão. Você teria?
Decore seu escritório com cientistas de papercraft
Meu amigo Atila criou uns bonequinhos de papercraft de três dos maiores cientistas-celebridades que o mundo já viu. Muito legal.
Se você não souber quem é o primeiro e o último, tá maus! Hehehe.
Zeitgeist Adendum
Pessoal, quem quiser baixar a continuação do filme Zeitgeist, aqui está o link.
O site oficial do Zeitgeist é este aqui. Uma (ótima) dica do Herval Ribeiro Prince of Persia soundtrack
Atendendo a pedidos, aqui está a trilha sonora do game Prince of Persia.
1.The Sands Of Time Download Game God of War para celular
O meu amigo Luciano me mostrou o game God Of War no celular dele. Ele me disse que o jogo é free. Me amarrei. resolvi compartilhar o link caso alguém queira. Não é como num playstation, mas é bem legal também. Bom para usar na fila do banco.
DOWNLOAD (para nokia) Lista de musicas do Guitar Hero World Tour. Onde baixar?
A activision liberou a lista de musicas que vão sair para a proxima versão do Guitar hero. Prepara os dedos porque a tendinite vai ser firmeza:
Assim que sair, você sabe onde vai pegar a trilha sonora? Isso mesmo. Aqui. Dica do Dudu Hendrix Saint Preux – Discografia para download
Conforme o pessoal pediu, aqui vão alguns discos do Saint Preux. É extremamente difícil achar os discos do cara no Brasil. Por aqui acho que só saíram dois. Então eu tive que cavucar bem fundo atrás destes outros discos. Não sei quanto tempo eles ficarão disponíveis porque eu não hospedo nada. Só dou o link, ok? Alguém me pediu para falar um pouco sobre este compositor e tal, porque ele é relativamente desconhecido. Eu não sei muito sobre este cara, que ao que parece é bem discreto, não aparecendo tanto. O Saint Preux como o nome já sugere é francês e seu ramo de musica é o erudito. Mas não se engane, o cara não é aquele tipo de erudito nhénhénhé, obscuro cheio de dissonâncias arritímicas como uns poucos metidões gostam de fazer. Para as massas, ouvir Saint Preux pode ser impressionante, sobretudo para as pessoas pouco acostumadas a ouvir clássicos além do Beethoven, Vivaldi, Bach e etc. O Saint Preux faz apenas musicas. A sua maioria é de obras bem bonitas e ponto. Isso faz com que ele seja até bastante criticado nos círculos mais formais de músicos eruditos, acusado de “traidor do movimento” por usar recursos de música barroca com romântica puxando para o moderno, tornando-se um tipo de clássico-comercial de grande aceitação. Por seu caráter comercial, quase new age, os mais rabugentos defensores da erudição total acusam Saint Preux e sua obra de serem “superficiais”. Eu não me julgo com ouvidos nem conhecimento o suficiente para determinar se uma musica é superficial ou densa, mas eu sei o seguinte: Se gosto dela ou não. E neste sentido Saint Preux é um mestre como também é John Willhams, Ennio Morricone e tantos outros compositoresque buscam em modelos classicos as formas magicas de encantar o espírito. Embora seja acusado até de plagiador de certos movimentos estilizados dos grandes clássicos musicais da humanidade, não o considero um plagiador. A musica hoje já não é mais a mesma que era no século XVI, XVII, e XVIII. A idéia de um “estilo puro” pra mim já soa utópica. Eu reconheço que existam correntes e tendências musicais. A musica moderna é produto do que foi feito históricamente até hoje. É deste caldeirão de tendência que se extrai aquilo que mais agrada. Pra mim, no meu entender de leigo, isso não é plagio. Isso é inteligência. Pior se o cara ficasse batendo a cara no piano só pra dizer que é original. O que vale é o som da parada a emoção que ela carrega. Além do que, por mais que algumas pessoas queiram complexificar a música, no fundo no fundo, é tudo apenas um jogo de armar. Alguns armam melhor que os outros. Exige inteligência, talento, arte e muita, muita dedicação. As regras musicais estão disponíveis para todos. As notas estão lá, o tempo, cada autor reorganiza o fluxo como melhor lhe convém. Acusar alguém como Saint Preux de plagiador por isso, seria similar a acusar Kasparov, aquele gênio do Xadrez a plagiador por recorrer a movimentos clássicos. No Brasil, os únicos discos lançados com o nome dele foram Concerto Por Uma Voz I e II (sendo o disco II na verdade o concerto para piano), os quais na verdade são a versão nacional de Sain-Preux: 20 Ans, uma coletânea de alguns de seus melhores trabalhos. A sonoridade do trabalho dele tem um quê de música barroca, religioso-místico, que remete ao início do aprendizado desse músico genial, com sua mãe, uma música de formação, e do padre da aldeia de Mervent, frança (onde saint-preux nasceu), os quais lhe ensinaram a arte da música. Em alguns discos dá pra ouvir o som inconfundível do órgão. Além de sua discografia, digamos “oficial” (12 cds), Saint-Preux fez diversos trabalhos avulsos, e até músicas e arranjos para alguns cantores europeus. No seu “site” (saint-preux.fr) ele diz que pretende fazer um filme, narrando sua trajetória. Seu projeto atual e Jeanne La Romantique, que diz respeito à carreira solo de sua filha Clémence Saint-Preux. Se você não conhece nem nunca ouviu, eu recomendo que baixa primeiro o concerto para uma voz. E depois Le piano sus la mer. Daí em diante arrisque-se e descubra Saint Preux. Boa sorte.
Concerto pour une voix download |
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