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A maior cobra que já existiu

Todas as pessoas que gostam de folclore e lendas, já ouviu falar na lenda da Boiúna. A Boiúna é uma serpente gigante, com olhos luminosos que refletem a luz. De origem majoritariamente indígena, o mito da Boiúna se espalhou pelo Brasil, vindo do norte e do noroeste do Brasil, áreas ligadas diretamente à região Amazônica, ao Pantanal e aos nossos países vizinhos, como a Colômbia, Venezuela e a Bolívia.

Segundo a lenda, a Boiuna é uma serpente que vive nas escuras águas, passando a maior parte do tempo no fundo dos rios. Ela surge corriqueiramente durante a noite, e se faz notar pelos seus olhos luminosos, que atrai curiosos e pescadores, em sua direção.

cobragrande A maior cobra que já existiu

A questão dos olhos luminosos da Boiúna sempre me intrigou porque além de gostar de folclore clássico, também gosto do que os céticos chamam de folclore moderno, como os discos voadores. Sem entrar o mérito da questão da existência ou não dos Ufos, eu traço um paralelo dos olhos da Boiuna com um fenômeno curioso e bizarro, conhecido como “carro fantasma”.

O CARRO FANTASMA

O Carro fantasma sempre surge durante a noite. A história raramente diverge, e não raro, acaba em susto, tragédia ou acidente. Nela, um motorista vem dirigindo de madrugada por uma estrada quando avista, ao longe, os faróis de outro carro vindo em sua direção. O motorista se espanta ao ver que o carro vem na contra-mão pela estrada. Isso obriga o motorista a buzinar e sinalizar como pode (piscar faróis, acender o farol alto, pisca-alerta, etc) na tentativa de atrair a atenção do outro motorista para que retorne à sua pista.

Mas ele não parece interessado em retornar e continua a vir, na rota de colisão com o veículo. Assustado, o motorista etão joga seu veículo para o acostamento, sobe em gramados, invade pistas e corre risco de despencar de ribanceiras.

Costumeiramente, mudar de pista pouco adianta. Ao trocar de faixa de rolamento, o outro carro também o faz. Vindo sempre em direção de colisão frontal. Esse comportamento dá ao motorista a clara noção de que está lidando com um bêbado ou pior, um suicida.

O carro vem em alta velocidade, chegando perto, acende o farol alto e continua a vir, e tão logo se aproxima perigosamente do veículo,  o motorista se prepara para a morte iminente, para um acidente de proporções cataclísmicas,  o carro fantasma simplesmente VOA POR CIMA do outro carro. Ou apenas desaparece e não acontece acidente.

Eu ouvi pessoalmente pelo menos três histórias similares do “carro fantasma” no tempo em que eu fiz pesquisas com caminhoneiros na Dutra (este período da minha vida será tema de algum post futuro. Qualquer dia eu conto como era.)

O elemento curioso do carro fantasma é este: Parece um carro, age como se fosse um carro, mas não acontece a temida colisão. Segundos antes do choque entre os dois supostos veículos em sentidos opostos, o carro literalmente decola e sai voando.

Muito se especula sobre o que poderia ser o fenômeno do “carro fantasma”. Um par de luzes de voam paralelas, com média a alta luminosidade, seguindo as vias das estradas.

Curiosamente, luzes que voam com características similares podem ser encontradas nos registros catalogados por ufólogos junto a populações ribeirinhas. Na própria Operação Prato (uma operação secreta da FAB que visava investigar e compreender uma série enorme de atividades ufológicas na região de Colares -PA durante a década de 70) existem registros de luzes que trafegavam próximas a superfície da água, seguindo o curso dos rios e igarapés.Além disso, os dados médicos da operação dão conta que a maior parte da população afetada pelo fenômeno batizado de chupa-chupa e registrado em fotos, gravações e vídeo pelos militares brasileiros era de pessoas que viviam nas margens dos rios.

Bolas de fogo que perseguem pessoas são tão comuns no Brasil que lendas específicas sobre isso, como a Cumacanga (uma cabeça flamejante fantasmagórica que persegue os viajantes), não tardaram a aparecer.

