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Bambi – A vida imita a arte?

Não, este não é necessáriamente um post sobre pederastia.
Muitas vezes, escutamos a máxima de que “A vida imita a arte”.
Bambi Thumper Bambi   A vida imita a arte?
De fato, o provérbio acaba sendo irresistível quando nos deparamos com imagens como as que anexarei a seguir, e que mostram a curiosa amizade entre em filhote órfão de veado e uma lebre selvagem.
bambi1 Bambi   A vida imita a arte?bambi2 Bambi   A vida imita a arte?
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bambifinal Bambi   A vida imita a arte?
Cheguei a pensar que se tratava de algum tipo de montagem para fazer parecer uma reprodução da amizade de Bambi e tambor, mas o fato é que as fotos são mesmo reais e foram tiradas por um fotógrafo chamado Tanja Askani.
Depois de procurar mais detalhes em alguns fóruns alemães eu consegui descobrir que as imagens são realmente naturais e não se trata de montagem de estúdio. A mãe do veado morreu pouco antes de dar a luz, (possivelmente atropelada ou caçada) mas mesmo assim, o filhote sobreviveu e foi cuidado com a ajuda de algumas pessoas de uma cidade rural. Um belo dia, um coelho selvagem apareceu. Durante um tempo, os dois animais ocuparam o mesmo território nos fundos de uma casa, e graças a proximidade, lentamente começaram a ficar amigos. O autor (supostamente o próprio fotógrafo) afirma que os dois animais desenvolvem esta amizade como uma maneira “irracionalmente inteligente” de proteção mútua, pois ambos são presas do mesmo predador (o lobo – e o Homem, claro).
O coelho também tem a vantagem de conseguir alimento com mais facilidade no inverno.
Quando o veado atingiu uma idade suficiente para ser levado e solto em uma reserva florestal, ele foi anestesiado com um dardo tranqüilizante. A última foto da seqüencia, mostra este momento, quando o coelho saiu da toca e tocou a cabeça sonolenta do seu amigo como que estivesse se despedindo.

Fonte

O ursinho e a pooh-taria

pooh emcima bexiga O ursinho e a pooh taria

Se eu te perguntar quem é o criador do ursinho Pooh, que ilustra meigamente nosso post, você com 99% de chance dirá:

Walt Disney

Afinal, Disney era mesmo genial. Um cara capaz de criar o Mickey mouse, o Pateta, o Pato Donald, Pluto e tantos outros personagens tem que ter a nossa admiração. Minha admiração pessoal por Walt está mais em sua habilidade de fabricar um império com um rato do que na sua habilidade como desenhista.

O problema é que: Walt não criou Pooh.

O ursinho Pooh, na verdade Winnie the Pooh, é o nome de um personagem de histórias infantis, escrito por A. A. Milne.
A história do ursinho odiado por seu criador e como ele chegou no ponto de render UM BILHÃO DE DÓLARES POR ANO para a Disney – tanto quanto o Mickey! – com a venda de bichinhos de pelúcia, fitas de video, livrinhos, camisetas, canecas, bonés e quinquilharias mil é interessante.
O Ursinho Puff – nome que tinha antes da política global da Disney de uniformizar o nome do personagem em todos os países, passando para Pooh começa quando Milne, sentado em sua poltrona observa o filho Cristopher Robin brincando com seu ursinho de pelúcia. Esta cena aqui:
winnie2 O ursinho e a pooh taria
Milne sente-se inspirado e na mesa de café escreve o poema “Vespers”. Milne mostrou então o poema para sua esposa e ela gostou muito. Milne não ligou tanto para o que acabara de fazer, mas a sua esposa Daphne, vendo no poema algo tocante, tentou vendê-lo para a revista Vanity Fair. Milne não achava que o poema seria vendido e até disse para Daphne que se ela conseguisse vendê-lo poderia ficar com a grana pra ela.
O poema foi vendido de imediato, e obteve sucesso inesperado. Em pouco tempo, outras revistas enviaram cartas solicitando a Milne que escrevesse mais poemas infantis.
Milne mandou ver, afinal, quem não gosta de dinheiro? Os poemas de Milne giravam sobre Christopher Robin e seu ursinho. O nome original do bicho era Edward Bear ( o nome certo do ursinho Teddy, que é o sinônimo de urso de pelúcia em inglês).

