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Guru da grana

Presta atenção que este post pode ser importante pra você.
Milhares de pessoas neste exato minuto podem estar com uma idéia sensacional nas mãos, mas não sabem o que fazer, por onde começar…

Se você está neste dilema, tenho uma boa notícia. É uma iniciativa que eu achei muito bacana. Trata-se de um projeto do Itaú chamado Meu Guru da Grana. Mesmo que você não esteja com uma ideia matadora aí na manga, sugiro prestar atenção, pois ideias são como borboletas, e uma pode pousar na sua cabeça a qualquer momento e mudar sua vida completamente.
Mas que doideira de guru é esse? Do tipo que lê cartas? Faz previsões? Traz a pessoa amada em sete dias?
Não. Este tal Guru, é um cara super experiente, com anos de mercado. Um cara que já errou muito, acertou muito, viu muita gente surgir do nada e pessoas por erros bobos, perderem fortunas. Em suma, é um “mestre”. Um cara que conhece os perigos da jornada, e poderá orientar nosso herói quanto aos riscos e perigos do caminho.
Daí que o tal Guru da grana vai ser colocado pelo banco em contato com um correntista (que tem um nome bem legal) afim de ajudar o cara a realizar o sonho dele.
O caso  é o típico de um cara que quase literalmente tropeça numa boa ideia. Um dia, Filipe estava na academia, foi tomar uma ducha e… Teve uma ideia que poderia mudar a vida dele para sempre.

O cara teve a ideia, mas como fazer com que ela funcione efetivamente?

O Guru da Grana começa a dar as dicas:

Este lance do guru da grana representa uma interessante mudança de paradigma do banco, que percebeu que não basta oferecer serviços e produtos para seus clientes. É imperativo fazer com que os projetos deles dêem certo. O banqueiro não faz isso porque quer ser canonizado, obviamente. O banco quer que o cliente dele fique rico. É óbvio, já que nenhum banco gosta de cliente “ralado”. Depois do Filipe e da família dele, o banco é um dos maiores interessados que ele dê certo na vida, já que isso significará mais investimentos, mais demanda pelos serviços do banco. Além disso, tem a questão óbvia: Se você está na duvida sobre qual banco escolher, um banco que te ajuda a ficar rico é uma escolha potencialmente muito inteligente, né?
Eu tô torcendo para que esse negócio aí do Guru da grana dê certo, afinal eu também tenho conta lá, e como vocês sabem, ideia por aqui nunca faltou. hahaha.
Vou continuar acompanhando a saga do Filipe pra ver se a ideia dele vai dar certo.

Para saber mais e acompanhar o Meu guru da grana (existem outros casos rolando, não é só o do Filipe) o site é este.

 

edartigopatrocinado Guru da grana

Obrigado ao Rafael Alves da agência F.biz pelo interesse em anunciar no Mundo Gump para uma audiência superior a 600 mil leitores por mês. Fazemos votos de grande sucesso para o projeto Meu Guru da Grana, do Itaú! Este foi um artigo patrocinado. Se você tem um blog, um site, um produto ou um serviço que considera ter qualidade, veja as nossas condições de publicidade e adquira um artigo patrocinado.

Como ganhar grana: Dica pra quem compra muito pela Internet

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Oportunidades de Ganhar Dinheiro em Casa Como ganhar grana: Dica pra quem compra muito pela Internet

Recebi esta dica da minha tia Malu. Ela disse que ouviu esta dica de um amigo dela  e resolveu testar. Ela descobriu que tinha direito mesmo a uma restituição, então, como minha tia garantiu que funciona, estou indicando pra vocês:

Pessoal, pra quem é de SP talvez isso não seja novidade, mas para mim (e outros da comunidade) acredito que seja:

O governo de São Paulo (estado), para incentivar os consumidores a exigirem nota fiscal, devolve 30% do ICMS das mercadorias para o consumidor.
Muita gente nem sabe disso (eu descobri hoje) mas é ridiculamente fácil.
Na verdade não precisa fazer nada, é só entrar no site da receita estadual de SP (no primeiro acesso rola um cadastro) e pronto, já tem o saldo acumulado lá das compras de 2009 pra baixo e aí vc pode solicitar o depósito na sua conta, transferir o saldo pra alguém.

O grande lance pra quem não mora em São Paulo são as compras feitas pela internet, pq essas empresas tipo Submarino, Americanas e etc tem sede lá, então as compras pela internet geram esse crédito.

Eu entrei hoje e tinham 32,45 reais de crédito pra mim.
É uma merreca, mas para quem compra muito deve ser bem interessante.
Pra quem compra muito pela internet, fica a dica.”

http://www.nfp.fazenda.sp.gov.br/

Taxas malucas: Por que que a gente é assim?

Tem muita coisa que me incomoda. Mas nada me deixa tão puto quando instituições me consideram “otário”.