Essas situações de cunho bizarro nas margens de rios não são novas no Brasil. Em 1560  o Padre José de Anchieta já registrava:

“Há também outros (fantasmas), máxime nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios, e são chamados baetatá, que quer dizer cousa de fogo, o que é o mesmo como se se dissesse o que é todo de fogo. Não se vê outra cousa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os… [...] …o que seja isto, ainda não se sabe com certeza.” (in: Cartas, Informações, Framentos Históricos, etc. do Padre José de Anchieta, Rio de Janeiro, 1933) fonte

Extrapolando a ideia do fenômeno do carro-fantasma, que me parece ter relação direta com uma ocorrência ufológica de coisas que a ufologia classifica como “sondas” (objetos voadores não identificados não tripulados, controlados remotamente e de dimensões pequenas) poderia ser interpretada por índios e ribeirinhos como “os olhos luminosos da Boiúna”.

A Boiúna, segundo Alfredo da Mata: “…transforma-se em mais disparatadas figuras; navios, vapores, canoas… engole pessoas…

Seria a enorme serpente que habita a escuridão do fundo do rio uma devoradora de gente ou esta seria a explicação local para os desaparecimentos misteriosos, conhecidos por nós como “abdução”?

É bom lembrar que as lendas surgem da incapacidade do homem de explicar o que não compreende. Do mesmo modo ocorre com o Boto, quando uma pessoa engravida no momento que não poderia ou não deveria, diz-se que o bebê é o filho do Boto.

Até mesmo aqui no blog, uma testemunha ocular da cobra gigante deu seu depoimento neste post: Segundo o leitor Isaque Newton, que era da marinha na época:

[...]Já presenciei coisas piores, que muita gente acha que é mentira ou delírio, como o navio fantasma todo iluminado que navega pelo Rio Amazonas (1994) e uma cobra gigantesca que estava mais pra dinossauro do que pra uma inferior sucuri de 8 metros. Esse bicho, tive contato com ele quando servia na Marinha no início dos anos 80 (1982)e estava a bordo da coverta Angostura rebocando uma balsa de óleo para a Estação Naval do Rio Negro em Manaus, (foi dada a baixa desse navio algum tempo atrás). Eu cumpria nesse momento serviço de auxiliar do timoneiro, quando de repente, lá pelas 1:00 da madruga nas proximidades de Gurupá (PA), em um rio muito estreito, avistei o monstro acompanhando o navio bem a boreste da proa. O timoneiro cochilava em cima do timão e eu corrigia o rumo a toda ora no visual, porque o oficial estava dormindo e o radar era lido por ele, o vigia disse que não viu nada. Porém, gritei para o timoneiro ter atenção no curso e corri para a lateral do passadiço,tirei a capa do refletor de luz de boreste e foquei na cara do bicho que se assustou e bateu muito forte na água desaparecendo. Nunca esqueci aqueles olhos vermelhos e a aparência de godzilla do bicho. Depois não comentei nada com ninguém porque as testemunhas estavam praticamente todas dormindo e apenas eu presencie tudo de fato.

Talvez eu esteja exagerando e tentando justificar uma lenda com outra, ou querendo interligar lendas e mitos, estabelecendo uma conexão entre essas histórias indígenas que podem não existir.

O sistema cultural indígena brasileiro, por não ter uma linguagem escrita, é diretamente dependente da narrativa oral. Sabemos que ao contar um fato, este se torna absolutamente suscetível a alterações, que podem até ser sutis, mas que ao longo de décadas e séculos, podem alterar-se ao ponto de se tornar elementos tão diferentes que uma única lenda se divide em várias.

O próprio Boitatá (uma cobra flamejante que voa entre as árvores da floresta) é entendido como um animal fantástico diferente. Mas será mesmo? Não seria o “mboi”+”tatá”=Cobra+fogo em Tupi Guarani, uma variante do mito da gigantesca Boiuna do Amazonas?