Momento cultura inútil:
O urso de pelúcia chama-se ursinho Teddy porque durante uma caçada o então presidente dos Estados Unidos, Teddy Turner recusou-se a matar um urso. Desde então, uma empresa de brinquedos começou a fabricar um urso com o nome do presidente. O brinquedo ficou famoso e o nome Teddy bear “pegou”.

Embora o nome inicial do bichinho fosse Edward Bear, Milne mudou o nome para Winnie, em homenagem a um urso que havia chegado de Winnipeg no Canadá para o Zoológico de Londres.
Em 1924 os poemas foram finalmente publicados na forma de um livro chamado When We Were very Young tornando-se um best seller. O êxito fez com que Milne publicasse mais um livro de contos, desta vez, intitulado Winnie The Pooh, em 1926.
O livro vendeu mais de 150 mil cópias antes do fim do ano só nos Estados Unidos. O livro estava sendo tão bem sucedido que o sucesso – é intrigante este tipo de coisa, veja só – começou a incomodar Milne.
Quando Milne se deu conta de que o Ursinho abobadinho estava ganhando proporções grandes demais, Milne resolveu eliminá-lo em seu último livro chamado The House at pooh Corner. Na últiam cena do livro, Milne faz Chris Robin explicar ao ursinho que estava crescendo e que não voltaria a brincar com ele.
Claro que isso não funcionou e só fez aumentar as vendas do Pooh.
Alan Milne escreveu posteriormente peças, ensaios e até romances, mas nuinca conseguiu livrar-se do ursinho, que se colou a ele como que com Superbonder.
Milne passou a detestar sua criação. Seu filho, o verdadeiro Christopher Robin, também se ressentia do sucesso de seu alter ego. Durante toda sua vida seus colegas de escola o perturbaram sem piedade por ser o parceiro do Ursinho Puff.
Colégio é fogo, vocês sabem. Basta se destacar em alguma coisa pra apanhar do brutamontes e ser considerado um pária.
O garoto Chistopher tomou tamanho ódio do Urso e seus poemas que só aceitou o dinheiro dos direitos autorais do pai depois que este morreu porque sua filha, Clare, nasceu com retardamento mental, e precisaria do dinheiro dos livros para se sustentar depois que ele morresse.
O primeiro negócio envolvendo Pooh se deu em 1930 quando ainda vivo, A. A. Milne vendeu para o agente literário Stephen Slesinger os direitos de imagem e licenciamento de Pooh e sua turma nos Estados Unidos e Canadá por mil dólares inteirinhos.

Que fortuna, né?
Dois anos depois, o autor também cedeu para o agente, por nenhum custo adicional, os direitos sobre performances usando seus personagens em rádio, televisão e qualquer outro meio de reprodução que viesse a ser criado no futuro; Milne e sua família ganhariam dois terços desses rendimentos, e Slesinger ficaria com o resto.

Não chega a surpreender então que Roy Disney, irmão de Walt, tenha ficado furioso quando, ao abordar Milne em 1937 com a intenção de fazer filmes animados com seus personagens, descobriu que eles já tinham outro dono. Desde o começo o Reino Encantado já compreendia a quantidade de dinheiro que poderia ser feita vendendo produtos estampados com seus personagens, e conseqüentemente não tinha a menor intenção de investir numa figura cujos lucros iriam para outrem. Stephen Slesinger queria que os lucros de merchandising fossem repartidos meio a meio com a Disney, o que esta considerou inconcebível. As negociações se estenderam até 1961, quando A. A. Milne e Stephen Slesinger já tinham morrido, e a esposa de Slesinger, Shirley, fechou um acordo no qual ela receberia 4% dos lucros, a família de Milne, 2,5%, e Disney ficaria com o resto.

Em 1966 o primeiro filme de Winnie the Pooh, Winnie the Pooh and the Honey Tree, com 25 minutos, foi lançado. O segundo, Winnie the Pooh and the Blustery Day, saiu pouco depois. Se já eram populares antes, depois de entrarem no mundo da animação esses personagens tornaram-se uma coqueluche. A alegria de crianças e adultos do mundo inteiro, no entanto, haveria de ser a dor de cabeça de seus produtores.