Veja, estou falando das “taxas”. Já reparou como que no Brasil pagamos “Taxa” pra tudo?
Como se não bastasse sermos o país com uma das taxas de impostos mais alta do sistema solar, ainda vem um bando de -desculpa a franqueza – FILHO DA PUTA – meter mais uma mão no nosso bolso, em alguns casos, de forma velada. Em outros de forma desavergonhada, acintosa e em outras, ao arrepio do que diz a lei.

Uma das taxas que mais me incomoda é a “Taxa de cadastro”.
Pode ver que a “Taxa de cadastro” é uma daquelas ideias engenhosas provindas da escura e diabólica mente de um safado maldito, e que tem a única razão de ser de meter a mão no nosso bolso. Se você não sabe do que eu estou falando, e tem uma conta em banco, parabéns, você está sendo roubado e nem sabe disso!
O cara que inventou a tal “taxa de cadastro” é tão canalha que ele deve ter uma salinha privativa no inferno já esperando por ele, bem ao lado da salinha destinada ao desgraçado que coloca legenda branca em filme de cinema.

Volta e meia (todo ano) os bancos privados retiram uns caraminguás da sua conta a título de “taxa de cadastro”. Isso ocorre você querendo ou não, e pra piorar, ocorre mesmo quando ABSOLUTAMENTE NADA mudou na sua vida, o que significa que enes não tiveram porra de trabalho nenhum, mas mesmo assim, te cobraram por um suposto “trabalho” que não foi feito.

Tem outras taxas que são aparentemente sem sentido, mas que volta e meia a gente acaba tendo que pagar. Tipo as taxas malucas do Detran. O Detran tem taxas altas para alguns serviços meramente burocráticos/eletrônicos. Sem falar nas cobranças claramente ilegais dos órgãos estaduais. Por exemplo, existe jurisprudência do STF no qual a taxa de registro de veículo (FDL) é considerada ilegal. E o Detran continua a praticar a taxa, na maior CARA-DURA. Tá pensando que é taxa baratinha?

No caso de o bem ser financiado, o documento leva um carimbo informando que o veículo está alienado para o banco que o financiou. É por este carimbo eletrônico que a FDL e a Fenaseg cobram taxas que somam 240 reais, um custo adicional para os donos de veículos automotores, que já pagam várias taxas embutidas no financiamento do veículo. Uma delas chega a R$ 1.000,00 disfarçada de “tarifa de cadastro”. Um assalto ao cidadão que precisa de um financiamento bancário.

Muitas das taxas brasileiras se dão descaradamente “ao arrepio da lei“. Neste caso, os caras dão o “migué” e “se colar, colou”. E cola, na maioria das vezes, porque o Brasileiro que reclama seus direitos é chato, é mal amado, é zé ruela…
Um exemplo? Tem vários. Um dos mais comuns é a taxa para emissão de histórico escolar. Isso está claramente proibido por lei, mas um monte de instituição de ensino SAFADA te cobram.

As taxas de emissão do histórico escolar e do certificado de conclusão de curso, bem como da expedição e registro de diplomas estão incluídos nas mensalidades pagas pelos serviços educacionais prestados pela instituição, conforme a interpretação dos artigos 22, XXIV, e 24, IX, da Constituição Federal, combinados com os artigos 48, § 1° e 53, VI, da Lei n° 9394/96 – LDB – em face dos artigos 2° e 3°, da Lei n° 8078/90 – Código de Defesa do Consumidor, e nos termos da Lei nº 9.870/99. fonte

Que foi? Tá aí todo pimpão porque a sua universidade particular não cobra? Pois saiba que eles apenas fizeram um expediente malandro, de embutir esta taxa nas suas mensalidades. Ou seja, mesmo quando não paga, VOCÊ PAGA!

Quer outra? Sabia que o banco tem que te indenizar se você passar mais de 30 minutos em pé na fila? Conhece alguém que já ganhou esta indenização? Nem eu. Mas eles existem. E infelizmente, são uns poucos (e quase todos advogados).
Não sei onde você mora, mas aqui no Rio de Janeiro uma lei estadual determina que o atendimento deve ser feito em no máximo 20 minutos, em dias normais e 30 minutos, na véspera ou após feriados prolongados.
Então, há lei determinando o que se entende por razoável como tempo de espera condizente com o respeito e a dignidade. Porém, não é praxe de muitos bancos tratar consumidores com, reitera-se, respeito e dignidade. Basta ir a qualquer agência bancária para vermos filas enormes de clientes esperando interminavelmente para serem atendidos. O engraçado é que você chega na agência, e aquele banco que bateu recorde mundial de faturamento, tem doze guichês de caixa. Mas sabe quantos efetivamente trabalhando? Dois! Sendo que um é só para os idosos, gestantes e deficientes, o que resulta em um. UUUUUUUUMMM! Você chama o gerente da agência pra reclamar e ele te explica que:

“…Na verdade são dois, mas um deles está em horário de almoço.”

Você respira fundo e tenta empurrar aquele grito de “POOOOORRAAAAAA!” guela abaixo, para não dar vexame de pirado na agência. Como que uma instituição bancária se arvora no direito de controlar e guardar seu dinheiro e investimentos se não tem a mínima competência para estabelecer uma escala de controle de almoço, ainda mais sabendo que a população trabalha e muitos só tem a maldita hora do almoço para pagar contas?