Seria o boitatá uma referência a luzes misteriosas que voam pela floresta? Seria uma interpretação ingênua da mente de alguém que não compreende o fogo fátuo?

E o Cavalo d´água? Este é um ente fantástico que vive supostamente no rio São Francisco, perseguindo embarcações. Também é conhecido pelo nome de cavalo-do-rio.

Seja como for, seria estranho se com tamanha vastidão mítica acerca delas, as cobras gigantes não existissem. Sabemos que no Brasil estão algumas das maiores serpentes existentes hoje, as Sucuris, ou como dita o americanismo endêmico no país, popularizados pelos filmes, as “anacondas”.

A sucuri é uma cobra enorme. Capaz de comer pacas, capivaras, jacarés e até bois inteiros, os relatos de pessoas comidas pela sucuri são vários e diversos. Do mesmo modo que a Boiúna, a sucuri vive nas águas e igarapés, aproveitando-se de um meio rico em alimento, de onde pode se aproximar sorrateiramente de todos os incautos que vêm beber água nas margens.

Mas a pergunta permanece sem resposta. Será que a sucuri é a maior cobra que já existiu?

Recentemente, pesquisas paleontológicas mostraram que no passado, existiu na bacia amazônica uma cobra bem maior que as sucuris atuais.

thelargestsnaketitanobo A maior cobra que já existiu

A comparação de uma vertebra de cobra adulta e a vertebra do fossil

Era um monstro enorme, que viveu há 50 milhões de anos atrás. Segundo os arqueólogos, o animal passava facilmente dos 13 metros de comprimento e seu tamanho e peso (mais de uma tonelada) indicavam que ela vivia a maior parte do tempo na água.

A cobra foi batizada pelos pesquisadores da Universidade de Indiana nos EUA, de Titanoboa e tinha o comprimento de um ônibus. Pra efeito de comparação, uma sucuri adulta pesa apenas 250kg. A Titanoboa pesava 1,2 toneladas.

O fóssil do Eoceno, a segunda parte da era Cenozóica, foi encontrado no leste da Colômbia. Sabendo que animais desconhecem as fronteiras geográficas definidas na cabeça do homem, é absolutamente provável que este animal fosse nativo das selvas tropicais do Brasil.

A questão que eu gostaria de abordar é: Será que as lendas não partem de evidências reais? Será que em algum momento da história do Homem sobre a Terra, os registros dessas cobras monstruosas que engoliam pessoas não foram incorporados aos seus rituais culturais e interpretações filosóficas acerca da natureza que nos cerca?

Teria o ser humano visto esta criatura? Seria a Boiúna o produto das observações erráticas do fenômeno Ufo somado ao registro ancestral de animais da megafauna?

E outra pergunta que poderia ser feita a partir disso é: Estará mesmo esta criatura extinta? O Celacanto, um peixe pré-histórico era considerado extinto até que o primeiro espécimen vivo foi encontrado na costa leste da África do Sul, em 25 de dezembro de 1938.

Da mesma forma que o fundo do mar é um universo de mistérios por serem desvendados, a imensidão verde da floresta amazônica, sua vastidão de rios, afluentes e igarapés também é um labirinto de surpresas que ceifou a vida de milhares de aventureiros, de Francisco de Orellana ao intrépido Coronel Fawcett.

Será que em algum lugar, na escuridão do rio, à espreita de um desavisado, está realmente a Boiúna?

fonte


Dinossauros lutam num programa de Tv ao vivo

Bem legal este video:

É óbvio que os dinossauros são fantasias, já que estes animais estão extintos a milhões de anos. Mas me impressionou o molejo da roupa de filhote de Trex (ou similar) que o cara usa. Dá pra ver as pernas do ator fora da roupa, mas isso no escuro faz qualquer um correr pela própria vida. Imagina que show chegar numa festa a fantasia assim. Muito legal. Se não me falha a memória, eu postei um video aqui em meados do ano passado, que mostrava esta fantasia sendo fabricada.

Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

Segundo a dica do meu amigo Alexandre, chineses conseguiram gravar um “monstro marinho” (obs: Eu sei que é um monstro lacustre, mas o termo “Monstro marinho” funciona melhor).

A estranha criatura teria sido registrada nadando perto da superfície de um lago na China.

Monstros lacustres são (são?) mitos que fazem parte da história humana desde tempos bem antigos. Serpentes marinhas, criaturas gigantescas cheias de tentáculos como o monstruoso Kraken eram figuras comuns no imaginário dos valentes homens que se lançavam ao mar em busca de desbravar o planeta (que pensavam ser plano) para descobrir riquezas. Muitos desses monstros ficaram famosos e são conhecidos (com inúmeras testemunhas oculares) até os dias de hoje. O mais famoso é Nessie, o monstro do Lago Ness, na Escócia. Outro monstro bastante famoso é o Ogopogo, que fica nos lagos da Columbia Britânica, no Canadá e vem sendo registrado desde 1700.
Embora criaturas enormes, com grandes corpos e cabeças de serpente venham sendo descritas e em alguns casos até registradas por equipamentos de testemunhas, não se obteve nenhuma prova irrefutável de que realmente existam. Por conta disso, os monstros marinhos estão na mesma categoria dos aliens e “pés grandes”, “homens das neves”, yetis e etc.
Seria possível mesmo que algum tipo de animal desconhecido ou ser pré-histórico tenha conseguido se manter incólumes em habitats longes dos olhos humanos por tantos milênios?
Esta é uma pergunta que muitos pesquisadores tentam – até o momento – em vão responder. Pesquisas usando sonares de alta precisão não identificaram o monstro de Loch Ness, embora tenham registrado atividades estranhas no lamacento fundo do lago, que permanecem inconclusivas (pois podem ser pedras, lodo, troncos podres ou até cardumes de esturjão).
Embora tenha sido registrado em relatos, e até mesmo em boletins policiais, o Monstro do Lago Ness, “Nessie” para os íntimos, sempre foi algo de truques e boatos falsos que embora tenham servido para divulgar o monstro, operaram com igual força na mente das pessoas para desacreditá-lo.
Um exemplo disso é a famosa foto em que Nessie aparece com a cabeça para fora do lago, que anos depois de rodar o mundo, foi reconhecida pelo próprio autor como uma fraude deliberada.

nessie564 Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

A famosa foto falsa do Monstro de Loch Ness

A maioria das pessoas já não crê mais em serpentes marinhas, famosas na idade média. Hoje, a maioria das pessoas que especulam sobre as erráticas criaturas que tem sido registradas, acreditam que possam ser algum tipo de plessiossauro, um tipo de dinossauro que parece se encaixar como uma luva sobre os relatos das testemunhas.
plesiosaur Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

Embora muitos céticos creiam que tudo não passa de uma questão cultural, algumas fotos deixam a coisa ainda mais intrigante. Uma delas é esta nadadeira, registrada com uma câmera submarina pelo barco de Robert Rines, em 1972, um barco que estava em busca do famoso monstro.

nessieflipper Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

Seria uma barbatana de monstro marinho?

A notícia de que fósseis de plessiossauros foram encontradas nas margens do lago Ness, contribuem para a crença de que Nessie seja uma remanescente de dinossauros, embora os plessiossauros tenham existido milhares de anos antes do lago vir a se formar, na era do gelo.

Outra fotografia impressionante é a do não tão famoso “Champ”, o monstro do lago Champlain.

champw Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

A mais famosa foto do Champ

O monstro do lago Champlain, um lago enorme que vai de Nova York ao Canadá já “apareceu” para cerca de 130 pessoas diferentes, sendo registrado em fotos muitas dessas vezes. A foto mais famosa foi obtida em 1977, quando Sandra Mansi passeava com a família na beira do lago. Ela viu a enorme cabeça da criatura emergir, sendo precedida por um longo pescoço e um corpo escuro. O marido de Sandra entrou em Pânico, gritando para que as crianças saíssem da água.Desde que sua foto foi publicada no New York Times, muitas pessoas alegaram ter visto o Champ. Entretanto, muita gente desconfia da veracidade da história alegando que o que foi registrado era apenas um tronco com um pedaço de madeira flutuante. Outra boa hipótese foi a de um elefante se refrescando num lago, com a tromba para fora. O problema maior com esta hipótese, é que não existem elefantes na região do lago Champlain.