Em 1980 a filha de Stephen e Shirley Slesinger, Pati, reclamou com a Disney querendo receber porcentagens sobre os lucros com a venda de bichos de pelúcia, brinquedos e revistinhas feitas com Puff, que não estavam previstos no contrato de 1961. O conflito durou até 1983, quando a Disney pagou 1,1 milhão de dólares à Stephen Slesinger Inc. para resolver a questão e reformular o contrato. Nele, a porcentagem que cabia aos Slesingers foi reduzida a 2%. Mas esta paz durou pouco.

Nos anos 80 a venda de fitas de vídeo cresceu espantosamente, de US$ 396 milhões por ano para US$8,3 bilhões. As fitas do Puff viviam na lista dos mais vendidos. A Disney pagou por algum tempo às Slesingers o dinheiro sobre os vídeos, depois parou. Disse que não devia nada às duas e que os pagamentos iniciais haviam sido um engano. Elas reclamaram, eles disseram que não, e assim começou uma luta judicial que já dura onze anos.

Caso as duas ganhem o processo, a Disney terá que pagar mais de US$ 1 bilhão sobre o valor bruto de mercadorias vendidas desde 1983. Obviamente Mickey não quer pagar isso, e usa todas as artimanhas possíveis para tentar evitá-lo. Logo no começo do processo, Pati Slesinger afirmou que Vince Jefferds, o executivo que assinou o novo contrato em 1983, tinha afirmado numa carta que concordava que deveria pagar uma porcentagem sobre todos os produtos com a cara do Puff. Mas ninguém sabia onde o tal contrato estava, e Jefferds já havia morrido, portanto não podia confirmar nem desmentir o fato. Muito suspeito da parte de Pati, com certeza. Em 1999, no entanto, a Disney revelou que havia queimado quarenta caixas de papéis pessoais de Jefferds três anos depois que o processo começou, mas não havia nada relevante lá. O tiro saiu pela culatra: depois de saber disso, o juiz proibiu que se coloque em dúvida as afirmações de Pati sobre as cartas de Jefferds.

Preocupado, agora o Reino Encantado está tentando vencer por outro lado.

Agora vem a pooh-taria:

Em novembro de 2006 a Disney entrou com um processo no qual o último descendente de A. A. Milne quer desfazer o contrato que o autor fez com Slesinger e recuperar os direitos sobre Pooh.

Só que o último descendente é Clare, a filha de Christopher Robin, que, como está escrito alguns parágrafos acima, tem paralisia cerebral. Depois de recuperar os direitos, ela os venderia à companhia por uma quantia não revelada. Tudo indica que ela não entende muito bem o que está acontecendo e não consegue diferenciar US$ 1 mil de US$ 1 milhão. O caso continua rolando, e não deve acabar tão cedo. Até lá, as crianças continuarão comendo tranqüilamente seus McLanches Felizes com a cara de Winnie the Pooh na caixinha, a maioria sem sequer imaginar que existe um livro que originou tudo isso. E mais e mais dinheiro vai rolar para os cofres da Disney. Leitão, o Filme, deve sair daqui a alguns meses.

Pooh-taria

fonte

Veja também o caso da enorme “coincidência” entre o Filme “O rei leão” e um anime japonês da década de 50 no nosso blog parceiro Boca Aberta

Propaganda subliminar

O que é uma propaganda subliminar?
Uma propaganda subliminar se baseia no conceito do que o invisível atua no visível de maneira contundente.
O que quer dizer isso?
Quer dizer que a propaganda não atinge seu lado consciente de maneira direta, mas é percebida de alguma forma pelo seu cérebro, e isso pode afetar em maior ou menor grau as suas decisões de compra mais tarde.

Nem todas as mensagens subliminares tem como o objetivo vender, é claro. Algumas não passam de brincadeiras pervertidas para simplesmente sacanear e provocar saias justas no sistema opressor de uma grande companhia puritana como a Disney.