Não é possível, meu. Aliás, é é possível sim. Este é o país da piada, da esculhambação.

Quer outro exemplo de nego cobrando taxa ilegal na maior cara-dura?
TV A CABO.
Quando você contrata a Tv a cabo, paga uma taxa de serviço. Ok. Até aí normal. Mas tenta só pedir um ponto extra pra ver o que acontece?
Eles vão te cobrar uma taxa MENSAL pelo ponto extra. Acontece que -eles sabem disso – é ILEGAL este tipo de cobrança, já que existe uma Resolução de nº 488/07 da Anatel que indica claramente a proibição de cobrança nesse sentido. Quando você ( um em um milhão)liga para o SAC e informa esse seu direito, sabe o que eles dizem?

“Pague a taxa primeiro e recorra ao PROCOM, e então, mediante determinação judicial, retiramos a taxa”.

Veja o grau de canalhice suprema desses ordinários! Não obstante saber que estão lesando o consumidor, o cara que paga O SALARIO DELES, os caras se aproveitam da complicada estrutura jurídica do país, e contribuem para que ela piore, produzindo um mar de processos que tem como única finalidade enrolar a vida do consumidor de tal maneira que ele aceite passivamente mais uma cenoura no cú, digo, mais uma conta pra pagar no fim do mês. (Quer dizer, isso pro cara que não deu o mole supremo de colocar a conta em débito automático, porque quem faz isso é igual marido traído, quando chega a saber, é o último.)

No Brasil, é normal empresas privadas (que vivem de lucro) tentarem a todo custo foder o consumidor. Um bom exemplo são as companhias aéreas, que desrespeitam as normas de regulamentação do setor, criam suas próprias regras, onde chegam a desvergonha de cobrar até 100% de taxa de “multa” por remarcação de passagem.

Hoje mesmo me deparei com uma curiosa taxa, que foi o estalo que desencadeou este meu post. Uma taxa de “cadastro” (Agora todos no inferno aplaudem).

Veja, para se registrar um livro, de modo a fazê-lo legalmente e portanto poder distribuí-lo e vendê-lo, é necessário um código chamado ISBN.
O ISBN é um simples, idiota, ridículo, (e qualquer outro adjetivo que você queira usar aqui), numero de código de um cadastro de obra literária.
É assim: Você preenche uma ficha com o nome do livro, marca o tipo de tema, coloca o nome do autor, numero de paginas, anexa uma copia da folha de rosto do livro (aquela que vem depois da capa) e paga uma taxa baratinha de doze reais.

Ok, um burocrata da Agência Brasileira do ISBN, um órgão do Ministério da Cultura, portanto FEDERAL, vai pegar aquilo e digitar num sistema de computador. Leva o que? Três minutos? Talvez menos, certamente. Aí ele aperta o enter.
ACABOU! O computador vai gerar um numero de 13 dígitos que identifica sua obra. Se você quiser o código de barras, a instituição PÚBLICA dá pra você, mediante a uma taxa de Vinte e dois reais a mais. Se quiser com fotolito, aí o preço dobra, sobindo para quarenta reais. (isso por um escroto código de barras que é gerado com um miserável clique do mouse)

Mas aí você pensa: Ah, chorando miséria por causa de quarenta merréis?

Então, na hora de tentar registrar sua obra, você descobre que não pode. Ué. Não pode? POr que?
Porquê você (lá vem a frase demoníaca) “não está cadastrado no sistema”.

Ué. Mas não é só cadastrar?
E é. Mas isso não se dá de graça. Você tem que pagar (senta pra não cair) a soma de CENTO E OITENTA REAIS para “cadastramento”. Como eu já disse antes, “cadastramento” é pegar o que você marcou na ficha e preencher num programa de computador e apertar o “enter”. Só! Não é gravado com cinzel numa placa de mármore de carrara não. Não é gravado a ouro e não requer um supercomputador da NASA.

Eu sinceramente gostaria muito de entender por que a Fundação Biblioteca Nacional, que é um órgão Público, cobra quase duzentos reais apenas para “cadastro” de autores de livros, e também cobra uma taxa (venda casada?) extra por emissão do ISBN. Não estou exigindo que façam gratuitamente este serviço, mas o que justifica um valor destes para um cadastro que é feito num terminal de computador? Se pararmos para pensar que R$ 180,00 é mais do que a maioria dos 1,2 milhão de brasileiros que recebem salário mínimo tem para gastar com alimentação, fica ainda mais explícita a vergonha.

É deveras impressionante que um jogo de Playstation 3 que envolve centenas de pessoas, técnicos, artistas, atores especializados, equipe de vendas, promoção, distribuição, pesquisa e etc, todo mundo ganhando em dólar, com software e hardware dos mais avançados, sai ao consumidor final por menos que isso.

Como que pode um mero cadastrozinho de merda para gerar um código de miseráveis 13 dígitos ser tão caro?