A região do Canadá é fértil em termos de lagos e por conseguinte, de monstros lacustres. Talvez o monstro mais famoso de lá seja o Ogopogo, que aparece em registros de 1700.  O Ogopogo, ao contrário dos outros monstros, parece uma serpente, surgindo copm diversas corcovas para fora da superfície do lago. Ele teria uma cabeça parecida com a de um cavalo e seria muito rápido.

ogopogo Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

O aspecto mais assustador do Ogopogo é que ele come gente. Lendas dos nativos americanos referem-se ao Ogopogo tendo se alimentado de pessoas que se aproximavam do lago. E muitas pessoas que foram nadar no lago Okanagan sumiram sem deixar vestígios e seus corpos nunca foram encontrados.

Fora este, existem também os monstros (sim, um casal) Caddy e Amy, que supostamente vivem no baía de Cadboro. Já se passaram mais de duas décadas de aparições do estranho casal de moradores da baía. Estima-se que a taxa de avistamentos dos dois oscila em 6 avistamentos ao ano. Uma taxa impressionante para qualquer monstro marinho que se preze. As aparições chegaram a tamanha taxa de freqüência que ocorreu uma grande tentativa de capturá-los e transferí-los para um tanque em Vancouver. Obviamente, o empreendimento não obteve sucesso.

Sabe-se que outros lagos menos conhecidos ostentam casos de monstros. Um deles é um monstro argentino. Ele teria sido visto por um fazendeiro no lago Nahuel Huap, e seu nome é Nahuelito.

nauhelito Bizarro: Chineses gravaram um monstro marinho?

Nahuelito, o monstro lacustre portenho

Outro monstro curioso é o que habita um lago na Turquia. Confira o documentário sobre ele.

Se realmente essas criaturas existem ou se são produtos da mente humana, não podemos dizer. Mas apenas registrar e esperar que mais cedo ou mais tarde, novas descobertas da criptozoologia joguem luz sobre estes intrigantes mistérios do mundo.

Aqua Rex – Parte 1 – Esqueleto

Aqui está o concept do monstro.

Bom, a primeira coisa que eu faço antes de começar a esculpir é imprimir o desenho e catar referências diversas de dinossauros, lagartos, cobras, etc. Muitas dessas referências eu nem uso, mas funcionam me colocando no “clima” da peça.

O primeiro passo na escultura propriamente dita, é escolher uma base. Neste caso foi fácil, porque eu tinha um monte de base de mdf aqui em casa. Óbvio que a base deve ter um tamanho apropriado para a escultura, de modo que firme bem. Esta base que eu uso para esculpir não é a base final, que será escolhida lá no fim do trabalho.

Eu uso dois tipos de arame diferentes. Um fino, e outro mais grosso. Não uso nada grossão, porque dá mais trabalho, tudo fica mais difícil e a maioria das minhas esculturas não são grandes, porque eu tenho amor ao dinheiro e falta de espaço físico. O que eu faço é torcer o arame deste jeito aqui.

Ao torcer, o arame fica mais rígido e tenso. É fundamental torcer nas áreas estruturais da peça, que são as pernas, porque elas concentrarão todo no peso não somente do esqueleto, como também das camadas de massa.

CIMG0468 Aqua Rex   Parte 1   Esqueleto
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Um dia na escola

CENA 1- Externa dia

Plano geral de uma escola. As crianças entram fazendo aquela algazarra em meio uniformes e merendeiras para todos os lados.
A câmera mostra o esquadrão de vendedores na porta da escola. Vende-se de tudo. Sacolés, balas, chicletes, brinquedos, milho, pipoca, algodão doce, e todo e qualquer tipo de coisa que chame a atenção de uma criança.
Corta para o sinal que esguela aos quatro ventos o início da aula.
Plano geral do pátio. Está vazio. Todos já entraram em suas salas.
Entra um garotinho atrasado. A câmera acompanha sua corrida desesperada enquanto cruza o pátio carregando uma mochila gigante que é quase do tamanho dele.