(Quanto a ser puritana, há controvérsias – LEIA: PARA ENTENDER O PATO DONALD) .
Vamos aos exemplos.
Neste quadro capturado do filme “O rei leão”, vemos o leão deitado com as estrelas ao fundo.
leao1 Propaganda subliminar Mas o mais legal é quando mudamos o contraste e a palavra SEX surge no céu.
leao2 Propaganda subliminar
A Disney acabou adimitindo este problema e culpou os animadores pelo “incidente”.
Mas não foi só isso.
disneyerotic Propaganda subliminarOlha só pra janela deste desenho e veja uma mulher com os peitos de fora.
Claro que isso passa numa fração de segundo, mas segundo os especialistas, é mais que suficiente para seu subconsciente registrar.
O uso de imagens sexuais nos produtos da Disney alcançou o ápice no filme A pequena Sereia, quando uma série de cenas mostravam conteúdo erótico velado, como ereções e etc.
Até no pôster havia um claro pênis desenhado no meio do castelo. Fato que gerou comoção nos Estados Unidos, fazendo com que a Disney tivesse um prejuízo milionário tendo que reimprimir os pôsteres do filme.
sereia1 Propaganda subliminar

untitled7fp Propaganda subliminar
Alguns sites que tratam do assunto da propaganda subliminar são taxativos com relação a existência do uso de mensagens subliminares auditivas nos grandes magazines, como forma de gerar compulsão pela compra de certos objetos ou para inibir os roubos.
Neste caso, uma voz repete ordens diretas como NÃO ROUBE!, ou a mais direta possível: COMPRE! Em um tom monocórdio e repetitivo que é tocado em loop numa escala de frequencia que está abaixo da compreensível quando estamos atentos.
Este tipo de ordem por repetição pode afetar o inconsciente humano reduzindo as defesas da mente consciente. É mais ou menos como na hipnose, onde o hipnotizador repete a ordem DURMA, DURMA, DURMA… Tantas vezes que o cérebro do paciente se rende e acata.

Embora muita gente fale sobre o assunto, não existem garantias de que isso realmente funcione.

Mas eu escrevi isso tudo para comentar sobre uma descarada propaganda subliminar bem no meio de um programa de culinária com muita audiência nos EUA.
Saca só:

[youtube]http://br.youtube.com/watch?v=LMzbwa6PvEE&eurl=http://www.mundogump.com.br/2007/02/01/propaganda-subliminar/[/youtube]

Caso você se interesse por isso e queira conhecer uma bibliografia sobre o tema, aqui está:

http://www.solute.com.br/livro.htm

CALAZANS, Flávio Mário de Alcântara.
Propaganda Subliminar Multimídia.
6. edição, São Paulo, Summus Editorial, 1992.
Coleção Novas Buscas em Comunicação, vol. 42

—-. Teoria da Comunicação Subliminar. Trajetória e questões
contemporâneas da publicidade brasileira; org. por J. B. Pinho.
São Paulo, Intercom, 1995. p.147-161.

—-. Subliminal for a new world . Comunication for a new
world: brasilian perspectives; edited by José Marques de Mello.
ECA-USP , 1993. p.77-87.

—-. Propaganda Subliminar Multimídia. Anuário de Inovações em
Comunicação e Artes. ECA-USP, 1991, p.343-353.

—-. As mensagens subliminares nas histórias em quadrinhos.
Leopoldianum.Unisantos , 18 (51) : 47-50, 1991.

Wilson Bryan Key:
Subliminal Seduction
Media Sexploitation
Clam Plate Orgy
Age de Manipulation

Vance Packard,
The Hidden Persuaders

Harold Bayley,
Lost Language of Symbolism

Robert Cirino,
Don’t Blame the People

Norma Dixon,
Subliminal Perception

G. Gordon,
Semantic Determination by Subliminal Verbal Stimuli

Carl G. Jung,
Psyche & Symbology

Claro que você não precisa concordar com isso. Para quem não está de acordo, ou quer saber mais e ver um contraponto às idéias de uma possível manipulação mental no nível abaixo do limiar da percepção, sugiro os seguintes links sugeridos pelo nosso leitor Supercético:

Mensagens subliminares, parte 1
Mensagens subliminares 2: Discursos invertidos
Mensagens subliminares 3: Sexo na Disney

Para tudo existem dois lados da moeda, e nem sempre conseguimos saber quem está com a razão. Quando é assim, o melhor a fazer é mostrar os dois e deixar o leitor raciocinar por conta própria.

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