Por que no Brasil pagamos tantos impostos caros quando quase todos os serviços públicos ocultam taxas estranhas? Veja, para depositar um pedido de patente, o INPI – outro órgão FEDERAL, portanto PÚBLICO, cobra uma série de taxas.
Vejamos:

A taxa de depósito é de R$ 140,00, mas pode diminuir para R$ 55,00 para pessoas físicas, instituições de ensino e pesquisa e microempresas. O pedido de exame de invenção com até 10 (dez) reivindicações é de R$ 400,00 (R$ 160,00). Já o pedido de exame de modelo de utilidade custa R$ 280,00 (R$ 110,00).
Aí você ainda tem que preencher uma papelada burocrática que é um PESADELO pior que aquela prova final de Cálculo III.

Se você for um cara iluminado, e não havendo obstáculos processuais como exigências ou subsídios ao exame deverão ser pagos EXTRA R$ 95,00 pela expedição da Carta-Patente, ou R$ 40,00 pela de carta de invenção ou modelo de utilidade.

Você acha que acabou? LEDO ENGANO, meu chapa!
O depositante do pedido e o titular estarão OBRIGADOS ao pagamento de uma tributação anual, denominada “anuidade” (Arts. 84 a 87 da LPI). Tá achando que é mole? Os caras querem te garfar PARA TODO O SEMPRE!

Aí me dá até gastura, quando eu pego uma revista que vem comentando como o “potencial de inovação do Brasil é mais limitado que os de outros países”. POOOOORRA! Só quem já tentou patentear alguma coisa aqui sabe que O ESQUEMA É FEITO PARA BENEFICIAR UMA MEIA DUZIA DE ESCRITÓRIOS ESPECIALIZADOS.

Nesse país de filhos da puta, cria-se a dificuldade para vender a facilidade. Quando a tecnologia chegou, era pra ter dado barata voa nesses burocratas canalhas, nesse bando de despachante, mas não. Criou-se ainda mais complicações. Criou-se uma instituição de culpar o “sistema”. O cara não quer trabalhar? Diz que o “sistema saiu do ar”, o “sistema caiu”. Ou pior: “O sistema errou”.

E o bobo (nós) engolimos essa.

Se para registrar uma invenção, um modelo de utilidade ou uma marca custa caro e é complicado, para registrar uma obra cultural, não difere muito.
Para registrar um original de conto, livro, peça, música e até história em quadrinhos e personagens, é no escritório central de Direitos Autorais. Você chega lá, preenche uma ficha, anexa documentos, e recebe um boleto de GRU (guia de recolhimento da União) para pagar no banco, segundo estes valores.
O mais bizarro é que os caras cobram coisas completamente insanas, como um valor para personagem Preto e branco e outro completamente diferente para um personagem colorido. POOOOOOORRAAAAAAAA! Que diferença faz, meu Deus do céu? Por que eu pago 50 reais para registrar um personagem preto e branco e 80 reais para registrar o mesmo personagem colorido?
O que vem a ser essa porcaria de registro? Um papel que diz:

“O personagem XXXX foi registrado por XXXX no dia XXXX sob o número XXXXXXXXXX-XXX”.

Então pergunto: O que muda? Por que cobranças de valores diferentes numa mesma categoria? Por que cobrar um valor de uma pessoa física e outro de uma pessoa jurídica? Por que motivo, razão ou circunstância uma empresa tem que pagar mais que um indivíduo? Não basta ISS, ICMS, IR, INSS, CSLL, IOF, IPI?

Nos EUA essa merda aí nem existe. Lá o cara lacra num envelope e carimba no correio e guarda num cofre.

É insano, minha gente!
É uma farra. Eu realmente não entendo a natureza de um monte de cobranças (essas são apenas a ponta de um enorme iceberg de merda que nos é enfiado guela abaixo todos os dias pelo ESTADO), até porque, com a tecnologia, era para estes custos diminuírem, não aumentarem como vem ocorrendo.

Não é possível diminuir? Pode me chamar de burro, de retardado, de imbecil de acreditar que é possível baixar os valores das taxas brasileiras, mas a exemplo, cito outro órgão que recentemente baixou suas taxas de registro de domínios, a Fapesp. Por que? Porque são bonzinhos? Porque são santinhos? Amigos do povo?
Não, porque todo mundo que não é trouxa descobriu que estava mais barato registrar domínios no exterior. Vendo a grana deixar de entrar, os nossos belíssimos burocratas pensaram: “melhor ganhar menos e ganhar que não ganhar nada”.

Por que um site custa 30 reais para registrar e um livro (que só exigem nome, cpf e o preenchimento de um formulário) custa 180? Não é discrepante?
Taxas deste tipo não estão atuando a favor da inovação, da criação e do registro de obras de arte/culturais no país.