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Construindo dinossauros


Super maneiro este video. É uma ótima idéia aquela  fantasia de velociraptor.

Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?

Eu não estava sabendo, mas meu amigo Trovão me contou que a Paramount Pictures está preparando o lançamento de um filme 3d dos Smurfs. Link.

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Hummmm. Não sei se devo gostar disso. Eu acho que Smurfs eram legais em 2d. Salvo raras excessões como Ice Age, Madagascar, e etc, o 3d endurece muito os personagens cartoons.

Personagens que nascem para o 3d são novidades e o povo não sabe o que esperar. Tudo é novo e a estética se impõe com facilidade. Mas o que dizer de um desenho animado que está cristalizado na mente das pessoas desde 1981, com 256 episódios e muitos prêmios Emmy no bolso?

Sei lá. Parece que querem enfiar 3d guela a baixo de vez. Hoje tem 3d em tudo. Não sou contra o 3d, pois seria um contrasenso, já que vivo basicamente de computação gráfica, mas tenho uma postura um pouco crítica quanto a sua aplicação. Vamos pensar. Todos os efeitos especiais precisam ser 3d? Precisamos mesmo de explosões 3d, lutas e vôos cada vez mais piortécnicos (vide o último homem aranha) ao ponto de dar labirintite na platéia?

Bons e memoráveis filmes do passado ficaram marcados na história sem precisar recorrer à computação gráfica. A Disney praticamente encerrou suas produções 2D, fazendo uma fração do que era feito décadas atrás. É como se 2d tivesse ficado obsoleto pelo fato de que o 3D surgiu. Quando o 3d apareceu com vontade no mercado audiovisual americano, ele foi devastador. O 3d não matou completamente, mas feriu perigosamente o 2D e quase extinguiu o próprio 3d, na arte cinematográfica do stop motion.

Quando Spielberg queria fazer Jurassic Park, ele contratou um dos grandes gênios na arte do Stop motion para produzir os dinossauros.

f 01080702tipm 8d1f96c Vem aí Smurfs 3d. Vai prestar?Phil Tippet, que havia animado quadro a quadro os Tauntauns de Star Wars, Rancor, os andadores imperiais(At-AT) e um monte de criaturas, dando vida e contribuindo de maneira efetiva para Star Wars Inaugurar de vez o Oscar de efeitos especiais.

Phil produzira antes excelentes animações sobre dinossauros, que vinham sendo feitos com a técnica 3d física desde muito antes, quando o mestre supremo da arte, Ray Harryhausen também se dedicava a criaturas com dentes afiados, garras e muita escama em clássicos da “sessão da tarde” inesquecíveis, como “Fúria de Titans”, “Simbad”, etc. As pessoas estavam acostumadas ao sistema de animação quadro a quadro e as inovações de Phil Tippet no setor aumentaram absolutamente o realismo quando ele criou o sistema Go-motion, que era um avanço sensacional na animação frame by frame porque tirava o boneco de foco em intervalos regulares, dando a sensação de que a coisa estava realmente na cena. Phil usou o go-motion com maestria em cenas sensacionais do cinema, como o robô ED 209 de Robocop.

Para a criação de Jurassic Park, Phil produziu algumas apresentações e cenas sensacionais em stop motion.

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Teste de Tippet para os velociraptors. (me parece bem real)

Tudo ia bem, até que o departamento de 3d da ILM onde o próprio Phil Tippet trabalhava mostrou a Spielberg seus projetos de dinossauros em 3d.

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Primeira apresentação do T-Rex 3d.