É ridícula a quantidade de taxas para todos os lados. Até no boleto, a coisa mais boçal do planeta terra existem taxas de emissão (ilegais em muitos estados) que podem chegar a quatro reais. Ou seja, pagamos até a taxa da taxa!
Aliás, nego gosta de ferrar o cara que já está ferrado. Experimenta pedir empréstimo ou financiar um bem qualquer e você vera a horrível “taxa de abertura de credito”. Ou seja, o banco, que vai ganhar dinheiro em cima de você com JUROS, ainda te cobra pra ganhar o seu dinheiro!
Ah, mas essa taxa foi proibida! – Alguém vai dizer. Mas acabou? Não. Ela só mudou de nome.

Me admira saber que isso ocorre num país que a cada ano bate recorde de faturamento com os impostos. É uma dinheirama espetacular. Só nos três primeiros meses deste ano, 2011, o governo arrecadou R$ 228,155 bilhões,um crescimento de 11,96% na comparação com o mesmo período do ano passado. É o retrato de um país em que o cidadão tem que trabalhar 4 meses no ano apenas para pagar impostos e essa quantia só sobe quando seu salário sobe também.

Será que estou errado em reclamar? Eu penso que não, afinal, não uso a saúde pública, não uso educação pública, praticamente 100% das estradas que eu uso são privatizadas cobrando pedágios caríssimos (pago quase R$ 50 em um trecho de menos de 200km só pra poder ver minha avó), a gasolina que eu uso vem com tanto imposto que é quase o dobro (93%) do preço praticado no mercado americano (media entre 1994 e 2004), pago IPVA, ISS, ITBI, IPTU (um dos mais caros do Brasil e o mais alto do ESTADO do Rio) ou seja, eu pago por tudo o que uso. Resumindo, eu pago tudo, véio. Pago também plano de saúde. Enquanto isso o governo me cobra uma taxa anual que ele chama de Imposto de Renda, como o nome diz, eu pago impostos sobre o que eu ganho.

Reclamo das taxas que brotam por todos os lados porque eu acho que não cabe mais trolha no Brasileiro. Até agora, são 74 impostos.

Com tudo isso, chega a me doer fisicamente a vergonha de saber que ainda precisamos ser subtraídos em taxas ocultas e explícitas. Tanto as legais quanto as ilícitas.

Um perfume de um milhão de dólares

Este perfume custa um milhão de dólares.
Você teria coragem de pagar um milhão de verdinhas num mísero e ordinário vidrinho de perfume? Não?

Pois acredite se quiser, tem gente que gasta.

O produto em questão é este perfume DKNY aqui em baixo:

dkny million dollar pefume Um perfume de um milhão de dólares

1million perfume bottle Um perfume de um milhão de dólares

Quanto ao perfume em si, é o mesmo que este

Não, ele não levita, ele não toca musica, e  não é feito ou filtrado com diamantes, e nem sequer provém da área 51. O perfume é exatamente igual ao DKNY Be Delicious que tem na prateleira do magazine. Logo, trata-se de um perfume, na completa acepção da palavra, ORDINÁRIO.
A única coisa que ele tem de diferente, é que este perfume tem sua EMBALAGEM adornada com 2.909 pedras preciosas de todas as partes do mundo. E isso inclui uma turmalina brasileira de 1.65 carat, uma safira oval do Sri Lanka e 15 diamantes rosa lapidados na forma de brilhante, provindos da Austrália, cada qual com 1.28 carats. Além disso estão incluídos um rubi, e um diamante com lapidação em forma de pêra. Todas as gemas foram cuidadosamente montadas para simular o skyline de Nova York.
O vidro de perfume mais caro do mundo levou 1500 horas para ser feito, e será exposto ao redor do planeta. Após a exposição, ele finalmente será vendido e o dinheiro, doado para caridade.

Alguém aí quer apostar que quem vai levar essa joça pra casa é um sheik árabe petroleiro?

fonte

Churrasqueira de ouro

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Quer fazer aquele churrascão de bacana? Olha só esta churrasqueira toda banhada em ouro 24K:

most expensive grill Churrasqueira de ouro

Essa churrasqueira custa nada menos que 165.000 dolares.

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Me espantarei se souber de alguém que tenha comprado isso. Além de feio e cafona ao cubo, ela certamente servirá para fazer aquele churrasco sem graça dos americanos, que é um bife de hambúrguer cheio de molho agridoce apimentado em cima.

Não imagino uma boa razão para comprar esta merda, mas caso você seja um rapper querendo se exibir para os vizinhos ou um sheik árabe que já comprou o sorvete de ouro, o carro de ouro e também a banheira de ouro e a caveira de diamantes, tá aí uma boa pedida.

fonte

Uma garrafa que custa o mesmo que dez Ferraris

Você já ouviu falar da Vodka Diva? Trata-se de uma das bebidas mais caras do mundo. A diva é uma vodka que vem numa garrafa de cristal alemão, e tem a particularidade de ser filtrada em diamante. Talvez isso explique seu preço, que chega a nababescos R$2.120.000,00!

diva vodka Uma garrafa que custa o mesmo que dez Ferraris

Nesse tempo em que políticos brasileiros quintuplicam o patrimônio e conseguem num mandato aumentar em mais de mil porcento o seu patrimônio líquido, fica difícil pra nós, meros mortais, entender o quanto este goró é caro. Dessa forma, vou explicar visualmente o que é esta garrafa de vodka.