Spielberg arregalou os olhos e percebeu que aquele ali era o ponto de virada no cinema, onde os dinossauros deixariam de ser 3d real e passariam a ser virtuais. Phil ficou chateado mas foi mantido na equipe, passando a coordenar os movimentos e animações dos animais 3d. Para a arte da animação, mudou pouco, já que em 3d o processo de animar é relativamente similar ao do Stop motion, tirando o fato de que em algumas coisas o computador quebra o maior galho, fazendo todos os quadros do ponto A ao ponto B pra você, e no stop motion, são dias e dias de sofrimento, movendo o boneco manualmente para fotografar cada um desses pontos.

Mas a rertirada do stop motion de Jurassic Park marcou a indústria e estabeleceu uma espécie de chancela de que Stop motion já era.

Produtos anteriores ao Jurassic Park ainda mantiveram acesa as esperanças para a técnica, mas logo tornaram-se cults. Como “O estranho Mundo de Jack”, de 1993 e Wallace e Gromit, criados no longíncuo ano de 1982.

O 3d se sofisticou, ganhou novos sistemas e acabou reduzindo muito os custos de produção com a melhora e barateamento dos computadores.

A estética 3d foi difundida e lentamente animações manuais e quadro a quadro saíram do mercado das grandes produções para aparecer em eventos de animação de menor porte. Foi um período chato onde tudo era 3d. Na tv as aberturas criativas de Hans Donner da década de 80 deram lugar a brilhos, luzes e degradês enjoativos. Até pessoas viararam 3d, com Antônio Fagundes rodando dourado numa das mais toscas aberturas de novela já feitas nesta galáxia.

Com o tempo, a moda do 3d começou a diminuir e filmes de grande qualidade nessas técnicas clássicas ganharam as telonas. A noiva cadáver, dando continuidade ao Cult “O Estranho Mundo de Jack”, “A fuga das galinhas” e o clássico “Wallace e Gromit” são frutos de uma guerra silenciosa entre a animação computadorizada e a manual.

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Os personagens de Nik Park: Heróis da resistência

Tudo parecia estar caminhando para uma convivencia pacífica de técnicas, tendo o 3d apenas aniquilado o stop motion como efeito especial. Animações de qualidade técnica absurdamente boas como Os incríveis e procurando Nemo começaram a conviver com produções idealizadas e mantidas em 2D, como Os simpsons.

É por isso que eu me preocupo quando uma Paramount resolve desenvolver um classico 2d em 3d. Os Smurfs perderá a alma? Perderá sua ingenuidade? Sua simplicidade cativante?

Minha opinião é que um filme não é bom nem ruim por ser feito nesta ou naquela técnica. Mas não sei se o público aceitará ou rejeitará Smurfs tridimensionais. É esperar e torcer para que isso dê certo. Na melhor das hipóteses, não é algo tosco como seria se fosse um tipo de “O grinch” com os smurfs sendo feito por atores anões com toneladas de mascaras feitas com látex na cara. Isso sim ficaria uma merda. Pra piorar, poderia ser um musical dirigido pelo Joel Shumacker. E os smurfs, tal qual Batman de Shumacker, também teriam mamilos.

Pensando bem, até que em 3d não é tão ruim.

Mau sapão, mau Sapão! -Descoberto sapo gigante de 50 cm de altura!

f pansfrogm cbe616e Mau sapão, mau Sapão!  Descoberto sapo gigante de 50 cm de altura!

Foi descoberto em Madagascar o maior sapo que (ao que se sabe) existiu no planeta. Infelizmente, ele foi descoberto num sítio arqueológico que indicou que o sapão viveu na Terra 70 milhões de anos atrás.

O Sapão está sendo chamado de “Belzebufo” uma referência aos chifres demoníacos que o animal pré-histórico ostentava e que eram similares ao do sapo-boi brasileiro. O sapo tinha mais de 40 centímetros de altura e comia outros sapos menores, além de insetos (os insetos daquela época eram enormes) e até filhotes de dinossauro.

O sapão tinha uma pele muito forte e protetora e também mandíbulas super fortes.

(Esse da foto é o sapão nojento que tem no filme “O labirinto do fauno”. Se não viu, veja. É uma obra prima!)

Fonte 

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