divacarros Uma garrafa que custa o mesmo que dez Ferraris

Ferrari F430 F1 usada, ano 2006 - fonte

Você pode comprar também nada menos que mil seiscentos e oitenta e nove lanchas usadas (com o motor!) pelo preço desta garrafa.

divalanchas Uma garrafa que custa o mesmo que dez FerrarisLancha com motor usada, ano 1989 - fonte

Que tal um imóvel? Com esta garrafa você compra duas mansões na beira do lago na Flórida. A mansão tem 5 quartos, 4 banheiros, um lavabo, vista panorâmica do lago, heliporto, Piscina aquecida, sala de jogos, cinema,  duas garagens, deck de pesca, rampa para barco, ancoradouro para hidroavião (!) e sistema de segurança.

divacasas Uma garrafa que custa o mesmo que dez FerrarisFonte

Você também compra 27 lanchas Yamaha turbo de alta velocidade (loura gostosa não inclusa)

divalancha2 Uma garrafa que custa o mesmo que dez Ferraris

Lancha Yamaha 242 SJet fonte

Talvez o mar não seja mesmo a sua praia e você prefira algo mais substancioso. Com o preço desta vodka, você poderia comprar nada menos que QUATRO CIDADES na Letônia. Tudo bem que a cidade está meio abandonada, mas juntando quatro, talvez dê para fundar o seu pequeno país. 

divacidade Uma garrafa que custa o mesmo que dez FerrarisCidade à venda na Letônia por meio milhão de reais. Inclui hotel, 1 clínica, 1 hospital, 1 creche, 1 clube, 1 agência dos correios, central de calefação, além de uma torre de água, garagens + complexo de bunkers subterrâneos e abrigos para caso de guerra nuclear. O lugar não está contaminado!

Com o preço deste goró, você também poderia comprar um Missil Tomahawk, de 1,3 milhões de dólares. (tecnicamente faltariam 30 mil reais para pagar o míssil, mas se você aplicar a grana ou conseguir um desconto para pagamento à vista, dá pra comprar) Com um peso de 1,5 tonelada, 6,25 metros de comprimento e a um custo por unidade que oscila entre US$ 600 mil e US$ 1,2 milhão, pode transportar uma ogiva de 450 kg e outros projéteis adicionais.

Esse míssil é capaz de voar a uma altitude que oscila entre 15 e 100 metros, acertando o alvo com margem de erro inferior a 80 metros.

divamissil Uma garrafa que custa o mesmo que dez Ferraris

Desde 1991 foram lançados mais de 1.000 Tomahawks, segundo a empresa construtora Raytheaon Company. Durante a operação Tempestade do Deserto, 282 destes mísseis mar-terra alcançaram seu alvo, sobre um total de 297 lançados. Em setembro de 1995, 13 mísseis desse tipo foram lançados do “Normandy” americano contra as baterias antiaéreas sérvias na região bósnia de Banja Luka. fonte

Segundo o Programa Alimentar Mundial, todos os dias, 20 mil crianças morrem de fome, quando bastariam 19 centavos de dólar para garantir uma refeição por criança.

divacrianças Uma garrafa que custa o mesmo que dez FerrarisO dinheiro gasto por um ricaço para beber uma única garrafa da vodka mais cara do mundo, seria suficiente para suprir as três refeições no dia para mais de 2.409.090 crianças!

Existem aproximadamente 400 milhões de crianças cronicamente doentes no mundo. Cada uma delas poderia receber três refeições por dia pelo que foi gasto em somente nas primeiras 16 horas de combate na guerra do Iraque. A quantia gasta na guerra entre 2003 e maio de 2008 poderia ter alimentado todas as crianças no mundo que passam fome por mais de seis anos. fonte

 

EDITADO: Esta vodka foi suplantada por outra – acredite se quiser – MAIS CARA! Trata-se de uma vodka de três milhões e setecentos mil dólares! O nome dela é nada menos que apropriado, Billionaire Vodka:

billionaire vodka 7118 570x570 Uma garrafa que custa o mesmo que dez Ferraris

Você daria três milhões de dólares nisso aí?

Meninas-mulheres

Outro dia me impressionei ao descobrir um sutiã em miniatura com enchimento. Na etiqueta, “para crianças de quatro a sete anos”.

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Alguém poderia fazer o favor de clarificar na minha mente obnubilada pelo impacto do produto, qual a razão pelo qual uma criança de quatro a sete anos deveria ter peitos? E usar um sutiã?

Chegamos ao ponto do grotesco, em que criança não pode mais ser criança. Eu já havia falado sobre este lance aqui em outro post, e a cada dia, me escandalizo mais ao ver que há um interesse permeando a sociedade de consumo no qual não existem indivíduos. Existem apenas consumidores. O que me incomoda nem é tanto haver um sutiã com enchimento para crianças que deveriam estar brincando de pular corda ou andando de bicicleta, correndo no parquinho. Existe toda sorte de produtos imbecis pelo mundo. Até aí, morreu Neves. Mas a parte em que “o produto já estava esgotado em várias lojas” me leva a refletir que estamos numa sociedade esquizofrênica demais.

Mas quando as mães começam a comprar este tipo de coisa e produzir suas filhas, expondo-as desde cedo a idas ao salão de cabelereiro para fazer balaiage (seja lá que merda for balaiage) colocar unhas postiças, fazer luzes, permanente e usar maquiagens e cremes anti-rugas numa menina que nem sequer sonha em menstruar, é bizarro o suficiente para constar neste blog.

O que está acontecendo com o mundo? Com as pessoas?

Volta e meia eu vejo passeatas pelo resgate da paz, volta e meia eu vejo passeatas pela liberação da maconha, volta e meia temos passeatas e manifestações pela redução das armas. Mas cadê a porra da passeata e manifestação pela volta do bom senso?

Hoje, eu me deparo com matérias de jornal que me fazem desejar que seja primeiro de abril. Confira:

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Parece que agora virou moda aplicar botox em crianças. Desta vez foi a mamãe Kerry Campbell, da Califórnia (EUA). Ela quis se livrar das ruguinhas que apareciam no rosto da pequena Britney, de apenas oito anos!

Kerry afirma que fez a aplicação de botox em sua filha porque Britney pediu, quando elas se preparavam para participar de um concurso de beleza. Kerry revelou ao programa Good Morning America, da ABC News, que também depila as pernas da filha com cera, para que nenhum “pelo fofo” apareça, tudo em nome do sucesso em concursos de beleza. Segundo a mãe, eles julgam muito, pegam pesado e são rudes nesses concursos.

Especialistas dizem que agora a criança corre sérios riscos de ter problemas psicológicos a longo prazo devido os tratamentos de beleza tão precoces. fonte

 

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Você acha isso bonito?

Estamos vivendo tempos, meus amigos, em que os pais precisam fazer curso para poder aprender a negar as vontades esdrúxulas de seus filhos. Vivemos no século da permissividade, que gera deformações de caráter que só vão realmente causar problemas sérios no futuro. O pai que dá o sutiã com enchimento porque a filha viu que as amiguinhas da escola tem e ela não tem deveria levar um murro no meio da cara. Que bosta de educação é esta que as pessoas vem dando para as crianças?

E não me venha com o argumento escroto de “ah, você diz isso porque não tem filho…” já que não é necessário ter filho para adquirir bom senso. Hoje temos uma dificuldade gigantesca nas relações de poder. As relações de poder no mundo se horizontalizaram de tal maneira, que filhos mandam nos pais, e os pais tem praticamente que pedir aos filhos para fazer isso ou aquilo. Outro dia, no shopping, vi uma menina dando ordens a mãe, como uma pequena ditadora, dizendo o que ela deveria levar ou não.
“Que porra é essa?” – Pensei, ao testemunhar a cena em pleno shopping center. A mãe, por sua vez, com uma expressão de mucama masoquista, ficava implorando a filha para não levar mais roupas, as quais a menina jogava sobre a mãe como se ali estivesse sua escrava particular. Enquanto eu esperava uma reação daquela mãe, só vi um pálido zumbi, recolhendo as roupas que caíam pelo chão ante a passagem da infanta déspota.

Quando as fronteiras da autoridade são excluídas, abrimos a porteira para que as crianças se tornem pequenas ditadoras. Agora pegue isso e junte com a sociedade onde o individualismo e hedonismo já atinge proporções alarmantes e teremos um panorama perigoso para o futuro.
Evidentemente que não podemos generalizar. O comportamento de vestir crianças como adultos não é uma prerrogativa dos tempos modernos. No passado se fazia isso. Até o século XVI nem sequer existia o conceito separador de criança e adulto e as crianças foram mão-de-obra valiosa para a economia de muitos países, sobretudo na revolução industrial. Em termos de vestuário, a criança só começa a ganhar roupas diferentes das usadas pelos adultos no século XVIII.

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Crianças foram mão-de-obra descartável na revolução industrial

Como não havia a percepção de que a criança era um ser em desenvolvimento, com características psicossociais próprias para sua idade, elas acabavam sendo percebidas como adultos pequenos onde a vida cotidiana se dava ao meio da vida dos adultos sem separação.

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Infanta Margarida em 1653

Com isso, as crianças eram comuns nos prostíbulos de Roma e vendidas como escravos por toda a Europa antiga e medieval.
Quando uma pessoa não tinha filhos, simplesmente tomava uma criança para ela, e caso a criança se recusasse, neste processo unilateral de adoção, seu destino era apenas um: a morte.
O fato era que crianças não gozaram de afeto especial durante a maior parte da existência humana neste planeta, e por isso, foram consideradas “descartáveis” em muitas sociedades.

 

Não era um bom negócio ser criança até meados do século dezoito, quando surgiu uma concepção romântica de infância. Essa concepção atingiu seu auge no início do século XIX, com uma mudança sutil na noção de inocência que era até então defendida por pensadores anteriores, que viam a criança como uma caixa vazia ao qual caberia ao adulto encher com o que melhor lhe aprouvesse. Os românticos, por sua vez, sugeriam uma noção infantil das crianças como “ criaturas de profunda sabedoria, sensibilidade estética mais apurada e uma consciência mais profunda das verdades morais duradouras”. Sabe aquela frase que sua vó costuma dizer “a criança não mente” ? Vem desse tempo aí.

O século XX foi marcado por grandes transformações em várias áreas do conhecimento humano. Deixamos finalmente de nos estruturar em sociedades agrárias para formar clusteres urbanos, onde seu poder familiar não era mais marcado pela produtividade agrícola. Agora a acumulação de capital era a tônica que marcava as sociedades modernas, e pela primeira vez na história do Homem, ter muitos filhos passou de grande vantagem estratégica a uma furada financeira sem precedentes.
Com relação a infância, e a forma como vemos as crianças, passamos de um período de sentimentos inexistentes no século 17, para uma época de extrema exaltação da infância nos séculos XIX e XX. Já o fim do século XX e inicio do XXI são marcados com a progressiva redução da infância. É o apogeu da adolescência. É o apogeu do período em que seus hábitos de consumo, e suas escolhas sociais comunicam ao mundo quem é você. Qual seu lugar na sociedade de classes. É o século do “diga-me o que compras e te direi quem és”.

E com base nisso, eu evoco a antiga teoria história de que nos elementos constituidores de nossa vida humana, “a vida vem em ondas como o mar. Num indo e vindo, infinito”.
Talvez a infância como todos nós pensamos que exista seja apenas uma percepção passageira, que do jeito que surgiu, desaparecerá para sempre. Talvez estejamos prestes a voltar a uma percepção de mundo que privilegia a carga que uma criança é capaz de carregar, traduzida na sua capacidade de convencer os pais a consumirem do que ao seu individualismo e particularidades próprias de um ser em construção.

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Meninas mulheres

A infância pode ter acabado e nem nos demos conta. O ingresso dessas crianças do século XXI cada vez mais cedo em espaços fora do lar, depósitos de pueris, como as creches e berçários, se torna uma realidade cada dia mais frequente. Da mesma forma que as mucamas e mães pretas do início do século XIX aleitavam e cuidavam, das filhas das sinhás, basta um passeio a uma praça qualquer das grandes capitais para nos depararmos com moças vestidas impecavelmente de branco empurrando carrinhos de bebês. Bebês que não são os filhos delas. Os filhos dessas mulheres certamente estão depositados em alguma creche, ou sendo cuidados pelos filhos maiores, que não raro são pouca coisa mais velhos que as crianças as quais tomam conta para a mãe poder trabalhar. Seja uma creche, seja numa casa, seja dentro de um barraco, estão confinadas.

Onde estão as mães das crianças  nos carrinhos importados?

Nos shoppings, consumindo, nos cabelereiros, consumindo ou no trabalho, atendendo as demandas de consumo de outras mães e pais. As que não estão nos parques, talvez estejam em casa, encerradas em condomínios, convivendo com as mesmas pessoas, sob a mesma prisão travestida de uma égide de segurança. Ou ao sabor da Tv, do videogame e da internet.

A convivência, antes restrita a casa e família nos primeiros anos de vida, conta agora com um universo bem mais amplo. Embora cada vez mais limitadas fisicamente por muros, grades e portas, as crianças ganham o mundo como nunca antes foi possível. Estão expostas à informações e contatos com adultos que – como os noticiários volta e meia nos alertam – nem sempre tem boas intenções. Com tamanha entrada de informação no contexto infantil, vocabulário, alimentação, vestuário, lazer e etc, passam a sofrer uma forte influencia dos fatores externos, como a mídia.

São novos tempos. E são novas crianças. Numa perspectiva histórica da construção da infância, podemos perceber que os bacuris tiveram somente um período muito curto da história utilizando roupas adequadas para essa fase da vida. Com a adolescentização galopante, concluo que a criança do século XXI , no que diz respeito ao vestuário, está fadada a ser o adulto em miniatura da idade média.

Lamentavelmente.

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Ao custo de R$ 392.505,00 um pai bilionário resolveu surpreender seus filhos. A casa, que é uma réplica em escala do chalé de campo da família nos alpes suíços, foi construída sob encomenda no Reino Unido.
O Chalé, ricamente construído e decorado foi feito pela empresa Flights of Fantasy. O chalé das crianças ricas levou duas mil horas para ser montado.
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Só no frete, para levar a construção do Reino Unido até seu lugar de montagem, custou R$130.000,00!
Fabricado em madeira sólida de pinheiro, a construção foi cuidadosamente entalhada na parte externa e conta com calefação, lareira real de pedra, vidros duplos, iluminação artificial, além de moveis em escala e eletrônicos de ultima geração. Até a cozinha realmente funciona.
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Ninguém vai morar ali. O chalé é só uma casinha no quintal, para os filhos do bacana passarem alguns minutos com privacidade.

Quem pode, pode.

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